Armadilhas dos supermercados

Publicado por Sérgio Leitão em Conselhos, Curiosidade, Finanças, Relacionamento

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O cliente não pode andar rápido:
Usualmente, você só coloca itens no seu carrinho se fizer uma breve parada, ou reduzir a velocidade ao longo dos corredores. Por esta razão, a loja faz o possível para que você pare várias vezes e tenha tempo de olhar as ofertas à sua volta. O supermercado já é desenhado tendo em vista este objetivo (bastam 2 clientes para criar um congestionamento em qualquer curva, e fazer todo mundo parar ou andar beeeeem devagar), e ainda há dezenas de truques catalogados, como os corredores de ovos de páscoa, atrações com forte apelo para crianças (um forte estímulo para famílias pararem), atrações para adultos, escadas rolantes internas, distribuição de amostras, cafezinho, etc.

Os itens que você compra com mais freqüência estão longe:
Geralmente no fundo ou na lateral da loja. Já os itens com maiores margens de lucro, que você compra por impulso ou em ocasiões especiais estão logo na entrada, e você tem que passar por vários deles até chegar à padaria, aos refrigerantes ou às frutas e verduras. E depois tem que passar por eles novamente na volta. Dupla chance para o impulso de compra acontecer!

Os itens mais procurados estão sempre no meio do corredor:
E a razão é simples: para chegar até eles, você terá que passar por um caminho maior, vendo todos os demais itens daquela seção. E a loja estará fazendo o possível para que o impulso de compra se manifeste neste caminho.

Os itens mais comprados por impulso estão próximos do caixa:
Todo consumidor passa longos minutos de tédio na fila para pagar, e a loja tenta garantir que ele tenha um bom suprimento de produtos pequenos e com alta margem de lucro ao seu redor: DVDs, revistas, chocolates selecionados (e sempre em embalagem individual), e até mesmo refrigerantes gelados, com forte apelo de consumo para quem passou uma hora arrastando um carrinho por uma área do tamanho de um estádio de futebol.

Os produtos mais caros estão na altura dos seus olhos:
Procure a prateleira das pastas de dente, ou a do sabão em pó, e compare. A marca ou tamanho com maior margem de retorno para o supermercado estarão na altura dos seus olhos. As opções econômicas tendem a estar no nível do chão, e estariam no subsolo se o lojista conseguisse dar um jeito.

A ilusão do produto “classe A”:
Produtos com maior margem de lucro muitas vezes têm como seu diferencial apenas uma idéia ou conceito, no qual você é levado a acreditar apenas porque ele vem em uma embalagem diferente, ou porque é colocado em uma “área nobre”, ou – principalmente – devido aos comerciais dele na TV. Isso não significa que não existem produtos nobres, mas sempre pare para pensar se o diferencial é real ou apenas uma ilusão.

O tamanho do carrinho:
Lojas de departamentos e supermercados procuram oferecer carrinhos de compras espaçosos, para facilitar o surgimento da sensação de que ainda há muito espaço disponível, portanto você ainda pode pegar bem mais itens. Compare os carrinhos disponíveis em hipermercados que investem pesadamente em marketing, e o do mercadinho da sua rua: é bastante provável que o do hipermercado (onde há verba disponível) seja sempre novo, de 2 andares (o dobro da área que você percebe como vazia), mais largo que o usual. Quem tem verba de marketing e pesquisa a psicologia do consumidor sabe que vale a pena investir nesta sensação.

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Fonte: Texto publicado no site www.esperanca.com.br.

Resgatando uma geração

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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“Nossas crianças são parte de toda uma corrente de gerações e serão impactadas por ela, para o bem ou para o mal”

A geração das crianças pertence a todos nós, e fomos comissionados para assumir a responsabilidade por elas, tendo ou não filhos próprios. Nossa primeira responsabilidade é para com as nossas próprias crianças e, então, com elas fazer diferença para crianças que não são nossos filhos por nascimento.

Todos nós temos um chamado e um destino para impactar a geração mais jovem. Somos responsáveis pelo mundo em que as crianças vivem hoje, pelas leis que são aprovadas, pela sociedade na qual estão nascendo.

Elas estão se matando nas escolas; estão tendo filhos antes de terem deixado a infância. Elas são mortas e feridas por disparos em guerras, morrem em virtude da fome e crescem não sabendo que existe um salvador que as ama e que morreu por elas.

Há uma guerra por esta geração. Muitas crianças morrem antes mesmo de começarem a cumprir o seu destino: são mortas por meio do aborto. O sacrifício de crianças ainda é praxe em alguns países, muitas são vendidas para a prostituição ou são jogadas em latas de lixo, o abuso sexual é comum e está fora de controle, e famílias são dilaceradas.

O inimigo conhece as estratégias de Deus melhor do que nós, às vezes. Ele sabe que, se puder destruir uma criança, roubará sua idade adulta e afetará as gerações após ela. Quando mata uma criança, ele impede a corrente de gerações de fluir. Quando destrói a sua infância, sabe que destruirá o restante de sua vida e de seus filhos também.

É tempo de uma geração erguer-se a favor das crianças

Esta não é uma tarefa que pode ser realizada por uns poucos, mas a responsabilidade das outras gerações é defender, proteger, resgatar, restaurar e capacitar todas as crianças para serem o que foram chamadas para serem antes da fundação do mundo (Ef 1.3-4).

Nós somos agentes de mudanças. É tempo de nossa geração levantar-se a seu favor, clamar a Deus e resgatá-las das mãos do maligno. Nenhum de nós está isento deste chamado: “uma geração por uma geração”. 

Existem crianças escolhidas que o inimigo está tentando destruir. Ele tentou destruir Moisés e Jesus, matando as crianças das gerações deles. A mãe de Samuel teve de lutar pelo nascimento dele.

