O AT e a criação da família

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Princípios Bíblicos

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O Antigo Testamento conta a história da criação e do povo de Deus como história familiar. Adão e Eva simbolizam a humanidade. São criados por Deus como casal que deve constituir família e administrar a criação (Gn 1.27-28; 2.15). Através das famílias dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó inicia a história da eleição e salvação. As diferentes famílias se localizavam no tempo pela memória de sua origem, através da lista dos antepassados (genealogia) que despertavam a consciência histórica do povo de Deus.

Conforme o espírito da época, predomina no Antigo Testamento uma visão patriarcal da família, centrada no homem, como pai e chefe do clã. Em textos decisivos, porém, como a história da criação do homem e da mulher e da queda, transparece a profunda igualdade de ambos entre si e perante Deus (Gn 1.27-28; 2-3).

É significante que a queda de Adão e Eva (Gn 3) marca profundamente a história da família humana. Os perigos e as dores do parto, bem como a luta pela sobrevivência no trabalho e o estabelecimento de estruturas de poder são conseqüências da queda e mostram como a realidade da vida familiar é uma expressão da ambivalência da vida humana. A dominação do homem sobre a mulher, o ciúme e a violência entre os irmãos Caim e Abel (Gn 4.1-16) testemunham que, desde o início, o pecado e o conflito fazem parte da vida familiar.

O Antigo Testamento entende o matrimônio como instituição social, na qual se realiza de uma forma duradoura a relação entre homem e mulher (tornando-se os dois uma só carne – Gn 2.24), com a finalidade da procriação e do sustento econômico dos membros do grupo familiar. Independente da sua forma cultural, matrimônio e família pertencem à criação de Deus, são abençoados por ele e instrumentos da sua promessa de conservar a humanidade como espécie no mundo pecaminoso (Gn 9.8-17) e da sobrevivência do seu povo (Gn 15.4-5).

Servir a Deus em família

Publicado por Sérgio Leitão em Família, , Pais e Filhos, Relacionamento

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por Gary Henry

 

Servir a Deus ajudará você e a sua família a enfrentar os desafios modernos

Para seus irmãos efésios, Paulo escreveu: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Efésios 5.15- 16). Quanto pior for o ambiente no qual os cristãos têm que morar, se torna mais necessário tomar cuidado e ser forte no serviço ao Senhor.

Agora nestes tempos modernos os cristãos têm idéia sobre o que Paulo queria dizer quando ele falou que os “dias são maus”. De quase todas as direções, nossa cultura ameaça nossa fé. A pessoa que leva a sério o seu relacionamento com Cristo não pode evitar ficar preocupado sobre o que espera no futuro. E para muitos de nós, a sobrevivência espiritual de nossas famílias é a preocupação maior. Os desafios modernos à família são tão mortíferos quanto reais.

A onda de promiscuidade sexual que resultou da Revolução Sexual atira contra o coração da família: o relacionamento de uma só carne, fiel e de ambos os lados entre marido e mulher. A homossexualidade promete redefinir o próprio conceito do que é uma família. O divórcio em abundância tem tornado impossível uma criança ter a certeza que o seu lar ficará unido até crescerem. Os movimentos dos direitos da criança e da paternidade social discutem que as crianças devem ser criadas pelo estado e não pelos seus pais. O aborto, o suicídio e a eutanásia têm implicações preocupantes na família. A mídia de entretenimento, o sistema educacional e o estado de bolsas financeiras todos estão arrumados contra a família tradicional. Ao todo, é um monte de forças ali que enfrentam a família de hoje.

O que podemos fazer para enfrentar estes desafios? Podemos servir a Deus fielmente nas nossas famílias! Pode ser uma idéia simples, mas é verdadeira: servir a Deus sempre tem sido a melhor maneira de nos manter fortes espiritualmente e sobrevivermos aos ataques de uma cultura hostil.

Pense, por exemplo, sobre os três amigos de Daniel. Na história familiar de Daniel 3, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram fortes o suficiente a arriscarem as suas vidas ao invés de adorarem a imagem que Nabucodonosor havia colocado. Ameaçados com a morte, simplesmente disseram, “Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei” (Daniel 3.16-17). Há mais do que uma ligação de coincidência entre a força destes homens em Deus e o serviço anterior deles para Deus. Eles tinham o que era preciso para passar nesta prova porque estavam servindo a Deus mesmo antes da prova chegar.

