Devocional: O Trabalho pode esperar

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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O poder pode esperar. A família não pode esperar.

Rezam os bastidores de Washington, no governo de Barck Obama, que o presidente é capaz de suspender uma reunião ministerial de alta temperatura para assistir ao recital de violino de sua filha de 11 anos. Segundo assessores, os compromissos familiares são assinalados em vermelho e independentemente do que tiver acontecendo ele para tudo e vai a esses compromissos.

Claro: não faltam críticas: afinal: as pessoas não o elegeram para ser um bom homem de família, mas para resolver os problemas do país.

No entanto, para os braços de quem irá, quando os problemas forem resolvidos (se forem…) e quando a luz do poder se apagar, senão para os de sua família?

O trabalho pode esperar. O poder pode esperar. A família não pode esperar.

 

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Texto de Israel Belo de Azevedo, publicado no site www.creio.com.br.

 

José, um pai revestido de caráter

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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Todos sabemos que os pais exercem ou podem exercer alguma influência na formação do caráter dos seus filhos. Alguns traços de personalidade e até algumas tendências podem sim ser oriundos de herança genética. Entretanto, a relevância da herança adquirida na formação do ser humano tem sido cada vez mais destacada.

Esta herança é aquela que, apesar de não transmitida geneticamente, transmite-se através do convívio, de fatos observados, dos exemplos absorvidos. Muitas pessoas já puderam comprovar a força desta influência em suas próprias histórias de vida.

Nós, cristãos, cremos que Jesus é o Filho de Deus, concebido pelo Espírito Santo. No mundo natural, seu pai era José. Talvez nem mesmo o próprio José pôde, naquele momento, compreender a plenitude da sua responsabilidade. Talvez ele pensasse que sua tarefa, como pai terreno de Jesus, fosse a de educar o menino nos caminhos do Senhor, exercer influência positiva sobre ele, e contribuir para a concretização dos planos de Deus. Talvez José desejasse transmitir o que tinha de melhor: seu caráter, seu amor a Deus e seu ofício.

Jesus, o Messias, cresceu em graça e conhecimento diante de todos. Foi o nosso exemplo supremo de renúncia aos direitos que tinha, em favor da humanidade perdida. Mas, teria José realmente dado algum exemplo de renúncia para Jesus? Qual era o caráter deste homem? Que tipo de influência o Messias teria recebido de seu pai terreno? O que Jesus pôde observar ou saber sobre José?

Não podemos comprovar biblicamente até que ponto ocorreu a influência paternal terrena sobre Jesus. Não sabemos nem exatamente até que idade Jesus teve José por perto. Mas podemos verificar que José tinha caráter. E o caráter de homens como este costuma não morrer facilmente: continua vivo na vida das pessoas que foram impregnadas por ele.

Tente visualizar. De repente, o inesperado aconteceu para um homem cheio de amor por sua noiva. Este homem simples, chamado José, vivia agora um grande conflito interior. Ele sabia que o filho que estava sendo gerado no ventre dela não era seu, pois não havia tocado nela.

Quantos pensamentos devem ter passado pela cabeça de José… desapontamento, insegurança, dúvidas. Quanto tempo dependido… quanto investimento na relação… compromissos assumidos em função da iminência do casamento… tudo seria perdido. Sem contar na vergonha pública pela qual passaria perante a sociedade da época.

José precisava tomar uma decisão. Certamente não poderia continuar com ela. Segundo as leis mosaicas em vigor, ele tinha o direito de levá-la ao apedrejamento.

Talvez esta história já não tenha mais tanto impacto sobre sua mente, pois você já conhece o final. Mas imagine a situação: o anjo ainda não apareceu a José, e ele ainda não sabe nada sobre a revelação messiânica! É a mente de um homem comum, que se sente traído pela pessoa que ele mais amava – sua noiva.

Até então é uma situação humana. Os sentimentos vão aflorando, a racionalidade ganhando força e a decepção aumentando. Ele precisa tomar uma postura firme. Quem sabe levar Maria ao apedrejamento, o que seria “justo” – de acordo com a Lei.

Mas este homem era mais justo diante do Senhor do que aquilo que seria considerado “justo”. Ele tinha caráter. Eis sua decisão: “Como José, esposo de Maria, era homem justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente.” (Mt 1.19.)

José, no ápice de seu sofrimento, escolheu silenciar. Escolheu abrir mão dos seus direitos e não levar sua quase ex-noiva à morte. Ele escolheu não abrir a boca.

Depois disso Deus se mostrou, e revelou os seus planos para Maria e José. O final da história, você já conhece!

Como disse anteriormente, não podemos comprovar a influência do caráter de José em Jesus. Não sabemos se, anos mais tarde, José e Maria puderam contar esta história para Jesus. Não temos certeza se Jesus carregou desde adolescente um orgulho sadio por ter um “pai” justo, que fez a escolha que fez.

Mas sabemos que a justiça e o temor a Deus de José eram oriundos da mesma fonte que revestiu Jesus de sabedoria e santidade. Podemos ler na Palavra várias passagens nas quais Jesus silenciou. Vários episódios nos quais ele não abriu a boca e abriu mão de seus direitos. Veja estas tremendas declarações de Isaías e Pedro: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.” (Is 53.7); “Quando foi injuriado, não injuriava, e quando padecia, não ameaçava. Antes, entregava-se àquele que julga justamente.” (1Pe 3.23.)

Ser exemplo de caráter, amar a Deus acima de todas as coisas e abrir mão de seus direitos foram algumas virtudes de José, pai terreno de Jesus. Quando lemos textos como os mencionados acima, podemos ver – guardadas as devidas proporções – o mesmo tipo de atitude em Jesus.

Por citações bíblicas tão breves como a deste episódio, podemos acreditar que José cumpriu fielmente o seu papel de pai na formação do caráter de Jesus. Sim, nós sabemos que Jesus é o Filho de Deus (portanto, o próprio Deus como Pai transmitiu o seu caráter a seu Filho), mas isso de maneira alguma desmerece o importante papel humano de José na história.

Que o Senhor forje mais homens e mulheres de Deus com o mesmo caráter deste “pai”, homem justo diante de Deus.

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Texto de Helder Assis da Silva, membro da Igreja Evangélica Capela do Calvário, em São Vicente (SP), e integrante do Ministério de Louvor e Adoração “Sacrifício Vivo” – www.sacrificiovivo.com.

