Deus rejeita o divórcio

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento

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“Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à uma mulher; e os dois se tornarão uma só carne? Assim, ele já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém separe” (Mt 19.4-6).

Jesus conhecia as Escrituras judaicas e acreditava que elas se cumpririam nele e em sua obra (Mt 5.17-18). Também sabia o que Deus dissera acerca do relacionamento entre o Pai e seu povo, quando o comparou com o casamento. Por exemplo, Deus disse: “O seu Criador é o seu marido, o Senhor dos Exércitos é o seu nome” (Is 54.5). Disse ainda: “Naquele dia, declara o Senhor, você me chamará ‘meu marido’ [...]. Eu me casarei com você para sempre; eu me casarei com você com justiça e retidão, com o amor e compaixão. Eu me casarei com você com fidelidade e você reconhecerá o Senhor” (Os 2.16,19-20). “Mais tarde, quando passei de novo por perto, olhei para você e vi que já tinha idade suficiente para amar, então estendi a minha capa sobre você e cobri a sua nudez. Fiz juramento e estabeleci um aliança com você, palavra do Soberano, o Senhor, e você se tornou minha” (Ez 16.8). “Mas, como a mulher que trai o marido, assim você tem sido infiel comigo, ó comunidade de Israel, declara o Senhor” (Jr 3.20). Tendo essas passagens das Escrituras como pano de fundo, Jesus com certeza viu a instituição do casamento, feita por Deus na criação, como meio de retratar o relacionamento entre Deus e seu povo.

Em Mateus 19.5, Jesus cita Gênesis 2.24: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne”. Quando Deus disse, e Jesus afirma categoricamente que Deus o disse (Mt 19.4), e não apenas Moisés, o autor de Gênesis —, ele tinha em Mente (Deus tinha todas as coisas em mente) que seu povo seria a esposa, e ele, o marido. Portanto, a união entre um homem e uma mulher é uma criação ímpar de Deus, cuja idéia é retratar o relacionamento entre ele e seu povo.

Ao interpretar o decreto de Moisés sobre o divórcio (Dt 24.1), os seguidores do rabino Shammai acreditavam que o divórcio só seria possível por causa de infidelidade. Os seguidores do rabino Hillel, no entanto, argumentam que a Lei de Moisés permite o divórcio virtualmente por qualquer razão. Jesus chocou seus discípulos ao rejeitar tanto uma proposta como a outra nesse debate entre os rabinos (Mt 19.10). Em lugar de ir direto ao texto contestado (Dt 24.1), Jesus fez referência à quebra dos laços do casamento (Mt 19.4-6). A resposta final para esse problema não está numa questão legal, no exercício da tradição nem em soluções humanas, mas, sim, no plano criado por Deus (Gn 2.24). Deus nunca afrouxou nem comprometeu seus princípios. Ele redime e restaura qualquer um que busque seu perdão.

O ponto de vista de Jesus sobre o divórcio (gr. apostasion, de apoluo, “mandar embora”, significando “remover do centro do relacionamento” ou “quebrar a comunhão”) pode ser entendido apenas se visto à luz do princípio preexistente da monogamia permanente de um homem e de sua mulher, que diz que os casais devem permanecer juntos durante toda a vida. O plano da permanência é claro na metáfora “uma só carne” usada pelo Senhor. Moisés permitiu o divórcio como um artifício para proteger as mulheres tratadas com maldade por homens inescrupulosos que procuravam manipular os processos de separação. Os fariseus tomaram a “permissão” da Lei e transformaram-na em um “mandamento”, fazendo da fragilidade humana uma justificativa para se desviar do plano e propósito de Deus.

Jesus não ensinou que a parte inocente precisa divorciar-se da culpada. O propósito da cláusula de “exceção” da Lei de Moisés, repetida na explicação de Jesus, não é encorajar o divórcio. O compromisso de união no casamento não depende da vontade humana nem daquilo que o indivíduo faz ou deixa de fazer, mas, sim, do plano original e do propósito que Deus tem para o casamento (Os 3.1-3).

Deus rejeita o divórcio pelas seguintes razões:

  1. O casamento é uma instituição divina que o Senhor usou para ensinar seus fi­lhos sobre seu relacionamento com ele (Gn 1.27; Mt 19.4).
  2. O casamento é ordem clara de Deus e leva sua marca (Mt 19.4-5).
  3. O casamento une duas pessoas em uma só carne, testificando sobre o propósito de permanência que Deus tem para a mais íntima união (Mt 19.6).
  4. Jesus aponta para o exemplo do primeiro casal (Mt 19.8).
  5. Quando ocorre uma separação, as conseqüências ruins são inevitáveis (Mt 19.9).

O divórcio não será nunca a opção de Deus. De fato, Deus odeia o divórcio (Ml 2.16). No entanto, se o divórcio ocorrer por qualquer razão; Deus deseja trabalhar na restauração da pessoa que experimentou essa tragédia se houver arrependimento e desejo de reconciliação com ele.

Evangelização em casa

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Homem, Mulher

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Saiba conquistar seus familiares para Jesus 

Um dos grandes desafios do ministério com famílias é capacitar esposas cristãs ganharem seus maridos para Cristo. Embora o presente artigo seja dirigido às esposas cristãs pode ser aplicado aos maridos crentes de esposas não crentes.

Por que existem muitos casamentos mistos em nossas igrejas?

A primeira razão, louvável por sinal, é devido a ação evangelística. Na ação evangelística das igrejas, graças a Deus, muitos homens ou mulheres casadas se convertem.

A outra razão, infelizmente, se deve ao fato da desobediência de homens e mulheres cristãs que se casam com mulheres e homens incrédulos.

Que atitudes uma esposa crente deve cultivar na sua vida a fim de ganhar seu marido para Cristo?

A primeira delas, se o casamento se deu após a conversão ao Evangelho, é reconhecer que desobedeceu a vontade de Deus em relação a esse assunto e pedir o Seu perdão.

