Famílias sobre os escombros

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Liderança, Pais e Filhos, Relacionamento

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As cenas são cruéis. Chile, Haiti, Angra dos Reis, São Paulo, Rio de Janeiro, Estados Unidos, Europa, Ásia… Sobreviventes sob os escombros após vários dias sem água e comida. Outras imagens chocantes mostram os efeitos da chuva, do frio, do calor e de violências de todo o tipo. Quem analisa os fatos com a perspectiva bíblica sabe tratar-se do cumprimento das profecias da Palavra de Deus.

Mas, que ligação isso pode ter com relacionamentos e vida familiar?

Se me permitem fazer um paralelo, a família, como instituição, tem enfrentado terremotos, vendavais e ataques terroristas e muita gente está vivendo sob escombros relacionais, na complexidade tumultuada da vida familiar.

Desde o Éden, o primeiro casal foi vítima das artimanhas do inimigo. A instituição familiar é o alvo do diabo, através de ataques diretos e, principalmente, pela pressão exercida através dos valores distorcidos vividos pela sociedade, onde o dinheiro, o sexo e o poder são o tripé que sustenta o sistema mundano.

É um dilema ser um cidadão dos céus e viver diariamente com a cultura de um povo, que despreza os valores do Reino de Deus. O desafio é não ser seduzido pelo brilho e o fascínio dos banquetes de sensualidade das fontes poluídas de um pensamento secular, que divorciou-se dos absolutos da Palavra de Deus.

O perigo é quando nos amoldamos a uma cultura maligna, sem perceber que estamos flertando com o conteúdo proposto pela maior parte da mídia, que divulga, avaliza e incentiva o comportamento pecaminoso, inclusive nas nossas famílias. Isso acontece de forma lenta, gradual, sutil, persistente e tremendamente dominadora. Nada mais sedutor que aquilo que nos agrada aos olhos e mexe com os nossos desejos mais íntimos.

Quem estabelece relacionamentos sob essas influências vive em área de risco de tremores e desabamentos. E, exatamente como acontece com os cidadãos que vivem em locais perigosos, que oferecem resistência em aceitar as mudanças propostas pela Defesa Civil, o paralelo espiritual é verdadeiro. Apesar de ver a família dividida e desestruturada, muitos teimam em viver a penosa agonia da iminente destruição.

Não é por acaso que Deus afirma que “a terra se contaminou” (Lv 18.25) e determinou ao povo de Israel que não assumisse o jeito de viver dos povos ao seu redor (Lv 18.25), nem absorvesse as práticas dos seus contemporâneos. “Portanto, guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram antes de vós, e não vos contaminareis com eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.” (Lv 18.30).

Infelizmente, o que se vê hoje, inclusive nas igrejas, são jovens e adolescentes que estão deixando de namorar para “ficar”. Isso significa dizer que estão sendo apanhados pela lascívia e erotização que parece não ter limites. Há ainda aqueles, de todas as idades, que passam horas assistindo a programas que enaltecem o adultério, o homossexualismo, o ocultismo, a promiscuidade e todo o tipo de falcatrua. Não há como ficar exposto a tanto lixo e não ficar enlameado. São bases de areia que, cedo ou tarde, não subsistirão às crises e temporais que atingem a todos os seres humanos. Existem pessoas que foram seduzidas pelo comodismo, pela frieza e indiferença e se acostumaram, se integraram ao cotidiano do grupo. Se deixam levar pela falsa idéia de que nada faz mal, tá tudo certo, o tempo conserta tudo.

Outros trocam de parceiro por motivos banais e se cercam de argumentos filosóficos que amparem seu comportamento repreensível. Muitas crianças inocentes estão sofrendo com a destruição dos seus lares. Pessoas estão caindo na tentação da infidelidade conjugal, deixando um rastro de corações partidos, esperanças e vidas despedaçadas.

Será possível manter bons relacionamentos mesmo sob os escombros das famílias desajustadas e das nossas próprias ambiguidades?

O profeta Daniel foi desafiado a viver em uma cultura sedutora, sem ser seduzido por ela (Dn 1). É a perspectiva cristã de ser sal no meio da podridão moral: Viver uma vida genuinamente revolucionária, como foi a de Jesus. Certa vez perguntei a um político se ele achava que se os policiais ganhassem mais, a corrupção diminuiria. A resposta foi surpreendente: “Não! Corrupção tem a ver com caráter. Não importa o quanto se ganhe, se não for uma pessoa de caráter será corrupta do mesmo jeito.” Esse pensamento está de acordo com os ensinamentos de Jesus: “Quem é fiel no pouco é fiel no muito” (Lc 16.10). A oferta pode ser tentadora, mas o nosso compromisso deve falar mais alto. Nosso posicionamento diante do vendaval contra a família será fruto da firmeza do nossa decisão. Daniel determinou em seu coração não contaminar-se (Dn 1.8).

É momento de avaliar a condição dos fundamentos da própria casa. É preciso ficar atento à postura de pensar que está tudo bem ou que não precisamos de ajuda, ou imaginar que a nossa família está imune ao perigo. Quem enfrenta situações de risco não pode ficar inerte, nem “jogar a toalha”, como se a vida relacional já tivesse acabado debaixo dos escombros. É preciso dar sinal de vida, pedir ajuda, gritar. Não é preciso simular uma situação de bonança, quando há temporal. Pode ser que dê para sobreviver por um tempo, mas o oxigênio pode estar acabando, a vitalidade pode estar no fim. É preciso que o socorro seja feito com urgência.

