O perdão e o namoro

Publicado por Sérgio Leitão em , Namoro e Noivado, Relacionamento

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 “Então Pedro aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mateus 18.21- 22.)

 Na vida somos desafiados a lidar, a cada dia, com nossos limites e também a mudar nossos hábitos e convicções. Nessa experiência do dia a dia nada é mais desafiador e constrangedor do que o perdão. Perdoar é absolver de culpa ou de dívida, é abrir mão da justiça própria e dar uma nova chance ao outro.

Quando Jesus fez a oração do Pai Nosso, na Bíblia, Ele disse: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos aqueles que nos tem ofendido [...]” (Mateus 6.12.) Um pouco mais adiante Jesus apresentou um pouco mais de profundidade à questão: “Por que, se perdoardes aos homens de suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6.14-15.) Perceba que aqui se coloca uma condição para se receber o perdão de Deus: nós temos que ser perdoadores primeiro.

 Se já é complicado perdoar um estranho, ou alguém distante de nossa convivência, imagine então alguém muito próximo, o namorado ou a namorada. Dizem que a pedra que mais dói é a lançada de perto, isso quer dizer que quanto mais amamos alguém, maior é o poder dessa pessoa de nos machucar ao nos ofender. Infelizmente muitas vezes o companheiro pisa na bola. E aí, o que fazer?

 Ao contrário do que muitos dizem, perdoar nunca foi esquecer, é impossível para o ser humano esquecer. Mas, como dissemos no início, é absolver o outro da culpa. É claro que determinadas ofensas podem gerar o rompimento do namoro, mas, o que não pode é alguém perder a dádiva de ser perdoado por não liberar perdão. Porque a condição para ser perdoado é que também perdoe. Talvez ao ler esse texto você esteja brigado ou chateado com o seu (sua) namorado(a), então, aproveite este momento, o(a) procure, libere perdão. Ou ainda, quem sabe, você o(a) tenha ofendido; abra mão do orgulho e peça perdão. Talvez você não esteja namorando, mas precisa perdoar alguém que você ama, não perca tempo. O perdão cura as feridas, nos faz felizes e livres. O perdão nos capacita a viver sem amarras ou amarguras, sem ressentimentos ou angústias. Por isso, desde já, pratique o perdão.

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Fonte: Texto de Richarde Guerra, publicado no site www.lagoinha.com.

A internet e os filhos

Publicado por Sérgio Leitão em Conselhos, Pais e Filhos, Relacionamento

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Como preservar os filhos dos perigos virtuais sem proibí-los de usufruir de seus benefícios. Informações do mundo todo, em tempo real e 24 horas por dia. Essa é a principal função da internet. Mas apesar de a web oferecer uma gama de benefícios como rápido acesso a informações e pesquisas, nesse ambiente nem sempre a quantidade de informações está relacionada à sua qualidade. Orkut, blogs e MSN são apenas alguns dos múltiplos serviços oferecidos na rede que provocam muita euforia entre adolescentes e crianças e grande preocupação nos pais. Uma pesquisa do Conselho Nacional de Consumo do Reino Unido, realizada com crianças entre nove e treze anos, mostrou que os computadores tiram o tempo em família desses pré-adolescentes e que, devido a isso, eles são mais submetidos a anúncios e ao materialismo.

Uma outra pesquisa realizada no Brasil aponta que só no início deste ano, o país atingiu um número de 32,9 milhões de pessoas na faixa de 16 anos ou mais que têm acesso à internet. O principal motivo de preocupação para os pais é que, hoje, o uso da internet não é passível de controle. E se já é difícil impor limites dentro de casa, a situação torna-se cada vez pior quando sai dos lares e escolas e toma conta de outros ambientes, como por exemplo, cibercafés e lan houses. Esses espaços estão invadindo as cidades e conquistando a atenção dos adolescentes e crianças, que somam o maior número de freqüentadores assíduos desses locais.

Mas, apesar de o quadro ser preocupante, é preciso lembrar que os avanços tecnológicos só tendem a aumentar e os mais jovens serão os principais atores dessa realidade. O fato é que existe uma avalanche de informações na rede e que muitas delas não valem nada, mas por outro lado encontramos as que são realmente úteis. É aí que entra a necessidade de seleção do conteúdo, uma atividade difícil de ser feita pelas crianças e adolescentes, uma vez que são tomados pela euforia de compartilhar informações com outras pessoas que possuem interesses e idéias comuns às suas. Mas se o ambiente da rede é imprevisível, como saber que amigos e influências estão presentes na vida dos filhos?

