Casal de “bobos”

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, , Relacionamento

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Com alguma frequência minha esposa é chamada de boba por algumas pessoas que não concordam com a sua forma de ser esposa e mãe.

Para aqueles que pensam segundo os padrões da sociedade moderna, eu também estou no rol dos esposos considerados “bobos”.

Portanto, assim como outros casais que conhecemos, somos um casal de “bobos”!

Mas, por que somos “bobos”? O que é uma esposa “boba”? O que caracteriza um esposo “bobo”?

Segundo os “sabidos”, as esposas “bobas” são aquelas que cuidam da casa com dedicação, preparam as refeições, arrumam o ambiente e dispensam atenção ao esposo e filhos.

As esposas “bobas” são submissas aos esposos, entendendo que eles foram responsabilizados por Deus para serem cabeça da esposa, conforme o ensino bíblico: “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja…” – Efésios 5:23.

As esposas “bobas” deixam de usar aquela roupa que seus esposos percebem ser inconvenientes.

As esposas “bobas” não exigem de seus esposos mais do que sabem que eles podem fazer pela família.

As esposas “bobas” não dão ouvidos ao movimento feminista, que prega a emancipação da mulher.

E os esposos “bobos”? Os esposos “bobos” são aqueles que amam suas esposas, obedecendo ao mandamento do Senhor: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela.” – Efésios 5:25.

Os esposos “bobos” respeitam suas esposas, procurando tratá-las com mansidão. Eles prezam pela convivência pacífica da vida conjugal. 

Os esposos “bobos” investem na família, procurando oferecer o melhor à esposa e filhos.

Os esposos “bobos” não desejam ter outra mulher, pois consideram suas esposas como querem ser considerados.

Os esposos “bobos” não perdem noites em farras com os amigos, pois valorizam a vida comum do lar, ao lado das esposas e filhos.

Agora, o que é mais interessante: As estatísticas mostram que as esposas e esposos que não são “bobos” têm uma péssima convivência, criam filhos mal preparados para a vida, são pessoas infelizes, e caminham rumo à separação.

Portanto, prefiro ter uma esposa “boba” e ser um esposo “bobão”.

Acredito que o mundo seria bem melhor com mais casais de “bobos”.

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Fonte: Texto de Pr. Isaías Alexandria Costa – isaias.alexandria@gmail.com.

Família – Instituição divina

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Liderança, Relacionamento

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“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornado-se os dois uma só carne”. Gênesis 2.24

Rui Barbosa afirmou: “família é a célula mater da sociedade”. John MacArthur escreveu: “Talvez sejamos testemunhas da morte da célula básica de toda a civilização, a família”. Quando Deus instituiu a família visou ao homem e a sua esposa oportunidade de prazer, convívio mútuo e meio de procriação, uma forma de se multiplicar.

A família é de fato a primeira sociedade da qual se faz parte. Ela é a mais importante. A única que tem laços indissolúveis. Nela se vive a maior parte da existência. Nela se pode desenvolver talentos naturais e dons espirituais.

À família cabe a educação primeira dos filhos, o ensinar as primeiras letras e o dar os primeiros passos. É ela quem solidifica os valores éticos e morais e é nela que se aprende sobre o valor das coisas espirituais.

Talvez seja por isso que o diabo ataca tão ferozmente à família. Ele, mais do que qualquer outro, sabe que destruída a família, a sociedade se desfará automaticamente. Por isso não poupa nenhum esforço em solapar os alicerces éticos, morais e espirituais sobre os quais está alicerçada. John MacArthur comenta que os “Sinais do declínio da família são abundantes e evidentes à nossa volta. Numerosos fatos confirmam o amargo prognóstico. Quase não há necessidade de citar estatísticas”.

MacArthur afirmou que “Nestes últimos quarenta anos, desfilam continuamente diante de nós os sinais do colapso da família: divórcio, revolução sexual, aborto, esterilização, delinqüência, infidelidade, homossexualidade, feminismo radical, o movimento dos direitos das crianças, ao lado da banalização dos lares de pais solteiros, o declínio da família nuclear; e outros sinais semelhantes. Assistimos ao entrelaçamento de uma intrincada corda que acabará por estrangular a família até a morte”.

Grande é a responsabilidade da igreja e maior ainda da família cristã, pois pesa o compromisso de ser fiel a Deus e a sua palavra. Quanto maior for o estrago na sociedade, maior o dever de manter firmes as estacas, de ter os mourões bem fincados, de ter sólido o alicerce sobre o que se mantém firme a família.

Segundo MacArthur isso é possível, ainda que haja uma orquestração diabólica para destruir a família, existem pessoas preocupadas com a sua destruição e dispostas a pagar o preço da restauração, ele afirma: “Felizmente, as vozes que clamam por essas alternativas orwellianas para a família ainda são minoria. Até mesmo os sociólogos seculares, em sua maioria, avaliam o declínio da família como absoluto desastre. Muitos concordam que a família é um bloco fundamental na construção da sociedade civilizada, e admitem livremente que, se a família não sobreviver – e prosperar – como instituição, a autodestruição da sociedade pode não estar muito longe”.

Com a convicção de que a família é bênção de Deus, pois ele a instituiu para o bem do seu povo e para a sua própria glória, que todo o esforço seja feito para a preservação saudável da mesma.

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Fonte: Texto de Carlos Henrique, extraido do site www.mackenzie.com.br.

As fases da separação

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Família, Relacionamento

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Conheça as etapas desse árduo processo e saiba como superá-las.

Por mais diferente que uma pessoa seja da outra, o processo de separação tem fases pelas quais todo mundo passa.

Listamos todas elas para você saber que o que está acontecendo – ou está prestes a acontecer – como você é normal, faz parte do processo de rompimento.

A decisão. As insatisfações se tornam visíveis. Não existe mais diálogo, companheirismo, prazer de estar junto e as discussões que eram mensais começam a ser quase diárias. Pesa-se novamente os prós e contras e decide-se adiar a ruptura, apostando no resgate da relação. O processo de decisão, por qualquer uma das partes, é lento. É assustadora a idéia de construir uma vida sozinha e triste admitir que o relacionamento acabou. Há muito medo e dúvida envolvidos, seja por questões financeiras ou emocionais. Essa fase pode ser aberta e conhecida pelo casal, se eles optam por discutir os problemas e encontrar soluções, ou silenciosa. Passa o tempo e as coisas pioram novamente, com uma carga cada vez mais insuportável. A relação se transforma numa guerra ou num tédio completo. A tensão é tanta que não há mais saída. O momento de decisão fica mais claro quando ao invés de questionar o tempo todo como está o meu casamento?, você começa a perguntar como eu estou? É hora de encarar a separação de frente, sem jogar nada sob o tapete.

