Joquebede: Mãe fonte de encorajamento e de exemplo

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As mães têm um relacionamento singular com os filhos repleto de compreensão e de perdão, assim como de afeto; porém, para alguns filhos, uma boa mãe também precisa ser firme, esperando e exigindo o devido respeito. As mães devem controlar a situação para que possam receber suas bênçãos. Se estiverem ocupadas ou sobrecarregadas demais, não estarão prontas para receber.

Nunca é cedo nem tarde demais para começar a ministrar aos seus filhos. Joquebede uma das mulheres da Bíblia que, com freqüência, serve de fonte de encorajamento e de exemplo. Seu amor ardente pelo filho somado à sua fé deram-lhe forças para agir heroicamente em meio a grande opressão. Embora fosse escrava, era também levita, uma mulher que pertencia ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Joquebede conhecia a história de seus antepassados. Acreditava nas promessas. Deus era fiel.

Trezentos anos após a morte do patriarca José, nasceu uma criança no Egito. Seu choro alto era sufocado pelos soluços de uma mulher. O coração de Joquebede revelava um misto de alegria e de medo. Pois faraó havia ordenado, que seus soldados procurassem cada menino recém-nascido e que os matassem jogando-os nas águas do Nilo.

O pensamento hebraico frequentemente equipara riqueza a filhos e filhas, herança prometida por Deus a Abraão (Gn 12.2). Repare na iniciativa dessa mãe. Ela “concebeu… deu à luz um filho… vendo que era formoso… tomou um cesto… pondo nele o menino” (Êx 2.2-3). Essas ações denotam uma mulher de fé corajosa e com objetivos claros. Sua motivação e seus resultados são esclarecidos pelo autor de Hebreus (Hb 11.23-27). Ela contornou a lei que mandava que matasse seu bebê: colocando-o no rio Nilo, cumpriu a lei (Êx 1.22); cercando-o de proteção, inclusive colocando sua irmã para vigiá-lo, demonstrou fé (Êx 2.3-4).

As mentes ocidentais não conseguem compreender as táticas aterrorizantes dos Faraós antigos. Idólatras e corruptos, não sentiam nada além de desprezo por Javé, o Deus dos israelitas, suas vítimas sociais escravizadas. Ódio, hostilidade e trabalho duro eram fatos da vida. Mesmo assim, uma mulher cuidadosa, mãe desembaraçada e de iniciativa, elevou-se acima da maldade que a cercava. Deus viu seu coração, ouviu suas orações e interveio em seu benefício. Sua fama perdura através de seus destacados filhos (Nm 26.59). Deus honrou seu firme propósito usando Moisés, um de seus filhos, para libertar os hebreus da escravidão do Egito e escolhendo seu outro filho, Arão, para ser sumo sacerdote. Sua filha Miriã tornou-se líder das mulheres hebréias, e toda a família da tribo de Joquebede foi escolhida por Deus para liderar os rituais do culto.

Joquebede serve de modelo para as mulheres de hoje em dia com sua contagiante coragem para temer a Deus em vez de aos homens, e com uma fé firme nas promessas e na providência divinas. O autor de Hebreus registra que Moisés “abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei” (Hb 11.27), e que seus pais antes dele não “ficaram amedrontados pelo decreto do rei” (Hb 11.23). O importante não é a quantidade de resultados, mas o que você faz para atingir os desafios e responsabilidades postos diante você. Joquebede levou seu papel de mãe muito a sério, criou seus filhos no Senhor com dedicação consciente. Com certeza, foi a maior influência diante de Deus na preparação desses filhos para a grande tarefa que o Senhor tinha para cada um na liderança e libertação do seu povo da escravidão.

José, um pai revestido de caráter

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Todos sabem que os pais exercem ou podem exercer alguma influência na formação do caráter dos seus filhos. Alguns traços de personalidade e até algumas tendências podem sim ser oriundos de herança genética. Entretanto, a relevância da herança adquirida na formação do ser humano tem sido cada vez mais destacada.

Esta herança é aquela que, apesar de não transmitida geneticamente, transmite-se através do convívio, de fatos observados, dos exemplos absorvidos. Muitas pessoas já puderam comprovar a força desta influência em suas próprias histórias de vida.

Nós, cristãos, cremos que Jesus é o Filho de Deus, concebido pelo Espírito Santo. No mundo natural, seu pai era José. Talvez que nem mesmo o próprio José pôde, naquele momento, compreender a plenitude de sua responsabilidade. Talvez ele pensasse que sua tarefa, como pai terreno de Jesus, fosse a de educar o menino nos caminhos do Senhor, exercer influência positiva sobre ele, e contribuir para a concretização dos planos de Deus. Talvez José desejasse transmitir o que tinha de melhor: seu caráter, seu amor à Deus e seu ofício.

Jesus, o Messias, cresceu em graça e conhecimento diante de todos. Foi o nosso exemplo supremo de renúncia aos direitos que tinha, em favor da humanidade perdida. Mas, teria José realmente dado algum exemplo de renúncia para Jesus? Qual era o caráter deste homem? Que tipo de influência o Messias teria recebido de seu pai terreno? O que Jesus pôde observar ou saber sobre José?

Não podemos comprovar biblicamente até que ponto ocorreu a influência paternal terrena sobre Jesus. Não sabemos nem exatamente até que idade Jesus teve José por perto. Mas podemos verificar que José tinha caráter. E o caráter de homens como este costuma não morrer facilmente: continua vivo na vida das pessoas que foram impregnadas por ele.