Segundo a analista de sistemas Nice Figueiredo, a melhor maneira de controlar essa questão é dedicar uma atenção especial aos filhos, o que implica em compartilhar com eles esses amigos virtuais, acompanhar o seu comportamento no dia-a-dia familiar e dar liberdade com confiança, porém sem esquecer que os filhos devem respeito aos pais. Nice conhece bem essa realidade. Ela tem dois filhos, o Vinícius, de 20 anos, e o Bruno, de 22, ambos antenados com a web. A analista afirma que mesmo mantendo todas as suas atividades, ela sempre procurou estar ligada no que os seus filhos estavam fazendo. Existem estratégias que os pais precisam criar para afastar as crianças daquilo que não é bom. “Criar sua própria sala de bate-papo em casa, se importar com o que eles fazem quando estão sozinhos. Isso faz com que eles se sintam responsáveis pelos seus atos”, garante.

No livro de Provérbios 22.6, a Bíblia ensina: “Educa a criança no caminho em que se deve andar e, até quando envelhecer, não se desviará dele”. Muitas vezes, as estratégias e tentativas parecem ser frustradas quando se trata da educação de crianças e adolescentes, mas a Palavra de Deus ensina que a criança deve ser educada para obedecer aos pais. O que acontece atualmente é que com o excesso de atividades e a enxurrada de avanços tecnológicos, muitos pais deixam de repreender os filhos, colocando-os à mercê das informações da mídia, que hoje já é conhecida e utilizada por muitos como uma ‘babá eletrônica’. A publicitária Ingrid Leão conta que, por várias vezes, já foi confrontada pelos filhos João Pedro (16) e Camila (12) sobre assuntos polêmicos que circulam na rede. Para a publicitária, a melhor opção é ter uma conversa franca com os filhos e ensiná-los a respeitar o que a Bíblia diz sobre determinados assuntos.

“Meus filhos sempre tiveram liberdade para assistir a programas de TV, navegar na Internet e conhecer as coisas que as pessoas julgam erradas. Quando o João Pedro teve interesse em saber mais sobre drogas, não me fiz de rogada. Falei sobre o assunto, mostrando que no Brasil é considerado ilegal e que não é bom para a saúde. Quando a Camila quis saber sobre sexo, sentei com ela e expliquei tudo o que achava que sua cabecinha podia absorver. Meus pais me deram uma excelente educação e eu nunca fiz nada escondido, pois o diálogo era constante dentro de nossa casa. Nasci num lar evangélico e nunca me afastei de Jesus para experimentar ‘o mundo’ porque dentro da minha casa recebi todo o aparato necessário para perceber que Jesus é maravilhoso e que as coisas que o mundo oferece são ilusões. Por essa razão, procuro mostrar aos meus filhos aquilo que diz o apóstolo Paulo no livro de 1 Coríntios 10.31: ‘Quer comamos, quer bebamos, façamos tudo para glória de Deus’. É assim que devemos educá-los e ensiná-los. Que nascemos e vivemos para o louvor desse Deus maravilhoso”.

Quando a criança passa a entender o que deve ou não fazer, ela, conseqüentemente, irá selecionar quais sites, portais, salas e chats irá freqüentar. Além desse trabalho de conscientização, também é papel dos pais selecionar que tipo de ambientes o filho deve estar e impor os limites necessários. Nice Figueiredo conta que embora dê liberdade aos seus filhos, como mãe ela precisa estar ciente de tudo o que eles fazem. “Os pais precisam manter o controle; quem dita as regras somos nós e não os filhos e, sem essa de que com isso vamos tirar a liberdade e tudo o mais. Tem de haver regras e, se elas são quebradas, há sempre o velho e útil castigo”.

As regras valem também para serem aplicadas em relação ao tempo gasto no computador. Tudo em excesso é prejudicial, até mesmo informações e entretenimento. Pesquisas mostram que muitas crianças preferem navegar na internet, ocupando a mente com vídeos e games eletrônicos, do que desfrutar do tempo com os pais. O estudo feito pelo Conselho de Consumo do Reino Unido apontou que as crianças que se tornaram materialistas por conta da grande quantidade de tempo gasto na web eram mais prováveis que outras a discutir com sua família, não ligar para a opinião de seus parentes e sofrer de baixa auto-estima.

