As preocupações do dia-a-dia rouba a fé

Publicado por Sérgio Leitão em Conselhos, , Princípios Bíblicos

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Uma das características mais maravilhosas de Jesus é que ele não deseja que seu povo viva ansioso. Ele não mantém seu Reino à custa de espíritos inquietos. Ao contrário, o objetivo do Reino de Jesus é libertar-nos das preocupações. Ele não precisa nos manter preocupados para demonstrar seu poder e sua superioridade, pois são intocáveis e invencíveis. Ao contrário, ele exalta seu poder e sua superioridade quando leva embora nossas preocupações.

Dependendo do contexto, palavras traduzidas por “cuidado”, “preocupações” ou “temor” e “ansiedade” podem revelar tanto atitudes corretas quanto erradas na vida de um cristão. O sentimento de temor é correto como uma postura de reverência a Deus em virtude de sua santidade (Is 8.13); o cuidado é positivo por ser um gesto que demonstra preocupação com os outros (1Co 12.25; 2Co 11.28).

No entanto, preocupar-se é uma conduta sempre errada, pois paralisa a fé ativa na vida da pessoa. Ao nos preocuparmos, assumimos responsabilidades que não foram dirigidas a nós. Jesus, repetidamente, ensinou: “não se preocupe” mesmo em relação às coisas básicas da vida (Mt 6.25-34).

Quando Jesus diz: “Não se preocupam com o amanhã” (Mt 6.34), ele estabelece o tipo de vida que todos desejam — sem preocupações, sem medo dos homens ou de situações ameaçadoras. Mas como, porém, Jesus espera que seu mandamento seja cumprido se tudo à nossa volta nos deixa preocupados? Jesus nos auxilia, apresentando dois tratamentos para combater a preocupação e o medo. O primeiro está relacionado à preocupação com as necessidades básicas da vida, como alimento, bebida, roupa (Mt 6. 23-4). O segundo está relacionado à preocupação com o mal que os homens podem nos causar (Mt 10.24-31). Na primeira passagem, Jesus confirma nossa capacidade de viver com alegria, mesmo sem saber como nossas necessidades serão supridas. Na segunda, Jesus nos incentiva a perseverar na causa da verdade quando alguém nos ameaça.

Todos nós somos capazes de compreender claramente a mensagem principal de Jesus em Mateus 6.25-34: “Não se preocupem”. Versículo 25: “Não se preocupem com sua própria vida”. Versículo 34: “Não se preocupem com o amanhã”. Essa, porém, é a forma negativa de apresentar a mensagem principal desses textos. Há uma forma positiva, no versículo 33. Em vez de preocupar, “busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus”. Quando pensarmos na vida, no alimento ou em roupas – ou no cônjuge, nos filhos, nos bens, no emprego, em nossa missão —, não devemos nos afligir com isso. Ao contrário, devemos pensar em Deus, o Rei, nesse momento. Jesus está dizendo: “Entreguem a situação ao seu poder majestoso e façam a vontade de Deus com a confiança de que ele estará conosco e suprirá todas as nossas necessidades. Se acreditarmos no Reino do Pai celestial, não haverá necessidade de nos preocuparmos com coisa alguma”.

A preocupação divide a mente entre pensamentos úteis e fúteis. Fontes de preocupação incluem mudanças, falta de entendimento e falta de controle de nossa vida. Preocupar-se não altera absolutamente nada (Mt 6.27); serve apenas para desviar o nosso olhar das coisas de Deus e da fidelidade e justiça divinas. Ao invés disso, desviamos nossa atenção para as coisas da vida, como bens materiais, por exemplo (Mt 6.31). A preocupação sufoca e constitui um sentimento destruidor, que corrói nossa energia e tenta elevar a força humana acima da força de Deus e dos planos divinos.

Por que temos a tendência de nos preocupar com comida e com roupa? Porque há três coisas   que perderemos se não tivermos comida e roupa: 1) Perderemos alguns prazeres. Afinal, a comida agrada ao paladar; 2) Perderemos alguns elogios humanos e olhares de admiração se não usarmos roupas bonitas, e 3) Possivelmente perderemos a vida se não tivermos alimento para comer ou roupas que nos projetam do frio. Preocupamo-nos com comida e com roupa porque não queremos perder prazeres físicos, elogios humanos nem a vida.

Jesus nos adverte quanto levar uma vida cheia de preocupações: “Se você for dominado pelas preocupações com essas coisas, deixará de ver as grandezas da vida”. A vida não nos foi concedida para o prazer físico acima de tudo, mas para algo bem maior — agradar a Deus (Lc 12.21). A vida não nos foi concedida para receber a aprovação dos homens acima de tudo, mas para algo bem maior — a aprovação de Deus (Jo 5.44). A vida não nos foi concedida para ser prolongada neste mundo acima de tudo, mas para algo bem maior — a vida eterna com Deus no futuro (Jo 3.16). Embora os filhos de Israel tenham visto Deus abrir o mar Vermelho para libertá-los do Egito, eles não creram que ele providenciaria água no deserto para suprir as necessidades deles.

