Esvazie a lixeira!

Publicado por Sérgio Leitão em Curiosidade, Família, Liderança, Pais e Filhos, Relacionamento

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Bebês são o maior barato. Com eles, visitamos os extremos da vida: num momento você pira, logo depois morre de rir. Minha filha adrenalizada acaba de guardar os 5 controles remotos no cesto de roupa-suja na lavanderia. Pior é que ainda descobrimos 3 mamões-papaya na caixa plástica dos brinquedos e 4 havaianas dentro do balde na área de serviço. De onde esta maluquinha tirou a idéia de guardar tudo que é avulso em qualquer recipiente ao seu alcance? (Temo um dia pescar meu I-Phone no vaso sanitário!) E por que são assim? Sei lá! Bebês são o maior barato.

Outra coisa que me encanta – e espanta – é a absurda maturidade que eles têm para não guardar ressentimentos. Esquecem qualquer coisa com a mesma facilidade com que desviam a atenção pro outro lado. Nesta fase, de 12 a 15 meses, os especialistas em desenvolvimento infantil definem: “se não dá pra ver, não existe!” Isto é, só o que está ao alcance do olhar faz parte da sua vida – já que a memória é incrivelmente volátil retendo poucos segundos do que acabou de ocorrer. Por isso, as crianças nos obrigam reverenciá-los por privilégios assim. Um firme “não pode!” é imediatamente deletado do coração com um simples canudinho entregue nas mãos (minha filha é a maior fissurada por canudos no mundo!).

E nós? Com o cérebro mais desenvolvido, nosso HD de quase 80 tera-anos  guarda um montão de coisas que, simplesmente, deveriam “não existir mais” porque “não dão pra ver mais”. Crianças dormem sonos de anjos, e nós nos corroemos com insônias envenenadas de mágoas. Surgem rugas de preocupação com o futuro e costas corcundas pelo peso das decepções do passado. Como dizem por aí, “as lembranças, hoje em dia, são a única coisa que um cirurgião plástico não consegue remover com bisturi a laser”. Pura verdade! Tem muita gente na escravidão de sua própria senzala mental, e vira-e-mexe são açoitados por momentos de raiva ou depressão.

Nesta semana, ouvi algo interessante: na vanguarda de nossos dias, todos acabam entendendo um pouco de computador, e um dos cliques mais comuns para qualquer habitante do ciberworld é apertar “delete” jogando coisas indesejáveis na lixeira. Tudo que não serve vai pra lá: fotos feias, vídeos antigos, arquivos em desuso, textos sem graça (espero que não do www.paicoruja.eu!!), enfim, se é mega-inútil vai já pra lixeira!

O problema é que mesmo neste lixão virtual cada byte continua intacto ocupando o disco rígido indefinidamente. Sua área de trabalho se vê livre de ícones e arquivos, mas o computador permanece delegando espaço para trazê-los de volta a qualquer momento – é só “restaurar”, e pronto, tudo utilizável novamente. Pra se ver livre do conteúdo de uma vez? Só acionando o comando “esvaziar lixeira” e, após confirmar outra vez a intenção, daí sim, HD esterilizado de mega-bobeiras para sempre (junto com uma “trilha musical” ridícula de papel amassando, já ouviu?).

Esvaziar a lixeira. Este é o problema! O supercomputador do nosso cérebro cisma em acumular gigas – e mais gigas-lembranças – intoxicadas de emoções nocivas e ressentimentos torturantes. A rotina do dia-dia, através do tempo, até joga na lixeira do passado, mas enquanto não sepultarmos no esquecimento, de repente, tudo pode voltar à tona delineando um presente infeliz.

