Não deixe que as crises afetem sua família

Publicado por Sérgio Leitão em Família, , Oração

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As relações familiares, atualmente, estão sob fortes pressões e conflitos, sob ataque direto do reino das trevas. Psicólogos, jornais, revistas, televisão e outros meios têm colocado em dúvida a família segundo a concepção de Deus para ela. Divórcio fácil, lares desfeitos, ausência de compromisso, casamentos abertos, infidelidade conjugal, abandono, ligações homossexuais, etc. são apregoados como normais, aceitáveis e até desejáveis. Mas a história nos revela que nenhuma sociedade resistiu quando a vida familiar dentro dela foi desintegrada.

Essa crise que afeta a família, atinge os casais, repercute nos pais e se amplia nos filhos, que estão sob fogo cruzado. A violência infantil, o uso de drogas, morte prematura, gravidez e rebeldia na adolescência são algumas das consequências. Quando as relações familiares entram em crise, todo o indivíduo é afetado. Torna-se difícil agir racionalmente. Os sentimentos se descontrolam, causando angústia, medo, ira e depressão. A família é o único espaço que pode nos dar segurança. Quando, porém, essas relações fracassam, o resultado é dor, sofrimento e tristeza. As feridas abertas na família podem sangrar por toda a vida.

A Bíblia menciona que Deus não somente Se preocupa com cada pessoa individualmente, mas também com nossa vida familiar. Por isso na criação ele estabeleceu a família como núcleo básico da sociedade, o lugar em que devemos nos sentir amados e felizes.

Deus conhece muito bem aquilo de que necessitamos para sermos felizes. “…Eu sou o Senhor, o seu Deus que lhe ensina o que é melhor para você, que dirige no caminho em que você deve ir” (Is 48.17). Apesar de nossos erros, Ele nos ama continuamente, desejando sempre o melhor para nossa família. “Eu sempre os amei e continuo a mostrar que o meu amor por vocês é eterno” (Jr 31.7).

Deus jamais se afasta de nós. Devemos buscá-lo com todas as nossas forças. “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração”, afirma o Senhor (Jr 29.13).

Família não é casa, não é mero ajuntamento. Família é um projeto muito lindo, a menina dos olhos de Deus. A vida em família encontra seu respaldo no próprio ser de Deus, que vive em família. É nela que as vidas são formadas; é nela que deve haver regozijo e descanso; é nela que o amor e a misericórdia devem ser exercitados.

Tendo isso em mente, queremos desafiar você a colocar sua família aos cuidados daquele que a criou. Que a cada dia você amado irmão leve novamente sua família para a presença de Deus, e a presença de Deus para a sua família, assumindo o compromisso de cuidar e edificar a família debaixo da bênção do Senhor.

A fé dos pais não garante a fé dos filhos

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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Quando o apóstolo Paulo disse aos gentios convertidos: “Fostes comprados por preço” (1Coríntios 6.20; 7.23), ele sabia que o sangue de Cristo havia quebrado uma ascendência familiar de incredulidade. Se você é descendente de pessoas incrédulas, ouvir estas palavras de Paulo lhe será boas-novas: “Estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa” (Romanos 9.8).

A biologia não sela qualquer maldição nem garante qualquer bênção. Isto é um aviso contra o desespero de ser nascido em uma família pagã e contra a presunção de possuir pais crentes.

Mas, o sangue de Cristo não comprou nenhum privilégio para os filhos dos crentes? O sangue de Cristo não uniu as famílias através das gerações? O que você diz sobre Atos 2.39: “Para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, Isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”? E o que acha de Salmos 103.17-18: “Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem”? E o que você diz sobre Êxodo 20.5-6: “Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.

Sim, Cristo adquiriu privilégios para os filhos dos crentes. Mas não garantiu a salvação deles. Estas três passagens bíblicas deixam claro que as bênçãos que virão às futuras gerações de crentes alcançarão apenas aqueles que são chamados por Deus (Atos 2.39), que guardam a sua aliança (Salmos 103.18) e que O amam (Êxodo 20.6). Todos os filhos dos crentes amam a Deus e guardam a aliança com Ele, pela fé em Cristo? Não. Na Bíblia, há muitos exemplos de crentes cujos filhos não creram, e esses exemplos nos mostram que a fé dos pais não garante a fé dos filhos.

Um dos aspectos vitais do processo de transmitir nossa fé a nossos filhos é o de ensinar a orar. Hebreus 4.16 nos lembra que os cristãos podem acudir “confiadamente ao trono da graça a fim de sermos socorridos no momento oportuno”. É muito importante que os filhos aprendam que eles também podem buscar seu Criador, nosso amoroso Pai, que está sempre disposto a ajudá-los e fortalecê-los. Deus deseja que nossos filhos se relacionem com Ele por meio da oração e do estudo da Palavra.

Deus afirma em Jeremias 32.39: “Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos”. Este bem não é a garantia da fé, e sim o dom da Palavra de Deus (Deuteronômio 6.6-7), a restrição sob a disciplina orientada por Deus (Efésios 6.4), a demonstração do amor de Deus (Colossenses 3.21) e o poder da oração (Jó 1.5). Deus resolveu agir por intermédio desses instrumentos para a salvação dos filhos dos crentes.

