Atitudes de alguém que vence sempre

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“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3.17, 18).

“A minha atitude determinará o meu progresso. Ou me leva a conquista desejada ou me incapacita ao sucesso. É o combustível que me leva adiante ou abate a minha esperança. Quando a minha atitude é correta, não existe nenhuma barreira muito alta, nenhum vale muito profundo, nenhum sonho inatingível, nenhum desafio muito grande para mim.” (Charles R. Swindoll)

Não existe nada impossível para aqueles que colocam suas vidas nas mãos do Senhor Jesus. Eles têm muito mais que atitudes — têm fé. Se a caminhada é difícil, eles não desistirão em momento algum. Se os objetivos requerem determinação, essa não lhes faltará. Se os pessimistas tentam induzi-los a parar, ignoram e perseveram. Em seu íntimo existe apenas uma certeza — vão conseguir!

Esta atitude, revestida de fé, é a grande motivação de todos nós, cristãos. O nosso Deus é bom e está ao nosso lado. Ele sempre nos ajudará a vencer as lutas e obstáculos. Nada temos de temer e não haverá, jamais, motivos para que desistamos de buscar as nossas conquistas. Se for preciso sacudir o pó depois de uma queda, nós o faremos. Se for necessário saltar muralhas, nos esforçaremos. Se encontrarmos cercas impedindo a passagem, nos arrastaremos por baixo. Se o nosso sonho nos parecer muito alto, voaremos. Só uma coisa não cabe em nossas atitudes: desanimar.

Se você está encontrando dificuldades em superar seus fracassos, suas frustrações e possíveis derrotas, comece tomando uma séria atitude: olhe para o alto e peça a Deus que lhe ensine a confiar nEle. Diga-lhe que você facilmente desiste de lutar quando não obtém uma vitória imediata. Peça-lhe que renove a sua fé e fortaleça a sua esperança. Diga ao Senhor que deseja que sua vida seja transformada para que suas atitudes sejam diferentes. Você verá um novo horizonte aparecer em sua frente, começará a caminhar com mais alegria e vigor, será capaz de cair e levantar várias vezes sem se importar com os arranhões e pequenas cicatrizes que as quedas lhe deixarão.

Deixe que suas atitudes garantam suas vitórias.

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Fonte: Texto de Paulo Roberto Barbosa do Ministério para Refletir o Mundo.

Joquebede: Mãe fonte de encorajamento e de exemplo

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As mães têm um relacionamento singular com os filhos repleto de compreensão e de perdão, assim como de afeto; porém, para alguns filhos, uma boa mãe também precisa ser firme, esperando e exigindo o devido respeito. As mães devem controlar a situação para que possam receber suas bênçãos. Se estiverem ocupadas ou sobrecarregadas demais, não estarão prontas para receber.

Nunca é cedo nem tarde demais para começar a ministrar aos seus filhos. Joquebede uma das mulheres da Bíblia que, com freqüência, serve de fonte de encorajamento e de exemplo. Seu amor ardente pelo filho somado à sua fé deram-lhe forças para agir heroicamente em meio a grande opressão. Embora fosse escrava, era também levita, uma mulher que pertencia ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Joquebede conhecia a história de seus antepassados. Acreditava nas promessas. Deus era fiel.

Trezentos anos após a morte do patriarca José, nasceu uma criança no Egito. Seu choro alto era sufocado pelos soluços de uma mulher. O coração de Joquebede revelava um misto de alegria e de medo. Pois faraó havia ordenado, que seus soldados procurassem cada menino recém-nascido e que os matassem jogando-os nas águas do Nilo.

O pensamento hebraico frequentemente equipara riqueza a filhos e filhas, herança prometida por Deus a Abraão (Gn 12.2). Repare na iniciativa dessa mãe. Ela “concebeu… deu à luz um filho… vendo que era formoso… tomou um cesto… pondo nele o menino” (Êx 2.2-3). Essas ações denotam uma mulher de fé corajosa e com objetivos claros. Sua motivação e seus resultados são esclarecidos pelo autor de Hebreus (Hb 11.23-27). Ela contornou a lei que mandava que matasse seu bebê: colocando-o no rio Nilo, cumpriu a lei (Êx 1.22); cercando-o de proteção, inclusive colocando sua irmã para vigiá-lo, demonstrou fé (Êx 2.3-4).

As mentes ocidentais não conseguem compreender as táticas aterrorizantes dos Faraós antigos. Idólatras e corruptos, não sentiam nada além de desprezo por Javé, o Deus dos israelitas, suas vítimas sociais escravizadas. Ódio, hostilidade e trabalho duro eram fatos da vida. Mesmo assim, uma mulher cuidadosa, mãe desembaraçada e de iniciativa, elevou-se acima da maldade que a cercava. Deus viu seu coração, ouviu suas orações e interveio em seu benefício. Sua fama perdura através de seus destacados filhos (Nm 26.59). Deus honrou seu firme propósito usando Moisés, um de seus filhos, para libertar os hebreus da escravidão do Egito e escolhendo seu outro filho, Arão, para ser sumo sacerdote. Sua filha Miriã tornou-se líder das mulheres hebréias, e toda a família da tribo de Joquebede foi escolhida por Deus para liderar os rituais do culto.