A negação. Há uma fase inicial em que se começa a negar que as coisas estavam tão ruins assim. Você acha que está exagerando, jogando uma relação longa e legal pela janela por besteira, que é só uma crise que passa como as outras. A negação é comum e pode vir tanto de quem decidiu pela separação ou pelo outro. Afinal, separar é doloroso, difícil e tendemos a esquecer as coisas ruins do relacionamento para tentar aplacar a dor da ruptura. O ser humano é ambivalente e os sentimentos também. Portanto, você vai demorar um tempo para ter certeza de que tomou a decisão certa (ou se ele tomou). É possivelmente perfeito querer sair fora da relação e ao mesmo tempo sofrer um medo danado de concretizar a perda.

Fracasso. Porque o divórcio representa o fim de um projeto de vida, cujo o investimento emocional foi muito grande. Afinal, ninguém casa pensando em separar. Por mais prática e realista que seja, você sempre acha que vai ser para sempre, que vai sempre ser amada e amar aquele homem. E mais, ele conhece tudo da sua vida, é seu porto seguro e muitas vezes, seu único amigo. Você fica descrente nos relacionamentos como um todo, acha que nunca mais vai se apaixonar e casar. Acha que todos são descartáveis e nada é duradouro. E que você não é capaz de fazer alguém amá-la.

Culpa. Aparece em consequência da incapacidade que sentimos por não conseguirmos salvar esse projeto (onde eu errei, porque ele não gosta mais de mim, o que aconteceu, por que eu?).

Rejeição. Se a separação foi pedida por ele, é inevitável. Uma das coisas mais difíceis de ouvir é que você não é mais amada. A auto-estima cai, você se sente feia, desinteressante. Cuidado para não se humilhar ou transformar esse sentimento em rancor, principalmente quando ele começar a namorar de novo.

Medo. Em menor ou maior grau, sempre está presente. Medo de não conseguir ser feliz de novo, da solidão, de reconstruir a vida financeiramente e emocionalmente.

Os altos e baixos. No meio disso tudo, há dias em que você está se sentindo ótima, livre, poderosa e corajosa e dias em que não consegue dar um sorriso, acha que o mundo vai acabar, que é vítima de todo o sofrimento, a mais feia. Não se desespere. É normal. Vai chegar um momento em que os altos serão cada vez maiores que os baixos.

Manter a amizade ou querer vingança. É difícil quebrar o vínculo com quem se foi tão íntimo, amado e que te conhece tão bem. Quase impossível. O tempo cura isso e o distanciamento é inevitável, mesmo que a separação tenha sido amigável. É, acima de tudo, essencial para o recomeço da sua vida. Não fique se sentindo na obrigação de entender tudo, compreender o que ele sente, o que está acontecendo e não se culpe por ataques de ciúme e posse. Tente ser amiga, sim, mas respeite seus limites. Se você sofre ao ouvir que ele saiu com amigos, não pergunte e não procure saber.

Do lado oposto, não nutra ódio ou revanche. No fundo esses sentimentos também são a maneira, negativa, de não cortar o vínculo, um processo lento, doloroso e necessário. Melhor não falar com o ex do que ficar brigando e tramando vingança. Melhor para você.

Começar de novo. É difícil, e no começo muito desanimador. Há a excitação de cair no mundo, solteira, fazer o que quiser, decorar a casa como bem entender. Mas há o medo, a solidão, o vazio. A cama que antes tinha dois agora só tem você, coisas que estava acostumada a fazer não tem mais graça sem a companhia dele. É preciso muita coragem e estrutura emocional nessa hora. Reúna os amigos, a família, tenha sempre gente por perto para os momentos de solidão. Mas não fique empurrando os sentimentos para baixo do tapete. Devagar, vá se acostumando com o tempo que tem sozinha. Ele também é precioso.

A perda definitiva. Acontece quando o outro começa um novo relacionamento. Tristeza, acessos de ciúme e posse são inevitáveis. Afinal, ele era exclusivo seu e vê-lo com outra pessoa dói porque você inevitavelmente se compara à nova parceira e porque é um sinal definitivo – ou quase – de que você perdeu, que a relação acabou mesmo e, principalmente, que você foi substituída. 

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Fonte: Texto da jornalista Thais de Oliveira. Publicado no site www.cadadia.net.

O pastor, a noiva e a esposa

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Certa vez um jovem evangelista estava enfrentando sérios problemas com a esposa. Em vez de procurar resolvê-los, preocupava-se mais com sua reputação e com a campanha evangelística que estava para realizar do que tentar reconquistar a esposa e restabelecer o relacionamento de ambos. Certo dia, quando se ajoelhou para orar acerca do grande ministério que deseja exercer para Deus, o Senhor lhe dirigiu uma pergunta muito inquietante: “Como posso confiar-lhe a minha noiva, se você não está sabendo cuidar da sua?”. Esta história narrada por Larry Lean no seu livro “Num uma hora” mostra o que pode ser uma realidade muito marcante na vida daqueles que foram chamados por Deus para ser pastor.

Às vezes, o pastor, nas melhores das intenções, dedica-se com empenho para cuidar da Noiva de Cristo e esquece de cuidar da sua esposa, do seu casamento e da sua própria família. Muitos pastores do passado, e alguns do presente, cometem esse equívoco.

Pesquisas realizadas com pastores americanos apontaram que os obreiros mais satisfeitos e produtivos no ministério eram aqueles que estavam bem em seus casamentos e relacionamentos familiares. Uma outra pesquisa, citada H.B. London Jr e Neil Wiseman, no livro “Despertando para um grande ministério”, mostrou que 33% dos pastores estavam insatisfeitos com o nível de intimidade em seus casamentos, 6% dos cônjuges destes estavam igualmente insatisfeitos e 19% tinham tido algum tipo de contato sexual impróprio com outra pessoa que não o cônjuge. A pergunta que se coloca é a seguinte: Como os próprios pastores, organizações (Ordens de Pastores e Seminários) e as igrejas podem contribuir para que os pastores estejam bem nos seus casamentos e relacionamentos familiares?

O primeiro passo deve ser dado pelos próprios pastores. Neste sentido a conscientização da importância de ser viver as recomendações de Paulo a Timóteo, especialmente o texto de 1Tm 3. 4,5,  é crucial. Um trabalho pastoral desprovido da vivência deste texto enfraquece o pastor perante seu próprio casamento e filhos como também tira-lhe a autoridade de ministrar a outros. Quando um pastor vive em harmonia com o seu casamento, cuida melhor da Noiva de Cristo. Quando vive o papel de um pai amoroso e amigo, tem melhores condições de cuidar dos filhos de Deus. Em fim, quanto mais o pastor viver uma vida familiar saudável melhor trabalho fará com a família da fé que é a igreja.

