Pais e filhos ou conflitos de gerações

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

Tags: , , , ,

O que está acontecendo com as famílias evangélicas?

As estatísticas revelam que 52% dos internos da FEBEM de São Paulo são de famílias evangélicas. “Meu problema é meu pai. Tenho uma relação difícil com meu pai, não conseguimos conversar”.

Essas e outras frases e até outras mais fortes estão na boca dos adolescentes e jovens, mesmo evangélicos.

Antes da infância talvez fosse: Meu pai é meu herói. Papai é legal, ele me leva para o shopping, ele sai comigo, jogamos futebol, etc.

Uma pesquisa nos EUA revelava que 80% dos jovens evangélicos tinham problemas com seus pais. O que tem acontecido?

Os pais transferiram a responsabilidade de educar para as esposas (sobrecarregando-as emocionalmente)?

Os pais estão muitas horas fora do lar e quando estão em casa não gastam tempo de qualidade com seus filhos. Estão presentes, mas muito ausentes da vida dos filhos? São muito radicais, tudo é proibido, tudo é pecado (meu filho não faz isso ou aquilo). São muito liberais, não impõem limites, não pedem explicações, não exigem a “prestação de contas”?

É possível, que esses questionamentos acima, se apliquem em muitos pais da igreja, mas também temos filhos que dizem: Meu pai é meu amigo, me escuta quando preciso, não fica “pegando no meu pé”, é meu incentivador, já tivemos alguns problemas, mas ele me entendeu e está tudo bem. Ele dizia muito: no meu tempo… agora parou de falar isso, ele entendeu que somos outra geração. Ele passava muito tempo na internet, mas agora aluga filmes para vermos juntos.

O plano de Deus para pais e filhos

Quando o Senhor deu a lei para seu povo, incluiu um mandamento com promessas.

O que o Catecismo Maior de Westminster ensina sobre o quinto mandamento: Qual é o quinto mandamento? O quinto mandamento é: “Honrarás o teu pai e a tua mãe, para teres uma longa vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar”.

Que significam as palavras “pai” e “mãe”, no quinto mandamento? As palavras “pai” e “mãe”, no quinto mandamento, abrangem não somente os próprios pais, mas também todos os superiores em idade e dons, especialmente todos aqueles que, pela ordenação de Deus, estão colocados sobre nós em autoridade, quer na família, quer na igreja, quer no Estado.

Por que são os superiores chamados “pai” e “mãe”? Os superiores são chamados “pai” e “mãe” para lhes ensinar que, em todos os deveres para com os seus inferiores, devem eles, como verdadeiros pais, mostrar amor e ternura para com aqueles, conforme as suas diversas relações; e para levar os inferiores a cumprirem os seus deveres para com os seus superiores, pronta e alegremente, como se estes fossem seus pais.

Qual é o alcance geral do quinto mandamento? O alcance geral do quinto mandamento é o cumprimento dos deveres que mutuamente temos uns para com os outros em nossas diversas relações como inferiores, superiores ou iguais.

Qual é a honra que os inferiores devem aos superiores? A honra que os inferiores devem aos superiores é toda a devida reverência sincera em palavras e em procedimento; a oração e ações de graças por eles: a imitação de suas virtudes e graças: a pronta obediência aos seus mandamentos e conselhos legítimos: a devida submissão às suas correções; a fidelidade, a defesa, a manutenção de suas pessoas e autoridade, conforme os seus diversos graus e a natureza de suas posições; suportando as suas fraquezas e encobrindo-as com amor, para que sejam uma honra para eles e para o seu governo.

Quais são os pecados dos inferiores contra os seus superiores? Os pecados dos inferiores contra os seus superiores são: toda negligência dos deveres exigidos para com eles; a inveja, o desprezo e a rebelião contra suas pessoas e posições, em seus conselhos, mandamentos e correções legítimos; a maldição, a zombaria e todo comportamento rebelde e escandaloso, que vem a ser uma vergonha e desonra para eles e para o seu governo.

Que se exige dos superiores para com os seus inferiores? Exige-se dos superiores, conforme o poder que recebem de Deus e a relação em que se acham colocados, que amem os seus inferiores, que orem por eles e os abençoem; que os instruam, aconselhem e admoestem, aprovando, animando e recompensando os que fazem o bem, e reprovando, repreendendo e castigando os que fazem o mal; protegendo-os e provendo-lhes tudo o que é necessário para a alma e o corpo; e que, por um procedimento sério, prudente, santo e exemplar glorifiquem a Deus, honrem-se a si mesmos, e assim preservem a autoridade com que Deus os revestiu.

