O vale sombrio do divórcio

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Relacionamento

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O velho homem está deitado numa cama de hospital. Mas a cama está numa sala de estar e não num quarto de hospital.

Seu corpo já não serve mais a sua vontade. Seus músculos já foram tão danificados pela doença que se esticaram e enrijeceram como um cabo de guarda-chuva.

O homem respira através de um tubo encaixado a um buraco em sua garganta. Mas apesar de seu corpo ser ineficiente, seus olhos estão abertos – e procuram por algo na sala.

Eles vasculham a sala na procura de sua parceira…

Apertando um nó e segurando firme

Seus olhos vasculham a sala na procura de sua parceira, uma mulher cuja a idade é escondida por seu vigor juvenil. Apesar de seus cabelos serem brancos, ela é saudável e ativa, em contraste com aquela figura deitada na cama.

Energicamente, ela vai executar a sua tarefa do dia: cuidar de seu marido. Com uma lealdade indiscutível, ela faz o que vem fazendo pelos últimos dois anos. Não é uma tarefa fácil: ela tem que escovar os dentes dele, fazer a barba, banhá-lo, alimentá-lo, pentear seu cabelo, escovar seus dentes.

Que cena preciosa é essa. Preciosa porque é um retrato de meu próprio pai e mãe.

Alguns poderiam dizer que é uma cena trágica do que uma doença pode fazer com o corpo de um homem. Mas enquanto isso é verdade, essa cena é uma lembrança valiosa do que a devoção pode fazer com o casamento de um casal.

Quarenta anos oferecem muitas razões para desistir de um casamento. Mais portas que o suficiente para cair fora. Eles não apenas viveram durante uma Guerra Mundial como provavelmente também enfrentaram centenas de guerras domésticas. Então o que foi isso que deu a esse casamento um poder para permanecer? Uma vez, alguns meses antes de sua morte, eu perguntei a meu pai o que havia segurado ele e minha mãe juntos.

Ele me respondeu, “Bem, deixar o outro nunca foi uma opção.”

Deixar o outro nunca foi uma opção. O que eles tinham era um casamento eterno – um casamento em que duas pessoas, face a face, dizem “Eu irei amar-te mesmo quando eu não sentir te amando. Eu irei te amar quando estiveres doente. Quando tivermos dinheiro e quando não tivermos, Eu te amarei para sempre.”

Ninguém disse que o casamento é fácil. A festa do casamento pode ser um evento, mas o casamento em si é uma conquista. Ele leva paciência, cuidados, muita entrega de si mesmo e sacrifício.

A promessa do casamento

Por que o compromisso do casamento é tão importante para Deus? Iria ajudar se lembrássemos que o nosso Deus é um Deus de compromissos. O divórcio não foi criado por Deus. Divórcio foi uma tolerância de Deus (Mt 19.8-9)

Quando violamos o acordo do casamento, violamos aquilo que Deus nos chamou para ser. “O Senhor Deus de Israel diz, ‘Eu odeio o divórcio’ por isso, tenham bom senso; Não sejam infiéis.”

É fácil falar. Você não entende Deus? Entro em minha casa como se estivesse entrando numa zona de guerra. Na sexta à tarde, eu prefiro ficar no trabalho do que ir para casa…

Nossa casa é tão cheia de tensão… Como poderia se esperar que eu cumpra esse tipo de compromisso?…

Como Deus responde a essa pergunta? “Eu espero isso de você porque Eu mesmo tenho honrado esse tipo de compromisso com você!”

Memorável. Deus estabelecendo um compromisso com o homem. Vez após vez, Ele iria honrá-lo.

Quando os filhos de Israel suplicaram a Ele durante a escravidão, Deus não os abandonou.

Quando Deus os libertou e eles quiseram voltar ao Egito, Deus não os abandonou.

Quando eles fizeram e adoraram a um bezerro de ouro, Deus não os abandonou.

Quando seu rei Davi mentiu, trapaceou, cometeu adultério e assassinato, Deus não os abandonou.

Quando Seus próprios amigos dormiram enquanto Ele agonizava na oração em Getsemani, Ele não os abandonou.

Quando Seu próprio seguidor deu um beijo de traição em Sua face, Ele não abandonou.

Quando um soldado romano o deixou em carne viva nas costas com chibatadas, Jesus não abandonou.

Quando os pregos cravados em Suas mãos e pés o proporcionaram uma dor horrível por todo o corpo, Jesus não abandonou.

Quando Ele voltou de sua cova e achou Seus apóstolos com medo, Jesus não os abandonou.

Esse é o tipo de Deus que servimos. Um Deus de promessas. Está aí o motivo pelo qual promessas são importantes para Deus. Um Deus que acredita que um compromisso estabelecido é um compromisso para ser honrado. Como um filho de Deus, essa é nossa herança. Uma herança que nos chama a sermos fiéis, não apenas a Deus, mas a nosso cônjuge. Se seu casamento precisa de uma reconstrução, você tem um Deus que o cobra a pedir a ajuda dEle para reconstruir seu lar.

Nós temos uma herança de fidelidade. Não tem razão maior para ser fiel a seu cônjuge do que honrar o Deus que foi fiel a você.

Mantendo os extremos equilibrados

Deus ama o divorciado, mas odeia o divórcio. Ah, como tendemos a ir de um extremo para o outro. Por um lado nós pregamos a ira de Deus àqueles que falharam em seus casamentos e elevamos o divórcio como se fosse um pecado acima de todos os outros (mas não é). O resultado são pessoas magoadas e feridas, perguntando a si mesmas se Deus vai algum dia ter lugar novamente para elas.

Do outro lado, em nosso esforço para sermos compreensivos com aqueles magoados e feridos pela separação, nós exageramos na compaixão. Essas pessoas irão pensar “Se o divórcio é tão fácil, então por que permanecer casado?”

Mas os extremos precisam se manter equilibrados. Deus odeia o divórcio. Ele odeia porque isso destrói seus amados filhos. Mas temos que falar na mesma altura para dizer que Deus ama o divorciado, e que esse não é um pecado acima dos outros.

Enquanto você se depara com esse dilema do divórcio, mantenha essas três verdades em mente:

Deus valoriza as pessoas. Por baixo de todo ensino teológico e doutrinal está essa verdade inabalável. E porque Ele nos valoriza, é que a lei de Deus existe, não para o nosso prazer, mas para nossa proteção. Nós pertencemos a Ele. Somos Seus filhos.

Deus valoriza a promessa. Ele é um Deus de promessas. Quando Deus promete algo Ele cumpre. Ele é honesto. Ele não volta atrás. Ele assume um compromisso. Deus sempre baseou Seu relacionamento com as pessoas através de promessas. Ele vive de acordo com a promessa, e não de acordo com um sistema ou um livro de regras.