Os mesmos princípios governam a força espiritual das nossas famílias. Se, como famílias, amamos verdadeiramente ao Senhor e ao nosso próximo (Mateus 22.37-39), se nós verdadeiramente nos entregamos ao Senhor (2 Coríntios 8.5), e se servimos “a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor” (Hebreus 12.28), encontraremos o que for necessário para superarmos a dificuldade. Para espantar a doença espiritual e a destruição, uma família precisa de um “sistema imunológico”, e o sistema imunológico que Deus pretendia que as famílias tivessem é fortalecido dia-a-dia no processo de servi-lo. Não há atalho. Sem os recursos que são fortalecidos desta maneira, realmente não há nada que possa proteger uma família das influências devastadoras com as quais temos que lidar agora.

Em primeiro lugar, servir a Deus é o que fortalece a fé. A maioria das ameaças modernas à família surgiram de uma filosofia humanística que nega a existência de Deus. A fé que é realmente de Deus, a confiança nele pessoalmente, é o que é necessário para enfrentar estes desafios. Muito tempo atrás, João escreveu, “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 João 5.4). Não há nenhum comprimido que podemos tomar que nos dará esta fé que vence o mundo. A fé é ganha no processo diário de servir a Deus da melhor maneira possível de acordo com o nosso entendimento.

Em segundo lugar, servir a Deus é o que constrói o caráter genuíno da pessoa interior. Os maiores perigos que as nossas famílias enfrentam hoje são aqueles que atacam o nosso ser mais interior, a nossa própria natureza como seres criados na imagem de Deus. A força que requer para lidar com tais perigos é a força de um profundo caráter piedoso. Paulo orou para que seus irmãos fossem “fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior” (Efésios 3.16). O caráter não é fortalecido descansando numa poltrona; é desenvolvido no trabalho ativo de servir a Deus. As famílias de hoje que esperam sobreviver a tudo que está se passando irão precisar de mais do que a força superficial daqueles que meramente falam a respeito do Senhor. Precisamos do verdadeiro caráter que vem do serviço diário, genuíno a Deus.

Em terceiro lugar, se as nossas famílias conseguirão encarar os desafios modernos, devemos gozar de relacionamentos ricos e profundos entre os membros da família. Estes relacionamentos não acontecem sozinhos, desenvolvem e aprofundam através do tempo que servimos ao Senhor. O que é verdadeiro na congregação local não é menos verdadeiro em nossas famílias físicas: a força vem “segundo a justa cooperação de cada parte” (Efésios 4.16). A maior força no mundo é a força daqueles que cresceram e ficaram fortes servindo ao Senhor juntos. Servir ao Senhor enriquece as nossas relações familiares, e fazendo isto põe nestes relacionamentos uma força que dificilmente pode chegar de outra maneira.

Acontece que servir a Deus faz mais uma coisa para nós. Nos dá coragem! Sem a coragem, estamos perdidos. Paulo encorajou aos coríntios, “Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos” (1 Coríntios 16.13) A famíla piedosa que sobrevive a cultura moderna e supera no Senhor não é aquela que se compromete covardemente com o mal. Ela corajosamente se posiciona pelo que é verdadeiro e bom. Por fim, a coragem da qual as nossas famílias precisam hoje em dia é formada nos nossos corações enquanto experimentamos a realidade de viver a vida em Cristo. Temos que fazer mais do que freqüentar os cultos da igreja; temos que “saborear” que o Senhor é gracioso (1 Pedro 2.3). Quando fizermos assim, as nossas famílias terão o tipo de poder do qual o diabo foge.

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Artigo escrito por Gary Henry e publicado no site www.ejesus.com.br .

O que faz uma família ser saudável

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Pais e Filhos

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por Gilson Bifano

1 – Apreciação mútua
Famílias estáveis e saudáveis cultivam a apreciação entre os seus membros. Então, o segredo para cultivar uma saúde familiar é elogiar sempre. Nunca perder uma oportunidade para elogiar e enaltecer o cônjuge, os filhos, irmãos e pais. “O princípio mais profundo natureza humana é o anelo de ser apreciado”, escreveu William James.

2 – Capacidade para resolverem juntos os conflitos.
Os conflitos, em qualquer relação humana, são inevitáveis. A grande questão é saber identificar e resolvê-los de uma maneira em que todos saiam vencedores. Muitas vezes, famílias se tornam frágeis e problemáticas porque na resolução de um conflito, há perdedores e vencedores.