Qual é a razão anexa ao quinto mandamento para lhe dar maior força? A razão anexa ao quinto mandamento, para lhe dar força, contida nestas palavras: “para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”, é uma promessa de longa vida e prosperidade, tanto quanto sirva para a glória de Deus e para o bem de todos quantos guardem este mandamento.

Devemos meditar nestas respostas, consultar as porções bíblicas e pedir ao Senhor que nos ajude em nossa caminhada cristã.

A relação de pais (pai e mãe) e filhos é fundamental para o caráter, equilíbrio emocional e realizações dos pais e dos filhos.

Que o Senhor abençoe o seu lar.

_______

Texto escrito por José João Mesquita e publicado no site www.ejesus.com.br .

Ingredientes para um casamento feliz

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

Tags: , ,

Deus criou, designou e planejou o casamento. Então ele iniciou um plano para assegurar a sua eficácia. Este plano é apresentado na Bíblia, e, no livro de Efésios, é chamado de “caminhada” dos crentes. Biblicamente, esta “caminhada” mostra como o crente deve viver dia após dia, progredindo em obediência e ouvindo cuidadosamente a voz de Deus, à proporção que ele fala através de sua Palavra. Longe deste plano de obediência a Deus, em nossas vidas, será extremamente difícil alcançarmos um relacionamento de amor e que dure para sempre. Com a liderança e ajuda de Deus, à medida que o casal progride e cresce em amor, um casamento feliz está assegurado. Bem… não totalmente. Para isso, são necessários dois ingredientes, sempre e para sempre. Um dos ingredientes é a oração, pois, sem o poder de Deus esta caminhada em amor será impossível. O outro ingrediente é a determinação, por parte do casal, de trabalhar efetivamente em seu relacionamento. O casamento não pode ser conduzido por um piloto automático. Se comprometidos com estes ingredientes, será possível um casal construir um relacionamento que reflita o amor de Cristo por sua Igreja.

Agrade a Deus em primeiro lugar, e não aos homens

Publicado por Sérgio Leitão em Liderança

Tags: ,

Um sinal certo de insegurança pessoal é o desejo de que todos gostem de você. Paz a qualquer preço. Permanecer neutro para não ofender ninguém. Paulo aprendera a resistir a essa armadilha: “não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração”. [...] Paulo compreendeu os perigos envolvidos em dizer às pessoas o que elas queriam ouvir, em vez de declarar o que elas necessitavam ouvir (Charles R. Swindoll).

Cultivar amigos faz bem!

Publicado por Sérgio Leitão em Amizade, Relacionamento

Tags: , ,

por Robson Brito

“Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão”. Provérbios 17.17

Pesquisadores descobriram que a endorfina é uma substância produzida a partir do carinho e da presença de um amigo, uma espécie de bálsamo para muitas das dores humanas.

A amizade não só libera este remédio natural produzido pelo cérebro, mas diminui a tensão interior e refrigera a alma. É como se o corpo se desarmasse, ancorado na segurança de ter um amigo. Além disso, ter uma pessoa do lado, com quem se possa contar, ajuda a controlar melhor a pressão arterial, contribui para proteger os vasos sanguíneos de possíveis lesões, equilibra o batimento cardíaco, bem como dá uma força e tanto contra a depressão.

Temos que aprender a desenvelopar a capacidade que Deus nos deu de fazermos amigos. Quando eu era adolescente, li um livro, publicado pela primeira vez em 1937, atualmente com mais de 50 milhões de exemplares vendidos. O nome da obra é “Como fazer amigos” e está dedicado a um amigo pessoal do autor. Esta dedicatória é a mais interessante que já vi: “Este livro é dedicado a um homem que não tem necessidade de sua leitura!”

Muita gente que está enferma hoje seria curada se tivesse aprendido a cultivar com mais afinco amizades sinceras e verdadeiras.

O cultivo de amizade é uma via de mão dupla. Mantém-se pelo fluxo e refluxo de ações mútuas. As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que permanecem. Conservam-se em nossa existência, quando investimos nelas e nos abrimos para que elas invistam na gente. Certa vez, em uma comunidade que liderei, uma senhora reclamou que não tinha amigas. Procurei fazê-la perceber que ela não fazia nenhuma questão de cultivar amizades. Debochou de meus conselhos. Somente esperava que os outros fossem até ela. À medida que se isolava como uma ostra, a sua alma adoecia… Acabou morrendo.

