Sobre amor e casamento

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma companheira que lhe seja suficiente. (Gênesis 2.18)

Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que “já não se amam mais”, como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas.

Talvez por estas duas razões – o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência – nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo “até que a morte vos separe” cresce a cada dia.

Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessidade de desmistificar este conceito de amor que serve de base para a vida a dois. Afinal de contas, o que é o amor conjugal? Para muitas pessoas, o amor conjugal é confundido com a paixão. Paixão é aquela sensação arrebatadora que nos faz girar por algum tempo ao redor de uma pessoa como se ela fosse o centro do universo e a única razão pela qual vale a pena viver. Esta paixão geralmente vem acompanhada de uma atração quase irresistível para o sexo, e não raras vezes se confunde com ela. Assim, palavras como amor, paixão e tesão acabam se fundindo e tornando-se quase sinônimas.

Este conceito de amor justifica afirmações do tipo “sem amor nenhum casamento sobrevive”, “sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena”, “é o sexo apaixonado que dá o tempero para o casamento”.

Minha impressão é que todas estas são premissas absolutamente irreais e falsas. Deus justificou a vida entre homem e mulher afirmando que não é bom estar só. Nesse sentido, casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase.

Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao final do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia.

Casamento tem a ver com a certeza da presença no dia do fracasso, e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com ânimo, esperança, estímulo, valorização, dedicação desinteressada, solidariedade, soma de forças para construir um futuro satisfatório. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos … a certeza de que, na pior das hipóteses e quaisquer que sejam as peças que a vida possa nos pregar, sempre teremos alguém ao lado.

Nesse sentido, não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado. Uma coisa é transar com um corpo, outra é transar com uma pessoa. Quão mais valiosa a pessoa, mais prazeroso e intenso o sexo. Quão menos valorizada a pessoa, mais banal a transa.

Assim, creio que podemos resumir a vida a dois, entre homem e mulher, conforme idealizada por Deus, em três palavras que descrevem um casal bem sucedido…

Um casal bem sucedido é um par de amantes.

Um casal bem sucedido é um par de amigos.

Um casal bem sucedido é um par de aliados.

São três letras A que fornecem a base de uma relação duradoura. Amante se escreve com A. Amigo se escreve com A. Aliado se escreve com A. E não creio ser mera coincidência o fato de que todas as três, amante, amigo e aliado, se escrevem com A… A de AMOR.

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Fonte: Pr. Ed Renê Kivit, publicado no site www.creio.com.br.

Dez dicas para não se casar com a pessoa errada

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Relacionamento

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Com a taxa elevada de divórcio, aparentemente pessoas demais estão cometendo um grave erro ao decidir com quem pretendem passar o resto de sua vida. Para evitar tornar-se uma “estatística”, tente interiorizar estes dez pontos a fim de não entrar em uma “fria”.

1. Você escolhe a pessoa errada porque espera que ele/ela mude depois do casamento.

O erro clássico. Nunca despose um potencial. A regra de ouro é: Se você não pode ser feliz com a pessoa como ela é agora, não se case. Como disse, muito sabiamente, um colega meu: “Na verdade, pode-se esperar que alguém mude depois de casado… para pior!”

Portanto, quando se trata da espiritualidade, caráter, higiene pessoal, habilidade de se comunicar e hábitos pessoais de outra pessoa, assegure-se de que pode viver com estes como são agora.

2. Você escolhe a pessoa errada porque se preocupa mais com a química que com o caráter.

A química acende o fogo, mas o bom caráter o mantém aceso. Esteja consciente da síndrome “Estar apaixonado”. “Estou apaixonado” freqüentemente significa “Sinto atração física.” A atração está lá, mas você averiguou cuidadosamente o caráter dessa pessoa?

Aqui estão quatro traços de personalidade para serem definitivamente testados:

Humildade: Esta pessoa acredita que “fazer a coisa certa” é mais importante que o conforto pessoal?

Bondade: Esta pessoa gosta de dar prazer aos outros? Como ela trata as pessoas com as quais não tem de ser agradável? Ela faz algum trabalho voluntário? Faz caridade?

Responsabilidade: Posso confiar que esta pessoa fará aquilo que diz que fará?

Felicidade: Esta pessoa gosta de si mesma? Ela aprecia a vida? É emocionalmente estável?

Pergunte-se: Eu desejo ser como esta pessoa? Quero ter um filho com esta pessoa? Gostaria que meu filho se parecesse com ela?

3. Você fica com a pessoa errada porque o homem não entende aquilo que a mulher mais precisa.

Homens e mulheres têm necessidades emocionais específicas, e quase sempre, é o homem que simplesmente “não consegue.” A tradição judaica coloca sobre o homem o ônus de entender as necessidades emocionais de uma mulher, e de satisfazê-las.

Para a mulher, o mais importante é ser amada – sentir que é a pessoa mais importante na vida do marido. O marido precisa dar-lhe atenção consistente e verdadeira.