Deus sabe que promessas quebradas quebram o coração das pessoas. Se eu o digo que irei fazer uma coisa e não faço, algo dentro de você se quebra. Se eu falho em cumprir uma promessa para minha filha, ela irá olhar para mim e dizer, “Mas pai, você prometeu.” Uma promessa é tudo o que temos. Deus sabe que, como tudo é construído através de uma promessa, quando uma promessa é quebrada, corações são quebrados.

O divórcio é uma guerra

Se você está passando por um divórcio ou se você testemunha um divórcio, você sabe como uma pessoa com um coração quebrado se parece e se sente. Divórcio nos faz dizer e fazer coisas as quais nós acharíamos outrora inconvenientes e inaceitáveis. O divórcio é uma guerra e, como em toda a guerra, existem ferimentos e fatalidades. É uma tragédia.

Você está pensando em se divorciar? Por favor, repense sobre seus planos. Dê a seu casamento tudo o que você possui. Tente o seu melhor. E se você já tiver feito isso, tente mais uma vez. Não ande apenas até o primeiro quilômetro, mas até o quinto, o décimo, o centésimo. Comece a ver o divórcio não como uma simples opção, mas como a última cartada.

Regue o casamento. Lembre-se do plano original. Mantenha-o vivo. E nunca, nunca subestime a dor de um casamento quebrado.

Lembre-se de que Deus odeia o divórcio (Mal.2:16). Divórcio não é um pecado acima dos outros. É um pecado. É errado. Mas é perdoável.

Você tem um casamento feliz? Seja compassivo com aqueles que não tem. Se existe alguém em sua igreja ou em seu círculo de amigos que se divorciou, faça sua parte para ajudá-lo.

Você está divorciado? Então procure pela misericórdia curadora de Deus. Se arrependa e recomece. Você se feriu em batalha, mas Deus pode extrair beleza de dentro da dor. Ele já fez isso antes; Ele fará de novo. Talvez a dor que você experimentou o ensinou a aconselhar outros que passam por esse sofrimento.

Qual é o limite do divórcio? O que Deus quer que façamos?

Se você está casado, Deus quer que você continue casado. Quando você se casa, você faz uma promessa diante de Deus. Ele quer que você assuma esse compromisso.

Se você está afastado, Deus quer que você faça todo o possível para se reconciliar com seu cônjuge.

É entendível que isso talvez não seja possível. As circunstâncias podem estar muito além de sua capacidade de ação. Entretanto, nosso Deus é um Deus de reconciliação. Um Deus que reconciliou uma humanidade pecadora com o Pai celeste também tem a capacidade de reconciliar casais separados. Ele não é apenas um Deus que cria, mas que também recria, e Ele quer recriar seu casamento com seu cônjuge. É um Deus que quer trabalhar dentro de seu lar e fazer o que você pensa ser impossível.

Se você está divorciado em desacordo com as escrituras, reconcilie com seu ex-marido ou ex-esposa. Se não é possível, então aceite a graça de Deus e siga em frente. Procure a partir de agora viver uma vida que agrade a Deus.

Deus é um Deus de misericórdia. Ele pode perdoar raiva, fofoca, malícia. É um Deus misericordioso. Ele é o Deus que teve misericórdia da mulher adúltera. Ele é o Deus que não apenas perdoou mas deu um propósito de vida àquela mulher samaritana que já havia passado por cinco diferentes lares. É um Deus de perdão? Sim.

No momento em que você estiver enfrentando uma possibilidade de divórcio, ou já estiver passando pela dor de um divórcio realizado, Deus quer guiá-lo para sair dessa situação.

Pegue Sua mão e saia desse vale sombrio do divórcio para um novo e ensolarado lado da montanha.

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Fonte: Texto de Max Lucado publicado no site www.jesussite.com.br.

Respondendo à crítica no casamento

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Conselhos, Relacionamento

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Certa vez um homem estava procurando algo em cima do armário de sua esposa, quando descobriu uma caixa que ela vinha escondendo ao longo do casamento.  Abriu a caixa, e dentro achou três ovos, junto com trezentos reais.  Achou estranho, e perguntou para sua esposa:

“Querida, por que esta caixa?  Por que você está guardando três ovos aqui?”

Ela respondeu, “Cada vez que eu quis apontar alguma falha sua e você não me deu ouvidos,  eu coloquei um ovo na caixa.”

“Puxa” pensou o marido, contente consigo mesmo, “isso não é tão ruim.  Somente três ovos  em catorze anos de casamento!  Mas de onde vieram os trezentos reais?”

“Bem”, ela respondeu, “cada vez que consegui uma dúzia de ovos, eu os vendi.”

Não é fácil receber críticas.  Estremece nossa segurança, balança nosso bem-estar. Mesmo assim,  a maneira pela qual respondemos à crítica revela muito sobre quem somos–talvez mais do que queremos saber.  Nossa resposta à crítica determina se ficaremos estagnados, parados no tempo, ou se realmente vamos crescer individualmente e em nossos relacionamentos familiares.

Talvez ninguém esteja escondendo ovos de você.  Mas será que você sabe receber críticas, e aproveitá-las para seu bem? Você coloca a crítica a seu serviço, ou se torna escravo dela?  Não é de surpreender o fato de que a Bíblia fala muito sobre este assunto; só o livro de  Provérbios menciona mais de 70 vezes esta marca da pessoa sábia, que sabe ouvir ensino, conselho, repreensão e… crítica!  Destes textos e outros podemos descobrir  três passos que devemos dar quando criticados, que farão nossos lares muito mais tranqüilos e sábios.  

I.  Devemos OUVIR a crítica que recebemos

Não adianta falar sobre qualquer outro passo a dar ou atitude a ter perante a crítica, antes de darmos ouvidos a ela. Muitas pessoas, talvez a maioria, nem chegam a esse primeiro passo. São os “sabe-tudo” que infelizmente precisam “pisar na bola” várias vezes antes de acordar para a realidade.

Provérbios nos aconselha a OUVIR antes de responder à crítica:

“Responder antes de ouvir, é estultícia e vergonha” Provérbios 18:13

Ouvir  caracteriza quem quer crescer e aprender:

“Os ouvidos que atendem à repreensão salutar, no meio dos sábios têm a sua morada.” Provérbios 15:31

“Ouve o conselho, e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir” Provérbios 19:20

A crítica melhora nosso caráter, e  nos prepara para enfrentar novos desafios no futuro. Aponta defeitos que podem prejudicar nosso progresso. Aquele que não sabe receber críticas já parou de crescer!