3 – Comunicação aberta.
Numa família saudável a comunicação é valorizada. Os assuntos são conversados sem tabus, os sentimentos são externados sem rancor. Não há acusações ou críticas. Os cônjuges sentem liberdades para exporem suas idéias e sentimentos. Pais conversam com os filhos sobre temas importantes.

4 – Compromisso mútuo.
Numa família saudável, há um forte sentimento de compromisso entre os seus membros. Os cônjuges sentem-se compromissados pelo bem-estar e crescimento um do outro. Os pais sentem-se compromissados com crescimento integral dos filhos e assim por diante.

5 – Dedicação de tempo.
Famílias saudáveis e competentes investem tempo e energia na construção e manutenção de um relacionamento construtivo. Os cônjuges conversam mais entre si, os pais brincam mais com os filhos, há mais caminhadas de mãos dadas. Há quantidade e qualidade de dedicação de tempo.

6 – Compartilhamento de tradições.
Famílias saudáveis valorizam os almoços à mesa, as férias são momentos inesquecíveis, os aniversários, mesmo com simplicidade, são comemorados, os dias festivos são lembrados e vividos intensamente, a participação nos cultos torna-se importante. “Essas tradições, pequenas e grandes, são o que estreita os nossos laços, nos renova e nos dá uma identidade enquanto família”, diz Stephen R. Covey.

7 – Compartilham a fé comum.
Sabemos que quando Deus se torna o fundamento de uma família, esta passa a ter totais condições de ser feliz e saudável. “A família foi constituída pelo próprio Deus e deve tê-lo como fator central”, afirma o Dr. Merval Rosa.

Que cada um de nós sejamos responsáveis pelo cultivo dessas atitudes em nossas famílias. Fazendo isso, estaremos construindo, no novo milênio, famílias que sejam esteio e colunas da sociedade.

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Publicado no site: www.clickfamilia.org.br.

Sonhando com famílias influenciando a qualidade de vida da cidade

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Oração, Relacionamento

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Uma vida familiar boa é essencial e fundamental para a felicidade e o bem-estar de um indivíduo e da sociedade. Mesmo com os enormes desafios do casamento e da criação dos filhos, os componentes essenciais para uma família ideal são – e têm sido – em toda a história da humanidade e no mundo inteiro a principal experiência de vida para muitas pessoas. Mesmo diante dos imensos problemas políticos, econômicos e sociais, e cercados por desafios, a “família” continua sendo o esteio da sociedade.

O assunto família é sempre fascinante, oportuno e muito sugestivo. Portanto falar, pensar, ouvir e aprender sobre ele é sempre um grande privilégio. Ainda mais compartilhar o nosso sonho para “A Cidade dos Meus Sonhos”, que com certeza é o sonho de Deus: A qualidade de vida de nossas famílias influencia a qualidade de vida da cidade.

Família é uma instituição divina. Antes de Deus, o Criador, instituir o estado, a escola ou a igreja, primeira ele instituiu e constitui a família, que para nós se tornou o mais fascinante projeto de Deus. Após haver criado o reino vegetal, o reino mineral, e reino animal, sim, após haver criado todas as coisas, ele Deus, criou com muita graça a família. A família é a pedra angular, o fundamento da sociedade, é a organização pela qual se mede o estado em que se acha a humanidade.

Todos nós sabemos que a família é importante. Então como podemos efetivamente dar mais prioridade à família? O que é possível fazer para nos assegurarmos de que estamos realizando aquelas coisas que melhorarão a qualidade da vida familiar em nossa cidade? A exemplo do patriarca Jacó, do guerreiro Josué, do rei Davi, de Jonadabe o filho dos recabitas, de Priscila e Áquila entre outros.