A psicopedagoga Marlene Souto afirma que teve muitas dificuldades para controlar o tempo gasto pela sua filha na web. “Desde bem pequena a Nathália aprendeu a mexer no computador. Quando entrou na adolescência, ela varava as noites na frente do micro. Não satisfeita, passou a freqüentar lan houses. Percebi que se tratava de uma fase e que ela ia porque as amiguinhas estavam todas lá. Mas, como sei que filho pede limites desde pequeno, procurei contornar a situação mostrando os prós e os contras. Hoje, consigo administrar bem essa questão e ela já não fica tanto tempo navegando na internet”.

Mantendo o controle

As táticas de mercado e campanhas publicitárias estão investindo, cada vez mais e com toda força, em mentes frescas e abertas como as dos jovens. Diante disso, os pais precisam desenvolver um trabalho intenso e eficiente para que seus filhos não se contaminem com a avalanche de informações desnecessárias que recebem. Embora a aplicação de regras e a constante supervisão sejam fatores eficazes no controle do acesso dos filhos a determinados assuntos, existem também estratégias práticas para a obtenção de resultados.

Especialistas da área de informática afirmam que, hoje, já existem vários métodos técnicos que os pais podem utilizar para manter os filhos longe daquilo que é inútil. Serviços de bloqueios de portais e filtros de determinadas informações já podem ser encontrados em alguns sites que se dedicam especificamente à criação de softwares pessoais, que podem controlar o acesso daqueles que tentam burlar as regras. Quando se trata da educação dos filhos, até mesmo as medidas enérgicas são eficazes para a obtenção de resultados. No livro de 1 João 5.19 está escrito: “…O mundo jaz no maligno” e, por isso, a busca dos pais pela orientação de Deus deve ser constante para que seus filhos se mantenham longe das investidas do mal.

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Fonte: Texto de Juliana Miguel, cedido por http://www.elnet.com.br. Publicado no site www.ejesus.com.br .

Pais e filhos ou conflitos de gerações

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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O que está acontecendo com as famílias evangélicas?

As estatísticas revelam que 52% dos internos da FEBEM de São Paulo são de famílias evangélicas. “Meu problema é meu pai. Tenho uma relação difícil com meu pai, não conseguimos conversar”.

Essas e outras frases e até outras mais fortes estão na boca dos adolescentes e jovens, mesmo evangélicos.

Antes da infância talvez fosse: Meu pai é meu herói. Papai é legal, ele me leva para o shopping, ele sai comigo, jogamos futebol, etc.

Uma pesquisa nos EUA revelava que 80% dos jovens evangélicos tinham problemas com seus pais. O que tem acontecido?

Os pais transferiram a responsabilidade de educar para as esposas (sobrecarregando-as emocionalmente)?

Os pais estão muitas horas fora do lar e quando estão em casa não gastam tempo de qualidade com seus filhos. Estão presentes, mas muito ausentes da vida dos filhos? São muito radicais, tudo é proibido, tudo é pecado (meu filho não faz isso ou aquilo). São muito liberais, não impõem limites, não pedem explicações, não exigem a “prestação de contas”?

É possível, que esses questionamentos acima, se apliquem em muitos pais da igreja, mas também temos filhos que dizem: Meu pai é meu amigo, me escuta quando preciso, não fica “pegando no meu pé”, é meu incentivador, já tivemos alguns problemas, mas ele me entendeu e está tudo bem. Ele dizia muito: no meu tempo… agora parou de falar isso, ele entendeu que somos outra geração. Ele passava muito tempo na internet, mas agora aluga filmes para vermos juntos.

O plano de Deus para pais e filhos

Quando o Senhor deu a lei para seu povo, incluiu um mandamento com promessas.

O que o Catecismo Maior de Westminster ensina sobre o quinto mandamento: Qual é o quinto mandamento? O quinto mandamento é: “Honrarás o teu pai e a tua mãe, para teres uma longa vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar”.

Que significam as palavras “pai” e “mãe”, no quinto mandamento? As palavras “pai” e “mãe”, no quinto mandamento, abrangem não somente os próprios pais, mas também todos os superiores em idade e dons, especialmente todos aqueles que, pela ordenação de Deus, estão colocados sobre nós em autoridade, quer na família, quer na igreja, quer no Estado.