A Bíblia diz claramente que quando um homem ou uma mulher, crente em Jesus, casa-se com um incrédulo, está desobedecendo a vontade e orientação de Deus (2Co 6.14). Os pastores precisam pregar mais sobre esse tema.

Por mais bonito e educado que um jovem incrédulo seja, uma jovem, que deseja sinceramente agradar a Deus, não deve se casar enquanto esse rapaz não se converter genuinamente a Cristo.

Existem muitas desculpas para um casamento misto. Muitos, para não obedecerem a Deus, argumentam que conhecem muitos maridos que se converterem após o casamento e hoje são bênçãos na igreja. Outro argumento é que, com o testemunho do Evangelho o marido não crente irá se converter. Muitos também argumentam que o amor é mais forte e juntos superarão todas as dificuldades. São desculpas sem base bíblicas.

Em segundo lugar, mulheres crentes de maridos não crentes, precisam aprender que mesmo casadas com um cônjuge não crente, esse casamento, enquanto instituição, tem valor aos olhos de Deus.

Terceiro, mulheres crentes não devem pensar ou pedir o divórcio. Paulo deixa claro que cônjuges crentes não têm essa prerrogativa (1Co 7.12).

Quarto, antes de tentar levar o marido não crente para a igreja, as esposas cristãs devem viver o Evangelho no cotidiano do casamento. Viver o Evangelho, nesse caso, é mais importante do que pregar o Evangelho (1Pd 3.1).

Mulheres novas convertidas, cujos maridos não são crentes, não devem ser sobrecarregadas com atividades na igreja. Devem ser orientadas a não fazerem da igreja uma concorrente do marido ainda não crente.

Quinto, esposas crentes de maridos não crentes, precisam entender que seus maridos, enquanto não se converterem não terão uma visão espiritual das coisas de Deus (Rm 8.5; 1Co 2.14).

Sexto, esposas de maridos não crentes, devem encarar a conversão do marido como um dos maiores desafios de suas vidas (At 16.31). Crer nas promessas de Deus de que sua família será salva é importante para a conversão do marido.

Por último, mulheres casadas com maridos não crentes, devem ser ensinadas a darem graças a Deus por seus maridos e jamais compararem seus maridos com maridos de outras mulheres da igreja.

Não se trata de “receita de bolo”, mas se as esposas crentes de maridos não crentes seguirem esses princípios, fundamentados na Bíblia, terão êxito e ganharão, certamente, seus maridos para Cristo. O mesmo se aplica a maridos crentes de esposas não crentes.

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Fonte: Click Família

A dor da separação

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“Faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra cousa que não seja a morte me separar de ti” (Rute 1.17)

 

Quando um casamento é desfeito, a dor da separação acaba trazendo traumas e dores profundos. Muitos julgam que a vida não tem mais sentido. Tudo se desmorona ao seu redor e é muito difícil recomeçar.

Algumas pessoas se sentem frustradas e ficam revoltadas, amargando ressentimentos e mágoas. É muito duro o processo de cura e cicatrização das feridas abertas.

No livro de Rute, encontramos a figura de Noemi. Ela perdera o marido e depois seus dois filhos casados. Passou por um período de intensa dor, mas contou com o apoio de sua nora Rute que também sofria a dor da perda do marido.

No momento da separação de entes que amamos, um imenso vazio se faz em nossos corações e é essencial o apoio de pessoas queridas para superarmos todo sofrimento.

Noemi aconselhou suas noras a voltarem para suas famílias e despediu-se delas. Rute não quis deixá-la só, dizendo:“Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu” (Rute 1.16).

Tanto Noemi quanto Rute precisavam uma da outra, pois tinham problemas iguais. Elas sabiam avaliar o sofrimento porque haviam experimentado a dor da separação com a perda de seus maridos. Só existe um caminho para superar tão grande dor.

Quando buscamos a Deus Ele nos sustenta e nos consola. Sua graça se manifesta, dando-nos a força necessária para superarmos a dor da separação. Nada deve nos separar do amor de Deus. Precisamos de Sua presença a cada minuto de nossas vidas.

Precisamos, ainda, da companhia e do amor de pessoas que vivem ao nosso redor para nos amparar, aconselhar e nos consolar. Podemos ter sido abandonados ou separados daqueles a quem amamos, mas há um Deus amoroso que nos recebe em Seus braços protetores.

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústias, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Romanos 8.35).

Se nos isolarmos em nosso sofrimento, nossa dor será muito maior. Precisamos buscar a Deus, pois Ele levará nossa cruz por mais pesada que seja e Seu doce Espírito nos dará consolo e paz.

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Fonte: Aleluia.com.br, publicado em www.creio.com.br.

Ajude casais a ter fé para a restauração do casamento

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Fé é acreditar que coisas pelas quais se espera acontecerão. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1).

Casais aflitos na relação conjugal via de regra esperam desesperadamente por um casamento restaurado. Não podem “ver” esse casamento restaurado. A névoa de raiva, a chuva de lágrimas, a cortina de neve, amargamente fria, do não-perdoar, cegam­-nos para um futuro positivo. Às vezes nem sequer ousam admitir a esperança, para não se predisporem para a decepção. Não obstante, a esperança está fermentando dentro deles.

A fé sempre tem um alvo. No casamento, especialmente em casamentos em situação de crise, a fé tem alvos múltiplos:

  1. A fé envolve a confiança no caráter de uma pessoa.
  2. A fé pode ser fé em Deus pelo conhecimento de Seu Filho Jesus.
  3. Pode ser fé em Deus pelo testemunho do caráter do Espírito Santo.

Num nível diferente, fé envolve a confiança no parceiro. Quando casais buscam ajuda para resolverem as dificuldades matrimoniais, eles normalmente têm pouca fé no respectivo parceiro. Fixaram-se na conduta, nos pensamentos e nas interações negativas de seu parceiro, e a confiança se dissipou.