Por isso que preocupação é o oposto da fé, e o ato de preocupar-se sugere que Deus não é digno de confiança para cuidar da nossa vida e suprir nossas necessidades (Fp 4.19). A preocupação provoca o medo, que exclui a fé.

Ao associarmos preocupação com descrença, as Escrituras providenciam retorno à fé completa. O caminho que vai da preocupação à fé começa com o reconhecimento do pecado e a confissão de falta de fé (Sl 139.23), continua com a libertação (Sl 34.4J e termina com a segurança de’ que absolutamente nada pode nos separar do amor de Deus, que é o grande EU SOU (Rm 8.35; Ex 3.14-15J.

Não devemos nos preocupar com comida e com roupa porque elas não proporcionam as coisas grandiosas da vida, isto é, agradar a Deus, buscar sua graça e misericórdia, querer passar a eternidade em sua presença. Se vivermos preocupados com essas coisas, deixaremos de ver os grandes propósitos da vida centralizada em Deus. No lugar de ansiedade, devemos oferecer ações de graça livremente, com o coração restabelecido e confiante em Deus (Sl 112.7-8; Fp 4.6-7).

Não ver para verdadeiramente crer

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“Bem-aventurados os que não viram e creram.”João 20:29b

Jesus dispara ao coração questionador de Tomé: “Bem-aventurados os que não viram e creram”.

Interessante, a palavra fé e fidelidade tem a mesma raiz etimológica e assim como a fidelidade a fé só se comprova na ausência. Ser fiel enquanto o esposo e a esposa está por perto, enquanto o amigo está do nosso lado não comprova a fidelidade. A fidelidade se comprova na ausência quando estamos longe, quando não temos olhares investigativos ao nosso redor.

Assim a fé é comprovada na ausência das realizações e dos milagres. O firme fundamento da fé é uma certeza quando não há evidência alguma. A falta de perspectiva na vida de Tomé o levou a não crer mais; a duvidar de suas escolhas e das verdades que povoavam seu coração. Penso que aí está a verdadeira comprovação da fé, passar pelo momento de ausência, aqueles momentos em que os milagres são escassos ou quase imperceptíveis.

Momentos que achamos que não conseguimos sentir a presença do Eterno em nosso caminhar, naqueles instantes que o milagre parece estar tão longe, é disto que Jesus está falando.

Da mesma forma, nós acreditamos facilmente em alguém quando esta pessoa nos mostra resultados, nos mostra caráter, nos mostra beleza. Acreditar em alguém que é sucesso é muito fácil. O Senhor Jesus nos chama a ter a fé que vai além das aparências. Crer naquele que não tem nada para dar, crer na pessoa que já foi desacreditada tantas e tantas vezes.

Esta fé é que muda o mundo, crer pelo que vemos é muito fácil, Jesus nos chama a crer no que não vemos, em pessoas que não demonstram milagre algum em sua existência, pessoas que são uma carta fora do baralho. Jesus era este homem desacreditado que foi colocado no meio de bandidos e crucificado como um malfeitor qualquer.

Aquele era um momento de ausência, de abandono onde a falta do Mestre doía muito e trazia ao coração um medo muito grande do amanhã. Crer no momento da incerteza, quando Deus parece distante é ser “bem-aventurado”, ou seja só é verdadeiramente feliz aquele que aprendeu a perceber Deus na  ausência, na falta.

O que Jesus estava querendo dizer a Tomé naquele momento era que crer quando se vê o milagre não é verdadeiramente crer, a verdadeira fé vem quando não se tem nada para se apegar, quando as evidências parecem inexistentes e o nosso coração gela de temores.

Depois de tanto tempo com  seus discípulos Jesus estava pondo à prova a maturidade deles. Ele não queria que a fé deles fosse infantil como meninos que dizem: “Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes.” Lc. 7:32

Meninos e meninas espirituais são aqueles/as que precisam de uma resposta imediata ao seu esforço. Por isto precisam de uma campanha de 7 semanas,  uma corrente de 7 dias, tudo com prazo e hora para começar e terminar pois eles têm urgência de tudo e até mesmo urgência para manter a sua fé.

Vemos hoje uma multidão de cristãos sendo doutrinados em uma fé prática. Uma fé que te dá instrumentos para ter certeza. Será que isto é possível? Uma fé que tem garantias de certezas e dá sempre lucros ao investidor, não é propriamente fé.

Ensinar alguém que sendo fiel a Deus vai conquistar o “melhor desta terra” e será prospero em tudo que fizer, não é ensinar a fé bíblia mas sim fazer destas pessoas investidores religiosos. Jesus deixa claro que a agenda Dele não é movida pelas nossas necessidades, pois os “Seus caminhos são mais altos do que os nossos caminhos”.

Jesus chama Tomé para a fé da ausência, sem evidências, sem cheiros, sem cor, sem movimentos, mas uma fé fiel e real, é esta fé que Jesus nos chama a ter. “Bem-aventurados os que não viram e creram”.

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Fonte: Texto de Armando Altino da Silva Júnior, publicado no site www.institutojetro.com.br.

 

Cultive o espírito de gratidão

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A gratidão é uma virtude que deve ser cultivada em nosso coração. Primeiramente em relação a Deus e também em relação ao próximo.