Isso fica mais evidente na atitude do judaísmo para com a intimidade sexual. A Torá obriga o marido a satisfazer as necessidades sexuais da mulher. A intimidade sexual é sempre colocada em termos femininos. Os homens são orientados para um objetivo, principalmente quando se trata desta área. Como disse certa vez uma mulher inteligente: “O homem tem duas velocidades: ligado e desligado.” As mulheres são orientadas pela experiência. Quando um homem é capaz de trocar as marchas e torna-se mais orientado pela experiência, descobrirá o que faz sua esposa muito feliz. Quando o homem se esquece de suas próprias necessidades e se concentra em dar prazer à mulher, coisas fantásticas acontecem.

4. Você escolhe a pessoa errada porque vocês não partilham metas de vida em comum e prioridades.

Existem três maneiras básicas de nos conectarmos com outra pessoa:

1. Química e compatibilidade

2. Partilhar interesses em comum

3. Compartilhar o mesmo objetivo de vida

Assegure-se de que você compartilha o profundo nível de conexão que objetivos de vida em comum proporcionam. Após o casamento, os dois crescerão juntos ou crescerão separados. Para evitar crescer separado, você deve entender para que “está vivendo” enquanto é solteiro – e então encontrar alguém que tenha chegado à mesma conclusão que você.

Esta é a verdadeira definição de “alma gêmea.” Uma alma gêmea tem o mesmo objetivo – duas pessoas que em última instância compartilham o mesmo entendimento ou propósito de vida, e portanto possuem as mesmas prioridades, valores e objetivos.

5. Você escolhe a pessoa errada porque logo se envolve sexualmente.

O envolvimento sexual antes do compromisso de casamento pode ser um grande problema, porque muitas vezes impede uma completa exploração honesta de aspectos importantes. O envolvimento sexual tende a nublar a mente da pessoa. E uma mente nublada não está inclinada a tomar decisões corretas.

Não é necessário fazer um “test drive” para descobrir se um casal é sexualmente compatível. Se você faz a sua parte e tem certeza que é intelectual e emocionalmente compatível, não precisa se preocupar sobre compatibilidade sexual. De todos os estudos feitos sobre o divórcio, a incompatibilidade sexual jamais foi citada como o principal motivo para as pessoas se divorciarem.

6. Você fica com a pessoa errada porque não tem uma profunda conexão emocional com esta pessoa.

Para avaliar se você tem ou não uma profunda conexão emocional, pergunte: “Respeito e admiro esta pessoa?”

Isso não significa: “Estou impressionado por esta pessoa?” Nós ficamos impressionados por um Mercedes. Não respeitamos alguém porque tem um Mercedes. Você deveria ficar impressionado pelas qualidades de criatividade, lealdade, determinação, etc.

Pergunte também: “Confio nesta pessoa?” Isso também significa: “Ele ou ela é emocionalmente estável? Sinto que posso confiar nele/nela?”

7. Você se envolve com a pessoa errada porque escolhe alguém com quem não se sente emocionalmente seguro.

Faça a si mesmo as seguintes perguntas: Sinto-me calmo, relaxado e em paz com esta pessoa? Posso ser inteiramente eu mesmo com ela? Esta pessoa faz-me sentir bem comigo mesmo? Você tem um amigo realmente íntimo que o faz sentir assim? Assegure-se que a pessoa com quem vai se casar faz você sentir-se da mesma forma!

De alguma maneira, você tem medo desta pessoa? Você não deveria sentir que é preciso monitorar aquilo que diz porque tem medo da reação da outra pessoa. Se você tem receio de expressar abertamente seus sentimentos e opiniões, então há um problema com o relacionamento.

Um outro aspecto de sentir-se seguro é que você não sente que a outra pessoa está tentando controlá-lo. Controlar comportamentos é sinal de uma pessoa abusiva. Esteja atento para alguém que está sempre tentando modificá-lo. Há uma grande diferença entre “controlar” e “fazer sugestões.” Uma sugestão é feita para seu benefício; uma declaração de controle é feita para o benefício de outra pessoa.

8. Você fica com a pessoa errada porque você não põe todas as cartas na mesa.

Tudo aquilo que o aborrece no relacionamento deve ser trazido à baila para discussão. Falar sobre aquilo que incomoda é a única forma de avaliar o quão positivamente vocês se comunicam, negociam e trabalham juntos. No decorrer de toda a vida, as dificuldades inevitavelmente surgirão. Você precisa saber agora, antes de assumir um compromisso: Vocês conseguem resolver suas diferenças e fazer concessões que sejam boas para ambas as partes?

Nunca tenha receio de deixar a pessoa saber aquilo que o incomoda. Esta é também uma maneira para você testar o quanto pode ficar vulnerável perante esta pessoa. Se você não pode ser vulnerável, então não pode ser íntimo. Os dois caminham juntos.

9. Você escolhe a pessoa errada porque usa o relacionamento para escapar de problemas pessoais e da infelicidade.

Se você é infeliz e solteiro, provavelmente será infeliz e casado, também. O casamento não conserta problemas pessoais, psicológicos e emocionais. Na melhor das hipóteses, o casamento apenas os exacerbará.

Se você não está feliz consigo mesmo e com sua vida, aceite a responsabilidade de consertá-la agora, enquanto está solteiro. Você se sentirá melhor, e seu futuro cônjuge lhe agradecerá.

10. Você escolhe a pessoa errada porque ele/ela está envolvido em um triângulo.

Estar “triangulado” significa que a pessoa é emocionalmente dependente de alguém ou de algo, ao mesmo tempo em que tenta desenvolver um outro relacionamento. Uma pessoa que não se separou de seus pais é o exemplo clássico de triangulação. As pessoas também podem estar trianguladas com objetos, tais como o trabalho, drogas, a Internet, passatempos, esportes ou dinheiro.