No livro do profeta Jeremias, capítulo 29, versos de 4 a 7, lemos: “Assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel, a todos os do cativeiro, que eu fiz levar cativos de Jerusalém para Babilônia: Edificai casas e habitai-as; plantai jardins, e comei o seu fruto. Tomai mulheres e gerai filhos e filhas; também tomai mulheres para vossos filhos, e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; assim multiplicai-vos ali, e não vos diminuais. E procurai a paz da cidade, para a qual fiz que fôsseis levados cativos, e orai por ela ao Senhor: porque na sua paz vós tereis paz.” O Senhor, ele mesmo quem enviou seu povo ao exílio por causa dos seus pecados, mas mesmo em cativeiro Ele não os abandonou. Continuou exortando, dando orientações para eles terem paz. Ele, o Senhor, mostra que uma família alicerçada Nele, mesmo em tempo de tribulação, de guerra e perseguição pode usufruir das bênçãos. Ele diz pela boca do profeta, construam casas, habitem nelas, escolham mulheres (entre seu próprio povo)… casem-se… tenham filhos e filhas…. multipliquem-se. Busquem a prosperidade da cidade, trabalhem pela prosperidade da cidade, cooperem para que a cidade prospere, orem pela paz da cidade. Desejem o bem da cidade, amem a cidade, ou seja, busquem Shalom para a cidade.

Estamos vivendo uma época em que as mensagens sociais sobre esse aspecto da vida, viver em família, são incrivelmente confusas e desconcertantes. Até mesmo o propósito da família em si parece incompreensível. Enquanto no passado a família era, em geral, vista como uma instituição sagrada, necessária para a sobrevivência física, para a procriação, para a formação do caráter de várias gerações, para o treino de habilidades e para o fortalecimento emocional e espiritual, hoje em dia muitos a consideram opcional e essencialmente social e recreativa.

Também estamos vivendo um tempo em que nos encontramos divididos e voltados para muitas outras questões da vida, o que torna difícil parar para pensar sobre a qualidade da vida em família e como isso nos afeta e poderá afetar as gerações futuras.

O apóstolo Pedro em sua primeira epístola nos adverte: “Sede sóbrios e vigilantes! O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (5.8). A Bíblia nos diz mui claramente que nestes últimos dias nós enfrentamos a ira de um diabo totalmente ensandecido (Joel 2.2-10). Satanás sabe que seu tempo está acabando, e está decidido a devorar o povo e a cidade. “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12.12).

Contra quem o diabo direciona a sua ira? Seu alvo são as famílias piedosas – tanto as salvas quanto as não salvas – que querem proclamar e viver os princípios de Deus em nossa cidade e no mundo inteiro. ¬¬Ele está rugindo como leão esfomeado, atacando lares para devorá-los. Seu propósito infernal é destruir casamentos, distanciar filhos, pôr os membros das famílias uns contra os outros. O alvo é simples: ele procura levar ruína e destruição a todo lar que puder. Jesus referiu-se a esta obra demoníaca quando descreveu Satanás, dizendo: “Ele foi homicida desde o princípio” (João 8.44).

Muitas famílias em nossa cidade têm sido arruinadas pelo caos, tristeza e dor. E a devastação demoníaca chega de muitas formas: através do divórcio, de filhos rebeldes, da violência, da prostituição infantil, da corrupção dos valores éticos, de vícios de todas as espécies. Entretanto o resultado é sempre o mesmo: uma família antes feliz é desintegrada e devorada.

Tomemos como referência o tempo dos juízes para exemplificar como a qualidade de vida de uma família influência a qualidade de vida da cidade. Deus estabeleceu uma obra santa em Siló. Siló era o lugar onde ficava o santuário do Senhor, o centro de toda atividade religiosa em Israel (1Samuel 1.3). O próprio nome Siló quer dizer “o que pertence ao Senhor”. Isso fala das coisas que representam Deus, e revelam a sua natureza e caráter. Era também onde Samuel ouviu a voz do Senhor, e onde o Senhor lhe revelou a sua vontade.

No entanto, Eli era o sumo sacerdote em Siló, e seus dois filhos eram ministros no santuário. Eli e seus filhos eram preguiçosos e sensuais, totalmente consumidos por interesses próprios. Durante o seu ministério, permitiram que pecado grosseiro entrasse na casa de Deus. Com o passar do tempo, Siló se tornou corrompida. Logo o povo de Deus estava cheio de cobiça, adultério e hipocrisia.

Finalmente, o Senhor parou de falar em Siló. Basicamente, disse a Samuel: “Siló ficou tão contaminada que não representa mais quem eu sou. Esta casa deixou de ser minha. Não vou mais tolerar isto. Este lugar está acabado para mim”. Então o Senhor tirou sua presença do santuário. E escreveu “Icabode”, significando: “A glória do Senhor se afastou”.

Até que ponto um povo precisa chegar para que o Senhor retire dele a sua presença? Considere a cena em Siló: durante anos, ninguém havia se colocado na brecha em favor daquela sociedade. Ninguém se humilhou, clamando em arrependimento: “Senhor, não se aparta de nós!”.

