Nossos pequeninos precisam de Jesus!

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento, Sexo e Sexualidade

Tags: , ,

O capítulo cinco de Marcos registra a história de uma família que foi transformada pelo poder de Deus. Esse fato aconteceu há milhares de anos, mas ainda é extremamente atual. É a história de Jairo, que busca em Jesus a cura para sua filha de doze anos.

A ênfase não está no milagre que Jesus fez, embora seja ele tremendo. Também não está na menina de doze anos de idade, que ressuscitou, nem está nos discípulos que acompanharam Jesus, mas na pessoa de Jairo, ” Um pai desesperado”.

Jairo vai ter com Jesus e o encontra em meio uma multidão. Certamente o acesso a Jesus não foi fácil, mas o texto diz que Jairo chegou até Jesus e clamou para que Ele fosse ver sua filha, que estava doente. Jesus atendeu ao pedido dele e foi. Jairo não sabia, mas sua filha já havia morrido. Mesmo assim ele permitiu que Jesus a visse. Ao tocar a menina, Jesus libera uma palavra e ela se levanta. Com certeza, a vida daquela família nunca mais foi a mesma.

Jairo representa cada pai e mãe que precisam da intervenção de Deus na vida de seus filhos, para que vivam. Muitos pais têm perdido os seus filhos de várias maneiras; para os vícios, drogas, bebidas, prostituição. Alguns têm perdido os filhos dentro de suas próprias casas, através do desentendimento que muitas vezes geram mágoas e inimizades. Isso tudo é morte! No caso de Jairo era morte física, mas em muitos lares têm sido a morte espiritual.

A Bíblia diz em Malaquias, que a restauração de Deus começa na família, convertendo o coração dos pais aos filhos e o dos filhos aos pais. Se é necessário uma conversão é porque, em algum  momento de suas vidas, o seu relacionamento foi quebrado. Pais e filhos precisam de Jesus, Ele sempre é a terceira dobra nos relacionamentos, a garantia de que não haverá rompimentos, apesar das nossas falhas. A primeira atitude que os pais devem ter é encarar a realidade de que os filhos precisam se converter a Jesus Cristo. Se os nossos filhos não tiverem um encontro com Jesus, eles perecerão.
_______

Texto de Kenia Castro de Aguiar, publicado no site www.creio.com.br.

Devocional: O Trabalho pode esperar

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

Tags: , , ,

 

O poder pode esperar. A família não pode esperar.

Rezam os bastidores de Washington, no governo de Barck Obama, que o presidente é capaz de suspender uma reunião ministerial de alta temperatura para assistir ao recital de violino de sua filha de 11 anos. Segundo assessores, os compromissos familiares são assinalados em vermelho e independentemente do que tiver acontecendo ele para tudo e vai a esses compromissos.

Claro: não faltam críticas: afinal: as pessoas não o elegeram para ser um bom homem de família, mas para resolver os problemas do país.

No entanto, para os braços de quem irá, quando os problemas forem resolvidos (se forem…) e quando a luz do poder se apagar, senão para os de sua família?

O trabalho pode esperar. O poder pode esperar. A família não pode esperar.

 

­­­­_______

Texto de Israel Belo de Azevedo, publicado no site www.creio.com.br.

 

José, um pai revestido de caráter

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

Tags: , , , ,

Todos sabemos que os pais exercem ou podem exercer alguma influência na formação do caráter dos seus filhos. Alguns traços de personalidade e até algumas tendências podem sim ser oriundos de herança genética. Entretanto, a relevância da herança adquirida na formação do ser humano tem sido cada vez mais destacada.

Esta herança é aquela que, apesar de não transmitida geneticamente, transmite-se através do convívio, de fatos observados, dos exemplos absorvidos. Muitas pessoas já puderam comprovar a força desta influência em suas próprias histórias de vida.

Nós, cristãos, cremos que Jesus é o Filho de Deus, concebido pelo Espírito Santo. No mundo natural, seu pai era José. Talvez nem mesmo o próprio José pôde, naquele momento, compreender a plenitude da sua responsabilidade. Talvez ele pensasse que sua tarefa, como pai terreno de Jesus, fosse a de educar o menino nos caminhos do Senhor, exercer influência positiva sobre ele, e contribuir para a concretização dos planos de Deus. Talvez José desejasse transmitir o que tinha de melhor: seu caráter, seu amor a Deus e seu ofício.

Jesus, o Messias, cresceu em graça e conhecimento diante de todos. Foi o nosso exemplo supremo de renúncia aos direitos que tinha, em favor da humanidade perdida. Mas, teria José realmente dado algum exemplo de renúncia para Jesus? Qual era o caráter deste homem? Que tipo de influência o Messias teria recebido de seu pai terreno? O que Jesus pôde observar ou saber sobre José?

Não podemos comprovar biblicamente até que ponto ocorreu a influência paternal terrena sobre Jesus. Não sabemos nem exatamente até que idade Jesus teve José por perto. Mas podemos verificar que José tinha caráter. E o caráter de homens como este costuma não morrer facilmente: continua vivo na vida das pessoas que foram impregnadas por ele.