Assegure-se de que você e seu parceiro estejam livres de triângulos. A pessoa apanhada em um triângulo não pode estar emocionalmente disponível por completo para você. Você não será a prioridade número um. E isso não é base para um casamento.

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Fonte: Regional Grupos. Publicado no site www.creio.com.br.

Eliminando o estresse do casamento

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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Os empregadores lutam contra o fato de que mais de 50% da perda de dias trabalhados ocorre devido a problemas ligados ao estresse. Muitas pessoas sofrem em decorrência de sintomas da vida ocupada e sob pressão; elas não conseguem manter um bom desempenho em seus empregos e igualmente são incapazes de fazê-lo no casamento e na vida familiar.

Eventos marcantes da vida atuam como uma enorme fonte de estresse. Quando pensamos nos acontecimentos que nos causam ansiedade nossa tendência é enfatizar o pior, como a falência, a morte ou o divórcio. Estas são as principais fontes de pressão mas não são as únicas. Até mesmo as situações de alegria podem deixar nossos relacionamentos sob pressão e elevar nosso nível de tensão. O nascimento de um bebê, a ida dos filhos para a escola pela primeira vez, ou jovens saindo de casa para a faculdade podem gerar enorme pressão. Um casamento na família pode ser particularmente estressante devido a todos os interesses familiares envolvidos.

O estresse é identificado quando o corpo começa a reagir à tensão constante e começa a desmoronar, o que só acontece após um longo processo de “esgotamento” devido às preocupações diárias. Inúmeros problemas de saúde são associados ao estresse incluindo problemas cardíacos, câncer, depressão, deficiência imunológica, dores de cabeça, perda de memória e obesidade.

Casamentos sob estresse podem ter sintomas semelhantes; quase sempre quando os problemas surgem no relacionamento, eles são um sintoma de tensão e pressão já existente há anos. Os problemas no casamento incluem: ausência de comunicação, solidão, discussões, separação e divórcio.

Talvez você sinta pressão em seu casamento, mas não possa atribuí-la aos principais fatores já mencionados. Todavia isso não significa que seu casamento não esteja sentindo os efeitos do estresse.

Um tornado pode atingir uma cidade e causar destruição em poucos segundos, os danos são terríveis e o projeto de reconstrução parece impossível. Igualmente a erosão pode causar devastação num terreno, mas o processo é muito mais lento, é um processo gradual e subterrâneo, mas ao final produz os mesmos resultados.

Controvérsias diárias se não resolvidas podem, pouco a pouco, erodir um relacionamento, pequenas coisas como: meias deixadas no chão, reclamações, o estresse da manutenção do lar e críticas podem, lentamente, causar a pressão no casamento. A pressão pode ser contida por um tempo, mas no fim o refluxo pode ser tanto uma explosão quanto um colapso emocional.

Então o que você pode fazer para lidar com o estresse no relacionamento? Observe que nós não perguntamos o que você pode fazer para evitar o estresse. Esta seria uma tarefa impossível no mundo em que vivemos, contudo há coisas que podemos fazer para trazer algum alívio.

Derrotando o estresse no casamento 

  1. Diminua o ritmo – identifique as coisas que possam ser ‘deixadas de lado’ e que causem pressão.
  2. Reserve tempo para conversarem entre si.
  3. Lembre-se que todas as coisas cooperam para aqueles que amam a Deus.
  4. Passem tempo como casal, encontrem uma atividade que vocês dois gostem e divirtam-se juntos.
  5. Resolvam os problemas juntos ao invés de tentar solucioná-lo sozinho.
  6. Sexo, uma vida amorosa sadia em seu casamento reduzirá o estresse.
  7. Orçamento – estabeleça um orçamento e viva dentro dele.
  8. Compreenda que mudanças levam tempo, não tenha metas irreais.
  9. Durma, você precisa de pelo menos sete horas ou mais para ficar bem.
  10. Tente identificar as coisas que são as maiores fontes de estresse, uma vez que você conheça os tigres desenvolva estratégias para vencer cada um deles. (Por exemplo, se perder as chaves gera discussão arrume um lugar onde elas sempre possam ser encontradas).
  11. Todos os dias reservem tempo para orar e ler a Bíblia, juntos.
  12. Resolva logo os problemas.
  13. Semeie a semente certa. Ao invés de dizer “Eu não consigo” declare a Palavra de Deus “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”.

Alguns dados sobre o estresse

  1. Mais de 90% de todas as visitas dos médicos da família são geradas devido a problemas ligados ao estresse.
  2. Os gastos com saúde são aproximadamente 50% maiores para trabalhadores que apresentam elevado nível de estresse. 
  3. 40% da renovação de pessoal nas empresas é devido ao estresse.
  4. As mulheres que trabalham tempo integral e possuem filhos menores de treze anos apresentam os maiores níveis mundiais de estresse.

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Publicado no site www.2equal1.com .

Felicidade e fidelidade no casamento – o que é mais importante?