A crítica serve como as placas de advertência no trânsito. O semáforo amarelo nos adverte “Cuidado! Prepare-se para parar!”  Interpretamos “Cuidado! Se não você correr agora, será tarde demais!”  Ignorar as placas de advertência pode ser muito perigoso, especialmente no lar. Nenhum relacionamento fracassa de um dia para outro.  Sempre há luzes vermelhas que começam a piscar, nos advertindo de que algo está errado. Mas muitas vezes passamos correndo, prejudicando relacionamentos e a nós mesmos.

II. Devemos VALORIZAR a crítica que recebemos

Não é fácil, mas precisamos reconhecer que crítica é uma dádiva de Deus.  Mesmo quando a pessoa que nos critica não o faz por amor, a crítica serve para nos tornar mais sábios.  É um presente de Deus! Provérbios deixa este fato claro:

“Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” Provérbios 27.6

 ”Como pendentes e jóias de ouro puro, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento” Provérbios 25.12

 ”O que repreende ao homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua” Provérbios 28.23

Anos atrás tive o privilégio de viajar para a África, para uma colônia de pessoas leprosas.  Vi os resultados trágicos daquela doença e aprendi a valorizar a dor. A lepra ataca o sistema nervoso, e a pessoa perde sua sensibilidade à dor. Mas ao invés de ser uma bênção (imagine não ter mais dor!), a ausência de dor leva a pessoa a ter feridas graves, perdendo dedos, braços e pernas porque não sente mais aquele alerta de que algo está errado no corpo. O fato é que a crítica dói, e ninguém gosta de dor. Fazemos de tudo para evitá-la. Mas quando fugimos da dor de crítica, corremos grandes riscos de estagnar o desenvolvimento de relacionamentos sadios, especialmente no lar. Precisamos aprender a receber correção, mesmo que doa, como sendo um ato de amor.

III. Devemos RESPONDER POSITIVAMENTE à crítica que recebemos

A última resposta à crítica prova se ainda somos pessoas moldáveis ou se já estamos “petrificadas”. Chegamos ao momento da decisão.  O que faremos com a crítica que recebemos? Mais uma vez, Provérbios oferece conselho sadio:

“O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” Provérbios 28.13

 ”Os ouvidos que atendem à repreensão salutar, no meio dos sábios têm a sua morada.” Provérbios 15.31

Tiago acrescenta: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” Que pena olhar no espelho da Palavra (ou da crítica), ver quem somos, e depois virar as costas dizendo “Sou assim mesmo. E daí?” A crítica é uma marca do amor de Deus em nossa vida! Precisamos andar seguros de quem nós somos em Cristo (Ef 1-3). Assim, descansaremos na soberania de Deus que nos proporciona a crítica para nos manter humildes e ensináveis, pessoas que continuam crescendo na Sua graça.

Quem não vive pela graça de Deus mas, sim, pelo desempenho, está condenada a uma vida de comparação com os outros, ira, desânimo, mentira e fuga. Terá que usar máscaras para fingir ser o que não é.  Essa vida hipócrita não é a vida de quebrantamento e humildade constante que o Senhor Jesus requer (Mt 11.28-30). Para realmente crescermos em sabedoria, precisamos recebê-la com um espírito de humildade e gratidão, com dependência total na graça de Deus revelada no perdão de Cristo.  Ele sabe que somos pó, e quer transformar esse pó em diamante. Além disso, é a melhor maneira de não acumular uma caixa de ovos em cima do seu armário!

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Fonte: Texto de Pr. David J. Merkh e publicado no site www.estudosgospel.com.br.

Harmonia conjugal

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento

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Este é um vídeo que vale a pena assistir.

 

 

Dê um click sobre o link abaixo:

Casal Tocando Tico-Tico _-_ Duo_ Siqueira_Lima

 

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Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=wzFmLGVG2fY.

Alimentação em Família

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Pais e Filhos, Relacionamento

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 Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha me chamou atenção. De acordo com os dados publicados por uma empresa de estudos de mercado conhecida como Mintel, as mesas de jantar estão em extinção naquele país. As vendas do produto caíram 8% nos últimos 5 anos, enquanto os móveis de escritório tiveram crescimento de 40% e outros móveis da sala de jantar, 37%. 

Sentar à mesa com a família pode promover hábitos saudáveis de alimentação para crianças e adolescentes.

O número de britânicos que não têm mesa de jantar chega a 25%; apenas 31% a utilizam em ocasiões especiais como o Natal e Ano Novo. De acordo com o diretor da empresa, David Bird, atualmente, as mesas onde as famílias se reúnem todos os dias para comer quase não existem; inúmeros britânicos não fazem uma pausa para comer e, quando o fazem, geralmente é para comer com o prato no colo, vendo televisão. A tendência é o desaparecimento desse móvel, que durante longo tempo esteve no centro da vida doméstica. Os divórcios e a falta de tempo e de espaço são algumas das razões para a queda na procura por mesas de jantar, aponta a pesquisa.

Tomei como exemplo essa notícia para chamar atenção das pessoas de como a vida moderna tem modificado hábitos que deveriam ser preservados em nome da saúde e do bem-estar das pessoas. A mesa de jantar foi por muito tempo um exemplo de união da família. Era comum em todas as refeições diárias pais, filhos e até avós estarem juntos se alimentando, trocando idéias e narrando fatos acontecidos durante o dia. Lá em casa, por exemplo, às vezes meu pai chegava tarde, às oito da noite, mas minha mãe sempre nos fazia esperar para comermos em família, não importava o quanto nos queixássemos. Era um ritual tão agradável que ninguém queria perder.

Os anos se passaram e a correria do dia-a-dia, a falta de tempo, entre outros fatores fizeram com que uma atividade importantíssima para a saúde física e emocional de todos os membros da família praticamente deixasse de existir. De acordo com algumas pesquisas, no Brasil, 30% a 40% das famílias não jantam juntas de cinco a sete noites por semana. A hora do almoço em casa, junto com os familiares, tem sido trocada por um sanduíche na lanchonete da esquina ou por uma refeição em frente à TV ou computador.

As vantagens das refeições em família

Os estudos atuais mostram que as rotinas e os rituais familiares podem trazer vários benefícios para as pessoas. Esses rituais não envolvem apenas as refeições diárias, mas também atos simbólicos e que às vezes duram gerações na mesma família, como as celebrações de Natal, Ano Novo, aniversários e o tradicional almoço de domingo. Essas atividades têm sido relacionadas a uma maior satisfação conjugal, maior senso de identidade pessoal por adolescentes, maior saúde de crianças, satisfação com o desempenho acadêmico e fortalecimentos das relações familiares.