Você pratica a arte de fazer novos amigos? Investe no relacionamento com os velhos amigos? Contenta-se meramente em ter conhecidos ou colegas? Tem dificuldade em chamar alguém de amigo?

Ainda tenho muito que aprender da virtude da afeição. Mas, permita-me lhe dar algumas sugestões, a fim de que cultive boas amizades:

1) Procure enxergar o potencial que Deus vê neles;

2) Ouça-os desinteressadamente e deixe-os falar de si mesmos;

3) Descubra e discuta seus alvos específicos;

4) Assuma responsabilidade de cooperar para a conquista desses alvos;

5) Procure discernir conflitos que os impedem de atingir esses alvos e exerça a criatividade para propor projetos que facilitem isso;

6) Aprenda a cultivar o interesse deles em alcançar essas metas;

7) Aprenda a consolá-los nos momentos de tristeza;

8 ) Assuma a responsabilidade pela reputação deles;

9) Seja sensível às suas atitudes e às deles, as quais venham necessitar de mudanças;

10) Procure discernir as causas básicas de deficiências de caráter;

11) Cultive o interesse de corrigí-las (deixe que ele também fale de suas falhas);

12) Comprometa-se com fidelidade, lealdade e disponibilidade.

Assim, você será mais saudável e o mundo será melhor.

_______

Fonte: Artigo escrito por Robson Brito e publicado no site www.institutojetro.com, em 09-11-2009.

Sonhando com famílias influenciando a qualidade de vida da cidade

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Oração, Relacionamento

Tags: , ,

Uma vida familiar boa é essencial e fundamental para a felicidade e o bem-estar de um indivíduo e da sociedade. Mesmo com os enormes desafios do casamento e da criação dos filhos, os componentes essenciais para uma família ideal são – e têm sido – em toda a história da humanidade e no mundo inteiro a principal experiência de vida para muitas pessoas. Mesmo diante dos imensos problemas políticos, econômicos e sociais, e cercados por desafios, a “família” continua sendo o esteio da sociedade.

O assunto família é sempre fascinante, oportuno e muito sugestivo. Portanto falar, pensar, ouvir e aprender sobre ele é sempre um grande privilégio. Ainda mais compartilhar o nosso sonho para “A Cidade dos Meus Sonhos”, que com certeza é o sonho de Deus: A qualidade de vida de nossas famílias influencia a qualidade de vida da cidade.

Família é uma instituição divina. Antes de Deus, o Criador, instituir o estado, a escola ou a igreja, primeira ele instituiu e constitui a família, que para nós se tornou o mais fascinante projeto de Deus. Após haver criado o reino vegetal, o reino mineral, e reino animal, sim, após haver criado todas as coisas, ele Deus, criou com muita graça a família. A família é a pedra angular, o fundamento da sociedade, é a organização pela qual se mede o estado em que se acha a humanidade.

Todos nós sabemos que a família é importante. Então como podemos efetivamente dar mais prioridade à família? O que é possível fazer para nos assegurarmos de que estamos realizando aquelas coisas que melhorarão a qualidade da vida familiar em nossa cidade? A exemplo do patriarca Jacó, do guerreiro Josué, do rei Davi, de Jonadabe o filho dos recabitas, de Priscila e Áquila entre outros.

No livro do profeta Jeremias, capítulo 29, versos de 4 a 7, lemos: “Assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel, a todos os do cativeiro, que eu fiz levar cativos de Jerusalém para Babilônia: Edificai casas e habitai-as; plantai jardins, e comei o seu fruto. Tomai mulheres e gerai filhos e filhas; também tomai mulheres para vossos filhos, e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; assim multiplicai-vos ali, e não vos diminuais. E procurai a paz da cidade, para a qual fiz que fôsseis levados cativos, e orai por ela ao Senhor: porque na sua paz vós tereis paz.” O Senhor, ele mesmo quem enviou seu povo ao exílio por causa dos seus pecados, mas mesmo em cativeiro Ele não os abandonou. Continuou exortando, dando orientações para eles terem paz. Ele, o Senhor, mostra que uma família alicerçada Nele, mesmo em tempo de tribulação, de guerra e perseguição pode usufruir das bênçãos. Ele diz pela boca do profeta, construam casas, habitem nelas, escolham mulheres (entre seu próprio povo)… casem-se… tenham filhos e filhas…. multipliquem-se. Busquem a prosperidade da cidade, trabalhem pela prosperidade da cidade, cooperem para que a cidade prospere, orem pela paz da cidade. Desejem o bem da cidade, amem a cidade, ou seja, busquem Shalom para a cidade.

