Casal de “bobos”

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, , Relacionamento

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Com alguma frequência minha esposa é chamada de boba por algumas pessoas que não concordam com a sua forma de ser esposa e mãe.

Para aqueles que pensam segundo os padrões da sociedade moderna, eu também estou no rol dos esposos considerados “bobos”.

Portanto, assim como outros casais que conhecemos, somos um casal de “bobos”!

Mas, por que somos “bobos”? O que é uma esposa “boba”? O que caracteriza um esposo “bobo”?

Segundo os “sabidos”, as esposas “bobas” são aquelas que cuidam da casa com dedicação, preparam as refeições, arrumam o ambiente e dispensam atenção ao esposo e filhos.

As esposas “bobas” são submissas aos esposos, entendendo que eles foram responsabilizados por Deus para serem cabeça da esposa, conforme o ensino bíblico: “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja…” – Efésios 5:23.

As esposas “bobas” deixam de usar aquela roupa que seus esposos percebem ser inconvenientes.

As esposas “bobas” não exigem de seus esposos mais do que sabem que eles podem fazer pela família.

As esposas “bobas” não dão ouvidos ao movimento feminista, que prega a emancipação da mulher.

E os esposos “bobos”? Os esposos “bobos” são aqueles que amam suas esposas, obedecendo ao mandamento do Senhor: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela.” – Efésios 5:25.

Os esposos “bobos” respeitam suas esposas, procurando tratá-las com mansidão. Eles prezam pela convivência pacífica da vida conjugal. 

Os esposos “bobos” investem na família, procurando oferecer o melhor à esposa e filhos.

Os esposos “bobos” não desejam ter outra mulher, pois consideram suas esposas como querem ser considerados.

Os esposos “bobos” não perdem noites em farras com os amigos, pois valorizam a vida comum do lar, ao lado das esposas e filhos.

Agora, o que é mais interessante: As estatísticas mostram que as esposas e esposos que não são “bobos” têm uma péssima convivência, criam filhos mal preparados para a vida, são pessoas infelizes, e caminham rumo à separação.

Portanto, prefiro ter uma esposa “boba” e ser um esposo “bobão”.

Acredito que o mundo seria bem melhor com mais casais de “bobos”.

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Fonte: Texto de Pr. Isaías Alexandria Costa – isaias.alexandria@gmail.com.

Família – Instituição divina

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Liderança, Relacionamento

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“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornado-se os dois uma só carne”. Gênesis 2.24

Rui Barbosa afirmou: “família é a célula mater da sociedade”. John MacArthur escreveu: “Talvez sejamos testemunhas da morte da célula básica de toda a civilização, a família”. Quando Deus instituiu a família visou ao homem e a sua esposa oportunidade de prazer, convívio mútuo e meio de procriação, uma forma de se multiplicar.

A família é de fato a primeira sociedade da qual se faz parte. Ela é a mais importante. A única que tem laços indissolúveis. Nela se vive a maior parte da existência. Nela se pode desenvolver talentos naturais e dons espirituais.

À família cabe a educação primeira dos filhos, o ensinar as primeiras letras e o dar os primeiros passos. É ela quem solidifica os valores éticos e morais e é nela que se aprende sobre o valor das coisas espirituais.

Talvez seja por isso que o diabo ataca tão ferozmente à família. Ele, mais do que qualquer outro, sabe que destruída a família, a sociedade se desfará automaticamente. Por isso não poupa nenhum esforço em solapar os alicerces éticos, morais e espirituais sobre os quais está alicerçada. John MacArthur comenta que os “Sinais do declínio da família são abundantes e evidentes à nossa volta. Numerosos fatos confirmam o amargo prognóstico. Quase não há necessidade de citar estatísticas”.

MacArthur afirmou que “Nestes últimos quarenta anos, desfilam continuamente diante de nós os sinais do colapso da família: divórcio, revolução sexual, aborto, esterilização, delinqüência, infidelidade, homossexualidade, feminismo radical, o movimento dos direitos das crianças, ao lado da banalização dos lares de pais solteiros, o declínio da família nuclear; e outros sinais semelhantes. Assistimos ao entrelaçamento de uma intrincada corda que acabará por estrangular a família até a morte”.

Grande é a responsabilidade da igreja e maior ainda da família cristã, pois pesa o compromisso de ser fiel a Deus e a sua palavra. Quanto maior for o estrago na sociedade, maior o dever de manter firmes as estacas, de ter os mourões bem fincados, de ter sólido o alicerce sobre o que se mantém firme a família.

Segundo MacArthur isso é possível, ainda que haja uma orquestração diabólica para destruir a família, existem pessoas preocupadas com a sua destruição e dispostas a pagar o preço da restauração, ele afirma: “Felizmente, as vozes que clamam por essas alternativas orwellianas para a família ainda são minoria. Até mesmo os sociólogos seculares, em sua maioria, avaliam o declínio da família como absoluto desastre. Muitos concordam que a família é um bloco fundamental na construção da sociedade civilizada, e admitem livremente que, se a família não sobreviver – e prosperar – como instituição, a autodestruição da sociedade pode não estar muito longe”.

Com a convicção de que a família é bênção de Deus, pois ele a instituiu para o bem do seu povo e para a sua própria glória, que todo o esforço seja feito para a preservação saudável da mesma.