A fé numa pessoa está baseada naquilo que a pessoa considera uma evidência suficiente para justificar a fé. Isso é verdade quando nos tornamos cristãos. Acumulamos evidências suficientes e mudamos nossa mente, decidindo confiar em Jesus como Salvador. Casar-se também está baseado em evidências suficientes para que seja válido crer no parceiro. Parceiros interagem até que acreditam que acumularam evidências suficientes para casar. Declarar um casamento como conturbado é semelhante a uma declaração de fé. A conclusão de um parceiro, de que o casamento está em crise, depende da quantidade de evidências. Essas evidências de que o casamento tem problemas se acumulam até que um ou ambos os parceiros tropecem sobre um limiar e declarem o casamento conturbado.

Da mesma forma, crer que um casamento pode ser restaurado é uma declaração de fé que também se baseia em evidências que os parceiros acumulam. É preciso injetar fé numa situação que os parceiros de casamento vêem – do lado de fora – como desesperançosa. É preciso manter uma atitude de fé e trabalhar com o casal através do amor, para que possamos ajudá-los a construir a convicção de coisas não vistas. Parceiros que acreditam que seu casamento está fracassando fixam-se no negativo, ignorando interações positivas e qualidades do cônjuge. Podemos ajudar a reconstruir a fé no parceiro chamando atenção sistemática para o comportamento positivo do outro parceiro, para as interações positivas que o casal está tendo, e para os aspectos positivos do caráter de cada parceiro.

Você pode ajudar um casal a produzir evidências que possam formar uma nova base de fé no casamento. Use intervenções que tornam o amor visível para os parceiros. Ajude-os a apresentar evidências incontestáveis de amor. Eventualmente, num aconselhamento de êxito, acende-se a lâmpada, e os parceiros readquirem a fé de que seu casamento pode ser restaurado.

Fé não envolve apenas a convicção de que o casamento pode ser restaurado, mas também implica, com algum grau de confiança, que o aconselhamento pode ajudar os parceiros a melhorarem seu relacionamento. Muitos casais estão tão abatidos e desanimados com seu relacionamento conjugal que vêem o aconselhamento tão somente como o último e fútil passo antes de se precipitarem, de vez, no inevitável divórcio. O aconselhamento, pensam eles, simplesmente pode engraxar o declive para se divorciarem. Ajude-os a usarem os freios e a pararem longe do precipício. Isso demanda do casal que mude sua convicção sobre a possível eficiência do aconselhamento.

Fé requer que os parceiros creiam que o seu esforço para fazer tarefas em casa melhorará a relação conjugal. Parceiros problemáticos acreditam que tentaram de tudo para melhorar seu casamento. Questionam-se: Por que se aborrecer tentando mais uma coisa.? Ajude os cônjuges a adquirirem confiança de que suas ações em casa podem melhorar sua vida conjugal.

Explicitamente para casais cristãos, fé tem a conotação de em Deus. Sua fé na soberania de Deus e na intervenção ativa d’Este em suas vidas constitui um poderoso aspecto restaurador do relacionamento. Ajude os parceiros a experimentarem a atuação do Deus vivo.

Exercendo o perdão no relacionamento conjugal

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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Perdoar significa deixar livre, soltar, libertar, despedir, mandar embora, atribuir um favor incondicional àquele que nos feriu. É não levar em conta o mal causado; é não reter a mágoa ou ferida; é agir como se o incidente nunca houvesse acontecido.

No início do casamento, é fácil perdoar o cônjuge. Mas, depois de perdoá-lo várias vezes, começamos a pensar se não o estamos incentivando com nossa aparente tolerância. Às vezes, hesitamos em perdoar por temer que, ao fazer isso, estejamos permitindo que o mesmo erro ocorra novamente. Existe, porém, uma linha clara entre permitir e perdoar. Em outras palavras, podemos continuar a pedir ao cônjuge que mude seu modo de ser, e oramos para que isso ocorra, mas, se ele não mudar, recusamo-nos a deixar isso nos consumir e a nos tornar pessoas amargas. Perdoar não significa dar ao ofensor um passe livre para voltar a cometer os mesmos erros. O perdão não torna a outra pessoa certa; nos torna livres.

Perdoar é uma decisão que tomamos, e sabemos se perdoamos ou não. Não perdoamos alguém acidentalmente, sem perceber. Mas é possível não perdoar sem perceber. Achamos que perdoamos, mas não é verdade.

Perdoar é uma escolha que precisamos fazer todos os dias. E a escolha deve ser viver em perdão. Isso se aplica principalmente ao casamento. Além de amar seu cônjuge, a atitude mais importante que você deve tomar no casamento é perdoá-lo.

Até nos casamentos bem-sucedidos, o perdão é sempre necessário. Mesmo que duas pessoas completamente diferentes vivam juntas e em harmonia, sempre haverá decepções, mal-entendidos e mágoas. Precisamos sempre suportar um ao ouro e perdoar um ao outro. “Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros” (Cl 3.13). Não podemos esperar o momento em que o cônjuge mereça ser perdoado ou nos peça perdão. A falta de perdão é assassina. Mata o casamento. Mata a saúde. Mata a alegria. E ainda nos impede de caminhar perto de Deus.

Então é preciso entender que os integrantes de uma família devem ter harmonia, buscar o amor, a compreensão e o perdão sempre. Os cônjuges precisam trabalhar em cima do perdão para que as feridas do passado possam ser cicatrizadas. Um casamento não pode subsistir sem perdão, pois invariavelmente os cônjuges irão errar uns com os outros.