A auto-estima de nossos filhos

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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Uma semana depois de minha esposa e eu decidirmos começar uma família, entramos numa livraria e compramos dois livros sobre como educar filhos. Por uma série de razões os dois filhos só nasceram seis anos depois e acabamos lendo não dois, mas 36 livros. Se dependesse de teoria, estávamos preparados. Hoje eles estão crescidos e um amigo me perguntou que livros nós havíamos utilizado mais. Foi uma boa pergunta que demorei a responder. Usamos um livro só, um que educava mais os pais do que os filhos. Intitula-se “A Auto-estima do seu filho” de Dorothy Briggs, e o título já diz tudo.

A tese do livro é como agir para nunca reduzir a auto-estima do seu filho: elogiá-lo freqüentemente, ouvir sempre suas pequenas conquistas, festejar as suas pequenas vitórias, nunca mentir ou exagerar neste intento, em suma mostrar a seus filhos seu verdadeiro valor. Ao contrário do que defendem os demais livros, não é uma boa educação, nem disciplina, nem muito amor e carinho, ou uma família bem estruturada que determinam o sucesso de nossos filhos, embora tudo isto ajude.

A sacada mais importante do livro, no nosso entender, foi a constatação que filhos já nascem com uma elevada auto-estima, e que são os pais que irão sistematicamente arruiná-la com frases como: ‘Seu imbecil!’, ‘Será que você nunca aprende?’, ‘Você ficou surda?’. Jean Jacques Rousseau errou quando disse que “o homem nasce bom, mas é a sociedade que o corrompe”. São os próprios pais que se encarregam de fazer o estrago.

Por exemplo: você, pai ou mãe, chega do trabalho e encontra seu filho pendurado na cadeira: ‘Desça já seu idiota, vai torcer o seu pescoço’. Para Dorothy, a resposta politicamente correta seria ‘Desça já, mamãe tem medo que você possa se machucar’. Primeiro porque seu filho não é um idiota, ele assume riscos calculados. Segundo são os pais, com suas neuroses de segurança, que têm medo de cadeiras.

Quando nossos dois filhos começaram a aprender a pular, entre três e quatro anos de idade, desafiava-os para um campeonato de salto a distância. Depois de algumas rodadas, seguindo a filosofia do livro, deixava-os ganhar. Ficavam muito felizes, mas qual não foi a minha surpresa quando na sétima ou oitava rodada, eles começavam a me dar uma colher de chá, deixando que eu ganhasse. Que lição de cidadania: criança com boa auto-estima não é egoísta e se torna solidária.

Eu não tenho a menor dúvida de que os problemas que temos no Brasil em termos de ganância empresarial, ânsia em ficar rico a qualquer custo que leva à corrupção, advêm de um pai ou uma mãe que nunca se preocuparam com a auto-estima de seus filhos.

Eu acho que políticos, professores e intelectuais, na maioria desesperados em se autopromover, jamais darão dar oportunidades para outros vencerem, como até crianças de três anos são capazes de fazer. A fogueira das vaidades só atinge os inseguros com baixa auto-estima.

Alguns pais fazem questão até de vencer seus filhos nos esportes para acostumá-los às agruras da vida, como se a vida já não destruísse a nossa auto-estima o suficiente.

A teoria é simples, mas a prática é complicada. Uma frase desastrada pode arruinar o efeito de 50 elogios bem dados. ‘Meu marido queria que o segundo fosse um menino, mas veio uma menina’. Imaginem o efeito desta frase na auto-estima da filha. Portanto, quanto mais cedo consolidar a auto-estima melhor.

Esta tese, porém, tem seus inconvenientes. Agora que meus filhos são muito mais espertos, inteligentes e observadores do que eu tenho que ouvir frases como: ‘É isto aí Pai’, ‘Faremos do seu jeito, pai’, tentativas bem-intencionadas de restaurar a minha abalada auto-estima.

 

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Texto de Stephen Kanitz publicado na Revista Veja edição 1650.

A internet e os filhos

Publicado por Sérgio Leitão em Conselhos, Pais e Filhos, Relacionamento

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Como preservar os filhos dos perigos virtuais sem proibí-los de usufruir de seus benefícios. Informações do mundo todo, em tempo real e 24 horas por dia. Essa é a principal função da internet. Mas apesar de a web oferecer uma gama de benefícios como rápido acesso a informações e pesquisas, nesse ambiente nem sempre a quantidade de informações está relacionada à sua qualidade. Orkut, blogs e MSN são apenas alguns dos múltiplos serviços oferecidos na rede que provocam muita euforia entre adolescentes e crianças e grande preocupação nos pais. Uma pesquisa do Conselho Nacional de Consumo do Reino Unido, realizada com crianças entre nove e treze anos, mostrou que os computadores tiram o tempo em família desses pré-adolescentes e que, devido a isso, eles são mais submetidos a anúncios e ao materialismo.

Uma outra pesquisa realizada no Brasil aponta que só no início deste ano, o país atingiu um número de 32,9 milhões de pessoas na faixa de 16 anos ou mais que têm acesso à internet. O principal motivo de preocupação para os pais é que, hoje, o uso da internet não é passível de controle. E se já é difícil impor limites dentro de casa, a situação torna-se cada vez pior quando sai dos lares e escolas e toma conta de outros ambientes, como por exemplo, cibercafés e lan houses. Esses espaços estão invadindo as cidades e conquistando a atenção dos adolescentes e crianças, que somam o maior número de freqüentadores assíduos desses locais.

Mas, apesar de o quadro ser preocupante, é preciso lembrar que os avanços tecnológicos só tendem a aumentar e os mais jovens serão os principais atores dessa realidade. O fato é que existe uma avalanche de informações na rede e que muitas delas não valem nada, mas por outro lado encontramos as que são realmente úteis. É aí que entra a necessidade de seleção do conteúdo, uma atividade difícil de ser feita pelas crianças e adolescentes, uma vez que são tomados pela euforia de compartilhar informações com outras pessoas que possuem interesses e idéias comuns às suas. Mas se o ambiente da rede é imprevisível, como saber que amigos e influências estão presentes na vida dos filhos?