Alimentação em Família

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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 Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha me chamou atenção. De acordo com os dados publicados por uma empresa de estudos de mercado conhecida como Mintel, as mesas de jantar estão em extinção naquele país. As vendas do produto caíram 8% nos últimos 5 anos, enquanto os móveis de escritório tiveram crescimento de 40% e outros móveis da sala de jantar, 37%. 

Sentar à mesa com a família pode promover hábitos saudáveis de alimentação para crianças e adolescentes.

O número de britânicos que não têm mesa de jantar chega a 25%; apenas 31% a utilizam em ocasiões especiais como o Natal e Ano Novo. De acordo com o diretor da empresa, David Bird, atualmente, as mesas onde as famílias se reúnem todos os dias para comer quase não existem; inúmeros britânicos não fazem uma pausa para comer e, quando o fazem, geralmente é para comer com o prato no colo, vendo televisão. A tendência é o desaparecimento desse móvel, que durante longo tempo esteve no centro da vida doméstica. Os divórcios e a falta de tempo e de espaço são algumas das razões para a queda na procura por mesas de jantar, aponta a pesquisa.

Tomei como exemplo essa notícia para chamar atenção das pessoas de como a vida moderna tem modificado hábitos que deveriam ser preservados em nome da saúde e do bem-estar das pessoas. A mesa de jantar foi por muito tempo um exemplo de união da família. Era comum em todas as refeições diárias pais, filhos e até avós estarem juntos se alimentando, trocando idéias e narrando fatos acontecidos durante o dia. Lá em casa, por exemplo, às vezes meu pai chegava tarde, às oito da noite, mas minha mãe sempre nos fazia esperar para comermos em família, não importava o quanto nos queixássemos. Era um ritual tão agradável que ninguém queria perder.

Os anos se passaram e a correria do dia-a-dia, a falta de tempo, entre outros fatores fizeram com que uma atividade importantíssima para a saúde física e emocional de todos os membros da família praticamente deixasse de existir. De acordo com algumas pesquisas, no Brasil, 30% a 40% das famílias não jantam juntas de cinco a sete noites por semana. A hora do almoço em casa, junto com os familiares, tem sido trocada por um sanduíche na lanchonete da esquina ou por uma refeição em frente à TV ou computador.

As vantagens das refeições em família

Os estudos atuais mostram que as rotinas e os rituais familiares podem trazer vários benefícios para as pessoas. Esses rituais não envolvem apenas as refeições diárias, mas também atos simbólicos e que às vezes duram gerações na mesma família, como as celebrações de Natal, Ano Novo, aniversários e o tradicional almoço de domingo. Essas atividades têm sido relacionadas a uma maior satisfação conjugal, maior senso de identidade pessoal por adolescentes, maior saúde de crianças, satisfação com o desempenho acadêmico e fortalecimentos das relações familiares.

Um dos motivos que ajudam a explicar esses benefícios é que essas rotinas e rituais ampliam o tempo de convivência entre os familiares, possibilitando maior conhecimento mútuo e troca de experiências, formação ampliada de sua identidade pessoal e maior sensação de retaguarda social, o que daria a todos mais segurança em seus relacionamentos extra-familiares.

De acordo com um estudo publicado no Journal of Family Psychology (2003), se uma família faz em conjunto três refeições por semana, por exemplo, terá passado algo como uma hora (cerca de 20 minutos por refeição) se comunicando pessoalmente sem a interferência de “ruídos” como programas de televisão, por exemplo. Todos os que se sentam à mesa nestes momentos se beneficiam dessa interação de uma maneira ou de outra.

Benefícios para os mais jovens

Uma pesquisa publicada em 2003 no Journal American Dietetic Association, mostrou que sentar-se à mesa para as refeições com a família parece desempenhar um papel importante na promoção de hábitos alimentares saudáveis entre os adolescentes. Os pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, descobriram que as crianças entre os 11 e 18 anos de idade que tomavam as suas refeições em família, comiam maiores quantidades de frutas, vegetais, leguminosas e alimentos ricos em nutrientes do que aqueles que comiam separados das suas famílias. Além disso, os adolescentes que consumiam pelo menos sete refeições por semana em família consumiam menos comidas rápidas e snacks do que aqueles que comiam menos do que este número.

Os autores do estudo também descobriram que os meninos faziam mais refeições em família que as meninas, tal como as crianças até o 2º ciclo, comiam mais em família que as que freqüentavam graus de ensino subsequentes. Adicionalmente, a pesquisa revelou que as famílias em que as mães não tinham emprego externo e as famílias com maior poder aquisitivo tomavam refeições em conjunto com maior frequência que as outras famílias.

Em 2004, a revista Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine publicou um estudo com 4.746 crianças de 11 a 18 anos de idade mostrando que as refeições em família freqüentemente são associadas a um menor risco do desenvolvimento do hábito de fumar, beber e usar maconha, entre os jovens. O estudo indicou também uma menor incidência de sintomas de depressão e pensamentos suicidas, além de notas mais altas na escola.

Para os especialistas, as refeições familiares são importantes também para ajudar a aprimorar o vocabulário de crianças mais jovens. Pesquisadores de Harvard consideraram em 1996 os tipos de atividades que promoviam o desenvolvimento da linguagem. Jantares familiares foram mais importantes do que brincar, do que a hora da história e outros eventos familiares. E aquelas famílias que entraram em diálogos extensos na mesa de jantar, como a narração de histórias e explanações, ao invés de comentários de uma frase, como “coma seus legumes”, fizeram com que crianças adquirissem mais competências lingüísticas.