A verdade é que no relacionamento familiar nós experimentamos ofensas: um amigo que nos trai, um filho ingrato, a parcialidade dos pais, uma palavra áspera, uma acusação falsa, uma data pessoal esquecida, a indiferença para conosco de alguém que nos é importante. O perdão é a possibilidade da convivência.  O perdão é um indicador de nossa compreensão do amor de Deus por nós. Todos nós perante a ofensa exercemos a escolha. Podemos perdoar ou tornar-nos ressentidos, amar ou odiar, estabelecer relacionamentos ou rompê-los. A primeira escolha leva-nos à liberdade constante, uma vida de sinceridade e opções. A segunda escolha, inevitavelmente, leva-nos a uma escravidão dentro de nós mesmos. A primeira resulta em crescimento espiritual, a segunda, em amargura.

Que possamos aprender que a melhor maneira de viver um casamento em liberdade é decidir antes ser uma pessoa que perdoa. A pressão diminui, porque não haverá necessidade de tomar essa decisão todas as vezes que alguém nos ofender e precisarmos nos livrar da decepção, da mágoa ou da própria ira, por que o perdão cura e liberta.

Pelo perdão, abrimos o caminho para Deus trazer à nossa alma, a cura e a restauração. Andar em perdão é andar em vitória. Andando em perdão, não há como o inimigo conseguir penetrar em nossa alma, ferir nosso relacionamento e macular a nossa família.

A pornografia destrói a união conjugal

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Sexo e Sexualidade

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O inimigo menospreza a união conjugal e faz o possível para enfraquecê-la. É por isso que, por todos os lados que nós olhamos, há atrações sexuais para tirá-lo(a) dos trilhos – em ação ou, pela menos, em pensamento. Vemos imagens sexuais em locais inofensivos, como em outdoors, enquanto dirigimos o carro pelas ruas, ou até mesmo em revistas comuns, programas populares de televisão ou em filmes exibidos em horários nobres. As propagandas, as músicas, moda  trazem um aspecto erotizante.  Tudo isso não passa de armação preparada pelo inimigo para enfraquecer o impacto da vida sexual do casal, tornando-a menos interessante.

Se você tem o hábito de ver imagens carregadas de sexualidade, saiba que elas ficam gravadas no fundo de sua mente, coração e alma. Mesmo que sejam vistas por acaso, permanecem dentro de você para sempre. Um dia, as fantasias tornam-se realidade, e o sexo no casamento jamais será suficiente.

A pornografia é feita de uma série de mentiras nas quais a pessoa acredita. Tão logo plantadas, suas sementes se espalham como ervas daninhas com espinhos capazes de sufocar a vida e o potencial que existem em você. Se sua mente ocupar-se por muito tempo com pensamentos pervertidos, inúteis e desprezíveis, você colherá frutos pervertidos, inúteis e desprezíveis na vida.

A Bíblia diz: “Repudiarei todo mal” (Sl 101.3). A pornografia é um mal. É um ato de luxúria, não um ato de amor. A luxúria gira em torno do “eu” e do que “eu quero”. Não se importa em repartir amor nem em construir um alicerce de amor. A luxúria nunca se satisfaz. Sempre quer mais. A luxúria sempre se opõe à vontade de Deus. “Para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus” (1Pe 4.2).

Quando a pornografia controla seus pensamentos, tudo o mais na vida começa a desmoronar, porque o espírito de luxúria destrói a alma e a mente. Se você derivar os pensamentos para o que é mau aos olhos de Deus, passará a viver nas trevas. Será uma pessoa oca, desvinculada de todas as outras partes do corpo. “Pois o preço de uma prostituta é um pedaço de pão, mas a adúltera sai à caça de vidas preciosas. Pode alguém colocar fogo no peito sem queimar a roupa?” (Pv 6.26-27). O espírito de luxúria corrói a essência de quem você é e de quem virá a ser. Destrói a prática do sexo saudável e prazeroso entre o marido e a esposa. Destrói a alegria do desejo e da satisfação sexual um no outro piorando os problemas de insatisfação no relacionamento de intimidade.

Se a pornografia invadir a vida de um casal, será difícil voltar à satisfação anterior, como se nada houvesse acontecido. É preciso esforço para reconstruir uma nova vida juntos. É preciso procurar ajuda com conselheiros tementes a Deus e com parceiros de oração. Também será preciso comprometer-se a orar juntos. Não há forças do inferno capaz de enfrentar o poder de Deus manifestado em favor de um casal que ora juntos.

Deus nos adverte repetidas vezes em sua Palavra que devemos fugir dessas tentações. Devemos dar as costas a elas. Mude de canal assim que aparecerem na tela. Feche a revista. Desvie o olhar do outdoor. “O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as conseqüências” (Pv 27.12). Deus quer que a pureza domine o nosso relacionamento sexual. Significa não permitir que influências externas nos contaminem e nos infeccionem.

O vale sombrio do divórcio

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Relacionamento

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O velho homem está deitado numa cama de hospital. Mas a cama está numa sala de estar e não num quarto de hospital.

Seu corpo já não serve mais a sua vontade. Seus músculos já foram tão danificados pela doença que se esticaram e enrijeceram como um cabo de guarda-chuva.

O homem respira através de um tubo encaixado a um buraco em sua garganta. Mas apesar de seu corpo ser ineficiente, seus olhos estão abertos – e procuram por algo na sala.

Eles vasculham a sala na procura de sua parceira…

Apertando um nó e segurando firme

Seus olhos vasculham a sala na procura de sua parceira, uma mulher cuja a idade é escondida por seu vigor juvenil. Apesar de seus cabelos serem brancos, ela é saudável e ativa, em contraste com aquela figura deitada na cama.

Energicamente, ela vai executar a sua tarefa do dia: cuidar de seu marido. Com uma lealdade indiscutível, ela faz o que vem fazendo pelos últimos dois anos. Não é uma tarefa fácil: ela tem que escovar os dentes dele, fazer a barba, banhá-lo, alimentá-lo, pentear seu cabelo, escovar seus dentes.

