Casal de “bobos”

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, , Relacionamento

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Com alguma frequência minha esposa é chamada de boba por algumas pessoas que não concordam com a sua forma de ser esposa e mãe.

Para aqueles que pensam segundo os padrões da sociedade moderna, eu também estou no rol dos esposos considerados “bobos”.

Portanto, assim como outros casais que conhecemos, somos um casal de “bobos”!

Mas, por que somos “bobos”? O que é uma esposa “boba”? O que caracteriza um esposo “bobo”?

Segundo os “sabidos”, as esposas “bobas” são aquelas que cuidam da casa com dedicação, preparam as refeições, arrumam o ambiente e dispensam atenção ao esposo e filhos.

As esposas “bobas” são submissas aos esposos, entendendo que eles foram responsabilizados por Deus para serem cabeça da esposa, conforme o ensino bíblico: “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja…” – Efésios 5:23.

As esposas “bobas” deixam de usar aquela roupa que seus esposos percebem ser inconvenientes.

As esposas “bobas” não exigem de seus esposos mais do que sabem que eles podem fazer pela família.

As esposas “bobas” não dão ouvidos ao movimento feminista, que prega a emancipação da mulher.

E os esposos “bobos”? Os esposos “bobos” são aqueles que amam suas esposas, obedecendo ao mandamento do Senhor: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela.” – Efésios 5:25.

Os esposos “bobos” respeitam suas esposas, procurando tratá-las com mansidão. Eles prezam pela convivência pacífica da vida conjugal. 

Os esposos “bobos” investem na família, procurando oferecer o melhor à esposa e filhos.

Os esposos “bobos” não desejam ter outra mulher, pois consideram suas esposas como querem ser considerados.

Os esposos “bobos” não perdem noites em farras com os amigos, pois valorizam a vida comum do lar, ao lado das esposas e filhos.

Agora, o que é mais interessante: As estatísticas mostram que as esposas e esposos que não são “bobos” têm uma péssima convivência, criam filhos mal preparados para a vida, são pessoas infelizes, e caminham rumo à separação.

Portanto, prefiro ter uma esposa “boba” e ser um esposo “bobão”.

Acredito que o mundo seria bem melhor com mais casais de “bobos”.

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Fonte: Texto de Pr. Isaías Alexandria Costa – isaias.alexandria@gmail.com.

Famílias sobre os escombros

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Liderança, Pais e Filhos, Relacionamento

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As cenas são cruéis. Chile, Haiti, Angra dos Reis, São Paulo, Rio de Janeiro, Estados Unidos, Europa, Ásia… Sobreviventes sob os escombros após vários dias sem água e comida. Outras imagens chocantes mostram os efeitos da chuva, do frio, do calor e de violências de todo o tipo. Quem analisa os fatos com a perspectiva bíblica sabe tratar-se do cumprimento das profecias da Palavra de Deus.

Mas, que ligação isso pode ter com relacionamentos e vida familiar?

Se me permitem fazer um paralelo, a família, como instituição, tem enfrentado terremotos, vendavais e ataques terroristas e muita gente está vivendo sob escombros relacionais, na complexidade tumultuada da vida familiar.

Desde o Éden, o primeiro casal foi vítima das artimanhas do inimigo. A instituição familiar é o alvo do diabo, através de ataques diretos e, principalmente, pela pressão exercida através dos valores distorcidos vividos pela sociedade, onde o dinheiro, o sexo e o poder são o tripé que sustenta o sistema mundano.

É um dilema ser um cidadão dos céus e viver diariamente com a cultura de um povo, que despreza os valores do Reino de Deus. O desafio é não ser seduzido pelo brilho e o fascínio dos banquetes de sensualidade das fontes poluídas de um pensamento secular, que divorciou-se dos absolutos da Palavra de Deus.

O perigo é quando nos amoldamos a uma cultura maligna, sem perceber que estamos flertando com o conteúdo proposto pela maior parte da mídia, que divulga, avaliza e incentiva o comportamento pecaminoso, inclusive nas nossas famílias. Isso acontece de forma lenta, gradual, sutil, persistente e tremendamente dominadora. Nada mais sedutor que aquilo que nos agrada aos olhos e mexe com os nossos desejos mais íntimos.

Quem estabelece relacionamentos sob essas influências vive em área de risco de tremores e desabamentos. E, exatamente como acontece com os cidadãos que vivem em locais perigosos, que oferecem resistência em aceitar as mudanças propostas pela Defesa Civil, o paralelo espiritual é verdadeiro. Apesar de ver a família dividida e desestruturada, muitos teimam em viver a penosa agonia da iminente destruição.

Não é por acaso que Deus afirma que “a terra se contaminou” (Lv 18.25) e determinou ao povo de Israel que não assumisse o jeito de viver dos povos ao seu redor (Lv 18.25), nem absorvesse as práticas dos seus contemporâneos. “Portanto, guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram antes de vós, e não vos contaminareis com eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.” (Lv 18.30).