Tente visualizar. De repente, o inesperado aconteceu para um homem cheio de amor por sua noiva. Este homem simples, chamado José, vivia agora um grande conflito interior. Ele sabia que o filho que estava sendo gerado no ventre dela não era seu, pois não havia tocado nela.

Quantos pensamentos devem ter passado pela cabeça de José… desapontamento, insegurança, dúvidas. Quanto tempo despendido… quanto investimento na relação… compromissos assumidos em função da iminência do casamento… tudo seria perdido. Sem contar na vergonha pública pela qual ele passaria na sociedade de então.

José precisava tomar uma decisão. Certamente não poderia continuar com ela. Segundo as leis mosaicas em vigor, ele tinha o direito de levá-la ao apedrejamento.

Talvez esta história já não tenha mais tanto impacto sobre sua mente, pois você já conhece o final. Mas imagine a situação: o anjo ainda não apareceu a José, e ele ainda não sabe nada sobre a revelação messiânica! É a mente de um homem comum, que se sente traído pela pessoa que ele mais amava – sua noiva.

Até então é uma situação humana. Os sentimentos vão aflorando, a racionalidade ganhando força e a decepção aumentando. Ele precisa tomar uma postura firme. Quem sabe levar Maria ao apedrejamento, o que seria “justo” de acordo com a Lei.

Mas este homem era mais justo diante do Senhor do que aquilo que seria considerado “justo”. Ele tinha caráter. Eis sua decisão:

“Como José, esposo de Maria, era homem justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1.19)

 José, no ápice de seu sofrimento, escolheu silenciar. Escolheu abrir mão dos seus direitos e não levar sua quase ex-noiva à morte. Ele escolheu não abrir a boca.

Depois disso Deus se mostrou, e revelou os Seus planos para Maria e José. O final da história, você já conhece!

Como disse anteriormente, não podemos comprovar a influência do caráter de José em Jesus. Não sabemos se, anos mais tarde, José e Maria puderam contar esta história para Jesus. Não temos certeza se Jesus carregou desde adolescente um orgulho sadio por ter um “pai” justo, que fez a escolha que fez.

Mas sabemos que a justiça e o temor de Deus de José eram oriundos da mesma fonte que revestiu Jesus de sabedoria e santidade. Podemos ler na Palavra várias passagens nas quais Jesus silenciou. Vários episódios nos quais ele não abriu a boca e abriu mão de seus direitos. Veja estas tremendas declarações de Isaías e Pedro:

“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Isaías 53.7).

“Quando foi injuriado, não injuriava, e quando padecia, não ameaçava. Antes, entregava-se àquele que julga justamente” (1Pedro 3.23)

Ser exemplo de caráter, amar a Deus acima de todas as coisas e abrir mão de seus direitos foram algumas virtudes de José, pai terreno de Jesus. Quando lemos textos como os mencionados acima, podemos ver – guardadas as devidas proporções – o mesmo tipo de atitude em Jesus.

Por citações bíblicas tão breves como a deste episódio, podemos acreditar que José cumpriu fielmente o seu papel de pai na formação do caráter de Jesus. Sim, nós sabemos que Jesus é o Filho de Deus (portanto o próprio Deus como Pai transmitiu seu caráter a seu Filho), mas isso de maneira alguma desmerece o importante papel humano de José na história.

Que o Senhor forje mais homens e mulheres de Deus com o mesmo caráter deste “pai”, homem justo diante de Deus.

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Fonte: Texto de Helder Assis da Silva, publicado no site .brwww.sacrificiovivo.com .

Resolvendo conflitos no casamento

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O conflito é inivitável nos relacionamentos interpessoais. Um dos fatos mais angustiantes da vida é que todo casamento passa por conflitos. Eles não podem ser contornados, mas devem ser encarados e resolvidos:

  1. Filhos podem ser uma grande fonte de alegria, mas também acrescentam tensão ao casamento. O instinto maternal em algumas mulheres é tão forte, que elas tendem a dei­xar o marido de lado quando estão cuidando dos filhos (1Sm 1.8). Por vezes, a esposa pode até enganar o marido em favor do filho (Gn 27.1-29). A esposa deve lembrar que apenas seu relacionamento com Deus está acima de sua união com o marido.
  2. Problemas financeiros também podem causar pressões indevidas sobre um relacionamento, especialmente se o casal discute sobre quem fará quais sacrifícios. Se um casal buscar a orientação de Deus para as questões financeiras, ele será fiel em suprir suas necessidades (Mt 6.33; Fp 4.19).
  3. A raiva não-resolvida pode acumular-se e transformar-se em ressentimento e em amargura, de modo que a comunicação significativa deixa de existir (Hb 12.15; Ef 4.26).
  4. A tentação e as oportunidades de ser infiel estão sempre presentes (Pv 7.6-23). Uma comunhão íntima e vibrante com Deus sustentará o relacionamento entre marido e mulher e dará força e vitalidade ao casamento.
  5. O isolamento, um estado em que se é excluído, é um dos males mais sutis do casamento.
  6. O casamento pode facilmente deixar de ser uma prioridade. As pessoas não valorizam devidamente seu cônjuge, concentram sua atenção em outras questões “urgentes”, e logo o calor e a comunicação se vão. O remédio para o isolamento é guardar o relacionamento conjugal com carinho e dar prioridade ao cônjuge, sendo aberto e honesto e não tendo segredos um para com o outro.