Toda criança e todo jovem tem um destino, cada criança tem uma unção e para cada criança Deus tem um propósito e um plano. Quando você vê uma criança que é a mais doente, a mais levada, a mais pobre, quando você vê uma criança com problemas por todo lado, a tendência é recuar em vez de reconhecer o que está acontecendo e erguer-se a favor dela. Agarre aquela criança com todo amor que você puder dar, combata o mal com oração, jejum e amor para libertá-la. Esta é uma comissão que Deus tem dado a cada um de nós e ninguém está isento.

Uma geração pode mudar a tendência do mal da outra; uma geração pode entrar no campo inimigo e tomar outra geração de volta.

Em países nos quais existe algum respeito pelas crianças, elas não são enviadas para a guerra; a geração mais velha luta para proteger o país para o futuro delas. Assim deve ser no Reino, uma geração lutando, resgatando e conquistando a terra do inimigo e criando as crianças com os valores do Reino.

Uma geração terá de prestar contas a respeito da geração seguinte e da herança que foi deixada a ela. Você tem filhos? “Sim, você tem. Cada um tem filhos. Eles estão todos ao seu redor. Eles estão nas ruas. Eles estão na igreja. Eles são uma parte tão grande da nossa sociedade que afetam tudo o que fazemos. Comece a orar por um derramamento de Deus nas crianças em volta de você. Este é o tempo de Deus para as crianças”. Este é o tempo de colheita entre as pessoas jovens. Cada vez que você ouvir a respeito de violência envolvendo crianças na televisão, diga em voz alta: “Nossas crianças são ensinadas pelo Senhor e grande é a sua segurança e a sua paz. Amém”. (Veja Isaías 54.13.)

As crianças são a nossa geração de crianças, precisamos todos amá-las; precisamos todos orar por elas; precisamos conquistá-las, discipulá-las e dar-lhes apoio quando forem “por todo mundo”. 

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Fonte: Texto de Daphne Kirk, Jornal Atos Hoje.

A televisão: O perigo invade sua casa

Publicado por Sérgio Leitão em Curiosidade, Família, Liderança, Relacionamento

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Sabemos que a televisão é um dos mais utilizados objetos no mundo e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),  em sua pesquisa de mercado, diz que 98% dos lares brasileiros possuem uma ou mais televisão. Existe mais TV nos lares do que geladeira ou fogão. Oito milhões de lares brasileiros possuem TV por assinatura, isso quer dizer que quase 26 milhões de pessoas desfrutam dessa comodidade. 

Foram mais de 900 milhões de aparelhos nos últimos 40 anos que tem como inventor o escocês por nome John Baird, mas somente em 1934 que o russo Vladimir Zworykin, ao chegar aos Estados Unidos criou o iconoscópio – aparelho que permitia decompor uma imagem em milhares de pontos convertidos num sinal modulado -  surgindo as primeiras aplicações práticas.

A televisão foi criada com três princípios básicos: 1) informar; 2) divertir e 3) transmitir cultura.

Os anos passaram e esses princípios foram trocados abertamente e deturpados por: 1) Interesses comerciais 2) Malignidade existente no coração do ser humano. 3) A ação do príncipe desse mundo – Satanás – que possui somente esses interesses no ser humano: 1) Matar 2) Roubar 3) Destruir.

Para uma grande maioria de brasileiros, a única fonte de informação é a televisão, e corresponde ao dobro dos leitores de jornais e revistas. Pesquisadores em quase todos os países desenvolvidos estudam as conseqüências decorrentes do tempo que as pessoas passam em frente à telinha. Após avaliar 2.500 mil horas e mais de 2.600 programas diferentes, uma Universidade da Califórnia – USA alertou: 1) 73% das ações de violência que ocorrem na TV transmitem a criança uma sensação de impunidade; 2) Em 58% das cenas violentas as vítimas sequer sentem dores pois 47% das cenas, parecem ser de borracha porque não sangram nem aparecem ferimentos.

Estudos comprovam que principalmente crianças e adolescentes procuram imitar os maus comportamentos que a TV mostra. Outra pesquisa feita por Jô Grobel da Universidade de Utrecht, Holanda constatou que: 1) 44% das crianças que assistem à televisão têm dificuldades em diferenciar a vida real da virtual. 2) O tempo que as crianças passam vendo televisão é 50% maior que fazendo qualquer outra atividade 3) Ação de risco apresentado na mídia é chamativa e atraente para 47% das crianças. 

A TV controla a vida de milhares de pessoas, ditando a hora de dormir, tipo de alimentação e bebida da família, decoração, lazer, viagem, compras, enfim as pessoas estão aprisionadas na vida real de um sistema virtual. Aquele objeto central do nosso lar – pois está no lugar principal da casa – geralmente na sala principal e todos os sofás e cadeiras voltados para ela, como se fosse um altar de adoração. Para muitas famílias é exatamente isso, pois segundo o IBGE, o brasileiro vê em média 3,9 horas de TV ao dia. Sabe o que isso significa? Quando você estiver com 70 anos, terá sepultado no tubo de imagem da TV, 10 anos ininterruptos da sua vida. Período suficiente para tornar qualquer um em zumbi, vida aniquilada, vazia, sem afeto, criatividade desperdiçada.   

