A infidelidade conjugal também é uma maldade

Publicado por Vera Leitão em Casamento, Família, Relacionamento, Sexo e Sexualidade

Tags: , , , ,

Uma das dores emocionais tida como a mais forte e devastadora é a que uma pessoa traída pelo cônjuge experimenta. Pessoas que passaram por esta experiência descrevem que foi como se uma faca tivesse atingido seu coração, partindo-o. Estudo científico feito pela Profa. Dra. Carmita Abdo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, publicado com o título “Descobrimento Sexual do Brasil”, revela dados alarmantes sobre o perfil de infidelidade dos brasileiros, homens e mulheres.

Nada justifica a traição num casal. Mesmo que explique, não justifica. Justificar tem que ver com provar que houve uma razão legal (dentro da lei) para o ato, ou significa tratar como justo um comportamento ou ainda provar a existência de um motivo legítimo para o ato realizado. Trair não é justo.

O cônjuge que trai age injustamente. O cônjuge traído talvez tenha sido injusto no sentido de ter privado o outro de atenções, sexo, diálogo, companhia, etc. Ambos, traído e traidor, geralmente têm culpa no caso de uma infidelidade no casamento. Na verdade, não há um carrasco e uma vítima. Ambos erram.

Há casos em que o traidor age com traição de maneira muito injusta, sendo, assim, muito mais culpado da situação de dor e desmoronamento do relacionamento, tendo aberto uma ferida de muito difícil cicatrização. Há pessoas que traem porque são compulsivas sexuais cujo cônjuge não tem quase nenhuma culpa, se alguma, pelos constantes e freqüentes episódios sexuais fora de casa deste indivíduo adicto ao sexo.

Trair é uma maldade. Também. Se o cônjuge traído sempre foi fiel e fica sabendo da situação, instala-se uma dor de difícil cura. Abre-se uma ferida cheia de “pus” de ódio, tristeza, estranheza, sensação de estar casado agora com um inimigo, “sangra” muito. O que era íntimo, fica afastado; o que era confiável, fica desconfiado; o que era amigo, parece inimigo; o que era conhecido, fica estranho.

Dra. Abdo e equipe pesquisaram entre 3106 mulheres brasileiras e encontraram que as que menos traem seu marido são as do Paraná (19,3%) enquanto que as que mais traem são do Estado do Rio (34,8%). Outros Estados ficaram assim quanto à percentagem de mulheres que traem (em média): Pará 20,3%; Santa Catarina 23,3%; Mato Grosso do Sul 23,6%; São Paulo 24,1%; Bahia 25,2%; Pernambuco 26,5%; Ceará 26,7%; Goiás 27,7%; Minas Gerais 29,5%; Rio Grande do Norte 30,2% e Rio Grande do Sul 31,7%.

Quanto aos homens, os que menos traem são os do Paraná também, mas mesmo assim com índice muito alto (43%). Depois vem São Paulo com 44%; Minas Gerais 52%; Rio Grande do Sul 60%; Ceará 61% e o estado com maior número de homens infiéis é a Bahia com 64%. Ou seja, em cada 100 homens baianos casados, 64 traem suas esposas em algum momento da vida segundo este estudo da Dra. Carmita.

A prevalência de um “caso sexual” entre 6846 participantes da pesquisa mostrou o seguinte quadro: 50,6% dos homens brasileiros admitiram ter tido um “caso sexual” com outra mulher, enquanto que 25,7% das mulheres admitiram ter tido sexo com outro homem. Ou seja, em cada 100 homens casados no Brasil, 50 tiveram um “caso” e em cada 100 mulheres casadas, quase 26 também tiveram contato extraconjugal sexual. Uma lástima e uma tragédia indevidamente alimentada pela má mídia.

A internet favorece a infidelidade conjugal. Pessoas casadas frustradas em seu casamento buscam “amor” virtual. Isto mascara o problema e pode complicar as coisas. Cerca de 60% dos casos de traição virtual termina em sexo real.