Exemplos à mesa

Muito do que é dito ou feito numa família serve de exemplo e efetivamente causa impacto sobre os membros desta. Crianças que se alimentam sem os pais ficam sem referência, sem exemplos concretos de uma boa alimentação e, inevitavelmente, vão para a frente da televisão enquanto comem, vivenciando um sentimento de solidão e uma tendência à obesidade. A criança que come assistindo TV não sabe o que come nem tem noção da quantidade ingerida.

Por isso, a presença dos pais na hora do almoço e/ou jantar é fundamental para transmitir aos filhos bons exemplos, que serão seguidos por toda vida. Se uma criança sempre vê seus pais servirem-se de salada antes do prato principal, ela entenderá que essa atitude é a mais correta e provavelmente também vai querer experimentar e seguir o exemplo. Da mesma forma, se a criança observa seu pai servindo-se de macarrão pela terceira vez, ela poderá aprender que comer três porções do alimento não é demais, e também seguirá o exemplo.

É importante enfatizar que freqüentemente os pais demonstram seus valores aos filhos pelo que fazem, muito mais do que pelo que dizem. As crianças estão atentas às ações deles, mesmo quando estão fazendo uma outra atividade ou conversando com outra pessoa. Os pais são os modelos de referência, e por isso, é fundamental que tomem alguns cuidados para não enviar mensagens erradas ou contraditórias do tipo comer com a boca aberta, comer rápido demais sem mastigar corretamente os alimentos, exagerar nas quantidades, fazer comentários desfavoráveis em relação a um alimento, como por exemplo, a mãe falar que não gosta de beterraba, etc.

Para finalizar, saliento que a hora da refeição deve ser um momento sem estresse. O ambiente deve ser tranqüilo e acolhedor, sem brigas, discussões, comentários impróprios, que causam desconforto e sentimentos que ficam associados ao alimento e à hora de comer, interferindo em situações futuras, principalmente entre as crianças. Se o seu filho (a) não quer comer da forma como você gostaria, não entre em crise, não perca a paciência e não discuta, apenas informe que o prato dele(a) estará disponível quando a fome surgir.

Incentive a criança a ter prazer com o que come; aos poucos ela vai aceitando as novidades, aumentando o seu repertório de alimentos, desenvolvendo cada vez mais uma relação saudável com a comida. E não se esqueça de resgatar a mesa em seu lar, seja ela de jantar ou uma simples mesinha de cozinha. A sua família reunida em torno dela mais vezes por semana, com certeza será mais feliz e saudável. 

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Fonte: Texto de Jocelem Salgado e publicado no site: www.clickfamilia.org.br.

Dez razões para o culto doméstico

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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  1. Porque nos dispõe para enfrentarmos as tarefas diárias com um coração mais alegre, torna-nos mais fortes para o trabalho, mais dedicados ao nosso dever e predispõe-nos a glorificar a Deus em tudo que fizermos. Ler Colossenses 3.17.
  2. Porque nos dá força para enfrentarmos o desânimo, as decepções, as adversidades inesperadas e as frustrações com que nos deparamos. Ler Hebreus 2.18.
  3. Porque nos torna mais cônscios, no decorrer do dia, da presença reconfortante do Deus que nos ajuda a vencer pensamentos impuros e outros inimigos quaisquer, que porventura vierem atacar-nos. Ler Filipenses 4.4-7.
  4. Porque o culto doméstico suaviza as asperezas do relacionamento no lar e enriquece grandemente o convívio em família. Ler Efésios 6.1-9.
  5. Porque esclarece os mal-entendidos e tende a aliviar as tensões que por vezes invadem o ambiente sagrado do lar. Ler Romanos 12.9-11.
  6. Porque o culto doméstico ajuda a manter na fé os filhos que saem de casa, afastando-se da influência dos pais. Na maioria dos casos, é o culto doméstico que mais tarde irá determinar a salvação de filhos de lares crentes. Ler  II Timóteo 3.15-17.
  7. Porque ele poderá ter influência sadia e santa sobre as pessoas que possam estar visitando a família. Ler Romanos 14.7-9.    
  8. Porque o culto doméstico faz de um lar exemplo e estímulo a outros lares, para que tenham a mesma vida de devoção e adoração a Deus. Ler Atos 2.46,47.
  9. Porque a palavra de Deus ensina que devemos fazer o culto doméstico. Ao obedecermos a Deus, estamos dando honra àquele que é o doador de todo o bem e fonte de toda a benção.
  10. Ler Romanos 12.1,2.

 

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Fonte: Texto escrito por Pr. Josué Gonçalves, terapeuta familiar e pastor sênior da Igreja Assembléia de Deus – Ministério Família Debaixo da Graça, em Bragança Paulista – SP. Publicado no site: www.familiaegraca.com.br.

A Sogra, Dicró e a Bíblia

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Relacionamento

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Uma reflexão bem divertida sobre as sogras

 

Você sabe a última piada de sogra? E aquelas frases escritas nos pará-choques de caminhões nas rodovias brasileiras?