Tente visualizar. De repente, o inesperado aconteceu para um homem cheio de amor por sua noiva. Este homem simples, chamado José, vivia agora um grande conflito interior. Ele sabia que o filho que estava sendo gerado no ventre dela não era seu, pois não havia tocado nela.

Quantos pensamentos devem ter passado pela cabeça de José… desapontamento, insegurança, dúvidas. Quanto tempo dependido… quanto investimento na relação… compromissos assumidos em função da iminência do casamento… tudo seria perdido. Sem contar na vergonha pública pela qual passaria perante a sociedade da época.

José precisava tomar uma decisão. Certamente não poderia continuar com ela. Segundo as leis mosaicas em vigor, ele tinha o direito de levá-la ao apedrejamento.

Talvez esta história já não tenha mais tanto impacto sobre sua mente, pois você já conhece o final. Mas imagine a situação: o anjo ainda não apareceu a José, e ele ainda não sabe nada sobre a revelação messiânica! É a mente de um homem comum, que se sente traído pela pessoa que ele mais amava – sua noiva.

Até então é uma situação humana. Os sentimentos vão aflorando, a racionalidade ganhando força e a decepção aumentando. Ele precisa tomar uma postura firme. Quem sabe levar Maria ao apedrejamento, o que seria “justo” – de acordo com a Lei.

Mas este homem era mais justo diante do Senhor do que aquilo que seria considerado “justo”. Ele tinha caráter. Eis sua decisão: “Como José, esposo de Maria, era homem justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente.” (Mt 1.19.)

José, no ápice de seu sofrimento, escolheu silenciar. Escolheu abrir mão dos seus direitos e não levar sua quase ex-noiva à morte. Ele escolheu não abrir a boca.

Depois disso Deus se mostrou, e revelou os seus planos para Maria e José. O final da história, você já conhece!

Como disse anteriormente, não podemos comprovar a influência do caráter de José em Jesus. Não sabemos se, anos mais tarde, José e Maria puderam contar esta história para Jesus. Não temos certeza se Jesus carregou desde adolescente um orgulho sadio por ter um “pai” justo, que fez a escolha que fez.

Mas sabemos que a justiça e o temor a Deus de José eram oriundos da mesma fonte que revestiu Jesus de sabedoria e santidade. Podemos ler na Palavra várias passagens nas quais Jesus silenciou. Vários episódios nos quais ele não abriu a boca e abriu mão de seus direitos. Veja estas tremendas declarações de Isaías e Pedro: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.” (Is 53.7); “Quando foi injuriado, não injuriava, e quando padecia, não ameaçava. Antes, entregava-se àquele que julga justamente.” (1Pe 3.23.)

Ser exemplo de caráter, amar a Deus acima de todas as coisas e abrir mão de seus direitos foram algumas virtudes de José, pai terreno de Jesus. Quando lemos textos como os mencionados acima, podemos ver – guardadas as devidas proporções – o mesmo tipo de atitude em Jesus.

Por citações bíblicas tão breves como a deste episódio, podemos acreditar que José cumpriu fielmente o seu papel de pai na formação do caráter de Jesus. Sim, nós sabemos que Jesus é o Filho de Deus (portanto, o próprio Deus como Pai transmitiu o seu caráter a seu Filho), mas isso de maneira alguma desmerece o importante papel humano de José na história.

Que o Senhor forje mais homens e mulheres de Deus com o mesmo caráter deste “pai”, homem justo diante de Deus.

_______

Texto de Helder Assis da Silva, membro da Igreja Evangélica Capela do Calvário, em São Vicente (SP), e integrante do Ministério de Louvor e Adoração “Sacrifício Vivo” – www.sacrificiovivo.com.

A auto-estima de nossos filhos

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

Tags: , ,

Uma semana depois de minha esposa e eu decidirmos começar uma família, entramos numa livraria e compramos dois livros sobre como educar filhos. Por uma série de razões os dois filhos só nasceram seis anos depois e acabamos lendo não dois, mas 36 livros. Se dependesse de teoria, estávamos preparados. Hoje eles estão crescidos e um amigo me perguntou que livros nós havíamos utilizado mais. Foi uma boa pergunta que demorei a responder. Usamos um livro só, um que educava mais os pais do que os filhos. Intitula-se “A Auto-estima do seu filho” de Dorothy Briggs, e o título já diz tudo.

A tese do livro é como agir para nunca reduzir a auto-estima do seu filho: elogiá-lo freqüentemente, ouvir sempre suas pequenas conquistas, festejar as suas pequenas vitórias, nunca mentir ou exagerar neste intento, em suma mostrar a seus filhos seu verdadeiro valor. Ao contrário do que defendem os demais livros, não é uma boa educação, nem disciplina, nem muito amor e carinho, ou uma família bem estruturada que determinam o sucesso de nossos filhos, embora tudo isto ajude.