Os conflitos podem ser uma arma negativa num casamento, dividindo corações e destruindo a unidade, ou podem ser um catalisador poderoso para uma renovação do compromisso.

Os conflitos são, geralmente, sintomas de uma brecha que começou a surgir no passado.

Discordâncias entre cônjuges aparecem inúmeras vezes na Bíblia. A descrição poética de Salomão desse desentendimento com a esposa inexperiente demonstra a diferença de sentimentos, a comunicação truncada e o curto espaço de tempo para se aprender a viver juntos em amor. Abraão e Sara brigaram porque ela não podia ter filhos (Gn 16.5); Jacó e Raquel também (Gn 30.1-2). A esposa de Jó discordou da reação dele às perdas materiais e financeiras, à morte dos filhos e à enfermidade em seu corpo (Jó 2.9-10). O profeta Malaquias denunciou os sacerdotes que haviam rompido e não restabelecido seus votos matrimoniais (Ml 2.14-16).

As discordâncias são comuns, mas a Bíblia também apresenta a orientação para resolvê-las.

Paulo e Pedro oferecem pistas para se prevenir e se acertar atritos domésticos. Aos casais discordes de Corinto, Paulo escreveu: “Deus vos tem chamado à paz” (1Co 7.15). Este é o objetivo supremo. Pedro admoestou as esposas que vivenciavam relacionamentos pouco amistosos com maridos incrédulos a ganhá-los com espírito manso e tranquilo (1Pe 3.1-4).

A natureza humana não mudou. A competição e a contestação só levam a consequências desagradáveis. O amor, por outro lado, “sofre … crê … espera … suporta tudo” (1Co 13.7). Jesus nos ensinou a tirar a trave dos olhos antes de tentar tirar o argueiro dos olhos dos outros (Mt 7.3-5).

A misericórdia é parte vital para diminuir as tensões. O espírito tolerante, perdoador e paciente atenua os conflitos (Mq 6.8). Vale lembrar o exemplo de Jó que tratou sua esposa com sensibilidade e respondendo educadamente ao seu conselho amargurado. Ele manteve sua responsabilidade de liderança espiritual ao responder à fé imatura de sua esposa, que estava disposta a aceitar o bem mais não o mal das mãos de Deus. A sensibilidade no momento adequado também recupera o calor do afeto. Não devemos deixar os problemas se transformarem em amargura. O Novo Testamento adverte quanto a não deixar que o sol se ponha sobre a nossa ira (Ef 4.26). Mesmo que o problema não seja resolvido, o processo de paz foi iniciado.

Finalmente, devemos perdoar. A calma cai sobre nós quando deixamos Cristo controlar nossas mágoas. Ele deu o exemplo de perdão (1Pe 2.23) e só ele pode nos dar forças para enterrar a vingança e restaurar a harmonia nos relacionamentos. Os cristãos devem ser pacificadores (Mt 5.9).

Divórcio um desafio à Igreja

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As confissões de um divorciado cristão

Ó Deus, não devia ter me casado com Eliana. Tanto ela como eu estávamos muito imaturos ainda. O casamento não deu certo. Os acordos que fizemos na empolgação inicial não funcionaram. Nosso matrimônio durou apenas sete anos e como foi difícil chegar até aí!

Confesso que eu não deveria ter sido tão mandão como fui. Os pastores pregavam mais sobre a submissão da mulher ao marido (1Pe 3.1-6) do que o trato com discernimento e delicadeza que o marido deve a ela, em benefício de suas próprias orações (1Pe 3.7). Creio que o machismo enraizado nos pregadores unilateral e em mim mesmo me impediu de ler nas Escrituras que os maridos devem amar as suas esposas como a seus próprios corpos e como Cristo amou a sua igreja (Ef 5.25-33). Quando cheguei a entender o que é submissão feminina dentro de um amor masculino, como o de Cristo, já estávamos viciados demais para alguma mudança. Raramente a tratei com delicadeza.

Senhor, fui muito ignorante, pois praticamente nunca me preocupei com a satisfação sexual de Eliana. Eu pensava que isso era só para homens e que a mulher era mero instrumento para os meus incontroláveis apetites sexuais. Não me deitei com Eliana quando ela emitia sinais de que desejava deitar-se comigo. Fazia-me de mal-entendido e só a procurava quando a vontade era minha e não dela.

Sou obrigado a confessar que fui mais delicado com outras mulheres do que com Eliana, na presença ou na ausência dela.

Em nenhum dia cometi adultério contra Eliana, mas fui longe demais com minhas amizades com outras mulheres, provocando algo insuportável para ela: insegurança, amargura, complexo e ciúmes.

Quando as coisas foram se agravando, não dialoguei com ela, não pedi desculpas, não reconheci, pelo menos na presença dela, minha ignorância, meus equívocos, meus erros e meus pecados. Fomos nos separando cada vez mais, sem o percebermos.Confesso que fui levado a esses problemas ate à exaustão, até à ruptura irreversível, sem ter coragem e a humildade de procurar um pastor, meus amigos mais íntimos, ou, quem sabe, um terapeuta de formação cristã.

Agora, ó Deus, que ela pediu divórcio e se foi e não pretende voltar, e eu também já me acostumei sem ela e não quero continuar só, confesso o pecado todo, desde o início, com lágrimas, com perdas para ela, com perdas para mim e com perdas para a igreja do Senhor Jesus.