Infelizmente, o que se vê hoje, inclusive nas igrejas, são jovens e adolescentes que estão deixando de namorar para “ficar”. Isso significa dizer que estão sendo apanhados pela lascívia e erotização que parece não ter limites. Há ainda aqueles, de todas as idades, que passam horas assistindo a programas que enaltecem o adultério, o homossexualismo, o ocultismo, a promiscuidade e todo o tipo de falcatrua. Não há como ficar exposto a tanto lixo e não ficar enlameado. São bases de areia que, cedo ou tarde, não subsistirão às crises e temporais que atingem a todos os seres humanos. Existem pessoas que foram seduzidas pelo comodismo, pela frieza e indiferença e se acostumaram, se integraram ao cotidiano do grupo. Se deixam levar pela falsa idéia de que nada faz mal, tá tudo certo, o tempo conserta tudo.

Outros trocam de parceiro por motivos banais e se cercam de argumentos filosóficos que amparem seu comportamento repreensível. Muitas crianças inocentes estão sofrendo com a destruição dos seus lares. Pessoas estão caindo na tentação da infidelidade conjugal, deixando um rastro de corações partidos, esperanças e vidas despedaçadas.

Será possível manter bons relacionamentos mesmo sob os escombros das famílias desajustadas e das nossas próprias ambiguidades?

O profeta Daniel foi desafiado a viver em uma cultura sedutora, sem ser seduzido por ela (Dn 1). É a perspectiva cristã de ser sal no meio da podridão moral: Viver uma vida genuinamente revolucionária, como foi a de Jesus. Certa vez perguntei a um político se ele achava que se os policiais ganhassem mais, a corrupção diminuiria. A resposta foi surpreendente: “Não! Corrupção tem a ver com caráter. Não importa o quanto se ganhe, se não for uma pessoa de caráter será corrupta do mesmo jeito.” Esse pensamento está de acordo com os ensinamentos de Jesus: “Quem é fiel no pouco é fiel no muito” (Lc 16.10). A oferta pode ser tentadora, mas o nosso compromisso deve falar mais alto. Nosso posicionamento diante do vendaval contra a família será fruto da firmeza do nossa decisão. Daniel determinou em seu coração não contaminar-se (Dn 1.8).

É momento de avaliar a condição dos fundamentos da própria casa. É preciso ficar atento à postura de pensar que está tudo bem ou que não precisamos de ajuda, ou imaginar que a nossa família está imune ao perigo. Quem enfrenta situações de risco não pode ficar inerte, nem “jogar a toalha”, como se a vida relacional já tivesse acabado debaixo dos escombros. É preciso dar sinal de vida, pedir ajuda, gritar. Não é preciso simular uma situação de bonança, quando há temporal. Pode ser que dê para sobreviver por um tempo, mas o oxigênio pode estar acabando, a vitalidade pode estar no fim. É preciso que o socorro seja feito com urgência.

A boa notícia é que a providência está chegando. Deus afirma “Clama a mim e responder-te-ei…” (Jr 33.3). Nos erros e acertos Jesus está conosco. Somos encontrados por Deus em nossos relacionamentos. Nas situações mais improváveis é que o milagre surgirá. Por mais que a família esteja desajustada, que haja sérias falhas de caráter, Deus continua acreditando e investindo em nós, como fez com Jacó e a família da promessa, que diante de mentiras, traições, brigas e mundanismo, teve a oportunidade de experimentar a restauração divina (Gn 32.28).

As histórias da Bíblia falam a nós, em nosso tempo. O mesmo Deus que prometeu a Abraão abençoar “todas as famílias da terra” (Gn 12.3), é um Deus que se associa com pessoas muito imperfeitas. Essa revelação é uma chama de esperança a quem tinha sido dado como morto. Os traços do caráter de Jacó, estão psicologicamente muito presentes em nós. Apresentamos as mesmas fraquezas, anseios, ambiguidades, necessidades, desejos e, ao mesmo tempo, o potencial para uma busca apaixonada pela sobrevivência, pela vitória, pela benção, pela solução, pela resposta, pelo resgate. É nessa busca, nessa fé, que vamos experimentar as soluções do Criador para a recriação do que parecia sem chance alguma.

Que isso sirva de aviso ou chamada de atenção aos pastores e líderes da urgência de buscar àqueles que estão minguando à nossa volta – debaixo de escombros relacionais.

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Fonte: Texto do Pr. Jairo Ribeiro extraído do site www.clickfamilia.org.br

O lastro

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Lastro é o peso usado para dar estabilidade a um objeto. Os navios carregam lastro sólido, na forma de pedras, areia ou metais. Hoje em dia, usa-se água para permitir a redução do lastro quando o navio está carregado. Quando o navio é descarregado, enchem-se os tanques para manter a estabilidade, o balanço e a integridade estrutural da embarcação.

Essa prática antiga produziu uma metáfora muito usada: “O “lastro” de uma pessoa ou de uma vida”. Diz-se que a experiência se transforma em lastro. Ou seja, esse “peso” passa a dar estabilidade à pessoa. Ela já não “aderna” com facilidade. Suporta as tempestades sem “emborcar”.