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Fonte: Texto de Carlos Henrique, extraido do site www.mackenzie.com.br.

A arte de amar minha família

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Liderança, Pais e Filhos

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Dificilmente haverá outro desafio na vida que comece com tantas esperanças e expectativas e que atualmente termine em tantos fracassos e decepções como o desafio de amar alguém. Por que as pessoas fazem tantos sacrifícios por amor, sofrem, choram, sonham muito ou abandonam muitos sonhos tudo pelo desejo de amar e de ser amado? É fato que estamos vivendo um momento em que o “amor de muitos esfriou”. As pessoas em geral banalizam o amor e o casamento.

O amor é muito mais do que um sentimento, é uma atividade, implica em atitude, em ação. E a característica básica dessa ação é o dar, e não o receber. Dar implica em ser privado de algo, se sacrificar (Jo 3.16).

Outra característica do amor é cuidado. É preocupação com cada detalhe da vida do outro, é estar atento às suas necessidades, sonhos, desejos. Quem cuida está sempre alerta, atento ao que o outro pensa, fala, age. Cuidar é trabalhar pelo e para o outro. É sentir-se responsável por alguém e estar disposto a responder positivamente às necessidades desse outro, principalmente as emocionais.

Amar envolve respeito: não é ter medo, temor do outro, o significado de respeito vem da sua raiz (respicere = olhar para), ou seja, a capacidade de ver uma pessoa tal como ela é, na sua individualidade e singularidade. É querer que a pessoa amada cresça e se desenvolva por si mesma, por seus próprios modos, e não com o fim de servir-me. Se amo alguém, aceito-a tal como ela é, e não trabalho para que ela seja como eu necessito que ela seja.

Por fim, quando amo alguém desejo conhecê-lo cada vez mais. Cuidar e respeitar uma pessoa não é possível sem conhecê-la. O quarto elemento do amor, conhecimento, só é possível quando me disponho a sair da periferia e penetrar no mais íntimo do outro! Quem ama conhece profundamente!

Amar, portanto, nosso cônjuge e filhos não é fácil, pois como vimos, amar é muito mais do que dizer “eu te amo”. Amar dá trabalho, leva tempo e exige de nós uma disposição intensa em doar o melhor de nós para o outro. O melhor de nosso carinho, do nosso tempo, dos nossos pensamentos, dos nossos desejos, enfim o melhor de nós mesmos. A semelhança de nosso Pai Celeste é exatamente isso que precisamos fazer por quem amamos. Que Deus aperfeiçoe esse amor em nós.

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Fonte: Extraído do site do Ministério Espaço Amor à Família, escrito por  Pr. João Paulo Bandeira e psicóloga Márcia Bandeira.  

A infidelidade conjugal também é uma maldade

Publicado por Vera Leitão em Casamento, Família, Relacionamento, Sexo e Sexualidade

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Uma das dores emocionais tida como a mais forte e devastadora é a que uma pessoa traída pelo cônjuge experimenta. Pessoas que passaram por esta experiência descrevem que foi como se uma faca tivesse atingido seu coração, partindo-o. Estudo científico feito pela Profa. Dra. Carmita Abdo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, publicado com o título “Descobrimento Sexual do Brasil”, revela dados alarmantes sobre o perfil de infidelidade dos brasileiros, homens e mulheres.

Nada justifica a traição num casal. Mesmo que explique, não justifica. Justificar tem que ver com provar que houve uma razão legal (dentro da lei) para o ato, ou significa tratar como justo um comportamento ou ainda provar a existência de um motivo legítimo para o ato realizado. Trair não é justo.

O cônjuge que trai age injustamente. O cônjuge traído talvez tenha sido injusto no sentido de ter privado o outro de atenções, sexo, diálogo, companhia, etc. Ambos, traído e traidor, geralmente têm culpa no caso de uma infidelidade no casamento. Na verdade, não há um carrasco e uma vítima. Ambos erram.

Há casos em que o traidor age com traição de maneira muito injusta, sendo, assim, muito mais culpado da situação de dor e desmoronamento do relacionamento, tendo aberto uma ferida de muito difícil cicatrização. Há pessoas que traem porque são compulsivas sexuais cujo cônjuge não tem quase nenhuma culpa, se alguma, pelos constantes e freqüentes episódios sexuais fora de casa deste indivíduo adicto ao sexo.

Trair é uma maldade. Também. Se o cônjuge traído sempre foi fiel e fica sabendo da situação, instala-se uma dor de difícil cura. Abre-se uma ferida cheia de “pus” de ódio, tristeza, estranheza, sensação de estar casado agora com um inimigo, “sangra” muito. O que era íntimo, fica afastado; o que era confiável, fica desconfiado; o que era amigo, parece inimigo; o que era conhecido, fica estranho.

Dra. Abdo e equipe pesquisaram entre 3106 mulheres brasileiras e encontraram que as que menos traem seu marido são as do Paraná (19,3%) enquanto que as que mais traem são do Estado do Rio (34,8%). Outros Estados ficaram assim quanto à percentagem de mulheres que traem (em média): Pará 20,3%; Santa Catarina 23,3%; Mato Grosso do Sul 23,6%; São Paulo 24,1%; Bahia 25,2%; Pernambuco 26,5%; Ceará 26,7%; Goiás 27,7%; Minas Gerais 29,5%; Rio Grande do Norte 30,2% e Rio Grande do Sul 31,7%.