A sacada mais importante do livro, no nosso entender, foi a constatação que filhos já nascem com uma elevada auto-estima, e que são os pais que irão sistematicamente arruiná-la com frases como: ‘Seu imbecil!’, ‘Será que você nunca aprende?’, ‘Você ficou surda?’. Jean Jacques Rousseau errou quando disse que “o homem nasce bom, mas é a sociedade que o corrompe”. São os próprios pais que se encarregam de fazer o estrago.

Por exemplo: você, pai ou mãe, chega do trabalho e encontra seu filho pendurado na cadeira: ‘Desça já seu idiota, vai torcer o seu pescoço’. Para Dorothy, a resposta politicamente correta seria ‘Desça já, mamãe tem medo que você possa se machucar’. Primeiro porque seu filho não é um idiota, ele assume riscos calculados. Segundo são os pais, com suas neuroses de segurança, que têm medo de cadeiras.

Quando nossos dois filhos começaram a aprender a pular, entre três e quatro anos de idade, desafiava-os para um campeonato de salto a distância. Depois de algumas rodadas, seguindo a filosofia do livro, deixava-os ganhar. Ficavam muito felizes, mas qual não foi a minha surpresa quando na sétima ou oitava rodada, eles começavam a me dar uma colher de chá, deixando que eu ganhasse. Que lição de cidadania: criança com boa auto-estima não é egoísta e se torna solidária.

Eu não tenho a menor dúvida de que os problemas que temos no Brasil em termos de ganância empresarial, ânsia em ficar rico a qualquer custo que leva à corrupção, advêm de um pai ou uma mãe que nunca se preocuparam com a auto-estima de seus filhos.

Eu acho que políticos, professores e intelectuais, na maioria desesperados em se autopromover, jamais darão dar oportunidades para outros vencerem, como até crianças de três anos são capazes de fazer. A fogueira das vaidades só atinge os inseguros com baixa auto-estima.

Alguns pais fazem questão até de vencer seus filhos nos esportes para acostumá-los às agruras da vida, como se a vida já não destruísse a nossa auto-estima o suficiente.

A teoria é simples, mas a prática é complicada. Uma frase desastrada pode arruinar o efeito de 50 elogios bem dados. ‘Meu marido queria que o segundo fosse um menino, mas veio uma menina’. Imaginem o efeito desta frase na auto-estima da filha. Portanto, quanto mais cedo consolidar a auto-estima melhor.

Esta tese, porém, tem seus inconvenientes. Agora que meus filhos são muito mais espertos, inteligentes e observadores do que eu tenho que ouvir frases como: ‘É isto aí Pai’, ‘Faremos do seu jeito, pai’, tentativas bem-intencionadas de restaurar a minha abalada auto-estima.

 

­­­­_______

Texto de Stephen Kanitz publicado na Revista Veja edição 1650.

Evangelização em casa

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Homem, Mulher

Tags: ,

Saiba conquistar seus familiares para Jesus 

Um dos grandes desafios do ministério com famílias é capacitar esposas cristãs ganharem seus maridos para Cristo. Embora o presente artigo seja dirigido às esposas cristãs pode ser aplicado aos maridos crentes de esposas não crentes.

Por que existem muitos casamentos mistos em nossas igrejas?

A primeira razão, louvável por sinal, é devido a ação evangelística. Na ação evangelística das igrejas, graças a Deus, muitos homens ou mulheres casadas se convertem.

A outra razão, infelizmente, se deve ao fato da desobediência de homens e mulheres cristãs que se casam com mulheres e homens incrédulos.

Que atitudes uma esposa crente deve cultivar na sua vida a fim de ganhar seu marido para Cristo?

A primeira delas, se o casamento se deu após a conversão ao Evangelho, é reconhecer que desobedeceu a vontade de Deus em relação a esse assunto e pedir o Seu perdão.

A Bíblia diz claramente que quando um homem ou uma mulher, crente em Jesus, casa-se com um incrédulo, está desobedecendo a vontade e orientação de Deus (2Co 6.14). Os pastores precisam pregar mais sobre esse tema.

Por mais bonito e educado que um jovem incrédulo seja, uma jovem, que deseja sinceramente agradar a Deus, não deve se casar enquanto esse rapaz não se converter genuinamente a Cristo.

Existem muitas desculpas para um casamento misto. Muitos, para não obedecerem a Deus, argumentam que conhecem muitos maridos que se converterem após o casamento e hoje são bênçãos na igreja. Outro argumento é que, com o testemunho do Evangelho o marido não crente irá se converter. Muitos também argumentam que o amor é mais forte e juntos superarão todas as dificuldades. São desculpas sem base bíblicas.

Em segundo lugar, mulheres crentes de maridos não crentes, precisam aprender que mesmo casadas com um cônjuge não crente, esse casamento, enquanto instituição, tem valor aos olhos de Deus.

Terceiro, mulheres crentes não devem pensar ou pedir o divórcio. Paulo deixa claro que cônjuges crentes não têm essa prerrogativa (1Co 7.12).