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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Apesar da origem divina, da beleza e da bênção do casamento, ele não é um relacionamento fácil. Aliás, é muito difícil. As muitas separações e os muitos divórcios, bem como a tendência cada vez maior de uniões temporárias e informais, sem compromissos mútuos, o comprovam.

O casamento parece muito simples e muito fácil na fase de descoberta da pessoa amada. Parece muito fácil nas fases seguintes de aproximação progressiva (namoro, noivado e casamento), na lua-de-mel e nos primeiros anos de vida conjugal.

O casamento é difícil por várias razões, especialmente por causa das diferenças entre os cônjuges. São duas pessoas de sexos diferentes — fisiologia diferente, sentimentos diferentes, momentos críticos diferentes, emoções diferentes. São duas pessoas de temperamentos diferentes — não há duas pessoas iguais nem entre aquelas que têm o mesmo pai e a mesma mãe, e a mesma educação. São duas pessoas de históricos diferentes — até mesmo quando são da mesma raça, da mesma religião, da mesma pátria, da mesma cultura e do mesmo nível socioeconômico.

Um cônjuge não pode submeter o outro. Nem o homem nem a mulher. Ambos precisam aprender a arte de conviver — “viver em comum com outrem em intimidade, em familiaridade” (Aurélio), viver com ou ao lado do cônjuge. Ninguém precisa ter medo de ler os deveres conjugais apontados por Paulo em Efésios 5.22, 33. Nem as mulheres, nem os homens, nem os pastores, a não ser que a leitura seja machista (problema antigo) ou feminista (problema moderno). Paulo é muito equilibrado e combina a submissão feminina com o amor masculino, ou este com aquela. Gasta duas vezes mais palavras com o marido que com a esposa. E a referência para ambos é o casamento de Jesus Cristo com a Igreja.

Os ministros religiosos que celebram casamento precisam mudar o discurso de anos a fio. Temos enfatizado mais a fidelidade do que a realização pessoal dos cônjuges. É nosso dever dar a mesma importância à fidelidade e à felicidade, pois uma leva à outra e vice-versa. A felicidade conjugal torna quase impossível o adultério, e a fidelidade conjugal torna quase impossível a abertura de feridas de cura demorada e sofrida.

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Texto publicado na Revista Ultimato, Edição 294 – Maio-Junho 2005.

Família: Qual casa é a sua?

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Princípios Bíblicos

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por Pr. Sérgio Gonçalves Prado

 

Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante.  É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída. Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa (Lucas 6:47-49).

O texto acima descreve a comparação usada por Jesus para definir uma pessoa que pratica seus ensinamentos e outra que apenas os ouve. Embora o sentido original tenha sido este, gostaria de sugerir que pensássemos na situação das famílias em nossos dias.

No versículo 48, é apresentada por Jesus uma casa, que fora construída com cuidado e atenção, com fundamento sólido e profundo, cujos ventos e as tempestades, por mais rijos que fossem, não podiam abalá-la de forma alguma. Esta é a casa de verso 48. Já no seguinte, Jesus faz referência a uma casa que, embora construída, nota-se fragilidade e descaso no processo de sua construção, o que resultou em desabamento após situações inesperadas que surgiram contra aquela casa. A esta, daremos o número 49.

Embora o texto se refira a uma casa no sentido literal, podemos aplicar a expressão “casa” ao contexto de uma família. A partir desta aplicação, pergunto: Qual é a sua casa? A de número 48 ou 49?

Antes de tudo, para não falharmos no quesito honestidade, precisamos admitir que uma casa não se define apenas pelas paredes levantadas – o que aparentemente se vê. Por isso, é de suma importância observar seu alicerce, onde e como está seu fundamento. Portanto, assim como uma casa sem alicerce pode aparentar o que não é de fato, da mesma forma pode ocorrer com nossa família: viver de maneira teatral.

A maneira como os pais vivem no casamento, a forma como aplicam a si mesmos as instruções impostas aos filhos e o modo como se relacionam com Deus, demonstram de verdade como está o alicerce desta família.

Lembro-me de um caso que aconteceu há alguns anos na cidade do Rio de Janeiro, que se referia a um conjunto de edifícios que desabara pelo fato de a construtora ter desprezado as considerações técnicas sobre fundamento e construção (mais tarde, com base em diversas investigações, a polícia constatou que a construtora usou areia de praia no processo de concretagem das vigas de sustentação dos prédios, o que, sem dúvida, era proibido). Até hoje, famílias inteiras sofrem por terem perdido não apenas sua moradia, bem como todos os pertences pessoais. Mas algo muito mais valioso, uma história toda foi derrubada naquele lugar.

Este exemplo deve chamar nossa atenção para o fato de que o pior estado de uma casa mal fundamentada não se resume apenas no desabamento, mas na destruição da história das pessoas que nela moravam. Sendo assim, o maior sofrimento para uma família que vive de forma aparente, não se dá somente pela descoberta de fatos que não foram trabalhados ao longo da vida, mas no rompimento da história dos relacionamentos familiares. Diante disso, voltamos à velha pergunta: Qual casa é a sua?

Outro trecho da palavra de Deus nos incita a pensar sobre qual fundamento temos implantado em nossa família: se na verdade, na justiça e no amor de Deus, ou em qualquer outro que não dará sustentação suficiente ante os dias caóticos em que qualquer família no mundo está sujeita a enfrentar.

Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção (Salmo 127.1a – NVI).

Neste texto, Salomão, até por razão de suas tristes experiências familiares, esclarece-nos o fato de que qualquer família que almeja viver de modo saudável, apenas o viverá se aplicar os princípios de Deus estabelecidos em Sua Palavra. Do contrário, tudo o que se emprega pode ser passageiro, pois não se traduz como um estilo de vida para cada membro da família.

Por fim, é muito bom saber que muitos especialistas no assunto Família afirmam que a boa convivência familiar gera bem-estar, segurança, e até mesmo saúde física e mental. Entretanto, vale lembrar que qualquer bom convívio familiar que não se baseia em princípios eternos como a Palavra de Deus será apenas mais um instante raro de felicidade familiar, e não um estilo de vida duradouro. Significa morar na casa de número 49 com pintura reformada – a cor é nova, mas a casa continua sendo a mesma. Pense nisto! 

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Sérgio Gonçalves Prado é pastor da Igreja Aliança Eterna das Nações em Koga (Shiga, Japão).
* Este artigo comenta a matéria
Família, a grande fonte da saúde, de Cilene Pereira, Mônica Tarantino e Renata Cabral (Revista IstoÉ On-line, 30/04/2008)

Ingredientes para um casamento feliz

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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Deus criou, designou e planejou o casamento. Então ele iniciou um plano para assegurar a sua eficácia. Este plano é apresentado na Bíblia, e, no livro de Efésios, é chamado de “caminhada” dos crentes. Biblicamente, esta “caminhada” mostra como o crente deve viver dia após dia, progredindo em obediência e ouvindo cuidadosamente a voz de Deus, à proporção que ele fala através de sua Palavra. Longe deste plano de obediência a Deus, em nossas vidas, será extremamente difícil alcançarmos um relacionamento de amor e que dure para sempre. Com a liderança e ajuda de Deus, à medida que o casal progride e cresce em amor, um casamento feliz está assegurado. Bem… não totalmente. Para isso, são necessários dois ingredientes, sempre e para sempre. Um dos ingredientes é a oração, pois, sem o poder de Deus esta caminhada em amor será impossível. O outro ingrediente é a determinação, por parte do casal, de trabalhar efetivamente em seu relacionamento. O casamento não pode ser conduzido por um piloto automático. Se comprometidos com estes ingredientes, será possível um casal construir um relacionamento que reflita o amor de Cristo por sua Igreja.

Enfrentando crises no casamento

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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O fundamento do casamento

 

A mentalidade utilitarista tem tomado conta da sociedade moderna, onde cada um busca o que é seu. É a mentalidade egoísta da auto-satisfação e do proveito próprio (cada um quer levar vantagem em tudo). É aquele patrão que suga do empregado e depois o dispensa quando este já não lhe interessa mais. A mesma mentalidade descartável se observa no casamento, quando as pessoas parecem mais perguntar: “que vantagem que eu levo?”

Do que “o que é que eu estou trazendo para o casamento?”. Os votos e os compromissos do casamento, tais como: “na felicidade ou na desventura, em riqueza ou na pobreza, com saúde ou enfermo(a)… até que a morte nos separe”, são quebrados com a maior facilidade. Assim, quase tudo se torna desculpa para a separação e o divórcio. Infantilidade e leviandade são uma constante em nossa sociedade. Os casais não se esforçam mais como antigamente para enfrentar e superar os obstáculos que surgem ao casamento. Não unem mais suas forças para remover o obstáculo ou superá-lo com criatividade e disposição. Mas, afinal, o que é o casamento? Seria meramente um contrato social entre duas pessoas? O que deve sustentar um casamento? A falta de amor seria desculpa legítima para se dissolver um casamento? Dietrich Bonhoeffer escreveu um sermão para o casamento de uma sobrinha sua. Disse ele: “O casamento é maior do que o amor que vocês têm um pelo outro.

Ele tem em si grande dignidade e força por ser a ordenança santa através da qual Deus planejou a perpetuação da raça humana, até o fim dos tempos. No amor que os une, vocês vêem apenas a si mesmos no mundo, mas ao se casarem tornam-se um elo na cadeia das gerações que Deus faz aparecer e partir para sua glória, chamando-as para o seu reino. Em seu amor, vocês vêem apenas o sétimo céu da sua felicidade, mas no casamento recebem uma posição de responsabilidade perante o mundo e a raça humana. Seu amor é propriedade particular, mas o casamento não pertence a vocês; é um símbolo social, uma função de responsabilidade.”

Nossa sociedade tem perdido o senso da importância da aliança. Cada dia que passa, as pessoas estão levando menos a sério os votos e os compromissos de fidelidade. O número de divórcios tem aumentado em ritmo muito acelerado e preocupante. Parece que as pessoas em geral não estão nem aí para o fato de Deus odiar o divórcio (Malaquias 2.10-16). Pensam que o divórcio é a solução para os problemas de relacionamento. Perderam o temor do Senhor que é base de sustentação dos relacionamentos humanos como ensinou o apóstolo Paulo (Ef 5.21, 22 e 25; Cl 3.18). Paulo ressalta as expressões “no temor do Senhor”, “como ao Senhor” e “como convém no Senhor”, mostrando que, respeitando a Deus e buscando agradá-lo, encontraremos uma maneira de nos entendermos bem com a outra pessoa. Temos aí um bom fundamento para a solução das diferenças, crises e problemas do casamento. Então, o casal, no temor do Senhor, deve levar a sério sua aliança e compromisso; ambos devem procurar nutrir o amor e o afeto. Cada um deve se esforçar por preservar a unidade, a harmonia, promovendo, assim, a felicidade do lar. É possível quando se tem vontade, quando se tem fé e quando se busca amar.