Que cena preciosa é essa. Preciosa porque é um retrato de meu próprio pai e mãe.

Alguns poderiam dizer que é uma cena trágica do que uma doença pode fazer com o corpo de um homem. Mas enquanto isso é verdade, essa cena é uma lembrança valiosa do que a devoção pode fazer com o casamento de um casal.

Quarenta anos oferecem muitas razões para desistir de um casamento. Mais portas que o suficiente para cair fora. Eles não apenas viveram durante uma Guerra Mundial como provavelmente também enfrentaram centenas de guerras domésticas. Então o que foi isso que deu a esse casamento um poder para permanecer? Uma vez, alguns meses antes de sua morte, eu perguntei a meu pai o que havia segurado ele e minha mãe juntos.

Ele me respondeu, “Bem, deixar o outro nunca foi uma opção.”

Deixar o outro nunca foi uma opção. O que eles tinham era um casamento eterno – um casamento em que duas pessoas, face a face, dizem “Eu irei amar-te mesmo quando eu não sentir te amando. Eu irei te amar quando estiveres doente. Quando tivermos dinheiro e quando não tivermos, Eu te amarei para sempre.”

Ninguém disse que o casamento é fácil. A festa do casamento pode ser um evento, mas o casamento em si é uma conquista. Ele leva paciência, cuidados, muita entrega de si mesmo e sacrifício.

A promessa do casamento

Por que o compromisso do casamento é tão importante para Deus? Iria ajudar se lembrássemos que o nosso Deus é um Deus de compromissos. O divórcio não foi criado por Deus. Divórcio foi uma tolerância de Deus (Mt 19.8-9)

Quando violamos o acordo do casamento, violamos aquilo que Deus nos chamou para ser. “O Senhor Deus de Israel diz, ‘Eu odeio o divórcio’ por isso, tenham bom senso; Não sejam infiéis.”

É fácil falar. Você não entende Deus? Entro em minha casa como se estivesse entrando numa zona de guerra. Na sexta à tarde, eu prefiro ficar no trabalho do que ir para casa…

Nossa casa é tão cheia de tensão… Como poderia se esperar que eu cumpra esse tipo de compromisso?…

Como Deus responde a essa pergunta? “Eu espero isso de você porque Eu mesmo tenho honrado esse tipo de compromisso com você!”

Memorável. Deus estabelecendo um compromisso com o homem. Vez após vez, Ele iria honrá-lo.

Quando os filhos de Israel suplicaram a Ele durante a escravidão, Deus não os abandonou.

Quando Deus os libertou e eles quiseram voltar ao Egito, Deus não os abandonou.

Quando eles fizeram e adoraram a um bezerro de ouro, Deus não os abandonou.

Quando seu rei Davi mentiu, trapaceou, cometeu adultério e assassinato, Deus não os abandonou.

Quando Seus próprios amigos dormiram enquanto Ele agonizava na oração em Getsemani, Ele não os abandonou.

Quando Seu próprio seguidor deu um beijo de traição em Sua face, Ele não abandonou.

Quando um soldado romano o deixou em carne viva nas costas com chibatadas, Jesus não abandonou.

Quando os pregos cravados em Suas mãos e pés o proporcionaram uma dor horrível por todo o corpo, Jesus não abandonou.

Quando Ele voltou de sua cova e achou Seus apóstolos com medo, Jesus não os abandonou.

Esse é o tipo de Deus que servimos. Um Deus de promessas. Está aí o motivo pelo qual promessas são importantes para Deus. Um Deus que acredita que um compromisso estabelecido é um compromisso para ser honrado. Como um filho de Deus, essa é nossa herança. Uma herança que nos chama a sermos fiéis, não apenas a Deus, mas a nosso cônjuge. Se seu casamento precisa de uma reconstrução, você tem um Deus que o cobra a pedir a ajuda dEle para reconstruir seu lar.

Nós temos uma herança de fidelidade. Não tem razão maior para ser fiel a seu cônjuge do que honrar o Deus que foi fiel a você.

Mantendo os extremos equilibrados

Deus ama o divorciado, mas odeia o divórcio. Ah, como tendemos a ir de um extremo para o outro. Por um lado nós pregamos a ira de Deus àqueles que falharam em seus casamentos e elevamos o divórcio como se fosse um pecado acima de todos os outros (mas não é). O resultado são pessoas magoadas e feridas, perguntando a si mesmas se Deus vai algum dia ter lugar novamente para elas.

Do outro lado, em nosso esforço para sermos compreensivos com aqueles magoados e feridos pela separação, nós exageramos na compaixão. Essas pessoas irão pensar “Se o divórcio é tão fácil, então por que permanecer casado?”

Mas os extremos precisam se manter equilibrados. Deus odeia o divórcio. Ele odeia porque isso destrói seus amados filhos. Mas temos que falar na mesma altura para dizer que Deus ama o divorciado, e que esse não é um pecado acima dos outros.

Enquanto você se depara com esse dilema do divórcio, mantenha essas três verdades em mente:

Deus valoriza as pessoas. Por baixo de todo ensino teológico e doutrinal está essa verdade inabalável. E porque Ele nos valoriza, é que a lei de Deus existe, não para o nosso prazer, mas para nossa proteção. Nós pertencemos a Ele. Somos Seus filhos.

Deus valoriza a promessa. Ele é um Deus de promessas. Quando Deus promete algo Ele cumpre. Ele é honesto. Ele não volta atrás. Ele assume um compromisso. Deus sempre baseou Seu relacionamento com as pessoas através de promessas. Ele vive de acordo com a promessa, e não de acordo com um sistema ou um livro de regras.

Deus sabe que promessas quebradas quebram o coração das pessoas. Se eu o digo que irei fazer uma coisa e não faço, algo dentro de você se quebra. Se eu falho em cumprir uma promessa para minha filha, ela irá olhar para mim e dizer, “Mas pai, você prometeu.” Uma promessa é tudo o que temos. Deus sabe que, como tudo é construído através de uma promessa, quando uma promessa é quebrada, corações são quebrados.