Segundo a analista de sistemas Nice Figueiredo, a melhor maneira de controlar essa questão é dedicar uma atenção especial aos filhos, o que implica em compartilhar com eles esses amigos virtuais, acompanhar o seu comportamento no dia-a-dia familiar e dar liberdade com confiança, porém sem esquecer que os filhos devem respeito aos pais. Nice conhece bem essa realidade. Ela tem dois filhos, o Vinícius, de 20 anos, e o Bruno, de 22, ambos antenados com a web. A analista afirma que mesmo mantendo todas as suas atividades, ela sempre procurou estar ligada no que os seus filhos estavam fazendo. Existem estratégias que os pais precisam criar para afastar as crianças daquilo que não é bom. “Criar sua própria sala de bate-papo em casa, se importar com o que eles fazem quando estão sozinhos. Isso faz com que eles se sintam responsáveis pelos seus atos”, garante.

No livro de Provérbios 22.6, a Bíblia ensina: “Educa a criança no caminho em que se deve andar e, até quando envelhecer, não se desviará dele”. Muitas vezes, as estratégias e tentativas parecem ser frustradas quando se trata da educação de crianças e adolescentes, mas a Palavra de Deus ensina que a criança deve ser educada para obedecer aos pais. O que acontece atualmente é que com o excesso de atividades e a enxurrada de avanços tecnológicos, muitos pais deixam de repreender os filhos, colocando-os à mercê das informações da mídia, que hoje já é conhecida e utilizada por muitos como uma ‘babá eletrônica’. A publicitária Ingrid Leão conta que, por várias vezes, já foi confrontada pelos filhos João Pedro (16) e Camila (12) sobre assuntos polêmicos que circulam na rede. Para a publicitária, a melhor opção é ter uma conversa franca com os filhos e ensiná-los a respeitar o que a Bíblia diz sobre determinados assuntos.

“Meus filhos sempre tiveram liberdade para assistir a programas de TV, navegar na Internet e conhecer as coisas que as pessoas julgam erradas. Quando o João Pedro teve interesse em saber mais sobre drogas, não me fiz de rogada. Falei sobre o assunto, mostrando que no Brasil é considerado ilegal e que não é bom para a saúde. Quando a Camila quis saber sobre sexo, sentei com ela e expliquei tudo o que achava que sua cabecinha podia absorver. Meus pais me deram uma excelente educação e eu nunca fiz nada escondido, pois o diálogo era constante dentro de nossa casa. Nasci num lar evangélico e nunca me afastei de Jesus para experimentar ‘o mundo’ porque dentro da minha casa recebi todo o aparato necessário para perceber que Jesus é maravilhoso e que as coisas que o mundo oferece são ilusões. Por essa razão, procuro mostrar aos meus filhos aquilo que diz o apóstolo Paulo no livro de 1 Coríntios 10.31: ‘Quer comamos, quer bebamos, façamos tudo para glória de Deus’. É assim que devemos educá-los e ensiná-los. Que nascemos e vivemos para o louvor desse Deus maravilhoso”.

Quando a criança passa a entender o que deve ou não fazer, ela, conseqüentemente, irá selecionar quais sites, portais, salas e chats irá freqüentar. Além desse trabalho de conscientização, também é papel dos pais selecionar que tipo de ambientes o filho deve estar e impor os limites necessários. Nice Figueiredo conta que embora dê liberdade aos seus filhos, como mãe ela precisa estar ciente de tudo o que eles fazem. “Os pais precisam manter o controle; quem dita as regras somos nós e não os filhos e, sem essa de que com isso vamos tirar a liberdade e tudo o mais. Tem de haver regras e, se elas são quebradas, há sempre o velho e útil castigo”.

As regras valem também para serem aplicadas em relação ao tempo gasto no computador. Tudo em excesso é prejudicial, até mesmo informações e entretenimento. Pesquisas mostram que muitas crianças preferem navegar na internet, ocupando a mente com vídeos e games eletrônicos, do que desfrutar do tempo com os pais. O estudo feito pelo Conselho de Consumo do Reino Unido apontou que as crianças que se tornaram materialistas por conta da grande quantidade de tempo gasto na web eram mais prováveis que outras a discutir com sua família, não ligar para a opinião de seus parentes e sofrer de baixa auto-estima.

A psicopedagoga Marlene Souto afirma que teve muitas dificuldades para controlar o tempo gasto pela sua filha na web. “Desde bem pequena a Nathália aprendeu a mexer no computador. Quando entrou na adolescência, ela varava as noites na frente do micro. Não satisfeita, passou a freqüentar lan houses. Percebi que se tratava de uma fase e que ela ia porque as amiguinhas estavam todas lá. Mas, como sei que filho pede limites desde pequeno, procurei contornar a situação mostrando os prós e os contras. Hoje, consigo administrar bem essa questão e ela já não fica tanto tempo navegando na internet”.

Mantendo o controle

As táticas de mercado e campanhas publicitárias estão investindo, cada vez mais e com toda força, em mentes frescas e abertas como as dos jovens. Diante disso, os pais precisam desenvolver um trabalho intenso e eficiente para que seus filhos não se contaminem com a avalanche de informações desnecessárias que recebem. Embora a aplicação de regras e a constante supervisão sejam fatores eficazes no controle do acesso dos filhos a determinados assuntos, existem também estratégias práticas para a obtenção de resultados.

Especialistas da área de informática afirmam que, hoje, já existem vários métodos técnicos que os pais podem utilizar para manter os filhos longe daquilo que é inútil. Serviços de bloqueios de portais e filtros de determinadas informações já podem ser encontrados em alguns sites que se dedicam especificamente à criação de softwares pessoais, que podem controlar o acesso daqueles que tentam burlar as regras. Quando se trata da educação dos filhos, até mesmo as medidas enérgicas são eficazes para a obtenção de resultados. No livro de 1 João 5.19 está escrito: “…O mundo jaz no maligno” e, por isso, a busca dos pais pela orientação de Deus deve ser constante para que seus filhos se mantenham longe das investidas do mal.

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Fonte: Texto de Juliana Miguel, cedido por http://www.elnet.com.br. Publicado no site www.ejesus.com.br .

Visão geracional de Deus

Publicado por Vera Leitão em Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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A palavra geração tem vários significados. No sentido sociológico designa um conjunto de pessoas com proximidade histórica, cultural e etária, entendendo que essas condições não implicam numa mesma experiência e trajetória de vida segundo Karl Mannheim (1978). 