Um dos motivos que ajudam a explicar esses benefícios é que essas rotinas e rituais ampliam o tempo de convivência entre os familiares, possibilitando maior conhecimento mútuo e troca de experiências, formação ampliada de sua identidade pessoal e maior sensação de retaguarda social, o que daria a todos mais segurança em seus relacionamentos extra-familiares.

De acordo com um estudo publicado no Journal of Family Psychology (2003), se uma família faz em conjunto três refeições por semana, por exemplo, terá passado algo como uma hora (cerca de 20 minutos por refeição) se comunicando pessoalmente sem a interferência de “ruídos” como programas de televisão, por exemplo. Todos os que se sentam à mesa nestes momentos se beneficiam dessa interação de uma maneira ou de outra.

Benefícios para os mais jovens

Uma pesquisa publicada em 2003 no Journal American Dietetic Association, mostrou que sentar-se à mesa para as refeições com a família parece desempenhar um papel importante na promoção de hábitos alimentares saudáveis entre os adolescentes. Os pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, descobriram que as crianças entre os 11 e 18 anos de idade que tomavam as suas refeições em família, comiam maiores quantidades de frutas, vegetais, leguminosas e alimentos ricos em nutrientes do que aqueles que comiam separados das suas famílias. Além disso, os adolescentes que consumiam pelo menos sete refeições por semana em família consumiam menos comidas rápidas e snacks do que aqueles que comiam menos do que este número.

Os autores do estudo também descobriram que os meninos faziam mais refeições em família que as meninas, tal como as crianças até o 2º ciclo, comiam mais em família que as que freqüentavam graus de ensino subsequentes. Adicionalmente, a pesquisa revelou que as famílias em que as mães não tinham emprego externo e as famílias com maior poder aquisitivo tomavam refeições em conjunto com maior frequência que as outras famílias.

Em 2004, a revista Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine publicou um estudo com 4.746 crianças de 11 a 18 anos de idade mostrando que as refeições em família freqüentemente são associadas a um menor risco do desenvolvimento do hábito de fumar, beber e usar maconha, entre os jovens. O estudo indicou também uma menor incidência de sintomas de depressão e pensamentos suicidas, além de notas mais altas na escola.

Para os especialistas, as refeições familiares são importantes também para ajudar a aprimorar o vocabulário de crianças mais jovens. Pesquisadores de Harvard consideraram em 1996 os tipos de atividades que promoviam o desenvolvimento da linguagem. Jantares familiares foram mais importantes do que brincar, do que a hora da história e outros eventos familiares. E aquelas famílias que entraram em diálogos extensos na mesa de jantar, como a narração de histórias e explanações, ao invés de comentários de uma frase, como “coma seus legumes”, fizeram com que crianças adquirissem mais competências lingüísticas.

Exemplos à mesa

Muito do que é dito ou feito numa família serve de exemplo e efetivamente causa impacto sobre os membros desta. Crianças que se alimentam sem os pais ficam sem referência, sem exemplos concretos de uma boa alimentação e, inevitavelmente, vão para a frente da televisão enquanto comem, vivenciando um sentimento de solidão e uma tendência à obesidade. A criança que come assistindo TV não sabe o que come nem tem noção da quantidade ingerida.

Por isso, a presença dos pais na hora do almoço e/ou jantar é fundamental para transmitir aos filhos bons exemplos, que serão seguidos por toda vida. Se uma criança sempre vê seus pais servirem-se de salada antes do prato principal, ela entenderá que essa atitude é a mais correta e provavelmente também vai querer experimentar e seguir o exemplo. Da mesma forma, se a criança observa seu pai servindo-se de macarrão pela terceira vez, ela poderá aprender que comer três porções do alimento não é demais, e também seguirá o exemplo.

É importante enfatizar que freqüentemente os pais demonstram seus valores aos filhos pelo que fazem, muito mais do que pelo que dizem. As crianças estão atentas às ações deles, mesmo quando estão fazendo uma outra atividade ou conversando com outra pessoa. Os pais são os modelos de referência, e por isso, é fundamental que tomem alguns cuidados para não enviar mensagens erradas ou contraditórias do tipo comer com a boca aberta, comer rápido demais sem mastigar corretamente os alimentos, exagerar nas quantidades, fazer comentários desfavoráveis em relação a um alimento, como por exemplo, a mãe falar que não gosta de beterraba, etc.

Para finalizar, saliento que a hora da refeição deve ser um momento sem estresse. O ambiente deve ser tranqüilo e acolhedor, sem brigas, discussões, comentários impróprios, que causam desconforto e sentimentos que ficam associados ao alimento e à hora de comer, interferindo em situações futuras, principalmente entre as crianças. Se o seu filho (a) não quer comer da forma como você gostaria, não entre em crise, não perca a paciência e não discuta, apenas informe que o prato dele(a) estará disponível quando a fome surgir.

Incentive a criança a ter prazer com o que come; aos poucos ela vai aceitando as novidades, aumentando o seu repertório de alimentos, desenvolvendo cada vez mais uma relação saudável com a comida. E não se esqueça de resgatar a mesa em seu lar, seja ela de jantar ou uma simples mesinha de cozinha. A sua família reunida em torno dela mais vezes por semana, com certeza será mais feliz e saudável. 

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Fonte: Texto de Jocelem Salgado e publicado no site: www.clickfamilia.org.br.

Dez razões para o culto doméstico

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Princípios Bíblicos, Relacionamento

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  1. Porque nos dispõe para enfrentarmos as tarefas diárias com um coração mais alegre, torna-nos mais fortes para o trabalho, mais dedicados ao nosso dever e predispõe-nos a glorificar a Deus em tudo que fizermos. Ler Colossenses 3.17.
  2. Porque nos dá força para enfrentarmos o desânimo, as decepções, as adversidades inesperadas e as frustrações com que nos deparamos. Ler Hebreus 2.18.
  3. Porque nos torna mais cônscios, no decorrer do dia, da presença reconfortante do Deus que nos ajuda a vencer pensamentos impuros e outros inimigos quaisquer, que porventura vierem atacar-nos. Ler Filipenses 4.4-7.
  4. Porque o culto doméstico suaviza as asperezas do relacionamento no lar e enriquece grandemente o convívio em família. Ler Efésios 6.1-9.
  5. Porque esclarece os mal-entendidos e tende a aliviar as tensões que por vezes invadem o ambiente sagrado do lar. Ler Romanos 12.9-11.
  6. Porque o culto doméstico ajuda a manter na fé os filhos que saem de casa, afastando-se da influência dos pais. Na maioria dos casos, é o culto doméstico que mais tarde irá determinar a salvação de filhos de lares crentes. Ler  II Timóteo 3.15-17.
  7. Porque ele poderá ter influência sadia e santa sobre as pessoas que possam estar visitando a família. Ler Romanos 14.7-9.    
  8. Porque o culto doméstico faz de um lar exemplo e estímulo a outros lares, para que tenham a mesma vida de devoção e adoração a Deus. Ler Atos 2.46,47.
  9. Porque a palavra de Deus ensina que devemos fazer o culto doméstico. Ao obedecermos a Deus, estamos dando honra àquele que é o doador de todo o bem e fonte de toda a benção.
  10. Ler Romanos 12.1,2.