Joquebede serve de modelo para as mulheres de hoje em dia com sua contagiante coragem para temer a Deus em vez de aos homens, e com uma fé firme nas promessas e na providência divinas. O autor de Hebreus registra que Moisés “abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei” (Hb 11.27), e que seus pais antes dele não “ficaram amedrontados pelo decreto do rei” (Hb 11.23). O importante não é a quantidade de resultados, mas o que você faz para atingir os desafios e responsabilidades postos diante você. Joquebede levou seu papel de mãe muito a sério, criou seus filhos no Senhor com dedicação consciente. Com certeza, foi a maior influência diante de Deus na preparação desses filhos para a grande tarefa que o Senhor tinha para cada um na liderança e libertação do seu povo da escravidão.

As preocupações do dia-a-dia rouba a fé

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Uma das características mais maravilhosas de Jesus é que ele não deseja que seu povo viva ansioso. Ele não mantém seu Reino à custa de espíritos inquietos. Ao contrário, o objetivo do Reino de Jesus é libertar-nos das preocupações. Ele não precisa nos manter preocupados para demonstrar seu poder e sua superioridade, pois são intocáveis e invencíveis. Ao contrário, ele exalta seu poder e sua superioridade quando leva embora nossas preocupações.

Dependendo do contexto, palavras traduzidas por “cuidado”, “preocupações” ou “temor” e “ansiedade” podem revelar tanto atitudes corretas quanto erradas na vida de um cristão. O sentimento de temor é correto como uma postura de reverência a Deus em virtude de sua santidade (Is 8.13); o cuidado é positivo por ser um gesto que demonstra preocupação com os outros (1Co 12.25; 2Co 11.28).

No entanto, preocupar-se é uma conduta sempre errada, pois paralisa a fé ativa na vida da pessoa. Ao nos preocuparmos, assumimos responsabilidades que não foram dirigidas a nós. Jesus, repetidamente, ensinou: “não se preocupe” mesmo em relação às coisas básicas da vida (Mt 6.25-34).

Quando Jesus diz: “Não se preocupam com o amanhã” (Mt 6.34), ele estabelece o tipo de vida que todos desejam — sem preocupações, sem medo dos homens ou de situações ameaçadoras. Mas como, porém, Jesus espera que seu mandamento seja cumprido se tudo à nossa volta nos deixa preocupados? Jesus nos auxilia, apresentando dois tratamentos para combater a preocupação e o medo. O primeiro está relacionado à preocupação com as necessidades básicas da vida, como alimento, bebida, roupa (Mt 6. 23-4). O segundo está relacionado à preocupação com o mal que os homens podem nos causar (Mt 10.24-31). Na primeira passagem, Jesus confirma nossa capacidade de viver com alegria, mesmo sem saber como nossas necessidades serão supridas. Na segunda, Jesus nos incentiva a perseverar na causa da verdade quando alguém nos ameaça.

Todos nós somos capazes de compreender claramente a mensagem principal de Jesus em Mateus 6.25-34: “Não se preocupem”. Versículo 25: “Não se preocupem com sua própria vida”. Versículo 34: “Não se preocupem com o amanhã”. Essa, porém, é a forma negativa de apresentar a mensagem principal desses textos. Há uma forma positiva, no versículo 33. Em vez de preocupar, “busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus”. Quando pensarmos na vida, no alimento ou em roupas – ou no cônjuge, nos filhos, nos bens, no emprego, em nossa missão —, não devemos nos afligir com isso. Ao contrário, devemos pensar em Deus, o Rei, nesse momento. Jesus está dizendo: “Entreguem a situação ao seu poder majestoso e façam a vontade de Deus com a confiança de que ele estará conosco e suprirá todas as nossas necessidades. Se acreditarmos no Reino do Pai celestial, não haverá necessidade de nos preocuparmos com coisa alguma”.

A preocupação divide a mente entre pensamentos úteis e fúteis. Fontes de preocupação incluem mudanças, falta de entendimento e falta de controle de nossa vida. Preocupar-se não altera absolutamente nada (Mt 6.27); serve apenas para desviar o nosso olhar das coisas de Deus e da fidelidade e justiça divinas. Ao invés disso, desviamos nossa atenção para as coisas da vida, como bens materiais, por exemplo (Mt 6.31). A preocupação sufoca e constitui um sentimento destruidor, que corrói nossa energia e tenta elevar a força humana acima da força de Deus e dos planos divinos.

Por que temos a tendência de nos preocupar com comida e com roupa? Porque há três coisas   que perderemos se não tivermos comida e roupa: 1) Perderemos alguns prazeres. Afinal, a comida agrada ao paladar; 2) Perderemos alguns elogios humanos e olhares de admiração se não usarmos roupas bonitas, e 3) Possivelmente perderemos a vida se não tivermos alimento para comer ou roupas que nos projetam do frio. Preocupamo-nos com comida e com roupa porque não queremos perder prazeres físicos, elogios humanos nem a vida.