Uma pessoa casada que busca erotismo na internet está maltratando seu casamento porque estará comparando injustamente seu cônjuge com uma imagem pornográfica. Da mesma forma a pessoa casada frustrada em seu matrimônio que busca romance na internet está afundando ainda mais seu relacionamento e de uma forma injusta porque é muito fácil ser “amável” virtualmente e mostrar uma imagem de incompreendida ou vítima para a pessoa no outro lado do chat. Ilusões são criadas e a coisa piora. E a verdade é que uma pessoa “interessante” também tem problemas.

A saída para evitar a infidelidade conjugal passa por diálogo sincero, humildade de ambos, marido e mulher, para aceitar dificuldades pessoais e procurar ajuda para resolvê-las, aceitar a limitação de todos os seres humanos para nos amar como sonhamos ser amados e aceitar o amor possível, parar de ter obsessão pelo outro, e aprender que homem e mulher são diferentes do ponto de vista comportamental o que produz a necessidade de aceitar as limitações pessoais e a compreensão de que o outro nunca poderá preencher todas as necessidades de cada um.

 _______

Fonte: Texto do Dr. Cesar Vasconcelos e publicado no site www.portalnatural.org.br.

Nossos pequeninos precisam de Jesus!

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento, Sexo e Sexualidade

Tags: , ,

O capítulo cinco de Marcos registra a história de uma família que foi transformada pelo poder de Deus. Esse fato aconteceu há milhares de anos, mas ainda é extremamente atual. É a história de Jairo, que busca em Jesus a cura para sua filha de doze anos.

A ênfase não está no milagre que Jesus fez, embora seja ele tremendo. Também não está na menina de doze anos de idade, que ressuscitou, nem está nos discípulos que acompanharam Jesus, mas na pessoa de Jairo, ” Um pai desesperado”.

Jairo vai ter com Jesus e o encontra em meio uma multidão. Certamente o acesso a Jesus não foi fácil, mas o texto diz que Jairo chegou até Jesus e clamou para que Ele fosse ver sua filha, que estava doente. Jesus atendeu ao pedido dele e foi. Jairo não sabia, mas sua filha já havia morrido. Mesmo assim ele permitiu que Jesus a visse. Ao tocar a menina, Jesus libera uma palavra e ela se levanta. Com certeza, a vida daquela família nunca mais foi a mesma.

Jairo representa cada pai e mãe que precisam da intervenção de Deus na vida de seus filhos, para que vivam. Muitos pais têm perdido os seus filhos de várias maneiras; para os vícios, drogas, bebidas, prostituição. Alguns têm perdido os filhos dentro de suas próprias casas, através do desentendimento que muitas vezes geram mágoas e inimizades. Isso tudo é morte! No caso de Jairo era morte física, mas em muitos lares têm sido a morte espiritual.

A Bíblia diz em Malaquias, que a restauração de Deus começa na família, convertendo o coração dos pais aos filhos e o dos filhos aos pais. Se é necessário uma conversão é porque, em algum  momento de suas vidas, o seu relacionamento foi quebrado. Pais e filhos precisam de Jesus, Ele sempre é a terceira dobra nos relacionamentos, a garantia de que não haverá rompimentos, apesar das nossas falhas. A primeira atitude que os pais devem ter é encarar a realidade de que os filhos precisam se converter a Jesus Cristo. Se os nossos filhos não tiverem um encontro com Jesus, eles perecerão.
_______

Texto de Kenia Castro de Aguiar, publicado no site www.creio.com.br.

A pornografia destrói a união conjugal

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Sexo e Sexualidade

Tags: , ,

O inimigo menospreza a união conjugal e faz o possível para enfraquecê-la. É por isso que, por todos os lados que nós olhamos, há atrações sexuais para tirá-lo(a) dos trilhos – em ação ou, pela menos, em pensamento. Vemos imagens sexuais em locais inofensivos, como em outdoors, enquanto dirigimos o carro pelas ruas, ou até mesmo em revistas comuns, programas populares de televisão ou em filmes exibidos em horários nobres. As propagandas, as músicas, moda  trazem um aspecto erotizante.  Tudo isso não passa de armação preparada pelo inimigo para enfraquecer o impacto da vida sexual do casal, tornando-a menos interessante.

