Família – Instituição divina

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Liderança, Relacionamento

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“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornado-se os dois uma só carne”. Gênesis 2.24

Rui Barbosa afirmou: “família é a célula mater da sociedade”. John MacArthur escreveu: “Talvez sejamos testemunhas da morte da célula básica de toda a civilização, a família”. Quando Deus instituiu a família visou ao homem e a sua esposa oportunidade de prazer, convívio mútuo e meio de procriação, uma forma de se multiplicar.

A família é de fato a primeira sociedade da qual se faz parte. Ela é a mais importante. A única que tem laços indissolúveis. Nela se vive a maior parte da existência. Nela se pode desenvolver talentos naturais e dons espirituais.

À família cabe a educação primeira dos filhos, o ensinar as primeiras letras e o dar os primeiros passos. É ela quem solidifica os valores éticos e morais e é nela que se aprende sobre o valor das coisas espirituais.

Talvez seja por isso que o diabo ataca tão ferozmente à família. Ele, mais do que qualquer outro, sabe que destruída a família, a sociedade se desfará automaticamente. Por isso não poupa nenhum esforço em solapar os alicerces éticos, morais e espirituais sobre os quais está alicerçada. John MacArthur comenta que os “Sinais do declínio da família são abundantes e evidentes à nossa volta. Numerosos fatos confirmam o amargo prognóstico. Quase não há necessidade de citar estatísticas”.

MacArthur afirmou que “Nestes últimos quarenta anos, desfilam continuamente diante de nós os sinais do colapso da família: divórcio, revolução sexual, aborto, esterilização, delinqüência, infidelidade, homossexualidade, feminismo radical, o movimento dos direitos das crianças, ao lado da banalização dos lares de pais solteiros, o declínio da família nuclear; e outros sinais semelhantes. Assistimos ao entrelaçamento de uma intrincada corda que acabará por estrangular a família até a morte”.

Grande é a responsabilidade da igreja e maior ainda da família cristã, pois pesa o compromisso de ser fiel a Deus e a sua palavra. Quanto maior for o estrago na sociedade, maior o dever de manter firmes as estacas, de ter os mourões bem fincados, de ter sólido o alicerce sobre o que se mantém firme a família.

Segundo MacArthur isso é possível, ainda que haja uma orquestração diabólica para destruir a família, existem pessoas preocupadas com a sua destruição e dispostas a pagar o preço da restauração, ele afirma: “Felizmente, as vozes que clamam por essas alternativas orwellianas para a família ainda são minoria. Até mesmo os sociólogos seculares, em sua maioria, avaliam o declínio da família como absoluto desastre. Muitos concordam que a família é um bloco fundamental na construção da sociedade civilizada, e admitem livremente que, se a família não sobreviver – e prosperar – como instituição, a autodestruição da sociedade pode não estar muito longe”.

Com a convicção de que a família é bênção de Deus, pois ele a instituiu para o bem do seu povo e para a sua própria glória, que todo o esforço seja feito para a preservação saudável da mesma.

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Fonte: Texto de Carlos Henrique, extraido do site www.mackenzie.com.br.

Famílias sobre os escombros

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Liderança, Pais e Filhos, Relacionamento

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As cenas são cruéis. Chile, Haiti, Angra dos Reis, São Paulo, Rio de Janeiro, Estados Unidos, Europa, Ásia… Sobreviventes sob os escombros após vários dias sem água e comida. Outras imagens chocantes mostram os efeitos da chuva, do frio, do calor e de violências de todo o tipo. Quem analisa os fatos com a perspectiva bíblica sabe tratar-se do cumprimento das profecias da Palavra de Deus.

Mas, que ligação isso pode ter com relacionamentos e vida familiar?

Se me permitem fazer um paralelo, a família, como instituição, tem enfrentado terremotos, vendavais e ataques terroristas e muita gente está vivendo sob escombros relacionais, na complexidade tumultuada da vida familiar.

Desde o Éden, o primeiro casal foi vítima das artimanhas do inimigo. A instituição familiar é o alvo do diabo, através de ataques diretos e, principalmente, pela pressão exercida através dos valores distorcidos vividos pela sociedade, onde o dinheiro, o sexo e o poder são o tripé que sustenta o sistema mundano.

É um dilema ser um cidadão dos céus e viver diariamente com a cultura de um povo, que despreza os valores do Reino de Deus. O desafio é não ser seduzido pelo brilho e o fascínio dos banquetes de sensualidade das fontes poluídas de um pensamento secular, que divorciou-se dos absolutos da Palavra de Deus.

O perigo é quando nos amoldamos a uma cultura maligna, sem perceber que estamos flertando com o conteúdo proposto pela maior parte da mídia, que divulga, avaliza e incentiva o comportamento pecaminoso, inclusive nas nossas famílias. Isso acontece de forma lenta, gradual, sutil, persistente e tremendamente dominadora. Nada mais sedutor que aquilo que nos agrada aos olhos e mexe com os nossos desejos mais íntimos.

Quem estabelece relacionamentos sob essas influências vive em área de risco de tremores e desabamentos. E, exatamente como acontece com os cidadãos que vivem em locais perigosos, que oferecem resistência em aceitar as mudanças propostas pela Defesa Civil, o paralelo espiritual é verdadeiro. Apesar de ver a família dividida e desestruturada, muitos teimam em viver a penosa agonia da iminente destruição.

Não é por acaso que Deus afirma que “a terra se contaminou” (Lv 18.25) e determinou ao povo de Israel que não assumisse o jeito de viver dos povos ao seu redor (Lv 18.25), nem absorvesse as práticas dos seus contemporâneos. “Portanto, guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram antes de vós, e não vos contaminareis com eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.” (Lv 18.30).

Infelizmente, o que se vê hoje, inclusive nas igrejas, são jovens e adolescentes que estão deixando de namorar para “ficar”. Isso significa dizer que estão sendo apanhados pela lascívia e erotização que parece não ter limites. Há ainda aqueles, de todas as idades, que passam horas assistindo a programas que enaltecem o adultério, o homossexualismo, o ocultismo, a promiscuidade e todo o tipo de falcatrua. Não há como ficar exposto a tanto lixo e não ficar enlameado. São bases de areia que, cedo ou tarde, não subsistirão às crises e temporais que atingem a todos os seres humanos. Existem pessoas que foram seduzidas pelo comodismo, pela frieza e indiferença e se acostumaram, se integraram ao cotidiano do grupo. Se deixam levar pela falsa idéia de que nada faz mal, tá tudo certo, o tempo conserta tudo.

Outros trocam de parceiro por motivos banais e se cercam de argumentos filosóficos que amparem seu comportamento repreensível. Muitas crianças inocentes estão sofrendo com a destruição dos seus lares. Pessoas estão caindo na tentação da infidelidade conjugal, deixando um rastro de corações partidos, esperanças e vidas despedaçadas.