Quarto, antes de tentar levar o marido não crente para a igreja, as esposas cristãs devem viver o Evangelho no cotidiano do casamento. Viver o Evangelho, nesse caso, é mais importante do que pregar o Evangelho (1Pd 3.1).

Mulheres novas convertidas, cujos maridos não são crentes, não devem ser sobrecarregadas com atividades na igreja. Devem ser orientadas a não fazerem da igreja uma concorrente do marido ainda não crente.

Quinto, esposas crentes de maridos não crentes, precisam entender que seus maridos, enquanto não se converterem não terão uma visão espiritual das coisas de Deus (Rm 8.5; 1Co 2.14).

Sexto, esposas de maridos não crentes, devem encarar a conversão do marido como um dos maiores desafios de suas vidas (At 16.31). Crer nas promessas de Deus de que sua família será salva é importante para a conversão do marido.

Por último, mulheres casadas com maridos não crentes, devem ser ensinadas a darem graças a Deus por seus maridos e jamais compararem seus maridos com maridos de outras mulheres da igreja.

Não se trata de “receita de bolo”, mas se as esposas crentes de maridos não crentes seguirem esses princípios, fundamentados na Bíblia, terão êxito e ganharão, certamente, seus maridos para Cristo. O mesmo se aplica a maridos crentes de esposas não crentes.

_______

Fonte: Click Família

A dor da separação

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

Tags: , , ,

“Faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra cousa que não seja a morte me separar de ti” (Rute 1.17)

 

Quando um casamento é desfeito, a dor da separação acaba trazendo traumas e dores profundos. Muitos julgam que a vida não tem mais sentido. Tudo se desmorona ao seu redor e é muito difícil recomeçar.

Algumas pessoas se sentem frustradas e ficam revoltadas, amargando ressentimentos e mágoas. É muito duro o processo de cura e cicatrização das feridas abertas.

No livro de Rute, encontramos a figura de Noemi. Ela perdera o marido e depois seus dois filhos casados. Passou por um período de intensa dor, mas contou com o apoio de sua nora Rute que também sofria a dor da perda do marido.

No momento da separação de entes que amamos, um imenso vazio se faz em nossos corações e é essencial o apoio de pessoas queridas para superarmos todo sofrimento.

Noemi aconselhou suas noras a voltarem para suas famílias e despediu-se delas. Rute não quis deixá-la só, dizendo:“Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu” (Rute 1.16).

Tanto Noemi quanto Rute precisavam uma da outra, pois tinham problemas iguais. Elas sabiam avaliar o sofrimento porque haviam experimentado a dor da separação com a perda de seus maridos. Só existe um caminho para superar tão grande dor.

Quando buscamos a Deus Ele nos sustenta e nos consola. Sua graça se manifesta, dando-nos a força necessária para superarmos a dor da separação. Nada deve nos separar do amor de Deus. Precisamos de Sua presença a cada minuto de nossas vidas.

Precisamos, ainda, da companhia e do amor de pessoas que vivem ao nosso redor para nos amparar, aconselhar e nos consolar. Podemos ter sido abandonados ou separados daqueles a quem amamos, mas há um Deus amoroso que nos recebe em Seus braços protetores.

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústias, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Romanos 8.35).

Se nos isolarmos em nosso sofrimento, nossa dor será muito maior. Precisamos buscar a Deus, pois Ele levará nossa cruz por mais pesada que seja e Seu doce Espírito nos dará consolo e paz.

_______

Fonte: Aleluia.com.br, publicado em www.creio.com.br.

Ajude casais a ter fé para a restauração do casamento

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

Tags: , , ,

Fé é acreditar que coisas pelas quais se espera acontecerão. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1).

Casais aflitos na relação conjugal via de regra esperam desesperadamente por um casamento restaurado. Não podem “ver” esse casamento restaurado. A névoa de raiva, a chuva de lágrimas, a cortina de neve, amargamente fria, do não-perdoar, cegam­-nos para um futuro positivo. Às vezes nem sequer ousam admitir a esperança, para não se predisporem para a decepção. Não obstante, a esperança está fermentando dentro deles.

A fé sempre tem um alvo. No casamento, especialmente em casamentos em situação de crise, a fé tem alvos múltiplos:

  1. A fé envolve a confiança no caráter de uma pessoa.
  2. A fé pode ser fé em Deus pelo conhecimento de Seu Filho Jesus.
  3. Pode ser fé em Deus pelo testemunho do caráter do Espírito Santo.

Num nível diferente, fé envolve a confiança no parceiro. Quando casais buscam ajuda para resolverem as dificuldades matrimoniais, eles normalmente têm pouca fé no respectivo parceiro. Fixaram-se na conduta, nos pensamentos e nas interações negativas de seu parceiro, e a confiança se dissipou.