Quer viver mais em paz? Esvazie a lixeira! Esqueça! Ou seja, deixe o que passou no passado e liberte-se do ontem cinzento. Não dá pra ter um estilo de vida com qualidade sendo manipulado pelo algoz cadavérico da memória emocional negativa. Lembre-se da lua-de-mel na Disney, mas pra quê recordar a briga durante uma fila por lá? Não esqueça o elogio do chefe pavimentando a promoção sonhada, porém dá pra apagar a imagem dos olhos-tortos com seus cotovelos doídos? Por que minimizar a amizade de tantos anos maximizando um único momento de nervos aflorados? Deixe disso! Esvazie a lixeira.

Só agora, como pai-coruja, compreendo melhor o que o Mestre avisou de maneira enigmática: “e quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira alguma entrará nele” (Marcos 18:17). Em seguida, os discípulos emudecidos deixaram uma creche inteira subir no colo dEle. Por que isso? Ora, o Rei queria escancarar de maneira prática o visto no passaporte para o desembarque no Seu Reino: esquecer, e ir adiante! Homens de sucesso adquirem, não facilmente, a habilidade de superar o passado e seguir em frente. Exatamente como minha filha, que acaba de se levantar do enésimo tombo, só hoje, e já está sorrindo distraída com um ímã de geladeira.

Enquanto saio pra correr de manhã, tenho lapidado meu inglês com um audiobook  intitulado “The Hands-off Manager”, de Steve Chandler (algo como O Gerente de Mãos Desligadas). Recentemente, o autor me fez parar na pista, afirmando: “os outros não nos fazem mal, mas o que pensamos sobre o que os outros nos fazem, isto sim, é o que nos destrói”. Enquanto eles seguem seus caminhos, nós ficamos devastados com interpretações tão corrosivas quanto eternas. Na grande maioria das vezes, chafurdamos ressentidos ao mesmo tempo em que agressores alheios tocam suas vidas em berço esplêndido. Eles com sorrisos, e nós com olheiras. Quanto mais focarmos nas interpretações subjetivas, mais nutriremos uma auto-decepção, e maior força terá o passado sobre nós. É como um refém da areia movediça se esperneando na proporção do afundamento cada vez pior. Não tem super-herói no universo capaz de usar sabiamente seus super-poderes com uma mente auto-destrutiva – e o que dizer de nós, na categoria de pobres mortais?

O maior sábio do Antigo Testamento alertou: “porque como imaginas em tua alma assim és” (Provérbios 23:7). Bebês são o maior barato porque é nossa mente adulta que custa caro. A imaginação negativa acaba materializando assombrações inexistentes e fabricam-se atitudes contra ações que podem nem ter existido. Ou seja, as pessoas não são o problema, é o registro guardado a sete chaves da nossa análise unilateral do fato que atrapalha nossa paz. Não se desgaste à toa. Persistir incinerado por uma ofensa apenas consolidará o prejuízo sobre o único perdedor – você!

Há poucos dias fui um péssimo exemplo – levei uma rasteira de mim mesmo (é sempre patético tropeçar nos próprios pés). Alguém falou pra alguém que ouviu de alguém a observação de alguém sobre a crítica de alguém a meu respeito. TODOS estes “alguéns” não estavam nem aí pra sequer um fio de cabelo da minha costeleta enquanto eu, petrificado pela mágoa, ocupava um assento cativo na primeira fila do teatro de horror da autocomiseração. E o que tudo isso custou pra mim? Perdi deliciosos momentos com minha esposa, desprezei incalculáveis travessuras com minha filha, agi feito zumbi também assombrando outros e, sem perceber, alistei-me na mesma categoria destes “alguéns” – desconfiando, interpretando e acusando.

Foi quando num salto libertei-me do pesadelo. “Quer saber? Isto não é assassinato, na verdade, é suicídio emocional!”, pensei resignado. Ninguém no universo machuca mais do que as próprias preocupações beliscando a alma. E o pior? (Ou melhor?) Tempos depois descobri que a fumaceira não tinha fogo, sendo apenas uma neblina que já nos primeiros raios de sol desapareceu covardemente.