A boa notícia é que a providência está chegando. Deus afirma “Clama a mim e responder-te-ei…” (Jr 33.3). Nos erros e acertos Jesus está conosco. Somos encontrados por Deus em nossos relacionamentos. Nas situações mais improváveis é que o milagre surgirá. Por mais que a família esteja desajustada, que haja sérias falhas de caráter, Deus continua acreditando e investindo em nós, como fez com Jacó e a família da promessa, que diante de mentiras, traições, brigas e mundanismo, teve a oportunidade de experimentar a restauração divina (Gn 32.28).

As histórias da Bíblia falam a nós, em nosso tempo. O mesmo Deus que prometeu a Abraão abençoar “todas as famílias da terra” (Gn 12.3), é um Deus que se associa com pessoas muito imperfeitas. Essa revelação é uma chama de esperança a quem tinha sido dado como morto. Os traços do caráter de Jacó, estão psicologicamente muito presentes em nós. Apresentamos as mesmas fraquezas, anseios, ambiguidades, necessidades, desejos e, ao mesmo tempo, o potencial para uma busca apaixonada pela sobrevivência, pela vitória, pela benção, pela solução, pela resposta, pelo resgate. É nessa busca, nessa fé, que vamos experimentar as soluções do Criador para a recriação do que parecia sem chance alguma.

Que isso sirva de aviso ou chamada de atenção aos pastores e líderes da urgência de buscar àqueles que estão minguando à nossa volta – debaixo de escombros relacionais.

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Fonte: Texto do Pr. Jairo Ribeiro extraído do site www.clickfamilia.org.br

A arte de amar minha família

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Liderança, Pais e Filhos

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Dificilmente haverá outro desafio na vida que comece com tantas esperanças e expectativas e que atualmente termine em tantos fracassos e decepções como o desafio de amar alguém. Por que as pessoas fazem tantos sacrifícios por amor, sofrem, choram, sonham muito ou abandonam muitos sonhos tudo pelo desejo de amar e de ser amado? É fato que estamos vivendo um momento em que o “amor de muitos esfriou”. As pessoas em geral banalizam o amor e o casamento.

O amor é muito mais do que um sentimento, é uma atividade, implica em atitude, em ação. E a característica básica dessa ação é o dar, e não o receber. Dar implica em ser privado de algo, se sacrificar (Jo 3.16).

Outra característica do amor é cuidado. É preocupação com cada detalhe da vida do outro, é estar atento às suas necessidades, sonhos, desejos. Quem cuida está sempre alerta, atento ao que o outro pensa, fala, age. Cuidar é trabalhar pelo e para o outro. É sentir-se responsável por alguém e estar disposto a responder positivamente às necessidades desse outro, principalmente as emocionais.

Amar envolve respeito: não é ter medo, temor do outro, o significado de respeito vem da sua raiz (respicere = olhar para), ou seja, a capacidade de ver uma pessoa tal como ela é, na sua individualidade e singularidade. É querer que a pessoa amada cresça e se desenvolva por si mesma, por seus próprios modos, e não com o fim de servir-me. Se amo alguém, aceito-a tal como ela é, e não trabalho para que ela seja como eu necessito que ela seja.

Por fim, quando amo alguém desejo conhecê-lo cada vez mais. Cuidar e respeitar uma pessoa não é possível sem conhecê-la. O quarto elemento do amor, conhecimento, só é possível quando me disponho a sair da periferia e penetrar no mais íntimo do outro! Quem ama conhece profundamente!

Amar, portanto, nosso cônjuge e filhos não é fácil, pois como vimos, amar é muito mais do que dizer “eu te amo”. Amar dá trabalho, leva tempo e exige de nós uma disposição intensa em doar o melhor de nós para o outro. O melhor de nosso carinho, do nosso tempo, dos nossos pensamentos, dos nossos desejos, enfim o melhor de nós mesmos. A semelhança de nosso Pai Celeste é exatamente isso que precisamos fazer por quem amamos. Que Deus aperfeiçoe esse amor em nós.

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Fonte: Extraído do site do Ministério Espaço Amor à Família, escrito por  Pr. João Paulo Bandeira e psicóloga Márcia Bandeira.  

Esvazie a lixeira!

Publicado por Sérgio Leitão em Curiosidade, Família, Liderança, Pais e Filhos, Relacionamento

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Bebês são o maior barato. Com eles, visitamos os extremos da vida: num momento você pira, logo depois morre de rir. Minha filha adrenalizada acaba de guardar os 5 controles remotos no cesto de roupa-suja na lavanderia. Pior é que ainda descobrimos 3 mamões-papaya na caixa plástica dos brinquedos e 4 havaianas dentro do balde na área de serviço. De onde esta maluquinha tirou a idéia de guardar tudo que é avulso em qualquer recipiente ao seu alcance? (Temo um dia pescar meu I-Phone no vaso sanitário!) E por que são assim? Sei lá! Bebês são o maior barato.

Outra coisa que me encanta – e espanta – é a absurda maturidade que eles têm para não guardar ressentimentos. Esquecem qualquer coisa com a mesma facilidade com que desviam a atenção pro outro lado. Nesta fase, de 12 a 15 meses, os especialistas em desenvolvimento infantil definem: “se não dá pra ver, não existe!” Isto é, só o que está ao alcance do olhar faz parte da sua vida – já que a memória é incrivelmente volátil retendo poucos segundos do que acabou de ocorrer. Por isso, as crianças nos obrigam reverenciá-los por privilégios assim. Um firme “não pode!” é imediatamente deletado do coração com um simples canudinho entregue nas mãos (minha filha é a maior fissurada por canudos no mundo!).