Sei, pela Bíblia, que o único pecado não perdoado é a blasfêmia contra o Espírito Santo (Lc 12.10). Baseado nesse versículo e em todos os outros que prometem perdão pleno para quem confessa sinceramente seu próprio pecado (1Jo 1.9), posso esperar o teu perdão, ainda que sofra por algum ou muito tempo às conseqüências de meus desvarios?

Posso também, no tempo certo, casar-me outra vez, com uma mulher solteira ou viúva e começar tudo direitinho, sem perder qualquer privilégio da igreja, exclusivamente por tua infinita graça, depois de confessar meu fracasso às pessoas de minha intimidade, como acabo de fazer?

Esta confissão acima é uma ficção usada com o objetivo de levantar esta questão tão controversa que divide a opinião não só de teólogos, mas também de sociólogos e psicólogos no mundo inteiro: o divórcio. As separações, os divórcios têm alcançado percentuais alarmantes nos últimos dias. Os fatores que levam casais a se divorciarem são os mais diversos e a cada dia se tornam mais arraigados na formação cultural do nosso povo. A exemplo, poderíamos citar a história de uma criança de cinco anos que conversava com seu avô quando lhe disse: “Vovô, quando eu crescer, me casar e me divorciar de minha esposa, não deixarei meus filhos ficar com ela”.

Percebe-se neste exemplo como esta prática tem sido assimilada com naturalidade pelas gerações hodiernas. Só em nossa cidade, em Ipatinga, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no primeiro semestre de 2000 quase 6% dos casamentos terminaram em divórcio e 11% dos casais se separaram. E estas estatísticas baseiam-se em casos formais, registrados em cartório, sem contar aqueles que se separaram informalmente.

Diante deste fato tão debatido e polemizado não podemos deixar de questionar; haveria causas que justifiquem o divórcio? E a Bíblia, o que diz sobre o divórcio?

A instabilidade da família é um dos males mais devastadores que atingem a sociedade ocidental nos dias de hoje. Uma pesquisa da revista Veja no ano passado aponta a infidelidade como a principal inimiga do casamento. A infidelidade ainda é, entre outras, a maior causa do divórcio. E, na verdade, parece que esta realmente é uma grande ameaça aos casais. A infidelidade é gerada por fatores, que em si mesmos, são também a razão de boa parte dos divórcios. J. Allan Petersen, em seu livro “O Mito da Grama Mais Verde”, diz que as principais causas da infidelidade e divórcio são a imaturidade emocional, conflitos não resolvidos e necessidades insatisfeitas. Ele propõe em seu livro até um Teste Matrimonial Para Esposas e Maridos com o objetivo de preservar o casamento prevendo certas tendências que podem levar casais a e divorciarem.

Segundo o pastor Cléber Isac da Igreja Reavivamento Assembléia de Deus, nada justifica o divórcio. Ele argumenta, “o que Deus ajuntou, não o separe o homem”. Segundo ele, o casamento não se firma sobre um mero ato cerimonial, nem tampouco sobre a mera efetivação de uma lei humana com registros civis, mas o casamento é a união de corpos feita por Deus. E o que se faz hoje, é tornar publico esta união entre um homem e uma mulher; e por esta razão, ele acredita que uma vez unidos pelo sexo, o casal, não tem justificativas para se separar.

O doutor Donald Stamps, escritor das notas explicativas da Bíblia de Estudo Pentecostal, afirma que o casamento é vitalício e que deve existir até que a morte os separe; no entanto, Jesus fez uma exceção em Mt 19. 9 quando disse: “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”. Ele entende a palavra grega porneia, usada no texto original, como tendo também o sentido de infidelidade conjugal. E neste particular, para ele o divorcio é aceitável quando o cônjuge traído se recusa a perdoar o que traiu e opta pelo divórcio. Mas admite que no Antigo Testamento, a carta de divórcio não era usada para separar casais que adulteraram, mas para anular o casamento (Dt 24.1) uma vez que o noivo descobrisse que a sua recém esposa não era mais virgem; pois no caso de adultério, a dissolução do casamento se dava com a execução das partes culpadas (Lv 20.10; Ex 20.14).

Mas, e caso ocorra à infidelidade conjugal, qual deve ser a posição do cônjuge traído? O Pastor Cleber Isac, tomando o texto de 1Co 7.10,11, assevera; “Ninguém é obrigado a conviver com uma pessoa indesejável, no entanto, estará irremediavelmente obrigado a viver só, enquanto seu cônjuge viver, caso decida separar. A solução é reconciliar ou do contrario ficar só”.

Seria esta uma posição radical demais?

O Reverendo Paulo Ribeiro Fontes, da Igreja Presbiteriana Filadélfia de Governador Valadares, falando a respeito deste tema, divórcio e novo casamento (Rhêmata) afirma também com base em Mateus 19.4-6 a indissolubilidade do casamento. Havia lideres naquela época que entendiam que o divórcio por qualquer coisa interpretando Dt 24.1 de forma liberal, já outros entendiam a expressão “cousa indecente” aplicada somente ao adultério e Jesus (explica) não se preocupa em justificar a nenhum dos grupos, mas com sua sabedoria evoca o texto de Gênesis e reafirma a indissolubilidade do casamento. Mas como fica a situação dos divorciados?

