Ajude casais a ter fé para a restauração do casamento

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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Fé é acreditar que coisas pelas quais se espera acontecerão. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1).

Casais aflitos na relação conjugal via de regra esperam desesperadamente por um casamento restaurado. Não podem “ver” esse casamento restaurado. A névoa de raiva, a chuva de lágrimas, a cortina de neve, amargamente fria, do não-perdoar, cegam­-nos para um futuro positivo. Às vezes nem sequer ousam admitir a esperança, para não se predisporem para a decepção. Não obstante, a esperança está fermentando dentro deles.

A fé sempre tem um alvo. No casamento, especialmente em casamentos em situação de crise, a fé tem alvos múltiplos:

  1. A fé envolve a confiança no caráter de uma pessoa.
  2. A fé pode ser fé em Deus pelo conhecimento de Seu Filho Jesus.
  3. Pode ser fé em Deus pelo testemunho do caráter do Espírito Santo.

Num nível diferente, fé envolve a confiança no parceiro. Quando casais buscam ajuda para resolverem as dificuldades matrimoniais, eles normalmente têm pouca fé no respectivo parceiro. Fixaram-se na conduta, nos pensamentos e nas interações negativas de seu parceiro, e a confiança se dissipou.

A fé numa pessoa está baseada naquilo que a pessoa considera uma evidência suficiente para justificar a fé. Isso é verdade quando nos tornamos cristãos. Acumulamos evidências suficientes e mudamos nossa mente, decidindo confiar em Jesus como Salvador. Casar-se também está baseado em evidências suficientes para que seja válido crer no parceiro. Parceiros interagem até que acreditam que acumularam evidências suficientes para casar. Declarar um casamento como conturbado é semelhante a uma declaração de fé. A conclusão de um parceiro, de que o casamento está em crise, depende da quantidade de evidências. Essas evidências de que o casamento tem problemas se acumulam até que um ou ambos os parceiros tropecem sobre um limiar e declarem o casamento conturbado.

Da mesma forma, crer que um casamento pode ser restaurado é uma declaração de fé que também se baseia em evidências que os parceiros acumulam. É preciso injetar fé numa situação que os parceiros de casamento vêem – do lado de fora – como desesperançosa. É preciso manter uma atitude de fé e trabalhar com o casal através do amor, para que possamos ajudá-los a construir a convicção de coisas não vistas. Parceiros que acreditam que seu casamento está fracassando fixam-se no negativo, ignorando interações positivas e qualidades do cônjuge. Podemos ajudar a reconstruir a fé no parceiro chamando atenção sistemática para o comportamento positivo do outro parceiro, para as interações positivas que o casal está tendo, e para os aspectos positivos do caráter de cada parceiro.

Você pode ajudar um casal a produzir evidências que possam formar uma nova base de fé no casamento. Use intervenções que tornam o amor visível para os parceiros. Ajude-os a apresentar evidências incontestáveis de amor. Eventualmente, num aconselhamento de êxito, acende-se a lâmpada, e os parceiros readquirem a fé de que seu casamento pode ser restaurado.

Fé não envolve apenas a convicção de que o casamento pode ser restaurado, mas também implica, com algum grau de confiança, que o aconselhamento pode ajudar os parceiros a melhorarem seu relacionamento. Muitos casais estão tão abatidos e desanimados com seu relacionamento conjugal que vêem o aconselhamento tão somente como o último e fútil passo antes de se precipitarem, de vez, no inevitável divórcio. O aconselhamento, pensam eles, simplesmente pode engraxar o declive para se divorciarem. Ajude-os a usarem os freios e a pararem longe do precipício. Isso demanda do casal que mude sua convicção sobre a possível eficiência do aconselhamento.

Fé requer que os parceiros creiam que o seu esforço para fazer tarefas em casa melhorará a relação conjugal. Parceiros problemáticos acreditam que tentaram de tudo para melhorar seu casamento. Questionam-se: Por que se aborrecer tentando mais uma coisa.? Ajude os cônjuges a adquirirem confiança de que suas ações em casa podem melhorar sua vida conjugal.