Será possível manter bons relacionamentos mesmo sob os escombros das famílias desajustadas e das nossas próprias ambiguidades?

O profeta Daniel foi desafiado a viver em uma cultura sedutora, sem ser seduzido por ela (Dn 1). É a perspectiva cristã de ser sal no meio da podridão moral: Viver uma vida genuinamente revolucionária, como foi a de Jesus. Certa vez perguntei a um político se ele achava que se os policiais ganhassem mais, a corrupção diminuiria. A resposta foi surpreendente: “Não! Corrupção tem a ver com caráter. Não importa o quanto se ganhe, se não for uma pessoa de caráter será corrupta do mesmo jeito.” Esse pensamento está de acordo com os ensinamentos de Jesus: “Quem é fiel no pouco é fiel no muito” (Lc 16.10). A oferta pode ser tentadora, mas o nosso compromisso deve falar mais alto. Nosso posicionamento diante do vendaval contra a família será fruto da firmeza do nossa decisão. Daniel determinou em seu coração não contaminar-se (Dn 1.8).

É momento de avaliar a condição dos fundamentos da própria casa. É preciso ficar atento à postura de pensar que está tudo bem ou que não precisamos de ajuda, ou imaginar que a nossa família está imune ao perigo. Quem enfrenta situações de risco não pode ficar inerte, nem “jogar a toalha”, como se a vida relacional já tivesse acabado debaixo dos escombros. É preciso dar sinal de vida, pedir ajuda, gritar. Não é preciso simular uma situação de bonança, quando há temporal. Pode ser que dê para sobreviver por um tempo, mas o oxigênio pode estar acabando, a vitalidade pode estar no fim. É preciso que o socorro seja feito com urgência.

A boa notícia é que a providência está chegando. Deus afirma “Clama a mim e responder-te-ei…” (Jr 33.3). Nos erros e acertos Jesus está conosco. Somos encontrados por Deus em nossos relacionamentos. Nas situações mais improváveis é que o milagre surgirá. Por mais que a família esteja desajustada, que haja sérias falhas de caráter, Deus continua acreditando e investindo em nós, como fez com Jacó e a família da promessa, que diante de mentiras, traições, brigas e mundanismo, teve a oportunidade de experimentar a restauração divina (Gn 32.28).

As histórias da Bíblia falam a nós, em nosso tempo. O mesmo Deus que prometeu a Abraão abençoar “todas as famílias da terra” (Gn 12.3), é um Deus que se associa com pessoas muito imperfeitas. Essa revelação é uma chama de esperança a quem tinha sido dado como morto. Os traços do caráter de Jacó, estão psicologicamente muito presentes em nós. Apresentamos as mesmas fraquezas, anseios, ambiguidades, necessidades, desejos e, ao mesmo tempo, o potencial para uma busca apaixonada pela sobrevivência, pela vitória, pela benção, pela solução, pela resposta, pelo resgate. É nessa busca, nessa fé, que vamos experimentar as soluções do Criador para a recriação do que parecia sem chance alguma.

Que isso sirva de aviso ou chamada de atenção aos pastores e líderes da urgência de buscar àqueles que estão minguando à nossa volta – debaixo de escombros relacionais.

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Fonte: Texto do Pr. Jairo Ribeiro extraído do site www.clickfamilia.org.br

A arte de amar minha família

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Liderança, Pais e Filhos

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Dificilmente haverá outro desafio na vida que comece com tantas esperanças e expectativas e que atualmente termine em tantos fracassos e decepções como o desafio de amar alguém. Por que as pessoas fazem tantos sacrifícios por amor, sofrem, choram, sonham muito ou abandonam muitos sonhos tudo pelo desejo de amar e de ser amado? É fato que estamos vivendo um momento em que o “amor de muitos esfriou”. As pessoas em geral banalizam o amor e o casamento.

O amor é muito mais do que um sentimento, é uma atividade, implica em atitude, em ação. E a característica básica dessa ação é o dar, e não o receber. Dar implica em ser privado de algo, se sacrificar (Jo 3.16).

Outra característica do amor é cuidado. É preocupação com cada detalhe da vida do outro, é estar atento às suas necessidades, sonhos, desejos. Quem cuida está sempre alerta, atento ao que o outro pensa, fala, age. Cuidar é trabalhar pelo e para o outro. É sentir-se responsável por alguém e estar disposto a responder positivamente às necessidades desse outro, principalmente as emocionais.

Amar envolve respeito: não é ter medo, temor do outro, o significado de respeito vem da sua raiz (respicere = olhar para), ou seja, a capacidade de ver uma pessoa tal como ela é, na sua individualidade e singularidade. É querer que a pessoa amada cresça e se desenvolva por si mesma, por seus próprios modos, e não com o fim de servir-me. Se amo alguém, aceito-a tal como ela é, e não trabalho para que ela seja como eu necessito que ela seja.

Por fim, quando amo alguém desejo conhecê-lo cada vez mais. Cuidar e respeitar uma pessoa não é possível sem conhecê-la. O quarto elemento do amor, conhecimento, só é possível quando me disponho a sair da periferia e penetrar no mais íntimo do outro! Quem ama conhece profundamente!

Amar, portanto, nosso cônjuge e filhos não é fácil, pois como vimos, amar é muito mais do que dizer “eu te amo”. Amar dá trabalho, leva tempo e exige de nós uma disposição intensa em doar o melhor de nós para o outro. O melhor de nosso carinho, do nosso tempo, dos nossos pensamentos, dos nossos desejos, enfim o melhor de nós mesmos. A semelhança de nosso Pai Celeste é exatamente isso que precisamos fazer por quem amamos. Que Deus aperfeiçoe esse amor em nós.

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Fonte: Extraído do site do Ministério Espaço Amor à Família, escrito por  Pr. João Paulo Bandeira e psicóloga Márcia Bandeira.  

Esvazie a lixeira!

Publicado por Sérgio Leitão em Curiosidade, Família, Liderança, Pais e Filhos, Relacionamento

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Bebês são o maior barato. Com eles, visitamos os extremos da vida: num momento você pira, logo depois morre de rir. Minha filha adrenalizada acaba de guardar os 5 controles remotos no cesto de roupa-suja na lavanderia. Pior é que ainda descobrimos 3 mamões-papaya na caixa plástica dos brinquedos e 4 havaianas dentro do balde na área de serviço. De onde esta maluquinha tirou a idéia de guardar tudo que é avulso em qualquer recipiente ao seu alcance? (Temo um dia pescar meu I-Phone no vaso sanitário!) E por que são assim? Sei lá! Bebês são o maior barato.