Estamos vivendo uma época em que as mensagens sociais sobre esse aspecto da vida, viver em família, são incrivelmente confusas e desconcertantes. Até mesmo o propósito da família em si parece incompreensível. Enquanto no passado a família era, em geral, vista como uma instituição sagrada, necessária para a sobrevivência física, para a procriação, para a formação do caráter de várias gerações, para o treino de habilidades e para o fortalecimento emocional e espiritual, hoje em dia muitos a consideram opcional e essencialmente social e recreativa.

Também estamos vivendo um tempo em que nos encontramos divididos e voltados para muitas outras questões da vida, o que torna difícil parar para pensar sobre a qualidade da vida em família e como isso nos afeta e poderá afetar as gerações futuras.

O apóstolo Pedro em sua primeira epístola nos adverte: “Sede sóbrios e vigilantes! O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (5.8). A Bíblia nos diz mui claramente que nestes últimos dias nós enfrentamos a ira de um diabo totalmente ensandecido (Joel 2.2-10). Satanás sabe que seu tempo está acabando, e está decidido a devorar o povo e a cidade. “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12.12).

Contra quem o diabo direciona a sua ira? Seu alvo são as famílias piedosas – tanto as salvas quanto as não salvas – que querem proclamar e viver os princípios de Deus em nossa cidade e no mundo inteiro. ¬¬Ele está rugindo como leão esfomeado, atacando lares para devorá-los. Seu propósito infernal é destruir casamentos, distanciar filhos, pôr os membros das famílias uns contra os outros. O alvo é simples: ele procura levar ruína e destruição a todo lar que puder. Jesus referiu-se a esta obra demoníaca quando descreveu Satanás, dizendo: “Ele foi homicida desde o princípio” (João 8.44).

Muitas famílias em nossa cidade têm sido arruinadas pelo caos, tristeza e dor. E a devastação demoníaca chega de muitas formas: através do divórcio, de filhos rebeldes, da violência, da prostituição infantil, da corrupção dos valores éticos, de vícios de todas as espécies. Entretanto o resultado é sempre o mesmo: uma família antes feliz é desintegrada e devorada.

Tomemos como referência o tempo dos juízes para exemplificar como a qualidade de vida de uma família influência a qualidade de vida da cidade. Deus estabeleceu uma obra santa em Siló. Siló era o lugar onde ficava o santuário do Senhor, o centro de toda atividade religiosa em Israel (1Samuel 1.3). O próprio nome Siló quer dizer “o que pertence ao Senhor”. Isso fala das coisas que representam Deus, e revelam a sua natureza e caráter. Era também onde Samuel ouviu a voz do Senhor, e onde o Senhor lhe revelou a sua vontade.

No entanto, Eli era o sumo sacerdote em Siló, e seus dois filhos eram ministros no santuário. Eli e seus filhos eram preguiçosos e sensuais, totalmente consumidos por interesses próprios. Durante o seu ministério, permitiram que pecado grosseiro entrasse na casa de Deus. Com o passar do tempo, Siló se tornou corrompida. Logo o povo de Deus estava cheio de cobiça, adultério e hipocrisia.

Finalmente, o Senhor parou de falar em Siló. Basicamente, disse a Samuel: “Siló ficou tão contaminada que não representa mais quem eu sou. Esta casa deixou de ser minha. Não vou mais tolerar isto. Este lugar está acabado para mim”. Então o Senhor tirou sua presença do santuário. E escreveu “Icabode”, significando: “A glória do Senhor se afastou”.

Até que ponto um povo precisa chegar para que o Senhor retire dele a sua presença? Considere a cena em Siló: durante anos, ninguém havia se colocado na brecha em favor daquela sociedade. Ninguém se humilhou, clamando em arrependimento: “Senhor, não se aparta de nós!”.

Ao invés disso, Deus só via um povo endurecido em relação à verdade. Aqueles israelitas observavam todos os rituais religiosos e diziam todas as coisas certas, mas seus corações não participavam de nada daquilo. Todas as suas obras eram da carne. E o sacerdócio havia ido além do ponto de retorno.

