Armadilhas dos supermercados

Publicado por Sérgio Leitão em Conselhos, Curiosidade, Finanças, Relacionamento

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O cliente não pode andar rápido:
Usualmente, você só coloca itens no seu carrinho se fizer uma breve parada, ou reduzir a velocidade ao longo dos corredores. Por esta razão, a loja faz o possível para que você pare várias vezes e tenha tempo de olhar as ofertas à sua volta. O supermercado já é desenhado tendo em vista este objetivo (bastam 2 clientes para criar um congestionamento em qualquer curva, e fazer todo mundo parar ou andar beeeeem devagar), e ainda há dezenas de truques catalogados, como os corredores de ovos de páscoa, atrações com forte apelo para crianças (um forte estímulo para famílias pararem), atrações para adultos, escadas rolantes internas, distribuição de amostras, cafezinho, etc.

Os itens que você compra com mais freqüência estão longe:
Geralmente no fundo ou na lateral da loja. Já os itens com maiores margens de lucro, que você compra por impulso ou em ocasiões especiais estão logo na entrada, e você tem que passar por vários deles até chegar à padaria, aos refrigerantes ou às frutas e verduras. E depois tem que passar por eles novamente na volta. Dupla chance para o impulso de compra acontecer!

Os itens mais procurados estão sempre no meio do corredor:
E a razão é simples: para chegar até eles, você terá que passar por um caminho maior, vendo todos os demais itens daquela seção. E a loja estará fazendo o possível para que o impulso de compra se manifeste neste caminho.

Os itens mais comprados por impulso estão próximos do caixa:
Todo consumidor passa longos minutos de tédio na fila para pagar, e a loja tenta garantir que ele tenha um bom suprimento de produtos pequenos e com alta margem de lucro ao seu redor: DVDs, revistas, chocolates selecionados (e sempre em embalagem individual), e até mesmo refrigerantes gelados, com forte apelo de consumo para quem passou uma hora arrastando um carrinho por uma área do tamanho de um estádio de futebol.

Os produtos mais caros estão na altura dos seus olhos:
Procure a prateleira das pastas de dente, ou a do sabão em pó, e compare. A marca ou tamanho com maior margem de retorno para o supermercado estarão na altura dos seus olhos. As opções econômicas tendem a estar no nível do chão, e estariam no subsolo se o lojista conseguisse dar um jeito.

A ilusão do produto “classe A”:
Produtos com maior margem de lucro muitas vezes têm como seu diferencial apenas uma idéia ou conceito, no qual você é levado a acreditar apenas porque ele vem em uma embalagem diferente, ou porque é colocado em uma “área nobre”, ou – principalmente – devido aos comerciais dele na TV. Isso não significa que não existem produtos nobres, mas sempre pare para pensar se o diferencial é real ou apenas uma ilusão.

O tamanho do carrinho:
Lojas de departamentos e supermercados procuram oferecer carrinhos de compras espaçosos, para facilitar o surgimento da sensação de que ainda há muito espaço disponível, portanto você ainda pode pegar bem mais itens. Compare os carrinhos disponíveis em hipermercados que investem pesadamente em marketing, e o do mercadinho da sua rua: é bastante provável que o do hipermercado (onde há verba disponível) seja sempre novo, de 2 andares (o dobro da área que você percebe como vazia), mais largo que o usual. Quem tem verba de marketing e pesquisa a psicologia do consumidor sabe que vale a pena investir nesta sensação.

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Fonte: Texto publicado no site www.esperanca.com.br.

Porque não sou rico?

Publicado por Sérgio Leitão em Finanças, Princípios Bíblicos

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Os erros que se cometem na vida financeira

Eu acho que, pelo menos uma vez em nossas vidas, já devemos ter pensado sobre a possibilidade de sermos pessoas ricas. Isto normalmente acontece porque as pessoas, em geral, pensam que a riqueza material poderia ser a solução, se não para todos, pelo menos para a maioria dos problemas que normalmente enfrentamos na vida. Responder a esta pergunta não é nada fácil, mas creio que podemos lançar algumas reflexões bem apropriadas para desvendar alguns aspectos deste intrigante questionamento.