Ao invés disso, Deus só via um povo endurecido em relação à verdade. Aqueles israelitas observavam todos os rituais religiosos e diziam todas as coisas certas, mas seus corações não participavam de nada daquilo. Todas as suas obras eram da carne. E o sacerdócio havia ido além do ponto de retorno.

A igreja de Jesus Cristo em nossa cidade deve se ocupar de ganhar almas, e a maioria dos cristãos são fiéis em fazer isto. Oramos pela nação brasileira, por avivamento em nossa cidade e por nossos vizinhos não convertidos. Damos graças a Deus porque o seu povo está cumprindo esta obra vital. Porém, perguntamos: quem está orando fielmente por seu pai, mãe, irmã, irmão, primo, prima, ou pelos avós não salvos? Orar por nossos queridos deveria ser da maior importância em nossas vidas. Afinal, a responsabilidade por este tipo de oração recai sobre aqueles que têm acesso ao ouvido de Deus, que estão suficientemente próximos dEle para fazer um pedido. Agora, se este alguém não é você, então quem é? Quem há de orar fervorosamente pela salvação da sua família, se você não o faz?

Talvez você pense: “Já tenho testemunhado à minha família há anos. Tenho vivido meu testemunho com fidelidade diante deles. Eles conhecem as minhas convicções. Agora só me resta entregá-los aos cuidados de Jesus”. É verdade que devemos entregar nossos queridos não salvos ao ministério de convencimento produzido pelo Espírito Santo. Mas confiar no Espírito não significa deixar de orar com insistência em favor de nossa família. Confiar no Senhor significa fazer exatamente o oposto. Se realmente confiamos nEle para a salvação e libertação de nossos queridos, clamaremos como aquele nobre: “Por favor, Jesus, venha já. Aja rápido, antes que meu ente querido se perca para sempre” (João 4.49). Somente oração agressiva e fervorosa pode combater os objetivos destrutivos de Satanás para arruinar nossa família e nossa cidade. Orações feitas por pessoas cujos corações estão divididos não derrubarão as fortalezas dele. Precisamos ser chacoalhados das preocupações que temos conosco mesmos, e levar a oração a sério. E devemos ficar perto de Jesus até que a sua resposta venha.

O salmista enfatiza a importância e o valor da unidade familiar quando diz: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela (Salmo 127.1-2).” O que faz uma família saudável pode tornar uma nação segura e em paz. Deus edifica famílias, casas, cidades e nações. Ele é o guardador das cidades que são formadas de famílias.

O salmo 128 reforça que um homem espiritual será abençoado tanto em seu lar como no seu trabalho. Estudos já demonstram como um trabalhador que vive em um ambiente familiar conflituoso, no trabalho sua produtividade será pequena como o inverso também é verdadeiro. A família é indicada como o maior responsável pela constituição de atitudes de respeito, obediência, responsabilidade e trabalho de equipe. Porém, o salmista tem um amor tão grande pela cidade de Jerusalém que diz como um homem que teme ao Senhor é abençoado, mas dentro dele há uma inquietação promovida pela falta de paz na cidade.

Precisamos estar cientes, portanto, que famílias fortes produzem sociedades fortes. Uma sociedade forte gera famílias fortes. Por conseguinte, famílias saudáveis e felizes representam tanto as raízes quanto os frutos de uma civilização estável e duradoura.

E o que produz uma família saudável e feliz? Acreditamos que todos aqueles que analisam com seriedade assuntos relativos à família concordam que: um casamento sólido e afetuoso tende a gerar uma família forte. Em geral, as famílias são felizes e bem-sucedidas, desde que seus membros: confiem, amem, acreditem, ajudem, confortem e perdoem uns aos outros; trabalhem, contribuam, orem, divirtam-se e comemorem juntos. As famílias que possuem relacionamentos saudáveis com seus familiares mais próximos são, em geral, mas felizes e enfrentam os desafios da vida como mais tenacidade.

É de suma importância refletir sobre o nosso papel na família, e precisamos aprender a conduzir a liderança de nossa família, isto é, em nossa extraordinária oportunidade de influenciar e criar os que estão à nossa volta segundo aqueles princípios que sempre produziram famílias e sociedades fortes e felizes.