 

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Fonte: Texto escrito por Pr. Josué Gonçalves, terapeuta familiar e pastor sênior da Igreja Assembléia de Deus – Ministério Família Debaixo da Graça, em Bragança Paulista – SP. Publicado no site: www.familiaegraca.com.br.

Enfrentando as crises no casamento sem pensar em desistir

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Divórcio e Novo Casamento, Relacionamento

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Não há casamento sem problemas. Todo casamento exige renúncia e adaptação. Nenhum casamento sobrevive sem perdão e restauração.

Hoje falamos repetidamente que família é o nosso problema número um. A família tem sido atacada vigorosamente pelas perigosas filosofias pós-modernas. Os fundamentos têm sido destruídos (Salmos 11.3). Estamos vivendo no meio da era pós-moderna, onde os valores absolutos das escrituras não estão sendo observados, mas repudiados. O que temos hoje não é apenas um comportamento imoral, mas a perda de critérios morais. Estamos enfrentando não apenas um colapso moral, mas um colapso de significado. Não há absolutos. Gene Edward Veith ainda afirma que, se não há absolutos, se a verdade é relativa, então não pode existir estabilidade, conseqüentemente, a vida perde o sentido.

O inevitável resultado do relativismo deste tempo é a falência dos valores morais, a fraqueza da família e o aumento espantoso da infidelidade conjugal. Valores relativos acompanham o relativismo da verdade. Em 1969, bem no meio da “revolução sexual, 68% dos americanos acreditavam que relação sexual antes do casamento era errada. Em 1987, mesmo a despeito do surto da AIDS, somente 46% acreditavam que o sexo antes do casamento era errado. Em 1992, somente 33% rejeitavam o sexo pré-marital. Infidelidade conjugal tem sido uma marca da sociedade contemporânea. Segundo algumas estimativas, 50 a 65% dos maridos e 45 a 55% das esposas têm sido infiéis até os 40 anos. Outros identificam que 26 a 70% das mulheres casadas e 33 a 75% dos homens casados têm se envolvido em casos extraconjugais, que têm sido não apenas comuns, mas altamente destrutivos”.

Divórcio tem sido estimulado como solução. Comentaristas sociais são notórios em afirmar que metade dos casamentos nos Estados Unidos termina em divórcio. Contudo, divórcio não é uma sábia solução para casamentos em crise, mas um sério agravante, um outro problema que na maioria das vezes, traz profundo sofrimento e frustração.

A psicóloga Diane Medved, diz que os casais estão chegando à conclusão que o divórcio é mais danoso do que enfrentar as crises juntos. As conseqüências e as seqüelas do divórcio são devastadoras a curto, a médio e a longo prazo. Há muitos casais e filhos arrebentados emocionalmente pelo divórcio. A presença de casamentos em crise, casamentos quebrados e até mesmo do divórcio está aumentando não apenas entre os não cristãos, mas também dentro das comunidades evangélicas. Há também, muitos líderes religiosos enfrentando divórcio. Isso é uma realidade que não pode ser negada. Contudo, à luz das Escrituras Sagradas, o divórcio não é a solução divina para a crise do casamento. Não é sensato fugir do problema em vez de enfrentá-lo. De fato não existe casamento perfeito. Não há casamento sem problemas. Todo casamento exige renúncia e adaptação. Nenhum casamento sobrevive sem perdão e restauração. Muitas pessoas hoje estão discutindo e procurando divorciar antes de entender o que as Escrituras ensinam sobre casamento.

Casamento não é uma união experimental. A aliança conjugal não termina quando as crises chegam. Só duas cláusulas de exceção para o divórcio nas Escrituras: a infidelidade conjugal (Mateus 19.9) e o abandono (1 Coríntios 7.15). Divórcio por quaisquer outros motivos e novo casamento constitui-se em adultério (Mateus 5.32).

Como, então, enfrentar crises no casamento sem pensar em desistir?

Reconhecendo que o casamento não é uma invenção humana, mas uma instituição divina

O casamento não é um expediente humano. O próprio Deus estabeleceu, instituiu e ordenou desde o início da história humana. Gênesis 2.18-24 revela que o casamento nasceu do coração de Deus quando não havia ainda legisladores, nem leis, nem Estado, nem igreja. Casamento é um dom de Deus para o homem e a mulher. Deus não apenas criou o casamento, mas também o abençoou (Gênesis 1.28). qualquer esforço de atentar contra os princípios estabelecidos para o casamento conspira contra Deus, que o instituiu. Por isso, Ele odeia o divórcio (Malaquias 2.14).

Reconhecendo a natureza do casamento

Quando Jesus foi questionado pelos fariseus sobre o divórcio (Mateus 19.3-4), Ele não discutiu antes de falar sobre a natureza do casamento, de acordo com os princípios estabelecidos na própria criação (Mateus 19.4-8).

De acordo com o padrão absoluto de Deus, estabelecido na criação, o casamento em primeiro lugar é heterossexual (Gênesis 1.27). União homossexual é abominação para Deus (Levítico 18.22; Romanos 1.24-28).

Em segundo lugar, o casamento é monogâmico (Gênesis 2.24).

Em terceiro lugar, o casamento é monossomático (Gênesis 2.24). João Calvino disse que a união do casamento é mais sagrada e mais profunda do que a união que liga os filhos aos pais. Nada senão a morte pode separá-los.

Em quarto lugar, o casamento é indissolúvel (1Coríntios 7.3). Jesus afirmou que marido e mulher não são mais dois, mas uma só carne e o que Deus uniu o homem não pode separar(Mateus 19.6). Divórcio, portanto, é uma rebelião contra Deus e seus princípios.

Em quinto lugar, o casamento não é compulsório. O celibato é um dom de Deus, não uma imposição ( Coríntios 7.32-35). Embora a razão do casamento seja para resolver o problema de solidão, Deus chamou para serem uma exceção à sua própria norma (Gênesis 2.18,24; Mateus 19.11-12; 1 Coríntios 7.7).