Uma via de mão dupla

Se analisarmos sobre o ponto de vista bíblico, e isto é o que sempre nos propomos a fazer, a questão de riqueza tem o aspecto de uma via de mão dupla. O que isto significa? Significa que há pelo menos duas pessoas agindo simultaneamente nesta equação. Deus e você. E aí necessitamos saber qual papel cada um desempenha com relação às finanças.

Papéis de Deus

Segundo a Bíblia, Deus criou todas as coisas. (Gn 1.1). Mas ele criou o dinheiro também? Não. O homem criou o dinheiro. No entanto, hoje o dinheiro representa as posses materiais, que têm origem na criação de Deus (por exemplo, o carro não foi criado por Deus, mas os materiais empregados na sua fabricação, sim). Deus também sustenta a criação (Fl 4.19) e por fim, Ele tem um propósito para a vida de cada pessoa que criou. (Lembra-se dos sonhos de José, filho de Jacó? Se não, dê uma rápida olhada em Gênesis 37 e nos capítulos seguintes).

Bom, eu penso que é justamente na questão do propósito de Deus para cada pessoa que parte da equação da riqueza pode ser respondida. Será que você pode imaginar Madre Tereza de Calcutá como sendo uma rica empresária, atuando no ramo imobiliário? Parece no mínimo estranho, não? Ou quem sabe, Antônio Ermírio como assistente social, atuando nas favelas da cidade de São Paulo? Será que ele se encaixaria nesse perfil? Será então que Deus já definiu quem serão os ricos e os pobres e nada restou para o homem fazer? (Este não um estudo formal sobre soberania de Deus x livre arbítrio do homem!).

Papel do homem

Uma outra parte desta equação diz respeito ao que nós, como pessoas, devemos fazer. A Bíblia declara que somos administradores da criação. (Gn 1.26b). De uma forma prática, isto significa que temos de administrar bem o nosso salário (para os mais abastados, podemos acrescentar à lista juros das aplicações e investimentos, dividendos, etc.). Cada um de nós tem habilidades diferentes em relação ao dinheiro. Alguns conseguem ganhar muito, mas são inseguros na administração, por isso perdem tudo mais cedo ou mais tarde. Outros administram bem, mas ganham relativamente pouco para se candidatar a serem os “novos ricos”. Ou seja, assim como cada pessoa tem habilidades distintas (uns cantam divinamente enquanto outros só no banheiro), nossas habilidades com o dinheiro também diferem de uma pessoa para outra. Logo, minha conclusão está ligada, em maior ou menor escala às variáveis: Plano de Deus e capacidade de administração.

O que fazer com o dinheiro?

Eu não quero simplificar esta equação, que é bem mais complexa. Mas quero lembrar ao leitor que, mesmo pessoas com limitadas capacidades naturais para lidar com o dinheiro, podem chegar a ultrapassar outras mais naturalmente aquinhoadas se se dispuserem a aplicar os princípios corretos de administração do dinheiro, estabelecendo metas e imprimindo a disciplina necessária. (Imagine, por exemplo, se Mozart, apesar de todo o seu potencial natural, nunca tivesse aprendido música!) Logo, você não deve ficar escondido atrás de sua aparente inabilidade para lidar com dinheiro. A administração financeira é dinâmica. Isto significa que desenvolvemos nossa capacidade de gerir o dinheiro ao longo da vida. Uma criança, por exemplo, tem uma capacidade limitada para tomar decisões em relação ao dinheiro, mas, à medida que vai crescendo e se educando financeiramente, suas atitudes podem torná-la uma pessoa rica.

Riqueza, um fim em si mesmo?

Eu quero concluir esta reflexão dizendo que a riqueza material não deve ser um propósito por si mesma. Vamos lembrar de José, um administrador por excelência que, ao longo dos sete anos da fartura do Egito, gerou uma riqueza suficiente para beneficiar as pessoas durante os seguintes sete anos de extrema fome (Leia Gn 41.47-49). Embora para a sociedade em que vivemos, riqueza tenha o significado de “privilégios”, para Deus, ela significa essencialmente “responsabilidades”, das quais certamente teremos que prestar contas. (Leia a parábola dos talentos em Mt 25.14-28).

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Fonte: Paulo de Tarso, idealizador e organizador do site: www.financasparaavida.com.br.