A fé numa pessoa está baseada naquilo que a pessoa considera uma evidência suficiente para justificar a fé. Isso é verdade quando nos tornamos cristãos. Acumulamos evidências suficientes e mudamos nossa mente, decidindo confiar em Jesus como Salvador. Casar-se também está baseado em evidências suficientes para que seja válido crer no parceiro. Parceiros interagem até que acreditam que acumularam evidências suficientes para casar. Declarar um casamento como conturbado é semelhante a uma declaração de fé. A conclusão de um parceiro, de que o casamento está em crise, depende da quantidade de evidências. Essas evidências de que o casamento tem problemas se acumulam até que um ou ambos os parceiros tropecem sobre um limiar e declarem o casamento conturbado.

Da mesma forma, crer que um casamento pode ser restaurado é uma declaração de fé que também se baseia em evidências que os parceiros acumulam. É preciso injetar fé numa situação que os parceiros de casamento vêem – do lado de fora – como desesperançosa. É preciso manter uma atitude de fé e trabalhar com o casal através do amor, para que possamos ajudá-los a construir a convicção de coisas não vistas. Parceiros que acreditam que seu casamento está fracassando fixam-se no negativo, ignorando interações positivas e qualidades do cônjuge. Podemos ajudar a reconstruir a fé no parceiro chamando atenção sistemática para o comportamento positivo do outro parceiro, para as interações positivas que o casal está tendo, e para os aspectos positivos do caráter de cada parceiro.

Você pode ajudar um casal a produzir evidências que possam formar uma nova base de fé no casamento. Use intervenções que tornam o amor visível para os parceiros. Ajude-os a apresentar evidências incontestáveis de amor. Eventualmente, num aconselhamento de êxito, acende-se a lâmpada, e os parceiros readquirem a fé de que seu casamento pode ser restaurado.

Fé não envolve apenas a convicção de que o casamento pode ser restaurado, mas também implica, com algum grau de confiança, que o aconselhamento pode ajudar os parceiros a melhorarem seu relacionamento. Muitos casais estão tão abatidos e desanimados com seu relacionamento conjugal que vêem o aconselhamento tão somente como o último e fútil passo antes de se precipitarem, de vez, no inevitável divórcio. O aconselhamento, pensam eles, simplesmente pode engraxar o declive para se divorciarem. Ajude-os a usarem os freios e a pararem longe do precipício. Isso demanda do casal que mude sua convicção sobre a possível eficiência do aconselhamento.

Fé requer que os parceiros creiam que o seu esforço para fazer tarefas em casa melhorará a relação conjugal. Parceiros problemáticos acreditam que tentaram de tudo para melhorar seu casamento. Questionam-se: Por que se aborrecer tentando mais uma coisa.? Ajude os cônjuges a adquirirem confiança de que suas ações em casa podem melhorar sua vida conjugal.

Explicitamente para casais cristãos, fé tem a conotação de em Deus. Sua fé na soberania de Deus e na intervenção ativa d’Este em suas vidas constitui um poderoso aspecto restaurador do relacionamento. Ajude os parceiros a experimentarem a atuação do Deus vivo.

Não deixe que as crises afetem sua família

Publicado por Sérgio Leitão em Família, , Oração

Tags: , ,

As relações familiares, atualmente, estão sob fortes pressões e conflitos, sob ataque direto do reino das trevas. Psicólogos, jornais, revistas, televisão e outros meios têm colocado em dúvida a família segundo a concepção de Deus para ela. Divórcio fácil, lares desfeitos, ausência de compromisso, casamentos abertos, infidelidade conjugal, abandono, ligações homossexuais, etc. são apregoados como normais, aceitáveis e até desejáveis. Mas a história nos revela que nenhuma sociedade resistiu quando a vida familiar dentro dela foi desintegrada.

Essa crise que afeta a família, atinge os casais, repercute nos pais e se amplia nos filhos, que estão sob fogo cruzado. A violência infantil, o uso de drogas, morte prematura, gravidez e rebeldia na adolescência são algumas das consequências. Quando as relações familiares entram em crise, todo o indivíduo é afetado. Torna-se difícil agir racionalmente. Os sentimentos se descontrolam, causando angústia, medo, ira e depressão. A família é o único espaço que pode nos dar segurança. Quando, porém, essas relações fracassam, o resultado é dor, sofrimento e tristeza. As feridas abertas na família podem sangrar por toda a vida.

A Bíblia menciona que Deus não somente Se preocupa com cada pessoa individualmente, mas também com nossa vida familiar. Por isso na criação ele estabeleceu a família como núcleo básico da sociedade, o lugar em que devemos nos sentir amados e felizes.

Deus conhece muito bem aquilo de que necessitamos para sermos felizes. “…Eu sou o Senhor, o seu Deus que lhe ensina o que é melhor para você, que dirige no caminho em que você deve ir” (Is 48.17). Apesar de nossos erros, Ele nos ama continuamente, desejando sempre o melhor para nossa família. “Eu sempre os amei e continuo a mostrar que o meu amor por vocês é eterno” (Jr 31.7).