Explicitamente para casais cristãos, fé tem a conotação de em Deus. Sua fé na soberania de Deus e na intervenção ativa d’Este em suas vidas constitui um poderoso aspecto restaurador do relacionamento. Ajude os parceiros a experimentarem a atuação do Deus vivo.

Enfrentando as crises no casamento sem pensar em desistir

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Relacionamento

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Não há casamento sem problemas. Todo casamento exige renúncia e adaptação. Nenhum casamento sobrevive sem perdão e restauração.

Hoje falamos repetidamente que família é o nosso problema número um. A família tem sido atacada vigorosamente pelas perigosas filosofias pós-modernas. Os fundamentos têm sido destruídos (Salmos 11.3). Estamos vivendo no meio da era pós-moderna, onde os valores absolutos das escrituras não estão sendo observados, mas repudiados. O que temos hoje não é apenas um comportamento imoral, mas a perda de critérios morais. Estamos enfrentando não apenas um colapso moral, mas um colapso de significado. Não há absolutos. Gene Edward Veith ainda afirma que, se não há absolutos, se a verdade é relativa, então não pode existir estabilidade, conseqüentemente, a vida perde o sentido.

O inevitável resultado do relativismo deste tempo é a falência dos valores morais, a fraqueza da família e o aumento espantoso da infidelidade conjugal. Valores relativos acompanham o relativismo da verdade. Em 1969, bem no meio da “revolução sexual, 68% dos americanos acreditavam que relação sexual antes do casamento era errada. Em 1987, mesmo a despeito do surto da AIDS, somente 46% acreditavam que o sexo antes do casamento era errado. Em 1992, somente 33% rejeitavam o sexo pré-marital. Infidelidade conjugal tem sido uma marca da sociedade contemporânea. Segundo algumas estimativas, 50 a 65% dos maridos e 45 a 55% das esposas têm sido infiéis até os 40 anos. Outros identificam que 26 a 70% das mulheres casadas e 33 a 75% dos homens casados têm se envolvido em casos extraconjugais, que têm sido não apenas comuns, mas altamente destrutivos”.

Divórcio tem sido estimulado como solução. Comentaristas sociais são notórios em afirmar que metade dos casamentos nos Estados Unidos termina em divórcio. Contudo, divórcio não é uma sábia solução para casamentos em crise, mas um sério agravante, um outro problema que na maioria das vezes, traz profundo sofrimento e frustração.

A psicóloga Diane Medved, diz que os casais estão chegando à conclusão que o divórcio é mais danoso do que enfrentar as crises juntos. As conseqüências e as seqüelas do divórcio são devastadoras a curto, a médio e a longo prazo. Há muitos casais e filhos arrebentados emocionalmente pelo divórcio. A presença de casamentos em crise, casamentos quebrados e até mesmo do divórcio está aumentando não apenas entre os não cristãos, mas também dentro das comunidades evangélicas. Há também, muitos líderes religiosos enfrentando divórcio. Isso é uma realidade que não pode ser negada. Contudo, à luz das Escrituras Sagradas, o divórcio não é a solução divina para a crise do casamento. Não é sensato fugir do problema em vez de enfrentá-lo. De fato não existe casamento perfeito. Não há casamento sem problemas. Todo casamento exige renúncia e adaptação. Nenhum casamento sobrevive sem perdão e restauração. Muitas pessoas hoje estão discutindo e procurando divorciar antes de entender o que as Escrituras ensinam sobre casamento.

Casamento não é uma união experimental. A aliança conjugal não termina quando as crises chegam. Só duas cláusulas de exceção para o divórcio nas Escrituras: a infidelidade conjugal (Mateus 19.9) e o abandono (1 Coríntios 7.15). Divórcio por quaisquer outros motivos e novo casamento constitui-se em adultério (Mateus 5.32).

Como, então, enfrentar crises no casamento sem pensar em desistir?