Por que são os superiores chamados “pai” e “mãe”? Os superiores são chamados “pai” e “mãe” para lhes ensinar que, em todos os deveres para com os seus inferiores, devem eles, como verdadeiros pais, mostrar amor e ternura para com aqueles, conforme as suas diversas relações; e para levar os inferiores a cumprirem os seus deveres para com os seus superiores, pronta e alegremente, como se estes fossem seus pais.

Qual é o alcance geral do quinto mandamento? O alcance geral do quinto mandamento é o cumprimento dos deveres que mutuamente temos uns para com os outros em nossas diversas relações como inferiores, superiores ou iguais.

Qual é a honra que os inferiores devem aos superiores? A honra que os inferiores devem aos superiores é toda a devida reverência sincera em palavras e em procedimento; a oração e ações de graças por eles: a imitação de suas virtudes e graças: a pronta obediência aos seus mandamentos e conselhos legítimos: a devida submissão às suas correções; a fidelidade, a defesa, a manutenção de suas pessoas e autoridade, conforme os seus diversos graus e a natureza de suas posições; suportando as suas fraquezas e encobrindo-as com amor, para que sejam uma honra para eles e para o seu governo.

Quais são os pecados dos inferiores contra os seus superiores? Os pecados dos inferiores contra os seus superiores são: toda negligência dos deveres exigidos para com eles; a inveja, o desprezo e a rebelião contra suas pessoas e posições, em seus conselhos, mandamentos e correções legítimos; a maldição, a zombaria e todo comportamento rebelde e escandaloso, que vem a ser uma vergonha e desonra para eles e para o seu governo.

Que se exige dos superiores para com os seus inferiores? Exige-se dos superiores, conforme o poder que recebem de Deus e a relação em que se acham colocados, que amem os seus inferiores, que orem por eles e os abençoem; que os instruam, aconselhem e admoestem, aprovando, animando e recompensando os que fazem o bem, e reprovando, repreendendo e castigando os que fazem o mal; protegendo-os e provendo-lhes tudo o que é necessário para a alma e o corpo; e que, por um procedimento sério, prudente, santo e exemplar glorifiquem a Deus, honrem-se a si mesmos, e assim preservem a autoridade com que Deus os revestiu.

Qual é a razão anexa ao quinto mandamento para lhe dar maior força? A razão anexa ao quinto mandamento, para lhe dar força, contida nestas palavras: “para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”, é uma promessa de longa vida e prosperidade, tanto quanto sirva para a glória de Deus e para o bem de todos quantos guardem este mandamento.

Devemos meditar nestas respostas, consultar as porções bíblicas e pedir ao Senhor que nos ajude em nossa caminhada cristã.

A relação de pais (pai e mãe) e filhos é fundamental para o caráter, equilíbrio emocional e realizações dos pais e dos filhos.

Que o Senhor abençoe o seu lar.

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Texto escrito por José João Mesquita e publicado no site www.ejesus.com.br .

Como controlar conflitos conjugais

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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Estudando as maneiras que Deus tem, para controlar conflitos, achamos que os seguintes princípios são de grande ajuda para casais “terem uma luta realmente boa”, ou seja, terem um conflito criativo, sob os regulamen­tos de Deus:

1. Conserve-se Calmo!

A Bíblia diz: “Quem facilmente se ira fará doidices” (Pv. 14.17), e: “O homem iracundo suscita contendas; mas o longânimo apazigua a luta” (Pv 15.18). A Palavra de Deus afirma, mais adiante, que o homem de “espírito sereno” é homem de entendimento (Pv 17.27, 28). Este é o tipo de entendimento de que precisamos.

Muitos fatores nos ajudam a manter a calma. Colocar em prática pensar antes de falar e aprender a controlar os conflitos em amor e sem rancor são dois dos mais importan­tes. “O coração do justo medita no que há de responder” (Pv 15.28), diz Salomão, e: “Na multidão de palavras não falta transgressão; mas o que refreia os seus lábios é pru­dente” (Pv 10.19).

Para nos conservarmos calmos e não ficarmos irados ou nos excedermos emocionalmente, talvez precisemos de nos afastar do conflito por um tempo. “O princípio da contenda é como o soltar de águas represadas; deixa, por isso, a porfia, antes que haja rixas” (Pv 17.14). Isto não quer dizer abandonar o conflito ou trabalhar até encontrar a solução, mas, quando ele se torna uma rixa com ira (ou antes que isto aconteça), deixe-o por um pouco. Volte a trabalhar no conflito após haver orado e pensado sobre o assunto.

