O que você pode fazer para confiar?

Publicado por Sérgio Leitão em Amizade, Casamento, Pais e Filhos, Relacionamento

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Com frequência é dito que a confiança é a pedra fundamental de qualquer relacionamento bem-sucedido. E eu concordo plenamente com isso. A confiança é fundamental em um relacionamento amoroso ao validar o sentimento de segurança que nós precisamos sentir para poder em troca dar o nosso amor àquela pessoa. Mas o que acontece quando uma pessoa tem dificuldade em confiar na outra com a qual se relaciona? Quanto isso causa de impacto no outro? 

É triste pensar que existem pessoas que são incapazes de confiar completamente em outra por sentirem um medo enorme e muito arraigado dentro de si de serem feridos e sofrer.  Esse medo com frequência nasce de alguma experiência traumática que ainda não foi resolvida. As pessoas que têm problemas de confiança em seus relacionamentos vão continuar a carregar consigo sua incapacidade de partilhar seu amor com os outros, até o momento em que eles decidam trazer o tema à tona e trabalhá-lo para chegar a um desfecho positivo.

Se você acha que tem esse problema e ele está impedindo você de sentir e viver plenamente um relacionamento amoroso, então você precisa confrontar a falta da confiança você mesmo. Não dependa dos outros para resolverem problemas que são seus, pois você é o único que pode realmente solucioná-lo. Apesar de haver muitos bons recursos para ajudar a lidar com essa questão, como livros e manuais, eles servem só para informação; o verdadeiro trabalho para deixar de ter medo de confiar deve acontecer dentro de você, ao você se permitir conhecer esse medo, as situações desencadeantes, conseguir entendê-las e recontextualizá-las. E então permitir-se ir experimentando situações em que pode voltar a experimentar confiar em quem ama!

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Fonte: Texto de Cláudia Bruscagin, publicado no site www.outraleitura.com.br.

As fases da separação

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Família, Relacionamento

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Conheça as etapas desse árduo processo e saiba como superá-las.

Por mais diferente que uma pessoa seja da outra, o processo de separação tem fases pelas quais todo mundo passa.

Listamos todas elas para você saber que o que está acontecendo – ou está prestes a acontecer – como você é normal, faz parte do processo de rompimento.

A decisão. As insatisfações se tornam visíveis. Não existe mais diálogo, companheirismo, prazer de estar junto e as discussões que eram mensais começam a ser quase diárias. Pesa-se novamente os prós e contras e decide-se adiar a ruptura, apostando no resgate da relação. O processo de decisão, por qualquer uma das partes, é lento. É assustadora a idéia de construir uma vida sozinha e triste admitir que o relacionamento acabou. Há muito medo e dúvida envolvidos, seja por questões financeiras ou emocionais. Essa fase pode ser aberta e conhecida pelo casal, se eles optam por discutir os problemas e encontrar soluções, ou silenciosa. Passa o tempo e as coisas pioram novamente, com uma carga cada vez mais insuportável. A relação se transforma numa guerra ou num tédio completo. A tensão é tanta que não há mais saída. O momento de decisão fica mais claro quando ao invés de questionar o tempo todo como está o meu casamento?, você começa a perguntar como eu estou? É hora de encarar a separação de frente, sem jogar nada sob o tapete.

A negação. Há uma fase inicial em que se começa a negar que as coisas estavam tão ruins assim. Você acha que está exagerando, jogando uma relação longa e legal pela janela por besteira, que é só uma crise que passa como as outras. A negação é comum e pode vir tanto de quem decidiu pela separação ou pelo outro. Afinal, separar é doloroso, difícil e tendemos a esquecer as coisas ruins do relacionamento para tentar aplacar a dor da ruptura. O ser humano é ambivalente e os sentimentos também. Portanto, você vai demorar um tempo para ter certeza de que tomou a decisão certa (ou se ele tomou). É possivelmente perfeito querer sair fora da relação e ao mesmo tempo sofrer um medo danado de concretizar a perda.

Fracasso. Porque o divórcio representa o fim de um projeto de vida, cujo o investimento emocional foi muito grande. Afinal, ninguém casa pensando em separar. Por mais prática e realista que seja, você sempre acha que vai ser para sempre, que vai sempre ser amada e amar aquele homem. E mais, ele conhece tudo da sua vida, é seu porto seguro e muitas vezes, seu único amigo. Você fica descrente nos relacionamentos como um todo, acha que nunca mais vai se apaixonar e casar. Acha que todos são descartáveis e nada é duradouro. E que você não é capaz de fazer alguém amá-la.