O dicionário Priberam geração origina-se no latim (generatio, -onis). Tem um sentido de funções pelas quais um ser organizado produz outro da sua espécie; procriação; grau de filiação; conjunto dos homens da mesma época; tempo médio da duração da vida humana; família, parentela, linhagem, genealogia, filiação; descendência; raça; gente; nação;  formação; criação, concepçãoconceção;  derivação; desenvolvimento.  (http://www.priberam.pt/DLPO/ acessado 07/02/2010).

No sentido bíblico, emprega-se a palavra geração para designar família, casa, certa época ou certa classe de povo (Sl 24.6). De um modo prático equivale a “genealogia” como descrita no Evangelho de Mateus, capítulo 1, e equivalendo a “história” no livro de Gênesis, capítulo 2 verso 4. Na longa vida patriarcal o tempo de uma geração parece ter sido calculado em 100 anos (Gn 15.16), mas em cálculos posteriores era esta de 30 a 40 anos (Jó 42.16).

Conjunto de pessoas que descende de alguém em cada um dos graus de filiação ou descendência, ex: geração de Noé – (genealogia – família); Jesus diz “Eu sou a raiz e a geração de Davi…” (Ap 22.16b). Conjunto de pessoas que tem aproximadamente a mesma idade, como geração sacrificada (os judeus do reinado de Ester).

Ao longo da Bíblia podemos observar que Deus pensa de modo geracional. A visão geracional de Deus é tanto para bênçãos herdadas por aqueles que lhe obedecem como a maldição sobre a vida daqueles que lhe desobedecem. Ambos alcançando a vida da pessoa individualmente como também a sua descendência. “Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim. Os filhos dos teus servos continuarão, e a sua descendência ficará firmada perante ti” (Sl 102.27-28).

No Novo Testamento podemos observar a preocupação dos apóstolos Paulo e Pedro em impactar a sua geração com o Evangelho.

Ao lê os textos do livro de Gênesis verificamos que Deus fez aliança com Abraão, renova com Isaque e depois com Jacó porque eles conheceram o Deus de Abraão e andaram no seu caminho e obedeceram a seus estatutos. Desde o início Deus não teve apenas a intenção de abençoar Abraão, mas prometeu e abençoou sua descendência, as famílias da terra, o povo, a nações.

O que mudou com relação à visão geracional nos nossos dias?

  1. Perdemos a visão de que Deus sempre derramou suas bênçãos através de gerações. A visão de Deus é uma visão familiar, porém o homem através dos tempos restringiu sua visão a um Deus restrito ao templo. Um exemplo disso é a Páscoa. A páscoa foi estabelecida para ser realizada dentro das casas entre os membros da família, depois deveria ser realizado anualmente como um memorial a ser repetido da mesma maneira de geração em geração ensinando aos filhos o significado de cada elemento, e contando a história da grande libertação do povo por intervenção divina.
  2. Perdemos o foco de criarmos os filhos não como afirmação da paternidade e maternidade ou para que estes filhos realizem nossas expectativas e sonhos, mas como descendência santa para Deus.
  3. Perdemos a ênfase de ensinar, de pregar, de exortar, de testemunhar, de adorar, pelo exemplo, pela realização ou prática de rituais, pela motivação de obedecer a Deus e através do diálogo ensinar os principio de Deus dentro da família segundo o texto de Deuteronômio “Para que tema ao Senhor teu Deus e guarde todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu e teu filho e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida e que teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel e atenta em cumprires para que bem te suceda e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te disse o Senhor Deus de teus pais [...]Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho e ao deitar-te e ao levantar-te” (Dt 6.2-3, 6-7).
  4. Perdemos a ênfase de que o pai era o detentor do conhecimento: ensinava ao filho o ofício, os valores, o conhecimento de Deus. Antigamente o pai era o centro de toda a informação. Atualmente os filhos se atualizam muito mais rápido que os pais, mas isto não significa que a autoridade do ensino dos valores foi relegada a terceiros. A pior coisa que um pai pode fazer é conhecer os ensinos bíblicos, mas não transmiti-los a seus filhos. Muitos pais permitem que ervas daninhas cresçam no coração do filho quando permitem que o mesmo, fique horas na frente de uma televisão, mas não ensinam valores espirituais. Quando Deus fez uma aliança com Abraão ele o instrui dizendo “Disse mais Deus a Abraão: Ora, quanto a ti, guardarás o meu pacto, tu e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações” (Gn 17.9).

Segundo Deus a célula familiar ocuparia o primeiro lugar na manutenção do pacto, porquanto a circuncisão era um sinal de pai para filho. Abraão receberia instruções espirituais, e transmitiria os devidos conhecimentos aos seus descendentes. Muitos chegam a opinar que a formação religiosa deva ser adiada para quando os filhos atinjam certa idade para escolher. Ou alguém cultiva o jardim do coração dos filhos ou não conseguirá obter boas colheitas.

Não nos foi ensinado pelas gerações passadas para que formássemos uma nação, isto a partir de nossa casa. Deus quer fazer de nós casais e pais a raiz de uma geração santa. Quando Deus deseja que venhamos a viver com qualidade de vida não é apenas para vivermos melhor. É para que nós sejamos sementes boas, para uma colheita para o Senhor.

Você talvez diga já passou o tempo e hoje seus filhos já não escutam conselhos: talvez o momento seja de pedir perdão aos filhos e dizer que de hoje em diante algo estará mudando.

A fé dos pais não garante a fé dos filhos

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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Quando o apóstolo Paulo disse aos gentios convertidos: “Fostes comprados por preço” (1Coríntios 6.20; 7.23), ele sabia que o sangue de Cristo havia quebrado uma ascendência familiar de incredulidade. Se você é descendente de pessoas incrédulas, ouvir estas palavras de Paulo lhe será boas-novas: “Estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa” (Romanos 9.8).

A biologia não sela qualquer maldição nem garante qualquer bênção. Isto é um aviso contra o desespero de ser nascido em uma família pagã e contra a presunção de possuir pais crentes.

Mas, o sangue de Cristo não comprou nenhum privilégio para os filhos dos crentes? O sangue de Cristo não uniu as famílias através das gerações? O que você diz sobre Atos 2.39: “Para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, Isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”? E o que acha de Salmos 103.17-18: “Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem”? E o que você diz sobre Êxodo 20.5-6: “Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.