Enfrentando crises e dificuldades no casamento:

Algumas áreas de atrito:

  1. Comportamento: Temperamento – reagimos de modo diferente, etc.
  2. Psicológicos: traumas e feridas na alma (necessário ser sensível ao cônjuge, conhecer seus dilemas interiores, seus traumas familiares: maneira como foi criada, etc.).
  3. Criação: hábitos fortíssimos e arraigados (toalhas e roupas jogadas; limpeza e higiene; etc.).
  4. Gostos diferentes.
  5. Supervalorização do irrisório, se faz uma tempestade num copo d’água (ronco, por exemplo).
  6. Decisões e escolhas; decisões pessoais e profissionais (o marido, por exemplo, que vive trocando de emprego e comunica depois a esposa; mudança, compras, etc – o ideal seria uma profunda participação nas decisões mútuas).
  7. Finanças.
  8. Intromissões de familiares e amigos; como deve ser o relacionamento com os sogros? Quem deve estabelecer os limites? Como evitar problemas nesta área? Como solucionar os já existentes?
  9. Sexo e afeto.
  10. Quando o cônjuge é negligente para com as suas responsabilidades;
  11. Vícios.
  12. Falta de Comunicação; palavras duras e cruéis; carência de palavras amigas e cheias de afeto; falta de elogios em particular e em público.
  13. Ciúmes.
  14. Infidelidade, mentiras.

O que fazer quando brigamos? Somos humildes para reconhecer os nossos erros ou sempre nos justificamos? Sabemos pedir perdão? Somos maduros o suficiente para perdoar e buscar a reconciliação? Tomamos a iniciativa para a reaproximação ou ficamos esperando que o outro o faça? Estamos dispostos a renunciar aquilo que estorva nosso relacionamento conjugal e familiar, abandonando uma atitude egoísta e buscando o bem comum a todos? O que cada cônjuge pode fazer para melhorar o seu casamento?

O que fazer quando o amor esfria ou acaba? A falta de amor não deve ser usada como desculpa para a separação. Vimos acima que o amor não é a base para o casamento, mas que é o compromisso do casamento levado a sério que deve servir de base para a edificação e resistência do amor. O amor não é opção é mandamento. É dever de um cônjuge amar o outro. Amor é verbo, é ação. O amor não é algo externo a nós, como um raio que cai sobre nós, a respeito do qual não podemos fazer nada. Somos responsáveis pelo amor. Não podemos dizer: “não amo mais, acabou. O que me resta fazer agora senão desistir? Ou, o que posso fazer já que não amo mais?”. Pois, na verdade, você pode fazer muito. Você pode amar! Você pode investir no amor, plantar, regar, cultivar, fazer crescer. O amor é arma poderosa que pode transformar toda e qualquer situação. Plante o amor e colherá o fruto da felicidade. Devemos amar assim como Deus nos amou, de maneira incondicional. Mas, muitos dizem: “Eu amarei se ele(a) fizer isso e aquilo.” O imediatismo e o utilitarismo presentes em nossa sociedade faz com que a maioria não esteja disposta a suportar as frustrações geradas pelas relações humanas, o que gera ruptura prematura das relações de amor e amizade, não concedendo a elas o tempo necessário e a chance de sobreviver e de se solidificar. Maturidade é saber se impor frustração em curto prazo para colher satisfação a médio e longo prazo. Você está disposto a investir amor no seu casamento?

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Fonte: Igreja Metodista Livre do Brasil publicado no site www.ejesus.com.br .

Entre o amor e a razão

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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por Marcelo Ferreira

A questão do limite mútuo no casamento – o que fazer e como agir?

Que o amor é lindo, ninguém duvida. Mas como sustentar a beleza desse amor no contexto do casamento quando surge a questão dos limites? No calor dos conflitos e dilemas, emergem questões outras ainda mais sagazes: ceder ou não? Aceitar ou recusar? 

Não é raro encontrar casais recém casados ou casados há bastante tempo reclamarem um do outro quanto à questão dos limites. Não é preciso visitar um consultório particular de um psicólogo, um psiquiatra ou um especialista na área para se constatar isso. Esse fato salta aos olhos e aos ouvidos de qualquer um, em qualquer lugar. Basta, por exemplo, estar num ônibus rumando para casa ou para algum compromisso para, de repente, se deparar com a cena de duas mulheres ou dois homens trocarem queixas entre si do relacionamento (marido e mulher, claro), alegando que não é respeitado em relação aos limites impostos.

A questão dos limites tem sido motivo de tanta preocupação não só por parte de especialistas e entendidos da área, mas também por parte de pais, educadores, diretores de escola, professores e todos aqueles que lidam com as mazelas e vicissitudes humanas. A razão e o estopim de tudo são uma só: a violência cada vez mais precoce e desenfreada. As estatísticas e manchetes estão aí.