Culpa. Aparece em consequência da incapacidade que sentimos por não conseguirmos salvar esse projeto (onde eu errei, porque ele não gosta mais de mim, o que aconteceu, por que eu?).

Rejeição. Se a separação foi pedida por ele, é inevitável. Uma das coisas mais difíceis de ouvir é que você não é mais amada. A auto-estima cai, você se sente feia, desinteressante. Cuidado para não se humilhar ou transformar esse sentimento em rancor, principalmente quando ele começar a namorar de novo.

Medo. Em menor ou maior grau, sempre está presente. Medo de não conseguir ser feliz de novo, da solidão, de reconstruir a vida financeiramente e emocionalmente.

Os altos e baixos. No meio disso tudo, há dias em que você está se sentindo ótima, livre, poderosa e corajosa e dias em que não consegue dar um sorriso, acha que o mundo vai acabar, que é vítima de todo o sofrimento, a mais feia. Não se desespere. É normal. Vai chegar um momento em que os altos serão cada vez maiores que os baixos.

Manter a amizade ou querer vingança. É difícil quebrar o vínculo com quem se foi tão íntimo, amado e que te conhece tão bem. Quase impossível. O tempo cura isso e o distanciamento é inevitável, mesmo que a separação tenha sido amigável. É, acima de tudo, essencial para o recomeço da sua vida. Não fique se sentindo na obrigação de entender tudo, compreender o que ele sente, o que está acontecendo e não se culpe por ataques de ciúme e posse. Tente ser amiga, sim, mas respeite seus limites. Se você sofre ao ouvir que ele saiu com amigos, não pergunte e não procure saber.

Do lado oposto, não nutra ódio ou revanche. No fundo esses sentimentos também são a maneira, negativa, de não cortar o vínculo, um processo lento, doloroso e necessário. Melhor não falar com o ex do que ficar brigando e tramando vingança. Melhor para você.

Começar de novo. É difícil, e no começo muito desanimador. Há a excitação de cair no mundo, solteira, fazer o que quiser, decorar a casa como bem entender. Mas há o medo, a solidão, o vazio. A cama que antes tinha dois agora só tem você, coisas que estava acostumada a fazer não tem mais graça sem a companhia dele. É preciso muita coragem e estrutura emocional nessa hora. Reúna os amigos, a família, tenha sempre gente por perto para os momentos de solidão. Mas não fique empurrando os sentimentos para baixo do tapete. Devagar, vá se acostumando com o tempo que tem sozinha. Ele também é precioso.

A perda definitiva. Acontece quando o outro começa um novo relacionamento. Tristeza, acessos de ciúme e posse são inevitáveis. Afinal, ele era exclusivo seu e vê-lo com outra pessoa dói porque você inevitavelmente se compara à nova parceira e porque é um sinal definitivo – ou quase – de que você perdeu, que a relação acabou mesmo e, principalmente, que você foi substituída. 

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Fonte: Texto da jornalista Thais de Oliveira. Publicado no site www.cadadia.net.

As preocupações do dia-a-dia rouba a fé

Publicado por Sérgio Leitão em Conselhos, , Princípios Bíblicos

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Uma das características mais maravilhosas de Jesus é que ele não deseja que seu povo viva ansioso. Ele não mantém seu Reino à custa de espíritos inquietos. Ao contrário, o objetivo do Reino de Jesus é libertar-nos das preocupações. Ele não precisa nos manter preocupados para demonstrar seu poder e sua superioridade, pois são intocáveis e invencíveis. Ao contrário, ele exalta seu poder e sua superioridade quando leva embora nossas preocupações.

Dependendo do contexto, palavras traduzidas por “cuidado”, “preocupações” ou “temor” e “ansiedade” podem revelar tanto atitudes corretas quanto erradas na vida de um cristão. O sentimento de temor é correto como uma postura de reverência a Deus em virtude de sua santidade (Is 8.13); o cuidado é positivo por ser um gesto que demonstra preocupação com os outros (1Co 12.25; 2Co 11.28).

No entanto, preocupar-se é uma conduta sempre errada, pois paralisa a fé ativa na vida da pessoa. Ao nos preocuparmos, assumimos responsabilidades que não foram dirigidas a nós. Jesus, repetidamente, ensinou: “não se preocupe” mesmo em relação às coisas básicas da vida (Mt 6.25-34).