O reverendo Paulo entende que o divórcio é um pecado como qualquer outro que requer confissão e arrependimento, no entanto, ele não radicaliza a questão. O apóstolo Paulo diz que aquele que se separa, não se case ou reconcilie-se (1Co 7.11). Mas e caso a pessoa já tiver se casado novamente? Terá que romper o segundo casamento? Ele acredita que não pelas seguintes razões: Primeiro porque o divórcio e o segundo casamento não são pecados imperdoáveis e, neste caso, ele recomenda o bom senso (Provérbios 2; 11,12), pois romper um segundo casamento para retornar ao primeiro ou ficar sozinho não é coerente com o bom senso. E finalmente, se houver arrependimento e confissão sincera Deus certamente abençoara este segundo casamento. E ainda ele cita o exemplo do casamento abominável de Davi e Bateseba, que veio a ser depois abençoado pelo Senhor e desta união nasceu a Salomão.

Em vista da realidade de um tema tão difícil, a maioria das igrejas esta investindo atualmente maciçamente em trabalhos com casais que visam favorecer a convivência no casamento e salva-lo do divórcio. Dentre os diversos grupos organizados que tratam deste assunto, encontramos o “Casados para Sempre” que é um ministério internacional que visa salvar casamentos. E quase todas as igrejas hoje exploram o tema família seja através de grupos familiares, de acompanhamento familiar, do aconselhamento pastoral e etc…

Gostaríamos de terminar este nosso artigo, evocando o texto de (Mt 19:8): “Disse-lhes ele (Jesus): Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.” E com base neste texto afirmar que o divórcio não faz parte do plano original de Deus para o homem, mas é algo que veio a existir por causa da dureza do coração humano.

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Fonte: Texto de Wemerson Marinho, publicado  em http://www.revistarenascer.hpg.ig.com.br/especial.htm.

Estresse na família

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Relacionamento

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Deus fez o ser humano com dispositivos para se adaptar e se defender das situações desfavoráveis do dia a dia. O estresse é um deles. Os motivos tão conhecidos dos profissionais da área médica, não poupam nem mesmo as crianças. Precisamos de alguma forma aprender a lidar e viver com esse dispositivo que nos alerta que alguma coisa não está indo bem em nosso corpo físico.

Cansaço, decepção, desânimo, ansiedade e depressão são sintomas naturais do estresse e a pergunta que os envolvidos geralmente fazem é a mesma: “Não sei até aonde conseguirei agüentar!”

Quando alguém na família é alcançada por esse dispositivo, todos os membros são envolvidos e passam por aflições e também acumulam sintomas que mais tarde poderá transformar-se em estresse. Um bom acompanhamento de especialistas, a mudança de hábitos saudáveis, o apoio e o calor da família deverão ajudar os envolvidos, mas uma vida espiritual sadia certamente irá fazer a diferença.

Aqueles que apregoam que a ciência e a fé não podem andar juntas terão maior dificuldades na cura, pois biblicamente, a ciência e a fé podem e devem estar unidas. Aceitar as circunstâncias nas diversas áreas da vida deixam as pessoas realmente apáticas e o primeiro sintoma é a fé vacilante, chegando a ponto de um esfriamento.

Neste ponto as promessas bíblicas perdem seu efeito no momento que mais necessitamos delas. Jesus disse: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei” (Mt 11.28), e o apóstolo Paulo escreveu: “Lançai sobre ele toda ansiedade”. ( 1Pd 5.7).

Nosso corpo é uma máquina super equipada que precisa de cuidados e manutenção constantes para o bom funcionamento. Todo nosso sistema físico vai se defender dos ataques invasores. O sistema nervoso recebe as informações e faz uma avaliação em segundos e aciona os mecanismos de ataque ou então de fuga. A adrenalina é liberada no sistema cardiovascular e desencadeia tipos variados de reações como medo, susto, pés e mãos frios, pânico, pupilas dilatadas, mente bloqueada e os órgãos internos ficam tensos, sendo que em alguns casos ficam paralisados.

Podemos chamar de estresse benigno quando as substâncias são liberadas em níveis aceitáveis, mas quando ocorre uma liberação maior do que o exigido para a defesa do organismo, as consequências ao corpo é visível.

Todo o corpo fica com dores, a pessoa passa por um período de abatimento, afeta o desejo sexual, se instala um estado depressivo e o sistema imunológico fica comprometido. Quando esses sintomas estão alojados em uma pessoa grávida, os estudos comprovam que o organismo da mãe passa por alterações, sendo o feto atingido também.

Na infância a criança ao receber estímulos negativos (violência, separação dos pais, e até perda do animal de estimação), pode desencadear uma apatia, dor de barriga, dor de cabeça e vômito e se não for tratado com atenção e seriedade, poderá mais tarde vir à tona todos esses estímulos acumulados durante os anos.

Além da boa alimentação, relaxamento, companheirismo, ter amigos, evitar fofocas e murmurações, aprender a perdoar, ter uma vida sexual equilibrada, a melhor coisa é investir no lado espiritual. Isso porque a fé aciona as potencialidades que estão escondidas em nosso interior e nos leva a encontrar conforto e solução em Jesus Cristo.

Se você está passando por situações que foram descritas acima, ainda há tempo de uma mudança radical na sua vida. Comece a pensar que existe algo melhor para você e pode ser encontrada a qualquer hora. Não desista nunca! Precisando de ajuda, fale conosco! Deus colocou pessoas ao seu redor para ajudá-lo em momentos de crises e incertezas.

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Texto do Pr. Lineas Domiciano, publicado no www.ifamilia.com.br.

Pais, nada justifica uma mentira

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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“… Pais são os principais mestres, muito mais com o que mostram em suas atitudes, que com suas palavras”.