Algumas delas: “Homem feliz foi Adão, não teve sogra nem caminhão”, “Seqüestraram a minha sogra! Não aceito negociações!”.

Tive a curiosidade de fazer uma pesquisa no Google. Existem 157 mil frases e 128 mil piadas a respeito da sogra!

Quer fazer parte de uma comunidade cujo tema é a sogra no Orkut, o site de relacionamento? Pois bem, você vai encontrar mais de mil comunidades! Umas a favor das sogras, outras não tanto.

Quem conhece um pouco sobre a história do samba, ou até mesmo goste de samba, já ouviu falar em Dicró, o famoso sambista nascido em Mesquita, região metropolitana do Rio de Janeiro, que é conhecido por compor sambas falando mal da sogra. Um dos seus sambas diz: “vou fazer um bingo lá na casa da vovó, o prêmio é minha sogra, sai numa pedra só”.

Por que se fala tanto mal da sogra?

Uma teoria está na mitologia grega, no famoso complexo de Jocasta, mãe de Édipo, com o qual se casou sem saber que era seu filho.

A linha de raciocínio é que para conquistar o filho, mãe e esposa, lutam pelo mesmo homem, criando assim uma série de animosidades.

É interessante observar que na Bíblia existem bons exemplos de sogras e sogros. Vejamos então.

Noemi foi uma sogra de que toda nora gostaria ter. O apego de Rute foi tão grande para com sua sogra que disse: “Não insista comigo que te deixes e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu Deus! Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo vigor, se outra coisa que não a morte me separar de ti!” (Rt 1.16-17).

Uma outra sogra que todo genro gostaria ter foi a sogra de Pedro. Não sabemos o seu nome, mas podemos deduzir pelo texto de Marcos 1.29-31 que tenha sido uma boa sogra. A Bíblia diz que ela estava com uma febre muito alta e muitos foram até Jesus pedindo para que Ele a curasse. Todos desejavam o pleno restabelecimento de sua saúde. Cremos, à luz desse fato, que era uma mulher querida por todos. Depois de seu restabelecimento, sua primeira atitude foi de servir aqueles que se encontravam na casa. Uma mulher pronta para abençoar as pessoas através do serviço. Pedro não tinha dificuldades com a sogra. Tanto é que pelo o texto diz que ela estava na casa do discípulo de Jesus.

E sobre os sogros? O sogro que todos nós conhecemos na Bíblia se chamava Jetro, sogro de Moisés (Ex 18). Uma leitura atenta desse capítulo irá nos fornecer muitas lições maravilhosas sobre como ser um bom sogro ou até mesmo uma boa sogra.

Viver em harmonia na família, especialmente com as sogras ou sogros, é uma exercício que requer muita habilidade. Para cada relacionamento familiar, a Bíblia nos dá indicações preciosas de princípios que devem ser colocados em prática. Certamente, se estudarmos com atenção esses exemplos positivos de relacionamentos de sogras-noras e sogros-genros, podemos ser tremendamente beneficiados.

Leitura da Bíblia, compartilhamento de experiências positivas de relacionamentos sogras, noras e genros e a leitura de livros nessa área são ferramentas úteis para se alcançar essa desejada harmonia.

Durante nossa vida vamos, no seio da família, desenvolvendo muitos papéis familiares. São os papéis de filho/filha, esposo/esposa, genro/nora, pai/mãe, sogra/sogro, avô/avó. Para cada um deles requer atenção e disposição para aprender a arte de viver esses papéis de modo equilibrado e saudável. Sem dúvida o relacionamento nora ou genro com a sogra ou sogro requer também muita habilidade.

Se aplicarmos alguns princípios para o relacionamento com a sogra ou sogro, toda a família sentirá os reflexos positivos.

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Fonte: Click Família

Conciliando filhos e trabalho

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Liderança, Pais e Filhos, Relacionamento

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Para muitos pais, cada dia se torna mais difícil conciliar trabalho e educação dos filhos

 

Para muitos pais, cada dia se torna mais difícil conciliar trabalho e educação dos filhos.  Muitos se sentem frustrados, culpados e impotentes devido à falta de tempo para estarem junto dos filhos, por se verem forçados a entregar sua educação aos cuidados de terceiros, por não poderem participar dela e acompanhá-los mais de perto em suas atividades etc. Todos nós sabemos que os pais constituem a base na estruturação da personalidade de seus filhos. O que não se pode admitir é que essa base tenha que ficar mais distanciada deles, em conseqüência de um trabalho ou emprego.

Embora seja inquestionável que esse “abandono” repercute na formação da identificação das crianças, o certo é que elas acabam se acostumando e se adaptando, de uma forma ou de outra, a qualquer tipo de situação. É verdade que alguns sofrem a princípio, mas acabam por se habituar à rotina de sua família. Em momentos especiais, sentirão ainda mais falta,  mas infelizmente em muitos casos nada se pode fazer para solucionar essa situação.

Educação a distância

Em situações como a dos pais que trabalham fora, e por isso têm que passar o dia inteiro longe de casa e dos filhos, é preciso pensar num modo de programar momentos de encontro entre todos da família. A atitude dos pais, nesse sentido, precisa ser constante e bem planejada, já que todos os filhos necessitam igualmente do afeto, da atenção e do contato físico de seus genitores. Esse tempo  que os pais partilham com as crianças representa uma incalculável riqueza, em todos os sentidos, e para ambas as partes. Ainda que seja pouco esse tempo, deve tratar-se de uma reunião familiar na qual os pais se encontrem totalmente voltados para os filhos, demonstrando atenção e interesse em ouvi-los e escutá-los no que têm a dizer das suas experiências vividas.