Se você tem o hábito de ver imagens carregadas de sexualidade, saiba que elas ficam gravadas no fundo de sua mente, coração e alma. Mesmo que sejam vistas por acaso, permanecem dentro de você para sempre. Um dia, as fantasias tornam-se realidade, e o sexo no casamento jamais será suficiente.

A pornografia é feita de uma série de mentiras nas quais a pessoa acredita. Tão logo plantadas, suas sementes se espalham como ervas daninhas com espinhos capazes de sufocar a vida e o potencial que existem em você. Se sua mente ocupar-se por muito tempo com pensamentos pervertidos, inúteis e desprezíveis, você colherá frutos pervertidos, inúteis e desprezíveis na vida.

A Bíblia diz: “Repudiarei todo mal” (Sl 101.3). A pornografia é um mal. É um ato de luxúria, não um ato de amor. A luxúria gira em torno do “eu” e do que “eu quero”. Não se importa em repartir amor nem em construir um alicerce de amor. A luxúria nunca se satisfaz. Sempre quer mais. A luxúria sempre se opõe à vontade de Deus. “Para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus” (1Pe 4.2).

Quando a pornografia controla seus pensamentos, tudo o mais na vida começa a desmoronar, porque o espírito de luxúria destrói a alma e a mente. Se você derivar os pensamentos para o que é mau aos olhos de Deus, passará a viver nas trevas. Será uma pessoa oca, desvinculada de todas as outras partes do corpo. “Pois o preço de uma prostituta é um pedaço de pão, mas a adúltera sai à caça de vidas preciosas. Pode alguém colocar fogo no peito sem queimar a roupa?” (Pv 6.26-27). O espírito de luxúria corrói a essência de quem você é e de quem virá a ser. Destrói a prática do sexo saudável e prazeroso entre o marido e a esposa. Destrói a alegria do desejo e da satisfação sexual um no outro piorando os problemas de insatisfação no relacionamento de intimidade.

Se a pornografia invadir a vida de um casal, será difícil voltar à satisfação anterior, como se nada houvesse acontecido. É preciso esforço para reconstruir uma nova vida juntos. É preciso procurar ajuda com conselheiros tementes a Deus e com parceiros de oração. Também será preciso comprometer-se a orar juntos. Não há forças do inferno capaz de enfrentar o poder de Deus manifestado em favor de um casal que ora juntos.

Deus nos adverte repetidas vezes em sua Palavra que devemos fugir dessas tentações. Devemos dar as costas a elas. Mude de canal assim que aparecerem na tela. Feche a revista. Desvie o olhar do outdoor. “O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as conseqüências” (Pv 27.12). Deus quer que a pureza domine o nosso relacionamento sexual. Significa não permitir que influências externas nos contaminem e nos infeccionem.

Adultério: Você está se imunizando?

Publicado por Sérgio Leitão em Relacionamento, Sexo e Sexualidade

Tags: , ,

Cada vez mais ouvimos casos de infidelidade conjugal nos dias de hoje. Antigamente a diferença da traição por parte do marido era assustadoramente superior em relação a infidelidade por parte da esposa. A porcentagem de mulheres que traem seus maridos, sobre cada vez mais. Inclusive nos círculos evangélicos!

Existem vacinas para um marido ou uma esposa não trair sexualmente seu cônjuge? O que podemos fazer para estar, como casais, cada vez mais imunes à infidelidade sexual. Claro que essa vacina não está disponível na farmácia ao lado, mas podemos estar mais imunes tomando algumas atitudes práticas no nosso dia-a-dia.

Uma das mais renomadas especialistas americanas em casos de infidelidade, Vaughan afirma “ É como tomar um pílula diariamente para o resto de sua vida”.

Vamos descrever algumas das atitudes, que você marido e você esposa, podem fazer para que não caiam nessa armadilha que todos os dias são colocadas.

1 – Jamais diga que não cometerá adultério.

Se existe um livro que deveria ser reeditado, com certeza esse livro se chama O mito da grama mais verde. No capitulo cinco do referido livro, o autor faz uma citação importante. Diz ele, citando Ellen Williams: “Se você está pensando, em seu íntimo: ‘um caso jamais poderia me acontecer’ está em dificuldades. Crer que somos imunes nos deixa completamente expostos e desprotegidos”.