A televisão é uma máquina de destruir famílias inteiras em todos os sentidos. A média da criança semanal na frente da TV é de 21 a 33 horas. Isso é mais que o tempo que permanece na escola (cerca de 25 horas semanais). Os brasileirinhos de até 14 anos de idade chegam aos 50 milhões, isso é 32% da população brasileira e para eles se volta um mercado que movimenta bilhões de dólares por ano. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, apresenta na sua página da Internet que foram vendidos em 2009 o valor estimado em 2 bilhões e 710 milhões de reais, e a TV é uma das principais fonte de propaganda. A programação está nas mãos de homens corruptos, incrédulos, amantes de si mesmos, avarentos, invejosos, amantes dos prazeres terrenos e pessoas que não querem saber de Deus nem mesmo de ouvir falar. Cada dia a concorrência entre as emissoras e a tentativa de alcançar os indivíduos dentro de seus lares, avança furiosamente. Eles não estão preocupados com seu filho, se ele está sofrendo alguma pressão psicológica ou cheio de dúvida e sem saber qual rumo tomar. Eles não estão interessados pela felicidade de sua família, nem querem saber se os conselhos em seus vários programas infernais e maléficos estão trazendo a destruição do casamento e criando com grande alvoroço a liberdade homossexual, como se fosse algo normal no seio da família. Programas feitos com segundas intenções, envolvendo uma falsa impressão de contrariedade, mas com convidados preparados para lançar sementes contra a Palavra de Deus e sua Igreja. Sementes para que a nova geração que está surgindo venha sem crer em Deus, que Jesus é o único Salvador e que o Espírito Santo é uma influencia da cabeça de alguns aproveitadores.

 ”Kosmos” o sistema do mundo daqueles que estão separados de Deus, está atuando sem descanso. O objetivo está sendo alcançado por eles, infelizmente, pois a epidemia das drogas está devastando a sociedade inteira. Todas as autoridades, em todos os segmentos, não sabem mais o que fazer, pois o “crack” está em todas as camadas sociais, destruindo vidas, famílias, comunidades e nessa corrida logo poderá alcançar o maior número de usuários da história. Tudo começa com historinhas que a criança acompanha todos os dias através da TV.  Depois é a própria TV em seus telejornais que joga toda a sujeira dentro de nosso lar e nós ainda perdemos tempo vendo e ouvindo tanto lixo e imundícia. Alguns psicólogos são pagos por grandes redes para desmentir publicamente tudo isso, dizendo que a TV faz bem e que prepara a criança para o amanhã. A TV não é o agente de educação do lar, pois isso é o papel dos pais, mas está querendo transferir essa responsabilidade para apresentadores e especialistas que não possuem vida exemplar para querer ensinar alguma coisa útil para alguém. A maioria desses artistas muda de cônjuge como mudamos de roupa e outros se declaram homossexuais e outros participantes de alguma seita satânica.  

É isso que queremos dentro de nosso lar? (Leia Ef 5.15-16; Cl 4.5 e Sl 90.12). Está na hora de tomarmos posição. Não estamos aqui para proibir a TV, mas para que você tenha forças para escolher uma programação mais íntegra possível, dentro dos padrões bíblicos. Aprenda a desligar a TV, fuja de cenas depressivas, pois são exatamente cenas como estas que está levando uma grande parte da população a depressão. Ainda há tempo para mudar!! Quem sabe seja hoje.

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Fonte: Texto do Pr. Lineas Domiciano, publicado no site www.ifamilia.com.br.

As fases da separação

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Família, Relacionamento

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Conheça as etapas desse árduo processo e saiba como superá-las.

Por mais diferente que uma pessoa seja da outra, o processo de separação tem fases pelas quais todo mundo passa.

Listamos todas elas para você saber que o que está acontecendo – ou está prestes a acontecer – como você é normal, faz parte do processo de rompimento.

A decisão. As insatisfações se tornam visíveis. Não existe mais diálogo, companheirismo, prazer de estar junto e as discussões que eram mensais começam a ser quase diárias. Pesa-se novamente os prós e contras e decide-se adiar a ruptura, apostando no resgate da relação. O processo de decisão, por qualquer uma das partes, é lento. É assustadora a idéia de construir uma vida sozinha e triste admitir que o relacionamento acabou. Há muito medo e dúvida envolvidos, seja por questões financeiras ou emocionais. Essa fase pode ser aberta e conhecida pelo casal, se eles optam por discutir os problemas e encontrar soluções, ou silenciosa. Passa o tempo e as coisas pioram novamente, com uma carga cada vez mais insuportável. A relação se transforma numa guerra ou num tédio completo. A tensão é tanta que não há mais saída. O momento de decisão fica mais claro quando ao invés de questionar o tempo todo como está o meu casamento?, você começa a perguntar como eu estou? É hora de encarar a separação de frente, sem jogar nada sob o tapete.

A negação. Há uma fase inicial em que se começa a negar que as coisas estavam tão ruins assim. Você acha que está exagerando, jogando uma relação longa e legal pela janela por besteira, que é só uma crise que passa como as outras. A negação é comum e pode vir tanto de quem decidiu pela separação ou pelo outro. Afinal, separar é doloroso, difícil e tendemos a esquecer as coisas ruins do relacionamento para tentar aplacar a dor da ruptura. O ser humano é ambivalente e os sentimentos também. Portanto, você vai demorar um tempo para ter certeza de que tomou a decisão certa (ou se ele tomou). É possivelmente perfeito querer sair fora da relação e ao mesmo tempo sofrer um medo danado de concretizar a perda.

Fracasso. Porque o divórcio representa o fim de um projeto de vida, cujo o investimento emocional foi muito grande. Afinal, ninguém casa pensando em separar. Por mais prática e realista que seja, você sempre acha que vai ser para sempre, que vai sempre ser amada e amar aquele homem. E mais, ele conhece tudo da sua vida, é seu porto seguro e muitas vezes, seu único amigo. Você fica descrente nos relacionamentos como um todo, acha que nunca mais vai se apaixonar e casar. Acha que todos são descartáveis e nada é duradouro. E que você não é capaz de fazer alguém amá-la.