Todavia, acrescentam os psicólogos que os pais devem agir com naturalidade, não como se cumprissem  uma obrigação, visto que as crianças têm uma sensibilidade tão acurada que as faria perceber a falta de um real prazer e de alegria dos pais nesses momentos, podendo interpretar a atitude deles como “não me amam”, ou como “eu os aborreço”, ou ainda “não apreciam o que faço”. A espontaneidade nessa relação de pais e filhos é demasiado importante.

Os pais não devem se sentir culpados por terem que trabalhar. Porém devem estar, sempre que possível, no melhor e no pior, ao lado de seus filhos, brincando e conversando com eles. Se as crianças obtêm a atenção e o amor de que tanto necessitam, o vínculo afetivo com os seus genitores estará garantido, por ter sido estimulado, o que concorre para o aumento de sua auto-estima e confiança. Os filhos precisam saber que, mesmo estando longe de seus pais, deverão seguir as regras deles. Não é apenas na presença dos genitores que a sua educação se consolida.

Qual seria a forma ideal?

A necessidade de conciliar vida familiar e profissional não pode desvincular-se da idéia de corresponsabilidade na família e na própria sociedade. Devemos estar conscientes de que as pessoas devem ser valorizadas pelo que são, enquanto pessoas, e não pelo que têm.

Teresa López, decana da Universidade Complutense de Madri e vice-presidente da fundação Ação Familiar, declara, em um de seus artigos, que é tempo de se pensar em uma mudança de cultura, através da qual a família recobre o protagonismo merecido, como estrutura básica, que de fato é, de uma sociedade bem construída e equilibrada. Para isso, propõe três linhas de pensamentos, para posterior reflexão:

  1. A responsabilidade de criar filhos e educá-los é exclusivamente da família.  A sociedade, em geral, e os poderes públicos devem colaborar para que a família tenha condições de cumprir as suas funções, porém nem a eles, nem a ninguém mais compete arbitrar políticas que substituam o próprio núcleo familiar. Não se trata de estender os horários dos  colégios até as dez da noite para que as crianças “não incomodem”, ou sobrecarregá-las de atividades extra-curriculares a fim de que, deste modo, mães e pais possam trabalhar sem ter que ocupar-se delas. Existe uma absoluta desconexão entre os horários de nossos filhos e os de nossos trabalhos. Não faz sentido que os horários irracionais de trabalho obriguem a prolongar a permanência das crianças fora do lar. O que é preciso é defender  e respaldar uma mudança em nossa cultura,  no que se refere ao emprego do tempo.
  2. As decisões tomadas no seio da família dizem respeito exclusivamente ao nosso âmbito privado. Se temos filhos, ou não, é uma decisão familiar, e embora deva permanecer portas adentro, evidentemente suas conseqüências extrapolam o âmbito da própria família, o que significa que existem fortes inter-relações entre as decisões que se tomam nas famílias e a própria sociedade. Uma afeta a outra, quando não  deveria ser assim.
  3. Quando se fala de conciliação familiar e profissional, normalmente se fala de políticas públicas, concebidas como políticas de mulher, pelo que estamos falhando na base. A família é uma unidade que em si mesma contribui com a sociedade muito mais do que possa contribuir a soma de cada um de seus  membros, motivo pelo qual essas políticas de conciliação devem abranger mais que os direitos da mulher, indo além e incorporando-se ao debate dos direitos de todos os membros da família, e com a mesma intensidade. A conciliação da vida familiar e profissional nunca será possível se não existir a devida co-responsabilidade, a qual exige que se valorize não somente o trabalho que a mulher assume dentro do lar, isto é, o trabalho basicamente educativo que realiza com seus filhos, mas também o seu desempenho profissional. 

A sociedade irá mudando à medida que as responsabilidades estiverem convenientemente bem repartidas entre  homens e mulheres. 

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Fonte: Portal da Família.

Pais e filhos ou conflitos de gerações

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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O que está acontecendo com as famílias evangélicas?

As estatísticas revelam que 52% dos internos da FEBEM de São Paulo são de famílias evangélicas. “Meu problema é meu pai. Tenho uma relação difícil com meu pai, não conseguimos conversar”.

Essas e outras frases e até outras mais fortes estão na boca dos adolescentes e jovens, mesmo evangélicos.

Antes da infância talvez fosse: Meu pai é meu herói. Papai é legal, ele me leva para o shopping, ele sai comigo, jogamos futebol, etc.

Uma pesquisa nos EUA revelava que 80% dos jovens evangélicos tinham problemas com seus pais. O que tem acontecido?

Os pais transferiram a responsabilidade de educar para as esposas (sobrecarregando-as emocionalmente)?

Os pais estão muitas horas fora do lar e quando estão em casa não gastam tempo de qualidade com seus filhos. Estão presentes, mas muito ausentes da vida dos filhos? São muito radicais, tudo é proibido, tudo é pecado (meu filho não faz isso ou aquilo). São muito liberais, não impõem limites, não pedem explicações, não exigem a “prestação de contas”?