Quanto aos homens, os que menos traem são os do Paraná também, mas mesmo assim com índice muito alto (43%). Depois vem São Paulo com 44%; Minas Gerais 52%; Rio Grande do Sul 60%; Ceará 61% e o estado com maior número de homens infiéis é a Bahia com 64%. Ou seja, em cada 100 homens baianos casados, 64 traem suas esposas em algum momento da vida segundo este estudo da Dra. Carmita.

A prevalência de um “caso sexual” entre 6846 participantes da pesquisa mostrou o seguinte quadro: 50,6% dos homens brasileiros admitiram ter tido um “caso sexual” com outra mulher, enquanto que 25,7% das mulheres admitiram ter tido sexo com outro homem. Ou seja, em cada 100 homens casados no Brasil, 50 tiveram um “caso” e em cada 100 mulheres casadas, quase 26 também tiveram contato extraconjugal sexual. Uma lástima e uma tragédia indevidamente alimentada pela má mídia.

A internet favorece a infidelidade conjugal. Pessoas casadas frustradas em seu casamento buscam “amor” virtual. Isto mascara o problema e pode complicar as coisas. Cerca de 60% dos casos de traição virtual termina em sexo real.

Uma pessoa casada que busca erotismo na internet está maltratando seu casamento porque estará comparando injustamente seu cônjuge com uma imagem pornográfica. Da mesma forma a pessoa casada frustrada em seu matrimônio que busca romance na internet está afundando ainda mais seu relacionamento e de uma forma injusta porque é muito fácil ser “amável” virtualmente e mostrar uma imagem de incompreendida ou vítima para a pessoa no outro lado do chat. Ilusões são criadas e a coisa piora. E a verdade é que uma pessoa “interessante” também tem problemas.

A saída para evitar a infidelidade conjugal passa por diálogo sincero, humildade de ambos, marido e mulher, para aceitar dificuldades pessoais e procurar ajuda para resolvê-las, aceitar a limitação de todos os seres humanos para nos amar como sonhamos ser amados e aceitar o amor possível, parar de ter obsessão pelo outro, e aprender que homem e mulher são diferentes do ponto de vista comportamental o que produz a necessidade de aceitar as limitações pessoais e a compreensão de que o outro nunca poderá preencher todas as necessidades de cada um.

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Fonte: Texto do Dr. Cesar Vasconcelos e publicado no site www.portalnatural.org.br.

O que você pode fazer para confiar?

Publicado por Sérgio Leitão em Amizade, Casamento, Pais e Filhos, Relacionamento

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Com frequência é dito que a confiança é a pedra fundamental de qualquer relacionamento bem-sucedido. E eu concordo plenamente com isso. A confiança é fundamental em um relacionamento amoroso ao validar o sentimento de segurança que nós precisamos sentir para poder em troca dar o nosso amor àquela pessoa. Mas o que acontece quando uma pessoa tem dificuldade em confiar na outra com a qual se relaciona? Quanto isso causa de impacto no outro? 

É triste pensar que existem pessoas que são incapazes de confiar completamente em outra por sentirem um medo enorme e muito arraigado dentro de si de serem feridos e sofrer.  Esse medo com frequência nasce de alguma experiência traumática que ainda não foi resolvida. As pessoas que têm problemas de confiança em seus relacionamentos vão continuar a carregar consigo sua incapacidade de partilhar seu amor com os outros, até o momento em que eles decidam trazer o tema à tona e trabalhá-lo para chegar a um desfecho positivo.

Se você acha que tem esse problema e ele está impedindo você de sentir e viver plenamente um relacionamento amoroso, então você precisa confrontar a falta da confiança você mesmo. Não dependa dos outros para resolverem problemas que são seus, pois você é o único que pode realmente solucioná-lo. Apesar de haver muitos bons recursos para ajudar a lidar com essa questão, como livros e manuais, eles servem só para informação; o verdadeiro trabalho para deixar de ter medo de confiar deve acontecer dentro de você, ao você se permitir conhecer esse medo, as situações desencadeantes, conseguir entendê-las e recontextualizá-las. E então permitir-se ir experimentando situações em que pode voltar a experimentar confiar em quem ama!

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Fonte: Texto de Cláudia Bruscagin, publicado no site www.outraleitura.com.br.

As fases da separação

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Família, Relacionamento

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Conheça as etapas desse árduo processo e saiba como superá-las.

Por mais diferente que uma pessoa seja da outra, o processo de separação tem fases pelas quais todo mundo passa.

Listamos todas elas para você saber que o que está acontecendo – ou está prestes a acontecer – como você é normal, faz parte do processo de rompimento.

A decisão. As insatisfações se tornam visíveis. Não existe mais diálogo, companheirismo, prazer de estar junto e as discussões que eram mensais começam a ser quase diárias. Pesa-se novamente os prós e contras e decide-se adiar a ruptura, apostando no resgate da relação. O processo de decisão, por qualquer uma das partes, é lento. É assustadora a idéia de construir uma vida sozinha e triste admitir que o relacionamento acabou. Há muito medo e dúvida envolvidos, seja por questões financeiras ou emocionais. Essa fase pode ser aberta e conhecida pelo casal, se eles optam por discutir os problemas e encontrar soluções, ou silenciosa. Passa o tempo e as coisas pioram novamente, com uma carga cada vez mais insuportável. A relação se transforma numa guerra ou num tédio completo. A tensão é tanta que não há mais saída. O momento de decisão fica mais claro quando ao invés de questionar o tempo todo como está o meu casamento?, você começa a perguntar como eu estou? É hora de encarar a separação de frente, sem jogar nada sob o tapete.