Também se diz que a família é o lastro de um jovem. Aqui, a versão moderna de lastro, que é aumentado e diminuído conforme a necessidade, é figura perfeita. Casa-se com a idéia de que o jovem, pela sua pouca experiência, precisa de mais lastro para enfrentar as crises da vida adulta. As tempestades atingem a todos, mas afundam os barcos mais leves. Também a família pode aumentar ou diminuir seu “peso” sobre um jovem, conforme perceba que ele está “navegando de forma instável”, ou que sua estrutura pode se romper.

Embora adultos tenham, em geral, o lastro da experiência, muitas vezes já não têm a família, ou esta já não funciona como tal. Nesse sentido, tanto adultos quanto jovens precisam saber onde buscar essa segurança e estabilidade para suas vidas.

Gostaria de sugerir uma importante fonte de lastro: a igreja. Ela é a segunda família. Com a diferença de que nunca desaparece, nunca se desfaz. Nossas famílias de sangue um dia se desintegram, seja por morte, seja porque nos mudamos para longe. Porém a igreja sempre estará lá, à nossa espera.

Sabemos disso. O problema é que tendemos a não considerar a igreja como família. Não aceitamos quando ela “aumenta o lastro” sobre nós. Não nos envolvemos tanto nem permitimos “aproximações exageradas”. E quando mantemos distância, quando permanecemos “visitantes assíduos”, retiramos da igreja esse elemento familiar; retiramos seu poder de estabilizar nossa vida para a hora da tempestade.

Sim, a casa edificada sobre a rocha é aquela que se constrói comunitariamente, com vinho e pão. E a imagem de uma construção, aqui, é útil: é algo que não se faz da noite para o dia. Há um longo e penoso processo de assentamento de tijolos com argamassa.

Na hora da tempestade, o “visitante assíduo” pede ajuda. E há de recebê-la, claro. Porém há uma ajuda que ninguém lhe poderá dar nessa hora: “lastro”. Não se mexe em lastro de navio em meio à tempestade.

Quanto a isso, o jovem tem as maiores dificuldades e também as maiores oportunidades. Seu lastro é pequeno, por causa da pouca experiência de vida. Mas, se começar agora, não chegará à velhice como “a palha que o vento dispersa” (Sl 1.4).

Jovem, descubra a bênção de envolver-se “até o pescoço” com sua igreja, com as pessoas da igreja. Sirva-as com perseverança, alegria e ação de graças. Parta-se como pão. Derrame-se como vinho, sem nada cobrar. Perceba que as brigas entre irmãos e a superproteção dos mais velhos são “coisa de família”. Com o tempo, você se perceberá um navio de grande calado, que não aderna com a tempestade.

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Fonte: Autor Rubem Amorese, publicado na Revista Ultimato, nº. 318.

No entendimento das gerações

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Não raro, adolescentes e jovens são definidos como egoístas, irresponsáveis, irracionais e facilmente irritáveis. Não raro, também, ouvimos e vemos o conflito de gerações em famílias, igrejas e nos mais variados grupos.

A Bíblia nos diz que os jovens tendem a guiar as suas vidas pelos caminhos dos seus próprios corações ou pela vista dos seus olhos (Ec 11.9), têm dificuldade em se concentrar (At 20.9), não são moderados (Tito 2.6), são insubmissos e soberbos (1 Pd 5.5), têm pouco conhecimento e bom senso (Pv 1.4), mas são curiosos (Mt 19.16), fortes (Pv 20.29), têm visões (Jl 2.28), têm a Palavra e venceram o maligno (1 Jo 2.13-14).

Ser um líder adulto de jovens e adolescentes onde o primeiro escalão hierárquico é composto por adultos não é tarefa simples, tampouco fácil. É preciso lembrar que um dia fomos jovens e questionadores. Talvez a minha facilidade seja não ter me deixado “crescer” muito e ainda ser questionador.

Hoje, com meu cérebro já desenvolvido fisicamente, deixei as coisas de menino e já não falo como menino, não sinto como menino e não penso como menino, mas faço questão de manter viva a chama que arde em todos os reformadores, em todos os que não gostam da situação atual das coisas e buscam transformar todos os lugares por onde passam (Mt 5:14).

Em nosso contexto globalizado, com rápido avanço da tecnologia, da criminalidade, principalmente na juventude e a crise de postura de muitos cristãos, se ficarmos limitados ao ensino teórico e com formato similar ao que tem sido utilizado durante séculos, a distância entre o Reino de Deus, onde as coisas acontecem, e um dos alvos desse Reino, os jovens perdidos, só aumentaria.

Como disse o missionário E. Stanley Jones: “Os valores que a igreja está guardando não são sem valor e também não são irrelevantes. Eles são os valores mais preciosos da sociedade humana atual e em qualquer época. Esses valores podem ser cobertos por formas irrelevantes e linguagem arcaica; mas despidos dessa linguagem e formas irrelevantes, eles são a posse mais relevante, preciosa e valorosa que já foi concedida à raça humana”.