Se você que ser fiel ao seu cônjuge não caia nessa cilada de pensar que você jamais irá comete esse pecado que tantos males tem causado aos casamentos, famílias, igrejas e a sociedade em geral. Lembra-se do que disse Paulo: “Aquele que está em pé, olhe para que não caia” (1 Co 10.12).

Quando reconhecemos que podemos cair na tentação do adultério, estamos dizendo a nós mesmos que quem nos sustenta é Deus (Sl 125.1).

Portanto, se você quer ser imunizado contra o veneno do adultério, mantenha-se humilde e reconhecendo que quem nos livra da tentação e que nos dá capacidade para resistir às ciladas malignas é Deus (Lc 22.46; Ef 6.11)

2 – Seja transparente com seu cônjuge.

Outra atitude para não cair em adultério é manter o seu cônjuge informado de qualquer aproximação suspeita por parte de uma outra pessoa do sexo oposto. Quando os casais mantêm o canal de comunicação aberto existe liberdade para se compartilhar sentimentos e possível affair por parte de uma pessoa. Não se iluda: a aproximação e olhares suspeitos estão em todas as partes. Podendo inclusive partir de um irmão ou irmã que esteja participando dos trabalhos de sua própria igreja. Quando um marido pede a esposa para ajudá-lo a observar o comportamento estranho de uma pessoa suspeita de uma abordagem suspeita ele está dizendo: “Querida, eu tenho um compromisso exclusivo com você e gostaria que me ajudasse a observar o comportamento de fulano ou ciclano”.

O que estamos querendo afirmar não que você deva abster-se de amizades sadias com pessoas do sexo oposto. Mas quando se acende aquela luz amarela indicando que não existe mais um relacionamento sadio e que a outra pessoa está entrando no campo sensual é hora de comunicar e compartilhar com o seu cônjuge.

3 – Mantenha-se afastado da pornografia.

Hoje existe uma nova modalidade de infidelidade: a virtual. Em nossos trabalhos com casais temos visto muitos casais com sérios problemas conjugais tendo como pano-de-fundo o vício de visitas a sites de conteúdo pornográficos, bem como chats (salas de bate-papo) na Internet.

A entrada para sites pornográficos é bem mais fácil do que se pensa. Muitos provedores, especialmente os que oferecem Internet grátis, estão apelando e atraindo homens e mulheres para visitarem fotos de modelos em poses sensuais e provocantes.

A visita de sites pornográficos e salas de bate-papo de conteúdo obsceno, além de ser um tipo de infidelidade, abre uma tremenda brecha para um relacionamento físico futuro (Jó 31.1)

No link www.clickfamilia.org.br/downloads/navegador.doc você encontrará instruções como bloquear a visitas de sites com conteúdo duvidosos. Façam um acordo sobre o assunto.

4 – Torne o relacionamento sexual com seu cônjuge algo excitante e prazeroso.

Muitos maridos e esposas estão como aqueles animais da savanas africanas. Certa vez, vendo um desses programas em que mostra como é a vida animal nas savanas africanas, vi um leopardo abater com certa facilidade um cervo manco. Se aquele cervo tivesse com as pernas em perfeito estado, talvez com muita velocidade e um pouco de sorte, poderia sair a salvo daquela perseguição. Mas o leopardo, com o seu instituto predador, escolheu sabiamente aquele cervo com problemas nas pernas.

Muitos maridos e esposas estão como aquele cervo. Estão mancos na vida sexual, passando assim a ser uma presa fácil.

Portanto, uma pílula que devemos tomar diariamente para imunizar-se de um adultério é viver uma vida sexual prazerosa, excitante e criativa com o cônjuge que Deus nos deu (Pv 5.15).

Se tivermos um banquete sexual com nosso cônjuge, será mais fácil não comer migalhas lá fora. Lembre-se: Leão saciado não devora o domador!

5 – Pegue um táxi.