Jesus nos adverte quanto levar uma vida cheia de preocupações: “Se você for dominado pelas preocupações com essas coisas, deixará de ver as grandezas da vida”. A vida não nos foi concedida para o prazer físico acima de tudo, mas para algo bem maior — agradar a Deus (Lc 12.21). A vida não nos foi concedida para receber a aprovação dos homens acima de tudo, mas para algo bem maior — a aprovação de Deus (Jo 5.44). A vida não nos foi concedida para ser prolongada neste mundo acima de tudo, mas para algo bem maior — a vida eterna com Deus no futuro (Jo 3.16). Embora os filhos de Israel tenham visto Deus abrir o mar Vermelho para libertá-los do Egito, eles não creram que ele providenciaria água no deserto para suprir as necessidades deles.

Por isso que preocupação é o oposto da fé, e o ato de preocupar-se sugere que Deus não é digno de confiança para cuidar da nossa vida e suprir nossas necessidades (Fp 4.19). A preocupação provoca o medo, que exclui a fé.

Ao associarmos preocupação com descrença, as Escrituras providenciam retorno à fé completa. O caminho que vai da preocupação à fé começa com o reconhecimento do pecado e a confissão de falta de fé (Sl 139.23), continua com a libertação (Sl 34.4J e termina com a segurança de’ que absolutamente nada pode nos separar do amor de Deus, que é o grande EU SOU (Rm 8.35; Ex 3.14-15J.

Não devemos nos preocupar com comida e com roupa porque elas não proporcionam as coisas grandiosas da vida, isto é, agradar a Deus, buscar sua graça e misericórdia, querer passar a eternidade em sua presença. Se vivermos preocupados com essas coisas, deixaremos de ver os grandes propósitos da vida centralizada em Deus. No lugar de ansiedade, devemos oferecer ações de graça livremente, com o coração restabelecido e confiante em Deus (Sl 112.7-8; Fp 4.6-7).

Não ver para verdadeiramente crer

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“Bem-aventurados os que não viram e creram.”João 20:29b

Jesus dispara ao coração questionador de Tomé: “Bem-aventurados os que não viram e creram”.

Interessante, a palavra fé e fidelidade tem a mesma raiz etimológica e assim como a fidelidade a fé só se comprova na ausência. Ser fiel enquanto o esposo e a esposa está por perto, enquanto o amigo está do nosso lado não comprova a fidelidade. A fidelidade se comprova na ausência quando estamos longe, quando não temos olhares investigativos ao nosso redor.

Assim a fé é comprovada na ausência das realizações e dos milagres. O firme fundamento da fé é uma certeza quando não há evidência alguma. A falta de perspectiva na vida de Tomé o levou a não crer mais; a duvidar de suas escolhas e das verdades que povoavam seu coração. Penso que aí está a verdadeira comprovação da fé, passar pelo momento de ausência, aqueles momentos em que os milagres são escassos ou quase imperceptíveis.

Momentos que achamos que não conseguimos sentir a presença do Eterno em nosso caminhar, naqueles instantes que o milagre parece estar tão longe, é disto que Jesus está falando.

Da mesma forma, nós acreditamos facilmente em alguém quando esta pessoa nos mostra resultados, nos mostra caráter, nos mostra beleza. Acreditar em alguém que é sucesso é muito fácil. O Senhor Jesus nos chama a ter a fé que vai além das aparências. Crer naquele que não tem nada para dar, crer na pessoa que já foi desacreditada tantas e tantas vezes.

Esta fé é que muda o mundo, crer pelo que vemos é muito fácil, Jesus nos chama a crer no que não vemos, em pessoas que não demonstram milagre algum em sua existência, pessoas que são uma carta fora do baralho. Jesus era este homem desacreditado que foi colocado no meio de bandidos e crucificado como um malfeitor qualquer.

Aquele era um momento de ausência, de abandono onde a falta do Mestre doía muito e trazia ao coração um medo muito grande do amanhã. Crer no momento da incerteza, quando Deus parece distante é ser “bem-aventurado”, ou seja só é verdadeiramente feliz aquele que aprendeu a perceber Deus na  ausência, na falta.

O que Jesus estava querendo dizer a Tomé naquele momento era que crer quando se vê o milagre não é verdadeiramente crer, a verdadeira fé vem quando não se tem nada para se apegar, quando as evidências parecem inexistentes e o nosso coração gela de temores.

Depois de tanto tempo com  seus discípulos Jesus estava pondo à prova a maturidade deles. Ele não queria que a fé deles fosse infantil como meninos que dizem: “Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes.” Lc. 7:32

Meninos e meninas espirituais são aqueles/as que precisam de uma resposta imediata ao seu esforço. Por isto precisam de uma campanha de 7 semanas,  uma corrente de 7 dias, tudo com prazo e hora para começar e terminar pois eles têm urgência de tudo e até mesmo urgência para manter a sua fé.

Vemos hoje uma multidão de cristãos sendo doutrinados em uma fé prática. Uma fé que te dá instrumentos para ter certeza. Será que isto é possível? Uma fé que tem garantias de certezas e dá sempre lucros ao investidor, não é propriamente fé.

Ensinar alguém que sendo fiel a Deus vai conquistar o “melhor desta terra” e será prospero em tudo que fizer, não é ensinar a fé bíblia mas sim fazer destas pessoas investidores religiosos. Jesus deixa claro que a agenda Dele não é movida pelas nossas necessidades, pois os “Seus caminhos são mais altos do que os nossos caminhos”.