Sim, Cristo adquiriu privilégios para os filhos dos crentes. Mas não garantiu a salvação deles. Estas três passagens bíblicas deixam claro que as bênçãos que virão às futuras gerações de crentes alcançarão apenas aqueles que são chamados por Deus (Atos 2.39), que guardam a sua aliança (Salmos 103.18) e que O amam (Êxodo 20.6). Todos os filhos dos crentes amam a Deus e guardam a aliança com Ele, pela fé em Cristo? Não. Na Bíblia, há muitos exemplos de crentes cujos filhos não creram, e esses exemplos nos mostram que a fé dos pais não garante a fé dos filhos.

Um dos aspectos vitais do processo de transmitir nossa fé a nossos filhos é o de ensinar a orar. Hebreus 4.16 nos lembra que os cristãos podem acudir “confiadamente ao trono da graça a fim de sermos socorridos no momento oportuno”. É muito importante que os filhos aprendam que eles também podem buscar seu Criador, nosso amoroso Pai, que está sempre disposto a ajudá-los e fortalecê-los. Deus deseja que nossos filhos se relacionem com Ele por meio da oração e do estudo da Palavra.

Deus afirma em Jeremias 32.39: “Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos”. Este bem não é a garantia da fé, e sim o dom da Palavra de Deus (Deuteronômio 6.6-7), a restrição sob a disciplina orientada por Deus (Efésios 6.4), a demonstração do amor de Deus (Colossenses 3.21) e o poder da oração (Jó 1.5). Deus resolveu agir por intermédio desses instrumentos para a salvação dos filhos dos crentes.

Alimentação em Família

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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 Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha me chamou atenção. De acordo com os dados publicados por uma empresa de estudos de mercado conhecida como Mintel, as mesas de jantar estão em extinção naquele país. As vendas do produto caíram 8% nos últimos 5 anos, enquanto os móveis de escritório tiveram crescimento de 40% e outros móveis da sala de jantar, 37%. 

Sentar à mesa com a família pode promover hábitos saudáveis de alimentação para crianças e adolescentes.

O número de britânicos que não têm mesa de jantar chega a 25%; apenas 31% a utilizam em ocasiões especiais como o Natal e Ano Novo. De acordo com o diretor da empresa, David Bird, atualmente, as mesas onde as famílias se reúnem todos os dias para comer quase não existem; inúmeros britânicos não fazem uma pausa para comer e, quando o fazem, geralmente é para comer com o prato no colo, vendo televisão. A tendência é o desaparecimento desse móvel, que durante longo tempo esteve no centro da vida doméstica. Os divórcios e a falta de tempo e de espaço são algumas das razões para a queda na procura por mesas de jantar, aponta a pesquisa.

Tomei como exemplo essa notícia para chamar atenção das pessoas de como a vida moderna tem modificado hábitos que deveriam ser preservados em nome da saúde e do bem-estar das pessoas. A mesa de jantar foi por muito tempo um exemplo de união da família. Era comum em todas as refeições diárias pais, filhos e até avós estarem juntos se alimentando, trocando idéias e narrando fatos acontecidos durante o dia. Lá em casa, por exemplo, às vezes meu pai chegava tarde, às oito da noite, mas minha mãe sempre nos fazia esperar para comermos em família, não importava o quanto nos queixássemos. Era um ritual tão agradável que ninguém queria perder.

Os anos se passaram e a correria do dia-a-dia, a falta de tempo, entre outros fatores fizeram com que uma atividade importantíssima para a saúde física e emocional de todos os membros da família praticamente deixasse de existir. De acordo com algumas pesquisas, no Brasil, 30% a 40% das famílias não jantam juntas de cinco a sete noites por semana. A hora do almoço em casa, junto com os familiares, tem sido trocada por um sanduíche na lanchonete da esquina ou por uma refeição em frente à TV ou computador.

As vantagens das refeições em família

Os estudos atuais mostram que as rotinas e os rituais familiares podem trazer vários benefícios para as pessoas. Esses rituais não envolvem apenas as refeições diárias, mas também atos simbólicos e que às vezes duram gerações na mesma família, como as celebrações de Natal, Ano Novo, aniversários e o tradicional almoço de domingo. Essas atividades têm sido relacionadas a uma maior satisfação conjugal, maior senso de identidade pessoal por adolescentes, maior saúde de crianças, satisfação com o desempenho acadêmico e fortalecimentos das relações familiares.

Um dos motivos que ajudam a explicar esses benefícios é que essas rotinas e rituais ampliam o tempo de convivência entre os familiares, possibilitando maior conhecimento mútuo e troca de experiências, formação ampliada de sua identidade pessoal e maior sensação de retaguarda social, o que daria a todos mais segurança em seus relacionamentos extra-familiares.

De acordo com um estudo publicado no Journal of Family Psychology (2003), se uma família faz em conjunto três refeições por semana, por exemplo, terá passado algo como uma hora (cerca de 20 minutos por refeição) se comunicando pessoalmente sem a interferência de “ruídos” como programas de televisão, por exemplo. Todos os que se sentam à mesa nestes momentos se beneficiam dessa interação de uma maneira ou de outra.

Benefícios para os mais jovens

Uma pesquisa publicada em 2003 no Journal American Dietetic Association, mostrou que sentar-se à mesa para as refeições com a família parece desempenhar um papel importante na promoção de hábitos alimentares saudáveis entre os adolescentes. Os pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, descobriram que as crianças entre os 11 e 18 anos de idade que tomavam as suas refeições em família, comiam maiores quantidades de frutas, vegetais, leguminosas e alimentos ricos em nutrientes do que aqueles que comiam separados das suas famílias. Além disso, os adolescentes que consumiam pelo menos sete refeições por semana em família consumiam menos comidas rápidas e snacks do que aqueles que comiam menos do que este número.

Os autores do estudo também descobriram que os meninos faziam mais refeições em família que as meninas, tal como as crianças até o 2º ciclo, comiam mais em família que as que freqüentavam graus de ensino subsequentes. Adicionalmente, a pesquisa revelou que as famílias em que as mães não tinham emprego externo e as famílias com maior poder aquisitivo tomavam refeições em conjunto com maior frequência que as outras famílias.