Outra coisa que me encanta – e espanta – é a absurda maturidade que eles têm para não guardar ressentimentos. Esquecem qualquer coisa com a mesma facilidade com que desviam a atenção pro outro lado. Nesta fase, de 12 a 15 meses, os especialistas em desenvolvimento infantil definem: “se não dá pra ver, não existe!” Isto é, só o que está ao alcance do olhar faz parte da sua vida – já que a memória é incrivelmente volátil retendo poucos segundos do que acabou de ocorrer. Por isso, as crianças nos obrigam reverenciá-los por privilégios assim. Um firme “não pode!” é imediatamente deletado do coração com um simples canudinho entregue nas mãos (minha filha é a maior fissurada por canudos no mundo!).

E nós? Com o cérebro mais desenvolvido, nosso HD de quase 80 tera-anos  guarda um montão de coisas que, simplesmente, deveriam “não existir mais” porque “não dão pra ver mais”. Crianças dormem sonos de anjos, e nós nos corroemos com insônias envenenadas de mágoas. Surgem rugas de preocupação com o futuro e costas corcundas pelo peso das decepções do passado. Como dizem por aí, “as lembranças, hoje em dia, são a única coisa que um cirurgião plástico não consegue remover com bisturi a laser”. Pura verdade! Tem muita gente na escravidão de sua própria senzala mental, e vira-e-mexe são açoitados por momentos de raiva ou depressão.

Nesta semana, ouvi algo interessante: na vanguarda de nossos dias, todos acabam entendendo um pouco de computador, e um dos cliques mais comuns para qualquer habitante do ciberworld é apertar “delete” jogando coisas indesejáveis na lixeira. Tudo que não serve vai pra lá: fotos feias, vídeos antigos, arquivos em desuso, textos sem graça (espero que não do www.paicoruja.eu!!), enfim, se é mega-inútil vai já pra lixeira!

O problema é que mesmo neste lixão virtual cada byte continua intacto ocupando o disco rígido indefinidamente. Sua área de trabalho se vê livre de ícones e arquivos, mas o computador permanece delegando espaço para trazê-los de volta a qualquer momento – é só “restaurar”, e pronto, tudo utilizável novamente. Pra se ver livre do conteúdo de uma vez? Só acionando o comando “esvaziar lixeira” e, após confirmar outra vez a intenção, daí sim, HD esterilizado de mega-bobeiras para sempre (junto com uma “trilha musical” ridícula de papel amassando, já ouviu?).

Esvaziar a lixeira. Este é o problema! O supercomputador do nosso cérebro cisma em acumular gigas – e mais gigas-lembranças – intoxicadas de emoções nocivas e ressentimentos torturantes. A rotina do dia-dia, através do tempo, até joga na lixeira do passado, mas enquanto não sepultarmos no esquecimento, de repente, tudo pode voltar à tona delineando um presente infeliz.

Quer viver mais em paz? Esvazie a lixeira! Esqueça! Ou seja, deixe o que passou no passado e liberte-se do ontem cinzento. Não dá pra ter um estilo de vida com qualidade sendo manipulado pelo algoz cadavérico da memória emocional negativa. Lembre-se da lua-de-mel na Disney, mas pra quê recordar a briga durante uma fila por lá? Não esqueça o elogio do chefe pavimentando a promoção sonhada, porém dá pra apagar a imagem dos olhos-tortos com seus cotovelos doídos? Por que minimizar a amizade de tantos anos maximizando um único momento de nervos aflorados? Deixe disso! Esvazie a lixeira.

Só agora, como pai-coruja, compreendo melhor o que o Mestre avisou de maneira enigmática: “e quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira alguma entrará nele” (Marcos 18:17). Em seguida, os discípulos emudecidos deixaram uma creche inteira subir no colo dEle. Por que isso? Ora, o Rei queria escancarar de maneira prática o visto no passaporte para o desembarque no Seu Reino: esquecer, e ir adiante! Homens de sucesso adquirem, não facilmente, a habilidade de superar o passado e seguir em frente. Exatamente como minha filha, que acaba de se levantar do enésimo tombo, só hoje, e já está sorrindo distraída com um ímã de geladeira.

Enquanto saio pra correr de manhã, tenho lapidado meu inglês com um audiobook  intitulado “The Hands-off Manager”, de Steve Chandler (algo como O Gerente de Mãos Desligadas). Recentemente, o autor me fez parar na pista, afirmando: “os outros não nos fazem mal, mas o que pensamos sobre o que os outros nos fazem, isto sim, é o que nos destrói”. Enquanto eles seguem seus caminhos, nós ficamos devastados com interpretações tão corrosivas quanto eternas. Na grande maioria das vezes, chafurdamos ressentidos ao mesmo tempo em que agressores alheios tocam suas vidas em berço esplêndido. Eles com sorrisos, e nós com olheiras. Quanto mais focarmos nas interpretações subjetivas, mais nutriremos uma auto-decepção, e maior força terá o passado sobre nós. É como um refém da areia movediça se esperneando na proporção do afundamento cada vez pior. Não tem super-herói no universo capaz de usar sabiamente seus super-poderes com uma mente auto-destrutiva – e o que dizer de nós, na categoria de pobres mortais?

O maior sábio do Antigo Testamento alertou: “porque como imaginas em tua alma assim és” (Provérbios 23:7). Bebês são o maior barato porque é nossa mente adulta que custa caro. A imaginação negativa acaba materializando assombrações inexistentes e fabricam-se atitudes contra ações que podem nem ter existido. Ou seja, as pessoas não são o problema, é o registro guardado a sete chaves da nossa análise unilateral do fato que atrapalha nossa paz. Não se desgaste à toa. Persistir incinerado por uma ofensa apenas consolidará o prejuízo sobre o único perdedor – você!

Há poucos dias fui um péssimo exemplo – levei uma rasteira de mim mesmo (é sempre patético tropeçar nos próprios pés). Alguém falou pra alguém que ouviu de alguém a observação de alguém sobre a crítica de alguém a meu respeito. TODOS estes “alguéns” não estavam nem aí pra sequer um fio de cabelo da minha costeleta enquanto eu, petrificado pela mágoa, ocupava um assento cativo na primeira fila do teatro de horror da autocomiseração. E o que tudo isso custou pra mim? Perdi deliciosos momentos com minha esposa, desprezei incalculáveis travessuras com minha filha, agi feito zumbi também assombrando outros e, sem perceber, alistei-me na mesma categoria destes “alguéns” – desconfiando, interpretando e acusando.