Jesus chama Tomé para a fé da ausência, sem evidências, sem cheiros, sem cor, sem movimentos, mas uma fé fiel e real, é esta fé que Jesus nos chama a ter. “Bem-aventurados os que não viram e creram”.

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Fonte: Texto de Armando Altino da Silva Júnior, publicado no site www.institutojetro.com.br.

 

Ajude casais a ter fé para a restauração do casamento

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Fé é acreditar que coisas pelas quais se espera acontecerão. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1).

Casais aflitos na relação conjugal via de regra esperam desesperadamente por um casamento restaurado. Não podem “ver” esse casamento restaurado. A névoa de raiva, a chuva de lágrimas, a cortina de neve, amargamente fria, do não-perdoar, cegam­-nos para um futuro positivo. Às vezes nem sequer ousam admitir a esperança, para não se predisporem para a decepção. Não obstante, a esperança está fermentando dentro deles.

A fé sempre tem um alvo. No casamento, especialmente em casamentos em situação de crise, a fé tem alvos múltiplos:

  1. A fé envolve a confiança no caráter de uma pessoa.
  2. A fé pode ser fé em Deus pelo conhecimento de Seu Filho Jesus.
  3. Pode ser fé em Deus pelo testemunho do caráter do Espírito Santo.

Num nível diferente, fé envolve a confiança no parceiro. Quando casais buscam ajuda para resolverem as dificuldades matrimoniais, eles normalmente têm pouca fé no respectivo parceiro. Fixaram-se na conduta, nos pensamentos e nas interações negativas de seu parceiro, e a confiança se dissipou.

A fé numa pessoa está baseada naquilo que a pessoa considera uma evidência suficiente para justificar a fé. Isso é verdade quando nos tornamos cristãos. Acumulamos evidências suficientes e mudamos nossa mente, decidindo confiar em Jesus como Salvador. Casar-se também está baseado em evidências suficientes para que seja válido crer no parceiro. Parceiros interagem até que acreditam que acumularam evidências suficientes para casar. Declarar um casamento como conturbado é semelhante a uma declaração de fé. A conclusão de um parceiro, de que o casamento está em crise, depende da quantidade de evidências. Essas evidências de que o casamento tem problemas se acumulam até que um ou ambos os parceiros tropecem sobre um limiar e declarem o casamento conturbado.

Da mesma forma, crer que um casamento pode ser restaurado é uma declaração de fé que também se baseia em evidências que os parceiros acumulam. É preciso injetar fé numa situação que os parceiros de casamento vêem – do lado de fora – como desesperançosa. É preciso manter uma atitude de fé e trabalhar com o casal através do amor, para que possamos ajudá-los a construir a convicção de coisas não vistas. Parceiros que acreditam que seu casamento está fracassando fixam-se no negativo, ignorando interações positivas e qualidades do cônjuge. Podemos ajudar a reconstruir a fé no parceiro chamando atenção sistemática para o comportamento positivo do outro parceiro, para as interações positivas que o casal está tendo, e para os aspectos positivos do caráter de cada parceiro.

Você pode ajudar um casal a produzir evidências que possam formar uma nova base de fé no casamento. Use intervenções que tornam o amor visível para os parceiros. Ajude-os a apresentar evidências incontestáveis de amor. Eventualmente, num aconselhamento de êxito, acende-se a lâmpada, e os parceiros readquirem a fé de que seu casamento pode ser restaurado.

Fé não envolve apenas a convicção de que o casamento pode ser restaurado, mas também implica, com algum grau de confiança, que o aconselhamento pode ajudar os parceiros a melhorarem seu relacionamento. Muitos casais estão tão abatidos e desanimados com seu relacionamento conjugal que vêem o aconselhamento tão somente como o último e fútil passo antes de se precipitarem, de vez, no inevitável divórcio. O aconselhamento, pensam eles, simplesmente pode engraxar o declive para se divorciarem. Ajude-os a usarem os freios e a pararem longe do precipício. Isso demanda do casal que mude sua convicção sobre a possível eficiência do aconselhamento.

Fé requer que os parceiros creiam que o seu esforço para fazer tarefas em casa melhorará a relação conjugal. Parceiros problemáticos acreditam que tentaram de tudo para melhorar seu casamento. Questionam-se: Por que se aborrecer tentando mais uma coisa.? Ajude os cônjuges a adquirirem confiança de que suas ações em casa podem melhorar sua vida conjugal.

Explicitamente para casais cristãos, fé tem a conotação de em Deus. Sua fé na soberania de Deus e na intervenção ativa d’Este em suas vidas constitui um poderoso aspecto restaurador do relacionamento. Ajude os parceiros a experimentarem a atuação do Deus vivo.

A fé dos pais não garante a fé dos filhos

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Quando o apóstolo Paulo disse aos gentios convertidos: “Fostes comprados por preço” (1Coríntios 6.20; 7.23), ele sabia que o sangue de Cristo havia quebrado uma ascendência familiar de incredulidade. Se você é descendente de pessoas incrédulas, ouvir estas palavras de Paulo lhe será boas-novas: “Estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa” (Romanos 9.8).

