A arte de amar minha família

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Liderança, Pais e Filhos

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Dificilmente haverá outro desafio na vida que comece com tantas esperanças e expectativas e que atualmente termine em tantos fracassos e decepções como o desafio de amar alguém. Por que as pessoas fazem tantos sacrifícios por amor, sofrem, choram, sonham muito ou abandonam muitos sonhos tudo pelo desejo de amar e de ser amado? É fato que estamos vivendo um momento em que o “amor de muitos esfriou”. As pessoas em geral banalizam o amor e o casamento.

O amor é muito mais do que um sentimento, é uma atividade, implica em atitude, em ação. E a característica básica dessa ação é o dar, e não o receber. Dar implica em ser privado de algo, se sacrificar (Jo 3.16).

Outra característica do amor é cuidado. É preocupação com cada detalhe da vida do outro, é estar atento às suas necessidades, sonhos, desejos. Quem cuida está sempre alerta, atento ao que o outro pensa, fala, age. Cuidar é trabalhar pelo e para o outro. É sentir-se responsável por alguém e estar disposto a responder positivamente às necessidades desse outro, principalmente as emocionais.

Amar envolve respeito: não é ter medo, temor do outro, o significado de respeito vem da sua raiz (respicere = olhar para), ou seja, a capacidade de ver uma pessoa tal como ela é, na sua individualidade e singularidade. É querer que a pessoa amada cresça e se desenvolva por si mesma, por seus próprios modos, e não com o fim de servir-me. Se amo alguém, aceito-a tal como ela é, e não trabalho para que ela seja como eu necessito que ela seja.

Por fim, quando amo alguém desejo conhecê-lo cada vez mais. Cuidar e respeitar uma pessoa não é possível sem conhecê-la. O quarto elemento do amor, conhecimento, só é possível quando me disponho a sair da periferia e penetrar no mais íntimo do outro! Quem ama conhece profundamente!

Amar, portanto, nosso cônjuge e filhos não é fácil, pois como vimos, amar é muito mais do que dizer “eu te amo”. Amar dá trabalho, leva tempo e exige de nós uma disposição intensa em doar o melhor de nós para o outro. O melhor de nosso carinho, do nosso tempo, dos nossos pensamentos, dos nossos desejos, enfim o melhor de nós mesmos. A semelhança de nosso Pai Celeste é exatamente isso que precisamos fazer por quem amamos. Que Deus aperfeiçoe esse amor em nós.

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Fonte: Extraído do site do Ministério Espaço Amor à Família, escrito por  Pr. João Paulo Bandeira e psicóloga Márcia Bandeira.  

A infidelidade conjugal também é uma maldade

Publicado por Vera Leitão em Casamento, Família, Relacionamento, Sexo e Sexualidade

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Uma das dores emocionais tida como a mais forte e devastadora é a que uma pessoa traída pelo cônjuge experimenta. Pessoas que passaram por esta experiência descrevem que foi como se uma faca tivesse atingido seu coração, partindo-o. Estudo científico feito pela Profa. Dra. Carmita Abdo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, publicado com o título “Descobrimento Sexual do Brasil”, revela dados alarmantes sobre o perfil de infidelidade dos brasileiros, homens e mulheres.

Nada justifica a traição num casal. Mesmo que explique, não justifica. Justificar tem que ver com provar que houve uma razão legal (dentro da lei) para o ato, ou significa tratar como justo um comportamento ou ainda provar a existência de um motivo legítimo para o ato realizado. Trair não é justo.

O cônjuge que trai age injustamente. O cônjuge traído talvez tenha sido injusto no sentido de ter privado o outro de atenções, sexo, diálogo, companhia, etc. Ambos, traído e traidor, geralmente têm culpa no caso de uma infidelidade no casamento. Na verdade, não há um carrasco e uma vítima. Ambos erram.

Há casos em que o traidor age com traição de maneira muito injusta, sendo, assim, muito mais culpado da situação de dor e desmoronamento do relacionamento, tendo aberto uma ferida de muito difícil cicatrização. Há pessoas que traem porque são compulsivas sexuais cujo cônjuge não tem quase nenhuma culpa, se alguma, pelos constantes e freqüentes episódios sexuais fora de casa deste indivíduo adicto ao sexo.