O filme Infidelidade aborda a questão da infidelidade de uma esposa que tinha um marido que a amava e uma família harmoniosa. Num belo dia, de um tremendo vendaval da cidade de New York, ela se vê dentro de um apartamento com um belo e sedutor rapaz. O que era um gesto de solidariedade passou a ser uma relação extremamente explosiva de pura sensualidade entre uma mulher casada e o jovem sedutor. No final do filme, analisando toda a desgraça que trouxe para seu casamento e sua família, lembrando daquele dia de vendaval nas ruas nova-iorquinas sua mente fez com lembrasse que naquele exato momento estava passando um táxi. Ao invés de ceder o convite do jovem sedutor para subir em seu apartamento e trocar de roupa poderia perfeitamente pegar um táxi e voltar para casa.

Lembra-se de José? Quando ele percebeu que humanamente não poderia resistir, a melhor saída foi pegar um táxi. Claro que naquele tempo não existia táxi, mas ele fez o que aquela mulher deveria ter feito: fugir, dá no pé (Gn 39.12)

6 – Ore sempre.

Lembra da oração do Pai Nosso? Jesus nos ensinou que deveríamos orar da seguinte maneira: “Pai, não nos deixe cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mt 6.13). Ore sempre para Deus livrar você e seu cônjuge da tentação. Uma boa leitura de Provérbios 6.20-35 também nos dará uma grande ajuda para não sermos presas fáceis.

Concluindo, converse com seu cônjuge sobre esses assuntos acima expostos. Firmem um contrato de sempre orarem um pelo outro, de estarem abertos para uma mútua ajuda de um ataque exterior no campo da sexualidade.

Conversem sobre como podem melhorar o relacionamento sexual. Façam um contrato de jamais visitarem sites pornográficos.

Lembre-se: Quando tudo falhar, pegue um táxi! Dá o fora, corra. Faça como José, dê no pé. Mais do que uma rima, é uma boa dica!

_______

Fonte: Autor desconhecido. Publicado no site www.ejesus.com.br.

Depois da lua de mel

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento, Sexo e Sexualidade

Tags: , ,

Aumenta cada vez mais o número de casamentos que não conseguem sobreviver mais do que sete anos. Nas últimas décadas, o número de divórcios entre cônjuges com idade inferior a 25 anos triplicou. Pesquisas têm revelado que os primeiros dois ou três anos de casamento são os mais críticos para o relacionamento conjugal, pois é exatamente esse o período em que o casamento ainda está se cristalizando. É o período em que duas personalidades distintas, com origem e estilo diferentes, resolvem fundir duas existências numa só. Para muitos esse sentimento de “fusão” gera tensão, e são tentados a desistir antes do próprio desabrochar do relacionamento. Por isso, os especialistas são unânimes em afirmar que a maior crise do casamento hoje ocorre nos primeiros anos.

Uma das razões pelas quais está aumentando o índice de divórcio entre casais jovens é a elevada expectativa que muitos têm em relação ao casamento. Alguns sonham com um casamento romântico, cheio de flores, e quando acaba a festa parecem sentir que acabou o romance.

É imperativo que cada casal discuta seus sonhos e expectativas quanto ao casamento antes de entrarem para a vida conjugal. Alguns sonham com um envolvimento máximo, com entrega total de um para o outro, o que seria realmente o ideal. Outros esperam apenas um envolvimento limitado e se sentem satisfeitos com o mero convívio, segurança e estabilidade social que o lar oferece. Há ainda os que vêem o casamento como um envolvimento mínimo, e tudo o que esperam da vida conjugal é estar juntos durante as refeições e nas horas de fazer sexo. Este último tipo de casamento tem tudo para não ser bem-sucedido. A maior tragédia, porém, ocorre quando um dos cônjuges entra para o casamento pensando num mínimo envolvimento enquanto que o outro espera uma união mais profunda. É exatamente aí que alguns começam a falar de incompatibilidade.

Durante as novidades da lua-de-mel, nenhum casal percebe que seu casamento já está sendo testado. Até ali, tudo parece muito especial. Nos meses seguintes, porém, o casal começa a se conscientizar de uma infinidade de problemas. Percebe que a liberdade individual não é a mesma de solteiro. Surge a pressão do controle das finanças. Sinais de imaturidade começam a aparecer e as responsabilidades e a necessidade de tomar decisões começa a exigir muito do casal. Qualquer que seja o problema poderá estar sob controle se houver muito diálogo e sensata discussão de cada detalhe.