A biologia não sela qualquer maldição nem garante qualquer bênção. Isto é um aviso contra o desespero de ser nascido em uma família pagã e contra a presunção de possuir pais crentes.

Mas, o sangue de Cristo não comprou nenhum privilégio para os filhos dos crentes? O sangue de Cristo não uniu as famílias através das gerações? O que você diz sobre Atos 2.39: “Para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, Isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”? E o que acha de Salmos 103.17-18: “Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem”? E o que você diz sobre Êxodo 20.5-6: “Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.

Sim, Cristo adquiriu privilégios para os filhos dos crentes. Mas não garantiu a salvação deles. Estas três passagens bíblicas deixam claro que as bênçãos que virão às futuras gerações de crentes alcançarão apenas aqueles que são chamados por Deus (Atos 2.39), que guardam a sua aliança (Salmos 103.18) e que O amam (Êxodo 20.6). Todos os filhos dos crentes amam a Deus e guardam a aliança com Ele, pela fé em Cristo? Não. Na Bíblia, há muitos exemplos de crentes cujos filhos não creram, e esses exemplos nos mostram que a fé dos pais não garante a fé dos filhos.

Um dos aspectos vitais do processo de transmitir nossa fé a nossos filhos é o de ensinar a orar. Hebreus 4.16 nos lembra que os cristãos podem acudir “confiadamente ao trono da graça a fim de sermos socorridos no momento oportuno”. É muito importante que os filhos aprendam que eles também podem buscar seu Criador, nosso amoroso Pai, que está sempre disposto a ajudá-los e fortalecê-los. Deus deseja que nossos filhos se relacionem com Ele por meio da oração e do estudo da Palavra.

Deus afirma em Jeremias 32.39: “Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos”. Este bem não é a garantia da fé, e sim o dom da Palavra de Deus (Deuteronômio 6.6-7), a restrição sob a disciplina orientada por Deus (Efésios 6.4), a demonstração do amor de Deus (Colossenses 3.21) e o poder da oração (Jó 1.5). Deus resolveu agir por intermédio desses instrumentos para a salvação dos filhos dos crentes.

A fé que une gerações

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Leila Motta Silva

 

 Esta é a minha aliança com você e com os seus descendentes, aliança que terá que ser guardada: Todos os do sexo masculino entre vocês serão circuncidados na carne.
Gênesis 17.10

Nos anos 60, ouvia-se muito uma expressão que explicava quase todos os problemas da sociedade: conflito entre professores e alunos, desentendimento entre pais e filhos, rebelião de jovens contra idosos, revolta de partidos políticos formados por jovens contra leis ultrapassadas — “conflito de gerações”.

Se aceitássemos isso, não haveria problema. Os rebeldes poderiam continuar com sua rebeldia sem a menor culpa, pois o único culpado seria o tempo. Os mais idosos teriam de nos tolerar, já que a diferença de idade entre nós e eles seria a grande responsável por choques tão dramáticos. Estávamos a “séculos” de distância deles, mais iluminados na ciência, na tecnologia, nos avanços da moderna moral liberal etc. Esse era o pensamento que regulava a conduta da sociedade e, assim, tudo o que os mais velhos tinham para ensinar, considerávamos ultrapassado antes mesmo de conhecer o conteúdo.

Muitos em nossa geração perderam a fé em Cristo Jesus como Salvador, abandonaram as reuniões da igreja e deixaram de louvar a Deus. Envolveram-se com os prazeres do mundo e se fecharam para a atuação do Espírito Santo, deixando-se influenciar por espíritos malignos. A leitura da Palavra de Deus foi abolida dos lares e da vida pessoal e substituída por outras leituras que trouxeram muitos prejuízos.

Quando lemos os versículos de Gênesis 17, percebemos a fúria do inimigo contra a fé compartilhada entre pais e filhos, avós e netos, vizinhos, povos de outras nações, servos e patrões.

Deus fez uma aliança com Abraão, prometendo a ele e a sua descendência a terra de Canaã, além da promessa de abençoar sua descendência. Essa aliança teria um sinal imposto por Deus: a circuncisão de todo homem, a partir de oito dias de idade. Deus exigiu apenas isso de Abraão, que creu e fez sua parte. No mesmo dia, ele, com 90 anos, seu filho Ismael, com 13, e seus servos foram todos circuncidados. Receberam o sinal da aliança, mostrando que também criam na promessa de Deus. O assunto era fé e o sinal era um gesto de fidelidade. Nem o mais velho nem o mais novo foram dispensados. A fé era para todos que seriam abençoados com a promessa e o sinal era o mesmo para todos.

Quando o assunto é fé, não existe conflito de gerações. Aquele que há milhares de anos revelou-se a Abraão, a Moisés, a Isaías, a João, a Paulo, aos meus avós, aos meus pais, continua sendo o grande Eu Sou, que se revela a mim, aos meus filhos e os meus netos.

Por isso glorificamos ao Deus eterno, cuja palavra é eterna. A nossa salvação é eterna. Temos visto ressurgir essa comunhão entre velhos e novos que amam ao mesmo Deus e se assentam à mesma mesa. Que o Senhor prospere este evangelho que a ninguém exclui!