Culpa. Aparece em consequência da incapacidade que sentimos por não conseguirmos salvar esse projeto (onde eu errei, porque ele não gosta mais de mim, o que aconteceu, por que eu?).

Rejeição. Se a separação foi pedida por ele, é inevitável. Uma das coisas mais difíceis de ouvir é que você não é mais amada. A auto-estima cai, você se sente feia, desinteressante. Cuidado para não se humilhar ou transformar esse sentimento em rancor, principalmente quando ele começar a namorar de novo.

Medo. Em menor ou maior grau, sempre está presente. Medo de não conseguir ser feliz de novo, da solidão, de reconstruir a vida financeiramente e emocionalmente.

Os altos e baixos. No meio disso tudo, há dias em que você está se sentindo ótima, livre, poderosa e corajosa e dias em que não consegue dar um sorriso, acha que o mundo vai acabar, que é vítima de todo o sofrimento, a mais feia. Não se desespere. É normal. Vai chegar um momento em que os altos serão cada vez maiores que os baixos.

Manter a amizade ou querer vingança. É difícil quebrar o vínculo com quem se foi tão íntimo, amado e que te conhece tão bem. Quase impossível. O tempo cura isso e o distanciamento é inevitável, mesmo que a separação tenha sido amigável. É, acima de tudo, essencial para o recomeço da sua vida. Não fique se sentindo na obrigação de entender tudo, compreender o que ele sente, o que está acontecendo e não se culpe por ataques de ciúme e posse. Tente ser amiga, sim, mas respeite seus limites. Se você sofre ao ouvir que ele saiu com amigos, não pergunte e não procure saber.

Do lado oposto, não nutra ódio ou revanche. No fundo esses sentimentos também são a maneira, negativa, de não cortar o vínculo, um processo lento, doloroso e necessário. Melhor não falar com o ex do que ficar brigando e tramando vingança. Melhor para você.

Começar de novo. É difícil, e no começo muito desanimador. Há a excitação de cair no mundo, solteira, fazer o que quiser, decorar a casa como bem entender. Mas há o medo, a solidão, o vazio. A cama que antes tinha dois agora só tem você, coisas que estava acostumada a fazer não tem mais graça sem a companhia dele. É preciso muita coragem e estrutura emocional nessa hora. Reúna os amigos, a família, tenha sempre gente por perto para os momentos de solidão. Mas não fique empurrando os sentimentos para baixo do tapete. Devagar, vá se acostumando com o tempo que tem sozinha. Ele também é precioso.

A perda definitiva. Acontece quando o outro começa um novo relacionamento. Tristeza, acessos de ciúme e posse são inevitáveis. Afinal, ele era exclusivo seu e vê-lo com outra pessoa dói porque você inevitavelmente se compara à nova parceira e porque é um sinal definitivo – ou quase – de que você perdeu, que a relação acabou mesmo e, principalmente, que você foi substituída. 

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Fonte: Texto da jornalista Thais de Oliveira. Publicado no site www.cadadia.net.

Conselhos aos casais

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  1. Nunca fiquem ambos zangados ao mesmo tempo.
  2. Nunca lance em rosto um ao outro um erro do passado.
  3. Nunca se esqueçam das horas felizes de quando começaram a se amar.
  4. Nunca se encontrem sem um termo bem vindo.
  5. Nunca usem indiretas, quer estejam sozinhos ou em presença de outros.
  6. Jamais grite um com o outro, a não ser que a casa esteja pegando fogo.
  7. Procure cada um se esforçar ao máximo para estar de acordo com os desejos do outro.
  8. Seja a renúncia de si mesmo o alvo e a prática de cada dia.
  9. Nunca deixem o sol se pôr sobre qualquer zanga ou ressentimento melhor mesmo é não zangar-se!
  10. Jamais dêem ensejo a que um pedido razoável tenha de ser feito duas vezes.
  11. Nunca façam um comentário em público, que possa magoar o outro. Pode parecer engraçado, às vezes, mas fere.
  12. Nunca suspirem pelo que poderia ter sido, mas tirem o melhor partido daquilo que é.
  13. Não censurem nunca, a não ser que tenham a certeza de que uma falta foi cometida, e mesmo assim falem sempre com amor.
  14. Jamais se separem sem palavras amáveis, nas quais pensem enquanto separados. Breves palavras proferidas na manhã preenchem um longo dia.
  15. Não deixem que nenhuma falta cometida fique sem ser confessada e perdoada.
  16. Não se esqueçam que o lugar mais próximo do céu na terra é aquele em que duas almas se tornam rivais no altruísmo.
  17. Não fiquem satisfeitos enquanto não tiverem certos de que estão ambos trilhando o caminho estreito e reto, um ajudando o outro.
  18. Jamais se esqueçam que o casamento foi estabelecido por Deus e que só a sua benção pode torná-lo o que deve ser.
  19. Não permitam que esperanças terrenas os distanciem do lar eterno.
  20. Jamais deixem de regar o amor com muito carinho e afeto.

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Fonte: “Autor Desconhecido”

O pastor, a noiva e a esposa

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Liderança, Relacionamento

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Certa vez um jovem evangelista estava enfrentando sérios problemas com a esposa. Em vez de procurar resolvê-los, preocupava-se mais com sua reputação e com a campanha evangelística que estava para realizar do que tentar reconquistar a esposa e restabelecer o relacionamento de ambos. Certo dia, quando se ajoelhou para orar acerca do grande ministério que deseja exercer para Deus, o Senhor lhe dirigiu uma pergunta muito inquietante: “Como posso confiar-lhe a minha noiva, se você não está sabendo cuidar da sua?”. Esta história narrada por Larry Lean no seu livro “Num uma hora” mostra o que pode ser uma realidade muito marcante na vida daqueles que foram chamados por Deus para ser pastor.