O casamento e as finanças pessoais

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Finanças

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Como é a sua relação financeira dentro do casamento? Conta conjunta ou conta separada? Quem paga a luz, quem paga a empregada, quem paga a alimentação?

Queridos irmãos, vocês sabiam que um dos principais motivos de separações de casais hoje é a questão financeira? Decidi escrever sobre este tema, pois tenho acompanhado vários casais que solicitam minha ajuda na hora em que a situação já está bem difícil.

O primeiro questionamento que recebo é o seguinte: “O que é melhor, conta conjunta ou cada um com a sua conta?”. O casamento exige cumplicidade de ambos, todas as coisas devem estar bem claras no relacionamento a dois e, principalmente, a questão financeira do casal. Como as pessoas resolveram viver juntas, debaixo do mesmo teto, acredito ser melhor ter o dinheiro debaixo do mesmo teto, isto é, a conta conjunta.

Contudo, é de extrema importância que o casal tenha a definição dos objetivos comuns da família e também os objetivos pessoais. Conheço casais que dividem as contas da casa, por exemplo: o marido paga contas como água, luz, telefone, prestação da casa e escola dos filhos. A mulher, o supermercado, as roupas para a família e a faculdade. Já ouvi casos nos quais esta divisão causa problemas e disputas do tipo: “Eu já paguei isto e você não pagou nada”. Já pensou em uma pizzaria, o marido paga a metade e a mulher a outra metade?

Já fiz atendimentos a casais que nunca tinham conversado abertamente sobre problemas financeiros após anos de casamento. Dois casos específicos quero relatar a vocês. O primeiro, de um professor que tinha um bom salário para os padrões brasileiros e a esposa não trabalhava fora. Ela sabia que a família passava por dificuldades financeiras, mas o marido nunca havia exposto a realidade para ela. No momento da conversa, fizemos um levantamento do orçamento e das dívidas da família. A esposa nunca imaginou que a dívida e a situação financeira da família estivesse tão ruim, pois era a primeira vez que o marido havia colocado às claras a real situação financeira do lar. Isto não ajuda em nada. O Marido estava estressado e buscando formas loucas de controlar o orçamento e a esposa pensando que era apenas o cheque especial utilizado.

Outro caso é de uma secretária e um técnico em informática. Ela, com pequenas dificuldades de controle das finanças, mas sabedora de suas obrigações; ele, uma pessoa que gastava sem planejamento. Assim como o casal citado acima, este também não parara para conversar abertamente sobre finanças. Este casal estava a ponto de uma separação por problemas financeiros.

Vou citar ainda um outro caso só que de namorados. O rapaz era advogado, em início de carreira, e havia recebido alguns bens de herança da família. Porém, o rendimento mensal dele não era suficiente para manter o mesmo padrão de vida de quando ele morava com os pais. Ele estava endividado, mas possuía alguns imóveis que lhe geravam renda. A namorada dele trabalhava, porém, ele não queria mostrar e nem falar para ela sobre os imóveis que possuía, pois temia que ela se casasse com ele simplesmente por causa dos bens. Além disso, ele a levava para restaurantes e passeios, gastava um dinheiro que não tinha e estava endividado por conta disso.

Isso é viver de aparências… E tem muita gente vivendo assim atualmente. Mostra para os outros uma coisa que não é. Depois que casa e entra para debaixo do mesmo teto, as verdades começam a aparecer sendo motivos de problemas no relacionamento.

A orientação que passo é que haja comunhão financeira entre o casal. É necessário haver um planejamento antecipado das contas e, especialmente, com definição clara dos objetivos comuns ao casal como casa, carro, viagens e também objetivos pessoais como estudo, roupas, ajuda a familiares etc…

Um pouco de dinheiro no meio de uma família bem administrada, pode não trazer a qualidade material que o marido e a esposa desejam, mas ter muito dinheiro e não haver comunhão entre o casal, com certeza, vai trazer mais problemas para ambos.

Viva em Paz com seu dinheiro.

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Texto publicado no site www.lagoinha.com. Escrito por por Erasmo Vieira, Administrador especializado em Finanças Pessoais. Palestrante e Consultor de Finanças Pessoais planner@plannerfinancas.com.br

Legado de fidelidade financeira

Publicado por Sérgio Leitão em Finanças

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Artigo do Conceptos Fiancieros Crown*

 

Permita-me fazer uma pergunta: quando você saiu de casa como um jovem adulto, estava bem preparado para tomar decisões financeiras? Lamentavelmente, a maioria está mal preparada. Mas este ciclo não precisa se repetir com nossos filhos.