Esquecendo-me das coisas que para traz ficam…” (Filipenses 3:13a) Quem sabe precisemos aprender na volta às fraldas! Caiu? “Olha o carrinho vermelho ali, filho!” Tropeçou? “Toma um Lego aqui, pra se distrair”. Machucaram você? “Pega um canudinho, princesa!” E, acima de tudo, siga adiante. Sempre. “…Avançando para as que diante de mim estão” (Filipenses 3:13b). Não seja estátua de sal olhando cacos do que ficou para trás – vá em frente! Fomos feitos para viver na plenitude da paz – de espírito, mente e corpo. Creio na superação do presente sobre as cicatrizes de um passado sonâmbulo.

E o futuro fica logo ali – carregado de esperança.

Livre.

Que tal? Aja agora mesmo. Escolha o conteúdo. Clique sem duvidar. Delete. Confirme imediatamente. Esqueça pra valer.

E seja mais feliz.

Lixeira esvaziada.

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Fonte: www.paicoruja.eu

José, um pai revestido de caráter

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Homem, Pais e Filhos, Relacionamento

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Todos sabem que os pais exercem ou podem exercer alguma influência na formação do caráter dos seus filhos. Alguns traços de personalidade e até algumas tendências podem sim ser oriundos de herança genética. Entretanto, a relevância da herança adquirida na formação do ser humano tem sido cada vez mais destacada.

Esta herança é aquela que, apesar de não transmitida geneticamente, transmite-se através do convívio, de fatos observados, dos exemplos absorvidos. Muitas pessoas já puderam comprovar a força desta influência em suas próprias histórias de vida.

Nós, cristãos, cremos que Jesus é o Filho de Deus, concebido pelo Espírito Santo. No mundo natural, seu pai era José. Talvez que nem mesmo o próprio José pôde, naquele momento, compreender a plenitude de sua responsabilidade. Talvez ele pensasse que sua tarefa, como pai terreno de Jesus, fosse a de educar o menino nos caminhos do Senhor, exercer influência positiva sobre ele, e contribuir para a concretização dos planos de Deus. Talvez José desejasse transmitir o que tinha de melhor: seu caráter, seu amor à Deus e seu ofício.

Jesus, o Messias, cresceu em graça e conhecimento diante de todos. Foi o nosso exemplo supremo de renúncia aos direitos que tinha, em favor da humanidade perdida. Mas, teria José realmente dado algum exemplo de renúncia para Jesus? Qual era o caráter deste homem? Que tipo de influência o Messias teria recebido de seu pai terreno? O que Jesus pôde observar ou saber sobre José?

Não podemos comprovar biblicamente até que ponto ocorreu a influência paternal terrena sobre Jesus. Não sabemos nem exatamente até que idade Jesus teve José por perto. Mas podemos verificar que José tinha caráter. E o caráter de homens como este costuma não morrer facilmente: continua vivo na vida das pessoas que foram impregnadas por ele.

Tente visualizar. De repente, o inesperado aconteceu para um homem cheio de amor por sua noiva. Este homem simples, chamado José, vivia agora um grande conflito interior. Ele sabia que o filho que estava sendo gerado no ventre dela não era seu, pois não havia tocado nela.

Quantos pensamentos devem ter passado pela cabeça de José… desapontamento, insegurança, dúvidas. Quanto tempo despendido… quanto investimento na relação… compromissos assumidos em função da iminência do casamento… tudo seria perdido. Sem contar na vergonha pública pela qual ele passaria na sociedade de então.

José precisava tomar uma decisão. Certamente não poderia continuar com ela. Segundo as leis mosaicas em vigor, ele tinha o direito de levá-la ao apedrejamento.

Talvez esta história já não tenha mais tanto impacto sobre sua mente, pois você já conhece o final. Mas imagine a situação: o anjo ainda não apareceu a José, e ele ainda não sabe nada sobre a revelação messiânica! É a mente de um homem comum, que se sente traído pela pessoa que ele mais amava – sua noiva.