Foi quando num salto libertei-me do pesadelo. “Quer saber? Isto não é assassinato, na verdade, é suicídio emocional!”, pensei resignado. Ninguém no universo machuca mais do que as próprias preocupações beliscando a alma. E o pior? (Ou melhor?) Tempos depois descobri que a fumaceira não tinha fogo, sendo apenas uma neblina que já nos primeiros raios de sol desapareceu covardemente.

Esquecendo-me das coisas que para traz ficam…” (Filipenses 3:13a) Quem sabe precisemos aprender na volta às fraldas! Caiu? “Olha o carrinho vermelho ali, filho!” Tropeçou? “Toma um Lego aqui, pra se distrair”. Machucaram você? “Pega um canudinho, princesa!” E, acima de tudo, siga adiante. Sempre. “…Avançando para as que diante de mim estão” (Filipenses 3:13b). Não seja estátua de sal olhando cacos do que ficou para trás – vá em frente! Fomos feitos para viver na plenitude da paz – de espírito, mente e corpo. Creio na superação do presente sobre as cicatrizes de um passado sonâmbulo.

E o futuro fica logo ali – carregado de esperança.

Livre.

Que tal? Aja agora mesmo. Escolha o conteúdo. Clique sem duvidar. Delete. Confirme imediatamente. Esqueça pra valer.

E seja mais feliz.

Lixeira esvaziada.

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Fonte: www.paicoruja.eu

No entendimento das gerações

Publicado por Sérgio Leitão em Conselhos, Curiosidade, Liderança, Relacionamento

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Não raro, adolescentes e jovens são definidos como egoístas, irresponsáveis, irracionais e facilmente irritáveis. Não raro, também, ouvimos e vemos o conflito de gerações em famílias, igrejas e nos mais variados grupos.

A Bíblia nos diz que os jovens tendem a guiar as suas vidas pelos caminhos dos seus próprios corações ou pela vista dos seus olhos (Ec 11.9), têm dificuldade em se concentrar (At 20.9), não são moderados (Tito 2.6), são insubmissos e soberbos (1 Pd 5.5), têm pouco conhecimento e bom senso (Pv 1.4), mas são curiosos (Mt 19.16), fortes (Pv 20.29), têm visões (Jl 2.28), têm a Palavra e venceram o maligno (1 Jo 2.13-14).

Ser um líder adulto de jovens e adolescentes onde o primeiro escalão hierárquico é composto por adultos não é tarefa simples, tampouco fácil. É preciso lembrar que um dia fomos jovens e questionadores. Talvez a minha facilidade seja não ter me deixado “crescer” muito e ainda ser questionador.

Hoje, com meu cérebro já desenvolvido fisicamente, deixei as coisas de menino e já não falo como menino, não sinto como menino e não penso como menino, mas faço questão de manter viva a chama que arde em todos os reformadores, em todos os que não gostam da situação atual das coisas e buscam transformar todos os lugares por onde passam (Mt 5:14).

Em nosso contexto globalizado, com rápido avanço da tecnologia, da criminalidade, principalmente na juventude e a crise de postura de muitos cristãos, se ficarmos limitados ao ensino teórico e com formato similar ao que tem sido utilizado durante séculos, a distância entre o Reino de Deus, onde as coisas acontecem, e um dos alvos desse Reino, os jovens perdidos, só aumentaria.

Como disse o missionário E. Stanley Jones: “Os valores que a igreja está guardando não são sem valor e também não são irrelevantes. Eles são os valores mais preciosos da sociedade humana atual e em qualquer época. Esses valores podem ser cobertos por formas irrelevantes e linguagem arcaica; mas despidos dessa linguagem e formas irrelevantes, eles são a posse mais relevante, preciosa e valorosa que já foi concedida à raça humana”.

Se o cantor William, do grupo musical Black Eyed Peas, conseguiu unir 20.000 fãs para apresentar uma coreografia em uma de suas músicas em um show em Chicago, imagine o que o povo de Deus poderia fazer se as suas lideranças estivessem mais abertas às novas gerações e todo o seu potencial.

Para que isso aconteça, os mais velhos precisam dar mais crédito aos mais jovens, dando oportunidades, ouvindo suas idéias, planos, projetos e visões, reconhecendo seus dons e recursos disponíveis, equipando-os, delegando tarefas e andando junto com eles. Mais que tudo, os mais velhos precisam demonstrar, através do exemplo, como deve ser um seguidor de Cristo em um contexto moderno.

Da mesma forma, os mais novos precisam reconhecer o valor da experiência dos mais velhos e que nem tudo o que eles decidem e fazem é ruim ou chato, mas muitas vezes, apenas influenciados por uma cultura eclesiástica de dois milênios de história, com pouco uso de tecnologia e pouca variação de forma e de linguagem.  E acima de tudo, precisam lembrar que os líderes são escolhidos por Deus (Rm 13) e que fizeram muitos sacrifícios e abnegações para chegar onde estão.

Os jovens precisam ter a consciência da necessidade de tempo e experiência para crescer, da necessidade de construir relacionamentos de respeito e honra, da necessidade de desenvolver a sabedoria que será somada aos conhecimentos já adquiridos e da necessidade de edificar a si mesmo sobre a Rocha para que todos percebam sua segurança e depositem neles a sua confiança.

Uma das tarefas mais difíceis para o líder é equilibrar o medo das conseqüências da imaturidade e a responsabilidade em permitir o desenvolvimento de novas lideranças. O medo dos jovens errarem e comprometerem algo importante não pode impedir o líder de apoiar pessoas jovens com capacidade de crescimento. Assim como a responsabilidade em gerar nova liderança não pode dar lugar à negligência. O líder precisa conhecer a individualidade de cada cooperador o melhor possível para auxiliá-lo e dar crédito a ele com baixa ou nenhuma perda na qualidade.

Outro fator importante é identificar o quanto de tempo e recursos todos tem gasto com estruturas humanas e o quanto tem sido investido no Reino de Deus. Muitos líderes se sobrecarregam para suprir as necessidades das estruturas, enquanto deveriam viver mais livres para servir de exemplos do amor de Cristo.

Esses líderes, sobrecarregados, demonstram aos mais jovens que, se forem dedicados ao serviço à estrutura, crescerão na mesma, serão reconhecidos, terão privilégios e uma boa parte na distribuição dos benefícios. De fato o que deveriam demonstrar é que são líderes porque são servos amorosos de pessoas que tem a mesma atitude e o mesmo sentimento humilde de Cristo Jesus (Fp 2.5-11).

Os mais jovens que vêem sua liderança servindo à estrutura, mas resistente a mostrar humildade quando precisa servir pessoas tendem a não segurar seu ímpeto de ser notados e reconhecidos. Conseqüentemente, acabam se envolvendo excessivamente em atividades eclesiásticas com foco no próprio crescimento e benefício, não na sacrificial humildade de Cristo, em benefício do próximo.