E nós? Com o cérebro mais desenvolvido, nosso HD de quase 80 tera-anos  guarda um montão de coisas que, simplesmente, deveriam “não existir mais” porque “não dão pra ver mais”. Crianças dormem sonos de anjos, e nós nos corroemos com insônias envenenadas de mágoas. Surgem rugas de preocupação com o futuro e costas corcundas pelo peso das decepções do passado. Como dizem por aí, “as lembranças, hoje em dia, são a única coisa que um cirurgião plástico não consegue remover com bisturi a laser”. Pura verdade! Tem muita gente na escravidão de sua própria senzala mental, e vira-e-mexe são açoitados por momentos de raiva ou depressão.

Nesta semana, ouvi algo interessante: na vanguarda de nossos dias, todos acabam entendendo um pouco de computador, e um dos cliques mais comuns para qualquer habitante do ciberworld é apertar “delete” jogando coisas indesejáveis na lixeira. Tudo que não serve vai pra lá: fotos feias, vídeos antigos, arquivos em desuso, textos sem graça (espero que não do www.paicoruja.eu!!), enfim, se é mega-inútil vai já pra lixeira!

O problema é que mesmo neste lixão virtual cada byte continua intacto ocupando o disco rígido indefinidamente. Sua área de trabalho se vê livre de ícones e arquivos, mas o computador permanece delegando espaço para trazê-los de volta a qualquer momento – é só “restaurar”, e pronto, tudo utilizável novamente. Pra se ver livre do conteúdo de uma vez? Só acionando o comando “esvaziar lixeira” e, após confirmar outra vez a intenção, daí sim, HD esterilizado de mega-bobeiras para sempre (junto com uma “trilha musical” ridícula de papel amassando, já ouviu?).

Esvaziar a lixeira. Este é o problema! O supercomputador do nosso cérebro cisma em acumular gigas – e mais gigas-lembranças – intoxicadas de emoções nocivas e ressentimentos torturantes. A rotina do dia-dia, através do tempo, até joga na lixeira do passado, mas enquanto não sepultarmos no esquecimento, de repente, tudo pode voltar à tona delineando um presente infeliz.

Quer viver mais em paz? Esvazie a lixeira! Esqueça! Ou seja, deixe o que passou no passado e liberte-se do ontem cinzento. Não dá pra ter um estilo de vida com qualidade sendo manipulado pelo algoz cadavérico da memória emocional negativa. Lembre-se da lua-de-mel na Disney, mas pra quê recordar a briga durante uma fila por lá? Não esqueça o elogio do chefe pavimentando a promoção sonhada, porém dá pra apagar a imagem dos olhos-tortos com seus cotovelos doídos? Por que minimizar a amizade de tantos anos maximizando um único momento de nervos aflorados? Deixe disso! Esvazie a lixeira.

Só agora, como pai-coruja, compreendo melhor o que o Mestre avisou de maneira enigmática: “e quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira alguma entrará nele” (Marcos 18:17). Em seguida, os discípulos emudecidos deixaram uma creche inteira subir no colo dEle. Por que isso? Ora, o Rei queria escancarar de maneira prática o visto no passaporte para o desembarque no Seu Reino: esquecer, e ir adiante! Homens de sucesso adquirem, não facilmente, a habilidade de superar o passado e seguir em frente. Exatamente como minha filha, que acaba de se levantar do enésimo tombo, só hoje, e já está sorrindo distraída com um ímã de geladeira.

Enquanto saio pra correr de manhã, tenho lapidado meu inglês com um audiobook  intitulado “The Hands-off Manager”, de Steve Chandler (algo como O Gerente de Mãos Desligadas). Recentemente, o autor me fez parar na pista, afirmando: “os outros não nos fazem mal, mas o que pensamos sobre o que os outros nos fazem, isto sim, é o que nos destrói”. Enquanto eles seguem seus caminhos, nós ficamos devastados com interpretações tão corrosivas quanto eternas. Na grande maioria das vezes, chafurdamos ressentidos ao mesmo tempo em que agressores alheios tocam suas vidas em berço esplêndido. Eles com sorrisos, e nós com olheiras. Quanto mais focarmos nas interpretações subjetivas, mais nutriremos uma auto-decepção, e maior força terá o passado sobre nós. É como um refém da areia movediça se esperneando na proporção do afundamento cada vez pior. Não tem super-herói no universo capaz de usar sabiamente seus super-poderes com uma mente auto-destrutiva – e o que dizer de nós, na categoria de pobres mortais?

O maior sábio do Antigo Testamento alertou: “porque como imaginas em tua alma assim és” (Provérbios 23:7). Bebês são o maior barato porque é nossa mente adulta que custa caro. A imaginação negativa acaba materializando assombrações inexistentes e fabricam-se atitudes contra ações que podem nem ter existido. Ou seja, as pessoas não são o problema, é o registro guardado a sete chaves da nossa análise unilateral do fato que atrapalha nossa paz. Não se desgaste à toa. Persistir incinerado por uma ofensa apenas consolidará o prejuízo sobre o único perdedor – você!