“Eu não quero que meu filho minta” – essa é a expressão do desejo de todos os pais.

Pois é, não é tão fácil trabalhar esta questão com nossas crianças. Quantos pais saem de casa escondidos das crianças para evitar berreiros? Quantas promessas são feitas para as crianças, sem que se tenha a intenção de cumpri-las? Quantas pessoas, quando toca o telefone, dizem para um filho: “fala que eu não estou”. Ensina-se uma coisa e se pratica outra…

Nada justifica uma mentira, não existem mentiras “piedosas” ou mentiras “politicamente corretas”. Falar a verdade implica em ser honesto consigo mesmo e com os outros e em ter coragem de se responsabilizar por suas ações.

As crianças precisam ser ensinadas à verdade. Tal aprendizado ocorre progressivamente ao longo da infância e os pais são os principais mestres, muito mais com o que mostram em suas atitudes, que com suas palavras.

Com qual idade a criança pode mentir? Não tão cedo. Aos dois, três anos as crianças ainda confundem realidade e fantasia. Muitas vezes, o que o adulto interpreta como mentira é mais uma expressão do desejo fantasioso da criança. Quantas crianças já contaram para suas professoras que a “mamãe está esperando um irmãozinho”? Quando nada disto está acontecendo. Quantas falam sobre viagens surpreendentes que fizeram, quando passaram o fim de semana em casa? Porém, aceitar o que é confusão entre fantasia e realidade e não mentira, não implica em aceitar a afirmação da criança sem deixar de mostrar a realidade. Buscar descobrir as razões do desejo fantasioso pode ser importante.

Quando a possibilidade de mentir pode ser evitada

Um pouco mais tarde, a criança pode começar realmente a mentir. Ela mente muitas vezes para escapar, pelo menos temporariamente, de um problema. Fez algo que sabe que não devia e, quando confrontada, mente. Depois, tem que enfrentar dois problemas: o que não devia ter feito e o fato de ter mentido. Muitos pais, sem saber, favorecem tal tipo de situação. Sabem que a criança fez alguma coisa que não devia ou deixou de fazer algo que devia e a interpelam. “Você bateu no seu irmão?”, “Você fez a lição?”, “Você quebrou tal objeto?”… Por impulso, por medo das consequências, por medo de castigo, a criança mente. Seria melhor não perguntar, mas afirmar: “eu sei que você bateu no seu irmão”, “eu sei que você não fez a lição”, “eu sei que você quebrou tal coisa”… e tomar as providências cabíveis, evitando a situação de colocar a criança frente a possibilidade de mentir.

Ética

Aprender a lidar com “nãos”, a tolerar frustrações, não é fácil para a criança, que tenta manipular o ambiente para conseguir satisfação de todos os seus desejos. Assim, ela pode tentar mentir, fingir, burlar, enganar, omitir nesta tentativa de manipular o ambiente e nada existe de anormal nestas tentativas. Estes são os momentos preciosos, nos quais os pais podem e devem ensinar o que é certo e o que é errado. O ser humano não nasce dotado de ética. No início da sua experiência de vida, ele não sabe o que é certo ou errado, o que lhe faz bem e o que não faz. São seus pais quem sabem e precisam ensinar, transmitir princípios, normas e regras, que possam dirigir sua conduta.

A mentira consciente, planejada, que tem como objetivo trazer vantagens surge na segunda infância, isto é a partir dos cinco anos e ela é felizmente, rara, sendo sempre um sintoma de um problema no desenvolvimento emocional.

Pais que costumam mentir criam filhos que mentem. Pais que usam sempre da verdade, que assumem a responsabilidade por aquilo que fazem e dizem, criam filhos responsáveis e éticos. Só se ensina aquilo que se é.

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Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar, texto de Ceres Araújo.

Nossos pequeninos precisam de Jesus!

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O capítulo cinco de Marcos registra a história de uma família que foi transformada pelo poder de Deus. Esse fato aconteceu há milhares de anos, mas ainda é extremamente atual. É a história de Jairo, que busca em Jesus a cura para sua filha de doze anos.

A ênfase não está no milagre que Jesus fez, embora seja ele tremendo. Também não está na menina de doze anos de idade, que ressuscitou, nem está nos discípulos que acompanharam Jesus, mas na pessoa de Jairo, ” Um pai desesperado”.

Jairo vai ter com Jesus e o encontra em meio uma multidão. Certamente o acesso a Jesus não foi fácil, mas o texto diz que Jairo chegou até Jesus e clamou para que Ele fosse ver sua filha, que estava doente. Jesus atendeu ao pedido dele e foi. Jairo não sabia, mas sua filha já havia morrido. Mesmo assim ele permitiu que Jesus a visse. Ao tocar a menina, Jesus libera uma palavra e ela se levanta. Com certeza, a vida daquela família nunca mais foi a mesma.

Jairo representa cada pai e mãe que precisam da intervenção de Deus na vida de seus filhos, para que vivam. Muitos pais têm perdido os seus filhos de várias maneiras; para os vícios, drogas, bebidas, prostituição. Alguns têm perdido os filhos dentro de suas próprias casas, através do desentendimento que muitas vezes geram mágoas e inimizades. Isso tudo é morte! No caso de Jairo era morte física, mas em muitos lares têm sido a morte espiritual.