Assim como Jesus veio para os pequenos, nossos líderes precisam dar atenção às novas gerações e crescer com elas. Assim como Jesus nasceu humilde e cresceu em estatura e graça, nossos jovens precisam dar ouvidos aos mais velhos para que também cresçam em estatura e graça. Assim como Jesus se esvaziou e assumiu forma de servo, que todos nós possamos imitá-lo para combater o bom combate e transformar nosso mundo tecnológico globalizado em um mundo com menor criminalidade e cristãos mais fiéis ao seu chamado.

É com essa mente e esse coração que todos nós precisamos crescer, meditando e aplicando a Palavra, para se conhecer a sabedoria e a instrução, para se entender as palavras de prudência, para receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade, para dar aos simples, prudência, e aos moços, conhecimento e bom senso (Pv 1. 2-4).

O choque entre as gerações será menor se a Palavra for usada com sabedoria e sincera submissão por todos. Talvez os jovens tenham espaço e, com suas visões, transformem a nossa realidade em algo novo, à imagem e semelhança de Cristo. Talvez os mais velhos aprendam a gostar da mudança e aprendam, também, a equilibrar as pérolas do conhecimento dos anos passados com os diamantes brutos das novas descobertas do presente.

Que o Senhor nos ajude a todos. Enfim, o anjo que estava no sepulcro vazio de Jesus era jovem (Mc 16.5) e o reino dos céus pertence aos meninos (Mt 19.14).

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Fonte: Texto de Marcelo Magalhães, publicado no site www.institutojetro.com.br.

A televisão: O perigo invade sua casa

Publicado por Sérgio Leitão em Curiosidade, Família, Liderança, Relacionamento

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Sabemos que a televisão é um dos mais utilizados objetos no mundo e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),  em sua pesquisa de mercado, diz que 98% dos lares brasileiros possuem uma ou mais televisão. Existe mais TV nos lares do que geladeira ou fogão. Oito milhões de lares brasileiros possuem TV por assinatura, isso quer dizer que quase 26 milhões de pessoas desfrutam dessa comodidade. 

Foram mais de 900 milhões de aparelhos nos últimos 40 anos que tem como inventor o escocês por nome John Baird, mas somente em 1934 que o russo Vladimir Zworykin, ao chegar aos Estados Unidos criou o iconoscópio – aparelho que permitia decompor uma imagem em milhares de pontos convertidos num sinal modulado -  surgindo as primeiras aplicações práticas.

A televisão foi criada com três princípios básicos: 1) informar; 2) divertir e 3) transmitir cultura.

Os anos passaram e esses princípios foram trocados abertamente e deturpados por: 1) Interesses comerciais 2) Malignidade existente no coração do ser humano. 3) A ação do príncipe desse mundo – Satanás – que possui somente esses interesses no ser humano: 1) Matar 2) Roubar 3) Destruir.

Para uma grande maioria de brasileiros, a única fonte de informação é a televisão, e corresponde ao dobro dos leitores de jornais e revistas. Pesquisadores em quase todos os países desenvolvidos estudam as conseqüências decorrentes do tempo que as pessoas passam em frente à telinha. Após avaliar 2.500 mil horas e mais de 2.600 programas diferentes, uma Universidade da Califórnia – USA alertou: 1) 73% das ações de violência que ocorrem na TV transmitem a criança uma sensação de impunidade; 2) Em 58% das cenas violentas as vítimas sequer sentem dores pois 47% das cenas, parecem ser de borracha porque não sangram nem aparecem ferimentos.

Estudos comprovam que principalmente crianças e adolescentes procuram imitar os maus comportamentos que a TV mostra. Outra pesquisa feita por Jô Grobel da Universidade de Utrecht, Holanda constatou que: 1) 44% das crianças que assistem à televisão têm dificuldades em diferenciar a vida real da virtual. 2) O tempo que as crianças passam vendo televisão é 50% maior que fazendo qualquer outra atividade 3) Ação de risco apresentado na mídia é chamativa e atraente para 47% das crianças. 

A TV controla a vida de milhares de pessoas, ditando a hora de dormir, tipo de alimentação e bebida da família, decoração, lazer, viagem, compras, enfim as pessoas estão aprisionadas na vida real de um sistema virtual. Aquele objeto central do nosso lar – pois está no lugar principal da casa – geralmente na sala principal e todos os sofás e cadeiras voltados para ela, como se fosse um altar de adoração. Para muitas famílias é exatamente isso, pois segundo o IBGE, o brasileiro vê em média 3,9 horas de TV ao dia. Sabe o que isso significa? Quando você estiver com 70 anos, terá sepultado no tubo de imagem da TV, 10 anos ininterruptos da sua vida. Período suficiente para tornar qualquer um em zumbi, vida aniquilada, vazia, sem afeto, criatividade desperdiçada.   

A televisão é uma máquina de destruir famílias inteiras em todos os sentidos. A média da criança semanal na frente da TV é de 21 a 33 horas. Isso é mais que o tempo que permanece na escola (cerca de 25 horas semanais). Os brasileirinhos de até 14 anos de idade chegam aos 50 milhões, isso é 32% da população brasileira e para eles se volta um mercado que movimenta bilhões de dólares por ano. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, apresenta na sua página da Internet que foram vendidos em 2009 o valor estimado em 2 bilhões e 710 milhões de reais, e a TV é uma das principais fonte de propaganda. A programação está nas mãos de homens corruptos, incrédulos, amantes de si mesmos, avarentos, invejosos, amantes dos prazeres terrenos e pessoas que não querem saber de Deus nem mesmo de ouvir falar. Cada dia a concorrência entre as emissoras e a tentativa de alcançar os indivíduos dentro de seus lares, avança furiosamente. Eles não estão preocupados com seu filho, se ele está sofrendo alguma pressão psicológica ou cheio de dúvida e sem saber qual rumo tomar. Eles não estão interessados pela felicidade de sua família, nem querem saber se os conselhos em seus vários programas infernais e maléficos estão trazendo a destruição do casamento e criando com grande alvoroço a liberdade homossexual, como se fosse algo normal no seio da família. Programas feitos com segundas intenções, envolvendo uma falsa impressão de contrariedade, mas com convidados preparados para lançar sementes contra a Palavra de Deus e sua Igreja. Sementes para que a nova geração que está surgindo venha sem crer em Deus, que Jesus é o único Salvador e que o Espírito Santo é uma influencia da cabeça de alguns aproveitadores.

