O perdão e o namoro

Publicado por Sérgio Leitão em , Namoro e Noivado, Relacionamento

Tags: , , , , ,

 “Então Pedro aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mateus 18.21- 22.)

 Na vida somos desafiados a lidar, a cada dia, com nossos limites e também a mudar nossos hábitos e convicções. Nessa experiência do dia a dia nada é mais desafiador e constrangedor do que o perdão. Perdoar é absolver de culpa ou de dívida, é abrir mão da justiça própria e dar uma nova chance ao outro.

Quando Jesus fez a oração do Pai Nosso, na Bíblia, Ele disse: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos aqueles que nos tem ofendido [...]” (Mateus 6.12.) Um pouco mais adiante Jesus apresentou um pouco mais de profundidade à questão: “Por que, se perdoardes aos homens de suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6.14-15.) Perceba que aqui se coloca uma condição para se receber o perdão de Deus: nós temos que ser perdoadores primeiro.

 Se já é complicado perdoar um estranho, ou alguém distante de nossa convivência, imagine então alguém muito próximo, o namorado ou a namorada. Dizem que a pedra que mais dói é a lançada de perto, isso quer dizer que quanto mais amamos alguém, maior é o poder dessa pessoa de nos machucar ao nos ofender. Infelizmente muitas vezes o companheiro pisa na bola. E aí, o que fazer?

 Ao contrário do que muitos dizem, perdoar nunca foi esquecer, é impossível para o ser humano esquecer. Mas, como dissemos no início, é absolver o outro da culpa. É claro que determinadas ofensas podem gerar o rompimento do namoro, mas, o que não pode é alguém perder a dádiva de ser perdoado por não liberar perdão. Porque a condição para ser perdoado é que também perdoe. Talvez ao ler esse texto você esteja brigado ou chateado com o seu (sua) namorado(a), então, aproveite este momento, o(a) procure, libere perdão. Ou ainda, quem sabe, você o(a) tenha ofendido; abra mão do orgulho e peça perdão. Talvez você não esteja namorando, mas precisa perdoar alguém que você ama, não perca tempo. O perdão cura as feridas, nos faz felizes e livres. O perdão nos capacita a viver sem amarras ou amarguras, sem ressentimentos ou angústias. Por isso, desde já, pratique o perdão.

 _______

Fonte: Texto de Richarde Guerra, publicado no site www.lagoinha.com.

As fases da separação

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Família, Relacionamento

Tags: , , , , , ,

Conheça as etapas desse árduo processo e saiba como superá-las.

Por mais diferente que uma pessoa seja da outra, o processo de separação tem fases pelas quais todo mundo passa.

Listamos todas elas para você saber que o que está acontecendo – ou está prestes a acontecer – como você é normal, faz parte do processo de rompimento.

A decisão. As insatisfações se tornam visíveis. Não existe mais diálogo, companheirismo, prazer de estar junto e as discussões que eram mensais começam a ser quase diárias. Pesa-se novamente os prós e contras e decide-se adiar a ruptura, apostando no resgate da relação. O processo de decisão, por qualquer uma das partes, é lento. É assustadora a idéia de construir uma vida sozinha e triste admitir que o relacionamento acabou. Há muito medo e dúvida envolvidos, seja por questões financeiras ou emocionais. Essa fase pode ser aberta e conhecida pelo casal, se eles optam por discutir os problemas e encontrar soluções, ou silenciosa. Passa o tempo e as coisas pioram novamente, com uma carga cada vez mais insuportável. A relação se transforma numa guerra ou num tédio completo. A tensão é tanta que não há mais saída. O momento de decisão fica mais claro quando ao invés de questionar o tempo todo como está o meu casamento?, você começa a perguntar como eu estou? É hora de encarar a separação de frente, sem jogar nada sob o tapete.