Deus jamais se afasta de nós. Devemos buscá-lo com todas as nossas forças. “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração”, afirma o Senhor (Jr 29.13).

Família não é casa, não é mero ajuntamento. Família é um projeto muito lindo, a menina dos olhos de Deus. A vida em família encontra seu respaldo no próprio ser de Deus, que vive em família. É nela que as vidas são formadas; é nela que deve haver regozijo e descanso; é nela que o amor e a misericórdia devem ser exercitados.

Tendo isso em mente, queremos desafiar você a colocar sua família aos cuidados daquele que a criou. Que a cada dia você amado irmão leve novamente sua família para a presença de Deus, e a presença de Deus para a sua família, assumindo o compromisso de cuidar e edificar a família debaixo da bênção do Senhor.

A internet e os filhos

Publicado por Sérgio Leitão em Conselhos, Pais e Filhos, Relacionamento

Tags: , ,

Como preservar os filhos dos perigos virtuais sem proibí-los de usufruir de seus benefícios. Informações do mundo todo, em tempo real e 24 horas por dia. Essa é a principal função da internet. Mas apesar de a web oferecer uma gama de benefícios como rápido acesso a informações e pesquisas, nesse ambiente nem sempre a quantidade de informações está relacionada à sua qualidade. Orkut, blogs e MSN são apenas alguns dos múltiplos serviços oferecidos na rede que provocam muita euforia entre adolescentes e crianças e grande preocupação nos pais. Uma pesquisa do Conselho Nacional de Consumo do Reino Unido, realizada com crianças entre nove e treze anos, mostrou que os computadores tiram o tempo em família desses pré-adolescentes e que, devido a isso, eles são mais submetidos a anúncios e ao materialismo.

Uma outra pesquisa realizada no Brasil aponta que só no início deste ano, o país atingiu um número de 32,9 milhões de pessoas na faixa de 16 anos ou mais que têm acesso à internet. O principal motivo de preocupação para os pais é que, hoje, o uso da internet não é passível de controle. E se já é difícil impor limites dentro de casa, a situação torna-se cada vez pior quando sai dos lares e escolas e toma conta de outros ambientes, como por exemplo, cibercafés e lan houses. Esses espaços estão invadindo as cidades e conquistando a atenção dos adolescentes e crianças, que somam o maior número de freqüentadores assíduos desses locais.

Mas, apesar de o quadro ser preocupante, é preciso lembrar que os avanços tecnológicos só tendem a aumentar e os mais jovens serão os principais atores dessa realidade. O fato é que existe uma avalanche de informações na rede e que muitas delas não valem nada, mas por outro lado encontramos as que são realmente úteis. É aí que entra a necessidade de seleção do conteúdo, uma atividade difícil de ser feita pelas crianças e adolescentes, uma vez que são tomados pela euforia de compartilhar informações com outras pessoas que possuem interesses e idéias comuns às suas. Mas se o ambiente da rede é imprevisível, como saber que amigos e influências estão presentes na vida dos filhos?

Segundo a analista de sistemas Nice Figueiredo, a melhor maneira de controlar essa questão é dedicar uma atenção especial aos filhos, o que implica em compartilhar com eles esses amigos virtuais, acompanhar o seu comportamento no dia-a-dia familiar e dar liberdade com confiança, porém sem esquecer que os filhos devem respeito aos pais. Nice conhece bem essa realidade. Ela tem dois filhos, o Vinícius, de 20 anos, e o Bruno, de 22, ambos antenados com a web. A analista afirma que mesmo mantendo todas as suas atividades, ela sempre procurou estar ligada no que os seus filhos estavam fazendo. Existem estratégias que os pais precisam criar para afastar as crianças daquilo que não é bom. “Criar sua própria sala de bate-papo em casa, se importar com o que eles fazem quando estão sozinhos. Isso faz com que eles se sintam responsáveis pelos seus atos”, garante.

No livro de Provérbios 22.6, a Bíblia ensina: “Educa a criança no caminho em que se deve andar e, até quando envelhecer, não se desviará dele”. Muitas vezes, as estratégias e tentativas parecem ser frustradas quando se trata da educação de crianças e adolescentes, mas a Palavra de Deus ensina que a criança deve ser educada para obedecer aos pais. O que acontece atualmente é que com o excesso de atividades e a enxurrada de avanços tecnológicos, muitos pais deixam de repreender os filhos, colocando-os à mercê das informações da mídia, que hoje já é conhecida e utilizada por muitos como uma ‘babá eletrônica’. A publicitária Ingrid Leão conta que, por várias vezes, já foi confrontada pelos filhos João Pedro (16) e Camila (12) sobre assuntos polêmicos que circulam na rede. Para a publicitária, a melhor opção é ter uma conversa franca com os filhos e ensiná-los a respeitar o que a Bíblia diz sobre determinados assuntos.