Reconhecendo que em Deus podemos superar as crises do casamento sem azedar o coração

Jesus disse para os fariseus que o divórcio nunca foi uma ordenança divina, mas uma permissão, e isso, por causa da dureza dos corações (Mateus 19.7-8). O divórcio ocorre por que os corações estão endurecidos. Dureza de coração é a indisposição de obedecer a Palavra de Deus. É a indisposição de perdoar, restaurar e recomeçar o relacionamento conjugal de acordo com os princípios de Deus. De acordo com Jesus, o divórcio jamais é compulsório, onde existe espaço para o perdão. Divórcio é conseqüência do pecado, não é uma expressão da vontade de Deus. Perdão e restauração são melhores que o divórcio. Divórcio não é compulsório nem em caso de adultério. Restauração é sempre o melhor.

Concluindo, ressaltamos que a igreja precisa dar ênfase à famílias fortes. Casamentos estáveis resultam em famílias, igrejas e sociedades saudáveis. A solução para o casamento e para a família não está nos modelos falidos da sociedade pós-moderna, mas eterna e infalível Palavra de Deus. O mesmo Deus que instituiu o casamento tem solução para os casamentos em crise. Somente Deus pode curar relações quebradas, trazendo esperança onde os sonhos já morreram; trazendo vida, onde as sombras da morte já escurecem os horizontes; trazendo cura e restauração, onde as feridas estão cada vez mais doloridas. O grande desafio para a igreja e sociedade contemporânea é retornar para Deus e obedecer aos seus mandamentos. O mesmo Deus que criou o casamento tem solução para ele. Deus é o criador, sustentador e restaurador do casamento. Quando Ele reina no casamento, o divórcio não tem espaço.

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Fonte: Artigo escrito pelo Rev. Hernandes Dias Lopes, pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB. Publicado no site www.ejesus.com.br.

Maridos solitários, esposas solitárias

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Homem, Mulher, Relacionamento

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O isolamento de outras pessoas nem sempre é ruim. O próprio Jesus tinha o hábito de isolar-se regularmente das multidões e ficar a sós com Deus, depois de um dia de trabalho em meio às multidões. Nessas ocasiões, ele orava e renovava suas forças. Mas, existe uma solidão maléfica, característica da sociedade em que vivemos. As pessoas podem viver numa mesma casa com muitas outras e ainda assim viver isoladas delas. Já que fomos criados como seres sociais, viver em isolamento geralmente provoca tristeza, depressão, angústia e, em casos extremos, o suicídio.

Isolamento acontece mesmo entre pessoas tão íntimas como marido e mulher. Diversas forças ativas na sociedade moderna estão separando marido e mulher cada vez mais para longe um do outro, em vez de produzir intimidade e mutualidade:

  1. Numa sociedade tão complexa como a em que vivemos, experiências diferentes e sistemas de valores diferentes separam os casais. Antigamente, as pessoas nasciam e cresciam juntas num mesmo lugar. Hoje, elas vêm de passados completamente diferentes.
  2. A sociedade moderna tem passado a idéia de que o casamento é um relacionamento na base de 50/50 (fifty-fifty). Isso é, cada um dá um pouco de si. Mas isso não funciona, na verdade. O padrão cristão é 100/100. No casamento, temos de nos dar inteiramente.
  3. O egoísmo é provavelmente a maior ameaça à unidade do casal. Ser egoísta é buscar realização pessoal deixando o cônjuge de fora. Uma ilusão bastante comum é que marido e mulher podem obter sucesso independentemente um do outro e ainda ter um casamento bom. Na prática, quase nunca isso dá certo.
  4. Outro fator de isolacionismo são problemas não superados. Os pesquisadores mostram que cerca de 70% dos casais que passam por experiências traumáticas – como perder um filho num acidente, ou ter um filho gravemente deficiente – se separam ou se divorciam.
  5. A mídia tem popularizado a idéia de que aventuras extramaritais é algo normal. O fato é que, não somente o adultério consumado, mas o adultério emocional – uma amizade muito íntima com alguém do sexo oposto – provoca o isolacionamento dos cônjuges.
  6. A pressão contínua do estilo de vida acelerado em que vivemos contribui para que cada vez mais vivamos estilos de vida separados uns dos outros. 
  7. Outro fator é nosso hábito de assistir TV. O problema é mais grave do que a violência mostrada na tela. Membros de uma família podem estar juntos na mesma sala assistindo TV, e estar perfeitamente isolados uns dos outros. À medida em que nos enfiamos em nossos casulos, mais e mais nos desconectamos uns dos outros.

A grande maioria dos moradores das grandes cidades – mesmo cristãos – raramente conhece seus vizinhos! Todo o moderno sistema de comunicação produzido atualmente pela sociedade tende a eliminar cada vez mais o contato humano: Internet, email, chat, etc.

O isolamento é uma ameaça séria mesmo para casais cristãos. Estes cristãos precisam perceber que se não tomarem as providências necessárias e se não tratarem dessa ameaça juntos, acabarão por viver isolados uns dos outros, mesmo debaixo do mesmo teto. Muitos casais casados têm sexo mas não amor. O erro típico que muitos casais cometem é não antecipar que problemas desse tipo podem ocorrer com eles. E quando os problemas surgem, são apanhados desprevenidos.

Vivemos num mundo cheio de problemas. A tentação de muitos, debaixo de pressão, é isolar-se, hibernar como um urso em sua caverna no inverno. Embora essa pareça uma alternativa atraente, é somente com o apoio de amigos que poderemos suportar as misérias desta vida. Fiquei impressionado com o que aconteceu recentemente no Japão, quando três empresários japoneses falidos enforcaram-se juntos no mesmo quarto de hotel. Numa sociedade individualista como a nossa, suicídios não acontecem assim! Mas se os japoneses conseguem ser solidários até na morte, será que não podemos aprender, na vida, a compartilhar nossa existência e experiências com outros?

O que podemos fazer, como cristãos, para vencer o isolamento? Aqui vão algumas dicas:

  1. Busque maior intimidade com Deus, pela leitura da Bíblia e pela oração diária. Quando nos aproximamos de Deus, podemos melhor nos aproximar dos outros.
  2. Planeje gastar tempo com seu cônjuge fazendo coisas que ambos apreciam.
  3. As vezes o isolamento foi causado por uma atitude errada sua, com a qual o seu cônjuge ofendeu-se ou magoou-se. É preciso pedir perdão e buscar a reconciliação.
  4. Às vezes quando a situação já se tornou muito complicada e difícil, é preciso procurar ajuda espiritual e psicológica. Pastores e psicólogos cristãos são geralmente treinados para oferecer apoio e soluções para casos assim.

Não permita que o isolamento acabe a alegria do seu casamento. Casados também podem ser felizes juntos!