Os doutores Henry Cloud e John Towsend, ambos PhD em psicologia clínica, são autores da série de livros intitulada Limites. Eles abordam o assunto em diversas áreas do relacionamento, como no casamento e na criação dos filhos. Em sua pertinente obra, Limites no Casamento (Editora Vida), eles mostram que tipo de conflitos podem surgir quanto não há limites no casamento, e o que fazer quando um ou outro não os aceitam. De “quebra”, eles deixam claro o que pensam aqueles que não gostam de limites. “As pessoas que não respeitam os limites dos outros em geral têm um único lema na vida: faço apenas o que quero.” Segundo explicam, a razão de tal comportamento: “Quem é avesso aos limites reage dessa forma porque realmente acredita que o limite – qualquer que seja – seja injusto e ofensivo.”

Como então agir nesses casos? Eles dão algumas dicas. Aqui vão elas *:

- Não negue nem minimize a situação se o problema de limites for grave. De nada adianta fugir da verdade;

- Não desconsidere a situação, esperando as coisas melhorarem. O tempo por si só não cura a imaturidade;

- Não fique mais complacente e afetuoso, achando que o amor conserta tudo. O caráter precisa mais do que o amor para amadurecer;

- Não seja implicante. Ficar repetindo a mesma coisa não vai mudar nada (Pv 21.9);

- Não se deixe surpreender toda vez com o comportamento do seu cônjuge. É uma reação defensiva comum de quem ainda tem esperança. Se uma pessoa inconseqüente não sofrer nenhuma pressão externa, continuará inconseqüente. As coisas não vão mudar enquanto você não começar a fazer mudanças em seu relacionamento;

- Não jogue a culpa no outro. Dificilmente os conflitos de limites no casamento têm um lado totalmente inocente e outro lado totalmente culpado. Reconheça a sua parte no problema, tirando a trave de seu próprio olho (Mt. 7:5);

- Não assuma toda a responsabilidade pelo problema. Se você eximir o seu cônjuge da parte que lhe cabe, vai piorar ainda mais o problema (Pv. 19:9).

Essas dicas são válidas e estão inseridas num contexto em que a falta de limites está relacionada à falta de caráter, quando o cônjuge sabe o que está sentindo e pensando, mas menospreza os limites que você impõe e até os resiste. Nesse contexto e caso, dizem os autores, o problema deve ser tratado isoladamente, ou seja, só um dos cônjuges – no caso, o que está sendo menosprezado, já que ambos são como adversários. Eles, os autores, recomendam que o problema não deve ser tratado em conjunto, ou seja, o companheiro procurar o companheiro e solucionar a questão. Cloud e Towsend explicam. “Como uma criança irritada, seu cônjuge não vai gostar quando você entrar no universo dos limites… Não espere a cooperação de seu cônjuge.” Uma boa dica nesse caso seria procurar auxílio de terceiros, junto a pessoas de confiança, que sirvam de intermediários. 

A questão dos limites é um problema universal, a despeito da cor da pele, classe social, formação acadêmica. Afinal, quem gosta de receber um “não” como resposta? Domar a carne e a índole humanas não é tarefa das mais fáceis, mesmo para o mais espiritual dos homens. A Bíblia está recheada de exemplos de homens e mulheres que sempre tiveram dificuldades para lidar com seus limites e com os limites dos outros. E o preço que tiveram que pagar por infringir regras foi altíssimo.

Assim, se considerarmos que educação vem do berço e que é de lá que se inicia todo o processo de amadurecimento, que se estende por toda a vida, quanto mais cedo os pais, professores e educadores passarem a orientar, a ensinar e a educar as crianças, melhor será para todos. Porque respeito é bom, e todo mundo gosta. Inclusive Deus.

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Fonte: Artigo extraído do site www.lagoinha.com, escrito pelo jornalista Marcelo Ferreira.

Atitudes amorosas

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Namoro e Noivado

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Você sabe que se casou com o cônjuge certo. Depois de dois anos (ou cinco, ou dez) vocês continuam a se amar muito. As brigas e desavenças ocasionais não abalam sua certeza de viver um bom casamento. No entanto, às vezes, você sente lá no fundo que poderia haver uma intimidade maior, uma ligação ainda mais forte entre os dois.

O nível de sentimentos que une duas pessoas num casamento não deveria nunca estacionar. Para uma união ser forte e feliz, precisa evoluir e crescer todos os dias. O que as pessoas não percebem é que há sempre um patamar mais alto de intimidade a ser alcançado. Os casais precisam entender que há sempre um lado ignorado do indivíduo e do relacionamento a ser explorado.

Na verdade realizar esse processo de exploração exige pelo menos cinco atitudes amorosas que devem ser seguidas, lembrando-se que elas não se aplicam apenas a ocasiões especiais ou situações de crise. Essas atitudes produzirão eficiência se adotadas no dia a dia, como uma espécie de medicina preventiva. Elas não apenas fortalecerá seu casamento, mas ajudará a prevenir a chegada de tempestades.