Há poucos dias fui um péssimo exemplo – levei uma rasteira de mim mesmo (é sempre patético tropeçar nos próprios pés). Alguém falou pra alguém que ouviu de alguém a observação de alguém sobre a crítica de alguém a meu respeito. TODOS estes “alguéns” não estavam nem aí pra sequer um fio de cabelo da minha costeleta enquanto eu, petrificado pela mágoa, ocupava um assento cativo na primeira fila do teatro de horror da autocomiseração. E o que tudo isso custou pra mim? Perdi deliciosos momentos com minha esposa, desprezei incalculáveis travessuras com minha filha, agi feito zumbi também assombrando outros e, sem perceber, alistei-me na mesma categoria destes “alguéns” – desconfiando, interpretando e acusando.

Foi quando num salto libertei-me do pesadelo. “Quer saber? Isto não é assassinato, na verdade, é suicídio emocional!”, pensei resignado. Ninguém no universo machuca mais do que as próprias preocupações beliscando a alma. E o pior? (Ou melhor?) Tempos depois descobri que a fumaceira não tinha fogo, sendo apenas uma neblina que já nos primeiros raios de sol desapareceu covardemente.

Esquecendo-me das coisas que para traz ficam…” (Filipenses 3:13a) Quem sabe precisemos aprender na volta às fraldas! Caiu? “Olha o carrinho vermelho ali, filho!” Tropeçou? “Toma um Lego aqui, pra se distrair”. Machucaram você? “Pega um canudinho, princesa!” E, acima de tudo, siga adiante. Sempre. “…Avançando para as que diante de mim estão” (Filipenses 3:13b). Não seja estátua de sal olhando cacos do que ficou para trás – vá em frente! Fomos feitos para viver na plenitude da paz – de espírito, mente e corpo. Creio na superação do presente sobre as cicatrizes de um passado sonâmbulo.

E o futuro fica logo ali – carregado de esperança.

Livre.

Que tal? Aja agora mesmo. Escolha o conteúdo. Clique sem duvidar. Delete. Confirme imediatamente. Esqueça pra valer.

E seja mais feliz.

Lixeira esvaziada.

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Fonte: www.paicoruja.eu

O lastro

Publicado por Sérgio Leitão em Amizade, Conselhos, Pais e Filhos, Relacionamento

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Lastro é o peso usado para dar estabilidade a um objeto. Os navios carregam lastro sólido, na forma de pedras, areia ou metais. Hoje em dia, usa-se água para permitir a redução do lastro quando o navio está carregado. Quando o navio é descarregado, enchem-se os tanques para manter a estabilidade, o balanço e a integridade estrutural da embarcação.

Essa prática antiga produziu uma metáfora muito usada: “O “lastro” de uma pessoa ou de uma vida”. Diz-se que a experiência se transforma em lastro. Ou seja, esse “peso” passa a dar estabilidade à pessoa. Ela já não “aderna” com facilidade. Suporta as tempestades sem “emborcar”.

Também se diz que a família é o lastro de um jovem. Aqui, a versão moderna de lastro, que é aumentado e diminuído conforme a necessidade, é figura perfeita. Casa-se com a idéia de que o jovem, pela sua pouca experiência, precisa de mais lastro para enfrentar as crises da vida adulta. As tempestades atingem a todos, mas afundam os barcos mais leves. Também a família pode aumentar ou diminuir seu “peso” sobre um jovem, conforme perceba que ele está “navegando de forma instável”, ou que sua estrutura pode se romper.

Embora adultos tenham, em geral, o lastro da experiência, muitas vezes já não têm a família, ou esta já não funciona como tal. Nesse sentido, tanto adultos quanto jovens precisam saber onde buscar essa segurança e estabilidade para suas vidas.

Gostaria de sugerir uma importante fonte de lastro: a igreja. Ela é a segunda família. Com a diferença de que nunca desaparece, nunca se desfaz. Nossas famílias de sangue um dia se desintegram, seja por morte, seja porque nos mudamos para longe. Porém a igreja sempre estará lá, à nossa espera.

Sabemos disso. O problema é que tendemos a não considerar a igreja como família. Não aceitamos quando ela “aumenta o lastro” sobre nós. Não nos envolvemos tanto nem permitimos “aproximações exageradas”. E quando mantemos distância, quando permanecemos “visitantes assíduos”, retiramos da igreja esse elemento familiar; retiramos seu poder de estabilizar nossa vida para a hora da tempestade.

Sim, a casa edificada sobre a rocha é aquela que se constrói comunitariamente, com vinho e pão. E a imagem de uma construção, aqui, é útil: é algo que não se faz da noite para o dia. Há um longo e penoso processo de assentamento de tijolos com argamassa.

Na hora da tempestade, o “visitante assíduo” pede ajuda. E há de recebê-la, claro. Porém há uma ajuda que ninguém lhe poderá dar nessa hora: “lastro”. Não se mexe em lastro de navio em meio à tempestade.

Quanto a isso, o jovem tem as maiores dificuldades e também as maiores oportunidades. Seu lastro é pequeno, por causa da pouca experiência de vida. Mas, se começar agora, não chegará à velhice como “a palha que o vento dispersa” (Sl 1.4).

Jovem, descubra a bênção de envolver-se “até o pescoço” com sua igreja, com as pessoas da igreja. Sirva-as com perseverança, alegria e ação de graças. Parta-se como pão. Derrame-se como vinho, sem nada cobrar. Perceba que as brigas entre irmãos e a superproteção dos mais velhos são “coisa de família”. Com o tempo, você se perceberá um navio de grande calado, que não aderna com a tempestade.