Embora todos os membros da família – cônjuges, pais, avós, irmãos, irmãs, tias, tios, primos e primas – tenham a chance de contribuir de alguma maneira para a melhor qualidade de vida da família. Se Deus o chamou para liderar uma família, não permita que nada se interponha no caminho do privilégio que você tem de servi-lo e de servir ao seu povo por meio da aplicação do dom, dos recursos e da oportunidade que Ele preparou para você. Você é parte de um grupo especial de pessoas identificadas por Ele para uma tarefa desafiadora, mas compensadora: Mudar a qualidade de vida da cidade a partir da qualidade de vida de sua casa. Aos olhos de Deus você não é melhor do que qualquer outra pessoa por causa deste chamado, mas você é sem dúvida especial à medida que prossegue neste chamado. Mantenha as palavras de Isaías 32.15-18 gravadas em sua mente: “Mas Deus derramará sobre nós o seu Espírito; então o deserto virará um campo fértil, e as terras cultivadas darão melhores colheitas. Na cidade, haverá justiça por toda parte; todos farão o que é direito. A justiça trará paz e tranqüilidade, trará segurança que durará para sempre. O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras e em lugares quietos e tranqüilos.”

SOUZA, S.L.; SOUZA, V.L.C. Sonhando com famílias influenciando a qualidade de vida da cidade. In: SAMPAIO, A.M.M (Org.). A cidade dos meus sonhos. Feira de Santana: Inteligência Editorial. 2008, p.67-75.

Acreditamos no modelo de Deus para a família

Publicado por Sérgio Leitão em Família

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Você já deve ter ouvido dizer que a família tem sofrido muitas mudanças e hoje já não temos um padrão definido do que vem a ser uma família. Isso, para muitos, é sinônimo de amadurecimento e para outros é um sinal dos tempos, uma tragédia.

Os inimigos do casamento estão em todo lugar e aumentam dia a dia. Pornografia via Internet, salas de bate-papo, ataque constante de mensagens imorais em filmes e programas de televisão são apenas alguns deles. Os resultados da revolução sexual e do relativismo moral estão bem diante de nossos olhos. Líderes espirituais fraquejam. Amigos, vizinhos e famílias separam-se. Dor, sofrimento e ruína emocional aumentam assustadoramente. Filhos de casais divorciados sofrem, não apenas durante a infância, mas também, com freqüência, seguem o mesmo padrão dos pais durante a vida adulta.Casal e gravidez

As estatísticas demonstram que a dissolução de casamento cresce em proporções assustadoras. Na Bíblia o apóstolo Paulo por causa de infidelidade orienta a fugir da tentação, sem dúvida um bom conselho.

Não sabemos qual é sua opinião, mas pensamos que é oportuno lembrar o conselho do Salmo 127.1: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”.

Acreditamos que a cada geração, a família está ficando mais isolada, os seus membros estão ficando mais distantes um do outro, os interesses estão mais individualizados e até mesmo Deus não tem sido convidado para ajudar na edificação do lar. Talvez aí encontremos uma resposta para tantos modelos de “famílias” que surgem de acordo com o que cada um pensa ser o melhor para si.

Nós do Família: Nosso Legado, acreditamos na família constituída por duas pessoas de sexo oposto que se amam, que geram seus filhos e filhas e que buscam na Palavra de Deus orientações para uma convivência saudável um com o outro, com a sociedade e com Deus. Cremos que na fé revelada desde os dias de Abraão poderão ser benditas todas as famílias da terra.

Por que nasce este blog?

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Liderança, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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Muitos conceitos contemporâneos confusos estão contribuindo para a desintegração do casamento e da vida familiar. A finalidade e o propósito de um lar feliz foram postos de lado.

Muitos observam esperançosos aqueles casais que encontraram o caminho de uma vida conjugal sólida e harmoniosa. Deus, que planejou o casamento tendo em vista o companheirismo e uma vida com propósito, deu também muitas instruções e exemplos na Bíblia quanto aos meios de alcançar tal objetivo. À medida que nos aprofundarmos em nosso estudo de um casamento feliz, iremos nos alicerçar nesses princípios.