O divórcio é uma guerra

Se você está passando por um divórcio ou se você testemunha um divórcio, você sabe como uma pessoa com um coração quebrado se parece e se sente. Divórcio nos faz dizer e fazer coisas as quais nós acharíamos outrora inconvenientes e inaceitáveis. O divórcio é uma guerra e, como em toda a guerra, existem ferimentos e fatalidades. É uma tragédia.

Você está pensando em se divorciar? Por favor, repense sobre seus planos. Dê a seu casamento tudo o que você possui. Tente o seu melhor. E se você já tiver feito isso, tente mais uma vez. Não ande apenas até o primeiro quilômetro, mas até o quinto, o décimo, o centésimo. Comece a ver o divórcio não como uma simples opção, mas como a última cartada.

Regue o casamento. Lembre-se do plano original. Mantenha-o vivo. E nunca, nunca subestime a dor de um casamento quebrado.

Lembre-se de que Deus odeia o divórcio (Mal.2:16). Divórcio não é um pecado acima dos outros. É um pecado. É errado. Mas é perdoável.

Você tem um casamento feliz? Seja compassivo com aqueles que não tem. Se existe alguém em sua igreja ou em seu círculo de amigos que se divorciou, faça sua parte para ajudá-lo.

Você está divorciado? Então procure pela misericórdia curadora de Deus. Se arrependa e recomece. Você se feriu em batalha, mas Deus pode extrair beleza de dentro da dor. Ele já fez isso antes; Ele fará de novo. Talvez a dor que você experimentou o ensinou a aconselhar outros que passam por esse sofrimento.

Qual é o limite do divórcio? O que Deus quer que façamos?

Se você está casado, Deus quer que você continue casado. Quando você se casa, você faz uma promessa diante de Deus. Ele quer que você assuma esse compromisso.

Se você está afastado, Deus quer que você faça todo o possível para se reconciliar com seu cônjuge.

É entendível que isso talvez não seja possível. As circunstâncias podem estar muito além de sua capacidade de ação. Entretanto, nosso Deus é um Deus de reconciliação. Um Deus que reconciliou uma humanidade pecadora com o Pai celeste também tem a capacidade de reconciliar casais separados. Ele não é apenas um Deus que cria, mas que também recria, e Ele quer recriar seu casamento com seu cônjuge. É um Deus que quer trabalhar dentro de seu lar e fazer o que você pensa ser impossível.

Se você está divorciado em desacordo com as escrituras, reconcilie com seu ex-marido ou ex-esposa. Se não é possível, então aceite a graça de Deus e siga em frente. Procure a partir de agora viver uma vida que agrade a Deus.

Deus é um Deus de misericórdia. Ele pode perdoar raiva, fofoca, malícia. É um Deus misericordioso. Ele é o Deus que teve misericórdia da mulher adúltera. Ele é o Deus que não apenas perdoou mas deu um propósito de vida àquela mulher samaritana que já havia passado por cinco diferentes lares. É um Deus de perdão? Sim.

No momento em que você estiver enfrentando uma possibilidade de divórcio, ou já estiver passando pela dor de um divórcio realizado, Deus quer guiá-lo para sair dessa situação.

Pegue Sua mão e saia desse vale sombrio do divórcio para um novo e ensolarado lado da montanha.

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Fonte: Texto de Max Lucado publicado no site www.jesussite.com.br.

Respondendo à crítica no casamento

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Conselhos, Relacionamento

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Certa vez um homem estava procurando algo em cima do armário de sua esposa, quando descobriu uma caixa que ela vinha escondendo ao longo do casamento.  Abriu a caixa, e dentro achou três ovos, junto com trezentos reais.  Achou estranho, e perguntou para sua esposa:

“Querida, por que esta caixa?  Por que você está guardando três ovos aqui?”

Ela respondeu, “Cada vez que eu quis apontar alguma falha sua e você não me deu ouvidos,  eu coloquei um ovo na caixa.”

“Puxa” pensou o marido, contente consigo mesmo, “isso não é tão ruim.  Somente três ovos  em catorze anos de casamento!  Mas de onde vieram os trezentos reais?”

“Bem”, ela respondeu, “cada vez que consegui uma dúzia de ovos, eu os vendi.”

Não é fácil receber críticas.  Estremece nossa segurança, balança nosso bem-estar. Mesmo assim,  a maneira pela qual respondemos à crítica revela muito sobre quem somos–talvez mais do que queremos saber.  Nossa resposta à crítica determina se ficaremos estagnados, parados no tempo, ou se realmente vamos crescer individualmente e em nossos relacionamentos familiares.

Talvez ninguém esteja escondendo ovos de você.  Mas será que você sabe receber críticas, e aproveitá-las para seu bem? Você coloca a crítica a seu serviço, ou se torna escravo dela?  Não é de surpreender o fato de que a Bíblia fala muito sobre este assunto; só o livro de  Provérbios menciona mais de 70 vezes esta marca da pessoa sábia, que sabe ouvir ensino, conselho, repreensão e… crítica!  Destes textos e outros podemos descobrir  três passos que devemos dar quando criticados, que farão nossos lares muito mais tranqüilos e sábios.  

I.  Devemos OUVIR a crítica que recebemos

Não adianta falar sobre qualquer outro passo a dar ou atitude a ter perante a crítica, antes de darmos ouvidos a ela. Muitas pessoas, talvez a maioria, nem chegam a esse primeiro passo. São os “sabe-tudo” que infelizmente precisam “pisar na bola” várias vezes antes de acordar para a realidade.