No reino animal, é comum que um filhote dê conta de si mesmo em poucos dias ou semanas depois de nascer. Mas no desenho perfeito de Deus, somos diferentes. Nossos filhos ficam conosco por muitos anos e, como pais, temos diversas oportunidades para educá-los, ensinando-os sobre as coisas de Deus antes que saiam do ninho e enfrentem um mundo que sempre se opõe a Cristo e ao Seu Reino.

Infelizmente, quando os filhos ainda s ão pequenos, a maioria dos pais cristãos passa pouco tempo ensinando-lhes a perspectiva de Deus sobre valor e uso do dinheiro. Dedicar um mínimo de horas nesta área não é suficiente para moldar as ações e atitudes de nossos filhos em relação ao dinheiro.

Quando penso na vida cristã e nos princípios que Deus nos mostra na Bíblia, gosto de pensar em uma corrida de revezamento. Transmitir nossa fé à geração seguinte é, de certa forma, uma corrida de revezamento. Qualquer treinador dirá que este tipo de competição se ganha ou se perde no momento da troca de um corredor para outro.

O primeiro corredor não solta o bastão na mão do outro até que ele o segure firmemente. Mas os bastões freqüentemente caem no chão durante a passagem entre os atletas.

Como pais, você e eu temos a responsabilidade e o privilégio de passar a mensagem prática das verdades bíblicas aos filhos. Quando pensamos na vida cristã, percebemos que ela não é uma corrida com obstáculos de 400 metros, mas uma maratona.

Moldar e ensinar aos nossos filhos valores e princípios da Bíblia sobre o dinheiro demanda tempo e paciência. Requer um “modelo paternal”, e também oportunidades para que eles possam adquirir experiência na administração do dinheiro através da prática.

Às vezes parece que há pouco progresso, mas devemos ser persistentes. Nesse processo, quando sua parte estiver feita, você terá passado a seus filhos o precioso legado da fidelidade financeira.

Lembre-se de Provérbios 22.6: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”.

 

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*Conceptos Fiancieros Crown (Crown América Latina). Publicado no site www.udf.org.br .

Princípios e práticas para uma boa gestão das finanças pessoais

Publicado por Sérgio Leitão em Finanças

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por Roney Fares

Para tratar de assuntos relativos à área de finanças pessoais ou até mesmo economia doméstica, poderíamos iniciar com as mais variadas  abordagens, incluindo aspectos estritamente técnicos como dicas, exemplos, sugestões, etc. No entanto, nosso interesse aqui é levá-lo a entender um pouco mais sobre a amplitude que esta discussão exige, envolvendo até mesmo o seu relacionamento com o próprio Deus e o propósito principal que Ele tem para a sua vida.

Não sei o quanto conseguirei manter a sua atenção para este texto começando com este tipo de introdução, mas não teríamos muitas outras opções a partir do momento em que escolhemos viver uma vida cristã baseada em princípios bíblicos.

Não podemos ignorar o plano macro que Deus tem como pai para nós os seus filhos. Começo lançando este desafio a você, pois, absorver este entendimento é crucial não só para as tomadas de decisão a respeito de finanças pessoais, mas para todas as outras decisões que você precisará tomar ao longo da sua vida. Tomar posse da sua identidade em Deus e estar consciente e constantemente atento a esta verdade, facilitará a gestão de vários outros dos seus projetos.

Seu entendimento sobre Mordomia

Para então chegarmos ao entendimento do que seja uma boa gestão pessoal, sugiro começarmos com uma abordagem rápida sobre Mordomia. Considere que o homem não tem nada se do céu não lhe for dado e de que tudo o que temos aqui na terra permanecerá aqui. Não há possibilidade de levar consigo qualquer que seja o bem material maior alcançado por você nesta terra. Por outro lado é importante considerar também que se vivemos, para o Senhor vivemos. E esta condição é exatamente porque Ele ainda continua tendo um propósito em nossas vidas.