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Fonte: Autor Rubem Amorese, publicado na Revista Ultimato, nº. 318.

O que você pode fazer para confiar?

Publicado por Sérgio Leitão em Amizade, Casamento, Pais e Filhos, Relacionamento

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Com frequência é dito que a confiança é a pedra fundamental de qualquer relacionamento bem-sucedido. E eu concordo plenamente com isso. A confiança é fundamental em um relacionamento amoroso ao validar o sentimento de segurança que nós precisamos sentir para poder em troca dar o nosso amor àquela pessoa. Mas o que acontece quando uma pessoa tem dificuldade em confiar na outra com a qual se relaciona? Quanto isso causa de impacto no outro? 

É triste pensar que existem pessoas que são incapazes de confiar completamente em outra por sentirem um medo enorme e muito arraigado dentro de si de serem feridos e sofrer.  Esse medo com frequência nasce de alguma experiência traumática que ainda não foi resolvida. As pessoas que têm problemas de confiança em seus relacionamentos vão continuar a carregar consigo sua incapacidade de partilhar seu amor com os outros, até o momento em que eles decidam trazer o tema à tona e trabalhá-lo para chegar a um desfecho positivo.

Se você acha que tem esse problema e ele está impedindo você de sentir e viver plenamente um relacionamento amoroso, então você precisa confrontar a falta da confiança você mesmo. Não dependa dos outros para resolverem problemas que são seus, pois você é o único que pode realmente solucioná-lo. Apesar de haver muitos bons recursos para ajudar a lidar com essa questão, como livros e manuais, eles servem só para informação; o verdadeiro trabalho para deixar de ter medo de confiar deve acontecer dentro de você, ao você se permitir conhecer esse medo, as situações desencadeantes, conseguir entendê-las e recontextualizá-las. E então permitir-se ir experimentando situações em que pode voltar a experimentar confiar em quem ama!

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Fonte: Texto de Cláudia Bruscagin, publicado no site www.outraleitura.com.br.

Resgatando uma geração

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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“Nossas crianças são parte de toda uma corrente de gerações e serão impactadas por ela, para o bem ou para o mal”

A geração das crianças pertence a todos nós, e fomos comissionados para assumir a responsabilidade por elas, tendo ou não filhos próprios. Nossa primeira responsabilidade é para com as nossas próprias crianças e, então, com elas fazer diferença para crianças que não são nossos filhos por nascimento.

Todos nós temos um chamado e um destino para impactar a geração mais jovem. Somos responsáveis pelo mundo em que as crianças vivem hoje, pelas leis que são aprovadas, pela sociedade na qual estão nascendo.

Elas estão se matando nas escolas; estão tendo filhos antes de terem deixado a infância. Elas são mortas e feridas por disparos em guerras, morrem em virtude da fome e crescem não sabendo que existe um salvador que as ama e que morreu por elas.

Há uma guerra por esta geração. Muitas crianças morrem antes mesmo de começarem a cumprir o seu destino: são mortas por meio do aborto. O sacrifício de crianças ainda é praxe em alguns países, muitas são vendidas para a prostituição ou são jogadas em latas de lixo, o abuso sexual é comum e está fora de controle, e famílias são dilaceradas.

O inimigo conhece as estratégias de Deus melhor do que nós, às vezes. Ele sabe que, se puder destruir uma criança, roubará sua idade adulta e afetará as gerações após ela. Quando mata uma criança, ele impede a corrente de gerações de fluir. Quando destrói a sua infância, sabe que destruirá o restante de sua vida e de seus filhos também.

É tempo de uma geração erguer-se a favor das crianças

Esta não é uma tarefa que pode ser realizada por uns poucos, mas a responsabilidade das outras gerações é defender, proteger, resgatar, restaurar e capacitar todas as crianças para serem o que foram chamadas para serem antes da fundação do mundo (Ef 1.3-4).

Nós somos agentes de mudanças. É tempo de nossa geração levantar-se a seu favor, clamar a Deus e resgatá-las das mãos do maligno. Nenhum de nós está isento deste chamado: “uma geração por uma geração”. 

Existem crianças escolhidas que o inimigo está tentando destruir. Ele tentou destruir Moisés e Jesus, matando as crianças das gerações deles. A mãe de Samuel teve de lutar pelo nascimento dele.

Toda criança e todo jovem tem um destino, cada criança tem uma unção e para cada criança Deus tem um propósito e um plano. Quando você vê uma criança que é a mais doente, a mais levada, a mais pobre, quando você vê uma criança com problemas por todo lado, a tendência é recuar em vez de reconhecer o que está acontecendo e erguer-se a favor dela. Agarre aquela criança com todo amor que você puder dar, combata o mal com oração, jejum e amor para libertá-la. Esta é uma comissão que Deus tem dado a cada um de nós e ninguém está isento.

Uma geração pode mudar a tendência do mal da outra; uma geração pode entrar no campo inimigo e tomar outra geração de volta.

Em países nos quais existe algum respeito pelas crianças, elas não são enviadas para a guerra; a geração mais velha luta para proteger o país para o futuro delas. Assim deve ser no Reino, uma geração lutando, resgatando e conquistando a terra do inimigo e criando as crianças com os valores do Reino.