Se o cantor William, do grupo musical Black Eyed Peas, conseguiu unir 20.000 fãs para apresentar uma coreografia em uma de suas músicas em um show em Chicago, imagine o que o povo de Deus poderia fazer se as suas lideranças estivessem mais abertas às novas gerações e todo o seu potencial.

Para que isso aconteça, os mais velhos precisam dar mais crédito aos mais jovens, dando oportunidades, ouvindo suas idéias, planos, projetos e visões, reconhecendo seus dons e recursos disponíveis, equipando-os, delegando tarefas e andando junto com eles. Mais que tudo, os mais velhos precisam demonstrar, através do exemplo, como deve ser um seguidor de Cristo em um contexto moderno.

Da mesma forma, os mais novos precisam reconhecer o valor da experiência dos mais velhos e que nem tudo o que eles decidem e fazem é ruim ou chato, mas muitas vezes, apenas influenciados por uma cultura eclesiástica de dois milênios de história, com pouco uso de tecnologia e pouca variação de forma e de linguagem.  E acima de tudo, precisam lembrar que os líderes são escolhidos por Deus (Rm 13) e que fizeram muitos sacrifícios e abnegações para chegar onde estão.

Os jovens precisam ter a consciência da necessidade de tempo e experiência para crescer, da necessidade de construir relacionamentos de respeito e honra, da necessidade de desenvolver a sabedoria que será somada aos conhecimentos já adquiridos e da necessidade de edificar a si mesmo sobre a Rocha para que todos percebam sua segurança e depositem neles a sua confiança.

Uma das tarefas mais difíceis para o líder é equilibrar o medo das conseqüências da imaturidade e a responsabilidade em permitir o desenvolvimento de novas lideranças. O medo dos jovens errarem e comprometerem algo importante não pode impedir o líder de apoiar pessoas jovens com capacidade de crescimento. Assim como a responsabilidade em gerar nova liderança não pode dar lugar à negligência. O líder precisa conhecer a individualidade de cada cooperador o melhor possível para auxiliá-lo e dar crédito a ele com baixa ou nenhuma perda na qualidade.

Outro fator importante é identificar o quanto de tempo e recursos todos tem gasto com estruturas humanas e o quanto tem sido investido no Reino de Deus. Muitos líderes se sobrecarregam para suprir as necessidades das estruturas, enquanto deveriam viver mais livres para servir de exemplos do amor de Cristo.

Esses líderes, sobrecarregados, demonstram aos mais jovens que, se forem dedicados ao serviço à estrutura, crescerão na mesma, serão reconhecidos, terão privilégios e uma boa parte na distribuição dos benefícios. De fato o que deveriam demonstrar é que são líderes porque são servos amorosos de pessoas que tem a mesma atitude e o mesmo sentimento humilde de Cristo Jesus (Fp 2.5-11).

Os mais jovens que vêem sua liderança servindo à estrutura, mas resistente a mostrar humildade quando precisa servir pessoas tendem a não segurar seu ímpeto de ser notados e reconhecidos. Conseqüentemente, acabam se envolvendo excessivamente em atividades eclesiásticas com foco no próprio crescimento e benefício, não na sacrificial humildade de Cristo, em benefício do próximo.

Assim como Jesus veio para os pequenos, nossos líderes precisam dar atenção às novas gerações e crescer com elas. Assim como Jesus nasceu humilde e cresceu em estatura e graça, nossos jovens precisam dar ouvidos aos mais velhos para que também cresçam em estatura e graça. Assim como Jesus se esvaziou e assumiu forma de servo, que todos nós possamos imitá-lo para combater o bom combate e transformar nosso mundo tecnológico globalizado em um mundo com menor criminalidade e cristãos mais fiéis ao seu chamado.

É com essa mente e esse coração que todos nós precisamos crescer, meditando e aplicando a Palavra, para se conhecer a sabedoria e a instrução, para se entender as palavras de prudência, para receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade, para dar aos simples, prudência, e aos moços, conhecimento e bom senso (Pv 1. 2-4).

O choque entre as gerações será menor se a Palavra for usada com sabedoria e sincera submissão por todos. Talvez os jovens tenham espaço e, com suas visões, transformem a nossa realidade em algo novo, à imagem e semelhança de Cristo. Talvez os mais velhos aprendam a gostar da mudança e aprendam, também, a equilibrar as pérolas do conhecimento dos anos passados com os diamantes brutos das novas descobertas do presente.

Que o Senhor nos ajude a todos. Enfim, o anjo que estava no sepulcro vazio de Jesus era jovem (Mc 16.5) e o reino dos céus pertence aos meninos (Mt 19.14).

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Fonte: Texto de Marcelo Magalhães, publicado no site www.institutojetro.com.br.

O perdão e o namoro

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 “Então Pedro aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mateus 18.21- 22.)

 Na vida somos desafiados a lidar, a cada dia, com nossos limites e também a mudar nossos hábitos e convicções. Nessa experiência do dia a dia nada é mais desafiador e constrangedor do que o perdão. Perdoar é absolver de culpa ou de dívida, é abrir mão da justiça própria e dar uma nova chance ao outro.