Até então é uma situação humana. Os sentimentos vão aflorando, a racionalidade ganhando força e a decepção aumentando. Ele precisa tomar uma postura firme. Quem sabe levar Maria ao apedrejamento, o que seria “justo” de acordo com a Lei.

Mas este homem era mais justo diante do Senhor do que aquilo que seria considerado “justo”. Ele tinha caráter. Eis sua decisão:

“Como José, esposo de Maria, era homem justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1.19)

 José, no ápice de seu sofrimento, escolheu silenciar. Escolheu abrir mão dos seus direitos e não levar sua quase ex-noiva à morte. Ele escolheu não abrir a boca.

Depois disso Deus se mostrou, e revelou os Seus planos para Maria e José. O final da história, você já conhece!

Como disse anteriormente, não podemos comprovar a influência do caráter de José em Jesus. Não sabemos se, anos mais tarde, José e Maria puderam contar esta história para Jesus. Não temos certeza se Jesus carregou desde adolescente um orgulho sadio por ter um “pai” justo, que fez a escolha que fez.

Mas sabemos que a justiça e o temor de Deus de José eram oriundos da mesma fonte que revestiu Jesus de sabedoria e santidade. Podemos ler na Palavra várias passagens nas quais Jesus silenciou. Vários episódios nos quais ele não abriu a boca e abriu mão de seus direitos. Veja estas tremendas declarações de Isaías e Pedro:

“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Isaías 53.7).

“Quando foi injuriado, não injuriava, e quando padecia, não ameaçava. Antes, entregava-se àquele que julga justamente” (1Pedro 3.23)

Ser exemplo de caráter, amar a Deus acima de todas as coisas e abrir mão de seus direitos foram algumas virtudes de José, pai terreno de Jesus. Quando lemos textos como os mencionados acima, podemos ver – guardadas as devidas proporções – o mesmo tipo de atitude em Jesus.

Por citações bíblicas tão breves como a deste episódio, podemos acreditar que José cumpriu fielmente o seu papel de pai na formação do caráter de Jesus. Sim, nós sabemos que Jesus é o Filho de Deus (portanto o próprio Deus como Pai transmitiu seu caráter a seu Filho), mas isso de maneira alguma desmerece o importante papel humano de José na história.

Que o Senhor forje mais homens e mulheres de Deus com o mesmo caráter deste “pai”, homem justo diante de Deus.

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Fonte: Texto de Helder Assis da Silva, publicado no site .brwww.sacrificiovivo.com .

Pais, nada justifica uma mentira

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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“… Pais são os principais mestres, muito mais com o que mostram em suas atitudes, que com suas palavras”.

“Eu não quero que meu filho minta” – essa é a expressão do desejo de todos os pais.

Pois é, não é tão fácil trabalhar esta questão com nossas crianças. Quantos pais saem de casa escondidos das crianças para evitar berreiros? Quantas promessas são feitas para as crianças, sem que se tenha a intenção de cumpri-las? Quantas pessoas, quando toca o telefone, dizem para um filho: “fala que eu não estou”. Ensina-se uma coisa e se pratica outra…

Nada justifica uma mentira, não existem mentiras “piedosas” ou mentiras “politicamente corretas”. Falar a verdade implica em ser honesto consigo mesmo e com os outros e em ter coragem de se responsabilizar por suas ações.

As crianças precisam ser ensinadas à verdade. Tal aprendizado ocorre progressivamente ao longo da infância e os pais são os principais mestres, muito mais com o que mostram em suas atitudes, que com suas palavras.