Uma geração terá de prestar contas a respeito da geração seguinte e da herança que foi deixada a ela. Você tem filhos? “Sim, você tem. Cada um tem filhos. Eles estão todos ao seu redor. Eles estão nas ruas. Eles estão na igreja. Eles são uma parte tão grande da nossa sociedade que afetam tudo o que fazemos. Comece a orar por um derramamento de Deus nas crianças em volta de você. Este é o tempo de Deus para as crianças”. Este é o tempo de colheita entre as pessoas jovens. Cada vez que você ouvir a respeito de violência envolvendo crianças na televisão, diga em voz alta: “Nossas crianças são ensinadas pelo Senhor e grande é a sua segurança e a sua paz. Amém”. (Veja Isaías 54.13.)

As crianças são a nossa geração de crianças, precisamos todos amá-las; precisamos todos orar por elas; precisamos conquistá-las, discipulá-las e dar-lhes apoio quando forem “por todo mundo”. 

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Fonte: Texto de Daphne Kirk, Jornal Atos Hoje.

Joquebede: Mãe fonte de encorajamento e de exemplo

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As mães têm um relacionamento singular com os filhos repleto de compreensão e de perdão, assim como de afeto; porém, para alguns filhos, uma boa mãe também precisa ser firme, esperando e exigindo o devido respeito. As mães devem controlar a situação para que possam receber suas bênçãos. Se estiverem ocupadas ou sobrecarregadas demais, não estarão prontas para receber.

Nunca é cedo nem tarde demais para começar a ministrar aos seus filhos. Joquebede uma das mulheres da Bíblia que, com freqüência, serve de fonte de encorajamento e de exemplo. Seu amor ardente pelo filho somado à sua fé deram-lhe forças para agir heroicamente em meio a grande opressão. Embora fosse escrava, era também levita, uma mulher que pertencia ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Joquebede conhecia a história de seus antepassados. Acreditava nas promessas. Deus era fiel.

Trezentos anos após a morte do patriarca José, nasceu uma criança no Egito. Seu choro alto era sufocado pelos soluços de uma mulher. O coração de Joquebede revelava um misto de alegria e de medo. Pois faraó havia ordenado, que seus soldados procurassem cada menino recém-nascido e que os matassem jogando-os nas águas do Nilo.

O pensamento hebraico frequentemente equipara riqueza a filhos e filhas, herança prometida por Deus a Abraão (Gn 12.2). Repare na iniciativa dessa mãe. Ela “concebeu… deu à luz um filho… vendo que era formoso… tomou um cesto… pondo nele o menino” (Êx 2.2-3). Essas ações denotam uma mulher de fé corajosa e com objetivos claros. Sua motivação e seus resultados são esclarecidos pelo autor de Hebreus (Hb 11.23-27). Ela contornou a lei que mandava que matasse seu bebê: colocando-o no rio Nilo, cumpriu a lei (Êx 1.22); cercando-o de proteção, inclusive colocando sua irmã para vigiá-lo, demonstrou fé (Êx 2.3-4).

As mentes ocidentais não conseguem compreender as táticas aterrorizantes dos Faraós antigos. Idólatras e corruptos, não sentiam nada além de desprezo por Javé, o Deus dos israelitas, suas vítimas sociais escravizadas. Ódio, hostilidade e trabalho duro eram fatos da vida. Mesmo assim, uma mulher cuidadosa, mãe desembaraçada e de iniciativa, elevou-se acima da maldade que a cercava. Deus viu seu coração, ouviu suas orações e interveio em seu benefício. Sua fama perdura através de seus destacados filhos (Nm 26.59). Deus honrou seu firme propósito usando Moisés, um de seus filhos, para libertar os hebreus da escravidão do Egito e escolhendo seu outro filho, Arão, para ser sumo sacerdote. Sua filha Miriã tornou-se líder das mulheres hebréias, e toda a família da tribo de Joquebede foi escolhida por Deus para liderar os rituais do culto.

Joquebede serve de modelo para as mulheres de hoje em dia com sua contagiante coragem para temer a Deus em vez de aos homens, e com uma fé firme nas promessas e na providência divinas. O autor de Hebreus registra que Moisés “abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei” (Hb 11.27), e que seus pais antes dele não “ficaram amedrontados pelo decreto do rei” (Hb 11.23). O importante não é a quantidade de resultados, mas o que você faz para atingir os desafios e responsabilidades postos diante você. Joquebede levou seu papel de mãe muito a sério, criou seus filhos no Senhor com dedicação consciente. Com certeza, foi a maior influência diante de Deus na preparação desses filhos para a grande tarefa que o Senhor tinha para cada um na liderança e libertação do seu povo da escravidão.

José, um pai revestido de caráter

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Homem, Pais e Filhos, Relacionamento

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Todos sabem que os pais exercem ou podem exercer alguma influência na formação do caráter dos seus filhos. Alguns traços de personalidade e até algumas tendências podem sim ser oriundos de herança genética. Entretanto, a relevância da herança adquirida na formação do ser humano tem sido cada vez mais destacada.

Esta herança é aquela que, apesar de não transmitida geneticamente, transmite-se através do convívio, de fatos observados, dos exemplos absorvidos. Muitas pessoas já puderam comprovar a força desta influência em suas próprias histórias de vida.