Estudos especiais têm revelado que existem sete áreas de stress e ajustamento nos casamentos iniciantes. São elas:

  1.  A necessidade que você sente de freqüentes expressões verbais de afeição e reafirmação.
  2. A freqüência da intimidade sexual.
  3. O tempo que os dois dispensam ao lar.
  4. A troca de idéias e opiniões (esse ponto é particularmente desgastante quando os cônjuges pertencem a diferentes grupos religiosos ou étnicos).
  5. Responsabilidades com relação ao cuidado do lar.
  6. Higiene e aparência pessoal.
  7. As despesas do orçamento familiar.

Depois de algum tempo de casamento, ambos os cônjuges começam a se conscientizar dos erros um do outro. Outra causa de desilusão é aquela imagem irreal e excessivamente romantizada com que alguns pintam a vida conjugal. Nos primeiros meses, o cônjuge é visto através de uma lente que filtra os defeitos e só deixa passar os raios que coincidem com a imagem ideal. A medida que os meses se transformam em anos, porém, a rotina da vida diária e íntima destrói o sistema de filtros, e pouco a pouco a realidade é vista. Finalmente, o cônjuge acha que seu parceiro mudou. O que acontece, entretanto, é que essa é a primeira vez que o casal começa a ver um ao outro não como um ser imaginário, mas como um ser humano. O cônjuge não mudou. agora é que ele está sendo observado de verdade.

Por trás das faltas e defeitos, há um fator mais importante: a individualidade. Nessa fase crítica posterior à lua-de-mel, os dois devem tomar uma importante resolução: nunca destruir a individualidade do companheiro. A pessoa não deve deixar de ser ela mesma para pensar e agir como o outro deseja.

Numa crise conjugal, a pior reação é o silêncio. Sentimentos, receios e aspirações devem ser verbalizados. Comunicação é essencial e indispensável. Reconheça o valor de seu esposo. Aceite que ele é diferente e até mesmo que vai lhe aborrecer algumas vezes. Aceite que ele nunca será perfeito nessa vida, tal como você também não o será. Mas aceitar não é tolerar. Tolerar apenas joga os problemas para o futuro.

O crescimento e a adaptação começam na lua-de-mel. À medida que o tempo vai passando, o relacionamento precisará crescer e amadurecer em amor. As mudanças ainda que suaves, trazem crises. Estas crises tornam imperativa a boa comunicação entre os dois, bem como, através de ambos, a comunicação com um terceiro companheiro: Jesus. Através da oração, Seu poder está disponível em todas as emergências.

_______

Fonte: Escrito por David Marshall e publicado no site www.ejesus.com.br.

Vergonha de ser virgem

Publicado por Sérgio Leitão em Namoro e Noivado, Relacionamento, Sexo e Sexualidade

Tags: , , ,

Alguns anos atrás fiquei estarrecido com uma estatística publicada por uma revista evangélica após entrevistas feitas com jovens evangélicos de 22 denominações. Estes jovens, a grande maioria composta de solteiros, haviam nascido em lar evangélico e eram frequentadores regulares de igrejas. De acordo com a pesquisa, 52% deles já haviam tido sexo. Destes, cerca da metade mantinha uma vida sexual ativa com um ou mais parceiros. A idade média em que perderam a virgindade era de 14 anos para os rapazes e de 16 anos para as moças.

Essa reportagem foi publicada em setembro de 2002. Desconfio que os números são ainda mais estarrecedores se forem atualizados para 2009.

Não vou aqui gastar muito tempo defendendo o que, acredito, a maioria dos nossos leitores já sabe que é nossa posição: sexo é uma bênção a ser desfrutada somente no casamento. Namorados que praticam relações sexuais estão pecando contra a Palavra de Deus. Mesmo que não tenhamos um versículo que diga “é proibido o sexo pré-marital” (desnecessário à época em que a Bíblia foi escrita, visto que na cultura do antigo Oriente não existia namoro, noivado, ficar, etc.), é evidente que a visão bíblica do casamento é de uma instituição divina da qual o sexo é uma parte integrante e essencial.