 

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Leila Motta Silva é membro da Igreja Evangélica de Vila Yara, em Osasco, SP. É autora de “Enquanto eu Meditava” e “Aroma de Vida”. Texto publicado na Revista Ultimato, edição 322.

Servir a Deus em família

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por Gary Henry

 

Servir a Deus ajudará você e a sua família a enfrentar os desafios modernos

Para seus irmãos efésios, Paulo escreveu: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Efésios 5.15- 16). Quanto pior for o ambiente no qual os cristãos têm que morar, se torna mais necessário tomar cuidado e ser forte no serviço ao Senhor.

Agora nestes tempos modernos os cristãos têm idéia sobre o que Paulo queria dizer quando ele falou que os “dias são maus”. De quase todas as direções, nossa cultura ameaça nossa fé. A pessoa que leva a sério o seu relacionamento com Cristo não pode evitar ficar preocupado sobre o que espera no futuro. E para muitos de nós, a sobrevivência espiritual de nossas famílias é a preocupação maior. Os desafios modernos à família são tão mortíferos quanto reais.

A onda de promiscuidade sexual que resultou da Revolução Sexual atira contra o coração da família: o relacionamento de uma só carne, fiel e de ambos os lados entre marido e mulher. A homossexualidade promete redefinir o próprio conceito do que é uma família. O divórcio em abundância tem tornado impossível uma criança ter a certeza que o seu lar ficará unido até crescerem. Os movimentos dos direitos da criança e da paternidade social discutem que as crianças devem ser criadas pelo estado e não pelos seus pais. O aborto, o suicídio e a eutanásia têm implicações preocupantes na família. A mídia de entretenimento, o sistema educacional e o estado de bolsas financeiras todos estão arrumados contra a família tradicional. Ao todo, é um monte de forças ali que enfrentam a família de hoje.

O que podemos fazer para enfrentar estes desafios? Podemos servir a Deus fielmente nas nossas famílias! Pode ser uma idéia simples, mas é verdadeira: servir a Deus sempre tem sido a melhor maneira de nos manter fortes espiritualmente e sobrevivermos aos ataques de uma cultura hostil.

Pense, por exemplo, sobre os três amigos de Daniel. Na história familiar de Daniel 3, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram fortes o suficiente a arriscarem as suas vidas ao invés de adorarem a imagem que Nabucodonosor havia colocado. Ameaçados com a morte, simplesmente disseram, “Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei” (Daniel 3.16-17). Há mais do que uma ligação de coincidência entre a força destes homens em Deus e o serviço anterior deles para Deus. Eles tinham o que era preciso para passar nesta prova porque estavam servindo a Deus mesmo antes da prova chegar.

Os mesmos princípios governam a força espiritual das nossas famílias. Se, como famílias, amamos verdadeiramente ao Senhor e ao nosso próximo (Mateus 22.37-39), se nós verdadeiramente nos entregamos ao Senhor (2 Coríntios 8.5), e se servimos “a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor” (Hebreus 12.28), encontraremos o que for necessário para superarmos a dificuldade. Para espantar a doença espiritual e a destruição, uma família precisa de um “sistema imunológico”, e o sistema imunológico que Deus pretendia que as famílias tivessem é fortalecido dia-a-dia no processo de servi-lo. Não há atalho. Sem os recursos que são fortalecidos desta maneira, realmente não há nada que possa proteger uma família das influências devastadoras com as quais temos que lidar agora.

Em primeiro lugar, servir a Deus é o que fortalece a fé. A maioria das ameaças modernas à família surgiram de uma filosofia humanística que nega a existência de Deus. A fé que é realmente de Deus, a confiança nele pessoalmente, é o que é necessário para enfrentar estes desafios. Muito tempo atrás, João escreveu, “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 João 5.4). Não há nenhum comprimido que podemos tomar que nos dará esta fé que vence o mundo. A fé é ganha no processo diário de servir a Deus da melhor maneira possível de acordo com o nosso entendimento.

Em segundo lugar, servir a Deus é o que constrói o caráter genuíno da pessoa interior. Os maiores perigos que as nossas famílias enfrentam hoje são aqueles que atacam o nosso ser mais interior, a nossa própria natureza como seres criados na imagem de Deus. A força que requer para lidar com tais perigos é a força de um profundo caráter piedoso. Paulo orou para que seus irmãos fossem “fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior” (Efésios 3.16). O caráter não é fortalecido descansando numa poltrona; é desenvolvido no trabalho ativo de servir a Deus. As famílias de hoje que esperam sobreviver a tudo que está se passando irão precisar de mais do que a força superficial daqueles que meramente falam a respeito do Senhor. Precisamos do verdadeiro caráter que vem do serviço diário, genuíno a Deus.

Em terceiro lugar, se as nossas famílias conseguirão encarar os desafios modernos, devemos gozar de relacionamentos ricos e profundos entre os membros da família. Estes relacionamentos não acontecem sozinhos, desenvolvem e aprofundam através do tempo que servimos ao Senhor. O que é verdadeiro na congregação local não é menos verdadeiro em nossas famílias físicas: a força vem “segundo a justa cooperação de cada parte” (Efésios 4.16). A maior força no mundo é a força daqueles que cresceram e ficaram fortes servindo ao Senhor juntos. Servir ao Senhor enriquece as nossas relações familiares, e fazendo isto põe nestes relacionamentos uma força que dificilmente pode chegar de outra maneira.