Quando Jesus fez a oração do Pai Nosso, na Bíblia, Ele disse: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos aqueles que nos tem ofendido [...]” (Mateus 6.12.) Um pouco mais adiante Jesus apresentou um pouco mais de profundidade à questão: “Por que, se perdoardes aos homens de suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6.14-15.) Perceba que aqui se coloca uma condição para se receber o perdão de Deus: nós temos que ser perdoadores primeiro.

 Se já é complicado perdoar um estranho, ou alguém distante de nossa convivência, imagine então alguém muito próximo, o namorado ou a namorada. Dizem que a pedra que mais dói é a lançada de perto, isso quer dizer que quanto mais amamos alguém, maior é o poder dessa pessoa de nos machucar ao nos ofender. Infelizmente muitas vezes o companheiro pisa na bola. E aí, o que fazer?

 Ao contrário do que muitos dizem, perdoar nunca foi esquecer, é impossível para o ser humano esquecer. Mas, como dissemos no início, é absolver o outro da culpa. É claro que determinadas ofensas podem gerar o rompimento do namoro, mas, o que não pode é alguém perder a dádiva de ser perdoado por não liberar perdão. Porque a condição para ser perdoado é que também perdoe. Talvez ao ler esse texto você esteja brigado ou chateado com o seu (sua) namorado(a), então, aproveite este momento, o(a) procure, libere perdão. Ou ainda, quem sabe, você o(a) tenha ofendido; abra mão do orgulho e peça perdão. Talvez você não esteja namorando, mas precisa perdoar alguém que você ama, não perca tempo. O perdão cura as feridas, nos faz felizes e livres. O perdão nos capacita a viver sem amarras ou amarguras, sem ressentimentos ou angústias. Por isso, desde já, pratique o perdão.

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Fonte: Texto de Richarde Guerra, publicado no site www.lagoinha.com.

Conselhos aos casais

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  1. Nunca fiquem ambos zangados ao mesmo tempo.
  2. Nunca lance em rosto um ao outro um erro do passado.
  3. Nunca se esqueçam das horas felizes de quando começaram a se amar.
  4. Nunca se encontrem sem um termo bem vindo.
  5. Nunca usem indiretas, quer estejam sozinhos ou em presença de outros.
  6. Jamais grite um com o outro, a não ser que a casa esteja pegando fogo.
  7. Procure cada um se esforçar ao máximo para estar de acordo com os desejos do outro.
  8. Seja a renúncia de si mesmo o alvo e a prática de cada dia.
  9. Nunca deixem o sol se pôr sobre qualquer zanga ou ressentimento melhor mesmo é não zangar-se!
  10. Jamais dêem ensejo a que um pedido razoável tenha de ser feito duas vezes.
  11. Nunca façam um comentário em público, que possa magoar o outro. Pode parecer engraçado, às vezes, mas fere.
  12. Nunca suspirem pelo que poderia ter sido, mas tirem o melhor partido daquilo que é.
  13. Não censurem nunca, a não ser que tenham a certeza de que uma falta foi cometida, e mesmo assim falem sempre com amor.
  14. Jamais se separem sem palavras amáveis, nas quais pensem enquanto separados. Breves palavras proferidas na manhã preenchem um longo dia.
  15. Não deixem que nenhuma falta cometida fique sem ser confessada e perdoada.
  16. Não se esqueçam que o lugar mais próximo do céu na terra é aquele em que duas almas se tornam rivais no altruísmo.
  17. Não fiquem satisfeitos enquanto não tiverem certos de que estão ambos trilhando o caminho estreito e reto, um ajudando o outro.
  18. Jamais se esqueçam que o casamento foi estabelecido por Deus e que só a sua benção pode torná-lo o que deve ser.
  19. Não permitam que esperanças terrenas os distanciem do lar eterno.
  20. Jamais deixem de regar o amor com muito carinho e afeto.

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Fonte: “Autor Desconhecido”

O pastor, a noiva e a esposa

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Certa vez um jovem evangelista estava enfrentando sérios problemas com a esposa. Em vez de procurar resolvê-los, preocupava-se mais com sua reputação e com a campanha evangelística que estava para realizar do que tentar reconquistar a esposa e restabelecer o relacionamento de ambos. Certo dia, quando se ajoelhou para orar acerca do grande ministério que deseja exercer para Deus, o Senhor lhe dirigiu uma pergunta muito inquietante: “Como posso confiar-lhe a minha noiva, se você não está sabendo cuidar da sua?”. Esta história narrada por Larry Lean no seu livro “Num uma hora” mostra o que pode ser uma realidade muito marcante na vida daqueles que foram chamados por Deus para ser pastor.

Às vezes, o pastor, nas melhores das intenções, dedica-se com empenho para cuidar da Noiva de Cristo e esquece de cuidar da sua esposa, do seu casamento e da sua própria família. Muitos pastores do passado, e alguns do presente, cometem esse equívoco.