A gratidão é o ato de reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor etc. É uma emoção, que envolve um sentimento de dívida emotiva em direção de outra pessoa.

Espiritualmente falando, a gratidão está diretamente relacionada com a consciência da bondade e do amor de Deus: “Dêem graças ao SENHOR, porque ele é bom. O seu amor dura para sempre” (Salmo 136.1).

A gratidão tem início quando se reconhece quem Deus é e o que ele tem feito. Essa emoção sincera não depende da reação de outra pessoa ou da natureza do presente recebido. A ingratidão, por outro lado, tem início com um coração insatisfeito, que rejeita o Doador e, também, o presente (Rm 1.21).

A própria vida é um presente gracioso de Deus. Só existe gratidão baseada nesse fundamento. O espírito de gratidão deve ser cultivado e, depois, transmitido aos outros, principalmente aos de sua própria casa, por exemplo. Pode-se conseguir isso de várias maneiras:

  1. Lembre-se de que a pessoa agradecida é humilde e tem Deus como o centro de sua vida, e o coração ingrato é cheio de orgulho e centralizado em si mesmo. Rute deu um grande exemplo desse espírito de gratidão e de humildade (Rt 2.10). Ela respondeu graciosamente até à mínima demonstração de bondade. Davi um homem segundo o coração de Deus, não era perfeito, mas sempre estava em atitude de gratidão para com o Senhor, independente das circunstâncias, por isso ele agradava o coração de Deus. A maioria dos Salmos de Davi começa louvando, exaltando e agradecendo ao Senhor. No Salmo 106.9-11, Davi constantemente se lembrava de como o Senhor havia libertado o povo de Israel do Egito; de terem passado em terra seca pelo mar vermelho; de terem visto seus adversários sendo mortos pelas mãos do Senhor; e terem suas necessidades supridas no deserto.
  2. Não encare como triviais as bênçãos simples e comuns da vida diária: “o pão nosso de cada dia nos dá hoje” (Mt 6.11). “Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!” (Mateus 7.9-11). Assim como um bom pai cuida de seus filhos, Deus também cuida de nós. Um bom pai nem sempre satisfaz todos os desejos de seus filhos, mas ele certamente se preocupa em suprir as necessidades deles. Agradeça a Deus por mais um dia de vida, pelo pão, por sua família, por seu emprego, pelo perdão… Você descobrirá que tem mais motivos de gratidão do que imagina.
  3. Procure pelas bênçãos de Deus, tendo o cuidado de não deixar de ver os presentes escondidos, sutis e indiretos dele (Cl 4.2). Reconheça que nem tudo o que deseja pode ser benéfico para você ou para sua família. Deus é o sábio Doador. Considere os planos e as prioridades dele para sua vida e família; tenha o cuidado de não perder a visão de conjunto por causa de alguma trágica, porém pequena, interrupção.
  4. Lembre-se de agradecer a Deus até no meio da adversidade e da provação (Hc 3.17-19; 1Co 10.31; Fp 1.3; 2.14; 1Ts 5.18).
  5. A gratidão a Deus e aos outros deve ser expressa regular e publicamente (Sl 35.18; Jo 11.41-42). Familiares e amigos não devem ser desconsiderados.
  6. Anote as bênçãos e mantenha um registro da fidelidade de Deus com você.
  7. Complete o círculo de gratidão estendendo a mão para contribuir com o próximo, no Espírito de Cristo (2Co 9.12).

O Espírito agradecido e o coração grato fazem parte integrante de uma vida santa. Um homem e uma mulher agradecida e que tem um coração cheio de louvor traz alegria ao Pai e glória ao nome dele. Uma atitude de gratidão proporcionará ao seu coração e ao de todos à sua volta bênçãos incontáveis e por certo transformará você num canal de bênçãos para os demais.

Porque não sou rico?

Publicado por Sérgio Leitão em Finanças, Princípios Bíblicos

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Os erros que se cometem na vida financeira

Eu acho que, pelo menos uma vez em nossas vidas, já devemos ter pensado sobre a possibilidade de sermos pessoas ricas. Isto normalmente acontece porque as pessoas, em geral, pensam que a riqueza material poderia ser a solução, se não para todos, pelo menos para a maioria dos problemas que normalmente enfrentamos na vida. Responder a esta pergunta não é nada fácil, mas creio que podemos lançar algumas reflexões bem apropriadas para desvendar alguns aspectos deste intrigante questionamento.

Uma via de mão dupla

Se analisarmos sobre o ponto de vista bíblico, e isto é o que sempre nos propomos a fazer, a questão de riqueza tem o aspecto de uma via de mão dupla. O que isto significa? Significa que há pelo menos duas pessoas agindo simultaneamente nesta equação. Deus e você. E aí necessitamos saber qual papel cada um desempenha com relação às finanças.