 ”Kosmos” o sistema do mundo daqueles que estão separados de Deus, está atuando sem descanso. O objetivo está sendo alcançado por eles, infelizmente, pois a epidemia das drogas está devastando a sociedade inteira. Todas as autoridades, em todos os segmentos, não sabem mais o que fazer, pois o “crack” está em todas as camadas sociais, destruindo vidas, famílias, comunidades e nessa corrida logo poderá alcançar o maior número de usuários da história. Tudo começa com historinhas que a criança acompanha todos os dias através da TV.  Depois é a própria TV em seus telejornais que joga toda a sujeira dentro de nosso lar e nós ainda perdemos tempo vendo e ouvindo tanto lixo e imundícia. Alguns psicólogos são pagos por grandes redes para desmentir publicamente tudo isso, dizendo que a TV faz bem e que prepara a criança para o amanhã. A TV não é o agente de educação do lar, pois isso é o papel dos pais, mas está querendo transferir essa responsabilidade para apresentadores e especialistas que não possuem vida exemplar para querer ensinar alguma coisa útil para alguém. A maioria desses artistas muda de cônjuge como mudamos de roupa e outros se declaram homossexuais e outros participantes de alguma seita satânica.  

É isso que queremos dentro de nosso lar? (Leia Ef 5.15-16; Cl 4.5 e Sl 90.12). Está na hora de tomarmos posição. Não estamos aqui para proibir a TV, mas para que você tenha forças para escolher uma programação mais íntegra possível, dentro dos padrões bíblicos. Aprenda a desligar a TV, fuja de cenas depressivas, pois são exatamente cenas como estas que está levando uma grande parte da população a depressão. Ainda há tempo para mudar!! Quem sabe seja hoje.

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Fonte: Texto do Pr. Lineas Domiciano, publicado no site www.ifamilia.com.br.

O pastor, a noiva e a esposa

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Liderança, Relacionamento

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Certa vez um jovem evangelista estava enfrentando sérios problemas com a esposa. Em vez de procurar resolvê-los, preocupava-se mais com sua reputação e com a campanha evangelística que estava para realizar do que tentar reconquistar a esposa e restabelecer o relacionamento de ambos. Certo dia, quando se ajoelhou para orar acerca do grande ministério que deseja exercer para Deus, o Senhor lhe dirigiu uma pergunta muito inquietante: “Como posso confiar-lhe a minha noiva, se você não está sabendo cuidar da sua?”. Esta história narrada por Larry Lean no seu livro “Num uma hora” mostra o que pode ser uma realidade muito marcante na vida daqueles que foram chamados por Deus para ser pastor.

Às vezes, o pastor, nas melhores das intenções, dedica-se com empenho para cuidar da Noiva de Cristo e esquece de cuidar da sua esposa, do seu casamento e da sua própria família. Muitos pastores do passado, e alguns do presente, cometem esse equívoco.

Pesquisas realizadas com pastores americanos apontaram que os obreiros mais satisfeitos e produtivos no ministério eram aqueles que estavam bem em seus casamentos e relacionamentos familiares. Uma outra pesquisa, citada H.B. London Jr e Neil Wiseman, no livro “Despertando para um grande ministério”, mostrou que 33% dos pastores estavam insatisfeitos com o nível de intimidade em seus casamentos, 6% dos cônjuges destes estavam igualmente insatisfeitos e 19% tinham tido algum tipo de contato sexual impróprio com outra pessoa que não o cônjuge. A pergunta que se coloca é a seguinte: Como os próprios pastores, organizações (Ordens de Pastores e Seminários) e as igrejas podem contribuir para que os pastores estejam bem nos seus casamentos e relacionamentos familiares?

O primeiro passo deve ser dado pelos próprios pastores. Neste sentido a conscientização da importância de ser viver as recomendações de Paulo a Timóteo, especialmente o texto de 1Tm 3. 4,5,  é crucial. Um trabalho pastoral desprovido da vivência deste texto enfraquece o pastor perante seu próprio casamento e filhos como também tira-lhe a autoridade de ministrar a outros. Quando um pastor vive em harmonia com o seu casamento, cuida melhor da Noiva de Cristo. Quando vive o papel de um pai amoroso e amigo, tem melhores condições de cuidar dos filhos de Deus. Em fim, quanto mais o pastor viver uma vida familiar saudável melhor trabalho fará com a família da fé que é a igreja.

Pastores precisam se conscientizar que o casamento deve ser alimentado cotidianamente, seja através de palavras e atos. Tomar decisões de investir tempo para estar com a esposa a sós, seja num passeio diário ou semanal, nas comemorações de aniversário de casamento ou namoro são importantes para se construir uma vida conjugal saudável.

Os seminários e institutos teológicos também têm um papel fundamental na vida conjugal de futuros pastores. É lá que os jovens solteiros, muitos já casados, é verdade, estão se preparando para o exercício das funções pastorais. Para tanto, a experiência positiva de obreiros que já estão nas lides pastorais deve ser compartilhas. Por que não compartilhar também os fracassos para que sirvam de alertas para os futuros pastores? Um outro caminho seria a realização de eventos, conferências e eventos objetivando o fortalecimento das famílias já constituídas que estão nos seminários, bem como dos jovens solteiros que estão por casar.

As Ordens de Pastores também podem contribuir. É raro vermos nos retiros e congressos de pastores abordagens sobre temas conjugais e familiares. Por quê? São abordados temas teológicos, eclesiológicos e administrativos, mas pouco ou quase nada sobre a importância do pastor fortalecer seu casamento e viver melhor em família. Convênios com profissionais da área de psicologia poderiam ser efetivados para o encaminhamento, com preços subsidiados, de pastores que enfrentam dificuldades nesta área. Pastores também podem passar e passam por crises conjugais! Toda a associação de classe só tem relevância quando ajuda seus associados  na capacitação constante como nas soluções dos problemas comuns da vida.

E as igrejas, o que podem fazer? Devemos trabalhar com as igrejas a idéia de que pastores precisam cuidar dos seus casamentos e filhos. Para que exigir que o pastor esteja presente em todos os eventos realizados pela igreja e suas organizações? As igrejas devem respeitar o dia em que o pastor separa para dedicar-se exclusivamente à sua esposa e filhos. Antigamente falava-se que o dia de folga  era as segundas-feiras. Hoje, na minha concepção, é uma dia extremamente inadequado. Cada um deverá escolher, em família, este dia e valorizá-lo com todas as forças. As igrejas também poderiam presentear seus pastores com uma viagem de comemoração de aniversário de casamento ou a participação em um seminário em que a vida conjugal e familiar sejam enriquecidas. 

Devemos, como crentes individualmente, orar pelo casamento daquele pastor que está nos pastoreando e ajudá-los, naquilo que estiver ao nosso alcance, para que construam um casamento saudável. 

Para terminar, concordo com  London Jr e Neil Wiseman autores do livro já citado. Dizem eles: “Um ministro não se esforça por construir um casamento sólido a fim de tornar o seu ministério mais digno de crédito ou para impressionar mais, mas para tornar-se a si mesmo e a sua esposa pessoas mais íntegras”.