Às vezes, o pastor, nas melhores das intenções, dedica-se com empenho para cuidar da Noiva de Cristo e esquece de cuidar da sua esposa, do seu casamento e da sua própria família. Muitos pastores do passado, e alguns do presente, cometem esse equívoco.

Pesquisas realizadas com pastores americanos apontaram que os obreiros mais satisfeitos e produtivos no ministério eram aqueles que estavam bem em seus casamentos e relacionamentos familiares. Uma outra pesquisa, citada H.B. London Jr e Neil Wiseman, no livro “Despertando para um grande ministério”, mostrou que 33% dos pastores estavam insatisfeitos com o nível de intimidade em seus casamentos, 6% dos cônjuges destes estavam igualmente insatisfeitos e 19% tinham tido algum tipo de contato sexual impróprio com outra pessoa que não o cônjuge. A pergunta que se coloca é a seguinte: Como os próprios pastores, organizações (Ordens de Pastores e Seminários) e as igrejas podem contribuir para que os pastores estejam bem nos seus casamentos e relacionamentos familiares?

O primeiro passo deve ser dado pelos próprios pastores. Neste sentido a conscientização da importância de ser viver as recomendações de Paulo a Timóteo, especialmente o texto de 1Tm 3. 4,5,  é crucial. Um trabalho pastoral desprovido da vivência deste texto enfraquece o pastor perante seu próprio casamento e filhos como também tira-lhe a autoridade de ministrar a outros. Quando um pastor vive em harmonia com o seu casamento, cuida melhor da Noiva de Cristo. Quando vive o papel de um pai amoroso e amigo, tem melhores condições de cuidar dos filhos de Deus. Em fim, quanto mais o pastor viver uma vida familiar saudável melhor trabalho fará com a família da fé que é a igreja.

Pastores precisam se conscientizar que o casamento deve ser alimentado cotidianamente, seja através de palavras e atos. Tomar decisões de investir tempo para estar com a esposa a sós, seja num passeio diário ou semanal, nas comemorações de aniversário de casamento ou namoro são importantes para se construir uma vida conjugal saudável.

Os seminários e institutos teológicos também têm um papel fundamental na vida conjugal de futuros pastores. É lá que os jovens solteiros, muitos já casados, é verdade, estão se preparando para o exercício das funções pastorais. Para tanto, a experiência positiva de obreiros que já estão nas lides pastorais deve ser compartilhas. Por que não compartilhar também os fracassos para que sirvam de alertas para os futuros pastores? Um outro caminho seria a realização de eventos, conferências e eventos objetivando o fortalecimento das famílias já constituídas que estão nos seminários, bem como dos jovens solteiros que estão por casar.

As Ordens de Pastores também podem contribuir. É raro vermos nos retiros e congressos de pastores abordagens sobre temas conjugais e familiares. Por quê? São abordados temas teológicos, eclesiológicos e administrativos, mas pouco ou quase nada sobre a importância do pastor fortalecer seu casamento e viver melhor em família. Convênios com profissionais da área de psicologia poderiam ser efetivados para o encaminhamento, com preços subsidiados, de pastores que enfrentam dificuldades nesta área. Pastores também podem passar e passam por crises conjugais! Toda a associação de classe só tem relevância quando ajuda seus associados  na capacitação constante como nas soluções dos problemas comuns da vida.

E as igrejas, o que podem fazer? Devemos trabalhar com as igrejas a idéia de que pastores precisam cuidar dos seus casamentos e filhos. Para que exigir que o pastor esteja presente em todos os eventos realizados pela igreja e suas organizações? As igrejas devem respeitar o dia em que o pastor separa para dedicar-se exclusivamente à sua esposa e filhos. Antigamente falava-se que o dia de folga  era as segundas-feiras. Hoje, na minha concepção, é uma dia extremamente inadequado. Cada um deverá escolher, em família, este dia e valorizá-lo com todas as forças. As igrejas também poderiam presentear seus pastores com uma viagem de comemoração de aniversário de casamento ou a participação em um seminário em que a vida conjugal e familiar sejam enriquecidas. 

Devemos, como crentes individualmente, orar pelo casamento daquele pastor que está nos pastoreando e ajudá-los, naquilo que estiver ao nosso alcance, para que construam um casamento saudável. 

Para terminar, concordo com  London Jr e Neil Wiseman autores do livro já citado. Dizem eles: “Um ministro não se esforça por construir um casamento sólido a fim de tornar o seu ministério mais digno de crédito ou para impressionar mais, mas para tornar-se a si mesmo e a sua esposa pessoas mais íntegras”.

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Fonte: Texto de Gilson Bifano, publicado no site www.clickfamilia.org.br.

Joquebede: Mãe fonte de encorajamento e de exemplo

Publicado por Sérgio Leitão em Família, , Mulher, Pais e Filhos, Relacionamento

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As mães têm um relacionamento singular com os filhos repleto de compreensão e de perdão, assim como de afeto; porém, para alguns filhos, uma boa mãe também precisa ser firme, esperando e exigindo o devido respeito. As mães devem controlar a situação para que possam receber suas bênçãos. Se estiverem ocupadas ou sobrecarregadas demais, não estarão prontas para receber.

Nunca é cedo nem tarde demais para começar a ministrar aos seus filhos. Joquebede uma das mulheres da Bíblia que, com freqüência, serve de fonte de encorajamento e de exemplo. Seu amor ardente pelo filho somado à sua fé deram-lhe forças para agir heroicamente em meio a grande opressão. Embora fosse escrava, era também levita, uma mulher que pertencia ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Joquebede conhecia a história de seus antepassados. Acreditava nas promessas. Deus era fiel.