Alguns textos que mostram que contrair matrimônio e casar era uma instituição oficial entre o povo de Deus, e o ambiente próprio para desfrutar o sexo:

“… nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações” (Dt 7.3).

“… Aumentem quanto quiserem o preço e o presente pela noiva, e pagarei o que me pedirem. Tão-somente me dêem a moça por mulher” (Gn 34.12).

“… e lhe dará uma jovem em casamento…” (Dn 11.17).

“… Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?” (Mt 9.15).

“… nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento” (Mt 24.38).

“… Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galileia, achando-se ali a mãe de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento” (Jo 2.1-2).

“… Estás livre de mulher? Não procures casamento” (1Co 7.27).

“… Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento…” (1Tm 4.1-3).

“… Se um homem casar com uma mulher, e, depois de coabitar com ela, a aborrecer, e lhe atribuir atos vergonhosos, e contra ela divulgar má fama, dizendo: Casei com esta mulher e me cheguei a ela, porém não a achei virgem…” (Dt 22.13-14)

“… qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério” (Mt 5.32).

“… Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar” (Mt 19.10).

“… Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado” (1Co 7.9).

“… Mas, se te casares, com isto não pecas; e também, se a virgem se casar, por isso não peca” (1Co 7.28).

“… A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor” (1Co 7.39).

“… ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade” (Jo 4.17-18).

“… alguém (o presbítero e/ou pastor) que seja irrepreensível, marido de uma só mulher…” (Tt 1.6).

“… quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido.” (1Co 7.1-2)

“… Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb 13.4).

“… que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1Ts 4.4-7).

As passagens acima (e haveriam muitas outras) mostram que casar, ter esposa, contrair matrimônio é o caminho prescrito por Deus para quem não quer ficar solteiro ou permanecer viúvo. O casamento era, sim, uma instituição oficial em meio ao povo de Deus. As relações sexuais fora do casamento nunca foram aceitas, quer em Israel, quer na Igreja Primitiva, a julgar pela quantidade de leis contra a fornicação e a impureza sexual e pelas leis e exemplos que fortalecem o casamento como instituição para o povo de Deus em todas as épocas.

O ônus de provar que namorados podem ter relações sexuais como uma coisa normal é dos libertinos. Posso me justificar biblicamente diante de Deus por viver com minha namorada como se ela fosse minha esposa, não sendo casados? Como eu lido com essa evidência massiva de que o casamento é a alternativa bíblica para quem não quer ficar solteiro ou viúvo?

O que existe na verdade é aquilo que Judas menciona em sua carta, sobre pessoas ímpias que transformam a graça de Deus em libertinagem (Jd 4). Os argumentos do tipo, “quem casou Adão e Eva” demonstram o grau de má vontade e a disposição do coração de continuar na prática da fornicação, mesmo diante da resposta: “O caso de Adão e Eva não é nosso paradigma, a não ser que você tenha sido feito diretamente do barro por Deus e sua namorada tenha sido tirada de sua costela. Se não foi, então você deve se sujeitar ao paradigma que Deus estabeleceu para toda a raça humana, para os descendentes de Adão e Eva, que é contrair matrimônio, casar-se, um compromisso público diante das autoridades civis”.

Os demais argumentos — “é melhor que os namorados cristãos tenham sexo responsável entre si do que procurar prostitutas, etc.” nem merecem resposta. O que falta realmente é domínio próprio, castidade, submissão à vontade de Deus, amor à santificação.

Chegamos ao ponto em que os rapazes e as moças cristãos têm vergonha de dizer, até mesmo em reuniões de mocidade e de adolescentes, que são virgens.

Tenho compaixão dos jovens e adolescentes de nossas igrejas. Mas sinto uma santa ira contra os libertinos, que pervertem a graça de Deus, pessoas ímpias, que desviam nossa juventude para este caminho. “A vingança pertence ao Senhor” (Rm 12.19).