A negação. Há uma fase inicial em que se começa a negar que as coisas estavam tão ruins assim. Você acha que está exagerando, jogando uma relação longa e legal pela janela por besteira, que é só uma crise que passa como as outras. A negação é comum e pode vir tanto de quem decidiu pela separação ou pelo outro. Afinal, separar é doloroso, difícil e tendemos a esquecer as coisas ruins do relacionamento para tentar aplacar a dor da ruptura. O ser humano é ambivalente e os sentimentos também. Portanto, você vai demorar um tempo para ter certeza de que tomou a decisão certa (ou se ele tomou). É possivelmente perfeito querer sair fora da relação e ao mesmo tempo sofrer um medo danado de concretizar a perda.

Fracasso. Porque o divórcio representa o fim de um projeto de vida, cujo o investimento emocional foi muito grande. Afinal, ninguém casa pensando em separar. Por mais prática e realista que seja, você sempre acha que vai ser para sempre, que vai sempre ser amada e amar aquele homem. E mais, ele conhece tudo da sua vida, é seu porto seguro e muitas vezes, seu único amigo. Você fica descrente nos relacionamentos como um todo, acha que nunca mais vai se apaixonar e casar. Acha que todos são descartáveis e nada é duradouro. E que você não é capaz de fazer alguém amá-la.

Culpa. Aparece em consequência da incapacidade que sentimos por não conseguirmos salvar esse projeto (onde eu errei, porque ele não gosta mais de mim, o que aconteceu, por que eu?).

Rejeição. Se a separação foi pedida por ele, é inevitável. Uma das coisas mais difíceis de ouvir é que você não é mais amada. A auto-estima cai, você se sente feia, desinteressante. Cuidado para não se humilhar ou transformar esse sentimento em rancor, principalmente quando ele começar a namorar de novo.

Medo. Em menor ou maior grau, sempre está presente. Medo de não conseguir ser feliz de novo, da solidão, de reconstruir a vida financeiramente e emocionalmente.

Os altos e baixos. No meio disso tudo, há dias em que você está se sentindo ótima, livre, poderosa e corajosa e dias em que não consegue dar um sorriso, acha que o mundo vai acabar, que é vítima de todo o sofrimento, a mais feia. Não se desespere. É normal. Vai chegar um momento em que os altos serão cada vez maiores que os baixos.

Manter a amizade ou querer vingança. É difícil quebrar o vínculo com quem se foi tão íntimo, amado e que te conhece tão bem. Quase impossível. O tempo cura isso e o distanciamento é inevitável, mesmo que a separação tenha sido amigável. É, acima de tudo, essencial para o recomeço da sua vida. Não fique se sentindo na obrigação de entender tudo, compreender o que ele sente, o que está acontecendo e não se culpe por ataques de ciúme e posse. Tente ser amiga, sim, mas respeite seus limites. Se você sofre ao ouvir que ele saiu com amigos, não pergunte e não procure saber.

Do lado oposto, não nutra ódio ou revanche. No fundo esses sentimentos também são a maneira, negativa, de não cortar o vínculo, um processo lento, doloroso e necessário. Melhor não falar com o ex do que ficar brigando e tramando vingança. Melhor para você.

Começar de novo. É difícil, e no começo muito desanimador. Há a excitação de cair no mundo, solteira, fazer o que quiser, decorar a casa como bem entender. Mas há o medo, a solidão, o vazio. A cama que antes tinha dois agora só tem você, coisas que estava acostumada a fazer não tem mais graça sem a companhia dele. É preciso muita coragem e estrutura emocional nessa hora. Reúna os amigos, a família, tenha sempre gente por perto para os momentos de solidão. Mas não fique empurrando os sentimentos para baixo do tapete. Devagar, vá se acostumando com o tempo que tem sozinha. Ele também é precioso.

A perda definitiva. Acontece quando o outro começa um novo relacionamento. Tristeza, acessos de ciúme e posse são inevitáveis. Afinal, ele era exclusivo seu e vê-lo com outra pessoa dói porque você inevitavelmente se compara à nova parceira e porque é um sinal definitivo – ou quase – de que você perdeu, que a relação acabou mesmo e, principalmente, que você foi substituída. 

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Fonte: Texto da jornalista Thais de Oliveira. Publicado no site www.cadadia.net.