O Antigo Testamento em suas páginas faz uma alusão ao plano de Deus para o casamento iniciando no capítulo 2, versículo 24 do livro de Gênesis. Em Deuteronômio enfatiza a instrução paterna. Josué descreve o patriarca piedoso que levou a família a seguir a Deus, ao passo que Juízes relata a luxúria egoísta e desenfreada de Sansão. Rute registra uma linda história de amor romântico e um casamento piedoso. Nos livros de Samuel, Reis e Crônicas, a história de Israel mostra a influência do lar sobre os reis. Esdras, Neemias e Ester, a semente mais santa foi preservada por meio da unidade familiar. Jó revela o ataque de Satanás por intermédio da morte, da enfermidade, da pobreza e de disputas internas. Os Salmos contêm promessas para o lar. Provérbios e Eclesiastes estão cheios de máximas sobre a família e sobre relacionamento interpessoais. Cantares é um relato explícito do amor santo e exclusivo entre um homem e uma mulher. Os livros proféticos aludem à violação aberta dos princípios piedosos dentro das famílias.

No Novo Testamento, os evangelhos sinóticos apresentam os ensinos de Jesus relativos à família e João registra seu primeiro milagre no casamento em Caná. O livro de Atos menciona o lar e a sinagoga como locais de adoração. Também as Epístolas estão cheias de ensinamentos relativos à família. Até mesmo o Apocalipse traz sua mensagem para o lar.

No mais íntimo de cada ser humano existe o conhecimento básico do que é certo ou errado. Deus, porém, é o único que pode conceder-nos percepção quanto ao nosso comportamento, e poder (mediante a redenção em Jesus Cristo) para fazer aquilo que sabemos que devemos fazer. O inter-relacionamento com Deus e as mudanças de atitude são assuntos profundamente pessoais. Muitas opções que implicam em transformação completa de vida, são feitas a sós com Deus.

Nosso Legado é um blog que pode ser usado como orientação a família, a fim de despertar nelas a compreensão do significado do casamento e ajudá-las a estabelecer ideais e alvos em direção aos quais possam avançar em direção às gerações futuras.

Este instrumento interativo nasceu pelo fato de entendermos que o lar centrado em Cristo representa um potencial ilimitado para estudar a Bíblia, aprender por meio de lições objetivas estabelecidas na estrutura do lar e para “falar de Deus” ao mundo mediante o testemunho de vida e a interação entre os membros da família. É essencial que os filhos vejam nos pais a vivência de princípios que conduzem ao processo de santificação.

Os intensivos ventos de doutrinas sopram com ímpeto sobre nós, fazendo o cristianismo se desviar da fé bíblia como nunca antes. Esse desvio constitui um dos maiores desafios à igreja cristã e ocorre não apenas do lado de fora, mas também dentro de nós. Portanto, não é de admirar que os cristãos de hoje estejam terrivelmente confusos, tanto indivíduos quanto instituições. Há pessoas que enxergam isso com clareza. Outras negam a realidade e pioram a situação, caminhando precipitadamente na direção errada, mesmo que as intenções sejam boas.

No meio dessa balbúrdia, os que têm voz profética são vistos como arrogantes, ao passo que as vozes pragmáticas são consideradas realistas. O propósito dos textos a seguir, aqui publicados, não é para fazer alarde, mas, num nível mais modesto, dar testemunho do que temos procurado viver, até aqui com a ajuda de Deus, nos 36 anos de nosso relacionamento (namoro, noivado e 27 anos de casamento), durante os quais procuramos seguir Jesus Cristo na esperança de transmitir um legado aos nossos três filhos e às gerações futuras.

Se esse blog de natureza pessoal expressar e confirmar quaisquer inquietações que você também sinta, ele já terá valido a pena.

Quem está orando por sua família?

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Oração, Pais e Filhos

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A Igreja de Jesus Cristo deve se ocupar de ganhar almas, e a maioria dos cristãos são fiéis em fazer isto. Oramos pelas nações perdidas, por avivamento em nossas cidades e por nossos vizinhos não convertidos. Dou graças a Deus porque o seu povo está cumprindo esta obra vital.Porém, eu pergunto: quem está orando fielmente por seu pai, mãe, irmã, irmão, primo, prima, ou pelos avós não salvos? Orar por nossos queridos deveria ser da maior importância em nossas vidas. Afinal, a responsabilidade por este tipo de oração recai sobre aqueles que têm acesso ao ouvido de Deus, que estão suficientemente próximos dEle para fazer um pedido. Agora, se este alguém não é você, então quem é? Quem há de orar fervorosamente pela salvação da sua família, se você não o faz?