2. Faça do Entendimento o Seu Alvo

Parece que o alvo, em muitos de nossos conflitos, é desabafar a nossa ira e sentimentos na outra pessoa. Salomão diz: “O tolo não toma prazer no entendimento, mas tão-somente em revelar a sua opinião” (Pv 18.2). Para que possamos entender, temos que ouvir com atenção o que a outra pessoa tem a nos dizer (“Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha” ­Pv 18.13), e tentar ver o problema do ponto de vista da outra pessoa.

Muitas vezes, nós presumimos que conhecemos os fatos e os sentimentos de outro. Mas, “da soberba (presunção) só provém a contenda” (Pv 13.10). Um conflito não pode ser iniciado com a idéia de que um dos dois deve “vencer”. Não há vencedor ou perdedor, mas um tempo de rompimento, para melhor entendimento um do outro. Caso contrário, ambos perdem. Quando uma pessoa, num relacionamento conjugal, decide que vai vencer, ambos realmente perdem, porque já não há, entre eles, entendimento e unidade.

3. Dê Pouco Tempo às Considerações

A Bíblia diz: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26). Isto significa que o limite de tempo para a solução de um problema de ira e rompimento é a última vez que vemos, a pessoa com quem estamos em conflitos, naquele dia. Para maridos e mulheres, este limite seria a hora de dormir; para conflitos no trabalho, o pôr-do-sol seria o tempo.

4. Aja Sabiamente, Não Tolamente

Deus diz que o homem tolo é aquele que se ira ou que faz pouco caso dos sentimentos ou do ponto de vista do outro. “O sábio que pleiteia com o insensato, quer este se agaste, quer se ria, não terá descanso” (Pv 29.9). Salomão também diz: “O tolo derrama toda a sua ira; mas o sábio a reprime e aplaca” (Pv 29.11).

A pessoa sábia não bloqueará a fluência da graça de Deus em sua vida com grandes partes de autonomia. Deus precisa nos controlar, em horas de conflito, da mesma maneira como ele o faz em horas de paz. Para que ele controle a nossa vida em todo o tempo, devemos praticar o que Salomão nos aconselha: “Não se afastem de ti a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço, escreve-as na tábua do teu coração; assim acharás favor e bom entendimento à vista de Deus e dos homens. Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Pv 3.3-6).

As afirmações seguintes são maneiras de agir que você pode colocar em prática:

  1. Ser bom, sincero e confiar que Deus o dirigirá;
  2. Não ser sábio aos seus próprios olhos;
  3. Pedir a Deus para fazer de você uma pessoa sábia e se lembrar que o sábio aceita a correção (ver Pv 9.8);
  4. E estar consciente do tom de sua voz. Tente o tom mais baixo, em vez de aumentá-lo, lembrando sempre que “a resposta branda des­via o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1).

No propósito de superar os conflitos, temos muitas coisas a aprender. Estar muito ocupado para falar, ouvir pela metade, ficar na defensiva e não permitir que o outro expresse seus sentimentos — tudo isto deve ser considerado. Precisamos nos decidir pela dis­cussão franca e aberta, permitindo que os sentimentos possam ser livremente expressos. Compartilhar juntos em profundeza e franqueza pode ser a nossa experiência à medida que crescemos no conhecimento de Deus e um do outro.

A fé que supera limites

Publicado por Sérgio Leitão em , Princípios Bíblicos

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por Mathias Quintela de Souza

 

Exemplo de superação. Assim foi a experiência de Abraão que, pela fé, superou os limites da certeza humana, da esperança humana, do desprendimento humano e que viveu como peregrino em direção à cidade permanente cujo arquiteto e edificador é o próprio Deus!

Segundo Gálatas 3:6-7 todos os crentes são filhos de Abraão. Seguindo nas pisadas do nosso pai na fé, unimos de forma indissolúvel fé e obediência. Por isso, fazemos as obras de Abraão e demonstramos a fé que temos pelas obras que praticamos. Essa é a fé que supera limites!