Conselhos aos casais

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  1. Nunca fiquem ambos zangados ao mesmo tempo.
  2. Nunca lance em rosto um ao outro um erro do passado.
  3. Nunca se esqueçam das horas felizes de quando começaram a se amar.
  4. Nunca se encontrem sem um termo bem vindo.
  5. Nunca usem indiretas, quer estejam sozinhos ou em presença de outros.
  6. Jamais grite um com o outro, a não ser que a casa esteja pegando fogo.
  7. Procure cada um se esforçar ao máximo para estar de acordo com os desejos do outro.
  8. Seja a renúncia de si mesmo o alvo e a prática de cada dia.
  9. Nunca deixem o sol se pôr sobre qualquer zanga ou ressentimento melhor mesmo é não zangar-se!
  10. Jamais dêem ensejo a que um pedido razoável tenha de ser feito duas vezes.
  11. Nunca façam um comentário em público, que possa magoar o outro. Pode parecer engraçado, às vezes, mas fere.
  12. Nunca suspirem pelo que poderia ter sido, mas tirem o melhor partido daquilo que é.
  13. Não censurem nunca, a não ser que tenham a certeza de que uma falta foi cometida, e mesmo assim falem sempre com amor.
  14. Jamais se separem sem palavras amáveis, nas quais pensem enquanto separados. Breves palavras proferidas na manhã preenchem um longo dia.
  15. Não deixem que nenhuma falta cometida fique sem ser confessada e perdoada.
  16. Não se esqueçam que o lugar mais próximo do céu na terra é aquele em que duas almas se tornam rivais no altruísmo.
  17. Não fiquem satisfeitos enquanto não tiverem certos de que estão ambos trilhando o caminho estreito e reto, um ajudando o outro.
  18. Jamais se esqueçam que o casamento foi estabelecido por Deus e que só a sua benção pode torná-lo o que deve ser.
  19. Não permitam que esperanças terrenas os distanciem do lar eterno.
  20. Jamais deixem de regar o amor com muito carinho e afeto.

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Fonte: “Autor Desconhecido”

O pastor, a noiva e a esposa

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Certa vez um jovem evangelista estava enfrentando sérios problemas com a esposa. Em vez de procurar resolvê-los, preocupava-se mais com sua reputação e com a campanha evangelística que estava para realizar do que tentar reconquistar a esposa e restabelecer o relacionamento de ambos. Certo dia, quando se ajoelhou para orar acerca do grande ministério que deseja exercer para Deus, o Senhor lhe dirigiu uma pergunta muito inquietante: “Como posso confiar-lhe a minha noiva, se você não está sabendo cuidar da sua?”. Esta história narrada por Larry Lean no seu livro “Num uma hora” mostra o que pode ser uma realidade muito marcante na vida daqueles que foram chamados por Deus para ser pastor.

Às vezes, o pastor, nas melhores das intenções, dedica-se com empenho para cuidar da Noiva de Cristo e esquece de cuidar da sua esposa, do seu casamento e da sua própria família. Muitos pastores do passado, e alguns do presente, cometem esse equívoco.

Pesquisas realizadas com pastores americanos apontaram que os obreiros mais satisfeitos e produtivos no ministério eram aqueles que estavam bem em seus casamentos e relacionamentos familiares. Uma outra pesquisa, citada H.B. London Jr e Neil Wiseman, no livro “Despertando para um grande ministério”, mostrou que 33% dos pastores estavam insatisfeitos com o nível de intimidade em seus casamentos, 6% dos cônjuges destes estavam igualmente insatisfeitos e 19% tinham tido algum tipo de contato sexual impróprio com outra pessoa que não o cônjuge. A pergunta que se coloca é a seguinte: Como os próprios pastores, organizações (Ordens de Pastores e Seminários) e as igrejas podem contribuir para que os pastores estejam bem nos seus casamentos e relacionamentos familiares?

O primeiro passo deve ser dado pelos próprios pastores. Neste sentido a conscientização da importância de ser viver as recomendações de Paulo a Timóteo, especialmente o texto de 1Tm 3. 4,5,  é crucial. Um trabalho pastoral desprovido da vivência deste texto enfraquece o pastor perante seu próprio casamento e filhos como também tira-lhe a autoridade de ministrar a outros. Quando um pastor vive em harmonia com o seu casamento, cuida melhor da Noiva de Cristo. Quando vive o papel de um pai amoroso e amigo, tem melhores condições de cuidar dos filhos de Deus. Em fim, quanto mais o pastor viver uma vida familiar saudável melhor trabalho fará com a família da fé que é a igreja.

Pastores precisam se conscientizar que o casamento deve ser alimentado cotidianamente, seja através de palavras e atos. Tomar decisões de investir tempo para estar com a esposa a sós, seja num passeio diário ou semanal, nas comemorações de aniversário de casamento ou namoro são importantes para se construir uma vida conjugal saudável.

Os seminários e institutos teológicos também têm um papel fundamental na vida conjugal de futuros pastores. É lá que os jovens solteiros, muitos já casados, é verdade, estão se preparando para o exercício das funções pastorais. Para tanto, a experiência positiva de obreiros que já estão nas lides pastorais deve ser compartilhas. Por que não compartilhar também os fracassos para que sirvam de alertas para os futuros pastores? Um outro caminho seria a realização de eventos, conferências e eventos objetivando o fortalecimento das famílias já constituídas que estão nos seminários, bem como dos jovens solteiros que estão por casar.

As Ordens de Pastores também podem contribuir. É raro vermos nos retiros e congressos de pastores abordagens sobre temas conjugais e familiares. Por quê? São abordados temas teológicos, eclesiológicos e administrativos, mas pouco ou quase nada sobre a importância do pastor fortalecer seu casamento e viver melhor em família. Convênios com profissionais da área de psicologia poderiam ser efetivados para o encaminhamento, com preços subsidiados, de pastores que enfrentam dificuldades nesta área. Pastores também podem passar e passam por crises conjugais! Toda a associação de classe só tem relevância quando ajuda seus associados  na capacitação constante como nas soluções dos problemas comuns da vida.