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Fonte: Texto escrito por Augustus Nicodemus que é pastor presbiteriano, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, doutor em interpretação bíblica pelo Westminster Theological Seminary, Estados Unidos, e autor de, entre outros, “O que Estão Fazendo com a Igreja” (Mundo Cristão). Publicado no site www.ejesus.com.br.

Depois da lua de mel

Publicado por Sérgio Leitão em Casamento, Relacionamento, Sexo e Sexualidade

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Aumenta cada vez mais o número de casamentos que não conseguem sobreviver mais do que sete anos. Nas últimas décadas, o número de divórcios entre cônjuges com idade inferior a 25 anos triplicou. Pesquisas têm revelado que os primeiros dois ou três anos de casamento são os mais críticos para o relacionamento conjugal, pois é exatamente esse o período em que o casamento ainda está se cristalizando. É o período em que duas personalidades distintas, com origem e estilo diferentes, resolvem fundir duas existências numa só. Para muitos esse sentimento de “fusão” gera tensão, e são tentados a desistir antes do próprio desabrochar do relacionamento. Por isso, os especialistas são unânimes em afirmar que a maior crise do casamento hoje ocorre nos primeiros anos.

Uma das razões pelas quais está aumentando o índice de divórcio entre casais jovens é a elevada expectativa que muitos têm em relação ao casamento. Alguns sonham com um casamento romântico, cheio de flores, e quando acaba a festa parecem sentir que acabou o romance.

É imperativo que cada casal discuta seus sonhos e expectativas quanto ao casamento antes de entrarem para a vida conjugal. Alguns sonham com um envolvimento máximo, com entrega total de um para o outro, o que seria realmente o ideal. Outros esperam apenas um envolvimento limitado e se sentem satisfeitos com o mero convívio, segurança e estabilidade social que o lar oferece. Há ainda os que vêem o casamento como um envolvimento mínimo, e tudo o que esperam da vida conjugal é estar juntos durante as refeições e nas horas de fazer sexo. Este último tipo de casamento tem tudo para não ser bem-sucedido. A maior tragédia, porém, ocorre quando um dos cônjuges entra para o casamento pensando num mínimo envolvimento enquanto que o outro espera uma união mais profunda. É exatamente aí que alguns começam a falar de incompatibilidade.

Durante as novidades da lua-de-mel, nenhum casal percebe que seu casamento já está sendo testado. Até ali, tudo parece muito especial. Nos meses seguintes, porém, o casal começa a se conscientizar de uma infinidade de problemas. Percebe que a liberdade individual não é a mesma de solteiro. Surge a pressão do controle das finanças. Sinais de imaturidade começam a aparecer e as responsabilidades e a necessidade de tomar decisões começa a exigir muito do casal. Qualquer que seja o problema poderá estar sob controle se houver muito diálogo e sensata discussão de cada detalhe.

Estudos especiais têm revelado que existem sete áreas de stress e ajustamento nos casamentos iniciantes. São elas:

  1.  A necessidade que você sente de freqüentes expressões verbais de afeição e reafirmação.
  2. A freqüência da intimidade sexual.
  3. O tempo que os dois dispensam ao lar.
  4. A troca de idéias e opiniões (esse ponto é particularmente desgastante quando os cônjuges pertencem a diferentes grupos religiosos ou étnicos).
  5. Responsabilidades com relação ao cuidado do lar.
  6. Higiene e aparência pessoal.
  7. As despesas do orçamento familiar.

Depois de algum tempo de casamento, ambos os cônjuges começam a se conscientizar dos erros um do outro. Outra causa de desilusão é aquela imagem irreal e excessivamente romantizada com que alguns pintam a vida conjugal. Nos primeiros meses, o cônjuge é visto através de uma lente que filtra os defeitos e só deixa passar os raios que coincidem com a imagem ideal. A medida que os meses se transformam em anos, porém, a rotina da vida diária e íntima destrói o sistema de filtros, e pouco a pouco a realidade é vista. Finalmente, o cônjuge acha que seu parceiro mudou. O que acontece, entretanto, é que essa é a primeira vez que o casal começa a ver um ao outro não como um ser imaginário, mas como um ser humano. O cônjuge não mudou. agora é que ele está sendo observado de verdade.

Por trás das faltas e defeitos, há um fator mais importante: a individualidade. Nessa fase crítica posterior à lua-de-mel, os dois devem tomar uma importante resolução: nunca destruir a individualidade do companheiro. A pessoa não deve deixar de ser ela mesma para pensar e agir como o outro deseja.

Numa crise conjugal, a pior reação é o silêncio. Sentimentos, receios e aspirações devem ser verbalizados. Comunicação é essencial e indispensável. Reconheça o valor de seu esposo. Aceite que ele é diferente e até mesmo que vai lhe aborrecer algumas vezes. Aceite que ele nunca será perfeito nessa vida, tal como você também não o será. Mas aceitar não é tolerar. Tolerar apenas joga os problemas para o futuro.

O crescimento e a adaptação começam na lua-de-mel. À medida que o tempo vai passando, o relacionamento precisará crescer e amadurecer em amor. As mudanças ainda que suaves, trazem crises. Estas crises tornam imperativa a boa comunicação entre os dois, bem como, através de ambos, a comunicação com um terceiro companheiro: Jesus. Através da oração, Seu poder está disponível em todas as emergências.

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Fonte: Escrito por David Marshall e publicado no site www.ejesus.com.br.

Lições de casa, lições de vida!

Publicado por Sérgio Leitão em Pais e Filhos, Relacionamento

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“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te” (Deuteronômio 6:6-7). Muitos são os métodos que as escolas modernas adotaram – e adotam – para conseguirem um desempenho escolar satisfatório com seus alunos. Técnicas pedagógicas, psicológicas e lógicas são desenvolvidas e testadas para que se alcance um rendimento escolar que traga crescimento ao aluno. Recentemente, uma pessoa de minha família, doutora em Matemática e Física pela Universidade de São Carlos, demonstrou-me como tem ensinado geometria a seus alunos de ensino fundamental. Fantástico! Ela mostra a relação das formas com a vida prática e onde utilizar as figuras.

Esforços de profissionais da educação e áreas correlatas podem não surtir efeito, pois precisam receber apoio de agentes importantes para a validação da educação formal recebida pelo aluno: seus próprios pais (ou responsáveis). A formação de um indivíduo é produzida por um conjunto de fatores. Cada um terá seu papel, influenciando as engrenagens do conhecimento, do saber e da vivência, para que funcionem com precisão.