É possível, que esses questionamentos acima, se apliquem em muitos pais da igreja, mas também temos filhos que dizem: Meu pai é meu amigo, me escuta quando preciso, não fica “pegando no meu pé”, é meu incentivador, já tivemos alguns problemas, mas ele me entendeu e está tudo bem. Ele dizia muito: no meu tempo… agora parou de falar isso, ele entendeu que somos outra geração. Ele passava muito tempo na internet, mas agora aluga filmes para vermos juntos.

O plano de Deus para pais e filhos

Quando o Senhor deu a lei para seu povo, incluiu um mandamento com promessas.

O que o Catecismo Maior de Westminster ensina sobre o quinto mandamento: Qual é o quinto mandamento? O quinto mandamento é: “Honrarás o teu pai e a tua mãe, para teres uma longa vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar”.

Que significam as palavras “pai” e “mãe”, no quinto mandamento? As palavras “pai” e “mãe”, no quinto mandamento, abrangem não somente os próprios pais, mas também todos os superiores em idade e dons, especialmente todos aqueles que, pela ordenação de Deus, estão colocados sobre nós em autoridade, quer na família, quer na igreja, quer no Estado.

Por que são os superiores chamados “pai” e “mãe”? Os superiores são chamados “pai” e “mãe” para lhes ensinar que, em todos os deveres para com os seus inferiores, devem eles, como verdadeiros pais, mostrar amor e ternura para com aqueles, conforme as suas diversas relações; e para levar os inferiores a cumprirem os seus deveres para com os seus superiores, pronta e alegremente, como se estes fossem seus pais.

Qual é o alcance geral do quinto mandamento? O alcance geral do quinto mandamento é o cumprimento dos deveres que mutuamente temos uns para com os outros em nossas diversas relações como inferiores, superiores ou iguais.

Qual é a honra que os inferiores devem aos superiores? A honra que os inferiores devem aos superiores é toda a devida reverência sincera em palavras e em procedimento; a oração e ações de graças por eles: a imitação de suas virtudes e graças: a pronta obediência aos seus mandamentos e conselhos legítimos: a devida submissão às suas correções; a fidelidade, a defesa, a manutenção de suas pessoas e autoridade, conforme os seus diversos graus e a natureza de suas posições; suportando as suas fraquezas e encobrindo-as com amor, para que sejam uma honra para eles e para o seu governo.

Quais são os pecados dos inferiores contra os seus superiores? Os pecados dos inferiores contra os seus superiores são: toda negligência dos deveres exigidos para com eles; a inveja, o desprezo e a rebelião contra suas pessoas e posições, em seus conselhos, mandamentos e correções legítimos; a maldição, a zombaria e todo comportamento rebelde e escandaloso, que vem a ser uma vergonha e desonra para eles e para o seu governo.

Que se exige dos superiores para com os seus inferiores? Exige-se dos superiores, conforme o poder que recebem de Deus e a relação em que se acham colocados, que amem os seus inferiores, que orem por eles e os abençoem; que os instruam, aconselhem e admoestem, aprovando, animando e recompensando os que fazem o bem, e reprovando, repreendendo e castigando os que fazem o mal; protegendo-os e provendo-lhes tudo o que é necessário para a alma e o corpo; e que, por um procedimento sério, prudente, santo e exemplar glorifiquem a Deus, honrem-se a si mesmos, e assim preservem a autoridade com que Deus os revestiu.

Qual é a razão anexa ao quinto mandamento para lhe dar maior força? A razão anexa ao quinto mandamento, para lhe dar força, contida nestas palavras: “para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”, é uma promessa de longa vida e prosperidade, tanto quanto sirva para a glória de Deus e para o bem de todos quantos guardem este mandamento.

Devemos meditar nestas respostas, consultar as porções bíblicas e pedir ao Senhor que nos ajude em nossa caminhada cristã.

A relação de pais (pai e mãe) e filhos é fundamental para o caráter, equilíbrio emocional e realizações dos pais e dos filhos.

Que o Senhor abençoe o seu lar.

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Texto escrito por José João Mesquita e publicado no site www.ejesus.com.br .

O casamento e as finanças pessoais

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Finanças

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Como é a sua relação financeira dentro do casamento? Conta conjunta ou conta separada? Quem paga a luz, quem paga a empregada, quem paga a alimentação?

Queridos irmãos, vocês sabiam que um dos principais motivos de separações de casais hoje é a questão financeira? Decidi escrever sobre este tema, pois tenho acompanhado vários casais que solicitam minha ajuda na hora em que a situação já está bem difícil.

O primeiro questionamento que recebo é o seguinte: “O que é melhor, conta conjunta ou cada um com a sua conta?”. O casamento exige cumplicidade de ambos, todas as coisas devem estar bem claras no relacionamento a dois e, principalmente, a questão financeira do casal. Como as pessoas resolveram viver juntas, debaixo do mesmo teto, acredito ser melhor ter o dinheiro debaixo do mesmo teto, isto é, a conta conjunta.

Contudo, é de extrema importância que o casal tenha a definição dos objetivos comuns da família e também os objetivos pessoais. Conheço casais que dividem as contas da casa, por exemplo: o marido paga contas como água, luz, telefone, prestação da casa e escola dos filhos. A mulher, o supermercado, as roupas para a família e a faculdade. Já ouvi casos nos quais esta divisão causa problemas e disputas do tipo: “Eu já paguei isto e você não pagou nada”. Já pensou em uma pizzaria, o marido paga a metade e a mulher a outra metade?