Trezentos anos após a morte do patriarca José, nasceu uma criança no Egito. Seu choro alto era sufocado pelos soluços de uma mulher. O coração de Joquebede revelava um misto de alegria e de medo. Pois faraó havia ordenado, que seus soldados procurassem cada menino recém-nascido e que os matassem jogando-os nas águas do Nilo.

O pensamento hebraico frequentemente equipara riqueza a filhos e filhas, herança prometida por Deus a Abraão (Gn 12.2). Repare na iniciativa dessa mãe. Ela “concebeu… deu à luz um filho… vendo que era formoso… tomou um cesto… pondo nele o menino” (Êx 2.2-3). Essas ações denotam uma mulher de fé corajosa e com objetivos claros. Sua motivação e seus resultados são esclarecidos pelo autor de Hebreus (Hb 11.23-27). Ela contornou a lei que mandava que matasse seu bebê: colocando-o no rio Nilo, cumpriu a lei (Êx 1.22); cercando-o de proteção, inclusive colocando sua irmã para vigiá-lo, demonstrou fé (Êx 2.3-4).

As mentes ocidentais não conseguem compreender as táticas aterrorizantes dos Faraós antigos. Idólatras e corruptos, não sentiam nada além de desprezo por Javé, o Deus dos israelitas, suas vítimas sociais escravizadas. Ódio, hostilidade e trabalho duro eram fatos da vida. Mesmo assim, uma mulher cuidadosa, mãe desembaraçada e de iniciativa, elevou-se acima da maldade que a cercava. Deus viu seu coração, ouviu suas orações e interveio em seu benefício. Sua fama perdura através de seus destacados filhos (Nm 26.59). Deus honrou seu firme propósito usando Moisés, um de seus filhos, para libertar os hebreus da escravidão do Egito e escolhendo seu outro filho, Arão, para ser sumo sacerdote. Sua filha Miriã tornou-se líder das mulheres hebréias, e toda a família da tribo de Joquebede foi escolhida por Deus para liderar os rituais do culto.

Joquebede serve de modelo para as mulheres de hoje em dia com sua contagiante coragem para temer a Deus em vez de aos homens, e com uma fé firme nas promessas e na providência divinas. O autor de Hebreus registra que Moisés “abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei” (Hb 11.27), e que seus pais antes dele não “ficaram amedrontados pelo decreto do rei” (Hb 11.23). O importante não é a quantidade de resultados, mas o que você faz para atingir os desafios e responsabilidades postos diante você. Joquebede levou seu papel de mãe muito a sério, criou seus filhos no Senhor com dedicação consciente. Com certeza, foi a maior influência diante de Deus na preparação desses filhos para a grande tarefa que o Senhor tinha para cada um na liderança e libertação do seu povo da escravidão.

José, um pai revestido de caráter

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Homem, Pais e Filhos, Relacionamento

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Todos sabem que os pais exercem ou podem exercer alguma influência na formação do caráter dos seus filhos. Alguns traços de personalidade e até algumas tendências podem sim ser oriundos de herança genética. Entretanto, a relevância da herança adquirida na formação do ser humano tem sido cada vez mais destacada.

Esta herança é aquela que, apesar de não transmitida geneticamente, transmite-se através do convívio, de fatos observados, dos exemplos absorvidos. Muitas pessoas já puderam comprovar a força desta influência em suas próprias histórias de vida.

Nós, cristãos, cremos que Jesus é o Filho de Deus, concebido pelo Espírito Santo. No mundo natural, seu pai era José. Talvez que nem mesmo o próprio José pôde, naquele momento, compreender a plenitude de sua responsabilidade. Talvez ele pensasse que sua tarefa, como pai terreno de Jesus, fosse a de educar o menino nos caminhos do Senhor, exercer influência positiva sobre ele, e contribuir para a concretização dos planos de Deus. Talvez José desejasse transmitir o que tinha de melhor: seu caráter, seu amor à Deus e seu ofício.

Jesus, o Messias, cresceu em graça e conhecimento diante de todos. Foi o nosso exemplo supremo de renúncia aos direitos que tinha, em favor da humanidade perdida. Mas, teria José realmente dado algum exemplo de renúncia para Jesus? Qual era o caráter deste homem? Que tipo de influência o Messias teria recebido de seu pai terreno? O que Jesus pôde observar ou saber sobre José?

Não podemos comprovar biblicamente até que ponto ocorreu a influência paternal terrena sobre Jesus. Não sabemos nem exatamente até que idade Jesus teve José por perto. Mas podemos verificar que José tinha caráter. E o caráter de homens como este costuma não morrer facilmente: continua vivo na vida das pessoas que foram impregnadas por ele.

Tente visualizar. De repente, o inesperado aconteceu para um homem cheio de amor por sua noiva. Este homem simples, chamado José, vivia agora um grande conflito interior. Ele sabia que o filho que estava sendo gerado no ventre dela não era seu, pois não havia tocado nela.

Quantos pensamentos devem ter passado pela cabeça de José… desapontamento, insegurança, dúvidas. Quanto tempo despendido… quanto investimento na relação… compromissos assumidos em função da iminência do casamento… tudo seria perdido. Sem contar na vergonha pública pela qual ele passaria na sociedade de então.

José precisava tomar uma decisão. Certamente não poderia continuar com ela. Segundo as leis mosaicas em vigor, ele tinha o direito de levá-la ao apedrejamento.