Em 2004, a revista Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine publicou um estudo com 4.746 crianças de 11 a 18 anos de idade mostrando que as refeições em família freqüentemente são associadas a um menor risco do desenvolvimento do hábito de fumar, beber e usar maconha, entre os jovens. O estudo indicou também uma menor incidência de sintomas de depressão e pensamentos suicidas, além de notas mais altas na escola.

Para os especialistas, as refeições familiares são importantes também para ajudar a aprimorar o vocabulário de crianças mais jovens. Pesquisadores de Harvard consideraram em 1996 os tipos de atividades que promoviam o desenvolvimento da linguagem. Jantares familiares foram mais importantes do que brincar, do que a hora da história e outros eventos familiares. E aquelas famílias que entraram em diálogos extensos na mesa de jantar, como a narração de histórias e explanações, ao invés de comentários de uma frase, como “coma seus legumes”, fizeram com que crianças adquirissem mais competências lingüísticas.

Exemplos à mesa

Muito do que é dito ou feito numa família serve de exemplo e efetivamente causa impacto sobre os membros desta. Crianças que se alimentam sem os pais ficam sem referência, sem exemplos concretos de uma boa alimentação e, inevitavelmente, vão para a frente da televisão enquanto comem, vivenciando um sentimento de solidão e uma tendência à obesidade. A criança que come assistindo TV não sabe o que come nem tem noção da quantidade ingerida.

Por isso, a presença dos pais na hora do almoço e/ou jantar é fundamental para transmitir aos filhos bons exemplos, que serão seguidos por toda vida. Se uma criança sempre vê seus pais servirem-se de salada antes do prato principal, ela entenderá que essa atitude é a mais correta e provavelmente também vai querer experimentar e seguir o exemplo. Da mesma forma, se a criança observa seu pai servindo-se de macarrão pela terceira vez, ela poderá aprender que comer três porções do alimento não é demais, e também seguirá o exemplo.

É importante enfatizar que freqüentemente os pais demonstram seus valores aos filhos pelo que fazem, muito mais do que pelo que dizem. As crianças estão atentas às ações deles, mesmo quando estão fazendo uma outra atividade ou conversando com outra pessoa. Os pais são os modelos de referência, e por isso, é fundamental que tomem alguns cuidados para não enviar mensagens erradas ou contraditórias do tipo comer com a boca aberta, comer rápido demais sem mastigar corretamente os alimentos, exagerar nas quantidades, fazer comentários desfavoráveis em relação a um alimento, como por exemplo, a mãe falar que não gosta de beterraba, etc.

Para finalizar, saliento que a hora da refeição deve ser um momento sem estresse. O ambiente deve ser tranqüilo e acolhedor, sem brigas, discussões, comentários impróprios, que causam desconforto e sentimentos que ficam associados ao alimento e à hora de comer, interferindo em situações futuras, principalmente entre as crianças. Se o seu filho (a) não quer comer da forma como você gostaria, não entre em crise, não perca a paciência e não discuta, apenas informe que o prato dele(a) estará disponível quando a fome surgir.

Incentive a criança a ter prazer com o que come; aos poucos ela vai aceitando as novidades, aumentando o seu repertório de alimentos, desenvolvendo cada vez mais uma relação saudável com a comida. E não se esqueça de resgatar a mesa em seu lar, seja ela de jantar ou uma simples mesinha de cozinha. A sua família reunida em torno dela mais vezes por semana, com certeza será mais feliz e saudável. 

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Fonte: Texto de Jocelem Salgado e publicado no site: www.clickfamilia.org.br.

Lições de casa, lições de vida!

Publicado por Sérgio Leitão em Pais e Filhos, Relacionamento

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“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te” (Deuteronômio 6:6-7). Muitos são os métodos que as escolas modernas adotaram – e adotam – para conseguirem um desempenho escolar satisfatório com seus alunos. Técnicas pedagógicas, psicológicas e lógicas são desenvolvidas e testadas para que se alcance um rendimento escolar que traga crescimento ao aluno. Recentemente, uma pessoa de minha família, doutora em Matemática e Física pela Universidade de São Carlos, demonstrou-me como tem ensinado geometria a seus alunos de ensino fundamental. Fantástico! Ela mostra a relação das formas com a vida prática e onde utilizar as figuras.

Esforços de profissionais da educação e áreas correlatas podem não surtir efeito, pois precisam receber apoio de agentes importantes para a validação da educação formal recebida pelo aluno: seus próprios pais (ou responsáveis). A formação de um indivíduo é produzida por um conjunto de fatores. Cada um terá seu papel, influenciando as engrenagens do conhecimento, do saber e da vivência, para que funcionem com precisão.

Após o advento da industrialização, tão bem ilustrado por Charles Chaplin no filme “Tempos Modernos”, a fragmentação do saber se alastrou por vários escalões sociais. Quem deve educar são os educadores, quem deve acompanhar o desenvolvimento intelectual são os psicopedagogos, quem deve dizer como serão realizados os trabalhos são os professores, quem determina como devem ser disciplinados são os diretores e coordenadores. Uma fragmentação que traz um enorme comodismo para os pais ou responsáveis. Afinal, temos uma equipe de especialistas cuidando de nossos filhos; por que preciso me preocupar? É comum ouvir: “E quanto aos deveres de casa, que sempre vêm em quantidade e no momento em que menos podemos dar atenção a eles? Parece que esses professores querem jogar o trabalho deles em cima de nós, pobres pais atarefados que nem entendem mais desse assunto”.

Com grande facilidade, delegamos a outros responsabilidades que foram entregues a nós, por Aquele que nos pedirá prestação de contas sobre elas. Todos os métodos de ensino se tornam recentes demais e sem eficácia quando os antigos preceitos de Deus (como o texto bíblico inicial deste artigo) deixam de ser observados e praticados. Mais do que pegar na mão do filho para fazer a lição, pesquisar com ele, pagar professor particular para melhorar o desempenho, ocupá-lo com mais cursos de métodos que prometem verdadeiros milagres, o preceito nos traz à consciência nosso papel diário de companheirismo e cumplicidade para com nossos filhos. Ler e adiantar algo para o trabalho secular enquanto o filho faz sua tarefa de casa é uma forma especial de solidariedade. É bom observar um ao outro e executar atividades que, realizadas individualmente, podem se tornar enfadonhas e desanimadoras.