Pastores precisam se conscientizar que o casamento deve ser alimentado cotidianamente, seja através de palavras e atos. Tomar decisões de investir tempo para estar com a esposa a sós, seja num passeio diário ou semanal, nas comemorações de aniversário de casamento ou namoro são importantes para se construir uma vida conjugal saudável.

Os seminários e institutos teológicos também têm um papel fundamental na vida conjugal de futuros pastores. É lá que os jovens solteiros, muitos já casados, é verdade, estão se preparando para o exercício das funções pastorais. Para tanto, a experiência positiva de obreiros que já estão nas lides pastorais deve ser compartilhas. Por que não compartilhar também os fracassos para que sirvam de alertas para os futuros pastores? Um outro caminho seria a realização de eventos, conferências e eventos objetivando o fortalecimento das famílias já constituídas que estão nos seminários, bem como dos jovens solteiros que estão por casar.

As Ordens de Pastores também podem contribuir. É raro vermos nos retiros e congressos de pastores abordagens sobre temas conjugais e familiares. Por quê? São abordados temas teológicos, eclesiológicos e administrativos, mas pouco ou quase nada sobre a importância do pastor fortalecer seu casamento e viver melhor em família. Convênios com profissionais da área de psicologia poderiam ser efetivados para o encaminhamento, com preços subsidiados, de pastores que enfrentam dificuldades nesta área. Pastores também podem passar e passam por crises conjugais! Toda a associação de classe só tem relevância quando ajuda seus associados  na capacitação constante como nas soluções dos problemas comuns da vida.

E as igrejas, o que podem fazer? Devemos trabalhar com as igrejas a idéia de que pastores precisam cuidar dos seus casamentos e filhos. Para que exigir que o pastor esteja presente em todos os eventos realizados pela igreja e suas organizações? As igrejas devem respeitar o dia em que o pastor separa para dedicar-se exclusivamente à sua esposa e filhos. Antigamente falava-se que o dia de folga  era as segundas-feiras. Hoje, na minha concepção, é uma dia extremamente inadequado. Cada um deverá escolher, em família, este dia e valorizá-lo com todas as forças. As igrejas também poderiam presentear seus pastores com uma viagem de comemoração de aniversário de casamento ou a participação em um seminário em que a vida conjugal e familiar sejam enriquecidas. 

Devemos, como crentes individualmente, orar pelo casamento daquele pastor que está nos pastoreando e ajudá-los, naquilo que estiver ao nosso alcance, para que construam um casamento saudável. 

Para terminar, concordo com  London Jr e Neil Wiseman autores do livro já citado. Dizem eles: “Um ministro não se esforça por construir um casamento sólido a fim de tornar o seu ministério mais digno de crédito ou para impressionar mais, mas para tornar-se a si mesmo e a sua esposa pessoas mais íntegras”.

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Fonte: Texto de Gilson Bifano, publicado no site www.clickfamilia.org.br.

A dor da separação

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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“Faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra cousa que não seja a morte me separar de ti” (Rute 1.17)

 

Quando um casamento é desfeito, a dor da separação acaba trazendo traumas e dores profundos. Muitos julgam que a vida não tem mais sentido. Tudo se desmorona ao seu redor e é muito difícil recomeçar.

Algumas pessoas se sentem frustradas e ficam revoltadas, amargando ressentimentos e mágoas. É muito duro o processo de cura e cicatrização das feridas abertas.

No livro de Rute, encontramos a figura de Noemi. Ela perdera o marido e depois seus dois filhos casados. Passou por um período de intensa dor, mas contou com o apoio de sua nora Rute que também sofria a dor da perda do marido.

No momento da separação de entes que amamos, um imenso vazio se faz em nossos corações e é essencial o apoio de pessoas queridas para superarmos todo sofrimento.

Noemi aconselhou suas noras a voltarem para suas famílias e despediu-se delas. Rute não quis deixá-la só, dizendo:“Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu” (Rute 1.16).

Tanto Noemi quanto Rute precisavam uma da outra, pois tinham problemas iguais. Elas sabiam avaliar o sofrimento porque haviam experimentado a dor da separação com a perda de seus maridos. Só existe um caminho para superar tão grande dor.

Quando buscamos a Deus Ele nos sustenta e nos consola. Sua graça se manifesta, dando-nos a força necessária para superarmos a dor da separação. Nada deve nos separar do amor de Deus. Precisamos de Sua presença a cada minuto de nossas vidas.

Precisamos, ainda, da companhia e do amor de pessoas que vivem ao nosso redor para nos amparar, aconselhar e nos consolar. Podemos ter sido abandonados ou separados daqueles a quem amamos, mas há um Deus amoroso que nos recebe em Seus braços protetores.

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústias, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Romanos 8.35).

Se nos isolarmos em nosso sofrimento, nossa dor será muito maior. Precisamos buscar a Deus, pois Ele levará nossa cruz por mais pesada que seja e Seu doce Espírito nos dará consolo e paz.

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Fonte: Aleluia.com.br, publicado em www.creio.com.br.

O vale sombrio do divórcio

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Relacionamento

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O velho homem está deitado numa cama de hospital. Mas a cama está numa sala de estar e não num quarto de hospital.

Seu corpo já não serve mais a sua vontade. Seus músculos já foram tão danificados pela doença que se esticaram e enrijeceram como um cabo de guarda-chuva.

O homem respira através de um tubo encaixado a um buraco em sua garganta. Mas apesar de seu corpo ser ineficiente, seus olhos estão abertos – e procuram por algo na sala.

Eles vasculham a sala na procura de sua parceira…

Apertando um nó e segurando firme

Seus olhos vasculham a sala na procura de sua parceira, uma mulher cuja a idade é escondida por seu vigor juvenil. Apesar de seus cabelos serem brancos, ela é saudável e ativa, em contraste com aquela figura deitada na cama.

Energicamente, ela vai executar a sua tarefa do dia: cuidar de seu marido. Com uma lealdade indiscutível, ela faz o que vem fazendo pelos últimos dois anos. Não é uma tarefa fácil: ela tem que escovar os dentes dele, fazer a barba, banhá-lo, alimentá-lo, pentear seu cabelo, escovar seus dentes.

Que cena preciosa é essa. Preciosa porque é um retrato de meu próprio pai e mãe.

Alguns poderiam dizer que é uma cena trágica do que uma doença pode fazer com o corpo de um homem. Mas enquanto isso é verdade, essa cena é uma lembrança valiosa do que a devoção pode fazer com o casamento de um casal.