Talvez você pense: “Já tenho testemunhado à minha família há anos. Tenho vivido meu testemunho com fidelidade diante deles. Eles conhecem as minhas convicções. Agora só me resta entregá-los aos cuidados de Jesus”. É verdade que devemos entregar nossos qPai e Filho orandojpgueridos não salvos ao ministério de convencimento produzido pelo Espírito Santo. Mas confiar no Espírito não significa deixar de orar com insistência em favor de nossa família. Se pararmos de interceder por eles, estamos na verdade dizendo: “É um caso sem apelação”.  

Confiar no Senhor significa fazer exatamente o oposto. Se realmente confiamos nEle para a salvação e libertação de nossos queridos, clamaremos como aquele nobre: “Por favor, Jesus, venha já. Aja rápido, antes que meu ente querido se perca para sempre”. Somente oração agressiva e fervorosa pode combater os objetivos destrutivos de Satanás para arruinar nossa família. Orações feitas por pessoas cujos corações estão divididos não derrubarão as fortalezas dele. Precisamos ser chacoalhados das preocupações que temos conosco mesmos, e levar a oração a sério. E devemos ficar perto de Jesus até que a sua resposta venha.  

Quando Jesus estava na região de Tiro e Sidom, “uma mulher cananéia … clamava: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada” (Mt 15.22). Satanás havia invadido o lar desta mulher e possuído sua filha. Mas esta mulher cananéia era uma mãe de fé. Embora gentia, cria. Afinal, se dirigiu a Jesus como “Senhor, Filho de Davi”. Na verdade, estava dizendo: “Tu és o Salvador, o Messias de Deus”. Neste ponto, surge uma pergunta: como Satanás tem acesso ao filho de um cristão? Como pode possuir filhos que vivem num lar piedoso?
Talvez você seja um pai ou uma mãe cristão. Você criou seu filho na igreja e fez o melhor para mostrar-lhe o caminho certo. Mas agora, depois de anos freqüentando a igreja e ouvindo pregações ungidas, ele se tornou frio e indiferente às coisas de Deus. Ele não tem a mínima preocupação quanto a servir a Jesus. E você pergunta: “Senhor, como isto pode ter acontecido?”.

Ao longo dos anos, tenho visto isto acontecer com filhos de crentes. Foram criados em lares cristãos, mas por algum motivo não deram certo. Suas vidas passaram a ser dominadas por forças demoníacas. E se viciaram em drogas, álcool, pornografia, prostituição. Enquanto lê este texto, você pode estar dando um suspiro de alívio dizendo: “Graças a Deus não é o caso do meu filho ou da minha filha. Tenho bons filhos. Tive muito empenho em criá-los no temor e no conhecimento do Senhor. Eles conhecem o caminho certo. Podem não estar pegando fogo por Jesus, mas pelo menos não estão usando drogas”.

Pais assim estão certos em serem agradecidos. No entanto, não temem que seus filhos possam estar mornos em relação a Jesus. De acordo com o próprio Senhor, o estado de mornidão é tão terrível quanto o da opressão demoníaca. Quando Cristo advertiu: “Estou a ponto de vomitar-te da minha boca…”, Ele não estava falando com viciados em drogas. Estava se dirigindo a cristãos mornos da sua igreja. Jesus sabe que um espírito de mornidão pode deixar qualquer cristão vulnerável a tentações diabólicas enviadas diretamente do inferno.

Seus filhos podem ser amáveis, educados, e bem-comportados. Podem fugir das companhias erradas, respeitar os mais velhos e ser moralmente íntegros. Mas se não têm seus corações inteiros de amor por Jesus – se estiverem apenas vagando espiritualmente – estão em perigo. Entenda isto: qualquer filho, criado num lar cristão, automaticamente se torna um alvo preferencial de Satanás. O diabo procura atacar as famílias que são mais fervorosas no seu amor por Jesus. Mas agora a frieza do seu filho torna a tarefa do inimigo mais fácil. Ele se deleitará ao ver quão fácil é enlaçar seu filho ou filha à escravidão do pecado.

Até os cristãos mais dedicados – inclusive pastores e líderes – podem estar cegos para a armadilha que Satanás tem preparada para os seus filhos que sejam espiritualmente passivos. O inimigo está, constantemente, buscando formas de apagar a menor faísca de vida espiritual que perceber neles. Rogo a você, pai cristão: não permita que o diabo alcance seu filho. Prostre-se sobre sua face diariamente, e cerque o seu jovem com intercessão. Deus lhe deu o poder de sacudi-lo desse estado de mornidão.