Papéis de Deus

Segundo a Bíblia, Deus criou todas as coisas. (Gn 1.1). Mas ele criou o dinheiro também? Não. O homem criou o dinheiro. No entanto, hoje o dinheiro representa as posses materiais, que têm origem na criação de Deus (por exemplo, o carro não foi criado por Deus, mas os materiais empregados na sua fabricação, sim). Deus também sustenta a criação (Fl 4.19) e por fim, Ele tem um propósito para a vida de cada pessoa que criou. (Lembra-se dos sonhos de José, filho de Jacó? Se não, dê uma rápida olhada em Gênesis 37 e nos capítulos seguintes).

Bom, eu penso que é justamente na questão do propósito de Deus para cada pessoa que parte da equação da riqueza pode ser respondida. Será que você pode imaginar Madre Tereza de Calcutá como sendo uma rica empresária, atuando no ramo imobiliário? Parece no mínimo estranho, não? Ou quem sabe, Antônio Ermírio como assistente social, atuando nas favelas da cidade de São Paulo? Será que ele se encaixaria nesse perfil? Será então que Deus já definiu quem serão os ricos e os pobres e nada restou para o homem fazer? (Este não um estudo formal sobre soberania de Deus x livre arbítrio do homem!).

Papel do homem

Uma outra parte desta equação diz respeito ao que nós, como pessoas, devemos fazer. A Bíblia declara que somos administradores da criação. (Gn 1.26b). De uma forma prática, isto significa que temos de administrar bem o nosso salário (para os mais abastados, podemos acrescentar à lista juros das aplicações e investimentos, dividendos, etc.). Cada um de nós tem habilidades diferentes em relação ao dinheiro. Alguns conseguem ganhar muito, mas são inseguros na administração, por isso perdem tudo mais cedo ou mais tarde. Outros administram bem, mas ganham relativamente pouco para se candidatar a serem os “novos ricos”. Ou seja, assim como cada pessoa tem habilidades distintas (uns cantam divinamente enquanto outros só no banheiro), nossas habilidades com o dinheiro também diferem de uma pessoa para outra. Logo, minha conclusão está ligada, em maior ou menor escala às variáveis: Plano de Deus e capacidade de administração.

O que fazer com o dinheiro?

Eu não quero simplificar esta equação, que é bem mais complexa. Mas quero lembrar ao leitor que, mesmo pessoas com limitadas capacidades naturais para lidar com o dinheiro, podem chegar a ultrapassar outras mais naturalmente aquinhoadas se se dispuserem a aplicar os princípios corretos de administração do dinheiro, estabelecendo metas e imprimindo a disciplina necessária. (Imagine, por exemplo, se Mozart, apesar de todo o seu potencial natural, nunca tivesse aprendido música!) Logo, você não deve ficar escondido atrás de sua aparente inabilidade para lidar com dinheiro. A administração financeira é dinâmica. Isto significa que desenvolvemos nossa capacidade de gerir o dinheiro ao longo da vida. Uma criança, por exemplo, tem uma capacidade limitada para tomar decisões em relação ao dinheiro, mas, à medida que vai crescendo e se educando financeiramente, suas atitudes podem torná-la uma pessoa rica.

Riqueza, um fim em si mesmo?

Eu quero concluir esta reflexão dizendo que a riqueza material não deve ser um propósito por si mesma. Vamos lembrar de José, um administrador por excelência que, ao longo dos sete anos da fartura do Egito, gerou uma riqueza suficiente para beneficiar as pessoas durante os seguintes sete anos de extrema fome (Leia Gn 41.47-49). Embora para a sociedade em que vivemos, riqueza tenha o significado de “privilégios”, para Deus, ela significa essencialmente “responsabilidades”, das quais certamente teremos que prestar contas. (Leia a parábola dos talentos em Mt 25.14-28).

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Fonte: Paulo de Tarso, idealizador e organizador do site: www.financasparaavida.com.br.

“Lutando pela Verdade”

Publicado por Sérgio Leitão em Princípios Bíblicos

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Discernindo o que se lê!

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” – 2Timóteo 3.16.

Tenho recebido inúmeras propagandas de livros intitulado evangélicos, e com o advento da internet, não é difícil de encontrar um grande números de e-books, ou seja, livros que gratuitamente podem ser lidos on-line, ou mesmo baixados. Por um lado isso é bom, mas por outro muito preocupante, pois muita “coisa” pode estar sendo disseminada sob o manto de cristianismo.

Quando lemos na Bíblia Sagrada (a regra máxima de fé de todo cristão) que ELA É toda inspirada e que toda profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo (2Pedro 1.21), então devemos asseverar de modo particular e específico a respeito.