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Fonte: Texto de Gilson Bifano, publicado no site www.clickfamilia.org.br.

Conciliando filhos e trabalho

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Liderança, Pais e Filhos, Relacionamento

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Para muitos pais, cada dia se torna mais difícil conciliar trabalho e educação dos filhos

 

Para muitos pais, cada dia se torna mais difícil conciliar trabalho e educação dos filhos.  Muitos se sentem frustrados, culpados e impotentes devido à falta de tempo para estarem junto dos filhos, por se verem forçados a entregar sua educação aos cuidados de terceiros, por não poderem participar dela e acompanhá-los mais de perto em suas atividades etc. Todos nós sabemos que os pais constituem a base na estruturação da personalidade de seus filhos. O que não se pode admitir é que essa base tenha que ficar mais distanciada deles, em conseqüência de um trabalho ou emprego.

Embora seja inquestionável que esse “abandono” repercute na formação da identificação das crianças, o certo é que elas acabam se acostumando e se adaptando, de uma forma ou de outra, a qualquer tipo de situação. É verdade que alguns sofrem a princípio, mas acabam por se habituar à rotina de sua família. Em momentos especiais, sentirão ainda mais falta,  mas infelizmente em muitos casos nada se pode fazer para solucionar essa situação.

Educação a distância

Em situações como a dos pais que trabalham fora, e por isso têm que passar o dia inteiro longe de casa e dos filhos, é preciso pensar num modo de programar momentos de encontro entre todos da família. A atitude dos pais, nesse sentido, precisa ser constante e bem planejada, já que todos os filhos necessitam igualmente do afeto, da atenção e do contato físico de seus genitores. Esse tempo  que os pais partilham com as crianças representa uma incalculável riqueza, em todos os sentidos, e para ambas as partes. Ainda que seja pouco esse tempo, deve tratar-se de uma reunião familiar na qual os pais se encontrem totalmente voltados para os filhos, demonstrando atenção e interesse em ouvi-los e escutá-los no que têm a dizer das suas experiências vividas.

Todavia, acrescentam os psicólogos que os pais devem agir com naturalidade, não como se cumprissem  uma obrigação, visto que as crianças têm uma sensibilidade tão acurada que as faria perceber a falta de um real prazer e de alegria dos pais nesses momentos, podendo interpretar a atitude deles como “não me amam”, ou como “eu os aborreço”, ou ainda “não apreciam o que faço”. A espontaneidade nessa relação de pais e filhos é demasiado importante.

Os pais não devem se sentir culpados por terem que trabalhar. Porém devem estar, sempre que possível, no melhor e no pior, ao lado de seus filhos, brincando e conversando com eles. Se as crianças obtêm a atenção e o amor de que tanto necessitam, o vínculo afetivo com os seus genitores estará garantido, por ter sido estimulado, o que concorre para o aumento de sua auto-estima e confiança. Os filhos precisam saber que, mesmo estando longe de seus pais, deverão seguir as regras deles. Não é apenas na presença dos genitores que a sua educação se consolida.

Qual seria a forma ideal?

A necessidade de conciliar vida familiar e profissional não pode desvincular-se da idéia de corresponsabilidade na família e na própria sociedade. Devemos estar conscientes de que as pessoas devem ser valorizadas pelo que são, enquanto pessoas, e não pelo que têm.

Teresa López, decana da Universidade Complutense de Madri e vice-presidente da fundação Ação Familiar, declara, em um de seus artigos, que é tempo de se pensar em uma mudança de cultura, através da qual a família recobre o protagonismo merecido, como estrutura básica, que de fato é, de uma sociedade bem construída e equilibrada. Para isso, propõe três linhas de pensamentos, para posterior reflexão:

  1. A responsabilidade de criar filhos e educá-los é exclusivamente da família.  A sociedade, em geral, e os poderes públicos devem colaborar para que a família tenha condições de cumprir as suas funções, porém nem a eles, nem a ninguém mais compete arbitrar políticas que substituam o próprio núcleo familiar. Não se trata de estender os horários dos  colégios até as dez da noite para que as crianças “não incomodem”, ou sobrecarregá-las de atividades extra-curriculares a fim de que, deste modo, mães e pais possam trabalhar sem ter que ocupar-se delas. Existe uma absoluta desconexão entre os horários de nossos filhos e os de nossos trabalhos. Não faz sentido que os horários irracionais de trabalho obriguem a prolongar a permanência das crianças fora do lar. O que é preciso é defender  e respaldar uma mudança em nossa cultura,  no que se refere ao emprego do tempo.
  2. As decisões tomadas no seio da família dizem respeito exclusivamente ao nosso âmbito privado. Se temos filhos, ou não, é uma decisão familiar, e embora deva permanecer portas adentro, evidentemente suas conseqüências extrapolam o âmbito da própria família, o que significa que existem fortes inter-relações entre as decisões que se tomam nas famílias e a própria sociedade. Uma afeta a outra, quando não  deveria ser assim.
  3. Quando se fala de conciliação familiar e profissional, normalmente se fala de políticas públicas, concebidas como políticas de mulher, pelo que estamos falhando na base. A família é uma unidade que em si mesma contribui com a sociedade muito mais do que possa contribuir a soma de cada um de seus  membros, motivo pelo qual essas políticas de conciliação devem abranger mais que os direitos da mulher, indo além e incorporando-se ao debate dos direitos de todos os membros da família, e com a mesma intensidade. A conciliação da vida familiar e profissional nunca será possível se não existir a devida co-responsabilidade, a qual exige que se valorize não somente o trabalho que a mulher assume dentro do lar, isto é, o trabalho basicamente educativo que realiza com seus filhos, mas também o seu desempenho profissional. 

A sociedade irá mudando à medida que as responsabilidades estiverem convenientemente bem repartidas entre  homens e mulheres. 

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Fonte: Portal da Família.

Crescimento espiritual no lar

Publicado por Sérgio Leitão em Liderança, Pais e Filhos, Relacionamento

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Encaremos os fatos! Ninguém tem mais responsabilidades em moldar a vida dos filhos, desde a mais tenra idade até ao estado adulto, do que nós, os pais. Somos seus mentores, para melhor ou para pior, e o que eles são, ou venham a tornar-se, depende grandemente daquilo que lhes ensinamos ou não ensinamos em nossos lares.

Queridos Pais:

Seus filhos valem muito mais do que a própria vida para você. Por certo não trocaria um dos seus pequeninos dedos pelo mundo inteiro, com tudo o que ele encerra.