Pesquisas realizadas com pastores americanos apontaram que os obreiros mais satisfeitos e produtivos no ministério eram aqueles que estavam bem em seus casamentos e relacionamentos familiares. Uma outra pesquisa, citada H.B. London Jr e Neil Wiseman, no livro “Despertando para um grande ministério”, mostrou que 33% dos pastores estavam insatisfeitos com o nível de intimidade em seus casamentos, 6% dos cônjuges destes estavam igualmente insatisfeitos e 19% tinham tido algum tipo de contato sexual impróprio com outra pessoa que não o cônjuge. A pergunta que se coloca é a seguinte: Como os próprios pastores, organizações (Ordens de Pastores e Seminários) e as igrejas podem contribuir para que os pastores estejam bem nos seus casamentos e relacionamentos familiares?

O primeiro passo deve ser dado pelos próprios pastores. Neste sentido a conscientização da importância de ser viver as recomendações de Paulo a Timóteo, especialmente o texto de 1Tm 3. 4,5,  é crucial. Um trabalho pastoral desprovido da vivência deste texto enfraquece o pastor perante seu próprio casamento e filhos como também tira-lhe a autoridade de ministrar a outros. Quando um pastor vive em harmonia com o seu casamento, cuida melhor da Noiva de Cristo. Quando vive o papel de um pai amoroso e amigo, tem melhores condições de cuidar dos filhos de Deus. Em fim, quanto mais o pastor viver uma vida familiar saudável melhor trabalho fará com a família da fé que é a igreja.

Pastores precisam se conscientizar que o casamento deve ser alimentado cotidianamente, seja através de palavras e atos. Tomar decisões de investir tempo para estar com a esposa a sós, seja num passeio diário ou semanal, nas comemorações de aniversário de casamento ou namoro são importantes para se construir uma vida conjugal saudável.

Os seminários e institutos teológicos também têm um papel fundamental na vida conjugal de futuros pastores. É lá que os jovens solteiros, muitos já casados, é verdade, estão se preparando para o exercício das funções pastorais. Para tanto, a experiência positiva de obreiros que já estão nas lides pastorais deve ser compartilhas. Por que não compartilhar também os fracassos para que sirvam de alertas para os futuros pastores? Um outro caminho seria a realização de eventos, conferências e eventos objetivando o fortalecimento das famílias já constituídas que estão nos seminários, bem como dos jovens solteiros que estão por casar.

As Ordens de Pastores também podem contribuir. É raro vermos nos retiros e congressos de pastores abordagens sobre temas conjugais e familiares. Por quê? São abordados temas teológicos, eclesiológicos e administrativos, mas pouco ou quase nada sobre a importância do pastor fortalecer seu casamento e viver melhor em família. Convênios com profissionais da área de psicologia poderiam ser efetivados para o encaminhamento, com preços subsidiados, de pastores que enfrentam dificuldades nesta área. Pastores também podem passar e passam por crises conjugais! Toda a associação de classe só tem relevância quando ajuda seus associados  na capacitação constante como nas soluções dos problemas comuns da vida.

E as igrejas, o que podem fazer? Devemos trabalhar com as igrejas a idéia de que pastores precisam cuidar dos seus casamentos e filhos. Para que exigir que o pastor esteja presente em todos os eventos realizados pela igreja e suas organizações? As igrejas devem respeitar o dia em que o pastor separa para dedicar-se exclusivamente à sua esposa e filhos. Antigamente falava-se que o dia de folga  era as segundas-feiras. Hoje, na minha concepção, é uma dia extremamente inadequado. Cada um deverá escolher, em família, este dia e valorizá-lo com todas as forças. As igrejas também poderiam presentear seus pastores com uma viagem de comemoração de aniversário de casamento ou a participação em um seminário em que a vida conjugal e familiar sejam enriquecidas. 

Devemos, como crentes individualmente, orar pelo casamento daquele pastor que está nos pastoreando e ajudá-los, naquilo que estiver ao nosso alcance, para que construam um casamento saudável. 

Para terminar, concordo com  London Jr e Neil Wiseman autores do livro já citado. Dizem eles: “Um ministro não se esforça por construir um casamento sólido a fim de tornar o seu ministério mais digno de crédito ou para impressionar mais, mas para tornar-se a si mesmo e a sua esposa pessoas mais íntegras”.

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Fonte: Texto de Gilson Bifano, publicado no site www.clickfamilia.org.br.