Por exemplo, já li sobre autores que conjecturaram sobre a existência de outra civilização antes de Adão e Eva. Outros afirmam que o diabo (se quisesse) poderia ter salvação. Outros que afirma existir duas raças humanas, uma bendita e outra maldita. Outros afirmando que existem demônios e anjos caídos, onde cada qual exerce poder maligno dentro de suas esferas sobre a humanidade. Só para citar alguns…

Conforme nos asseverou o Dr. Lloyd Jones em seu livro *Discernindo os Tempos: “Se dizemos que cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, devemos dizer isso da Bíblia toda, e quando a Bíblia se nos apresenta como história, devemos aceitá-la como história. É minha convicção que os primeiros capítulos de Gênesis, os três primeiros capítulos de Gênesis, são-nos dados como história. Sabemos que há figuras e símbolos na Bíblia, e quando a Bíblia usa símbolo e parábola, indica que está fazendo isso, mas quanto nos apresenta algo na forma de história, exige que o aceitemos como história… A Bíblia não faz meramente afirmações acerca da salvação. É um todo completo: ela nos fala da origem do mundo e do homem; conta-nos o que aconteceu ao homem, como ele caiu e surgiu a necessidade da salvação, e depois nos conta como Deus providenciou esta salvação e como Ele começou a revelá-la em partes e porções… Estes primeiros capítulos de Gênesis, portanto, com sua história, desempenham um papel vital em toda a doutrina da salvação. Vejam, por exemplo, o argumento do apóstolo Paulo na Epístola aos Romanos 5.12-21. Toda argumentação de Paulo baseia-se naquele Adão e em seu pecado, e no contraste com o outro homem, o Senhor Jesus Cristo e Seu ato grandioso. Vê-se exatamente a mesma coisa em 1Coríntios 15; todo o argumento do apóstolo repousa na historicidade.

Embora admitamos que não podemos explicar tudo, e que certas coisas estão nos sendo apresentadas, as quais não podemos explicar eis o que devemos dizer: desde que o Espírito Santo deu testemunho dentro de nós da veracidade das Escrituras, cremos que tudo quanto é afirmado nas Escrituras acerca da criação, acerca de todo o cosmo, é verdade porque Deus o disse, e embora as Escrituras possam parecer estar em conflito com certas descobertas da ciência no presente, exortamos as pessoas a serem pacientes, assegurando-lhes que, finalmente os cientistas descobrirão que estiveram elaborando um erro, num ponto ou noutro, e por fim verão que as declarações das Escrituras são verdadeiras. Baseamos, portanto, a nossa posição unicamente nas Escrituras, e esse sempre foi o conceito protestante sobre as Escrituras”.

Assim, amados, é certo que existem excelente livros, todavia, muito cuidado com os livros, principalmente aqueles que são oferecidos quase ou totalmente gratuitos. Estude a Bíblia e clame por revelação de modo particular do amado Espírito Santo, afinal dEle é a incumbência de nos guiar a toda verdade. (João 16.13).

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Fonte: Texto de Vilson Ferro Martins, www.vozdotrono.com.br . *Discernindo os tempos. Dr. D.M. Lloyd Jones, pag. 361.

José, um pai revestido de caráter

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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Todos sabemos que os pais exercem ou podem exercer alguma influência na formação do caráter dos seus filhos. Alguns traços de personalidade e até algumas tendências podem sim ser oriundos de herança genética. Entretanto, a relevância da herança adquirida na formação do ser humano tem sido cada vez mais destacada.

Esta herança é aquela que, apesar de não transmitida geneticamente, transmite-se através do convívio, de fatos observados, dos exemplos absorvidos. Muitas pessoas já puderam comprovar a força desta influência em suas próprias histórias de vida.

Nós, cristãos, cremos que Jesus é o Filho de Deus, concebido pelo Espírito Santo. No mundo natural, seu pai era José. Talvez nem mesmo o próprio José pôde, naquele momento, compreender a plenitude da sua responsabilidade. Talvez ele pensasse que sua tarefa, como pai terreno de Jesus, fosse a de educar o menino nos caminhos do Senhor, exercer influência positiva sobre ele, e contribuir para a concretização dos planos de Deus. Talvez José desejasse transmitir o que tinha de melhor: seu caráter, seu amor a Deus e seu ofício.

Jesus, o Messias, cresceu em graça e conhecimento diante de todos. Foi o nosso exemplo supremo de renúncia aos direitos que tinha, em favor da humanidade perdida. Mas, teria José realmente dado algum exemplo de renúncia para Jesus? Qual era o caráter deste homem? Que tipo de influência o Messias teria recebido de seu pai terreno? O que Jesus pôde observar ou saber sobre José?

Não podemos comprovar biblicamente até que ponto ocorreu a influência paternal terrena sobre Jesus. Não sabemos nem exatamente até que idade Jesus teve José por perto. Mas podemos verificar que José tinha caráter. E o caráter de homens como este costuma não morrer facilmente: continua vivo na vida das pessoas que foram impregnadas por ele.

Tente visualizar. De repente, o inesperado aconteceu para um homem cheio de amor por sua noiva. Este homem simples, chamado José, vivia agora um grande conflito interior. Ele sabia que o filho que estava sendo gerado no ventre dela não era seu, pois não havia tocado nela.

Quantos pensamentos devem ter passado pela cabeça de José… desapontamento, insegurança, dúvidas. Quanto tempo dependido… quanto investimento na relação… compromissos assumidos em função da iminência do casamento… tudo seria perdido. Sem contar na vergonha pública pela qual passaria perante a sociedade da época.

José precisava tomar uma decisão. Certamente não poderia continuar com ela. Segundo as leis mosaicas em vigor, ele tinha o direito de levá-la ao apedrejamento.