E as igrejas, o que podem fazer? Devemos trabalhar com as igrejas a idéia de que pastores precisam cuidar dos seus casamentos e filhos. Para que exigir que o pastor esteja presente em todos os eventos realizados pela igreja e suas organizações? As igrejas devem respeitar o dia em que o pastor separa para dedicar-se exclusivamente à sua esposa e filhos. Antigamente falava-se que o dia de folga  era as segundas-feiras. Hoje, na minha concepção, é uma dia extremamente inadequado. Cada um deverá escolher, em família, este dia e valorizá-lo com todas as forças. As igrejas também poderiam presentear seus pastores com uma viagem de comemoração de aniversário de casamento ou a participação em um seminário em que a vida conjugal e familiar sejam enriquecidas. 

Devemos, como crentes individualmente, orar pelo casamento daquele pastor que está nos pastoreando e ajudá-los, naquilo que estiver ao nosso alcance, para que construam um casamento saudável. 

Para terminar, concordo com  London Jr e Neil Wiseman autores do livro já citado. Dizem eles: “Um ministro não se esforça por construir um casamento sólido a fim de tornar o seu ministério mais digno de crédito ou para impressionar mais, mas para tornar-se a si mesmo e a sua esposa pessoas mais íntegras”.

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Fonte: Texto de Gilson Bifano, publicado no site www.clickfamilia.org.br.

Resolvendo conflitos no casamento

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Família, Relacionamento

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O conflito é inivitável nos relacionamentos interpessoais. Um dos fatos mais angustiantes da vida é que todo casamento passa por conflitos. Eles não podem ser contornados, mas devem ser encarados e resolvidos:

  1. Filhos podem ser uma grande fonte de alegria, mas também acrescentam tensão ao casamento. O instinto maternal em algumas mulheres é tão forte, que elas tendem a dei­xar o marido de lado quando estão cuidando dos filhos (1Sm 1.8). Por vezes, a esposa pode até enganar o marido em favor do filho (Gn 27.1-29). A esposa deve lembrar que apenas seu relacionamento com Deus está acima de sua união com o marido.
  2. Problemas financeiros também podem causar pressões indevidas sobre um relacionamento, especialmente se o casal discute sobre quem fará quais sacrifícios. Se um casal buscar a orientação de Deus para as questões financeiras, ele será fiel em suprir suas necessidades (Mt 6.33; Fp 4.19).
  3. A raiva não-resolvida pode acumular-se e transformar-se em ressentimento e em amargura, de modo que a comunicação significativa deixa de existir (Hb 12.15; Ef 4.26).
  4. A tentação e as oportunidades de ser infiel estão sempre presentes (Pv 7.6-23). Uma comunhão íntima e vibrante com Deus sustentará o relacionamento entre marido e mulher e dará força e vitalidade ao casamento.
  5. O isolamento, um estado em que se é excluído, é um dos males mais sutis do casamento.
  6. O casamento pode facilmente deixar de ser uma prioridade. As pessoas não valorizam devidamente seu cônjuge, concentram sua atenção em outras questões “urgentes”, e logo o calor e a comunicação se vão. O remédio para o isolamento é guardar o relacionamento conjugal com carinho e dar prioridade ao cônjuge, sendo aberto e honesto e não tendo segredos um para com o outro.

Os conflitos podem ser uma arma negativa num casamento, dividindo corações e destruindo a unidade, ou podem ser um catalisador poderoso para uma renovação do compromisso.

Os conflitos são, geralmente, sintomas de uma brecha que começou a surgir no passado.

Discordâncias entre cônjuges aparecem inúmeras vezes na Bíblia. A descrição poética de Salomão desse desentendimento com a esposa inexperiente demonstra a diferença de sentimentos, a comunicação truncada e o curto espaço de tempo para se aprender a viver juntos em amor. Abraão e Sara brigaram porque ela não podia ter filhos (Gn 16.5); Jacó e Raquel também (Gn 30.1-2). A esposa de Jó discordou da reação dele às perdas materiais e financeiras, à morte dos filhos e à enfermidade em seu corpo (Jó 2.9-10). O profeta Malaquias denunciou os sacerdotes que haviam rompido e não restabelecido seus votos matrimoniais (Ml 2.14-16).

As discordâncias são comuns, mas a Bíblia também apresenta a orientação para resolvê-las.

Paulo e Pedro oferecem pistas para se prevenir e se acertar atritos domésticos. Aos casais discordes de Corinto, Paulo escreveu: “Deus vos tem chamado à paz” (1Co 7.15). Este é o objetivo supremo. Pedro admoestou as esposas que vivenciavam relacionamentos pouco amistosos com maridos incrédulos a ganhá-los com espírito manso e tranquilo (1Pe 3.1-4).

A natureza humana não mudou. A competição e a contestação só levam a consequências desagradáveis. O amor, por outro lado, “sofre … crê … espera … suporta tudo” (1Co 13.7). Jesus nos ensinou a tirar a trave dos olhos antes de tentar tirar o argueiro dos olhos dos outros (Mt 7.3-5).