“Meus filhos sempre tiveram liberdade para assistir a programas de TV, navegar na Internet e conhecer as coisas que as pessoas julgam erradas. Quando o João Pedro teve interesse em saber mais sobre drogas, não me fiz de rogada. Falei sobre o assunto, mostrando que no Brasil é considerado ilegal e que não é bom para a saúde. Quando a Camila quis saber sobre sexo, sentei com ela e expliquei tudo o que achava que sua cabecinha podia absorver. Meus pais me deram uma excelente educação e eu nunca fiz nada escondido, pois o diálogo era constante dentro de nossa casa. Nasci num lar evangélico e nunca me afastei de Jesus para experimentar ‘o mundo’ porque dentro da minha casa recebi todo o aparato necessário para perceber que Jesus é maravilhoso e que as coisas que o mundo oferece são ilusões. Por essa razão, procuro mostrar aos meus filhos aquilo que diz o apóstolo Paulo no livro de 1 Coríntios 10.31: ‘Quer comamos, quer bebamos, façamos tudo para glória de Deus’. É assim que devemos educá-los e ensiná-los. Que nascemos e vivemos para o louvor desse Deus maravilhoso”.

Quando a criança passa a entender o que deve ou não fazer, ela, conseqüentemente, irá selecionar quais sites, portais, salas e chats irá freqüentar. Além desse trabalho de conscientização, também é papel dos pais selecionar que tipo de ambientes o filho deve estar e impor os limites necessários. Nice Figueiredo conta que embora dê liberdade aos seus filhos, como mãe ela precisa estar ciente de tudo o que eles fazem. “Os pais precisam manter o controle; quem dita as regras somos nós e não os filhos e, sem essa de que com isso vamos tirar a liberdade e tudo o mais. Tem de haver regras e, se elas são quebradas, há sempre o velho e útil castigo”.

As regras valem também para serem aplicadas em relação ao tempo gasto no computador. Tudo em excesso é prejudicial, até mesmo informações e entretenimento. Pesquisas mostram que muitas crianças preferem navegar na internet, ocupando a mente com vídeos e games eletrônicos, do que desfrutar do tempo com os pais. O estudo feito pelo Conselho de Consumo do Reino Unido apontou que as crianças que se tornaram materialistas por conta da grande quantidade de tempo gasto na web eram mais prováveis que outras a discutir com sua família, não ligar para a opinião de seus parentes e sofrer de baixa auto-estima.

A psicopedagoga Marlene Souto afirma que teve muitas dificuldades para controlar o tempo gasto pela sua filha na web. “Desde bem pequena a Nathália aprendeu a mexer no computador. Quando entrou na adolescência, ela varava as noites na frente do micro. Não satisfeita, passou a freqüentar lan houses. Percebi que se tratava de uma fase e que ela ia porque as amiguinhas estavam todas lá. Mas, como sei que filho pede limites desde pequeno, procurei contornar a situação mostrando os prós e os contras. Hoje, consigo administrar bem essa questão e ela já não fica tanto tempo navegando na internet”.

Mantendo o controle

As táticas de mercado e campanhas publicitárias estão investindo, cada vez mais e com toda força, em mentes frescas e abertas como as dos jovens. Diante disso, os pais precisam desenvolver um trabalho intenso e eficiente para que seus filhos não se contaminem com a avalanche de informações desnecessárias que recebem. Embora a aplicação de regras e a constante supervisão sejam fatores eficazes no controle do acesso dos filhos a determinados assuntos, existem também estratégias práticas para a obtenção de resultados.

Especialistas da área de informática afirmam que, hoje, já existem vários métodos técnicos que os pais podem utilizar para manter os filhos longe daquilo que é inútil. Serviços de bloqueios de portais e filtros de determinadas informações já podem ser encontrados em alguns sites que se dedicam especificamente à criação de softwares pessoais, que podem controlar o acesso daqueles que tentam burlar as regras. Quando se trata da educação dos filhos, até mesmo as medidas enérgicas são eficazes para a obtenção de resultados. No livro de 1 João 5.19 está escrito: “…O mundo jaz no maligno” e, por isso, a busca dos pais pela orientação de Deus deve ser constante para que seus filhos se mantenham longe das investidas do mal.

_______

Fonte: Texto de Juliana Miguel, cedido por http://www.elnet.com.br. Publicado no site www.ejesus.com.br .

Visão geracional de Deus

Publicado por Vera Leitão em Pais e Filhos, Princípios Bíblicos, Relacionamento

Tags: , ,

A palavra geração tem vários significados. No sentido sociológico designa um conjunto de pessoas com proximidade histórica, cultural e etária, entendendo que essas condições não implicam numa mesma experiência e trajetória de vida segundo Karl Mannheim (1978). 

O dicionário Priberam geração origina-se no latim (generatio, -onis). Tem um sentido de funções pelas quais um ser organizado produz outro da sua espécie; procriação; grau de filiação; conjunto dos homens da mesma época; tempo médio da duração da vida humana; família, parentela, linhagem, genealogia, filiação; descendência; raça; gente; nação;  formação; criação, concepçãoconceção;  derivação; desenvolvimento.  (http://www.priberam.pt/DLPO/ acessado 07/02/2010).