Provérbios nos aconselha a OUVIR antes de responder à crítica:

“Responder antes de ouvir, é estultícia e vergonha” Provérbios 18:13

Ouvir  caracteriza quem quer crescer e aprender:

“Os ouvidos que atendem à repreensão salutar, no meio dos sábios têm a sua morada.” Provérbios 15:31

“Ouve o conselho, e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir” Provérbios 19:20

A crítica melhora nosso caráter, e  nos prepara para enfrentar novos desafios no futuro. Aponta defeitos que podem prejudicar nosso progresso. Aquele que não sabe receber críticas já parou de crescer!

A crítica serve como as placas de advertência no trânsito. O semáforo amarelo nos adverte “Cuidado! Prepare-se para parar!”  Interpretamos “Cuidado! Se não você correr agora, será tarde demais!”  Ignorar as placas de advertência pode ser muito perigoso, especialmente no lar. Nenhum relacionamento fracassa de um dia para outro.  Sempre há luzes vermelhas que começam a piscar, nos advertindo de que algo está errado. Mas muitas vezes passamos correndo, prejudicando relacionamentos e a nós mesmos.

II. Devemos VALORIZAR a crítica que recebemos

Não é fácil, mas precisamos reconhecer que crítica é uma dádiva de Deus.  Mesmo quando a pessoa que nos critica não o faz por amor, a crítica serve para nos tornar mais sábios.  É um presente de Deus! Provérbios deixa este fato claro:

“Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” Provérbios 27.6

 ”Como pendentes e jóias de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento” Provérbios 25.12

 ”O que repreende ao homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua” Provérbios 28.23

Anos atrás tive o privilégio de viajar para a África, para uma colônia de pessoas leprosas.  Vi os resultados trágicos daquela doença e aprendi a valorizar a dor. A lepra ataca o sistema nervoso, e a pessoa perde sua sensibilidade à dor. Mas ao invés de ser uma bênção (imagine não ter mais dor!), a ausência de dor leva a pessoa a ter feridas graves, perdendo dedos, braços e pernas porque não sente mais aquele alerta de que algo está errado no corpo. O fato é que a crítica dói, e ninguém gosta de dor. Fazemos de tudo para evitá-la. Mas quando fugimos da dor de crítica, corremos grandes riscos de estagnar o desenvolvimento de relacionamentos sadios, especialmente no lar. Precisamos aprender a receber correção, mesmo que doa, como sendo um ato de amor.

III. Devemos RESPONDER POSITIVAMENTE à crítica que recebemos

A última resposta à crítica prova se ainda somos pessoas moldáveis ou se já estamos “petrificadas”. Chegamos ao momento da decisão.  O que faremos com a crítica que recebemos? Mais uma vez, Provérbios oferece conselho sadio:

“O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” Provérbios 28.13

 ”Os ouvidos que atendem à repreensão salutar, no meio dos sábios têm a sua morada.” Provérbios 15.31

Tiago acrescenta: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” Que pena olhar no espelho da Palavra (ou da crítica), ver quem somos, e depois virar as costas dizendo “Sou assim mesmo. E daí?” A crítica é uma marca do amor de Deus em nossa vida! Precisamos andar seguros de quem nós somos em Cristo (Ef 1-3). Assim, descansaremos na soberania de Deus que nos proporciona a crítica para nos manter humildes e ensináveis, pessoas que continuam crescendo na Sua graça.

Quem não vive pela graça de Deus mas, sim, pelo desempenho, está condenada a uma vida de comparação com os outros, ira, desânimo, mentira e fuga. Terá que usar máscaras para fingir ser o que não é.  Essa vida hipócrita não é a vida de quebrantamento e humildade constante que o Senhor Jesus requer (Mt 11.28-30). Para realmente crescermos em sabedoria, precisamos recebê-la com um espírito de humildade e gratidão, com dependência total na graça de Deus revelada no perdão de Cristo.  Ele sabe que somos pó, e quer transformar esse pó em diamante. Além disso, é a melhor maneira de não acumular uma caixa de ovos em cima do seu armário!

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Fonte: Texto de Pr. David J. Merkh e publicado no site www.estudosgospel.com.br.

Harmonia conjugal

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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Este é um vídeo que vale a pena assistir.

 

 

Dê um click sobre o link abaixo:

Casal Tocando Tico-Tico _-_ Duo_ Siqueira_Lima

 

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Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=wzFmLGVG2fY.

Enfrentando as crises no casamento sem pensar em desistir

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Relacionamento

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Não há casamento sem problemas. Todo casamento exige renúncia e adaptação. Nenhum casamento sobrevive sem perdão e restauração.

Hoje falamos repetidamente que família é o nosso problema número um. A família tem sido atacada vigorosamente pelas perigosas filosofias pós-modernas. Os fundamentos têm sido destruídos (Salmos 11.3). Estamos vivendo no meio da era pós-moderna, onde os valores absolutos das escrituras não estão sendo observados, mas repudiados. O que temos hoje não é apenas um comportamento imoral, mas a perda de critérios morais. Estamos enfrentando não apenas um colapso moral, mas um colapso de significado. Não há absolutos. Gene Edward Veith ainda afirma que, se não há absolutos, se a verdade é relativa, então não pode existir estabilidade, conseqüentemente, a vida perde o sentido.

O inevitável resultado do relativismo deste tempo é a falência dos valores morais, a fraqueza da família e o aumento espantoso da infidelidade conjugal. Valores relativos acompanham o relativismo da verdade. Em 1969, bem no meio da “revolução sexual, 68% dos americanos acreditavam que relação sexual antes do casamento era errada. Em 1987, mesmo a despeito do surto da AIDS, somente 46% acreditavam que o sexo antes do casamento era errado. Em 1992, somente 33% rejeitavam o sexo pré-marital. Infidelidade conjugal tem sido uma marca da sociedade contemporânea. Segundo algumas estimativas, 50 a 65% dos maridos e 45 a 55% das esposas têm sido infiéis até os 40 anos. Outros identificam que 26 a 70% das mulheres casadas e 33 a 75% dos homens casados têm se envolvido em casos extraconjugais, que têm sido não apenas comuns, mas altamente destrutivos”.