Já fiz atendimentos a casais que nunca tinham conversado abertamente sobre problemas financeiros após anos de casamento. Dois casos específicos quero relatar a vocês. O primeiro, de um professor que tinha um bom salário para os padrões brasileiros e a esposa não trabalhava fora. Ela sabia que a família passava por dificuldades financeiras, mas o marido nunca havia exposto a realidade para ela. No momento da conversa, fizemos um levantamento do orçamento e das dívidas da família. A esposa nunca imaginou que a dívida e a situação financeira da família estivesse tão ruim, pois era a primeira vez que o marido havia colocado às claras a real situação financeira do lar. Isto não ajuda em nada. O Marido estava estressado e buscando formas loucas de controlar o orçamento e a esposa pensando que era apenas o cheque especial utilizado.

Outro caso é de uma secretária e um técnico em informática. Ela, com pequenas dificuldades de controle das finanças, mas sabedora de suas obrigações; ele, uma pessoa que gastava sem planejamento. Assim como o casal citado acima, este também não parara para conversar abertamente sobre finanças. Este casal estava a ponto de uma separação por problemas financeiros.

Vou citar ainda um outro caso só que de namorados. O rapaz era advogado, em início de carreira, e havia recebido alguns bens de herança da família. Porém, o rendimento mensal dele não era suficiente para manter o mesmo padrão de vida de quando ele morava com os pais. Ele estava endividado, mas possuía alguns imóveis que lhe geravam renda. A namorada dele trabalhava, porém, ele não queria mostrar e nem falar para ela sobre os imóveis que possuía, pois temia que ela se casasse com ele simplesmente por causa dos bens. Além disso, ele a levava para restaurantes e passeios, gastava um dinheiro que não tinha e estava endividado por conta disso.

Isso é viver de aparências… E tem muita gente vivendo assim atualmente. Mostra para os outros uma coisa que não é. Depois que casa e entra para debaixo do mesmo teto, as verdades começam a aparecer sendo motivos de problemas no relacionamento.

A orientação que passo é que haja comunhão financeira entre o casal. É necessário haver um planejamento antecipado das contas e, especialmente, com definição clara dos objetivos comuns ao casal como casa, carro, viagens e também objetivos pessoais como estudo, roupas, ajuda a familiares etc…

Um pouco de dinheiro no meio de uma família bem administrada, pode não trazer a qualidade material que o marido e a esposa desejam, mas ter muito dinheiro e não haver comunhão entre o casal, com certeza, vai trazer mais problemas para ambos.

Viva em Paz com seu dinheiro.

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Texto publicado no site www.lagoinha.com. Escrito por por Erasmo Vieira, Administrador especializado em Finanças Pessoais. Palestrante e Consultor de Finanças Pessoais planner@plannerfinancas.com.br

A fé que une gerações

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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Leila Motta Silva

 

 Esta é a minha aliança com você e com os seus descendentes, aliança que terá que ser guardada: Todos os do sexo masculino entre vocês serão circuncidados na carne.
Gênesis 17.10

Nos anos 60, ouvia-se muito uma expressão que explicava quase todos os problemas da sociedade: conflito entre professores e alunos, desentendimento entre pais e filhos, rebelião de jovens contra idosos, revolta de partidos políticos formados por jovens contra leis ultrapassadas — “conflito de gerações”.

Se aceitássemos isso, não haveria problema. Os rebeldes poderiam continuar com sua rebeldia sem a menor culpa, pois o único culpado seria o tempo. Os mais idosos teriam de nos tolerar, já que a diferença de idade entre nós e eles seria a grande responsável por choques tão dramáticos. Estávamos a “séculos” de distância deles, mais iluminados na ciência, na tecnologia, nos avanços da moderna moral liberal etc. Esse era o pensamento que regulava a conduta da sociedade e, assim, tudo o que os mais velhos tinham para ensinar, considerávamos ultrapassado antes mesmo de conhecer o conteúdo.

Muitos em nossa geração perderam a fé em Cristo Jesus como Salvador, abandonaram as reuniões da igreja e deixaram de louvar a Deus. Envolveram-se com os prazeres do mundo e se fecharam para a atuação do Espírito Santo, deixando-se influenciar por espíritos malignos. A leitura da Palavra de Deus foi abolida dos lares e da vida pessoal e substituída por outras leituras que trouxeram muitos prejuízos.

Quando lemos os versículos de Gênesis 17, percebemos a fúria do inimigo contra a fé compartilhada entre pais e filhos, avós e netos, vizinhos, povos de outras nações, servos e patrões.

Deus fez uma aliança com Abraão, prometendo a ele e a sua descendência a terra de Canaã, além da promessa de abençoar sua descendência. Essa aliança teria um sinal imposto por Deus: a circuncisão de todo homem, a partir de oito dias de idade. Deus exigiu apenas isso de Abraão, que creu e fez sua parte. No mesmo dia, ele, com 90 anos, seu filho Ismael, com 13, e seus servos foram todos circuncidados. Receberam o sinal da aliança, mostrando que também criam na promessa de Deus. O assunto era fé e o sinal era um gesto de fidelidade. Nem o mais velho nem o mais novo foram dispensados. A fé era para todos que seriam abençoados com a promessa e o sinal era o mesmo para todos.