Dez razões para o culto doméstico

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  1. Porque nos dispõe para enfrentarmos as tarefas diárias com um coração mais alegre, torna-nos mais fortes para o trabalho, mais dedicados ao nosso dever e predispõe-nos a glorificar a Deus em tudo que fizermos. Ler Colossenses 3.17.
  2. Porque nos dá força para enfrentarmos o desânimo, as decepções, as adversidades inesperadas e as frustrações com que nos deparamos. Ler Hebreus 2.18.
  3. Porque nos torna mais cônscios, no decorrer do dia, da presença reconfortante do Deus que nos ajuda a vencer pensamentos impuros e outros inimigos quaisquer, que porventura vierem atacar-nos. Ler Filipenses 4.4-7.
  4. Porque o culto doméstico suaviza as asperezas do relacionamento no lar e enriquece grandemente o convívio em família. Ler Efésios 6.1-9.
  5. Porque esclarece os mal-entendidos e tende a aliviar as tensões que por vezes invadem o ambiente sagrado do lar. Ler Romanos 12.9-11.
  6. Porque o culto doméstico ajuda a manter na fé os filhos que saem de casa, afastando-se da influência dos pais. Na maioria dos casos, é o culto doméstico que mais tarde irá determinar a salvação de filhos de lares crentes. Ler  II Timóteo 3.15-17.
  7. Porque ele poderá ter influência sadia e santa sobre as pessoas que possam estar visitando a família. Ler Romanos 14.7-9.    
  8. Porque o culto doméstico faz de um lar exemplo e estímulo a outros lares, para que tenham a mesma vida de devoção e adoração a Deus. Ler Atos 2.46,47.
  9. Porque a palavra de Deus ensina que devemos fazer o culto doméstico. Ao obedecermos a Deus, estamos dando honra àquele que é o doador de todo o bem e fonte de toda a benção.
  10. Ler Romanos 12.1,2.

 

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Fonte: Texto escrito por Pr. Josué Gonçalves, terapeuta familiar e pastor sênior da Igreja Assembléia de Deus – Ministério Família Debaixo da Graça, em Bragança Paulista – SP. Publicado no site: www.familiaegraca.com.br.

A Sogra, Dicró e a Bíblia

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Uma reflexão bem divertida sobre as sogras

 

Você sabe a última piada de sogra? E aquelas frases escritas nos pará-choques de caminhões nas rodovias brasileiras?

Algumas delas: “Homem feliz foi Adão, não teve sogra nem caminhão”, “Seqüestraram a minha sogra! Não aceito negociações!”.

Tive a curiosidade de fazer uma pesquisa no Google. Existem 157 mil frases e 128 mil piadas a respeito da sogra!

Quer fazer parte de uma comunidade cujo tema é a sogra no Orkut, o site de relacionamento? Pois bem, você vai encontrar mais de mil comunidades! Umas a favor das sogras, outras não tanto.

Quem conhece um pouco sobre a história do samba, ou até mesmo goste de samba, já ouviu falar em Dicró, o famoso sambista nascido em Mesquita, região metropolitana do Rio de Janeiro, que é conhecido por compor sambas falando mal da sogra. Um dos seus sambas diz: “vou fazer um bingo lá na casa da vovó, o prêmio é minha sogra, sai numa pedra só”.

Por que se fala tanto mal da sogra?

Uma teoria está na mitologia grega, no famoso complexo de Jocasta, mãe de Édipo, com o qual se casou sem saber que era seu filho.

A linha de raciocínio é que para conquistar o filho, mãe e esposa, lutam pelo mesmo homem, criando assim uma série de animosidades.

É interessante observar que na Bíblia existem bons exemplos de sogras e sogros. Vejamos então.

Noemi foi uma sogra de que toda nora gostaria ter. O apego de Rute foi tão grande para com sua sogra que disse: “Não insista comigo que te deixes e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu Deus! Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo vigor, se outra coisa que não a morte me separar de ti!” (Rt 1.16-17).

Uma outra sogra que todo genro gostaria ter foi a sogra de Pedro. Não sabemos o seu nome, mas podemos deduzir pelo texto de Marcos 1.29-31 que tenha sido uma boa sogra. A Bíblia diz que ela estava com uma febre muito alta e muitos foram até Jesus pedindo para que Ele a curasse. Todos desejavam o pleno restabelecimento de sua saúde. Cremos, à luz desse fato, que era uma mulher querida por todos. Depois de seu restabelecimento, sua primeira atitude foi de servir aqueles que se encontravam na casa. Uma mulher pronta para abençoar as pessoas através do serviço. Pedro não tinha dificuldades com a sogra. Tanto é que pelo o texto diz que ela estava na casa do discípulo de Jesus.

E sobre os sogros? O sogro que todos nós conhecemos na Bíblia se chamava Jetro, sogro de Moisés (Ex 18). Uma leitura atenta desse capítulo irá nos fornecer muitas lições maravilhosas sobre como ser um bom sogro ou até mesmo uma boa sogra.

Viver em harmonia na família, especialmente com as sogras ou sogros, é uma exercício que requer muita habilidade. Para cada relacionamento familiar, a Bíblia nos dá indicações preciosas de princípios que devem ser colocados em prática. Certamente, se estudarmos com atenção esses exemplos positivos de relacionamentos de sogras-noras e sogros-genros, podemos ser tremendamente beneficiados.

Leitura da Bíblia, compartilhamento de experiências positivas de relacionamentos sogras, noras e genros e a leitura de livros nessa área são ferramentas úteis para se alcançar essa desejada harmonia.