Talvez esta história já não tenha mais tanto impacto sobre sua mente, pois você já conhece o final. Mas imagine a situação: o anjo ainda não apareceu a José, e ele ainda não sabe nada sobre a revelação messiânica! É a mente de um homem comum, que se sente traído pela pessoa que ele mais amava – sua noiva.

Até então é uma situação humana. Os sentimentos vão aflorando, a racionalidade ganhando força e a decepção aumentando. Ele precisa tomar uma postura firme. Quem sabe levar Maria ao apedrejamento, o que seria “justo” – de acordo com a Lei.

Mas este homem era mais justo diante do Senhor do que aquilo que seria considerado “justo”. Ele tinha caráter. Eis sua decisão: “Como José, esposo de Maria, era homem justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente.” (Mt 1.19.)

José, no ápice de seu sofrimento, escolheu silenciar. Escolheu abrir mão dos seus direitos e não levar sua quase ex-noiva à morte. Ele escolheu não abrir a boca.

Depois disso Deus se mostrou, e revelou os seus planos para Maria e José. O final da história, você já conhece!

Como disse anteriormente, não podemos comprovar a influência do caráter de José em Jesus. Não sabemos se, anos mais tarde, José e Maria puderam contar esta história para Jesus. Não temos certeza se Jesus carregou desde adolescente um orgulho sadio por ter um “pai” justo, que fez a escolha que fez.

Mas sabemos que a justiça e o temor a Deus de José eram oriundos da mesma fonte que revestiu Jesus de sabedoria e santidade. Podemos ler na Palavra várias passagens nas quais Jesus silenciou. Vários episódios nos quais ele não abriu a boca e abriu mão de seus direitos. Veja estas tremendas declarações de Isaías e Pedro: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.” (Is 53.7); “Quando foi injuriado, não injuriava, e quando padecia, não ameaçava. Antes, entregava-se àquele que julga justamente.” (1Pe 3.23.)

Ser exemplo de caráter, amar a Deus acima de todas as coisas e abrir mão de seus direitos foram algumas virtudes de José, pai terreno de Jesus. Quando lemos textos como os mencionados acima, podemos ver – guardadas as devidas proporções – o mesmo tipo de atitude em Jesus.

Por citações bíblicas tão breves como a deste episódio, podemos acreditar que José cumpriu fielmente o seu papel de pai na formação do caráter de Jesus. Sim, nós sabemos que Jesus é o Filho de Deus (portanto, o próprio Deus como Pai transmitiu o seu caráter a seu Filho), mas isso de maneira alguma desmerece o importante papel humano de José na história.

Que o Senhor forje mais homens e mulheres de Deus com o mesmo caráter deste “pai”, homem justo diante de Deus.

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Texto de Helder Assis da Silva, membro da Igreja Evangélica Capela do Calvário, em São Vicente (SP), e integrante do Ministério de Louvor e Adoração “Sacrifício Vivo” – www.sacrificiovivo.com.

Visão geracional de Deus

Publicado por Vera Leitão em Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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A palavra geração tem vários significados. No sentido sociológico designa um conjunto de pessoas com proximidade histórica, cultural e etária, entendendo que essas condições não implicam numa mesma experiência e trajetória de vida segundo Karl Mannheim (1978). 

O dicionário Priberam geração origina-se no latim (generatio, -onis). Tem um sentido de funções pelas quais um ser organizado produz outro da sua espécie; procriação; grau de filiação; conjunto dos homens da mesma época; tempo médio da duração da vida humana; família, parentela, linhagem, genealogia, filiação; descendência; raça; gente; nação;  formação; criação, concepçãoconceção;  derivação; desenvolvimento.  (http://www.priberam.pt/DLPO/ acessado 07/02/2010).

No sentido bíblico, emprega-se a palavra geração para designar família, casa, certa época ou certa classe de povo (Sl 24.6). De um modo prático equivale a “genealogia” como descrita no Evangelho de Mateus, capítulo 1, e equivalendo a “história” no livro de Gênesis, capítulo 2 verso 4. Na longa vida patriarcal o tempo de uma geração parece ter sido calculado em 100 anos (Gn 15.16), mas em cálculos posteriores era esta de 30 a 40 anos (Jó 42.16).

Conjunto de pessoas que descende de alguém em cada um dos graus de filiação ou descendência, ex: geração de Noé – (genealogia – família); Jesus diz “Eu sou a raiz e a geração de Davi…” (Ap 22.16b). Conjunto de pessoas que tem aproximadamente a mesma idade, como geração sacrificada (os judeus do reinado de Ester).

Ao longo da Bíblia podemos observar que Deus pensa de modo geracional. A visão geracional de Deus é tanto para bênçãos herdadas por aqueles que lhe obedecem como a maldição sobre a vida daqueles que lhe desobedecem. Ambos alcançando a vida da pessoa individualmente como também a sua descendência. “Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim. Os filhos dos teus servos continuarão, e a sua descendência ficará firmada perante ti” (Sl 102.27-28).

No Novo Testamento podemos observar a preocupação dos apóstolos Paulo e Pedro em impactar a sua geração com o Evangelho.