Quando o assunto é fé, não existe conflito de gerações. Aquele que há milhares de anos revelou-se a Abraão, a Moisés, a Isaías, a João, a Paulo, aos meus avós, aos meus pais, continua sendo o grande Eu Sou, que se revela a mim, aos meus filhos e os meus netos.

Por isso glorificamos ao Deus eterno, cuja palavra é eterna. A nossa salvação é eterna. Temos visto ressurgir essa comunhão entre velhos e novos que amam ao mesmo Deus e se assentam à mesma mesa. Que o Senhor prospere este evangelho que a ninguém exclui!

 

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Leila Motta Silva é membro da Igreja Evangélica de Vila Yara, em Osasco, SP. É autora de “Enquanto eu Meditava” e “Aroma de Vida”. Texto publicado na Revista Ultimato, edição 322.

Família: Qual casa é a sua?

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Princípios Bíblicos

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por Pr. Sérgio Gonçalves Prado

 

Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante.  É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída. Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa (Lucas 6:47-49).

O texto acima descreve a comparação usada por Jesus para definir uma pessoa que pratica seus ensinamentos e outra que apenas os ouve. Embora o sentido original tenha sido este, gostaria de sugerir que pensássemos na situação das famílias em nossos dias.

No versículo 48, é apresentada por Jesus uma casa, que fora construída com cuidado e atenção, com fundamento sólido e profundo, cujos ventos e as tempestades, por mais rijos que fossem, não podiam abalá-la de forma alguma. Esta é a casa de verso 48. Já no seguinte, Jesus faz referência a uma casa que, embora construída, nota-se fragilidade e descaso no processo de sua construção, o que resultou em desabamento após situações inesperadas que surgiram contra aquela casa. A esta, daremos o número 49.

Embora o texto se refira a uma casa no sentido literal, podemos aplicar a expressão “casa” ao contexto de uma família. A partir desta aplicação, pergunto: Qual é a sua casa? A de número 48 ou 49?

Antes de tudo, para não falharmos no quesito honestidade, precisamos admitir que uma casa não se define apenas pelas paredes levantadas – o que aparentemente se vê. Por isso, é de suma importância observar seu alicerce, onde e como está seu fundamento. Portanto, assim como uma casa sem alicerce pode aparentar o que não é de fato, da mesma forma pode ocorrer com nossa família: viver de maneira teatral.

A maneira como os pais vivem no casamento, a forma como aplicam a si mesmos as instruções impostas aos filhos e o modo como se relacionam com Deus, demonstram de verdade como está o alicerce desta família.

Lembro-me de um caso que aconteceu há alguns anos na cidade do Rio de Janeiro, que se referia a um conjunto de edifícios que desabara pelo fato de a construtora ter desprezado as considerações técnicas sobre fundamento e construção (mais tarde, com base em diversas investigações, a polícia constatou que a construtora usou areia de praia no processo de concretagem das vigas de sustentação dos prédios, o que, sem dúvida, era proibido). Até hoje, famílias inteiras sofrem por terem perdido não apenas sua moradia, bem como todos os pertences pessoais. Mas algo muito mais valioso, uma história toda foi derrubada naquele lugar.

Este exemplo deve chamar nossa atenção para o fato de que o pior estado de uma casa mal fundamentada não se resume apenas no desabamento, mas na destruição da história das pessoas que nela moravam. Sendo assim, o maior sofrimento para uma família que vive de forma aparente, não se dá somente pela descoberta de fatos que não foram trabalhados ao longo da vida, mas no rompimento da história dos relacionamentos familiares. Diante disso, voltamos à velha pergunta: Qual casa é a sua?

Outro trecho da palavra de Deus nos incita a pensar sobre qual fundamento temos implantado em nossa família: se na verdade, na justiça e no amor de Deus, ou em qualquer outro que não dará sustentação suficiente ante os dias caóticos em que qualquer família no mundo está sujeita a enfrentar.

Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção (Salmo 127.1a – NVI).

Neste texto, Salomão, até por razão de suas tristes experiências familiares, esclarece-nos o fato de que qualquer família que almeja viver de modo saudável, apenas o viverá se aplicar os princípios de Deus estabelecidos em Sua Palavra. Do contrário, tudo o que se emprega pode ser passageiro, pois não se traduz como um estilo de vida para cada membro da família.

Por fim, é muito bom saber que muitos especialistas no assunto Família afirmam que a boa convivência familiar gera bem-estar, segurança, e até mesmo saúde física e mental. Entretanto, vale lembrar que qualquer bom convívio familiar que não se baseia em princípios eternos como a Palavra de Deus será apenas mais um instante raro de felicidade familiar, e não um estilo de vida duradouro. Significa morar na casa de número 49 com pintura reformada – a cor é nova, mas a casa continua sendo a mesma. Pense nisto! 

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Sérgio Gonçalves Prado é pastor da Igreja Aliança Eterna das Nações em Koga (Shiga, Japão).
* Este artigo comenta a matéria
Família, a grande fonte da saúde, de Cilene Pereira, Mônica Tarantino e Renata Cabral (Revista IstoÉ On-line, 30/04/2008)

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