Com qual idade a criança pode mentir? Não tão cedo. Aos dois, três anos as crianças ainda confundem realidade e fantasia. Muitas vezes, o que o adulto interpreta como mentira é mais uma expressão do desejo fantasioso da criança. Quantas crianças já contaram para suas professoras que a “mamãe está esperando um irmãozinho”? Quando nada disto está acontecendo. Quantas falam sobre viagens surpreendentes que fizeram, quando passaram o fim de semana em casa? Porém, aceitar o que é confusão entre fantasia e realidade e não mentira, não implica em aceitar a afirmação da criança sem deixar de mostrar a realidade. Buscar descobrir as razões do desejo fantasioso pode ser importante.

Quando a possibilidade de mentir pode ser evitada

Um pouco mais tarde, a criança pode começar realmente a mentir. Ela mente muitas vezes para escapar, pelo menos temporariamente, de um problema. Fez algo que sabe que não devia e, quando confrontada, mente. Depois, tem que enfrentar dois problemas: o que não devia ter feito e o fato de ter mentido. Muitos pais, sem saber, favorecem tal tipo de situação. Sabem que a criança fez alguma coisa que não devia ou deixou de fazer algo que devia e a interpelam. “Você bateu no seu irmão?”, “Você fez a lição?”, “Você quebrou tal objeto?”… Por impulso, por medo das consequências, por medo de castigo, a criança mente. Seria melhor não perguntar, mas afirmar: “eu sei que você bateu no seu irmão”, “eu sei que você não fez a lição”, “eu sei que você quebrou tal coisa”… e tomar as providências cabíveis, evitando a situação de colocar a criança frente a possibilidade de mentir.

Ética

Aprender a lidar com “nãos”, a tolerar frustrações, não é fácil para a criança, que tenta manipular o ambiente para conseguir satisfação de todos os seus desejos. Assim, ela pode tentar mentir, fingir, burlar, enganar, omitir nesta tentativa de manipular o ambiente e nada existe de anormal nestas tentativas. Estes são os momentos preciosos, nos quais os pais podem e devem ensinar o que é certo e o que é errado. O ser humano não nasce dotado de ética. No início da sua experiência de vida, ele não sabe o que é certo ou errado, o que lhe faz bem e o que não faz. São seus pais quem sabem e precisam ensinar, transmitir princípios, normas e regras, que possam dirigir sua conduta.

A mentira consciente, planejada, que tem como objetivo trazer vantagens surge na segunda infância, isto é a partir dos cinco anos e ela é felizmente, rara, sendo sempre um sintoma de um problema no desenvolvimento emocional.

Pais que costumam mentir criam filhos que mentem. Pais que usam sempre da verdade, que assumem a responsabilidade por aquilo que fazem e dizem, criam filhos responsáveis e éticos. Só se ensina aquilo que se é.

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Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar, texto de Ceres Araújo.

Devocional: O Trabalho pode esperar

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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O poder pode esperar. A família não pode esperar.

Rezam os bastidores de Washington, no governo de Barck Obama, que o presidente é capaz de suspender uma reunião ministerial de alta temperatura para assistir ao recital de violino de sua filha de 11 anos. Segundo assessores, os compromissos familiares são assinalados em vermelho e independentemente do que tiver acontecendo ele para tudo e vai a esses compromissos.

Claro: não faltam críticas: afinal: as pessoas não o elegeram para ser um bom homem de família, mas para resolver os problemas do país.

No entanto, para os braços de quem irá, quando os problemas forem resolvidos (se forem…) e quando a luz do poder se apagar, senão para os de sua família?

O trabalho pode esperar. O poder pode esperar. A família não pode esperar.

 

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Texto de Israel Belo de Azevedo, publicado no site www.creio.com.br.

 

Visão geracional de Deus

Publicado por Vera Leitão em Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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A palavra geração tem vários significados. No sentido sociológico designa um conjunto de pessoas com proximidade histórica, cultural e etária, entendendo que essas condições não implicam numa mesma experiência e trajetória de vida segundo Karl Mannheim (1978). 