Nós, cristãos, cremos que Jesus é o Filho de Deus, concebido pelo Espírito Santo. No mundo natural, seu pai era José. Talvez que nem mesmo o próprio José pôde, naquele momento, compreender a plenitude de sua responsabilidade. Talvez ele pensasse que sua tarefa, como pai terreno de Jesus, fosse a de educar o menino nos caminhos do Senhor, exercer influência positiva sobre ele, e contribuir para a concretização dos planos de Deus. Talvez José desejasse transmitir o que tinha de melhor: seu caráter, seu amor à Deus e seu ofício.

Jesus, o Messias, cresceu em graça e conhecimento diante de todos. Foi o nosso exemplo supremo de renúncia aos direitos que tinha, em favor da humanidade perdida. Mas, teria José realmente dado algum exemplo de renúncia para Jesus? Qual era o caráter deste homem? Que tipo de influência o Messias teria recebido de seu pai terreno? O que Jesus pôde observar ou saber sobre José?

Não podemos comprovar biblicamente até que ponto ocorreu a influência paternal terrena sobre Jesus. Não sabemos nem exatamente até que idade Jesus teve José por perto. Mas podemos verificar que José tinha caráter. E o caráter de homens como este costuma não morrer facilmente: continua vivo na vida das pessoas que foram impregnadas por ele.

Tente visualizar. De repente, o inesperado aconteceu para um homem cheio de amor por sua noiva. Este homem simples, chamado José, vivia agora um grande conflito interior. Ele sabia que o filho que estava sendo gerado no ventre dela não era seu, pois não havia tocado nela.

Quantos pensamentos devem ter passado pela cabeça de José… desapontamento, insegurança, dúvidas. Quanto tempo despendido… quanto investimento na relação… compromissos assumidos em função da iminência do casamento… tudo seria perdido. Sem contar na vergonha pública pela qual ele passaria na sociedade de então.

José precisava tomar uma decisão. Certamente não poderia continuar com ela. Segundo as leis mosaicas em vigor, ele tinha o direito de levá-la ao apedrejamento.

Talvez esta história já não tenha mais tanto impacto sobre sua mente, pois você já conhece o final. Mas imagine a situação: o anjo ainda não apareceu a José, e ele ainda não sabe nada sobre a revelação messiânica! É a mente de um homem comum, que se sente traído pela pessoa que ele mais amava – sua noiva.

Até então é uma situação humana. Os sentimentos vão aflorando, a racionalidade ganhando força e a decepção aumentando. Ele precisa tomar uma postura firme. Quem sabe levar Maria ao apedrejamento, o que seria “justo” de acordo com a Lei.

Mas este homem era mais justo diante do Senhor do que aquilo que seria considerado “justo”. Ele tinha caráter. Eis sua decisão:

“Como José, esposo de Maria, era homem justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1.19)

 José, no ápice de seu sofrimento, escolheu silenciar. Escolheu abrir mão dos seus direitos e não levar sua quase ex-noiva à morte. Ele escolheu não abrir a boca.

Depois disso Deus se mostrou, e revelou os Seus planos para Maria e José. O final da história, você já conhece!

Como disse anteriormente, não podemos comprovar a influência do caráter de José em Jesus. Não sabemos se, anos mais tarde, José e Maria puderam contar esta história para Jesus. Não temos certeza se Jesus carregou desde adolescente um orgulho sadio por ter um “pai” justo, que fez a escolha que fez.

Mas sabemos que a justiça e o temor de Deus de José eram oriundos da mesma fonte que revestiu Jesus de sabedoria e santidade. Podemos ler na Palavra várias passagens nas quais Jesus silenciou. Vários episódios nos quais ele não abriu a boca e abriu mão de seus direitos. Veja estas tremendas declarações de Isaías e Pedro:

“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Isaías 53.7).

“Quando foi injuriado, não injuriava, e quando padecia, não ameaçava. Antes, entregava-se àquele que julga justamente” (1Pedro 3.23)

Ser exemplo de caráter, amar a Deus acima de todas as coisas e abrir mão de seus direitos foram algumas virtudes de José, pai terreno de Jesus. Quando lemos textos como os mencionados acima, podemos ver – guardadas as devidas proporções – o mesmo tipo de atitude em Jesus.

Por citações bíblicas tão breves como a deste episódio, podemos acreditar que José cumpriu fielmente o seu papel de pai na formação do caráter de Jesus. Sim, nós sabemos que Jesus é o Filho de Deus (portanto o próprio Deus como Pai transmitiu seu caráter a seu Filho), mas isso de maneira alguma desmerece o importante papel humano de José na história.

Que o Senhor forje mais homens e mulheres de Deus com o mesmo caráter deste “pai”, homem justo diante de Deus.

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Fonte: Texto de Helder Assis da Silva, publicado no site .brwww.sacrificiovivo.com .

Pais, nada justifica uma mentira

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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“… Pais são os principais mestres, muito mais com o que mostram em suas atitudes, que com suas palavras”.

“Eu não quero que meu filho minta” – essa é a expressão do desejo de todos os pais.

Pois é, não é tão fácil trabalhar esta questão com nossas crianças. Quantos pais saem de casa escondidos das crianças para evitar berreiros? Quantas promessas são feitas para as crianças, sem que se tenha a intenção de cumpri-las? Quantas pessoas, quando toca o telefone, dizem para um filho: “fala que eu não estou”. Ensina-se uma coisa e se pratica outra…

Nada justifica uma mentira, não existem mentiras “piedosas” ou mentiras “politicamente corretas”. Falar a verdade implica em ser honesto consigo mesmo e com os outros e em ter coragem de se responsabilizar por suas ações.