Reconhecendo que o casamento não é uma invenção humana, mas uma instituição divina

O casamento não é um expediente humano. O próprio Deus estabeleceu, instituiu e ordenou desde o início da história humana. Gênesis 2.18-24 revela que o casamento nasceu do coração de Deus quando não havia ainda legisladores, nem leis, nem Estado, nem igreja. Casamento é um dom de Deus para o homem e a mulher. Deus não apenas criou o casamento, mas também o abençoou (Gênesis 1.28). qualquer esforço de atentar contra os princípios estabelecidos para o casamento conspira contra Deus, que o instituiu. Por isso, Ele odeia o divórcio (Malaquias 2.14).

Reconhecendo a natureza do casamento

Quando Jesus foi questionado pelos fariseus sobre o divórcio (Mateus 19.3-4), Ele não discutiu antes de falar sobre a natureza do casamento, de acordo com os princípios estabelecidos na própria criação (Mateus 19.4-8).

De acordo com o padrão absoluto de Deus, estabelecido na criação, o casamento em primeiro lugar é heterossexual (Gênesis 1.27). União homossexual é abominação para Deus (Levítico 18.22; Romanos 1.24-28).

Em segundo lugar, o casamento é monogâmico (Gênesis 2.24).

Em terceiro lugar, o casamento é monossomático (Gênesis 2.24). João Calvino disse que a união do casamento é mais sagrada e mais profunda do que a união que liga os filhos aos pais. Nada senão a morte pode separá-los.

Em quarto lugar, o casamento é indissolúvel (1Coríntios 7.3). Jesus afirmou que marido e mulher não são mais dois, mas uma só carne e o que Deus uniu o homem não pode separar(Mateus 19.6). Divórcio, portanto, é uma rebelião contra Deus e seus princípios.

Em quinto lugar, o casamento não é compulsório. O celibato é um dom de Deus, não uma imposição ( Coríntios 7.32-35). Embora a razão do casamento seja para resolver o problema de solidão, Deus chamou para serem uma exceção à sua própria norma (Gênesis 2.18,24; Mateus 19.11-12; 1 Coríntios 7.7).

Reconhecendo que em Deus podemos superar as crises do casamento sem azedar o coração

Jesus disse para os fariseus que o divórcio nunca foi uma ordenança divina, mas uma permissão, e isso, por causa da dureza dos corações (Mateus 19.7-8). O divórcio ocorre por que os corações estão endurecidos. Dureza de coração é a indisposição de obedecer a Palavra de Deus. É a indisposição de perdoar, restaurar e recomeçar o relacionamento conjugal de acordo com os princípios de Deus. De acordo com Jesus, o divórcio jamais é compulsório, onde existe espaço para o perdão. Divórcio é conseqüência do pecado, não é uma expressão da vontade de Deus. Perdão e restauração são melhores que o divórcio. Divórcio não é compulsório nem em caso de adultério. Restauração é sempre o melhor.

Concluindo, ressaltamos que a igreja precisa dar ênfase à famílias fortes. Casamentos estáveis resultam em famílias, igrejas e sociedades saudáveis. A solução para o casamento e para a família não está nos modelos falidos da sociedade pós-moderna, mas eterna e infalível Palavra de Deus. O mesmo Deus que instituiu o casamento tem solução para os casamentos em crise. Somente Deus pode curar relações quebradas, trazendo esperança onde os sonhos já morreram; trazendo vida, onde as sombras da morte já escurecem os horizontes; trazendo cura e restauração, onde as feridas estão cada vez mais doloridas. O grande desafio para a igreja e sociedade contemporânea é retornar para Deus e obedecer aos seus mandamentos. O mesmo Deus que criou o casamento tem solução para ele. Deus é o criador, sustentador e restaurador do casamento. Quando Ele reina no casamento, o divórcio não tem espaço.

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Fonte: Artigo escrito pelo Rev. Hernandes Dias Lopes, pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB. Publicado no site www.ejesus.com.br.

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