A fé supera os limites da certeza humana

Pela fé Abraão saiu de entre os seus parentes para ir para um lugar que ele não conhecia. A cada passo que ele dava em obediência, Deus lhe revelava o próximo passo. Assim, ele construiu uma história de fé e obediência. Abraão tinha a promessa, tinha a Palavra de Deus. Por isso ele tinha certeza e convicção (Hb 11.1). Suas ações em obediência eram baseadas na Palavra de Deus. Essa é a base da nossa fé! Quando agimos em obediência à Palavra, Deus age!

Além do exemplo de Abraão, temos muitos outros exemplos bíblicos e da História da Igreja que nos incentivam a agir pela fé, em obediência à Palavra, ainda que não compreendamos tudo o que Deus está nos dizendo. A Bíblia ensina que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. A certeza e a convicção vêm pela prática em obediência à Palavra. Assim, a fé alcança a certeza que não é irracional, mas que está além da razão humana. É uma certeza transracional! (Mt 16.16-17; Lc 24.44-45). Pela fé ultrapassamos o domínio das possibilidades humanas para entrarmos no domínio das possibilidades divinas e sermos participantes do reino de Deus.

A fé supera os limites da esperança humana

Deus prometeu a Abraão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu e os grãos de areia que estão na praia. Mas havia esterilidade e o tempo foi passando e não nascia o filho da promessa. Quando Isaque nasceu Abraão tinha 100 anos e Sara 90 anos. Não havia mais esperança humana! Paulo explica em Romanos 4.16-24 como Abraão esperou contra esperança, se fortaleceu na fé e tornou-se o pai dos crentes! A esperança cristã está baseada nas promessas de Deus e não nos cálculos humanos! Ela atravessa o véu e está ancorada no trono da graça. Essa esperança nos dá forças para resistirmos e superarmos todos os obstáculos da caminhada cristã!

A fé ultrapassa os limites do desprendimento humano

Abrão era homem muito rico, mas a maior riqueza dele era Isaque, o filho da sua velhice, o filho da promessa. Abraão daria tudo o que tinha por Isaque. E foi Isaque quem Deus pediu. Ele abriu mão do que lhe era mais precioso! Não há verdadeira felicidade quando nos agarramos a tudo o que é provisório e passageiro. Mas esse desprendimento humano tem limites. Em Abraão, pela fé, ele foi além desses limites. Abraão se dispôs a oferecer Isaque porque a sua confiança na promessa de Deus era inabalável: cria que Deus podia ressuscitar o filho para cumprir o que havia prometido (Hb 11.19ª).

Quando abrimos mão de tudo o que é nosso, crendo na fidelidade de Deus à sua Palavra, podemos receber tudo o que Deus tem para nós. Conhecemos o Jeová-Jiré, o Deus de toda a provisão (Hb 11.19b). Quando não temos nada de nós mesmos, teremos tudo de Deus! Essa é a experiência dos crentes que seguem nas pisadas do pai Abraão!

Vencer pela fé

A caminhada de Abraão e dos patriarcas não terminou com a conquista da terra prometida (Hb 11.9-10, 13-16). “Esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a celestial”. Que visão! Com eles, somos peregrinos em direção à nova Jerusalém. Não podemos retroceder (Hb 10.38-39). Somos como atletas que correm no estádio tendo como espectadores todos os que venceram pela fé, como nuvem de testemunhas. Eles torcem por nós porque dependem também da nossa vitória para que recebam o galardão. Portanto, vencer ou vencer!

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Mathias Quintela de Souza é Mestre em Missiologia pela Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA). Texto publicado no site www.institutojetro.com.br .

Entre o amor e a razão

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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por Marcelo Ferreira

A questão do limite mútuo no casamento – o que fazer e como agir?

Que o amor é lindo, ninguém duvida. Mas como sustentar a beleza desse amor no contexto do casamento quando surge a questão dos limites? No calor dos conflitos e dilemas, emergem questões outras ainda mais sagazes: ceder ou não? Aceitar ou recusar? 

Não é raro encontrar casais recém casados ou casados há bastante tempo reclamarem um do outro quanto à questão dos limites. Não é preciso visitar um consultório particular de um psicólogo, um psiquiatra ou um especialista na área para se constatar isso. Esse fato salta aos olhos e aos ouvidos de qualquer um, em qualquer lugar. Basta, por exemplo, estar num ônibus rumando para casa ou para algum compromisso para, de repente, se deparar com a cena de duas mulheres ou dois homens trocarem queixas entre si do relacionamento (marido e mulher, claro), alegando que não é respeitado em relação aos limites impostos.