A misericórdia é parte vital para diminuir as tensões. O espírito tolerante, perdoador e paciente atenua os conflitos (Mq 6.8). Vale lembrar o exemplo de Jó que tratou sua esposa com sensibilidade e respondendo educadamente ao seu conselho amargurado. Ele manteve sua responsabilidade de liderança espiritual ao responder à fé imatura de sua esposa, que estava disposta a aceitar o bem mais não o mal das mãos de Deus. A sensibilidade no momento adequado também recupera o calor do afeto. Não devemos deixar os problemas se transformarem em amargura. O Novo Testamento adverte quanto a não deixar que o sol se ponha sobre a nossa ira (Ef 4.26). Mesmo que o problema não seja resolvido, o processo de paz foi iniciado.

Finalmente, devemos perdoar. A calma cai sobre nós quando deixamos Cristo controlar nossas mágoas. Ele deu o exemplo de perdão (1Pe 2.23) e só ele pode nos dar forças para enterrar a vingança e restaurar a harmonia nos relacionamentos. Os cristãos devem ser pacificadores (Mt 5.9).

Divórcio um desafio à Igreja

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Família

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As confissões de um divorciado cristão

Ó Deus, não devia ter me casado com Eliana. Tanto ela como eu estávamos muito imaturos ainda. O casamento não deu certo. Os acordos que fizemos na empolgação inicial não funcionaram. Nosso matrimônio durou apenas sete anos e como foi difícil chegar até aí!

Confesso que eu não deveria ter sido tão mandão como fui. Os pastores pregavam mais sobre a submissão da mulher ao marido (1Pe 3.1-6) do que o trato com discernimento e delicadeza que o marido deve a ela, em benefício de suas próprias orações (1Pe 3.7). Creio que o machismo enraizado nos pregadores unilateral e em mim mesmo me impediu de ler nas Escrituras que os maridos devem amar as suas esposas como a seus próprios corpos e como Cristo amou a sua igreja (Ef 5.25-33). Quando cheguei a entender o que é submissão feminina dentro de um amor masculino, como o de Cristo, já estávamos viciados demais para alguma mudança. Raramente a tratei com delicadeza.

Senhor, fui muito ignorante, pois praticamente nunca me preocupei com a satisfação sexual de Eliana. Eu pensava que isso era só para homens e que a mulher era mero instrumento para os meus incontroláveis apetites sexuais. Não me deitei com Eliana quando ela emitia sinais de que desejava deitar-se comigo. Fazia-me de mal-entendido e só a procurava quando a vontade era minha e não dela.

Sou obrigado a confessar que fui mais delicado com outras mulheres do que com Eliana, na presença ou na ausência dela.

Em nenhum dia cometi adultério contra Eliana, mas fui longe demais com minhas amizades com outras mulheres, provocando algo insuportável para ela: insegurança, amargura, complexo e ciúmes.

Quando as coisas foram se agravando, não dialoguei com ela, não pedi desculpas, não reconheci, pelo menos na presença dela, minha ignorância, meus equívocos, meus erros e meus pecados. Fomos nos separando cada vez mais, sem o percebermos.Confesso que fui levado a esses problemas ate à exaustão, até à ruptura irreversível, sem ter coragem e a humildade de procurar um pastor, meus amigos mais íntimos, ou, quem sabe, um terapeuta de formação cristã.

Agora, ó Deus, que ela pediu divórcio e se foi e não pretende voltar, e eu também já me acostumei sem ela e não quero continuar só, confesso o pecado todo, desde o início, com lágrimas, com perdas para ela, com perdas para mim e com perdas para a igreja do Senhor Jesus.

Sei, pela Bíblia, que o único pecado não perdoado é a blasfêmia contra o Espírito Santo (Lc 12.10). Baseado nesse versículo e em todos os outros que prometem perdão pleno para quem confessa sinceramente seu próprio pecado (1Jo 1.9), posso esperar o teu perdão, ainda que sofra por algum ou muito tempo às conseqüências de meus desvarios?

Posso também, no tempo certo, casar-me outra vez, com uma mulher solteira ou viúva e começar tudo direitinho, sem perder qualquer privilégio da igreja, exclusivamente por tua infinita graça, depois de confessar meu fracasso às pessoas de minha intimidade, como acabo de fazer?

Esta confissão acima é uma ficção usada com o objetivo de levantar esta questão tão controversa que divide a opinião não só de teólogos, mas também de sociólogos e psicólogos no mundo inteiro: o divórcio. As separações, os divórcios têm alcançado percentuais alarmantes nos últimos dias. Os fatores que levam casais a se divorciarem são os mais diversos e a cada dia se tornam mais arraigados na formação cultural do nosso povo. A exemplo, poderíamos citar a história de uma criança de cinco anos que conversava com seu avô quando lhe disse: “Vovô, quando eu crescer, me casar e me divorciar de minha esposa, não deixarei meus filhos ficar com ela”.

Percebe-se neste exemplo como esta prática tem sido assimilada com naturalidade pelas gerações hodiernas. Só em nossa cidade, em Ipatinga, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no primeiro semestre de 2000 quase 6% dos casamentos terminaram em divórcio e 11% dos casais se separaram. E estas estatísticas baseiam-se em casos formais, registrados em cartório, sem contar aqueles que se separaram informalmente.

Diante deste fato tão debatido e polemizado não podemos deixar de questionar; haveria causas que justifiquem o divórcio? E a Bíblia, o que diz sobre o divórcio?