Geralmente as mães, em certas ocasiões desejariam que seus filhos fossem melhores, bem comportados, mais desejosos de fazer o que está certo e mais ponderador. Quantas vezes já lhes disse: “Quando eu tinha a idade que vocês tem agora, eu…”. Qual a mãe, ou o pai, que nunca disse isso? Esta frase contém mais do que uma indicação daquilo que você está constantemente tentando conseguir que seus filhos façam o que você pensa que eles deveriam fazer nos brinquedos, na escola, em casa ou na igreja.

Já notou que quando as crianças são “más”, ficam mais semelhantes aos seus pais do quanto eles querem admitir? Naturalmente, naquelas ocasiões raras quando as crianças são “boas” são também semelhantes aos pais. Estes fatos são uma realidade, porque os pais são os seus primeiros, os mais eficazes e os mais responsáveis professores.

Encaremos os fatos! Ninguém tem mais responsabilidades em moldar a vida dos filhos, desde a mais tenra idade até ao estado adulto, do que nós, os pais. Somos seus mentores, para melhor ou para pior, e o que eles são, ou venham a tornar-se, depende grandemente daquilo que lhes ensinamos ou não ensinamos em nossos lares.

I – Por que ensinamos?

As experiências normais da vida familiar tornam cada pai um professor. Ensinamos nossos filhos porque estamos ligados a eles, porque vivemos mais tempo com eles, por que eles crêem em nós com mais facilidade, porque somos mais sensíveis a seus temperamentos e necessidade, e porque somos as pessoas mais importantes nas suas vidas até que se tornem adultos.

Quase que inconscientemente, nas rotinas da vida em família, nossos filhos copiam de nós a sua “filosofia” básica de vida, sua maneira de viver. Suas atitudes fundamentais sobre si mesmos, o mundo e as outras pessoas. É de nós que pegam seus gostos, suas preferências, suas idéias sobre o que está certo ou errado, e os conceitos das cosas que lhe são mais caras na vida.

Não somente isso aprende de nós com expressar seus sentimentos, seus temores, suas necessidades, seus desejos e ambições. Aprendem como obter o que quere. Aprendem se o trabalho duro, o estudo, a honestidade realizam mais coisas de valor do que a preguiça, o lazer e a desonestidade. Aprende tudo isso de nós.

II – Como ensinamos as crianças

A atmosfera do lar ensina.

Já notou que os pais que são nervosos, rígidos e irritáveis, geralmente têm filhos do mesmo jeito? Por outro lado, pais que são calmos e moderados, geralmente têm filhos semelhantes. As crianças adotam como sua a linha emocional daqueles que mais significam para elas.

Também há o exemplo.

Oh! Como as crianças gostam de imitar os adultos! Esta é uma das maneiras mais poderosas que os pais dispõem para ensinar os filhos.

Outrossim, há o ensino oral. Você, como a maioria dos pais está constantemente usando a conversa, perguntas, explicações e discussões. Provavelmente também insiste, ameaça, castiga e recompensa. A vida é de tal modo que quando você se pões em comunicação como os filhos, está sempre lhe ensinando algo.

Há ainda outras maneiras de ensinar.

Ensinar através de atividades, quando se mostra aos filhos como fazer as coisas, dando-lhes tarefas e afazeres. Na verdade estamos o tempo todo ensinando algo a nossos filhos. Mas, o nosso assunto é crescimento espiritual no lar, como conseguir isso?

III – Crescimento espiritual no lar.

Os pais crentes, em geral, estão-se desincumbindo bem de sua tarefa de ensinar os filhos, adequadamente, e também lhes dando vantagens espirituais que os pais descrente não tem. As estatísticas dos crimes, dos divórcios, da juventude transviada, dos tribunais, atestam nossa afirmação.

Mesmo entre crentes, as famílias mais felizes, mais bem adaptadas, e que têm menos problemas em casa, são aquelas nas quais o ensino cristão, a adoração e o serviço são os meios normais de expressão.

Então é necessário que o crescimento espiritual no lar, seja uma constante. Vejamos algumas sugestões que ajudarão os pais na sublime tarefa de educar os seus filhos nos santos e retos caminhos do Senhor.

(1) Comece a frequentar a igreja regularmente.

Torne-se aluno da classe de adultos na escola bíblica dominical. Lá encontrará muita ajuda em material para estudar bem como em fraternidade cristã e inspiração. Além do mais, você estará dando o exemplo certo em levar seus filhos à igreja, em vez de mandá-los sozinhos. A participação no culto também é de suma importância. Não deixe que seus filhos fiquem no lado de fora do templo ou em outro lugar qualquer na hora do culto. Não deixe seus filhos transitar de um lado para o outro durante o culto. É preciso reverência na casa do Senhor. O salmista Davi escreveu: “Guarda o teu pé quando entrar na casa de Deus”.

(2) Comece agora, hoje mesmo, a fazer o culto doméstico.

Pouca diferença faz se o fizer pela manhã, ao meio dia ou à noite, na sala de visitas, na cozinha ou no quarto, o importante é que você e seus filhos leiam a Bíblia e orem juntos diariamente, como uma unidade familiar. No tempo presente, mais do que nunca, as famílias enfrentam o problema de conciliar um horário quando todos estejam em casa. Muitos saem de casa de manhã bem cedo e só voltam tarde da noite. Em muitos lares, até a mãe trabalha fora do lar. Isto tem sido realmente um grande problema. No entanto, algo precisa ser feito para que a família não perca sua identidade como tal principalmente no que consiste às coisas espirituais. Um tempo precisa ser dado para a adoração em família.

Como já dissemos, as crianças aprendem seus valores desde cedo, e os aprendem no seu próprio lar. Se os pais são espirituais, as crianças também o são. Desde bem pequenas estão aprendendo, podem dar a aparência de não estarem escutando, mas estão bem cientes do que está acontecendo no lar. Isto é muito certo quando se trata da oração no lar. Pode parecer um esforço inútil querer que a criancinha fique quieta para ouvir a leitura da Bíblia, e tome atitude de oração, mas isto é importante para ela. Orar na própria linguagem da criança, ajuda muito. Mesmo que os pais precisem fazer suas orações particulares em outra ocasião o hábito de culto doméstico ajuda as crianças a saberem o que é oração e leitura da Bíblia.

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Fonte: Artigo publicado no site www.netgospel.com.br.

Agrade a Deus em primeiro lugar, e não aos homens

Publicado por Sérgio Leitão em Liderança

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Um sinal certo de insegurança pessoal é o desejo de que todos gostem de você. Paz a qualquer preço. Permanecer neutro para não ofender ninguém. Paulo aprendera a resistir a essa armadilha: “não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração”. [...] Paulo compreendeu os perigos envolvidos em dizer às pessoas o que elas queriam ouvir, em vez de declarar o que elas necessitavam ouvir (Charles R. Swindoll).