Durante nossa vida vamos, no seio da família, desenvolvendo muitos papéis familiares. São os papéis de filho/filha, esposo/esposa, genro/nora, pai/mãe, sogra/sogro, avô/avó. Para cada um deles requer atenção e disposição para aprender a arte de viver esses papéis de modo equilibrado e saudável. Sem dúvida o relacionamento nora ou genro com a sogra ou sogro requer também muita habilidade.

Se aplicarmos alguns princípios para o relacionamento com a sogra ou sogro, toda a família sentirá os reflexos positivos.

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Fonte: Click Família

Eliminando o estresse do casamento

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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Os empregadores lutam contra o fato de que mais de 50% da perda de dias trabalhados ocorre devido a problemas ligados ao estresse. Muitas pessoas sofrem em decorrência de sintomas da vida ocupada e sob pressão; elas não conseguem manter um bom desempenho em seus empregos e igualmente são incapazes de fazê-lo no casamento e na vida familiar.

Eventos marcantes da vida atuam como uma enorme fonte de estresse. Quando pensamos nos acontecimentos que nos causam ansiedade nossa tendência é enfatizar o pior, como a falência, a morte ou o divórcio. Estas são as principais fontes de pressão mas não são as únicas. Até mesmo as situações de alegria podem deixar nossos relacionamentos sob pressão e elevar nosso nível de tensão. O nascimento de um bebê, a ida dos filhos para a escola pela primeira vez, ou jovens saindo de casa para a faculdade podem gerar enorme pressão. Um casamento na família pode ser particularmente estressante devido a todos os interesses familiares envolvidos.

O estresse é identificado quando o corpo começa a reagir à tensão constante e começa a desmoronar, o que só acontece após um longo processo de “esgotamento” devido às preocupações diárias. Inúmeros problemas de saúde são associados ao estresse incluindo problemas cardíacos, câncer, depressão, deficiência imunológica, dores de cabeça, perda de memória e obesidade.

Casamentos sob estresse podem ter sintomas semelhantes; quase sempre quando os problemas surgem no relacionamento, eles são um sintoma de tensão e pressão já existente há anos. Os problemas no casamento incluem: ausência de comunicação, solidão, discussões, separação e divórcio.

Talvez você sinta pressão em seu casamento, mas não possa atribuí-la aos principais fatores já mencionados. Todavia isso não significa que seu casamento não esteja sentindo os efeitos do estresse.

Um tornado pode atingir uma cidade e causar destruição em poucos segundos, os danos são terríveis e o projeto de reconstrução parece impossível. Igualmente a erosão pode causar devastação num terreno, mas o processo é muito mais lento, é um processo gradual e subterrâneo, mas ao final produz os mesmos resultados.

Controvérsias diárias se não resolvidas podem, pouco a pouco, erodir um relacionamento, pequenas coisas como: meias deixadas no chão, reclamações, o estresse da manutenção do lar e críticas podem, lentamente, causar a pressão no casamento. A pressão pode ser contida por um tempo, mas no fim o refluxo pode ser tanto uma explosão quanto um colapso emocional.

Então o que você pode fazer para lidar com o estresse no relacionamento? Observe que nós não perguntamos o que você pode fazer para evitar o estresse. Esta seria uma tarefa impossível no mundo em que vivemos, contudo há coisas que podemos fazer para trazer algum alívio.

Derrotando o estresse no casamento 

  1. Diminua o ritmo – identifique as coisas que possam ser ‘deixadas de lado’ e que causem pressão.
  2. Reserve tempo para conversarem entre si.
  3. Lembre-se que todas as coisas cooperam para aqueles que amam a Deus.
  4. Passem tempo como casal, encontrem uma atividade que vocês dois gostem e divirtam-se juntos.
  5. Resolvam os problemas juntos ao invés de tentar solucioná-lo sozinho.
  6. Sexo, uma vida amorosa sadia em seu casamento reduzirá o estresse.
  7. Orçamento – estabeleça um orçamento e viva dentro dele.
  8. Compreenda que mudanças levam tempo, não tenha metas irreais.
  9. Durma, você precisa de pelo menos sete horas ou mais para ficar bem.
  10. Tente identificar as coisas que são as maiores fontes de estresse, uma vez que você conheça os tigres desenvolva estratégias para vencer cada um deles. (Por exemplo, se perder as chaves gera discussão arrume um lugar onde elas sempre possam ser encontradas).
  11. Todos os dias reservem tempo para orar e ler a Bíblia, juntos.
  12. Resolva logo os problemas.
  13. Semeie a semente certa. Ao invés de dizer “Eu não consigo” declare a Palavra de Deus “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”.

Alguns dados sobre o estresse

  1. Mais de 90% de todas as visitas dos médicos da família são geradas devido a problemas ligados ao estresse.
  2. Os gastos com saúde são aproximadamente 50% maiores para trabalhadores que apresentam elevado nível de estresse. 
  3. 40% da renovação de pessoal nas empresas é devido ao estresse.
  4. As mulheres que trabalham tempo integral e possuem filhos menores de treze anos apresentam os maiores níveis mundiais de estresse.

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Publicado no site www.2equal1.com .