Quarenta anos oferecem muitas razões para desistir de um casamento. Mais portas que o suficiente para cair fora. Eles não apenas viveram durante uma Guerra Mundial como provavelmente também enfrentaram centenas de guerras domésticas. Então o que foi isso que deu a esse casamento um poder para permanecer? Uma vez, alguns meses antes de sua morte, eu perguntei a meu pai o que havia segurado ele e minha mãe juntos.

Ele me respondeu, “Bem, deixar o outro nunca foi uma opção.”

Deixar o outro nunca foi uma opção. O que eles tinham era um casamento eterno – um casamento em que duas pessoas, face a face, dizem “Eu irei amar-te mesmo quando eu não sentir te amando. Eu irei te amar quando estiveres doente. Quando tivermos dinheiro e quando não tivermos, Eu te amarei para sempre.”

Ninguém disse que o casamento é fácil. A festa do casamento pode ser um evento, mas o casamento em si é uma conquista. Ele leva paciência, cuidados, muita entrega de si mesmo e sacrifício.

A promessa do casamento

Por que o compromisso do casamento é tão importante para Deus? Iria ajudar se lembrássemos que o nosso Deus é um Deus de compromissos. O divórcio não foi criado por Deus. Divórcio foi uma tolerância de Deus (Mt 19.8-9)

Quando violamos o acordo do casamento, violamos aquilo que Deus nos chamou para ser. “O Senhor Deus de Israel diz, ‘Eu odeio o divórcio’ por isso, tenham bom senso; Não sejam infiéis.”

É fácil falar. Você não entende Deus? Entro em minha casa como se estivesse entrando numa zona de guerra. Na sexta à tarde, eu prefiro ficar no trabalho do que ir para casa…

Nossa casa é tão cheia de tensão… Como poderia se esperar que eu cumpra esse tipo de compromisso?…

Como Deus responde a essa pergunta? “Eu espero isso de você porque Eu mesmo tenho honrado esse tipo de compromisso com você!”

Memorável. Deus estabelecendo um compromisso com o homem. Vez após vez, Ele iria honrá-lo.

Quando os filhos de Israel suplicaram a Ele durante a escravidão, Deus não os abandonou.

Quando Deus os libertou e eles quiseram voltar ao Egito, Deus não os abandonou.

Quando eles fizeram e adoraram a um bezerro de ouro, Deus não os abandonou.

Quando seu rei Davi mentiu, trapaceou, cometeu adultério e assassinato, Deus não os abandonou.

Quando Seus próprios amigos dormiram enquanto Ele agonizava na oração em Getsemani, Ele não os abandonou.

Quando Seu próprio seguidor deu um beijo de traição em Sua face, Ele não abandonou.

Quando um soldado romano o deixou em carne viva nas costas com chibatadas, Jesus não abandonou.

Quando os pregos cravados em Suas mãos e pés o proporcionaram uma dor horrível por todo o corpo, Jesus não abandonou.

Quando Ele voltou de sua cova e achou Seus apóstolos com medo, Jesus não os abandonou.

Esse é o tipo de Deus que servimos. Um Deus de promessas. Está aí o motivo pelo qual promessas são importantes para Deus. Um Deus que acredita que um compromisso estabelecido é um compromisso para ser honrado. Como um filho de Deus, essa é nossa herança. Uma herança que nos chama a sermos fiéis, não apenas a Deus, mas a nosso cônjuge. Se seu casamento precisa de uma reconstrução, você tem um Deus que o cobra a pedir a ajuda dEle para reconstruir seu lar.

Nós temos uma herança de fidelidade. Não tem razão maior para ser fiel a seu cônjuge do que honrar o Deus que foi fiel a você.

Mantendo os extremos equilibrados

Deus ama o divorciado, mas odeia o divórcio. Ah, como tendemos a ir de um extremo para o outro. Por um lado nós pregamos a ira de Deus àqueles que falharam em seus casamentos e elevamos o divórcio como se fosse um pecado acima de todos os outros (mas não é). O resultado são pessoas magoadas e feridas, perguntando a si mesmas se Deus vai algum dia ter lugar novamente para elas.

Do outro lado, em nosso esforço para sermos compreensivos com aqueles magoados e feridos pela separação, nós exageramos na compaixão. Essas pessoas irão pensar “Se o divórcio é tão fácil, então por que permanecer casado?”

Mas os extremos precisam se manter equilibrados. Deus odeia o divórcio. Ele odeia porque isso destrói seus amados filhos. Mas temos que falar na mesma altura para dizer que Deus ama o divorciado, e que esse não é um pecado acima dos outros.

Enquanto você se depara com esse dilema do divórcio, mantenha essas três verdades em mente:

Deus valoriza as pessoas. Por baixo de todo ensino teológico e doutrinal está essa verdade inabalável. E porque Ele nos valoriza, é que a lei de Deus existe, não para o nosso prazer, mas para nossa proteção. Nós pertencemos a Ele. Somos Seus filhos.

Deus valoriza a promessa. Ele é um Deus de promessas. Quando Deus promete algo Ele cumpre. Ele é honesto. Ele não volta atrás. Ele assume um compromisso. Deus sempre baseou Seu relacionamento com as pessoas através de promessas. Ele vive de acordo com a promessa, e não de acordo com um sistema ou um livro de regras.

Deus sabe que promessas quebradas quebram o coração das pessoas. Se eu o digo que irei fazer uma coisa e não faço, algo dentro de você se quebra. Se eu falho em cumprir uma promessa para minha filha, ela irá olhar para mim e dizer, “Mas pai, você prometeu.” Uma promessa é tudo o que temos. Deus sabe que, como tudo é construído através de uma promessa, quando uma promessa é quebrada, corações são quebrados.

O divórcio é uma guerra

Se você está passando por um divórcio ou se você testemunha um divórcio, você sabe como uma pessoa com um coração quebrado se parece e se sente. Divórcio nos faz dizer e fazer coisas as quais nós acharíamos outrora inconvenientes e inaceitáveis. O divórcio é uma guerra e, como em toda a guerra, existem ferimentos e fatalidades. É uma tragédia.

Você está pensando em se divorciar? Por favor, repense sobre seus planos. Dê a seu casamento tudo o que você possui. Tente o seu melhor. E se você já tiver feito isso, tente mais uma vez. Não ande apenas até o primeiro quilômetro, mas até o quinto, o décimo, o centésimo. Comece a ver o divórcio não como uma simples opção, mas como a última cartada.

Regue o casamento. Lembre-se do plano original. Mantenha-o vivo. E nunca, nunca subestime a dor de um casamento quebrado.