O dicionário Priberam geração origina-se no latim (generatio, -onis). Tem um sentido de funções pelas quais um ser organizado produz outro da sua espécie; procriação; grau de filiação; conjunto dos homens da mesma época; tempo médio da duração da vida humana; família, parentela, linhagem, genealogia, filiação; descendência; raça; gente; nação;  formação; criação, concepçãoconceção;  derivação; desenvolvimento.  (http://www.priberam.pt/DLPO/ acessado 07/02/2010).

No sentido bíblico, emprega-se a palavra geração para designar família, casa, certa época ou certa classe de povo (Sl 24.6). De um modo prático equivale a “genealogia” como descrita no Evangelho de Mateus, capítulo 1, e equivalendo a “história” no livro de Gênesis, capítulo 2 verso 4. Na longa vida patriarcal o tempo de uma geração parece ter sido calculado em 100 anos (Gn 15.16), mas em cálculos posteriores era esta de 30 a 40 anos (Jó 42.16).

Conjunto de pessoas que descende de alguém em cada um dos graus de filiação ou descendência, ex: geração de Noé – (genealogia – família); Jesus diz “Eu sou a raiz e a geração de Davi…” (Ap 22.16b). Conjunto de pessoas que tem aproximadamente a mesma idade, como geração sacrificada (os judeus do reinado de Ester).

Ao longo da Bíblia podemos observar que Deus pensa de modo geracional. A visão geracional de Deus é tanto para bênçãos herdadas por aqueles que lhe obedecem como a maldição sobre a vida daqueles que lhe desobedecem. Ambos alcançando a vida da pessoa individualmente como também a sua descendência. “Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim. Os filhos dos teus servos continuarão, e a sua descendência ficará firmada perante ti” (Sl 102.27-28).

No Novo Testamento podemos observar a preocupação dos apóstolos Paulo e Pedro em impactar a sua geração com o Evangelho.

Ao lê os textos do livro de Gênesis verificamos que Deus fez aliança com Abraão, renova com Isaque e depois com Jacó porque eles conheceram o Deus de Abraão e andaram no seu caminho e obedeceram a seus estatutos. Desde o início Deus não teve apenas a intenção de abençoar Abraão, mas prometeu e abençoou sua descendência, as famílias da terra, o povo, a nações.

O que mudou com relação à visão geracional nos nossos dias?

  1. Perdemos a visão de que Deus sempre derramou suas bênçãos através de gerações. A visão de Deus é uma visão familiar, porém o homem através dos tempos restringiu sua visão a um Deus restrito ao templo. Um exemplo disso é a Páscoa. A páscoa foi estabelecida para ser realizada dentro das casas entre os membros da família, depois deveria ser realizado anualmente como um memorial a ser repetido da mesma maneira de geração em geração ensinando aos filhos o significado de cada elemento, e contando a história da grande libertação do povo por intervenção divina.
  2. Perdemos o foco de criarmos os filhos não como afirmação da paternidade e maternidade ou para que estes filhos realizem nossas expectativas e sonhos, mas como descendência santa para Deus.
  3. Perdemos a ênfase de ensinar, de pregar, de exortar, de testemunhar, de adorar, pelo exemplo, pela realização ou prática de rituais, pela motivação de obedecer a Deus e através do diálogo ensinar os principio de Deus dentro da família segundo o texto de Deuteronômio “Para que tema ao Senhor teu Deus e guarde todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu e teu filho e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida e que teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel e atenta em cumprires para que bem te suceda e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te disse o Senhor Deus de teus pais [...]Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho e ao deitar-te e ao levantar-te” (Dt 6.2-3, 6-7).
  4. Perdemos a ênfase de que o pai era o detentor do conhecimento: ensinava ao filho o ofício, os valores, o conhecimento de Deus. Antigamente o pai era o centro de toda a informação. Atualmente os filhos se atualizam muito mais rápido que os pais, mas isto não significa que a autoridade do ensino dos valores foi relegada a terceiros. A pior coisa que um pai pode fazer é conhecer os ensinos bíblicos, mas não transmiti-los a seus filhos. Muitos pais permitem que ervas daninhas cresçam no coração do filho quando permitem que o mesmo, fique horas na frente de uma televisão, mas não ensinam valores espirituais. Quando Deus fez uma aliança com Abraão ele o instrui dizendo “Disse mais Deus a Abraão: Ora, quanto a ti, guardarás o meu pacto, tu e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações” (Gn 17.9).