A igreja de Jesus Cristo em nossa cidade deve se ocupar de ganhar almas, e a maioria dos cristãos são fiéis em fazer isto. Oramos pela nação brasileira, por avivamento em nossa cidade e por nossos vizinhos não convertidos. Damos graças a Deus porque o seu povo está cumprindo esta obra vital. Porém, perguntamos: quem está orando fielmente por seu pai, mãe, irmã, irmão, primo, prima, ou pelos avós não salvos? Orar por nossos queridos deveria ser da maior importância em nossas vidas. Afinal, a responsabilidade por este tipo de oração recai sobre aqueles que têm acesso ao ouvido de Deus, que estão suficientemente próximos dEle para fazer um pedido. Agora, se este alguém não é você, então quem é? Quem há de orar fervorosamente pela salvação da sua família, se você não o faz?

Talvez você pense: “Já tenho testemunhado à minha família há anos. Tenho vivido meu testemunho com fidelidade diante deles. Eles conhecem as minhas convicções. Agora só me resta entregá-los aos cuidados de Jesus”. É verdade que devemos entregar nossos queridos não salvos ao ministério de convencimento produzido pelo Espírito Santo. Mas confiar no Espírito não significa deixar de orar com insistência em favor de nossa família. Confiar no Senhor significa fazer exatamente o oposto. Se realmente confiamos nEle para a salvação e libertação de nossos queridos, clamaremos como aquele nobre: “Por favor, Jesus, venha já. Aja rápido, antes que meu ente querido se perca para sempre” (João 4.49). Somente oração agressiva e fervorosa pode combater os objetivos destrutivos de Satanás para arruinar nossa família e nossa cidade. Orações feitas por pessoas cujos corações estão divididos não derrubarão as fortalezas dele. Precisamos ser chacoalhados das preocupações que temos conosco mesmos, e levar a oração a sério. E devemos ficar perto de Jesus até que a sua resposta venha.

O salmista enfatiza a importância e o valor da unidade familiar quando diz: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela (Salmo 127.1-2).” O que faz uma família saudável pode tornar uma nação segura e em paz. Deus edifica famílias, casas, cidades e nações. Ele é o guardador das cidades que são formadas de famílias.

O salmo 128 reforça que um homem espiritual será abençoado tanto em seu lar como no seu trabalho. Estudos já demonstram como um trabalhador que vive em um ambiente familiar conflituoso, no trabalho sua produtividade será pequena como o inverso também é verdadeiro. A família é indicada como o maior responsável pela constituição de atitudes de respeito, obediência, responsabilidade e trabalho de equipe. Porém, o salmista tem um amor tão grande pela cidade de Jerusalém que diz como um homem que teme ao Senhor é abençoado, mas dentro dele há uma inquietação promovida pela falta de paz na cidade.

Precisamos estar cientes, portanto, que famílias fortes produzem sociedades fortes. Uma sociedade forte gera famílias fortes. Por conseguinte, famílias saudáveis e felizes representam tanto as raízes quanto os frutos de uma civilização estável e duradoura.

E o que produz uma família saudável e feliz? Acreditamos que todos aqueles que analisam com seriedade assuntos relativos à família concordam que: um casamento sólido e afetuoso tende a gerar uma família forte. Em geral, as famílias são felizes e bem-sucedidas, desde que seus membros: confiem, amem, acreditem, ajudem, confortem e perdoem uns aos outros; trabalhem, contribuam, orem, divirtam-se e comemorem juntos. As famílias que possuem relacionamentos saudáveis com seus familiares mais próximos são, em geral, mas felizes e enfrentam os desafios da vida como mais tenacidade.

É de suma importância refletir sobre o nosso papel na família, e precisamos aprender a conduzir a liderança de nossa família, isto é, em nossa extraordinária oportunidade de influenciar e criar os que estão à nossa volta segundo aqueles princípios que sempre produziram famílias e sociedades fortes e felizes.