Lembre-se de que Deus odeia o divórcio (Mal.2:16). Divórcio não é um pecado acima dos outros. É um pecado. É errado. Mas é perdoável.

Você tem um casamento feliz? Seja compassivo com aqueles que não tem. Se existe alguém em sua igreja ou em seu círculo de amigos que se divorciou, faça sua parte para ajudá-lo.

Você está divorciado? Então procure pela misericórdia curadora de Deus. Se arrependa e recomece. Você se feriu em batalha, mas Deus pode extrair beleza de dentro da dor. Ele já fez isso antes; Ele fará de novo. Talvez a dor que você experimentou o ensinou a aconselhar outros que passam por esse sofrimento.

Qual é o limite do divórcio? O que Deus quer que façamos?

Se você está casado, Deus quer que você continue casado. Quando você se casa, você faz uma promessa diante de Deus. Ele quer que você assuma esse compromisso.

Se você está afastado, Deus quer que você faça todo o possível para se reconciliar com seu cônjuge.

É entendível que isso talvez não seja possível. As circunstâncias podem estar muito além de sua capacidade de ação. Entretanto, nosso Deus é um Deus de reconciliação. Um Deus que reconciliou uma humanidade pecadora com o Pai celeste também tem a capacidade de reconciliar casais separados. Ele não é apenas um Deus que cria, mas que também recria, e Ele quer recriar seu casamento com seu cônjuge. É um Deus que quer trabalhar dentro de seu lar e fazer o que você pensa ser impossível.

Se você está divorciado em desacordo com as escrituras, reconcilie com seu ex-marido ou ex-esposa. Se não é possível, então aceite a graça de Deus e siga em frente. Procure a partir de agora viver uma vida que agrade a Deus.

Deus é um Deus de misericórdia. Ele pode perdoar raiva, fofoca, malícia. É um Deus misericordioso. Ele é o Deus que teve misericórdia da mulher adúltera. Ele é o Deus que não apenas perdoou mas deu um propósito de vida àquela mulher samaritana que já havia passado por cinco diferentes lares. É um Deus de perdão? Sim.

No momento em que você estiver enfrentando uma possibilidade de divórcio, ou já estiver passando pela dor de um divórcio realizado, Deus quer guiá-lo para sair dessa situação.

Pegue Sua mão e saia desse vale sombrio do divórcio para um novo e ensolarado lado da montanha.

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Fonte: Texto de Max Lucado publicado no site www.jesussite.com.br.

Respondendo à crítica no casamento

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Conselhos, Relacionamento

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Certa vez um homem estava procurando algo em cima do armário de sua esposa, quando descobriu uma caixa que ela vinha escondendo ao longo do casamento.  Abriu a caixa, e dentro achou três ovos, junto com trezentos reais.  Achou estranho, e perguntou para sua esposa:

“Querida, por que esta caixa?  Por que você está guardando três ovos aqui?”

Ela respondeu, “Cada vez que eu quis apontar alguma falha sua e você não me deu ouvidos,  eu coloquei um ovo na caixa.”

“Puxa” pensou o marido, contente consigo mesmo, “isso não é tão ruim.  Somente três ovos  em catorze anos de casamento!  Mas de onde vieram os trezentos reais?”

“Bem”, ela respondeu, “cada vez que consegui uma dúzia de ovos, eu os vendi.”

Não é fácil receber críticas.  Estremece nossa segurança, balança nosso bem-estar. Mesmo assim,  a maneira pela qual respondemos à crítica revela muito sobre quem somos–talvez mais do que queremos saber.  Nossa resposta à crítica determina se ficaremos estagnados, parados no tempo, ou se realmente vamos crescer individualmente e em nossos relacionamentos familiares.

Talvez ninguém esteja escondendo ovos de você.  Mas será que você sabe receber críticas, e aproveitá-las para seu bem? Você coloca a crítica a seu serviço, ou se torna escravo dela?  Não é de surpreender o fato de que a Bíblia fala muito sobre este assunto; só o livro de  Provérbios menciona mais de 70 vezes esta marca da pessoa sábia, que sabe ouvir ensino, conselho, repreensão e… crítica!  Destes textos e outros podemos descobrir  três passos que devemos dar quando criticados, que farão nossos lares muito mais tranqüilos e sábios.  

I.  Devemos OUVIR a crítica que recebemos

Não adianta falar sobre qualquer outro passo a dar ou atitude a ter perante a crítica, antes de darmos ouvidos a ela. Muitas pessoas, talvez a maioria, nem chegam a esse primeiro passo. São os “sabe-tudo” que infelizmente precisam “pisar na bola” várias vezes antes de acordar para a realidade.

Provérbios nos aconselha a OUVIR antes de responder à crítica:

“Responder antes de ouvir, é estultícia e vergonha” Provérbios 18:13

Ouvir  caracteriza quem quer crescer e aprender:

“Os ouvidos que atendem à repreensão salutar, no meio dos sábios têm a sua morada.” Provérbios 15:31

“Ouve o conselho, e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir” Provérbios 19:20

A crítica melhora nosso caráter, e  nos prepara para enfrentar novos desafios no futuro. Aponta defeitos que podem prejudicar nosso progresso. Aquele que não sabe receber críticas já parou de crescer!

A crítica serve como as placas de advertência no trânsito. O semáforo amarelo nos adverte “Cuidado! Prepare-se para parar!”  Interpretamos “Cuidado! Se não você correr agora, será tarde demais!”  Ignorar as placas de advertência pode ser muito perigoso, especialmente no lar. Nenhum relacionamento fracassa de um dia para outro.  Sempre há luzes vermelhas que começam a piscar, nos advertindo de que algo está errado. Mas muitas vezes passamos correndo, prejudicando relacionamentos e a nós mesmos.

II. Devemos VALORIZAR a crítica que recebemos

Não é fácil, mas precisamos reconhecer que crítica é uma dádiva de Deus.  Mesmo quando a pessoa que nos critica não o faz por amor, a crítica serve para nos tornar mais sábios.  É um presente de Deus! Provérbios deixa este fato claro:

“Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” Provérbios 27.6

 ”Como pendentes e jóias de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento” Provérbios 25.12

 ”O que repreende ao homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua” Provérbios 28.23

Anos atrás tive o privilégio de viajar para a África, para uma colônia de pessoas leprosas.  Vi os resultados trágicos daquela doença e aprendi a valorizar a dor. A lepra ataca o sistema nervoso, e a pessoa perde sua sensibilidade à dor. Mas ao invés de ser uma bênção (imagine não ter mais dor!), a ausência de dor leva a pessoa a ter feridas graves, perdendo dedos, braços e pernas porque não sente mais aquele alerta de que algo está errado no corpo. O fato é que a crítica dói, e ninguém gosta de dor. Fazemos de tudo para evitá-la. Mas quando fugimos da dor de crítica, corremos grandes riscos de estagnar o desenvolvimento de relacionamentos sadios, especialmente no lar. Precisamos aprender a receber correção, mesmo que doa, como sendo um ato de amor.