A questão dos limites tem sido motivo de tanta preocupação não só por parte de especialistas e entendidos da área, mas também por parte de pais, educadores, diretores de escola, professores e todos aqueles que lidam com as mazelas e vicissitudes humanas. A razão e o estopim de tudo são uma só: a violência cada vez mais precoce e desenfreada. As estatísticas e manchetes estão aí.

Os doutores Henry Cloud e John Towsend, ambos PhD em psicologia clínica, são autores da série de livros intitulada Limites. Eles abordam o assunto em diversas áreas do relacionamento, como no casamento e na criação dos filhos. Em sua pertinente obra, Limites no Casamento (Editora Vida), eles mostram que tipo de conflitos podem surgir quanto não há limites no casamento, e o que fazer quando um ou outro não os aceitam. De “quebra”, eles deixam claro o que pensam aqueles que não gostam de limites. “As pessoas que não respeitam os limites dos outros em geral têm um único lema na vida: faço apenas o que quero.” Segundo explicam, a razão de tal comportamento: “Quem é avesso aos limites reage dessa forma porque realmente acredita que o limite – qualquer que seja – seja injusto e ofensivo.”

Como então agir nesses casos? Eles dão algumas dicas. Aqui vão elas *:

- Não negue nem minimize a situação se o problema de limites for grave. De nada adianta fugir da verdade;

- Não desconsidere a situação, esperando as coisas melhorarem. O tempo por si só não cura a imaturidade;

- Não fique mais complacente e afetuoso, achando que o amor conserta tudo. O caráter precisa mais do que o amor para amadurecer;

- Não seja implicante. Ficar repetindo a mesma coisa não vai mudar nada (Pv 21.9);

- Não se deixe surpreender toda vez com o comportamento do seu cônjuge. É uma reação defensiva comum de quem ainda tem esperança. Se uma pessoa inconseqüente não sofrer nenhuma pressão externa, continuará inconseqüente. As coisas não vão mudar enquanto você não começar a fazer mudanças em seu relacionamento;

- Não jogue a culpa no outro. Dificilmente os conflitos de limites no casamento têm um lado totalmente inocente e outro lado totalmente culpado. Reconheça a sua parte no problema, tirando a trave de seu próprio olho (Mt. 7:5);

- Não assuma toda a responsabilidade pelo problema. Se você eximir o seu cônjuge da parte que lhe cabe, vai piorar ainda mais o problema (Pv. 19:9).

Essas dicas são válidas e estão inseridas num contexto em que a falta de limites está relacionada à falta de caráter, quando o cônjuge sabe o que está sentindo e pensando, mas menospreza os limites que você impõe e até os resiste. Nesse contexto e caso, dizem os autores, o problema deve ser tratado isoladamente, ou seja, só um dos cônjuges – no caso, o que está sendo menosprezado, já que ambos são como adversários. Eles, os autores, recomendam que o problema não deve ser tratado em conjunto, ou seja, o companheiro procurar o companheiro e solucionar a questão. Cloud e Towsend explicam. “Como uma criança irritada, seu cônjuge não vai gostar quando você entrar no universo dos limites… Não espere a cooperação de seu cônjuge.” Uma boa dica nesse caso seria procurar auxílio de terceiros, junto a pessoas de confiança, que sirvam de intermediários. 

A questão dos limites é um problema universal, a despeito da cor da pele, classe social, formação acadêmica. Afinal, quem gosta de receber um “não” como resposta? Domar a carne e a índole humanas não é tarefa das mais fáceis, mesmo para o mais espiritual dos homens. A Bíblia está recheada de exemplos de homens e mulheres que sempre tiveram dificuldades para lidar com seus limites e com os limites dos outros. E o preço que tiveram que pagar por infringir regras foi altíssimo.

Assim, se considerarmos que educação vem do berço e que é de lá que se inicia todo o processo de amadurecimento, que se estende por toda a vida, quanto mais cedo os pais, professores e educadores passarem a orientar, a ensinar e a educar as crianças, melhor será para todos. Porque respeito é bom, e todo mundo gosta. Inclusive Deus.

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Fonte: Artigo extraído do site www.lagoinha.com, escrito pelo jornalista Marcelo Ferreira.