Divórcio tem sido estimulado como solução. Comentaristas sociais são notórios em afirmar que metade dos casamentos nos Estados Unidos termina em divórcio. Contudo, divórcio não é uma sábia solução para casamentos em crise, mas um sério agravante, um outro problema que na maioria das vezes, traz profundo sofrimento e frustração.

A psicóloga Diane Medved, diz que os casais estão chegando à conclusão que o divórcio é mais danoso do que enfrentar as crises juntos. As conseqüências e as seqüelas do divórcio são devastadoras a curto, a médio e a longo prazo. Há muitos casais e filhos arrebentados emocionalmente pelo divórcio. A presença de casamentos em crise, casamentos quebrados e até mesmo do divórcio está aumentando não apenas entre os não cristãos, mas também dentro das comunidades evangélicas. Há também, muitos líderes religiosos enfrentando divórcio. Isso é uma realidade que não pode ser negada. Contudo, à luz das Escrituras Sagradas, o divórcio não é a solução divina para a crise do casamento. Não é sensato fugir do problema em vez de enfrentá-lo. De fato não existe casamento perfeito. Não há casamento sem problemas. Todo casamento exige renúncia e adaptação. Nenhum casamento sobrevive sem perdão e restauração. Muitas pessoas hoje estão discutindo e procurando divorciar antes de entender o que as Escrituras ensinam sobre casamento.

Casamento não é uma união experimental. A aliança conjugal não termina quando as crises chegam. Só duas cláusulas de exceção para o divórcio nas Escrituras: a infidelidade conjugal (Mateus 19.9) e o abandono (1 Coríntios 7.15). Divórcio por quaisquer outros motivos e novo casamento constitui-se em adultério (Mateus 5.32).

Como, então, enfrentar crises no casamento sem pensar em desistir?

Reconhecendo que o casamento não é uma invenção humana, mas uma instituição divina

O casamento não é um expediente humano. O próprio Deus estabeleceu, instituiu e ordenou desde o início da história humana. Gênesis 2.18-24 revela que o casamento nasceu do coração de Deus quando não havia ainda legisladores, nem leis, nem Estado, nem igreja. Casamento é um dom de Deus para o homem e a mulher. Deus não apenas criou o casamento, mas também o abençoou (Gênesis 1.28). qualquer esforço de atentar contra os princípios estabelecidos para o casamento conspira contra Deus, que o instituiu. Por isso, Ele odeia o divórcio (Malaquias 2.14).

Reconhecendo a natureza do casamento

Quando Jesus foi questionado pelos fariseus sobre o divórcio (Mateus 19.3-4), Ele não discutiu antes de falar sobre a natureza do casamento, de acordo com os princípios estabelecidos na própria criação (Mateus 19.4-8).

De acordo com o padrão absoluto de Deus, estabelecido na criação, o casamento em primeiro lugar é heterossexual (Gênesis 1.27). União homossexual é abominação para Deus (Levítico 18.22; Romanos 1.24-28).

Em segundo lugar, o casamento é monogâmico (Gênesis 2.24).

Em terceiro lugar, o casamento é monossomático (Gênesis 2.24). João Calvino disse que a união do casamento é mais sagrada e mais profunda do que a união que liga os filhos aos pais. Nada senão a morte pode separá-los.

Em quarto lugar, o casamento é indissolúvel (1Coríntios 7.3). Jesus afirmou que marido e mulher não são mais dois, mas uma só carne e o que Deus uniu o homem não pode separar(Mateus 19.6). Divórcio, portanto, é uma rebelião contra Deus e seus princípios.

Em quinto lugar, o casamento não é compulsório. O celibato é um dom de Deus, não uma imposição ( Coríntios 7.32-35). Embora a razão do casamento seja para resolver o problema de solidão, Deus chamou para serem uma exceção à sua própria norma (Gênesis 2.18,24; Mateus 19.11-12; 1 Coríntios 7.7).

Reconhecendo que em Deus podemos superar as crises do casamento sem azedar o coração

Jesus disse para os fariseus que o divórcio nunca foi uma ordenança divina, mas uma permissão, e isso, por causa da dureza dos corações (Mateus 19.7-8). O divórcio ocorre por que os corações estão endurecidos. Dureza de coração é a indisposição de obedecer a Palavra de Deus. É a indisposição de perdoar, restaurar e recomeçar o relacionamento conjugal de acordo com os princípios de Deus. De acordo com Jesus, o divórcio jamais é compulsório, onde existe espaço para o perdão. Divórcio é conseqüência do pecado, não é uma expressão da vontade de Deus. Perdão e restauração são melhores que o divórcio. Divórcio não é compulsório nem em caso de adultério. Restauração é sempre o melhor.

Concluindo, ressaltamos que a igreja precisa dar ênfase à famílias fortes. Casamentos estáveis resultam em famílias, igrejas e sociedades saudáveis. A solução para o casamento e para a família não está nos modelos falidos da sociedade pós-moderna, mas eterna e infalível Palavra de Deus. O mesmo Deus que instituiu o casamento tem solução para os casamentos em crise. Somente Deus pode curar relações quebradas, trazendo esperança onde os sonhos já morreram; trazendo vida, onde as sombras da morte já escurecem os horizontes; trazendo cura e restauração, onde as feridas estão cada vez mais doloridas. O grande desafio para a igreja e sociedade contemporânea é retornar para Deus e obedecer aos seus mandamentos. O mesmo Deus que criou o casamento tem solução para ele. Deus é o criador, sustentador e restaurador do casamento. Quando Ele reina no casamento, o divórcio não tem espaço.

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Fonte: Artigo escrito pelo Rev. Hernandes Dias Lopes, pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB. Publicado no site www.ejesus.com.br.