A Bíblia diz em Malaquias, que a restauração de Deus começa na família, convertendo o coração dos pais aos filhos e o dos filhos aos pais. Se é necessário uma conversão é porque, em algum  momento de suas vidas, o seu relacionamento foi quebrado. Pais e filhos precisam de Jesus, Ele sempre é a terceira dobra nos relacionamentos, a garantia de que não haverá rompimentos, apesar das nossas falhas. A primeira atitude que os pais devem ter é encarar a realidade de que os filhos precisam se converter a Jesus Cristo. Se os nossos filhos não tiverem um encontro com Jesus, eles perecerão.
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Texto de Kenia Castro de Aguiar, publicado no site www.creio.com.br.

Devocional: O Trabalho pode esperar

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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O poder pode esperar. A família não pode esperar.

Rezam os bastidores de Washington, no governo de Barck Obama, que o presidente é capaz de suspender uma reunião ministerial de alta temperatura para assistir ao recital de violino de sua filha de 11 anos. Segundo assessores, os compromissos familiares são assinalados em vermelho e independentemente do que tiver acontecendo ele para tudo e vai a esses compromissos.

Claro: não faltam críticas: afinal: as pessoas não o elegeram para ser um bom homem de família, mas para resolver os problemas do país.

No entanto, para os braços de quem irá, quando os problemas forem resolvidos (se forem…) e quando a luz do poder se apagar, senão para os de sua família?

O trabalho pode esperar. O poder pode esperar. A família não pode esperar.

 

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Texto de Israel Belo de Azevedo, publicado no site www.creio.com.br.

 

José, um pai revestido de caráter

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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Todos sabemos que os pais exercem ou podem exercer alguma influência na formação do caráter dos seus filhos. Alguns traços de personalidade e até algumas tendências podem sim ser oriundos de herança genética. Entretanto, a relevância da herança adquirida na formação do ser humano tem sido cada vez mais destacada.

Esta herança é aquela que, apesar de não transmitida geneticamente, transmite-se através do convívio, de fatos observados, dos exemplos absorvidos. Muitas pessoas já puderam comprovar a força desta influência em suas próprias histórias de vida.

Nós, cristãos, cremos que Jesus é o Filho de Deus, concebido pelo Espírito Santo. No mundo natural, seu pai era José. Talvez nem mesmo o próprio José pôde, naquele momento, compreender a plenitude da sua responsabilidade. Talvez ele pensasse que sua tarefa, como pai terreno de Jesus, fosse a de educar o menino nos caminhos do Senhor, exercer influência positiva sobre ele, e contribuir para a concretização dos planos de Deus. Talvez José desejasse transmitir o que tinha de melhor: seu caráter, seu amor a Deus e seu ofício.

Jesus, o Messias, cresceu em graça e conhecimento diante de todos. Foi o nosso exemplo supremo de renúncia aos direitos que tinha, em favor da humanidade perdida. Mas, teria José realmente dado algum exemplo de renúncia para Jesus? Qual era o caráter deste homem? Que tipo de influência o Messias teria recebido de seu pai terreno? O que Jesus pôde observar ou saber sobre José?

Não podemos comprovar biblicamente até que ponto ocorreu a influência paternal terrena sobre Jesus. Não sabemos nem exatamente até que idade Jesus teve José por perto. Mas podemos verificar que José tinha caráter. E o caráter de homens como este costuma não morrer facilmente: continua vivo na vida das pessoas que foram impregnadas por ele.

Tente visualizar. De repente, o inesperado aconteceu para um homem cheio de amor por sua noiva. Este homem simples, chamado José, vivia agora um grande conflito interior. Ele sabia que o filho que estava sendo gerado no ventre dela não era seu, pois não havia tocado nela.

Quantos pensamentos devem ter passado pela cabeça de José… desapontamento, insegurança, dúvidas. Quanto tempo dependido… quanto investimento na relação… compromissos assumidos em função da iminência do casamento… tudo seria perdido. Sem contar na vergonha pública pela qual passaria perante a sociedade da época.

José precisava tomar uma decisão. Certamente não poderia continuar com ela. Segundo as leis mosaicas em vigor, ele tinha o direito de levá-la ao apedrejamento.

Talvez esta história já não tenha mais tanto impacto sobre sua mente, pois você já conhece o final. Mas imagine a situação: o anjo ainda não apareceu a José, e ele ainda não sabe nada sobre a revelação messiânica! É a mente de um homem comum, que se sente traído pela pessoa que ele mais amava – sua noiva.

Até então é uma situação humana. Os sentimentos vão aflorando, a racionalidade ganhando força e a decepção aumentando. Ele precisa tomar uma postura firme. Quem sabe levar Maria ao apedrejamento, o que seria “justo” – de acordo com a Lei.

Mas este homem era mais justo diante do Senhor do que aquilo que seria considerado “justo”. Ele tinha caráter. Eis sua decisão: “Como José, esposo de Maria, era homem justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente.” (Mt 1.19.)

José, no ápice de seu sofrimento, escolheu silenciar. Escolheu abrir mão dos seus direitos e não levar sua quase ex-noiva à morte. Ele escolheu não abrir a boca.

Depois disso Deus se mostrou, e revelou os seus planos para Maria e José. O final da história, você já conhece!

Como disse anteriormente, não podemos comprovar a influência do caráter de José em Jesus. Não sabemos se, anos mais tarde, José e Maria puderam contar esta história para Jesus. Não temos certeza se Jesus carregou desde adolescente um orgulho sadio por ter um “pai” justo, que fez a escolha que fez.