III. Devemos RESPONDER POSITIVAMENTE à crítica que recebemos

A última resposta à crítica prova se ainda somos pessoas moldáveis ou se já estamos “petrificadas”. Chegamos ao momento da decisão.  O que faremos com a crítica que recebemos? Mais uma vez, Provérbios oferece conselho sadio:

“O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” Provérbios 28.13

 ”Os ouvidos que atendem à repreensão salutar, no meio dos sábios têm a sua morada.” Provérbios 15.31

Tiago acrescenta: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” Que pena olhar no espelho da Palavra (ou da crítica), ver quem somos, e depois virar as costas dizendo “Sou assim mesmo. E daí?” A crítica é uma marca do amor de Deus em nossa vida! Precisamos andar seguros de quem nós somos em Cristo (Ef 1-3). Assim, descansaremos na soberania de Deus que nos proporciona a crítica para nos manter humildes e ensináveis, pessoas que continuam crescendo na Sua graça.

Quem não vive pela graça de Deus mas, sim, pelo desempenho, está condenada a uma vida de comparação com os outros, ira, desânimo, mentira e fuga. Terá que usar máscaras para fingir ser o que não é.  Essa vida hipócrita não é a vida de quebrantamento e humildade constante que o Senhor Jesus requer (Mt 11.28-30). Para realmente crescermos em sabedoria, precisamos recebê-la com um espírito de humildade e gratidão, com dependência total na graça de Deus revelada no perdão de Cristo.  Ele sabe que somos pó, e quer transformar esse pó em diamante. Além disso, é a melhor maneira de não acumular uma caixa de ovos em cima do seu armário!

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Fonte: Texto de Pr. David J. Merkh e publicado no site www.estudosgospel.com.br.

Enfrentando as crises no casamento sem pensar em desistir

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Relacionamento

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Não há casamento sem problemas. Todo casamento exige renúncia e adaptação. Nenhum casamento sobrevive sem perdão e restauração.

Hoje falamos repetidamente que família é o nosso problema número um. A família tem sido atacada vigorosamente pelas perigosas filosofias pós-modernas. Os fundamentos têm sido destruídos (Salmos 11.3). Estamos vivendo no meio da era pós-moderna, onde os valores absolutos das escrituras não estão sendo observados, mas repudiados. O que temos hoje não é apenas um comportamento imoral, mas a perda de critérios morais. Estamos enfrentando não apenas um colapso moral, mas um colapso de significado. Não há absolutos. Gene Edward Veith ainda afirma que, se não há absolutos, se a verdade é relativa, então não pode existir estabilidade, conseqüentemente, a vida perde o sentido.

O inevitável resultado do relativismo deste tempo é a falência dos valores morais, a fraqueza da família e o aumento espantoso da infidelidade conjugal. Valores relativos acompanham o relativismo da verdade. Em 1969, bem no meio da “revolução sexual, 68% dos americanos acreditavam que relação sexual antes do casamento era errada. Em 1987, mesmo a despeito do surto da AIDS, somente 46% acreditavam que o sexo antes do casamento era errado. Em 1992, somente 33% rejeitavam o sexo pré-marital. Infidelidade conjugal tem sido uma marca da sociedade contemporânea. Segundo algumas estimativas, 50 a 65% dos maridos e 45 a 55% das esposas têm sido infiéis até os 40 anos. Outros identificam que 26 a 70% das mulheres casadas e 33 a 75% dos homens casados têm se envolvido em casos extraconjugais, que têm sido não apenas comuns, mas altamente destrutivos”.

Divórcio tem sido estimulado como solução. Comentaristas sociais são notórios em afirmar que metade dos casamentos nos Estados Unidos termina em divórcio. Contudo, divórcio não é uma sábia solução para casamentos em crise, mas um sério agravante, um outro problema que na maioria das vezes, traz profundo sofrimento e frustração.

A psicóloga Diane Medved, diz que os casais estão chegando à conclusão que o divórcio é mais danoso do que enfrentar as crises juntos. As conseqüências e as seqüelas do divórcio são devastadoras a curto, a médio e a longo prazo. Há muitos casais e filhos arrebentados emocionalmente pelo divórcio. A presença de casamentos em crise, casamentos quebrados e até mesmo do divórcio está aumentando não apenas entre os não cristãos, mas também dentro das comunidades evangélicas. Há também, muitos líderes religiosos enfrentando divórcio. Isso é uma realidade que não pode ser negada. Contudo, à luz das Escrituras Sagradas, o divórcio não é a solução divina para a crise do casamento. Não é sensato fugir do problema em vez de enfrentá-lo. De fato não existe casamento perfeito. Não há casamento sem problemas. Todo casamento exige renúncia e adaptação. Nenhum casamento sobrevive sem perdão e restauração. Muitas pessoas hoje estão discutindo e procurando divorciar antes de entender o que as Escrituras ensinam sobre casamento.

Casamento não é uma união experimental. A aliança conjugal não termina quando as crises chegam. Só duas cláusulas de exceção para o divórcio nas Escrituras: a infidelidade conjugal (Mateus 19.9) e o abandono (1 Coríntios 7.15). Divórcio por quaisquer outros motivos e novo casamento constitui-se em adultério (Mateus 5.32).

Como, então, enfrentar crises no casamento sem pensar em desistir?

Reconhecendo que o casamento não é uma invenção humana, mas uma instituição divina

O casamento não é um expediente humano. O próprio Deus estabeleceu, instituiu e ordenou desde o início da história humana. Gênesis 2.18-24 revela que o casamento nasceu do coração de Deus quando não havia ainda legisladores, nem leis, nem Estado, nem igreja. Casamento é um dom de Deus para o homem e a mulher. Deus não apenas criou o casamento, mas também o abençoou (Gênesis 1.28). qualquer esforço de atentar contra os princípios estabelecidos para o casamento conspira contra Deus, que o instituiu. Por isso, Ele odeia o divórcio (Malaquias 2.14).

Reconhecendo a natureza do casamento

Quando Jesus foi questionado pelos fariseus sobre o divórcio (Mateus 19.3-4), Ele não discutiu antes de falar sobre a natureza do casamento, de acordo com os princípios estabelecidos na própria criação (Mateus 19.4-8).