Acontece que servir a Deus faz mais uma coisa para nós. Nos dá coragem! Sem a coragem, estamos perdidos. Paulo encorajou aos coríntios, “Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos” (1 Coríntios 16.13) A famíla piedosa que sobrevive a cultura moderna e supera no Senhor não é aquela que se compromete covardemente com o mal. Ela corajosamente se posiciona pelo que é verdadeiro e bom. Por fim, a coragem da qual as nossas famílias precisam hoje em dia é formada nos nossos corações enquanto experimentamos a realidade de viver a vida em Cristo. Temos que fazer mais do que freqüentar os cultos da igreja; temos que “saborear” que o Senhor é gracioso (1 Pedro 2.3). Quando fizermos assim, as nossas famílias terão o tipo de poder do qual o diabo foge.

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Artigo escrito por Gary Henry e publicado no site www.ejesus.com.br .

A fé que supera limites

Publicado por Sérgio Leitão em , Princípios Bíblicos

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por Mathias Quintela de Souza

 

Exemplo de superação. Assim foi a experiência de Abraão que, pela fé, superou os limites da certeza humana, da esperança humana, do desprendimento humano e que viveu como peregrino em direção à cidade permanente cujo arquiteto e edificador é o próprio Deus!

Segundo Gálatas 3:6-7 todos os crentes são filhos de Abraão. Seguindo nas pisadas do nosso pai na fé, unimos de forma indissolúvel fé e obediência. Por isso, fazemos as obras de Abraão e demonstramos a fé que temos pelas obras que praticamos. Essa é a fé que supera limites!

A fé supera os limites da certeza humana

Pela fé Abraão saiu de entre os seus parentes para ir para um lugar que ele não conhecia. A cada passo que ele dava em obediência, Deus lhe revelava o próximo passo. Assim, ele construiu uma história de fé e obediência. Abraão tinha a promessa, tinha a Palavra de Deus. Por isso ele tinha certeza e convicção (Hb 11.1). Suas ações em obediência eram baseadas na Palavra de Deus. Essa é a base da nossa fé! Quando agimos em obediência à Palavra, Deus age!

Além do exemplo de Abraão, temos muitos outros exemplos bíblicos e da História da Igreja que nos incentivam a agir pela fé, em obediência à Palavra, ainda que não compreendamos tudo o que Deus está nos dizendo. A Bíblia ensina que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. A certeza e a convicção vêm pela prática em obediência à Palavra. Assim, a fé alcança a certeza que não é irracional, mas que está além da razão humana. É uma certeza transracional! (Mt 16.16-17; Lc 24.44-45). Pela fé ultrapassamos o domínio das possibilidades humanas para entrarmos no domínio das possibilidades divinas e sermos participantes do reino de Deus.

A fé supera os limites da esperança humana

Deus prometeu a Abraão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu e os grãos de areia que estão na praia. Mas havia esterilidade e o tempo foi passando e não nascia o filho da promessa. Quando Isaque nasceu Abraão tinha 100 anos e Sara 90 anos. Não havia mais esperança humana! Paulo explica em Romanos 4.16-24 como Abraão esperou contra esperança, se fortaleceu na fé e tornou-se o pai dos crentes! A esperança cristã está baseada nas promessas de Deus e não nos cálculos humanos! Ela atravessa o véu e está ancorada no trono da graça. Essa esperança nos dá forças para resistirmos e superarmos todos os obstáculos da caminhada cristã!

A fé ultrapassa os limites do desprendimento humano

Abrão era homem muito rico, mas a maior riqueza dele era Isaque, o filho da sua velhice, o filho da promessa. Abraão daria tudo o que tinha por Isaque. E foi Isaque quem Deus pediu. Ele abriu mão do que lhe era mais precioso! Não há verdadeira felicidade quando nos agarramos a tudo o que é provisório e passageiro. Mas esse desprendimento humano tem limites. Em Abraão, pela fé, ele foi além desses limites. Abraão se dispôs a oferecer Isaque porque a sua confiança na promessa de Deus era inabalável: cria que Deus podia ressuscitar o filho para cumprir o que havia prometido (Hb 11.19ª).

Quando abrimos mão de tudo o que é nosso, crendo na fidelidade de Deus à sua Palavra, podemos receber tudo o que Deus tem para nós. Conhecemos o Jeová-Jiré, o Deus de toda a provisão (Hb 11.19b). Quando não temos nada de nós mesmos, teremos tudo de Deus! Essa é a experiência dos crentes que seguem nas pisadas do pai Abraão!

Vencer pela fé

A caminhada de Abraão e dos patriarcas não terminou com a conquista da terra prometida (Hb 11.9-10, 13-16). “Esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a celestial”. Que visão! Com eles, somos peregrinos em direção à nova Jerusalém. Não podemos retroceder (Hb 10.38-39). Somos como atletas que correm no estádio tendo como espectadores todos os que venceram pela fé, como nuvem de testemunhas. Eles torcem por nós porque dependem também da nossa vitória para que recebam o galardão. Portanto, vencer ou vencer!