Após o advento da industrialização, tão bem ilustrado por Charles Chaplin no filme “Tempos Modernos”, a fragmentação do saber se alastrou por vários escalões sociais. Quem deve educar são os educadores, quem deve acompanhar o desenvolvimento intelectual são os psicopedagogos, quem deve dizer como serão realizados os trabalhos são os professores, quem determina como devem ser disciplinados são os diretores e coordenadores. Uma fragmentação que traz um enorme comodismo para os pais ou responsáveis. Afinal, temos uma equipe de especialistas cuidando de nossos filhos; por que preciso me preocupar? É comum ouvir: “E quanto aos deveres de casa, que sempre vêm em quantidade e no momento em que menos podemos dar atenção a eles? Parece que esses professores querem jogar o trabalho deles em cima de nós, pobres pais atarefados que nem entendem mais desse assunto”.

Com grande facilidade, delegamos a outros responsabilidades que foram entregues a nós, por Aquele que nos pedirá prestação de contas sobre elas. Todos os métodos de ensino se tornam recentes demais e sem eficácia quando os antigos preceitos de Deus (como o texto bíblico inicial deste artigo) deixam de ser observados e praticados. Mais do que pegar na mão do filho para fazer a lição, pesquisar com ele, pagar professor particular para melhorar o desempenho, ocupá-lo com mais cursos de métodos que prometem verdadeiros milagres, o preceito nos traz à consciência nosso papel diário de companheirismo e cumplicidade para com nossos filhos. Ler e adiantar algo para o trabalho secular enquanto o filho faz sua tarefa de casa é uma forma especial de solidariedade. É bom observar um ao outro e executar atividades que, realizadas individualmente, podem se tornar enfadonhas e desanimadoras.

Quando somos parceiros de nossos filhos, comprometidos com cada passo de suas vidas, seja no crescimento físico, emocional ou espiritual, desenvolvemos a habilidade de entender o que o momento requer de nós. Podemos detectar as reais dificuldades de aprendizado ou os problemas do momento: um olhar mais distante, uma desatenção decorrente de algo que parece ser mais importante, um desconforto físico, uma dislexia. Pais companheiros detectam com mais facilidade e rapidez situações que os educadores levariam mais tempo para diagnosticar. Afinal, são muitos alunos. Para finalizar, recomendo o curso Educação de Filhos à Maneira de Deus, que tem sido um verdadeiro oásis para pais interessados no desenvolvimento intelectual e moral de seus filhos.

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Fonte: Texto escrito por Eliane Limonge Duri é Psicóloga Clínica há 18 anos, especializada em terapia conjugal e familiar. Filiada ao Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, Universidade da Família e Marriage Ministries International. Dirige uma associação em prol da família em Araçariguama (SP) juntamente com seu esposo, Paulo. Publicado no site www.udf.org.br.

A Sogra, Dicró e a Bíblia

Publicado por Sérgio Leitão em Família, Relacionamento

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Uma reflexão bem divertida sobre as sogras

 

Você sabe a última piada de sogra? E aquelas frases escritas nos pará-choques de caminhões nas rodovias brasileiras?

Algumas delas: “Homem feliz foi Adão, não teve sogra nem caminhão”, “Seqüestraram a minha sogra! Não aceito negociações!”.

Tive a curiosidade de fazer uma pesquisa no Google. Existem 157 mil frases e 128 mil piadas a respeito da sogra!

Quer fazer parte de uma comunidade cujo tema é a sogra no Orkut, o site de relacionamento? Pois bem, você vai encontrar mais de mil comunidades! Umas a favor das sogras, outras não tanto.

Quem conhece um pouco sobre a história do samba, ou até mesmo goste de samba, já ouviu falar em Dicró, o famoso sambista nascido em Mesquita, região metropolitana do Rio de Janeiro, que é conhecido por compor sambas falando mal da sogra. Um dos seus sambas diz: “vou fazer um bingo lá na casa da vovó, o prêmio é minha sogra, sai numa pedra só”.

Por que se fala tanto mal da sogra?

Uma teoria está na mitologia grega, no famoso complexo de Jocasta, mãe de Édipo, com o qual se casou sem saber que era seu filho.

A linha de raciocínio é que para conquistar o filho, mãe e esposa, lutam pelo mesmo homem, criando assim uma série de animosidades.

É interessante observar que na Bíblia existem bons exemplos de sogras e sogros. Vejamos então.

Noemi foi uma sogra de que toda nora gostaria ter. O apego de Rute foi tão grande para com sua sogra que disse: “Não insista comigo que te deixes e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu Deus! Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo vigor, se outra coisa que não a morte me separar de ti!” (Rt 1.16-17).

Uma outra sogra que todo genro gostaria ter foi a sogra de Pedro. Não sabemos o seu nome, mas podemos deduzir pelo texto de Marcos 1.29-31 que tenha sido uma boa sogra. A Bíblia diz que ela estava com uma febre muito alta e muitos foram até Jesus pedindo para que Ele a curasse. Todos desejavam o pleno restabelecimento de sua saúde. Cremos, à luz desse fato, que era uma mulher querida por todos. Depois de seu restabelecimento, sua primeira atitude foi de servir aqueles que se encontravam na casa. Uma mulher pronta para abençoar as pessoas através do serviço. Pedro não tinha dificuldades com a sogra. Tanto é que pelo o texto diz que ela estava na casa do discípulo de Jesus.

E sobre os sogros? O sogro que todos nós conhecemos na Bíblia se chamava Jetro, sogro de Moisés (Ex 18). Uma leitura atenta desse capítulo irá nos fornecer muitas lições maravilhosas sobre como ser um bom sogro ou até mesmo uma boa sogra.

Viver em harmonia na família, especialmente com as sogras ou sogros, é uma exercício que requer muita habilidade. Para cada relacionamento familiar, a Bíblia nos dá indicações preciosas de princípios que devem ser colocados em prática. Certamente, se estudarmos com atenção esses exemplos positivos de relacionamentos de sogras-noras e sogros-genros, podemos ser tremendamente beneficiados.

Leitura da Bíblia, compartilhamento de experiências positivas de relacionamentos sogras, noras e genros e a leitura de livros nessa área são ferramentas úteis para se alcançar essa desejada harmonia.

Durante nossa vida vamos, no seio da família, desenvolvendo muitos papéis familiares. São os papéis de filho/filha, esposo/esposa, genro/nora, pai/mãe, sogra/sogro, avô/avó. Para cada um deles requer atenção e disposição para aprender a arte de viver esses papéis de modo equilibrado e saudável. Sem dúvida o relacionamento nora ou genro com a sogra ou sogro requer também muita habilidade.

Se aplicarmos alguns princípios para o relacionamento com a sogra ou sogro, toda a família sentirá os reflexos positivos.

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Fonte: Click Família