Trair é uma maldade. Também. Se o cônjuge traído sempre foi fiel e fica sabendo da situação, instala-se uma dor de difícil cura. Abre-se uma ferida cheia de “pus” de ódio, tristeza, estranheza, sensação de estar casado agora com um inimigo, “sangra” muito. O que era íntimo, fica afastado; o que era confiável, fica desconfiado; o que era amigo, parece inimigo; o que era conhecido, fica estranho.

Dra. Abdo e equipe pesquisaram entre 3106 mulheres brasileiras e encontraram que as que menos traem seu marido são as do Paraná (19,3%) enquanto que as que mais traem são do Estado do Rio (34,8%). Outros Estados ficaram assim quanto à percentagem de mulheres que traem (em média): Pará 20,3%; Santa Catarina 23,3%; Mato Grosso do Sul 23,6%; São Paulo 24,1%; Bahia 25,2%; Pernambuco 26,5%; Ceará 26,7%; Goiás 27,7%; Minas Gerais 29,5%; Rio Grande do Norte 30,2% e Rio Grande do Sul 31,7%.

Quanto aos homens, os que menos traem são os do Paraná também, mas mesmo assim com índice muito alto (43%). Depois vem São Paulo com 44%; Minas Gerais 52%; Rio Grande do Sul 60%; Ceará 61% e o estado com maior número de homens infiéis é a Bahia com 64%. Ou seja, em cada 100 homens baianos casados, 64 traem suas esposas em algum momento da vida segundo este estudo da Dra. Carmita.

A prevalência de um “caso sexual” entre 6846 participantes da pesquisa mostrou o seguinte quadro: 50,6% dos homens brasileiros admitiram ter tido um “caso sexual” com outra mulher, enquanto que 25,7% das mulheres admitiram ter tido sexo com outro homem. Ou seja, em cada 100 homens casados no Brasil, 50 tiveram um “caso” e em cada 100 mulheres casadas, quase 26 também tiveram contato extraconjugal sexual. Uma lástima e uma tragédia indevidamente alimentada pela má mídia.

A internet favorece a infidelidade conjugal. Pessoas casadas frustradas em seu casamento buscam “amor” virtual. Isto mascara o problema e pode complicar as coisas. Cerca de 60% dos casos de traição virtual termina em sexo real.

Uma pessoa casada que busca erotismo na internet está maltratando seu casamento porque estará comparando injustamente seu cônjuge com uma imagem pornográfica. Da mesma forma a pessoa casada frustrada em seu matrimônio que busca romance na internet está afundando ainda mais seu relacionamento e de uma forma injusta porque é muito fácil ser “amável” virtualmente e mostrar uma imagem de incompreendida ou vítima para a pessoa no outro lado do chat. Ilusões são criadas e a coisa piora. E a verdade é que uma pessoa “interessante” também tem problemas.

A saída para evitar a infidelidade conjugal passa por diálogo sincero, humildade de ambos, marido e mulher, para aceitar dificuldades pessoais e procurar ajuda para resolvê-las, aceitar a limitação de todos os seres humanos para nos amar como sonhamos ser amados e aceitar o amor possível, parar de ter obsessão pelo outro, e aprender que homem e mulher são diferentes do ponto de vista comportamental o que produz a necessidade de aceitar as limitações pessoais e a compreensão de que o outro nunca poderá preencher todas as necessidades de cada um.

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Fonte: Texto do Dr. Cesar Vasconcelos e publicado no site www.portalnatural.org.br.

Exercendo o perdão no relacionamento conjugal

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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Perdoar significa deixar livre, soltar, libertar, despedir, mandar embora, atribuir um favor incondicional àquele que nos feriu. É não levar em conta o mal causado; é não reter a mágoa ou ferida; é agir como se o incidente nunca houvesse acontecido.

No início do casamento, é fácil perdoar o cônjuge. Mas, depois de perdoá-lo várias vezes, começamos a pensar se não o estamos incentivando com nossa aparente tolerância. Às vezes, hesitamos em perdoar por temer que, ao fazer isso, estejamos permitindo que o mesmo erro ocorra novamente. Existe, porém, uma linha clara entre permitir e perdoar. Em outras palavras, podemos continuar a pedir ao cônjuge que mude seu modo de ser, e oramos para que isso ocorra, mas, se ele não mudar, recusamo-nos a deixar isso nos consumir e a nos tornar pessoas amargas. Perdoar não significa dar ao ofensor um passe livre para voltar a cometer os mesmos erros. O perdão não torna a outra pessoa certa; nos torna livres.