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Mathias Quintela de Souza é Mestre em Missiologia pela Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA). Texto publicado no site www.institutojetro.com.br .

Famílias de fé

Publicado por Sérgio Leitão em Família

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A sua família edifica a fé de forma que possa enfrentar o impossível?
por Mike e Marilyn Phillipps

Por muitos anos nós vimos a Igreja crescer em fé em várias áreas. A fé é, cada vez mais, objeto de pregações e colocada em prática. A cura física, a prosperidade, a libertação e a cura interior, são todas áreas nas quais vemos a fé crescer no coração daqueles que crêem, contudo o casamento e a família parecem permanecer os últimos da lista. Muitas vezes nós vemos casais atendendo a um apelo, onde são orientados para tão somente crerem em Deus e então verem a mudança em seu casamento. Porém como eles podem fazê-lo diante do impossível?

Se os apelos para a cura física fossem ministrados da mesma maneira que são ministrados os apelos para a cura na família e no casamento poucos teriam fé para receber a curar de seus corpos. A dúvida e a incredulidade permeiam o entendimento da igreja quando se trata da família e do casamento. O livre arbítrio é indicado como a principal razão pela qual um cônjuge não acredita na mudança do outro.

Quase sempre os conselheiros baseiam-se muito mais em suas próprias experiências ou na de suas famílias na compreensão dos problemas no casamento e na família do que naquilo que Deus diz a esse respeito. Os casais têm sua esperança roubada, os pais não são fortalecidos em sua fé, e é dito aos filhos menores que a separação de sua família fará com que as coisas melhorem. Se a fé é o que traz esperança, como ela pode se desenvolver numa atmosfera sem esperança?

Há falta de fé em nossas famílias hoje? — Freqüentemente, quando um casal chega ao ponto de uma separação ou divórcio, é dito àquele que deseja se reconciliar que nada pode ser feito. “São necessários os dois para que o casamento seja curado”. Se um cônjuge não quer permanecer, é praticamente certo que será dito ao que deseja a reconciliação para deixá-lo livre e seguir adiante com sua vida.

Se o mesmo conselho fosse dado às pessoas que acabaram de receber o diagnóstico de uma doença crônica, haveria qualquer esperança para a cura física? Não, os apelos para a cura física são feitos logo após a pregação da palavra e depois de testemunhos que fortalecem a fé dos ouvintes, tornando-os aptos a buscarem seus próprios milagres. Porque não acontece o mesmo com problemas no casamento e na família?

As Escrituras nos dizem muitas coisas sobre a fé. Nós sabemos que sem ela é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Nós sabemos que até mesmo Jesus foi impedido no seu ministério terreno, devido à falta de fé entre os que o rodeavam (Mt 13.58). E as escrituras nos colocam uma importante questão, “…quando vier o filho do homem, achará porventura fé na terra?” (Lc 18.8). Achará Ele fé no casamento e na família?

A fé começa em nosso contexto familiar — Nós não podemos continuar falando sobre fé no corpo de Cristo desprezando o casamento e a família. Todas as nossas questões de vida têm sua origem no lar. Deus quer que nós aprendamos o que ele ensina sobre casamento e família. Nós temos que primeiro aprender como exercitar a fé no contexto de nossas famílias. Muitas vezes parece muito mais fácil ter fé por outros do que por aqueles que nós conhecemos e nos conhecem muito bem. È muito mais fácil ter fé em coisas que estão fora do nosso contexto de família. Entretanto, Deus quer que nossa fé comece em nossas famílias!

Crescer e amadurecer juntos em fé por nossas famílias implica em fixar nossa visão nas promessas de Deus para além das circunstâncias. Fé em nossa família significa: 1) Aprender qual é a visão de fé de Deus para o nosso cônjuge e filhos; 2) Descobrir quais dons Deus colocou em cada um de nós e aprender a desenvolvê-los; 3) Descobrir cedo na vida de nossos filhos qual o plano de Deus para eles e cooperar para que ele se realize na vida deles; 4) Arrepender-se dos anos passados de quando não sabíamos o que agora conhecemos. 5) Confiar em Deus em cada novo dia e crer que Ele está cuidando de cada membro da família.

Nossas famílias propiciam a melhor escola de fé que podemos esperar. A família é a arena onde nossos corações são mais testados e onde podemos ver o que ainda reside em nós. Talvez possamos sorrir superficialmente algumas horas por semana na igreja, mas aqueles que vivem em nosso lar conhecem quem realmente somos. Que melhor lugar poderíamos ter para, em honestidade, começar a edificar a fé?

Andar em fé é um processo para a vida toda. Toda família tem desafios. Que cada desafio enfrentado seja um incentivo a nos fortalecer na palavra de Deus e a crer ainda mais nas promessas de Jesus. Que possamos aprender a ser honestos em nossas famílias e a nos apoiar, em unidade, diante das tempestades da vida!

O inimigo busca nos dividir e conquistar nossas famílias, mas Jesus pagou o preço de nossa vitória.

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Publicado em http://www.2equal1.com/country-brazil/fam-lias-de-f/