A negação. Há uma fase inicial em que se começa a negar que as coisas estavam tão ruins assim. Você acha que está exagerando, jogando uma relação longa e legal pela janela por besteira, que é só uma crise que passa como as outras. A negação é comum e pode vir tanto de quem decidiu pela separação ou pelo outro. Afinal, separar é doloroso, difícil e tendemos a esquecer as coisas ruins do relacionamento para tentar aplacar a dor da ruptura. O ser humano é ambivalente e os sentimentos também. Portanto, você vai demorar um tempo para ter certeza de que tomou a decisão certa (ou se ele tomou). É possivelmente perfeito querer sair fora da relação e ao mesmo tempo sofrer um medo danado de concretizar a perda.

Fracasso. Porque o divórcio representa o fim de um projeto de vida, cujo o investimento emocional foi muito grande. Afinal, ninguém casa pensando em separar. Por mais prática e realista que seja, você sempre acha que vai ser para sempre, que vai sempre ser amada e amar aquele homem. E mais, ele conhece tudo da sua vida, é seu porto seguro e muitas vezes, seu único amigo. Você fica descrente nos relacionamentos como um todo, acha que nunca mais vai se apaixonar e casar. Acha que todos são descartáveis e nada é duradouro. E que você não é capaz de fazer alguém amá-la.

Culpa. Aparece em consequência da incapacidade que sentimos por não conseguirmos salvar esse projeto (onde eu errei, porque ele não gosta mais de mim, o que aconteceu, por que eu?).

Rejeição. Se a separação foi pedida por ele, é inevitável. Uma das coisas mais difíceis de ouvir é que você não é mais amada. A auto-estima cai, você se sente feia, desinteressante. Cuidado para não se humilhar ou transformar esse sentimento em rancor, principalmente quando ele começar a namorar de novo.

Medo. Em menor ou maior grau, sempre está presente. Medo de não conseguir ser feliz de novo, da solidão, de reconstruir a vida financeiramente e emocionalmente.

Os altos e baixos. No meio disso tudo, há dias em que você está se sentindo ótima, livre, poderosa e corajosa e dias em que não consegue dar um sorriso, acha que o mundo vai acabar, que é vítima de todo o sofrimento, a mais feia. Não se desespere. É normal. Vai chegar um momento em que os altos serão cada vez maiores que os baixos.

Manter a amizade ou querer vingança. É difícil quebrar o vínculo com quem se foi tão íntimo, amado e que te conhece tão bem. Quase impossível. O tempo cura isso e o distanciamento é inevitável, mesmo que a separação tenha sido amigável. É, acima de tudo, essencial para o recomeço da sua vida. Não fique se sentindo na obrigação de entender tudo, compreender o que ele sente, o que está acontecendo e não se culpe por ataques de ciúme e posse. Tente ser amiga, sim, mas respeite seus limites. Se você sofre ao ouvir que ele saiu com amigos, não pergunte e não procure saber.

Do lado oposto, não nutra ódio ou revanche. No fundo esses sentimentos também são a maneira, negativa, de não cortar o vínculo, um processo lento, doloroso e necessário. Melhor não falar com o ex do que ficar brigando e tramando vingança. Melhor para você.

Começar de novo. É difícil, e no começo muito desanimador. Há a excitação de cair no mundo, solteira, fazer o que quiser, decorar a casa como bem entender. Mas há o medo, a solidão, o vazio. A cama que antes tinha dois agora só tem você, coisas que estava acostumada a fazer não tem mais graça sem a companhia dele. É preciso muita coragem e estrutura emocional nessa hora. Reúna os amigos, a família, tenha sempre gente por perto para os momentos de solidão. Mas não fique empurrando os sentimentos para baixo do tapete. Devagar, vá se acostumando com o tempo que tem sozinha. Ele também é precioso.

A perda definitiva. Acontece quando o outro começa um novo relacionamento. Tristeza, acessos de ciúme e posse são inevitáveis. Afinal, ele era exclusivo seu e vê-lo com outra pessoa dói porque você inevitavelmente se compara à nova parceira e porque é um sinal definitivo – ou quase – de que você perdeu, que a relação acabou mesmo e, principalmente, que você foi substituída. 

_______

Fonte: Texto da jornalista Thais de Oliveira. Publicado no site www.cadadia.net.