Manter o clima de namoro — Uma das definições de namorar é mostrar a seu parceiro que se sente atraído por ele. Infelizmente, várias atitudes típicas do namoro acabam quando o casamento começa. Se quer ficar mais próximo de seu cônjuge, é essencial manter o espírito que floresceu enquanto namoravam. Do contrário, o casamento pode parecer mais um contrato de deveres e responsabilidades. O que acaba com o namoro no casamento é a rotina. O que mata o relacionamento é sentir que “o outro é meu, e não é mais ele”; quando o outro perde a individualidade, ele deixa de ser alguém que se atrai.

O amor e cumplicidade entre um casal cresce visivelmente quando eles retomam os gestos amorosos, tornam-se solidários em todos os momentos.

Muitos especialistas observam que os gestos de sedução não deve ser optativo, se você espera a verdadeira intimidade conjugal. O importante é não ficar querendo repetir o namoro do passado, aquele que não dá mais, até porque os dois não são mais os mesmos.

Correr riscos juntos — A vida adulta nos encarrega de tantas responsabilidades que é muito fácil sentir que tudo é tão previsível. Um jeito de corrigir isso, é fazer coisas novas a dois. Escolha um lugar desconhecido, sintam necessidade de falar sobre o que estão vivenciando, e isso os levará a se conhecerem melhor. Vocês vivem a situação juntos e compartilham reações e pensamentos, começando desta forma a se ver sob uma nova luz – emocional, intelectual e sexual.

Mostrar sua face secreta — Quando duas pessoas começam a namorar, sentem uma enorme necessidade de compartilhar as coisas do dia-a-dia e os projetos. Com o passar dos anos, o excesso de responsabilidades e a falta de tempo fazem a maioria de nós “esquecer” de conversar sobre isso. Se quer que seu casamento amadureça, precisa discutir com seu parceiro os projetos (pequenos ou grandes) que são importantes para você. É claro que a desinformação pode preservá-los de alguns conflitos: não precisará se preocupar com que o outro pensa ou expor-se a uma crítica. Mas terão perdido uma oportunidade de ouro para estreitarem seus laços.

Se não é possível para os dois sentar e conversar depois do trabalho, planejem passar algum tempo juntos à noite, depois de colocar as crianças para dormir. Esqueça televisão e adie as tarefas domésticas. Enquanto um estiver tomando banho, fique junto no banheiro para conversar.

Cultivar os sonhos — Quando duas pessoas se apaixonam e começam a se conhecer, quase sempre falam sobre as coisas que gostariam de fazer, criar ou conquistar “algum dia”. Anos depois, no entanto, muitos casais descobrem que os sonhos mais caros a cada um viraram cinzas, enquanto se esforçavam para atender as obrigações da vida.

Poucas coisas são mais importantes para o sucesso de um casamento que incentivar e assumir claramente os sonhos juvenis do outro. Esse encorajamento mútuo não deve ser confundido com um comportamento toma lá dá cá. Num relacionamento saudável ninguém fica cobrando. Isso pode destruir um casamento. Alguns casais partilham sonhos que nada tem de espetaculares, mas o empenho e o encorajamento mútuos permitem o mesmo efeito.

Demonstrar admiração — O que levou você a se apaixonar por seu cônjuge? Com certeza, ele possui características que você admira. Mas os anos de casamento faz muitos casais se esquecerem de como é importante a arte de elogiar. Ela é vista como parte essencial do flerte e do namoro, mas não da vida conjugal. Você se encanta com um gesto, mas está no meio de uma conta do orçamento e deixa para elogiá-lo mais tarde e o elogio é esquecido. Começa a achar que essas coisas são insignificantes diante de tantas responsabilidades e também tudo já foi dito antes. Afinal, ele sabe o que você pensa. Mas ele não tem tanta certeza e precisa que você lhe diga. Ao dar pouca importância a esse gesto, você pode estar colocando em risco as bases em que seu casamento foi construído — o amor e admiração que um tem pelo outro. Lisonjear a pessoa amada funciona como um seguro contra as críticas que somos compelidos a fazer de vez em quando. Logo, pense em elogiar como um modo de manter seu cônjuge informado do seu amor.

Desígnio de Deus para o casamento

Publicado por Vera Leitão em Casamento, Homem, Mulher

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1 – Um homem e uma mulher refletem a imagem de Deus e são um complemento um do outro (Gn 1.27-28). Um dos melhores lugares para ter um retrato vivo da imagem de Deus é um casamento devoto.

2 – A mulher e o homem devem permanecer casados por toda a vida (Mt 19.4-9; 1Co 7.39). O casamento é um relacionamento de aliança.

3 – Homens e mulheres são iguais em valor (Gn 1.27; Gl 3.28). Ambos são chamados à obediência e à responsabilidade.

4 – O marido e a esposa devem multiplicar o legado divino (Gn 1.28).

5 – O marido e a esposa receberam papéis divinamente prescritos para o casamento (Ef 5.22-23; 1Pe 3.1,7).

6 – O marido é o cabeça da esposa e Cristo o cabeça sobre o marido (1Co 11.3; Ef 5.23).

7 – O marido deve ser no casamento um líder servil e disposto ao sacrifício no casamento (1Co 11.3; Ef 5.25-29).

8 – A esposa deve ser uma auxiliadora no casamento (Gn 2.18; 1Co11.8-9; Ef 5.23).

Fonte: Rainey, Dennis.  Ministério com famílias no século 21: 8 grandes idéias para pastores e líderes. São Paulo: Ed. Vida , 2003, p. 61.