Embora todos os membros da família – cônjuges, pais, avós, irmãos, irmãs, tias, tios, primos e primas – tenham a chance de contribuir de alguma maneira para a melhor qualidade de vida da família. Se Deus o chamou para liderar uma família, não permita que nada se interponha no caminho do privilégio que você tem de servi-lo e de servir ao seu povo por meio da aplicação do dom, dos recursos e da oportunidade que Ele preparou para você. Você é parte de um grupo especial de pessoas identificadas por Ele para uma tarefa desafiadora, mas compensadora: Mudar a qualidade de vida da cidade a partir da qualidade de vida de sua casa. Aos olhos de Deus você não é melhor do que qualquer outra pessoa por causa deste chamado, mas você é sem dúvida especial à medida que prossegue neste chamado. Mantenha as palavras de Isaías 32.15-18 gravadas em sua mente: “Mas Deus derramará sobre nós o seu Espírito; então o deserto virará um campo fértil, e as terras cultivadas darão melhores colheitas. Na cidade, haverá justiça por toda parte; todos farão o que é direito. A justiça trará paz e tranqüilidade, trará segurança que durará para sempre. O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranqüilos.”

SOUZA, S.L.; SOUZA, V.L.C. Sonhando com famílias influenciando a qualidade de vida da cidade. In: SAMPAIO, A.M.M (Org.). A cidade dos meus sonhos. Feira de Santana: Inteligência Editorial. 2008, p.67-75.

Uma escolha errada

Publicado por Sérgio Leitão em Princípios Bíblicos, Relacionamento

Tags: ,

Obediência a Deus não é uma questão de seguir regras arbitrariamente impostas por um senhor severo. Mas um meio de entrar na vida real, uma vida cheia de significado e propósito: “Vê aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal… escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30.15-19).

A obediência também não é apenas sobre ações externas. Mas uma reação interna a Deus como um ser pessoal: é a escolha de conhecer e amar “o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força” (Dt 6.50). No âmago dos mandamentos de Deus não está um conjunto de princípios ou uma lista de expectativas, mas a essência de um relacionamento. Somos feitos para amar a Deus com todo o nosso ser.

“E deu [a fruta] também a seu marido, e ele comeu com ela” (Gênesis 3.6). Nestas palavras simples encontra-se a explicação para o dilema humano que oprime gerações após gerações com sofrimento e dor. O pecado de Adão e Eva não foi comer um pedaço de fruta, mas almejar poderes como os de Deus, ansiando por algo além de seus direitos. Eles rejeitaram sua natureza como seres criados, limitados, finitos, e tentaram ser o que jamais poderiam ser – divinos. Queriam ser o seu próprio deus.

Essa única escolha de desobedecer a um mandamento divino trouxe consequências. Tendemos a pensar que isso significa havermos quebrado umas poucas regras, cometido alguns erros. Então nos desculpamos e continuamos com a nossa vida, certo? Errado. O pecado é muito mais do que quebrar regras. O pecado afetou e continua afetando toda a criação – deformando-a, frustrando-a, alterando-a e corrompendo-a.

Com o pecado Adão e Eva interromperam o relacionamento com Deus.

Qual foi a primeira coisa que Adão e Eva fizeram depois que comeram do fruto proibido? Tentaram esconder-se do Todo-Poderoso. Adão logo começou a culpar Eva por sua atitude; Eva, por sua vez, culpou a serpente por tentá-la (“A serpente me enganou, e eu comi”). Aí o relacionamento degenerado  trouxe subterfúgio, culpa, acusação, superioridade, amargura e orgulho – todos os elementos do colapso social que se vê hoje em todo o mundo, e que está escrito nos primeiros capítulos de Gênesis.

A Queda do primeiro casal afetou a natureza. Pelo fato de Adão e Eva terem recebido domínio sobre o restante da Criação, a rebelião do casal injetou desordem em todo o Universo. Deus alertou Eva de que, como conseqüência do pecado, o parto e a vida em família se tornariam uma questão de dor e pesar (Gênesis 3). Certamente é em nosso relacionamento íntimo familiar que sofremos os piores desgostos.

A Adão Deus alertou que quando tentasse cultivar a terra para plantar, ela produziria “espinhos e cardos”. O trabalho que originalmente era criativo e satisfatório, se tornaria uma questão de estafante labuta e trabalho pesado. Ainda, Deus disse a Adão e Eva que eles retornariam ao pó de onde foram tirados.

Em outras palavras, a morte e suas preliminares – a doença e sofrimento – se tornariam parte da experiência humana. Isso nos faz saber que o melhor diagnóstico para a condição humana está descrito no início do livro de Gênesis. Nele descobrimos de onde viemos, qual o nosso propósito e o que deu errado com o mundo.