A instabilidade da família é um dos males mais devastadores que atingem a sociedade ocidental nos dias de hoje. Uma pesquisa da revista Veja no ano passado aponta a infidelidade como a principal inimiga do casamento. A infidelidade ainda é, entre outras, a maior causa do divórcio. E, na verdade, parece que esta realmente é uma grande ameaça aos casais. A infidelidade é gerada por fatores, que em si mesmos, são também a razão de boa parte dos divórcios. J. Allan Petersen, em seu livro “O Mito da Grama Mais Verde”, diz que as principais causas da infidelidade e divórcio são a imaturidade emocional, conflitos não resolvidos e necessidades insatisfeitas. Ele propõe em seu livro até um Teste Matrimonial Para Esposas e Maridos com o objetivo de preservar o casamento prevendo certas tendências que podem levar casais a e divorciarem.

Segundo o pastor Cléber Isac da Igreja Reavivamento Assembléia de Deus, nada justifica o divórcio. Ele argumenta, “o que Deus ajuntou, não o separe o homem”. Segundo ele, o casamento não se firma sobre um mero ato cerimonial, nem tampouco sobre a mera efetivação de uma lei humana com registros civis, mas o casamento é a união de corpos feita por Deus. E o que se faz hoje, é tornar publico esta união entre um homem e uma mulher; e por esta razão, ele acredita que uma vez unidos pelo sexo, o casal, não tem justificativas para se separar.

O doutor Donald Stamps, escritor das notas explicativas da Bíblia de Estudo Pentecostal, afirma que o casamento é vitalício e que deve existir até que a morte os separe; no entanto, Jesus fez uma exceção em Mt 19. 9 quando disse: “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”. Ele entende a palavra grega porneia, usada no texto original, como tendo também o sentido de infidelidade conjugal. E neste particular, para ele o divorcio é aceitável quando o cônjuge traído se recusa a perdoar o que traiu e opta pelo divórcio. Mas admite que no Antigo Testamento, a carta de divórcio não era usada para separar casais que adulteraram, mas para anular o casamento (Dt 24.1) uma vez que o noivo descobrisse que a sua recém esposa não era mais virgem; pois no caso de adultério, a dissolução do casamento se dava com a execução das partes culpadas (Lv 20.10; Ex 20.14).

Mas, e caso ocorra à infidelidade conjugal, qual deve ser a posição do cônjuge traído? O Pastor Cleber Isac, tomando o texto de 1Co 7.10,11, assevera; “Ninguém é obrigado a conviver com uma pessoa indesejável, no entanto, estará irremediavelmente obrigado a viver só, enquanto seu cônjuge viver, caso decida separar. A solução é reconciliar ou do contrario ficar só”.

Seria esta uma posição radical demais?

O Reverendo Paulo Ribeiro Fontes, da Igreja Presbiteriana Filadélfia de Governador Valadares, falando a respeito deste tema, divórcio e novo casamento (Rhêmata) afirma também com base em Mateus 19.4-6 a indissolubilidade do casamento. Havia lideres naquela época que entendiam que o divórcio por qualquer coisa interpretando Dt 24.1 de forma liberal, já outros entendiam a expressão “cousa indecente” aplicada somente ao adultério e Jesus (explica) não se preocupa em justificar a nenhum dos grupos, mas com sua sabedoria evoca o texto de Gênesis e reafirma a indissolubilidade do casamento. Mas como fica a situação dos divorciados?

O reverendo Paulo entende que o divórcio é um pecado como qualquer outro que requer confissão e arrependimento, no entanto, ele não radicaliza a questão. O apóstolo Paulo diz que aquele que se separa, não se case ou reconcilie-se (1Co 7.11). Mas e caso a pessoa já tiver se casado novamente? Terá que romper o segundo casamento? Ele acredita que não pelas seguintes razões: Primeiro porque o divórcio e o segundo casamento não são pecados imperdoáveis e, neste caso, ele recomenda o bom senso (Provérbios 2; 11,12), pois romper um segundo casamento para retornar ao primeiro ou ficar sozinho não é coerente com o bom senso. E finalmente, se houver arrependimento e confissão sincera Deus certamente abençoara este segundo casamento. E ainda ele cita o exemplo do casamento abominável de Davi e Bateseba, que veio a ser depois abençoado pelo Senhor e desta união nasceu a Salomão.

Em vista da realidade de um tema tão difícil, a maioria das igrejas esta investindo atualmente maciçamente em trabalhos com casais que visam favorecer a convivência no casamento e salva-lo do divórcio. Dentre os diversos grupos organizados que tratam deste assunto, encontramos o “Casados para Sempre” que é um ministério internacional que visa salvar casamentos. E quase todas as igrejas hoje exploram o tema família seja através de grupos familiares, de acompanhamento familiar, do aconselhamento pastoral e etc…

Gostaríamos de terminar este nosso artigo, evocando o texto de (Mt 19:8): “Disse-lhes ele (Jesus): Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.” E com base neste texto afirmar que o divórcio não faz parte do plano original de Deus para o homem, mas é algo que veio a existir por causa da dureza do coração humano.

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Fonte: Texto de Wemerson Marinho, publicado  em http://www.revistarenascer.hpg.ig.com.br/especial.htm.