Ao lê os textos do livro de Gênesis verificamos que Deus fez aliança com Abraão, renova com Isaque e depois com Jacó porque eles conheceram o Deus de Abraão e andaram no seu caminho e obedeceram a seus estatutos. Desde o início Deus não teve apenas a intenção de abençoar Abraão, mas prometeu e abençoou sua descendência, as famílias da terra, o povo, a nações.

O que mudou com relação à visão geracional nos nossos dias?

  1. Perdemos a visão de que Deus sempre derramou suas bênçãos através de gerações. A visão de Deus é uma visão familiar, porém o homem através dos tempos restringiu sua visão a um Deus restrito ao templo. Um exemplo disso é a Páscoa. A páscoa foi estabelecida para ser realizada dentro das casas entre os membros da família, depois deveria ser realizado anualmente como um memorial a ser repetido da mesma maneira de geração em geração ensinando aos filhos o significado de cada elemento, e contando a história da grande libertação do povo por intervenção divina.
  2. Perdemos o foco de criarmos os filhos não como afirmação da paternidade e maternidade ou para que estes filhos realizem nossas expectativas e sonhos, mas como descendência santa para Deus.
  3. Perdemos a ênfase de ensinar, de pregar, de exortar, de testemunhar, de adorar, pelo exemplo, pela realização ou prática de rituais, pela motivação de obedecer a Deus e através do diálogo ensinar os principio de Deus dentro da família segundo o texto de Deuteronômio “Para que tema ao Senhor teu Deus e guarde todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu e teu filho e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida e que teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel e atenta em cumprires para que bem te suceda e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te disse o Senhor Deus de teus pais [...]Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho e ao deitar-te e ao levantar-te” (Dt 6.2-3, 6-7).
  4. Perdemos a ênfase de que o pai era o detentor do conhecimento: ensinava ao filho o ofício, os valores, o conhecimento de Deus. Antigamente o pai era o centro de toda a informação. Atualmente os filhos se atualizam muito mais rápido que os pais, mas isto não significa que a autoridade do ensino dos valores foi relegada a terceiros. A pior coisa que um pai pode fazer é conhecer os ensinos bíblicos, mas não transmiti-los a seus filhos. Muitos pais permitem que ervas daninhas cresçam no coração do filho quando permitem que o mesmo, fique horas na frente de uma televisão, mas não ensinam valores espirituais. Quando Deus fez uma aliança com Abraão ele o instrui dizendo “Disse mais Deus a Abraão: Ora, quanto a ti, guardarás o meu pacto, tu e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações” (Gn 17.9).

Segundo Deus a célula familiar ocuparia o primeiro lugar na manutenção do pacto, porquanto a circuncisão era um sinal de pai para filho. Abraão receberia instruções espirituais, e transmitiria os devidos conhecimentos aos seus descendentes. Muitos chegam a opinar que a formação religiosa deva ser adiada para quando os filhos atinjam certa idade para escolher. Ou alguém cultiva o jardim do coração dos filhos ou não conseguirá obter boas colheitas.

Não nos foi ensinado pelas gerações passadas para que formássemos uma nação, isto a partir de nossa casa. Deus quer fazer de nós casais e pais a raiz de uma geração santa. Quando Deus deseja que venhamos a viver com qualidade de vida não é apenas para vivermos melhor. É para que nós sejamos sementes boas, para uma colheita para o Senhor.

Você talvez diga já passou o tempo e hoje seus filhos já não escutam conselhos: talvez o momento seja de pedir perdão aos filhos e dizer que de hoje em diante algo estará mudando.

A fé dos pais não garante a fé dos filhos

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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Quando o apóstolo Paulo disse aos gentios convertidos: “Fostes comprados por preço” (1Coríntios 6.20; 7.23), ele sabia que o sangue de Cristo havia quebrado uma ascendência familiar de incredulidade. Se você é descendente de pessoas incrédulas, ouvir estas palavras de Paulo lhe será boas-novas: “Estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa” (Romanos 9.8).

A biologia não sela qualquer maldição nem garante qualquer bênção. Isto é um aviso contra o desespero de ser nascido em uma família pagã e contra a presunção de possuir pais crentes.

Mas, o sangue de Cristo não comprou nenhum privilégio para os filhos dos crentes? O sangue de Cristo não uniu as famílias através das gerações? O que você diz sobre Atos 2.39: “Para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, Isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”? E o que acha de Salmos 103.17-18: “Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem”? E o que você diz sobre Êxodo 20.5-6: “Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.

Sim, Cristo adquiriu privilégios para os filhos dos crentes. Mas não garantiu a salvação deles. Estas três passagens bíblicas deixam claro que as bênçãos que virão às futuras gerações de crentes alcançarão apenas aqueles que são chamados por Deus (Atos 2.39), que guardam a sua aliança (Salmos 103.18) e que O amam (Êxodo 20.6). Todos os filhos dos crentes amam a Deus e guardam a aliança com Ele, pela fé em Cristo? Não. Na Bíblia, há muitos exemplos de crentes cujos filhos não creram, e esses exemplos nos mostram que a fé dos pais não garante a fé dos filhos.