Talvez esta história já não tenha mais tanto impacto sobre sua mente, pois você já conhece o final. Mas imagine a situação: o anjo ainda não apareceu a José, e ele ainda não sabe nada sobre a revelação messiânica! É a mente de um homem comum, que se sente traído pela pessoa que ele mais amava – sua noiva.

Até então é uma situação humana. Os sentimentos vão aflorando, a racionalidade ganhando força e a decepção aumentando. Ele precisa tomar uma postura firme. Quem sabe levar Maria ao apedrejamento, o que seria “justo” de acordo com a Lei.

Mas este homem era mais justo diante do Senhor do que aquilo que seria considerado “justo”. Ele tinha caráter. Eis sua decisão:

“Como José, esposo de Maria, era homem justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1.19)

 José, no ápice de seu sofrimento, escolheu silenciar. Escolheu abrir mão dos seus direitos e não levar sua quase ex-noiva à morte. Ele escolheu não abrir a boca.

Depois disso Deus se mostrou, e revelou os Seus planos para Maria e José. O final da história, você já conhece!

Como disse anteriormente, não podemos comprovar a influência do caráter de José em Jesus. Não sabemos se, anos mais tarde, José e Maria puderam contar esta história para Jesus. Não temos certeza se Jesus carregou desde adolescente um orgulho sadio por ter um “pai” justo, que fez a escolha que fez.

Mas sabemos que a justiça e o temor de Deus de José eram oriundos da mesma fonte que revestiu Jesus de sabedoria e santidade. Podemos ler na Palavra várias passagens nas quais Jesus silenciou. Vários episódios nos quais ele não abriu a boca e abriu mão de seus direitos. Veja estas tremendas declarações de Isaías e Pedro:

“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Isaías 53.7).

“Quando foi injuriado, não injuriava, e quando padecia, não ameaçava. Antes, entregava-se àquele que julga justamente” (1Pedro 3.23)

Ser exemplo de caráter, amar a Deus acima de todas as coisas e abrir mão de seus direitos foram algumas virtudes de José, pai terreno de Jesus. Quando lemos textos como os mencionados acima, podemos ver – guardadas as devidas proporções – o mesmo tipo de atitude em Jesus.

Por citações bíblicas tão breves como a deste episódio, podemos acreditar que José cumpriu fielmente o seu papel de pai na formação do caráter de Jesus. Sim, nós sabemos que Jesus é o Filho de Deus (portanto o próprio Deus como Pai transmitiu seu caráter a seu Filho), mas isso de maneira alguma desmerece o importante papel humano de José na história.

Que o Senhor forje mais homens e mulheres de Deus com o mesmo caráter deste “pai”, homem justo diante de Deus.

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Fonte: Texto de Helder Assis da Silva, publicado no site .brwww.sacrificiovivo.com .

Resolvendo conflitos no casamento

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Relacionamento

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O conflito é inivitável nos relacionamentos interpessoais. Um dos fatos mais angustiantes da vida é que todo casamento passa por conflitos. Eles não podem ser contornados, mas devem ser encarados e resolvidos:

  1. Filhos podem ser uma grande fonte de alegria, mas também acrescentam tensão ao casamento. O instinto maternal em algumas mulheres é tão forte, que elas tendem a dei­xar o marido de lado quando estão cuidando dos filhos (1Sm 1.8). Por vezes, a esposa pode até enganar o marido em favor do filho (Gn 27.1-29). A esposa deve lembrar que apenas seu relacionamento com Deus está acima de sua união com o marido.
  2. Problemas financeiros também podem causar pressões indevidas sobre um relacionamento, especialmente se o casal discute sobre quem fará quais sacrifícios. Se um casal buscar a orientação de Deus para as questões financeiras, ele será fiel em suprir suas necessidades (Mt 6.33; Fp 4.19).
  3. A raiva não-resolvida pode acumular-se e transformar-se em ressentimento e em amargura, de modo que a comunicação significativa deixa de existir (Hb 12.15; Ef 4.26).
  4. A tentação e as oportunidades de ser infiel estão sempre presentes (Pv 7.6-23). Uma comunhão íntima e vibrante com Deus sustentará o relacionamento entre marido e mulher e dará força e vitalidade ao casamento.
  5. O isolamento, um estado em que se é excluído, é um dos males mais sutis do casamento.
  6. O casamento pode facilmente deixar de ser uma prioridade. As pessoas não valorizam devidamente seu cônjuge, concentram sua atenção em outras questões “urgentes”, e logo o calor e a comunicação se vão. O remédio para o isolamento é guardar o relacionamento conjugal com carinho e dar prioridade ao cônjuge, sendo aberto e honesto e não tendo segredos um para com o outro.

Os conflitos podem ser uma arma negativa num casamento, dividindo corações e destruindo a unidade, ou podem ser um catalisador poderoso para uma renovação do compromisso.

Os conflitos são, geralmente, sintomas de uma brecha que começou a surgir no passado.

Discordâncias entre cônjuges aparecem inúmeras vezes na Bíblia. A descrição poética de Salomão desse desentendimento com a esposa inexperiente demonstra a diferença de sentimentos, a comunicação truncada e o curto espaço de tempo para se aprender a viver juntos em amor. Abraão e Sara brigaram porque ela não podia ter filhos (Gn 16.5); Jacó e Raquel também (Gn 30.1-2). A esposa de Jó discordou da reação dele às perdas materiais e financeiras, à morte dos filhos e à enfermidade em seu corpo (Jó 2.9-10). O profeta Malaquias denunciou os sacerdotes que haviam rompido e não restabelecido seus votos matrimoniais (Ml 2.14-16).

As discordâncias são comuns, mas a Bíblia também apresenta a orientação para resolvê-las.