Quando somos parceiros de nossos filhos, comprometidos com cada passo de suas vidas, seja no crescimento físico, emocional ou espiritual, desenvolvemos a habilidade de entender o que o momento requer de nós. Podemos detectar as reais dificuldades de aprendizado ou os problemas do momento: um olhar mais distante, uma desatenção decorrente de algo que parece ser mais importante, um desconforto físico, uma dislexia. Pais companheiros detectam com mais facilidade e rapidez situações que os educadores levariam mais tempo para diagnosticar. Afinal, são muitos alunos. Para finalizar, recomendo o curso Educação de Filhos à Maneira de Deus, que tem sido um verdadeiro oásis para pais interessados no desenvolvimento intelectual e moral de seus filhos.

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Fonte: Texto escrito por Eliane Limonge Duri é Psicóloga Clínica há 18 anos, especializada em terapia conjugal e familiar. Filiada ao Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, Universidade da Família e Marriage Ministries International. Dirige uma associação em prol da família em Araçariguama (SP) juntamente com seu esposo, Paulo. Publicado no site www.udf.org.br.

Conciliando filhos e trabalho

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Liderança, Pais e Filhos, Relacionamento

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Para muitos pais, cada dia se torna mais difícil conciliar trabalho e educação dos filhos

 

Para muitos pais, cada dia se torna mais difícil conciliar trabalho e educação dos filhos.  Muitos se sentem frustrados, culpados e impotentes devido à falta de tempo para estarem junto dos filhos, por se verem forçados a entregar sua educação aos cuidados de terceiros, por não poderem participar dela e acompanhá-los mais de perto em suas atividades etc. Todos nós sabemos que os pais constituem a base na estruturação da personalidade de seus filhos. O que não se pode admitir é que essa base tenha que ficar mais distanciada deles, em conseqüência de um trabalho ou emprego.

Embora seja inquestionável que esse “abandono” repercute na formação da identificação das crianças, o certo é que elas acabam se acostumando e se adaptando, de uma forma ou de outra, a qualquer tipo de situação. É verdade que alguns sofrem a princípio, mas acabam por se habituar à rotina de sua família. Em momentos especiais, sentirão ainda mais falta,  mas infelizmente em muitos casos nada se pode fazer para solucionar essa situação.

Educação a distância

Em situações como a dos pais que trabalham fora, e por isso têm que passar o dia inteiro longe de casa e dos filhos, é preciso pensar num modo de programar momentos de encontro entre todos da família. A atitude dos pais, nesse sentido, precisa ser constante e bem planejada, já que todos os filhos necessitam igualmente do afeto, da atenção e do contato físico de seus genitores. Esse tempo  que os pais partilham com as crianças representa uma incalculável riqueza, em todos os sentidos, e para ambas as partes. Ainda que seja pouco esse tempo, deve tratar-se de uma reunião familiar na qual os pais se encontrem totalmente voltados para os filhos, demonstrando atenção e interesse em ouvi-los e escutá-los no que têm a dizer das suas experiências vividas.

Todavia, acrescentam os psicólogos que os pais devem agir com naturalidade, não como se cumprissem  uma obrigação, visto que as crianças têm uma sensibilidade tão acurada que as faria perceber a falta de um real prazer e de alegria dos pais nesses momentos, podendo interpretar a atitude deles como “não me amam”, ou como “eu os aborreço”, ou ainda “não apreciam o que faço”. A espontaneidade nessa relação de pais e filhos é demasiado importante.

Os pais não devem se sentir culpados por terem que trabalhar. Porém devem estar, sempre que possível, no melhor e no pior, ao lado de seus filhos, brincando e conversando com eles. Se as crianças obtêm a atenção e o amor de que tanto necessitam, o vínculo afetivo com os seus genitores estará garantido, por ter sido estimulado, o que concorre para o aumento de sua auto-estima e confiança. Os filhos precisam saber que, mesmo estando longe de seus pais, deverão seguir as regras deles. Não é apenas na presença dos genitores que a sua educação se consolida.

Qual seria a forma ideal?

A necessidade de conciliar vida familiar e profissional não pode desvincular-se da idéia de corresponsabilidade na família e na própria sociedade. Devemos estar conscientes de que as pessoas devem ser valorizadas pelo que são, enquanto pessoas, e não pelo que têm.

Teresa López, decana da Universidade Complutense de Madri e vice-presidente da fundação Ação Familiar, declara, em um de seus artigos, que é tempo de se pensar em uma mudança de cultura, através da qual a família recobre o protagonismo merecido, como estrutura básica, que de fato é, de uma sociedade bem construída e equilibrada. Para isso, propõe três linhas de pensamentos, para posterior reflexão:

  1. A responsabilidade de criar filhos e educá-los é exclusivamente da família.  A sociedade, em geral, e os poderes públicos devem colaborar para que a família tenha condições de cumprir as suas funções, porém nem a eles, nem a ninguém mais compete arbitrar políticas que substituam o próprio núcleo familiar. Não se trata de estender os horários dos  colégios até as dez da noite para que as crianças “não incomodem”, ou sobrecarregá-las de atividades extra-curriculares a fim de que, deste modo, mães e pais possam trabalhar sem ter que ocupar-se delas. Existe uma absoluta desconexão entre os horários de nossos filhos e os de nossos trabalhos. Não faz sentido que os horários irracionais de trabalho obriguem a prolongar a permanência das crianças fora do lar. O que é preciso é defender  e respaldar uma mudança em nossa cultura,  no que se refere ao emprego do tempo.
  2. As decisões tomadas no seio da família dizem respeito exclusivamente ao nosso âmbito privado. Se temos filhos, ou não, é uma decisão familiar, e embora deva permanecer portas adentro, evidentemente suas conseqüências extrapolam o âmbito da própria família, o que significa que existem fortes inter-relações entre as decisões que se tomam nas famílias e a própria sociedade. Uma afeta a outra, quando não  deveria ser assim.
  3. Quando se fala de conciliação familiar e profissional, normalmente se fala de políticas públicas, concebidas como políticas de mulher, pelo que estamos falhando na base. A família é uma unidade que em si mesma contribui com a sociedade muito mais do que possa contribuir a soma de cada um de seus  membros, motivo pelo qual essas políticas de conciliação devem abranger mais que os direitos da mulher, indo além e incorporando-se ao debate dos direitos de todos os membros da família, e com a mesma intensidade. A conciliação da vida familiar e profissional nunca será possível se não existir a devida co-responsabilidade, a qual exige que se valorize não somente o trabalho que a mulher assume dentro do lar, isto é, o trabalho basicamente educativo que realiza com seus filhos, mas também o seu desempenho profissional. 