Perdoar é uma decisão que tomamos, e sabemos se perdoamos ou não. Não perdoamos alguém acidentalmente, sem perceber. Mas é possível não perdoar sem perceber. Achamos que perdoamos, mas não é verdade.

Perdoar é uma escolha que precisamos fazer todos os dias. E a escolha deve ser viver em perdão. Isso se aplica principalmente ao casamento. Além de amar seu cônjuge, a atitude mais importante que você deve tomar no casamento é perdoá-lo.

Até nos casamentos bem-sucedidos, o perdão é sempre necessário. Mesmo que duas pessoas completamente diferentes vivam juntas e em harmonia, sempre haverá decepções, mal-entendidos e mágoas. Precisamos sempre suportar um ao ouro e perdoar um ao outro. “Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros” (Cl 3.13). Não podemos esperar o momento em que o cônjuge mereça ser perdoado ou nos peça perdão. A falta de perdão é assassina. Mata o casamento. Mata a saúde. Mata a alegria. E ainda nos impede de caminhar perto de Deus.

Então é preciso entender que os integrantes de uma família devem ter harmonia, buscar o amor, a compreensão e o perdão sempre. Os cônjuges precisam trabalhar em cima do perdão para que as feridas do passado possam ser cicatrizadas. Um casamento não pode subsistir sem perdão, pois invariavelmente os cônjuges irão errar uns com os outros.

A verdade é que no relacionamento familiar nós experimentamos ofensas: um amigo que nos trai, um filho ingrato, a parcialidade dos pais, uma palavra áspera, uma acusação falsa, uma data pessoal esquecida, a indiferença para conosco de alguém que nos é importante. O perdão é a possibilidade da convivência.  O perdão é um indicador de nossa compreensão do amor de Deus por nós. Todos nós perante a ofensa exercemos a escolha. Podemos perdoar ou tornar-nos ressentidos, amar ou odiar, estabelecer relacionamentos ou rompê-los. A primeira escolha leva-nos à liberdade constante, uma vida de sinceridade e opções. A segunda escolha, inevitavelmente, leva-nos a uma escravidão dentro de nós mesmos. A primeira resulta em crescimento espiritual, a segunda, em amargura.

Que possamos aprender que a melhor maneira de viver um casamento em liberdade é decidir antes ser uma pessoa que perdoa. A pressão diminui, porque não haverá necessidade de tomar essa decisão todas as vezes que alguém nos ofender e precisarmos nos livrar da decepção, da mágoa ou da própria ira, por que o perdão cura e liberta.

Pelo perdão, abrimos o caminho para Deus trazer à nossa alma, a cura e a restauração. Andar em perdão é andar em vitória. Andando em perdão, não há como o inimigo conseguir penetrar em nossa alma, ferir nosso relacionamento e macular a nossa família.

Maridos solitários, esposas solitárias

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Homem, Mulher, Relacionamento

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O isolamento de outras pessoas nem sempre é ruim. O próprio Jesus tinha o hábito de isolar-se regularmente das multidões e ficar a sós com Deus, depois de um dia de trabalho em meio às multidões. Nessas ocasiões, ele orava e renovava suas forças. Mas, existe uma solidão maléfica, característica da sociedade em que vivemos. As pessoas podem viver numa mesma casa com muitas outras e ainda assim viver isoladas delas. Já que fomos criados como seres sociais, viver em isolamento geralmente provoca tristeza, depressão, angústia e, em casos extremos, o suicídio.

Isolamento acontece mesmo entre pessoas tão íntimas como marido e mulher. Diversas forças ativas na sociedade moderna estão separando marido e mulher cada vez mais para longe um do outro, em vez de produzir intimidade e mutualidade:

  1. Numa sociedade tão complexa como a em que vivemos, experiências diferentes e sistemas de valores diferentes separam os casais. Antigamente, as pessoas nasciam e cresciam juntas num mesmo lugar. Hoje, elas vêm de passados completamente diferentes.
  2. A sociedade moderna tem passado a idéia de que o casamento é um relacionamento na base de 50/50 (fifty-fifty). Isso é, cada um dá um pouco de si. Mas isso não funciona, na verdade. O padrão cristão é 100/100. No casamento, temos de nos dar inteiramente.
  3. O egoísmo é provavelmente a maior ameaça à unidade do casal. Ser egoísta é buscar realização pessoal deixando o cônjuge de fora. Uma ilusão bastante comum é que marido e mulher podem obter sucesso independentemente um do outro e ainda ter um casamento bom. Na prática, quase nunca isso dá certo.
  4. Outro fator de isolacionismo são problemas não superados. Os pesquisadores mostram que cerca de 70% dos casais que passam por experiências traumáticas – como perder um filho num acidente, ou ter um filho gravemente deficiente – se separam ou se divorciam.
  5. A mídia tem popularizado a idéia de que aventuras extramaritais é algo normal. O fato é que, não somente o adultério consumado, mas o adultério emocional – uma amizade muito íntima com alguém do sexo oposto – provoca o isolacionamento dos cônjuges.
  6. A pressão contínua do estilo de vida acelerado em que vivemos contribui para que cada vez mais vivamos estilos de vida separados uns dos outros. 
  7. Outro fator é nosso hábito de assistir TV. O problema é mais grave do que a violência mostrada na tela. Membros de uma família podem estar juntos na mesma sala assistindo TV, e estar perfeitamente isolados uns dos outros. À medida em que nos enfiamos em nossos casulos, mais e mais nos desconectamos uns dos outros.

A grande maioria dos moradores das grandes cidades – mesmo cristãos – raramente conhece seus vizinhos! Todo o moderno sistema de comunicação produzido atualmente pela sociedade tende a eliminar cada vez mais o contato humano: Internet, email, chat, etc.

O isolamento é uma ameaça séria mesmo para casais cristãos. Estes cristãos precisam perceber que se não tomarem as providências necessárias e se não tratarem dessa ameaça juntos, acabarão por viver isolados uns dos outros, mesmo debaixo do mesmo teto. Muitos casais casados têm sexo mas não amor. O erro típico que muitos casais cometem é não antecipar que problemas desse tipo podem ocorrer com eles. E quando os problemas surgem, são apanhados desprevenidos.

Vivemos num mundo cheio de problemas. A tentação de muitos, debaixo de pressão, é isolar-se, hibernar como um urso em sua caverna no inverno. Embora essa pareça uma alternativa atraente, é somente com o apoio de amigos que poderemos suportar as misérias desta vida. Fiquei impressionado com o que aconteceu recentemente no Japão, quando três empresários japoneses falidos enforcaram-se juntos no mesmo quarto de hotel. Numa sociedade individualista como a nossa, suicídios não acontecem assim! Mas se os japoneses conseguem ser solidários até na morte, será que não podemos aprender, na vida, a compartilhar nossa existência e experiências com outros?

O que podemos fazer, como cristãos, para vencer o isolamento? Aqui vão algumas dicas:

  1. Busque maior intimidade com Deus, pela leitura da Bíblia e pela oração diária. Quando nos aproximamos de Deus, podemos melhor nos aproximar dos outros.
  2. Planeje gastar tempo com seu cônjuge fazendo coisas que ambos apreciam.
  3. As vezes o isolamento foi causado por uma atitude errada sua, com a qual o seu cônjuge ofendeu-se ou magoou-se. É preciso pedir perdão e buscar a reconciliação.
  4. Às vezes quando a situação já se tornou muito complicada e difícil, é preciso procurar ajuda espiritual e psicológica. Pastores e psicólogos cristãos são geralmente treinados para oferecer apoio e soluções para casos assim.

Não permita que o isolamento acabe a alegria do seu casamento. Casados também podem ser felizes juntos!

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Fonte: Texto escrito por Augustus Nicodemus que é pastor presbiteriano, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, doutor em interpretação bíblica pelo Westminster Theological Seminary, Estados Unidos, e autor de, entre outros, “O que Estão Fazendo com a Igreja” (Mundo Cristão). Publicado no site www.ejesus.com.br.

Casamento falido ainda tem jeito

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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por Samuel Costa da Silva

 

Uma prostituta não destrói um casamento alheio, nem o “amigo” do marido, sempre gentil e insinuante. Também não destrói um casamento o fato dos cônjuges trabalha­rem todo o dia juntos, nem o fato de eles, obrigatoriamente, se afastarem por longos perío­dos. Amigos e amigas do casal não conseguem, jamais, destruir seu casamento. Nada disso derruba um casamento, nem o tempo, nem gordura, nem feiúra, nem pobreza, nem ri­queza, nem desemprego. Somente um fator consegue destruir o casamento. Ele próprio.