Segundo Deus a célula familiar ocuparia o primeiro lugar na manutenção do pacto, porquanto a circuncisão era um sinal de pai para filho. Abraão receberia instruções espirituais, e transmitiria os devidos conhecimentos aos seus descendentes. Muitos chegam a opinar que a formação religiosa deva ser adiada para quando os filhos atinjam certa idade para escolher. Ou alguém cultiva o jardim do coração dos filhos ou não conseguirá obter boas colheitas.

Não nos foi ensinado pelas gerações passadas para que formássemos uma nação, isto a partir de nossa casa. Deus quer fazer de nós casais e pais a raiz de uma geração santa. Quando Deus deseja que venhamos a viver com qualidade de vida não é apenas para vivermos melhor. É para que nós sejamos sementes boas, para uma colheita para o Senhor.

Você talvez diga já passou o tempo e hoje seus filhos já não escutam conselhos: talvez o momento seja de pedir perdão aos filhos e dizer que de hoje em diante algo estará mudando.

A fé dos pais não garante a fé dos filhos

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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Quando o apóstolo Paulo disse aos gentios convertidos: “Fostes comprados por preço” (1Coríntios 6.20; 7.23), ele sabia que o sangue de Cristo havia quebrado uma ascendência familiar de incredulidade. Se você é descendente de pessoas incrédulas, ouvir estas palavras de Paulo lhe será boas-novas: “Estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa” (Romanos 9.8).

A biologia não sela qualquer maldição nem garante qualquer bênção. Isto é um aviso contra o desespero de ser nascido em uma família pagã e contra a presunção de possuir pais crentes.

Mas, o sangue de Cristo não comprou nenhum privilégio para os filhos dos crentes? O sangue de Cristo não uniu as famílias através das gerações? O que você diz sobre Atos 2.39: “Para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, Isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”? E o que acha de Salmos 103.17-18: “Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem”? E o que você diz sobre Êxodo 20.5-6: “Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.

Sim, Cristo adquiriu privilégios para os filhos dos crentes. Mas não garantiu a salvação deles. Estas três passagens bíblicas deixam claro que as bênçãos que virão às futuras gerações de crentes alcançarão apenas aqueles que são chamados por Deus (Atos 2.39), que guardam a sua aliança (Salmos 103.18) e que O amam (Êxodo 20.6). Todos os filhos dos crentes amam a Deus e guardam a aliança com Ele, pela fé em Cristo? Não. Na Bíblia, há muitos exemplos de crentes cujos filhos não creram, e esses exemplos nos mostram que a fé dos pais não garante a fé dos filhos.

Um dos aspectos vitais do processo de transmitir nossa fé a nossos filhos é o de ensinar a orar. Hebreus 4.16 nos lembra que os cristãos podem acudir “confiadamente ao trono da graça a fim de sermos socorridos no momento oportuno”. É muito importante que os filhos aprendam que eles também podem buscar seu Criador, nosso amoroso Pai, que está sempre disposto a ajudá-los e fortalecê-los. Deus deseja que nossos filhos se relacionem com Ele por meio da oração e do estudo da Palavra.

Deus afirma em Jeremias 32.39: “Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos”. Este bem não é a garantia da fé, e sim o dom da Palavra de Deus (Deuteronômio 6.6-7), a restrição sob a disciplina orientada por Deus (Efésios 6.4), a demonstração do amor de Deus (Colossenses 3.21) e o poder da oração (Jó 1.5). Deus resolveu agir por intermédio desses instrumentos para a salvação dos filhos dos crentes.