No sentido bíblico, emprega-se a palavra geração para designar família, casa, certa época ou certa classe de povo (Sl 24.6). De um modo prático equivale a “genealogia” como descrita no Evangelho de Mateus, capítulo 1, e equivalendo a “história” no livro de Gênesis, capítulo 2 verso 4. Na longa vida patriarcal o tempo de uma geração parece ter sido calculado em 100 anos (Gn 15.16), mas em cálculos posteriores era esta de 30 a 40 anos (Jó 42.16).

Conjunto de pessoas que descende de alguém em cada um dos graus de filiação ou descendência, ex: geração de Noé – (genealogia – família); Jesus diz “Eu sou a raiz e a geração de Davi…” (Ap 22.16b). Conjunto de pessoas que tem aproximadamente a mesma idade, como geração sacrificada (os judeus do reinado de Ester).

Ao longo da Bíblia podemos observar que Deus pensa de modo geracional. A visão geracional de Deus é tanto para bênçãos herdadas por aqueles que lhe obedecem como a maldição sobre a vida daqueles que lhe desobedecem. Ambos alcançando a vida da pessoa individualmente como também a sua descendência. “Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim. Os filhos dos teus servos continuarão, e a sua descendência ficará firmada perante ti” (Sl 102.27-28).

No Novo Testamento podemos observar a preocupação dos apóstolos Paulo e Pedro em impactar a sua geração com o Evangelho.

Ao lê os textos do livro de Gênesis verificamos que Deus fez aliança com Abraão, renova com Isaque e depois com Jacó porque eles conheceram o Deus de Abraão e andaram no seu caminho e obedeceram a seus estatutos. Desde o início Deus não teve apenas a intenção de abençoar Abraão, mas prometeu e abençoou sua descendência, as famílias da terra, o povo, a nações.

O que mudou com relação à visão geracional nos nossos dias?

  1. Perdemos a visão de que Deus sempre derramou suas bênçãos através de gerações. A visão de Deus é uma visão familiar, porém o homem através dos tempos restringiu sua visão a um Deus restrito ao templo. Um exemplo disso é a Páscoa. A páscoa foi estabelecida para ser realizada dentro das casas entre os membros da família, depois deveria ser realizado anualmente como um memorial a ser repetido da mesma maneira de geração em geração ensinando aos filhos o significado de cada elemento, e contando a história da grande libertação do povo por intervenção divina.
  2. Perdemos o foco de criarmos os filhos não como afirmação da paternidade e maternidade ou para que estes filhos realizem nossas expectativas e sonhos, mas como descendência santa para Deus.
  3. Perdemos a ênfase de ensinar, de pregar, de exortar, de testemunhar, de adorar, pelo exemplo, pela realização ou prática de rituais, pela motivação de obedecer a Deus e através do diálogo ensinar os principio de Deus dentro da família segundo o texto de Deuteronômio “Para que tema ao Senhor teu Deus e guarde todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu e teu filho e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida e que teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel e atenta em cumprires para que bem te suceda e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te disse o Senhor Deus de teus pais [...]Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho e ao deitar-te e ao levantar-te” (Dt 6.2-3, 6-7).
  4. Perdemos a ênfase de que o pai era o detentor do conhecimento: ensinava ao filho o ofício, os valores, o conhecimento de Deus. Antigamente o pai era o centro de toda a informação. Atualmente os filhos se atualizam muito mais rápido que os pais, mas isto não significa que a autoridade do ensino dos valores foi relegada a terceiros. A pior coisa que um pai pode fazer é conhecer os ensinos bíblicos, mas não transmiti-los a seus filhos. Muitos pais permitem que ervas daninhas cresçam no coração do filho quando permitem que o mesmo, fique horas na frente de uma televisão, mas não ensinam valores espirituais. Quando Deus fez uma aliança com Abraão ele o instrui dizendo “Disse mais Deus a Abraão: Ora, quanto a ti, guardarás o meu pacto, tu e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações” (Gn 17.9).

Segundo Deus a célula familiar ocuparia o primeiro lugar na manutenção do pacto, porquanto a circuncisão era um sinal de pai para filho. Abraão receberia instruções espirituais, e transmitiria os devidos conhecimentos aos seus descendentes. Muitos chegam a opinar que a formação religiosa deva ser adiada para quando os filhos atinjam certa idade para escolher. Ou alguém cultiva o jardim do coração dos filhos ou não conseguirá obter boas colheitas.

Não nos foi ensinado pelas gerações passadas para que formássemos uma nação, isto a partir de nossa casa. Deus quer fazer de nós casais e pais a raiz de uma geração santa. Quando Deus deseja que venhamos a viver com qualidade de vida não é apenas para vivermos melhor. É para que nós sejamos sementes boas, para uma colheita para o Senhor.

Você talvez diga já passou o tempo e hoje seus filhos já não escutam conselhos: talvez o momento seja de pedir perdão aos filhos e dizer que de hoje em diante algo estará mudando.