De acordo com o padrão absoluto de Deus, estabelecido na criação, o casamento em primeiro lugar é heterossexual (Gênesis 1.27). União homossexual é abominação para Deus (Levítico 18.22; Romanos 1.24-28).

Em segundo lugar, o casamento é monogâmico (Gênesis 2.24).

Em terceiro lugar, o casamento é monossomático (Gênesis 2.24). João Calvino disse que a união do casamento é mais sagrada e mais profunda do que a união que liga os filhos aos pais. Nada senão a morte pode separá-los.

Em quarto lugar, o casamento é indissolúvel (1Coríntios 7.3). Jesus afirmou que marido e mulher não são mais dois, mas uma só carne e o que Deus uniu o homem não pode separar(Mateus 19.6). Divórcio, portanto, é uma rebelião contra Deus e seus princípios.

Em quinto lugar, o casamento não é compulsório. O celibato é um dom de Deus, não uma imposição ( Coríntios 7.32-35). Embora a razão do casamento seja para resolver o problema de solidão, Deus chamou para serem uma exceção à sua própria norma (Gênesis 2.18,24; Mateus 19.11-12; 1 Coríntios 7.7).

Reconhecendo que em Deus podemos superar as crises do casamento sem azedar o coração

Jesus disse para os fariseus que o divórcio nunca foi uma ordenança divina, mas uma permissão, e isso, por causa da dureza dos corações (Mateus 19.7-8). O divórcio ocorre por que os corações estão endurecidos. Dureza de coração é a indisposição de obedecer a Palavra de Deus. É a indisposição de perdoar, restaurar e recomeçar o relacionamento conjugal de acordo com os princípios de Deus. De acordo com Jesus, o divórcio jamais é compulsório, onde existe espaço para o perdão. Divórcio é conseqüência do pecado, não é uma expressão da vontade de Deus. Perdão e restauração são melhores que o divórcio. Divórcio não é compulsório nem em caso de adultério. Restauração é sempre o melhor.

Concluindo, ressaltamos que a igreja precisa dar ênfase à famílias fortes. Casamentos estáveis resultam em famílias, igrejas e sociedades saudáveis. A solução para o casamento e para a família não está nos modelos falidos da sociedade pós-moderna, mas eterna e infalível Palavra de Deus. O mesmo Deus que instituiu o casamento tem solução para os casamentos em crise. Somente Deus pode curar relações quebradas, trazendo esperança onde os sonhos já morreram; trazendo vida, onde as sombras da morte já escurecem os horizontes; trazendo cura e restauração, onde as feridas estão cada vez mais doloridas. O grande desafio para a igreja e sociedade contemporânea é retornar para Deus e obedecer aos seus mandamentos. O mesmo Deus que criou o casamento tem solução para ele. Deus é o criador, sustentador e restaurador do casamento. Quando Ele reina no casamento, o divórcio não tem espaço.

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Fonte: Artigo escrito pelo Rev. Hernandes Dias Lopes, pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB. Publicado no site www.ejesus.com.br.

Maridos solitários, esposas solitárias

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Homem, Mulher, Relacionamento

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O isolamento de outras pessoas nem sempre é ruim. O próprio Jesus tinha o hábito de isolar-se regularmente das multidões e ficar a sós com Deus, depois de um dia de trabalho em meio às multidões. Nessas ocasiões, ele orava e renovava suas forças. Mas, existe uma solidão maléfica, característica da sociedade em que vivemos. As pessoas podem viver numa mesma casa com muitas outras e ainda assim viver isoladas delas. Já que fomos criados como seres sociais, viver em isolamento geralmente provoca tristeza, depressão, angústia e, em casos extremos, o suicídio.

Isolamento acontece mesmo entre pessoas tão íntimas como marido e mulher. Diversas forças ativas na sociedade moderna estão separando marido e mulher cada vez mais para longe um do outro, em vez de produzir intimidade e mutualidade:

  1. Numa sociedade tão complexa como a em que vivemos, experiências diferentes e sistemas de valores diferentes separam os casais. Antigamente, as pessoas nasciam e cresciam juntas num mesmo lugar. Hoje, elas vêm de passados completamente diferentes.
  2. A sociedade moderna tem passado a idéia de que o casamento é um relacionamento na base de 50/50 (fifty-fifty). Isso é, cada um dá um pouco de si. Mas isso não funciona, na verdade. O padrão cristão é 100/100. No casamento, temos de nos dar inteiramente.
  3. O egoísmo é provavelmente a maior ameaça à unidade do casal. Ser egoísta é buscar realização pessoal deixando o cônjuge de fora. Uma ilusão bastante comum é que marido e mulher podem obter sucesso independentemente um do outro e ainda ter um casamento bom. Na prática, quase nunca isso dá certo.
  4. Outro fator de isolacionismo são problemas não superados. Os pesquisadores mostram que cerca de 70% dos casais que passam por experiências traumáticas – como perder um filho num acidente, ou ter um filho gravemente deficiente – se separam ou se divorciam.
  5. A mídia tem popularizado a idéia de que aventuras extramaritais é algo normal. O fato é que, não somente o adultério consumado, mas o adultério emocional – uma amizade muito íntima com alguém do sexo oposto – provoca o isolacionamento dos cônjuges.
  6. A pressão contínua do estilo de vida acelerado em que vivemos contribui para que cada vez mais vivamos estilos de vida separados uns dos outros. 
  7. Outro fator é nosso hábito de assistir TV. O problema é mais grave do que a violência mostrada na tela. Membros de uma família podem estar juntos na mesma sala assistindo TV, e estar perfeitamente isolados uns dos outros. À medida em que nos enfiamos em nossos casulos, mais e mais nos desconectamos uns dos outros.

A grande maioria dos moradores das grandes cidades – mesmo cristãos – raramente conhece seus vizinhos! Todo o moderno sistema de comunicação produzido atualmente pela sociedade tende a eliminar cada vez mais o contato humano: Internet, email, chat, etc.

O isolamento é uma ameaça séria mesmo para casais cristãos. Estes cristãos precisam perceber que se não tomarem as providências necessárias e se não tratarem dessa ameaça juntos, acabarão por viver isolados uns dos outros, mesmo debaixo do mesmo teto. Muitos casais casados têm sexo mas não amor. O erro típico que muitos casais cometem é não antecipar que problemas desse tipo podem ocorrer com eles. E quando os problemas surgem, são apanhados desprevenidos.