Um dos aspectos vitais do processo de transmitir nossa fé a nossos filhos é o de ensinar a orar. Hebreus 4.16 nos lembra que os cristãos podem acudir “confiadamente ao trono da graça a fim de sermos socorridos no momento oportuno”. É muito importante que os filhos aprendam que eles também podem buscar seu Criador, nosso amoroso Pai, que está sempre disposto a ajudá-los e fortalecê-los. Deus deseja que nossos filhos se relacionem com Ele por meio da oração e do estudo da Palavra.

Deus afirma em Jeremias 32.39: “Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos”. Este bem não é a garantia da fé, e sim o dom da Palavra de Deus (Deuteronômio 6.6-7), a restrição sob a disciplina orientada por Deus (Efésios 6.4), a demonstração do amor de Deus (Colossenses 3.21) e o poder da oração (Jó 1.5). Deus resolveu agir por intermédio desses instrumentos para a salvação dos filhos dos crentes.

Dez razões para o culto doméstico

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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  1. Porque nos dispõe para enfrentarmos as tarefas diárias com um coração mais alegre, torna-nos mais fortes para o trabalho, mais dedicados ao nosso dever e predispõe-nos a glorificar a Deus em tudo que fizermos. Ler Colossenses 3.17.
  2. Porque nos dá força para enfrentarmos o desânimo, as decepções, as adversidades inesperadas e as frustrações com que nos deparamos. Ler Hebreus 2.18.
  3. Porque nos torna mais cônscios, no decorrer do dia, da presença reconfortante do Deus que nos ajuda a vencer pensamentos impuros e outros inimigos quaisquer, que porventura vierem atacar-nos. Ler Filipenses 4.4-7.
  4. Porque o culto doméstico suaviza as asperezas do relacionamento no lar e enriquece grandemente o convívio em família. Ler Efésios 6.1-9.
  5. Porque esclarece os mal-entendidos e tende a aliviar as tensões que por vezes invadem o ambiente sagrado do lar. Ler Romanos 12.9-11.
  6. Porque o culto doméstico ajuda a manter na fé os filhos que saem de casa, afastando-se da influência dos pais. Na maioria dos casos, é o culto doméstico que mais tarde irá determinar a salvação de filhos de lares crentes. Ler  II Timóteo 3.15-17.
  7. Porque ele poderá ter influência sadia e santa sobre as pessoas que possam estar visitando a família. Ler Romanos 14.7-9.    
  8. Porque o culto doméstico faz de um lar exemplo e estímulo a outros lares, para que tenham a mesma vida de devoção e adoração a Deus. Ler Atos 2.46,47.
  9. Porque a palavra de Deus ensina que devemos fazer o culto doméstico. Ao obedecermos a Deus, estamos dando honra àquele que é o doador de todo o bem e fonte de toda a benção.
  10. Ler Romanos 12.1,2.

 

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Fonte: Texto escrito por Pr. Josué Gonçalves, terapeuta familiar e pastor sênior da Igreja Assembléia de Deus – Ministério Família Debaixo da Graça, em Bragança Paulista – SP. Publicado no site: www.familiaegraca.com.br.

Ensine a Palavra de Deus aos seus filhos

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Não dependa de outros… você é o professor.
Aqui está uma sugestão.
Toda criança em idade pré-escolar precisa aprender com seus pais essas doze idéias de Deus.

  1. Deus fez todas as coisas
    (Gn. 1.1,21,27; 2.4; 5.1; Ml. 2.10a)
  2. Obedeça a voz de Deus
    (Dt. 15.5; 1Rs 19.13; Sl. 46.10; Is. 28.23;  Jo. 10.3)
  3. Escolha o caminho de Deus
    (2 Sm. 22.31; Jó 23.11, Sl. 37.23, Pv. 10.29a)
  4. Ame a Deus de todo o coração
    (Dt. 6.5; Mt. 22.37; Lc. 10.27, Rm. 10.9, 1Jo. 4.7-21
  5. Ame aos outros e a si mesmo
    (Mc. 12.31; Jo. 13.34; 15.12,17; Rm. 13.8; 1Jo. 3.23; 4.7-12)
  6. O presente de amor de Deus para mim é Jesus
    (Jo. 3.16; At. 11.17; Rm. 5.17; 6.23
  7. Confiando totalmente em Jesus
    (Jo. 14.1-2; Rm. 10.9; At. 8.37; 16.31; 1Jo. 3.23)
  8. Peça perdão a Deus e perdoe os outros
    (Mat. 6.14; Mc. 11.25-26; Lc. 17.1-4; 1Jo.1.9)
  9. O Espírito de Deus habita em mim
    (1Co.3.16; Lc. 11.13; 1Co. 6.19; 2Tm. 1.14)
  10. Eu pertenço a Jesus
    ( Mc. 9.41; 1Co. 3.23; 2Co. 10.7, Gl. 3.29; 5.24)
  11. Fazendo o que Jesus diz para fazer
    (Jo. 15.14; 13.34; 15.9-17; 21.15-17, 1Jo. 4.7-11)
  12. Jesus está sempre comigo
    (Mat. 28.20; Dt. 31.6; Hb.13.5)

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Autor Larry & Judi Keefauver, publicado no site www.2equal1.com .

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