Quando Jesus diz: “Não se preocupam com o amanhã” (Mt 6.34), ele estabelece o tipo de vida que todos desejam — sem preocupações, sem medo dos homens ou de situações ameaçadoras. Mas como, porém, Jesus espera que seu mandamento seja cumprido se tudo à nossa volta nos deixa preocupados? Jesus nos auxilia, apresentando dois tratamentos para combater a preocupação e o medo. O primeiro está relacionado à preocupação com as necessidades básicas da vida, como alimento, bebida, roupa (Mt 6. 23-4). O segundo está relacionado à preocupação com o mal que os homens podem nos causar (Mt 10.24-31). Na primeira passagem, Jesus confirma nossa capacidade de viver com alegria, mesmo sem saber como nossas necessidades serão supridas. Na segunda, Jesus nos incentiva a perseverar na causa da verdade quando alguém nos ameaça.

Todos nós somos capazes de compreender claramente a mensagem principal de Jesus em Mateus 6.25-34: “Não se preocupem”. Versículo 25: “Não se preocupem com sua própria vida”. Versículo 34: “Não se preocupem com o amanhã”. Essa, porém, é a forma negativa de apresentar a mensagem principal desses textos. Há uma forma positiva, no versículo 33. Em vez de preocupar, “busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus”. Quando pensarmos na vida, no alimento ou em roupas – ou no cônjuge, nos filhos, nos bens, no emprego, em nossa missão —, não devemos nos afligir com isso. Ao contrário, devemos pensar em Deus, o Rei, nesse momento. Jesus está dizendo: “Entreguem a situação ao seu poder majestoso e façam a vontade de Deus com a confiança de que ele estará conosco e suprirá todas as nossas necessidades. Se acreditarmos no Reino do Pai celestial, não haverá necessidade de nos preocuparmos com coisa alguma”.

A preocupação divide a mente entre pensamentos úteis e fúteis. Fontes de preocupação incluem mudanças, falta de entendimento e falta de controle de nossa vida. Preocupar-se não altera absolutamente nada (Mt 6.27); serve apenas para desviar o nosso olhar das coisas de Deus e da fidelidade e justiça divinas. Ao invés disso, desviamos nossa atenção para as coisas da vida, como bens materiais, por exemplo (Mt 6.31). A preocupação sufoca e constitui um sentimento destruidor, que corrói nossa energia e tenta elevar a força humana acima da força de Deus e dos planos divinos.

Por que temos a tendência de nos preocupar com comida e com roupa? Porque há três coisas   que perderemos se não tivermos comida e roupa: 1) Perderemos alguns prazeres. Afinal, a comida agrada ao paladar; 2) Perderemos alguns elogios humanos e olhares de admiração se não usarmos roupas bonitas, e 3) Possivelmente perderemos a vida se não tivermos alimento para comer ou roupas que nos projetam do frio. Preocupamo-nos com comida e com roupa porque não queremos perder prazeres físicos, elogios humanos nem a vida.

Jesus nos adverte quanto levar uma vida cheia de preocupações: “Se você for dominado pelas preocupações com essas coisas, deixará de ver as grandezas da vida”. A vida não nos foi concedida para o prazer físico acima de tudo, mas para algo bem maior — agradar a Deus (Lc 12.21). A vida não nos foi concedida para receber a aprovação dos homens acima de tudo, mas para algo bem maior — a aprovação de Deus (Jo 5.44). A vida não nos foi concedida para ser prolongada neste mundo acima de tudo, mas para algo bem maior — a vida eterna com Deus no futuro (Jo 3.16). Embora os filhos de Israel tenham visto Deus abrir o mar Vermelho para libertá-los do Egito, eles não creram que ele providenciaria água no deserto para suprir as necessidades deles.

Por isso que preocupação é o oposto da fé, e o ato de preocupar-se sugere que Deus não é digno de confiança para cuidar da nossa vida e suprir nossas necessidades (Fp 4.19). A preocupação provoca o medo, que exclui a fé.

Ao associarmos preocupação com descrença, as Escrituras providenciam retorno à fé completa. O caminho que vai da preocupação à fé começa com o reconhecimento do pecado e a confissão de falta de fé (Sl 139.23), continua com a libertação (Sl 34.4J e termina com a segurança de’ que absolutamente nada pode nos separar do amor de Deus, que é o grande EU SOU (Rm 8.35; Ex 3.14-15J.

Não devemos nos preocupar com comida e com roupa porque elas não proporcionam as coisas grandiosas da vida, isto é, agradar a Deus, buscar sua graça e misericórdia, querer passar a eternidade em sua presença. Se vivermos preocupados com essas coisas, deixaremos de ver os grandes propósitos da vida centralizada em Deus. No lugar de ansiedade, devemos oferecer ações de graça livremente, com o coração restabelecido e confiante em Deus (Sl 112.7-8; Fp 4.6-7).