Onde estão os amigos?

Publicado por Sérgio Leitão em Amizade, Relacionamento

Tags: ,

Você tem um amigo íntimo? Não estou falando apenas de alguém a quem você convida para almoçar, mas, sim de um amigo genuinamente íntimo, um amigo do tipo que você tinha na infância, na escola ou na faculdade. O tipo de amigo com quem você conversava, a respeito de toda e qualquer coisa. O tipo de amigo que apenas ria quando você dizia algo realmente idiota. O tipo de amigo a quem procurava se estivesse em verdadeiro apuro, ou se estivesse sofrendo.

O que aconteceu com esse tipo de amigo? Por que homens e mulheres não desenvolvem amizades adultas com essas mesmas qualidades de transparência e vulnerabilidade das amizades da nossa juventude?

Após a saudade das aventuras dos dias escolares que passamos, empreendemos uma guerra para estabelecer uma carreira, escolher o futuro cônjuge, iniciar uma família, construir uma vida e acumular coisas. Durante essa fase de “construção” na vida, não dispomos de muito tempo para os amigos – e a necessidade que sentimos não é tão grande assim. Afinal, uma esposa ou marido recente e filhos satisfazem muitas das nossas necessidades de relacionamento.

Mas à medida que o tempo marcha em frente, surgem necessidades que somente podem ser satisfeitas por outras pessoas, pessoas que andam nas mesmas pegadas, pessoas que compartilham os mesmos problemas, a mesma experiência com a vida. Nessa altura, as pessoas percebem sua necessidade de amigos, amigos genuínos, mas amizades adultas são difíceis de começar e mais difíceis ainda de manter.

Amigos têm muita influência em nossas vidas: “O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar” (Provérbios 12.26). Por este motivo, a escolha de companheiros é um assunto de grande importância: “Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau” (Provérbios 13.20). Nossas escolhas não envolvem apenas pessoas, mas decidem a nossa direção na vida e na eternidade. Tiago frisou bem este fato quando perguntou: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4.4). O mesmo livro fala de um homem de grande fé que rejeitou os caminhos errados de outros homens e mostrou a sua lealdade ao Senhor. O resultado desta escolha de Abraão? “Foi chamado amigo de Deus” (Tiago 2.23).

As amizades mais íntimas que a maioria das pessoas acaba tendo são com as pessoas organizadas em torno de suas carreiras. O dia todo, homens e mulheres trabalham juntos em tarefas comuns e essas metas comuns criam um nível de comunhão e espírito afim. Mas é raro os relacionamentos de alguma profundidade.

Amizade duradouras são constituídas sobre o alicerce do amor incondicional, lealdade perene e compromisso imutável, como foram as amizades de Davi e Jônatas, no Antigo Testamento (1Sm 18.1-3), e de Isabel e Maria, no Novo Testamento (Lc 1.39-56).

Sabemos também que corremos riscos com os amigos, principalmente com aqueles que sempre concordam conosco, apoiando-nos mesmo nas coisas erradas. “Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato” (Eclesiastes 7.5). O amigo verdadeiro nos corrige, e a pessoa sábia procura ter amigos com coragem e convicção para a repreender quando for necessário. Por outro lado, o insensato evita pessoas que corrigem e criticam, procurando aprovação acima de sabedoria. “O escarnecedor não ama àquele que o repreende, nem se chegará para os sábios… O coração sábio procura o conhecimento, mas a boca dos insensatos se apascenta de estultícia” (Provérbios 15.12,14). Ninguém gosta de ser corrigido, mas todos nós precisamos de amigos que nos amam tanto que mostram os nossos erros: “Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” (Provérbios 27.5-6).

O fato é que a maioria das pessoas tem um déficit de amizade. Seus balancetes estão vazios quando se trata de verdadeiros amigos. A maioria das pessoas não sabe como fazer nascer um amigo verdadeiro, ou como ser um.

Podemos estar cercados por muitos conhecidos, mas sem ter alguém com quem realmente conversar, com quem possamos compartilhar os nossos sonhos e temores mais profundos, alguém disposto a apenas ouvir, a apenas ser um amigo e ouvir, e nem sempre oferecer uma solução rápida.

O que precisamos compreender é que os amigos trazem riscos: rejeição, traição, vergonha, sentimentos magoados. Mas os amigos valem o risco, se pudermos aprender como encontrá-los.