A sociedade irá mudando à medida que as responsabilidades estiverem convenientemente bem repartidas entre  homens e mulheres. 

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Fonte: Portal da Família.

Falta de paciência com os filhos

Publicado por Sérgio Leitão em Pais e Filhos, Relacionamento

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Talvez o problema esteja no casal

por Gisele Alves  

 

Educar, trabalhar para oferecer o melhor, impor limites, dar amor e carinho, proporcionar um ambiente saudável e além de tudo isso, se manter paciente. Com certeza esta lista de tarefas imposta aos pais não é nada fácil. Porém, é preciso fazer de tudo para cultivar a virtude da paciência. Atualmente os pais passam mais tempo fora do que dentro de casa, devido por exemplo a alta carga horária de trabalho ou estudos. Muitas vezes quando chegam eles estão cansados e não se reúnem com os filhos nos horários das refeições, com isso a paciência quase não se é mais exercitada.

A pedagoga cristã Cris Poli, a Supernanny do SBT, disse em entrevista para revista Enfoque Gospel no mês de julho que a direção correta em se tratando de educação é buscar um equilíbrio. “Teve uma época em que a educação era muito rígida, nada era permitido, os valores morais eram outros. Depois, veio uma época de reação contrária: tudo é permitido, a criança é livre para escolher. Mas isso também não deu certo, porque veio a rebeldia, a violência e uma série de coisas que os pais não conseguiram controlar”, afirmou.

A psicóloga mestre em educação Elaine Cruz, explica que quando um casal costuma perder sempre a paciência para lidar com um filho pequeno é porque existem dois fatores que antecederam o problema. “Primeiro é preciso pensar em qual é a visão que os pais tinham sobre infância, pois existe casal acreditando que as crianças serão sempre como aquelas da TV, bonitinhas, comportadinhas, como se todo mundo viesse formatado para ser obediente, e criança não é assim, cada filho é de um jeito”, explica.

Elaine continua dizendo que uma segunda questão é o quanto eles conversaram a respeito deste filho antes dele nascer. É importante que os dois decidam quais serão as regras e os limites. “Um dos cônjuges vai dizer que passou a infância inteira brincando solto na rua e o outro vai lembrar que foi criado cheio de limites e sequer dormia fora de casa. Então, isso precisa ser discutido, porque quando a criança nasce deve-se saber muito bem o que vai ser permitido ou não para ela”.

A especialista chama a atenção para outro fator que pode atrapalhar esta situação, que é a interferência de parentes. Muitas vezes, uma sogra ou um tio, normalmente pessoas que moram bem perto e costumam participar ativamente desta educação, criando uma confusão neste relacionamento entre pais e filhos. Para ela, isto se torna complicado e preocupante, já que as regras são diferentes em cada família. Ela lembra que isto tudo deve ser resolvido antes que a criança nasça. “A partir daí, quando já se sabe a concepção de infância, fica muito mais fácil. E provavelmente eles não serão impacientes”, afirma.

De acordo com a psicóloga, no caso de nada disso ter sido feito e a impaciência ter se alojado, é preciso “frear” a situação. “Deve-se parar de brigar com essa criança e começar a entender o que significa infância para os dois. Seria manter o filho trancado no quarto estudando de perninha cruzada? deixar essa criança viver, brincar, correr… ou um meio termo, usando um equilíbrio? Isto seria o ideal. Partindo daí os dois precisam conversar sobre quais regras irão impor para essas crianças e quais limites serão colocados ,e em seguida aplicá-os mesmo que já se trate de um adolescente”.

Elaine diz ainda que as vezes é preciso reconhecer a falha que tiveram neste processo. Além disso tudo, a psicóloga destaca uma outra vertente. Talvez o problema esteja no casal e os dois estejam descontando esta sobrecarga na criança. “É preciso pensar: Será que não estou com raiva do meu marido e colocando meu filho contra ele? Será que sexualmente não estamos nos dando bem, isso está nos fazendo mal e trazendo irritações? Será que o nosso casamento não precisa de algum tipo de ajuste? Será que não precisamos conversar mais rir mais? Talvez o o filho esteja muito tempo no quarto e esteja funcionado como alguém que separa pai e mãe.”, orienta.

Segundo ela, além dessas situações, podem haver outros fatores como: trabalhar muito, se estressar, não ter um lazer e não dormir o suficiente. Enfim, alguma coisa nessa relação não vai bem, esclarece Elaine afirmando que existem três pontos cruciais neste assunto: Concepção de infância e filho, determinação de limites e regras e cuidados para que o casamento vá bem. Afinal, quando o relacionamento dos dois não está dando certo, fica complicado lidar com insatisfação conjugal juntamente com as necessidades do filho. “Afinal, ele geralmente não vai ser daquele padrão que se imagina e isso é muito bom, porque somente assim é que se aprende com as indiferenças”, conclui.

A programadora musical Claúdia Corrêa, mãe de Daniel e Samuel, de 4 e 2 anos respectivamente, diz que manter a paciência é complicado, principalmente para as mulheres que trabalham fora. “Quando chego em casa as crianças estão bem “agitadas” e querendo atenção o tempo todo….mamãe vamos brincar? aí eu tenho que largar as tarefas domésticas para ficar um pouco com eles e ajudar o mais velho nas tarefas escolares de casa.

Depois que meu marido chega do trabalho tenho que dividir as atenções e as vezes, não consigo conversar com ele, antes dos meninos dormirem. Mas isso faz parte, eles são uma bênção. Eu sempre desejei ser mãe, eles são o meu presente de Deus. A pior parte é quando eles brigam, aí respiro fundo, muita calma nesta hora, mas têm momentos em que só param quando grito….eu sei que é errado…..mas, as vezes é preciso”, afirmou.

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Fonte: Artigo escrito por Gisele Alves e publicado no site: www.elnet.com.br.