Vivemos num mundo cheio de problemas. A tentação de muitos, debaixo de pressão, é isolar-se, hibernar como um urso em sua caverna no inverno. Embora essa pareça uma alternativa atraente, é somente com o apoio de amigos que poderemos suportar as misérias desta vida. Fiquei impressionado com o que aconteceu recentemente no Japão, quando três empresários japoneses falidos enforcaram-se juntos no mesmo quarto de hotel. Numa sociedade individualista como a nossa, suicídios não acontecem assim! Mas se os japoneses conseguem ser solidários até na morte, será que não podemos aprender, na vida, a compartilhar nossa existência e experiências com outros?

O que podemos fazer, como cristãos, para vencer o isolamento? Aqui vão algumas dicas:

  1. Busque maior intimidade com Deus, pela leitura da Bíblia e pela oração diária. Quando nos aproximamos de Deus, podemos melhor nos aproximar dos outros.
  2. Planeje gastar tempo com seu cônjuge fazendo coisas que ambos apreciam.
  3. As vezes o isolamento foi causado por uma atitude errada sua, com a qual o seu cônjuge ofendeu-se ou magoou-se. É preciso pedir perdão e buscar a reconciliação.
  4. Às vezes quando a situação já se tornou muito complicada e difícil, é preciso procurar ajuda espiritual e psicológica. Pastores e psicólogos cristãos são geralmente treinados para oferecer apoio e soluções para casos assim.

Não permita que o isolamento acabe a alegria do seu casamento. Casados também podem ser felizes juntos!

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Fonte: Texto escrito por Augustus Nicodemus que é pastor presbiteriano, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, doutor em interpretação bíblica pelo Westminster Theological Seminary, Estados Unidos, e autor de, entre outros, “O que Estão Fazendo com a Igreja” (Mundo Cristão). Publicado no site www.ejesus.com.br.

Depois da lua de mel

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento, Sexo e Sexualidade

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Aumenta cada vez mais o número de casamentos que não conseguem sobreviver mais do que sete anos. Nas últimas décadas, o número de divórcios entre cônjuges com idade inferior a 25 anos triplicou. Pesquisas têm revelado que os primeiros dois ou três anos de casamento são os mais críticos para o relacionamento conjugal, pois é exatamente esse o período em que o casamento ainda está se cristalizando. É o período em que duas personalidades distintas, com origem e estilo diferentes, resolvem fundir duas existências numa só. Para muitos esse sentimento de “fusão” gera tensão, e são tentados a desistir antes do próprio desabrochar do relacionamento. Por isso, os especialistas são unânimes em afirmar que a maior crise do casamento hoje ocorre nos primeiros anos.

Uma das razões pelas quais está aumentando o índice de divórcio entre casais jovens é a elevada expectativa que muitos têm em relação ao casamento. Alguns sonham com um casamento romântico, cheio de flores, e quando acaba a festa parecem sentir que acabou o romance.

É imperativo que cada casal discuta seus sonhos e expectativas quanto ao casamento antes de entrarem para a vida conjugal. Alguns sonham com um envolvimento máximo, com entrega total de um para o outro, o que seria realmente o ideal. Outros esperam apenas um envolvimento limitado e se sentem satisfeitos com o mero convívio, segurança e estabilidade social que o lar oferece. Há ainda os que vêem o casamento como um envolvimento mínimo, e tudo o que esperam da vida conjugal é estar juntos durante as refeições e nas horas de fazer sexo. Este último tipo de casamento tem tudo para não ser bem-sucedido. A maior tragédia, porém, ocorre quando um dos cônjuges entra para o casamento pensando num mínimo envolvimento enquanto que o outro espera uma união mais profunda. É exatamente aí que alguns começam a falar de incompatibilidade.

Durante as novidades da lua-de-mel, nenhum casal percebe que seu casamento já está sendo testado. Até ali, tudo parece muito especial. Nos meses seguintes, porém, o casal começa a se conscientizar de uma infinidade de problemas. Percebe que a liberdade individual não é a mesma de solteiro. Surge a pressão do controle das finanças. Sinais de imaturidade começam a aparecer e as responsabilidades e a necessidade de tomar decisões começa a exigir muito do casal. Qualquer que seja o problema poderá estar sob controle se houver muito diálogo e sensata discussão de cada detalhe.

Estudos especiais têm revelado que existem sete áreas de stress e ajustamento nos casamentos iniciantes. São elas:

  1.  A necessidade que você sente de freqüentes expressões verbais de afeição e reafirmação.
  2. A freqüência da intimidade sexual.
  3. O tempo que os dois dispensam ao lar.
  4. A troca de idéias e opiniões (esse ponto é particularmente desgastante quando os cônjuges pertencem a diferentes grupos religiosos ou étnicos).
  5. Responsabilidades com relação ao cuidado do lar.
  6. Higiene e aparência pessoal.
  7. As despesas do orçamento familiar.

Depois de algum tempo de casamento, ambos os cônjuges começam a se conscientizar dos erros um do outro. Outra causa de desilusão é aquela imagem irreal e excessivamente romantizada com que alguns pintam a vida conjugal. Nos primeiros meses, o cônjuge é visto através de uma lente que filtra os defeitos e só deixa passar os raios que coincidem com a imagem ideal. A medida que os meses se transformam em anos, porém, a rotina da vida diária e íntima destrói o sistema de filtros, e pouco a pouco a realidade é vista. Finalmente, o cônjuge acha que seu parceiro mudou. O que acontece, entretanto, é que essa é a primeira vez que o casal começa a ver um ao outro não como um ser imaginário, mas como um ser humano. O cônjuge não mudou. agora é que ele está sendo observado de verdade.

Por trás das faltas e defeitos, há um fator mais importante: a individualidade. Nessa fase crítica posterior à lua-de-mel, os dois devem tomar uma importante resolução: nunca destruir a individualidade do companheiro. A pessoa não deve deixar de ser ela mesma para pensar e agir como o outro deseja.

Numa crise conjugal, a pior reação é o silêncio. Sentimentos, receios e aspirações devem ser verbalizados. Comunicação é essencial e indispensável. Reconheça o valor de seu esposo. Aceite que ele é diferente e até mesmo que vai lhe aborrecer algumas vezes. Aceite que ele nunca será perfeito nessa vida, tal como você também não o será. Mas aceitar não é tolerar. Tolerar apenas joga os problemas para o futuro.

O crescimento e a adaptação começam na lua-de-mel. À medida que o tempo vai passando, o relacionamento precisará crescer e amadurecer em amor. As mudanças ainda que suaves, trazem crises. Estas crises tornam imperativa a boa comunicação entre os dois, bem como, através de ambos, a comunicação com um terceiro companheiro: Jesus. Através da oração, Seu poder está disponível em todas as emergências.

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Fonte: Escrito por David Marshall e publicado no site www.ejesus.com.br.