_______

*Augustus Nicodemus é pastor presbiteriano, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, doutor em interpretação bíblica pelo Westminster Theological Seminary, Estados Unidos, e autor de, entre outros, “O que Estão Fazendo com a Igreja” (Mundo Cristão). Artigo publicado originalmente no blog do autor: O Tempora, O Mores!

Artigo publicado no site www.creio.com.br

Ser feliz no casamento faz bem à saúde!

Publicado por Sérgio Leitão em Sexo e Sexualidade

Tags: , ,

Gilson e Elizabete Bifano

 

É interessante como a ciência tem descoberto fatos que mostram que ser feliz no casamento traz muitos benefícios ao ser humano. Quando leio uma dessas descobertas louvo a Deus, pois foi Ele o autor desta grande idéia.

Você sabia, por exemplo, que ser feliz no casamento ajuda no combate a gripe? Isso mesmo. A felicidade conjugal pode ser melhor do que esses remédios que são anunciados todos os dias na TV.

Pesquisas realizadas pela Universidade de Birmingham revelaram que pessoas com casamentos felizes têm mais chances de combater eficientemente a gripe. As pessoas que se diziam felizes no casamento tinham um nível maior de anticorpos no sangue do que aqueles que se diziam menos satisfeitos em seus casamentos.

Quer ser recuperado de uma lesão na pele com mais facilidade? Então, procure ter um casamento feliz. Pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, observaram que as feridas cicatrizavam mais depressa nos casais que tinham menos hostilidade no casamento. Em casais que tinham um alto grau de estresse conjugal, as feridas demoravam mais a cicatrizar.

Quer outro motivo para você construir um casamento feliz?

Você sabia que a vida conjugal tem influência na saúde de pessoas em idade avançada?

Isso mesmo! Pesquisas conduzidas pelo Departamento de Sociologia da Universidade do Texas, EUA, chegaram à conclusão, depois de pesquisarem mais de mil homens e mulheres casados acima de 70 anos, que aqueles casais de idosos que tinham um casamento mais ajustado, estável e feliz eram mais saudáveis do que idosos com casamentos problemáticos. Uma outra notícia que deve incentivar você, se é casado, a melhorar seu casamento.

Casais que brigam são mais propensos a terem problemas cardíacos. Esse estudo, conduzido pela Universidade de Utah, também nos Estados Unidos, demonstrou que esposas que têm maridos agressivos são mais suscetíveis à arteriosclerose. Em casamento que os cônjuges são controladores, agressivos e hostis há maior facilidade de haver calcificação nas artérias do que em casais que sabem resolver seus conflitos em paz e através do diálogo. Então, além de não fumar, comer inteligentemente e fazer exercícios, um casamento feliz também faz muito bem ao coração.

Todos sabem que o tabagismo é prejudicial à saúde. Então, preste atenção aos resultados de uma pesquisa conduzida pelo Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos Estados Unidos. Pessoas casadas e felizes em seus casamentos têm 18,8% de probabilidade de acender um cigarro, contra 22,9% dos adultos não casados.

Uma outra pesquisa também apontou um dado interessante. Casais felizes fazem mais sexo que casais que vivem num casamento marcado por estresse e tensão. Ora, se casais com casamentos felizes fazem mais sexo, eles são mais saudáveis, pois está provado que sexo faz bem à saúde. Preste atenção em algumas descobertas da ciência.

Relações sexuais ajudam na prevenção da arteriosclerose. O ato sexual ajuda a melhorar a memória, pois durante o orgasmo acontece uma pequena perda da consciência, que pode durar de 20 a 104 segundos, tempo adequado para descansar e recarregar a memória. Sexo ajuda no combate à celulite, pois melhora a circulação sangüínea, além de ser um ótimo relaxante muscular. A relação sexual é um antídoto contra a depressão, pois durante o ato sexual as taxas de serotonina e dopamina ficam elevadas.

Portanto, faça um esforço, dê um pouco de si para viver uma vida conjugal feliz. Além de testemunhar do ato criativo de Deus, vai ajudá-lo a ter mais saúde e viver mais tempo ao lado da pessoa amada.

_______

Gilson e Elizabete Bifano são diretores do Ministério OIKOS. Artigo publicado no site www.ejeus.com.br .