Mas sabemos que a justiça e o temor a Deus de José eram oriundos da mesma fonte que revestiu Jesus de sabedoria e santidade. Podemos ler na Palavra várias passagens nas quais Jesus silenciou. Vários episódios nos quais ele não abriu a boca e abriu mão de seus direitos. Veja estas tremendas declarações de Isaías e Pedro: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.” (Is 53.7); “Quando foi injuriado, não injuriava, e quando padecia, não ameaçava. Antes, entregava-se àquele que julga justamente.” (1Pe 3.23.)

Ser exemplo de caráter, amar a Deus acima de todas as coisas e abrir mão de seus direitos foram algumas virtudes de José, pai terreno de Jesus. Quando lemos textos como os mencionados acima, podemos ver – guardadas as devidas proporções – o mesmo tipo de atitude em Jesus.

Por citações bíblicas tão breves como a deste episódio, podemos acreditar que José cumpriu fielmente o seu papel de pai na formação do caráter de Jesus. Sim, nós sabemos que Jesus é o Filho de Deus (portanto, o próprio Deus como Pai transmitiu o seu caráter a seu Filho), mas isso de maneira alguma desmerece o importante papel humano de José na história.

Que o Senhor forje mais homens e mulheres de Deus com o mesmo caráter deste “pai”, homem justo diante de Deus.

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Texto de Helder Assis da Silva, membro da Igreja Evangélica Capela do Calvário, em São Vicente (SP), e integrante do Ministério de Louvor e Adoração “Sacrifício Vivo” – www.sacrificiovivo.com.

A auto-estima de nossos filhos

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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Uma semana depois de minha esposa e eu decidirmos começar uma família, entramos numa livraria e compramos dois livros sobre como educar filhos. Por uma série de razões os dois filhos só nasceram seis anos depois e acabamos lendo não dois, mas 36 livros. Se dependesse de teoria, estávamos preparados. Hoje eles estão crescidos e um amigo me perguntou que livros nós havíamos utilizado mais. Foi uma boa pergunta que demorei a responder. Usamos um livro só, um que educava mais os pais do que os filhos. Intitula-se “A Auto-estima do seu filho” de Dorothy Briggs, e o título já diz tudo.

A tese do livro é como agir para nunca reduzir a auto-estima do seu filho: elogiá-lo freqüentemente, ouvir sempre suas pequenas conquistas, festejar as suas pequenas vitórias, nunca mentir ou exagerar neste intento, em suma mostrar a seus filhos seu verdadeiro valor. Ao contrário do que defendem os demais livros, não é uma boa educação, nem disciplina, nem muito amor e carinho, ou uma família bem estruturada que determinam o sucesso de nossos filhos, embora tudo isto ajude.

A sacada mais importante do livro, no nosso entender, foi a constatação que filhos já nascem com uma elevada auto-estima, e que são os pais que irão sistematicamente arruiná-la com frases como: ‘Seu imbecil!’, ‘Será que você nunca aprende?’, ‘Você ficou surda?’. Jean Jacques Rousseau errou quando disse que “o homem nasce bom, mas é a sociedade que o corrompe”. São os próprios pais que se encarregam de fazer o estrago.

Por exemplo: você, pai ou mãe, chega do trabalho e encontra seu filho pendurado na cadeira: ‘Desça já seu idiota, vai torcer o seu pescoço’. Para Dorothy, a resposta politicamente correta seria ‘Desça já, mamãe tem medo que você possa se machucar’. Primeiro porque seu filho não é um idiota, ele assume riscos calculados. Segundo são os pais, com suas neuroses de segurança, que têm medo de cadeiras.

Quando nossos dois filhos começaram a aprender a pular, entre três e quatro anos de idade, desafiava-os para um campeonato de salto a distância. Depois de algumas rodadas, seguindo a filosofia do livro, deixava-os ganhar. Ficavam muito felizes, mas qual não foi a minha surpresa quando na sétima ou oitava rodada, eles começavam a me dar uma colher de chá, deixando que eu ganhasse. Que lição de cidadania: criança com boa auto-estima não é egoísta e se torna solidária.

Eu não tenho a menor dúvida de que os problemas que temos no Brasil em termos de ganância empresarial, ânsia em ficar rico a qualquer custo que leva à corrupção, advêm de um pai ou uma mãe que nunca se preocuparam com a auto-estima de seus filhos.

Eu acho que políticos, professores e intelectuais, na maioria desesperados em se autopromover, jamais darão dar oportunidades para outros vencerem, como até crianças de três anos são capazes de fazer. A fogueira das vaidades só atinge os inseguros com baixa auto-estima.

Alguns pais fazem questão até de vencer seus filhos nos esportes para acostumá-los às agruras da vida, como se a vida já não destruísse a nossa auto-estima o suficiente.

A teoria é simples, mas a prática é complicada. Uma frase desastrada pode arruinar o efeito de 50 elogios bem dados. ‘Meu marido queria que o segundo fosse um menino, mas veio uma menina’. Imaginem o efeito desta frase na auto-estima da filha. Portanto, quanto mais cedo consolidar a auto-estima melhor.

Esta tese, porém, tem seus inconvenientes. Agora que meus filhos são muito mais espertos, inteligentes e observadores do que eu tenho que ouvir frases como: ‘É isto aí Pai’, ‘Faremos do seu jeito, pai’, tentativas bem-intencionadas de restaurar a minha abalada auto-estima.

 

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Texto de Stephen Kanitz publicado na Revista Veja edição 1650.