As crianças precisam ser ensinadas à verdade. Tal aprendizado ocorre progressivamente ao longo da infância e os pais são os principais mestres, muito mais com o que mostram em suas atitudes, que com suas palavras.

Com qual idade a criança pode mentir? Não tão cedo. Aos dois, três anos as crianças ainda confundem realidade e fantasia. Muitas vezes, o que o adulto interpreta como mentira é mais uma expressão do desejo fantasioso da criança. Quantas crianças já contaram para suas professoras que a “mamãe está esperando um irmãozinho”? Quando nada disto está acontecendo. Quantas falam sobre viagens surpreendentes que fizeram, quando passaram o fim de semana em casa? Porém, aceitar o que é confusão entre fantasia e realidade e não mentira, não implica em aceitar a afirmação da criança sem deixar de mostrar a realidade. Buscar descobrir as razões do desejo fantasioso pode ser importante.

Quando a possibilidade de mentir pode ser evitada

Um pouco mais tarde, a criança pode começar realmente a mentir. Ela mente muitas vezes para escapar, pelo menos temporariamente, de um problema. Fez algo que sabe que não devia e, quando confrontada, mente. Depois, tem que enfrentar dois problemas: o que não devia ter feito e o fato de ter mentido. Muitos pais, sem saber, favorecem tal tipo de situação. Sabem que a criança fez alguma coisa que não devia ou deixou de fazer algo que devia e a interpelam. “Você bateu no seu irmão?”, “Você fez a lição?”, “Você quebrou tal objeto?”… Por impulso, por medo das consequências, por medo de castigo, a criança mente. Seria melhor não perguntar, mas afirmar: “eu sei que você bateu no seu irmão”, “eu sei que você não fez a lição”, “eu sei que você quebrou tal coisa”… e tomar as providências cabíveis, evitando a situação de colocar a criança frente a possibilidade de mentir.

Ética

Aprender a lidar com “nãos”, a tolerar frustrações, não é fácil para a criança, que tenta manipular o ambiente para conseguir satisfação de todos os seus desejos. Assim, ela pode tentar mentir, fingir, burlar, enganar, omitir nesta tentativa de manipular o ambiente e nada existe de anormal nestas tentativas. Estes são os momentos preciosos, nos quais os pais podem e devem ensinar o que é certo e o que é errado. O ser humano não nasce dotado de ética. No início da sua experiência de vida, ele não sabe o que é certo ou errado, o que lhe faz bem e o que não faz. São seus pais quem sabem e precisam ensinar, transmitir princípios, normas e regras, que possam dirigir sua conduta.

A mentira consciente, planejada, que tem como objetivo trazer vantagens surge na segunda infância, isto é a partir dos cinco anos e ela é felizmente, rara, sendo sempre um sintoma de um problema no desenvolvimento emocional.

Pais que costumam mentir criam filhos que mentem. Pais que usam sempre da verdade, que assumem a responsabilidade por aquilo que fazem e dizem, criam filhos responsáveis e éticos. Só se ensina aquilo que se é.

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Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar, texto de Ceres Araújo.

Nossos pequeninos precisam de Jesus!

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento, Sexo e Sexualidade

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O capítulo cinco de Marcos registra a história de uma família que foi transformada pelo poder de Deus. Esse fato aconteceu há milhares de anos, mas ainda é extremamente atual. É a história de Jairo, que busca em Jesus a cura para sua filha de doze anos.

A ênfase não está no milagre que Jesus fez, embora seja ele tremendo. Também não está na menina de doze anos de idade, que ressuscitou, nem está nos discípulos que acompanharam Jesus, mas na pessoa de Jairo, ” Um pai desesperado”.

Jairo vai ter com Jesus e o encontra em meio uma multidão. Certamente o acesso a Jesus não foi fácil, mas o texto diz que Jairo chegou até Jesus e clamou para que Ele fosse ver sua filha, que estava doente. Jesus atendeu ao pedido dele e foi. Jairo não sabia, mas sua filha já havia morrido. Mesmo assim ele permitiu que Jesus a visse. Ao tocar a menina, Jesus libera uma palavra e ela se levanta. Com certeza, a vida daquela família nunca mais foi a mesma.

Jairo representa cada pai e mãe que precisam da intervenção de Deus na vida de seus filhos, para que vivam. Muitos pais têm perdido os seus filhos de várias maneiras; para os vícios, drogas, bebidas, prostituição. Alguns têm perdido os filhos dentro de suas próprias casas, através do desentendimento que muitas vezes geram mágoas e inimizades. Isso tudo é morte! No caso de Jairo era morte física, mas em muitos lares têm sido a morte espiritual.

A Bíblia diz em Malaquias, que a restauração de Deus começa na família, convertendo o coração dos pais aos filhos e o dos filhos aos pais. Se é necessário uma conversão é porque, em algum  momento de suas vidas, o seu relacionamento foi quebrado. Pais e filhos precisam de Jesus, Ele sempre é a terceira dobra nos relacionamentos, a garantia de que não haverá rompimentos, apesar das nossas falhas. A primeira atitude que os pais devem ter é encarar a realidade de que os filhos precisam se converter a Jesus Cristo. Se os nossos filhos não tiverem um encontro com Jesus, eles perecerão.
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Texto de Kenia Castro de Aguiar, publicado no site www.creio.com.br.