Não são os fatores externos que levam a pique um relacionamento conjugal, mas sim os fatores internos do casamento entre marido e mulher. Quando um casamento se acaba, sabi­damente eles iam mal, ainda que um dos cônjuges não tivesse conhecimento. Em boa parte dos casamentos os cônjuges reconhecem que não estão desempenhando bem o seu papel. As dis­cussões são freqüentes, os gostos pela vida se tornam opostos, ele parece admi­rar tudo o que ela não vê graça e vice-versa, ele ou ela se torna ausente no lar (sempre por causa do trabalho que cada vez se torna mais cheio de serviço) e o humor passa a inexistir. Entretanto, há muitos relaciona­mentos em que um dos dois nem desconfia que o seu côn­juge esteja em crise e que o seu casa­mento corre sério risco de naufragar. Um deles possui to­dos os sintomas da enfermidade psi­cológica e o outro não se apercebe. Diminui a fre­quência dos encontros sexuais e fica por isso mesmo.

Não se comenta como foi o dia, ao se encontrarem no fim de tarde, após uma jornada de trabalho, e está tudo bem. As datas signi­ficativas para os dois vão sendo, inconscientemente, esquecidas por ele ou ela, reclamações surgem no ar, mas o curso de seu relacionamento continua seguindo a mesma trajetória. Um não desconfia da gravidade da crise vivenciada pelo outro, que nem mais quer dialogar, pois não encontra eco às suas indagações, e assim, experimenta consigo mesmo o drama de romper o casamento, que aos olhos dos outros parece perfeito e eterno. Essa é a única opção que o cônjuge em intensa e longa crise vê para os seus problemas, pois em casa ele não é com­pre­endido ou considerado. A apatia toma conta da casa. Quando isso acontece, aí sim, os fato­res externos agirão como ener­gia propulsora para acelerar o processo de falência conjugal. Mas, isso só se dá quando os dois, ele e ela, se autodestruíram como um só corpo, dando então, margem para se tornarem vulnerá­veis a quaisquer tentações externas.

Um relacionamento extraconjugal não destrói um casamento; quando isso se dá é porque o casamento já se autodestruiu há muito, abrindo brechas imensas para que o di­abo se encarregasse do resto. O casal que não conversa constantemente sobre si mesmo está se autodestruindo. O casal que não se beija, ao longo dos anos, como adultos namorados está se autodestruindo. O casal, cujos cônjuges não encontram tempo para orarem juntos, ou quando encontram já se sentem tão envergonhados de o fazerem, que preferem as ora­ções silenciosas e individuais, está se autodestruindo. O casal, cujos cônjuges não encon­tram mais tempo para estudarem em casa, no seu momento devocional diário, a Palavra de Deus, está se autodestruindo. O casal, cujos cônjuges temem se abrir um ao outro e se despirem psicologicamente, revelando todos os seus sonhos e também seus defeitos mais graves, está se autodestruindo. Somente o próprio modo de viver do casal vai destruí-los ou fortalecê-los diante do mundo.

A chave da ruína e do sucesso está nas mãos do casal, e principalmente o casal cristão que possui uma vantagem sobre os demais: ter Deus por conselheiro. Nada melhor do que pedir ajuda Àquele que arquitetou a brilhante idéia do casamento. Quem criou o casa­mento foi Ele, o que O leva a estar disposto a socorrer todos os casais que, desesperada­mente, necessitam de ajuda. A saída para se livrar do fracasso no casamento?

  1. Reconhecimento de que se necessita de ajuda;
  2. Reconquista da confiança do cônjuge (se a perdeu) através do diálogo franco, sincero e leal, relatando suas dificuldades;
  3. Tempo com Deus por meio da oração (falar com Ele) e da leitura da Palavra (deixar Deus falar consigo);
  4. O desejo sincero de querer tentar se enamorar novamente daquela que foi a mulher da sua mocidade (no caso dele) ou o homem da sua juventude (no caso dela), que um dia encheu seu coração de amor e tomou conta dos seus olhos.

 Tarefa fácil? Talvez não, depende de cada casal e sua crise, mas certamente possível sob a graça Daquele que é imbatível e que nem mesmo o desamor pode vencê-Lo.

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Fonte: Publicado no site www.ejesus.com.br .