Paulo e Pedro oferecem pistas para se prevenir e se acertar atritos domésticos. Aos casais discordes de Corinto, Paulo escreveu: “Deus vos tem chamado à paz” (1Co 7.15). Este é o objetivo supremo. Pedro admoestou as esposas que vivenciavam relacionamentos pouco amistosos com maridos incrédulos a ganhá-los com espírito manso e tranquilo (1Pe 3.1-4).

A natureza humana não mudou. A competição e a contestação só levam a consequências desagradáveis. O amor, por outro lado, “sofre … crê … espera … suporta tudo” (1Co 13.7). Jesus nos ensinou a tirar a trave dos olhos antes de tentar tirar o argueiro dos olhos dos outros (Mt 7.3-5).

A misericórdia é parte vital para diminuir as tensões. O espírito tolerante, perdoador e paciente atenua os conflitos (Mq 6.8). Vale lembrar o exemplo de Jó que tratou sua esposa com sensibilidade e respondendo educadamente ao seu conselho amargurado. Ele manteve sua responsabilidade de liderança espiritual ao responder à fé imatura de sua esposa, que estava disposta a aceitar o bem mais não o mal das mãos de Deus. A sensibilidade no momento adequado também recupera o calor do afeto. Não devemos deixar os problemas se transformarem em amargura. O Novo Testamento adverte quanto a não deixar que o sol se ponha sobre a nossa ira (Ef 4.26). Mesmo que o problema não seja resolvido, o processo de paz foi iniciado.

Finalmente, devemos perdoar. A calma cai sobre nós quando deixamos Cristo controlar nossas mágoas. Ele deu o exemplo de perdão (1Pe 2.23) e só ele pode nos dar forças para enterrar a vingança e restaurar a harmonia nos relacionamentos. Os cristãos devem ser pacificadores (Mt 5.9).

Não ver para verdadeiramente crer

Publicado por Sérgio Leitão em , Princípios Bíblicos, Relacionamento

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“Bem-aventurados os que não viram e creram.”João 20:29b

Jesus dispara ao coração questionador de Tomé: “Bem-aventurados os que não viram e creram”.

Interessante, a palavra fé e fidelidade tem a mesma raiz etimológica e assim como a fidelidade a fé só se comprova na ausência. Ser fiel enquanto o esposo e a esposa está por perto, enquanto o amigo está do nosso lado não comprova a fidelidade. A fidelidade se comprova na ausência quando estamos longe, quando não temos olhares investigativos ao nosso redor.

Assim a fé é comprovada na ausência das realizações e dos milagres. O firme fundamento da fé é uma certeza quando não há evidência alguma. A falta de perspectiva na vida de Tomé o levou a não crer mais; a duvidar de suas escolhas e das verdades que povoavam seu coração. Penso que aí está a verdadeira comprovação da fé, passar pelo momento de ausência, aqueles momentos em que os milagres são escassos ou quase imperceptíveis.

Momentos que achamos que não conseguimos sentir a presença do Eterno em nosso caminhar, naqueles instantes que o milagre parece estar tão longe, é disto que Jesus está falando.

Da mesma forma, nós acreditamos facilmente em alguém quando esta pessoa nos mostra resultados, nos mostra caráter, nos mostra beleza. Acreditar em alguém que é sucesso é muito fácil. O Senhor Jesus nos chama a ter a fé que vai além das aparências. Crer naquele que não tem nada para dar, crer na pessoa que já foi desacreditada tantas e tantas vezes.

Esta fé é que muda o mundo, crer pelo que vemos é muito fácil, Jesus nos chama a crer no que não vemos, em pessoas que não demonstram milagre algum em sua existência, pessoas que são uma carta fora do baralho. Jesus era este homem desacreditado que foi colocado no meio de bandidos e crucificado como um malfeitor qualquer.

Aquele era um momento de ausência, de abandono onde a falta do Mestre doía muito e trazia ao coração um medo muito grande do amanhã. Crer no momento da incerteza, quando Deus parece distante é ser “bem-aventurado”, ou seja só é verdadeiramente feliz aquele que aprendeu a perceber Deus na  ausência, na falta.

O que Jesus estava querendo dizer a Tomé naquele momento era que crer quando se vê o milagre não é verdadeiramente crer, a verdadeira fé vem quando não se tem nada para se apegar, quando as evidências parecem inexistentes e o nosso coração gela de temores.

Depois de tanto tempo com  seus discípulos Jesus estava pondo à prova a maturidade deles. Ele não queria que a fé deles fosse infantil como meninos que dizem: “Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes.” Lc. 7:32

Meninos e meninas espirituais são aqueles/as que precisam de uma resposta imediata ao seu esforço. Por isto precisam de uma campanha de 7 semanas,  uma corrente de 7 dias, tudo com prazo e hora para começar e terminar pois eles têm urgência de tudo e até mesmo urgência para manter a sua fé.

Vemos hoje uma multidão de cristãos sendo doutrinados em uma fé prática. Uma fé que te dá instrumentos para ter certeza. Será que isto é possível? Uma fé que tem garantias de certezas e dá sempre lucros ao investidor, não é propriamente fé.

Ensinar alguém que sendo fiel a Deus vai conquistar o “melhor desta terra” e será prospero em tudo que fizer, não é ensinar a fé bíblia mas sim fazer destas pessoas investidores religiosos. Jesus deixa claro que a agenda Dele não é movida pelas nossas necessidades, pois os “Seus caminhos são mais altos do que os nossos caminhos”.

Jesus chama Tomé para a fé da ausência, sem evidências, sem cheiros, sem cor, sem movimentos, mas uma fé fiel e real, é esta fé que Jesus nos chama a ter. “Bem-aventurados os que não viram e creram”.

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Fonte: Texto de Armando Altino da Silva Júnior, publicado no site www.institutojetro.com.br.