Afinal, não há quem possa afirmar que uma boa alimentação ou uma vida longe do sedentarismo possa lhe garantir firmemente a longevidade, pois, pessoas morrem todos os dias e das mais variadas formas. Por isso, entendendo que estamos aqui com um propósito maior, recebendo todas as coisas do próprio Deus sabendo que não as levaremos daqui e que além de tudo isso não somos nós que definimos nossa permanência sobre a terra, chegamos a uma única conclusão: Somos apenas Mordomos. E que por definição segundo o dicionário Houaiss é exatamente “o individuo encarregado de administrar”.

Não precisamos ir muito longe para conseguirmos uma boa comparação. Se você é Pai como eu, poderá entender esta definição trazendo à memória aquele belo presente dado a um de seus filhos cuja aquisição lhe custou um certo esforço. O mínimo que esperamos é que o que foi dado seja manuseado e bem aproveitado, porém, de forma que seja bem cuidado. É exatamente isso que Deus espera de nós. Não temos nada nesta vida que seja totalmente nosso. Apenas cuidamos daquilo que Deus nos presenteia todos os dias. A própria saúde é um belo presente. Cabe a mim e a você preservá-la. E da mesma forma tudo mais que hoje você tem a sua volta. O que dizer então dos recursos financeiros provenientes das suas tarefas cujas realizações são alcançadas com a permissão dada por Deus que é quem lhe concede saúde e inteligência a cada dia. Mais uma conclusão: Que você seja um bom mordomo.

Mordomia na prática

Sabemos que para alcançar o muito precisamos ser fiel no pouco. Por isso, independe o montante que representa seu orçamento pessoal ou familiar. O segredo está na boa administração dos recursos que Deus tem lhe dado, seja o que for e o quanto for. A recompensa? Sobre o muito Ele vai te colocar.

Acredito que agora possamos caminhar um pouco mais nos aspectos práticos da área financeira, tendo em vista o entendimento da nossa função como administradores de recursos que não são nossos. E a primeira regra diz respeito ao Controle. É preciso conhecer bem os recursos que estão a sua disposição e a forma como eles têm sido utilizados por você. É importante conhecer como evoluem suas contas, principalmente aquelas comuns, tais como: água, luz, gás, telefone, etc. O seu pleno esforço para alcançar níveis maiores de renda pode estar indo por água abaixo (e às vezes até mesmo literalmente).

Existem planilhas disponíveis no mercado (na internet, por exemplo) que poderão lhe ajudar facilitando a identificação de quais são as suas maiores despesas anuais e classificadas por área, como por exemplo: Gastos com habitação (prestação da casa, aluguel, condomínio, outros), gastos com dependentes (mensalidade da escola, curso de inglês, uniforme, dentista, etc.), gastos com transporte (prestação carro, seguro, gasolina, passagens de ônibus, táxis, etc.). Para isso basta um pouco de controle e atenção para registrar periodicamente os dados na mesma. O que não é difícil efetuar se você se dispuser mesmo sem considerar as pequenas despesas e seus detalhes todo dia e a toda hora.

É fato de que poucos de nós nos damos ao luxo de controlar diariamente a quantidade enorme de despesas que temos. No entanto, parar para pelo menos periodicamente fazê-lo conscientemente é importante. Ainda que você tenha que ter suas anotações em um simples caderno. Você precisa estar ciente do quanto representa cada uma das despesas em seu orçamento.  O acompanhamento periódico revelará surpresas interessantes em relação a como tem sido seus gastos no longo prazo e sinalizará saídas interessantes para economia. Portanto, ter de alguma forma o registro e o controle das despesas por grupo é extremamente importante. Faça isso como uma experiência e tire suas próprias conclusões. Com certeza terá grande proveito.

Por uma Mordomia fiel

Poderíamos traçar aqui mais algumas importantes lições de orçamento financeiro familiar, mas gostaria mesmo de deixar registrada a principal delas que diz respeito a nossa postura. Seja um mordomo fiel valorizando cada vez mais o que Deus tem lhe confiado. Planejar e controlar nossa vida financeira se torna mais fácil quando reconhecemos de onde realmente vem a nossa provisão. Deus com certeza tem muito mais para você. Para que você tenha as suas necessidades supridas e possa também suprir as necessidades de outros. 

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Fonte: Artigo escrito por Roney Fares, publicado no site www.institutojetro.com.br, em 08.08.2008.